Publicado por: sidnei walter john | 30 de novembro de 2016

Evangelho do dia 02 de dezembro sexta feira


02 dezembro – Humilhemo-nos ao considerar os nossos defeitos, mas por outro lado alegremo-nos com a bondade e a misericórdia de Jesus que nos quer perdoar: alegremo-nos com as dívidas de gratidão que nos unem cada vez mais intimamente a Ele. (S 234). São Jose Marello

2-dez-mateus-9-27-31 Mateus 9,27-31

Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: Filho de Davi, tem piedade de nós! Jesus entrou numa casa e os cegos aproximaram-se dele. Disse-lhes: Credes que eu posso fazer isso? Sim, Senhor, responderam eles.  Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo vossa fé.  No mesmo instante, os seus olhos se abriram. Recomendou-lhes Jesus em tom severo: Vede que ninguém o saiba. Mas apenas haviam saído, espalharam a sua fama por toda a região.” 

Meditação: 

Deus vai muito além do que foi prometido a Davi e instala, por meio de Jesus, o seu próprio Reino no meio dos homens, o Reino que é infinitamente superior ao Reino de Israel do Antigo Testamento e totalmente diferente dele. Mas só percebe a presença deste Reino quem tem fé, quem não é cego, mas tem os olhos abertos para as realidades espirituais.

Qualquer leitor do Evangelho de Mateus poderia ficar admirado pela presença de várias narrações de curas de cegos em que, além da recuperação da vista, o evangelista realça a necessidade de um “olhar de fé”.

Dessa forma, quem acredita e se põe efetivamente a caminho no seguimento de Jesus, acaba vendo as coisas, os outros e o mundo sob outro ângulo, e experimenta pessoalmente uma transformação profunda: sai da “cegueira” e da escuridão para entrar numa dimensão de intensa luminosidade.

Estas narrações são significativas porque evidenciam a atividade messiânica de Jesus, lembrando que uma das atribuições do Messias consiste em abrir os olhos aos cegos.

A tradição bíblica indica, porém, que a raiz dessa função se encontra no próprio Deus que “não vê como o homem vê, porque o homem vê a aparência, mas Yahweh olha o coração” (1Sm 16,7).

Além do mais, é possível reconhecer que, na oração de Israel, esta é uma afirmação fundamental: “Yahweh olha dos céus e vê todos os filhos de Adão; do lugar de sua morada observa todos os habitantes da terra; é ele quem forma o coração de cada um e discerne todas as suas obras” (Sl 33,13-15; cf 113,6).

Mateus retoma a mesma tradição, ao afirmar que Deus vê em segredo (6,4) e conhece profundamente as necessidades humanas.

Não pode passar despercebido o fato de que Mateus indique expressamente o ambiente privilegiado onde a luminosidade do Evangelho se manifesta: é a “casa” (9,28), isto é, a “comunidade de irmãos” que realiza a sua missão, fazendo com que a “a luz brilhe diante dos homens, para que, vendo as boas obras, eles glorifiquem o Pai que está nos céus” (5,16).

No Evangelho Jesus aparece com o título de “Filho de Davi”, título messiânico comumente aceito no judaísmo e aplicado a Jesus no evangelho, como vemos em Mt 12, 23; 15, 22 e em outros lugares.

Este título designava um Messias que todos esperavam e se fundamentava nos antigos vaticínios proféticos pelos quais se descreve o Messias como outro Davi: “Vejam que vão chegar dias – oráculo de Javé – em que eu farei brotar para Davi um broto”. (Jr 23,5).

Jesus aceita com reservas o título de “Filho de Davi” já que implicava uma concepção demasiada humana de Messias e prefere o misterioso título de “Filho do Homem”.

Os dois cegos pedem insistentemente a Jesus que os cure. Jesus pergunta-lhes se realmente eles crêem que Ele os pode curar; com isto Jesus pretende mostrar aos mesmos cegos e aos que se encontravam presentes, que para conseguir uma graça de Deus requer-se como prévia condição uma fé cheia de confiança. Eles respondem afirmativamente e por isso recebem o dom da cura.

Jesus tocou os olhos dos cegos e ao mesmo instante eles começaram a ver. Muito meticulosamente os evangelistas colocam Jesus tocando os enfermos, ao mesmo tempo que os cura. Isto significa imperativo sobre a enfermidade e manifesta a virtude de sua humanidade para curar as enfermidades dos seres humanos.

Hoje também, cada um de nós – alguns mais que outros -, precisamos que nossos olhos sejam abertos para que possamos ver melhor as coisas de Deus.

Com freqüência nossos olhos se fecham ou dificultam a ação do Espírito em nós. Em outra parte do evangelho, Jesus nos adverte que para ver as coisas de Deus é preciso ter o coração limpo (Sl 27, 1–4).

Retidão de consciência, limpeza dos olhos, inocência de coração para poder ver a Deus e chegar ao conhecimento dos segredos divinos. Em sua oração diária, não deixe de pedir ao Senhor que lhe faça descobrir e conhecer os segredos do Reino.

Reflexão Apostólica:

A pedagogia de Jesus além de ser intrigante é fascinante. Ele espera o momento, o local e a condição certa e então age. Poderia Ele realizar mais esse prodígio aos olhos de todos, mas prefere “entrar em casa” e lá, longe dos olhos e dos julgamentos dos fariseus, reabre os olhos dos cegos que insistiram, ou melhor, persistiram em segui-lo.

O quanto insisto em continuar a gritar, ou melhor, a segui-lo?

Jesus reabre os olhos dos que persistem: talvez seja esse o maior dos milagres ordinários do Senhor. Como já afirmei nessa semana, ninguém que procurou a Jesus deixou de ser visto, tocado, lembrado… Ninguém o confundia, todos sabiam o quanto aquele profeta era repleto de graça. A própria samaritana do poço teve a nítida impressão que aquele homem que lhe pedia água já lhe conhecia nos mais profundos segredos. Talvez sim Jesus já tivesse “entrado em sua casa”. Pode até parecer um trocadilho de mau gosto, mas aqueles dois cegos confiaram “sem ver”.

Jesus nos conhece bem, então por que raios fujo da sua presença e da sua verdade que liberta, da sua correção amorosa?

Sim! Fugimos, pois não temos a coragem desses dois cegos em mesmo a tantas adversidades a continuar esperando, lutando, gritando… O Senhor Jesus de ontem é o mesmo de hoje, mas será que a grande diferença esta no quanto creio? “(…) Vocês crêem que eu posso curar vocês”?

Estamos no Advento e como não se perguntar: O que de fato precisa ser feito para reconhecermos a face do Senhor em nossas vidas? O que ainda nos impede de reconhecer seus sinais na nossa vida, no nosso trabalho, na nossa família? Será que precisamos sempre ficar cegos ou chegar ao fundo do poço para encontrar a mão de Deus? Será que o sofrimento é necessário a todos?

Nem todo dizer ou saber popular vem de um fato verdadeiro, mas existe um dizer popular que afirma que só encontramos Deus pelo amor ou pela dor, mas como desmentir esse dizer se às vezes é o que mais vemos acontecer?

Preciso aprender a rasgar o céu com minha oração, como canta Celina Borges, pois só chegam ao céu as orações que saem de um coração puro, e quanto mais pura, simples e verdadeira for minha oração, maiores são as chances de tocar o coração de Deus. A pureza da oração se revela pela fé. Será que foi isso que fez a diferença para os dois cegos?

Uma pessoa de fé busca a conciliação, a paz e fraternidade. A que tem oração terá paz interior, discernimento, paciência e sabedoria. Esses são milagres ordinários que às vezes não damos conta. Uma pessoa não muda ou se converte quando consegue parar de fumar, mas quando RESOLVE parar; o alcoólatra passa a uma nova vida quando DESCOBRE no que se transformou e o que deixou de fazer e PEDE ajuda, pois quando o coração muda, os olhos se abrem.

Mesmo os mais próximos, os que são fieis a tanto tempo, precisam de vez em quando ver se seus olhos estão abertos ao que Deus quer. Recordo os discípulos de Emaús:

Dê o primeiro passo… Deixe-O falar e os seus olhos se abrirão.

misericordiosa de teu Filho Jesus.
 Propósito: Não guarda as experiências de Deus. Anunciar ao mundo a sua misericórdia e o seu amor.


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