Publicado por: sidnei walter john | 28 de novembro de 2016

Evangelho do dia 30 de novembro quarta feira – S. ANDRÉ, Ap.


30 novembro – Santo André, fazei com que também eu ame a cruz. (E 193).   São Jose Marello

30-nov-mateus-418-22Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 4,18-22

Jesus estava andando pela beira do lago da Galiléia quando viu dois irmãos que eram pescadores: Simão, também chamado de Pedro, e André. Eles estavam no lago, pescando com redes. Jesus lhes disse:
– Venham comigo, que eu ensinarei vocês a pescar gente.
Então eles largaram logo as redes e foram com Jesus.
Um pouco mais adiante Jesus viu outros dois irmãos, Tiago e João, filhos de Zebedeu. Eles estavam no barco junto com o pai, consertando as redes. Jesus chamou os dois, e, no mesmo instante, eles deixaram o pai e o barco e foram com ele.
”  

Meditação:

Os textos vocacionais aparecem como relatos que nos ajudam a compreender o mistério de todo chamado: a vocação nasce no cotidiano da vida, com traços de identificação familiar, no ambiente próprio de cada convocado e com o chamado a seguir e prosseguir uma proposta de vida a partir de uma mudança radical que se opera na vida de quem foi chamado.

Os quatro primeiros discípulos que seguem Jesus representam os discípulos de todos os tempos.

Todos os chamados devem assumir a proposta a serem discípulos e seguidores de Jesus na comunidade.

Celebramos hoje o dia de santo André, o primeiro discípulo. Filho de Jonas e Irmão de Pedro, aquele que ouviu de seu mestre João Batista a frase que muito conhecemos “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” e ao escutar isso, de imediato inflama-se no seu peito o amor, pôs-se então a seguir Jesus.

André foi também o primeiro “recrutador” de seguidores de Jesus; apresentou seu irmão Pedro a Jesus e ali, nesse primeiro encontro, já mencionava a Pedro, que Jesus era o messias que estava por vir.

Foi ele também que disse ao senhor que um pequeno rapaz tinha cinco pães e dois peixes, pouco antes da multiplicação.

Nesta narrativa de Mateus, os primeiros discípulos são chamados aos pares de irmãos: Pedro e André, Tiago e João. Pedro e André eram originários de Betsaida, cidade gentílica ao norte do Lago de Genesaré.

André é um nome de origem grega. Jesus passa, chama, e os discípulos o seguem. Esta narrativa esquemática sugere a disponibilidade que todos os fiéis devem ter em aderir ao chamado de Jesus.

A imagem da “pesca de homens” aparece na tradição do Primeiro Testamento como indicando o momento do juízo final.

Não se trata de um proselitismo, arregimentar seguidores para engrossar as fileiras do líder.

O anúncio da proximidade do Reino e o apelo à conversão indicam que é chegado o momento decisivo da adesão a Deus.

Os discípulos são chamados para a missão de proclamarem este anúncio. São as palavras de Jesus e sua própria presença que comunicam ternura aos corações. A adesão a Deus se dá pela adesão ao irmão.

Perceber a presença de Deus nele e entrar em comunhão com ele valorizando-o em tudo que tem de positivo.

São estes os laços que fundamentam a vida na comunidade e o estabelecimento de uma sociedade justa e digna.

Jesus nos chama a segui-Lo não porque somos homens e mulheres “desocupados” e não temos nada para fazer.

Isto, nós podemos observar quando Ele chamou os Seus apóstolos. Jesus viu os dois irmãos, notou que eles estavam ocupados na sua lida diária e, assim mesmo os escolheu.

Eles não se ofereceram. Eles tinham uma profissão, tinham uma história, porém, “eles imediatamente deixaram as redes, a barca e o pai e O seguiram!”.

O nosso trabalho, a nossa ocupação, a rotina da nossa vida não são impedimento para que sigamos a Jesus e vivamos os Seus ensinamentos.

Como discípulos, somos convidados a nos despojar de ataduras que não nos deixam avançar em nossa marcha.

Devemos nos lançar mar adentro nas imensas possibilidade que nos propõe Jesus como modelo de nossa entre ao serviço desinteressado pelo reino.

Devemos romper com tudo o que não nos permite assumir com radicalidade o serviço aos demais, romper com os vínculos que são obstáculos na nossa missão de sermos pescadores de uma nova humanidade.

Deixar imediatamente, as redes, a barca e o pai, significa que Jesus nos chama com a autoridade de quem sabe o que é melhor para cada um de nós, e por isso, Ele tem a primazia nas nossas eleições.

Jesus nos chama a ser “pescadores de homens” por meio do nosso testemunho de fidelidade a Deus e aos irmãos.

O Seu chamado é irrevogável e intransferível, por isso, outro não pode assumir o nosso lugar.

É necessário, porém, que estejamos livres de qualquer empecilho, desapegados (as) de tudo quanto nos prende, mesmo que seja o trabalho, a profissão, a família, os bens.

Às vezes nos desculpamos porque somos muito ocupados (as), mas Jesus veio chamar justamente àqueles que se comprometem e que têm que renunciar a alguma coisa.

Ele deseja que o nosso coração esteja livre de tudo e de todos para que possamos segui-Lo, vivendo a Lei do amor.

Reflexão Apostólica:

André foi o primeiro, mas nunca se teve noticia ou relato que se importava de ser o “segundo” a frente dos discípulos.

Bem antes de Simão se tornar Pedro, nele já habitava a vontade e o ardor missionário de seguir os desígnios de Deus.

Ele deixa claro o despojar das vaidades até mesmo no seu martírio, quando antes de receber a pena capital, deu aos seus algozes tudo que possuía.

Ele não fez questão de nada; sentia no peito o imenso e contagiante orgulho de ter combatido até o final.

Não importa para Deus se somos operários da primeira ou da ultima hora; primeiros ou segundos (…) talvez não importe o que fizemos, mas o que DEIXOU de ser feito; não importa por onde andei, como vivo, como encaro a minha própria realidade, mas a QUANTIDADE DE PASSOS que dou de VONTADE PRÓPRIA para o lado certo.

Não importa o quanto falo, mas o quanto OUÇO; não importa o quanto me ostento, mas o quanto SILENCIO e talvez nessa nossa primeira quarta-feira do Advento, o perdão que precisamos pedir é o do nosso ímpeto, do nosso orgulho, das nossas vaidades, razões, (…).

Precisamos voltar para Deus. Poucos notam que nesse Evangelho de Mateus diz que Jesus encontrou os dois discípulos (Pedro e André) e os convidou a ser pescador de homens, mas é importante ler também o Evangelho de João (Jo 1,40-42) pois é lá que encontraremos os fatos que citamos no inicio da reflexão.

Por que essa preocupação? Por se tratar de um texto tão rico precisamos ler e minuciar os textos bíblicos para não cometer equívocos de interpretação.

Quantas vezes no dia-a-dia nos falta este zelo em minuciar as nossas palavras e ações ao dar uma opinião, uma sugestão, ou ao tecer um comentário? Quantas vezes olhei somente por minha ótica, meus interesses, minhas dores, a um determinado problema e acabei, por orgulho, ferindo alguém?

O que tenho que melhorar após esse perdão de Deus? O que ainda é falho em mim? Que aspectos ainda precisam ser completados? Temos máscaras para o mundo, mas não para aquele que nos conhece.

Uma coisa é comum nos dois evangelhos: “IMEDIATAMENTE se puseram a seguir Jesus”

  Pai, dá-me forças para ser verdadeiro companheiro na missão de seu Filho Jesus, mesmo devendo sofrer perseguições e contrariedades.


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