Publicado por: sidnei walter john | 14 de novembro de 2016

EVANGELHO DO DIA 19 DE NOVEMBRO SÁBADO


 19 NOVEMBRO – Quantas forças a nós ainda desconhecidas, quantos segredos para a nossa limitada experiência, quantos campos de ação por nós inexplorados! (L 18). São Jose Marello

19-nov-lucas-20-27-40Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 20,27-40

Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus e disseram:
– Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu.”Acontece que havia sete irmãos.. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. Então o segundo casou com a viúva, e depois, o terceiro. E assim a mesma coisa aconteceu com os sete irmãos, isto é, todos morreram sem deixar filhos. Depois a mulher também morreu. Portanto, no dia da ressurreição, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!
Jesus respondeu:
– Nesta vida os homens e as mulheres casam. Mas as pessoas que merecem alcançar a ressurreição e a vida futura não vão casar lá, pois serão como os anjos e não poderão morrer. Serão filhos de Deus porque ressuscitaram. E Moisés mostra claramente que os mortos serão ressuscitados. Quando fala do espinheiro que estava em fogo, ele escreve que o Senhor é “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” Isso mostra que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, pois para ele todos estão vivos.
Aí alguns mestres da Lei disseram:
– Boa resposta, Mestre!
E não tinham coragem de lhe fazer mais perguntas.
  

Meditação:

Esta é a única vez em que Lucas, em seu Evangelho, faz menção aos saduceus. Eles não acreditavam na ressurreição e queriam ridicularizar o ensinamento de Jesus sobre isto.

Os saduceus pertenciam a um dos grupos judaicos da época de Jesus, surgidos do sacerdócio e da aristocracia, que mantinha boas relações com aqueles que exerciam o domínio romano em Israel.

Eles apresentaram a Jesus um caso construído sob a Lei do Levirato, querendo demonstrar com isso a impossibilidade da Ressurreição.

A Lei do Levirato estabelecia que se um homem casado morresse sem deixar filhos, seu irmão deveria se casar com a viúva para lhe dar descendência. Se uma mulher tivesse, desse modo, vários maridos, qual deles seria seu esposo na vida futura?

Como para os saduceus o caso não tinha saída, a ressurreição tampouco teria sentido para eles.

Os saduceus, neste texto, põem uma falsa questão a Jesus, a fim de ridicularizarem e levarem ao absurdo a fé dos que aceitavam e criam na Ressurreição.

Jesus respondeu referenciando os patriarcas do Velho Testamento – Abraão, Isaque e Jacó – e dizendo que Deus não é Deus de mortos, mas, sim, de vivos.

Qual dos presentes se atreveria a dizer que os fundadores de Israel estavam mortos e não vivos?

Os saduceus, na ânsia de confundirem e apanharem Jesus em falso, esqueceram-se que o casamento, o sexo, etc., são coisas deste mundo, mas os que forem dignos de alcançar o mundo futuro e a ressurreição dos mortos, não se casam, nem se dão em casamento! Neste caso, “o feitiço voltou-se contra o feiticeiro”.

A resposta de Jesus faz notar que o matrimonio é uma realidade temporal e que a ressurreição não é um prolongamento desta vida, é muito mais que isso.

Na ressurreição a vida é estar junto de Deus e para Deus. Este texto quer indicar que Deus é Deus dos vivos e nesse sentido os patriarcas vivem.

Como eles, todos somos chamados a compartilhar essa vida plena junto de Deus para sempre.

Certamente que há muitas perguntas válidas a fazer sobre a ressurreição, sobre a vida para além da morte, sobre o que seremos e o que faremos no além, mas o melhor é não nos perdermos em perguntas especulativas e crermos, de coração, que Deus, o DEUS VIVO, dá a salvação aos que crêem e esperam em Seu Filho Jesus.

Reflexão Apostólica:

A nossa realidade e a nossa missão aqui na terra é uma e não podemos aguardar que na outra vida tenhamos o mesmo modo do ser e do viver terreno. No céu estaremos todos em Deus, formando uma unidade no AMOR.

Portanto, não devemos nos preocupar de quem seremos quando daqui partirmos. Na nossa marcha em busca da eternidade nós perseguimos um estado de perfeição e santidade que não podemos possuir já aqui nesse mundo.

A nossa vivência humana já é uma pesquisa daquilo que foi designado pelo Criador para a nossa felicidade.

AQui na terra, o homem e a mulher receberam de Deus uma missão de frutificar e multiplicar-se, enchendo a terra e submetendo-a a eles, dominando sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

Todos nós, temos consciência de que a nossa vida aqui é passageira e que nós caminhamos para uma realidade espiritual que extrapola ao nosso entendimento.

Todos aqueles que têm fé esperam com confiança o que Deus lhes reservou e, sem apegar-se, a pessoas ou a coisas da terra têm a convicção que a vida futura, embora seja uma continuação do agora, será para nós a verdadeira vida, na qual nós, como os anjos, contemplaremos para sempre a face de Deus.

Deus é o Deus dos vivos e a morte não tirará a vida da nossa alma, pelo contrário, ela é uma passagem para que alcancemos a felicidade sem fim.

Que o nosso objetivo desde já seja o de, convivendo com aqueles que nós mais queremos e amamos, esperarmos por Aquele a quem nós pertencemos. Da casa do Pai nós saímos e para lá haveremos de retornar.

Sabendo que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, conhecemos então a nossa realidade futura: em Deus estaremos também vivos e felizes. Não nos preocupemos, estamos nas mãos do Senhor!

Você se questiona por essas coisas? Na verdade, a quem pertence o seu coração? Você se acha propriedade de alguém? De quem? Você desejaria viver eternamente aqui na terra? Pense sobre isso! Qual é o maior anseio da sua alma? Procure descobrir isso! Você tem desejo de encontrar-se com o Senhor? Você acha difícil refletir sobre esse assunto ou você o faz com naturalidade?

Hoje vemos que o SENHOR nos ensina que a ressurreição esta para os vivos e não para os mortos.

Os vivos são os que crêem e constroem suas casas sobre a PALAVRA DE DEUS. A casa é o ESPÍRITO e o seu ensinamento espiritual vindo de DEUS. Os mortos são os que não crêem e não aceitam ao SENHOR como REI.

O SENHOR nos ensina que devemos perder todos os laços humanos pois em espírito só trabalhamos para DEUS. Os anjos não são ligados às coisas humanas,mas aos homens, se santificam e vivem para DEUS. Nos ensina também que DEUS está para os que ressuscitam para a VIDA ETERNA e não para a MORTE..

Para a MORTE só há o PAI DA MENTIRA, o maior dos enganadores! Portanto, devemos completar a nossa missão se preparando para servir a DEUS, o mais rápido possível, antes que sejamos chamados sem esperarmos.

O que precisamos é que DEUS nos AME sempre e nos diga o que devemos fazer para a proteção de todos. E este DEUS é TRINO, e ao mesmo tempo é o maior PAI que um ser pode querer.

Propósito:

Pai, és Deus da vida e Deus dos vivos, e queres todos os seres humanos em comunhão contigo para sempre. Ajuda-me a viver, já nesta vida, esta comunhão eterna..


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