Publicado por: sidnei walter john | 14 de novembro de 2016

Evangelho do dia 15 de novembro terça feira


15 novembro – Ser perseverante num princípio determinado e realizá-lo com desvelo e ardor, não é o mesmo que enfurecer-se e exaltar-se desmesuradamente. (L 207).). São Jose Marello

15-nov-lucas-19-1-10Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 19,1-10

Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:
– Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.
Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar:
– Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!
Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:
– Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.
Então Jesus disse:
– Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.
  

1º Meditação:

Temos neste texto mais uma narrativa exclusiva de Lucas. É feito o contraste entre Zaqueu, um publicano excluído do judaísmo, que recebe Jesus em sua casa com alegria e contrição, e o fariseu que recebeu Jesus para uma refeição com desconfiança e censura (Lc 14,1-6).

Zaqueu, tocado por Jesus, dispõe-se à partilha de suas riquezas com os pobres e com aqueles que foram por ele prejudicados.

Lucas apresenta Zaqueu, que era muito rico, com simpatia. Mostra assim que os ricos não são excluídos por Jesus. Eles é que se excluem, se permanecerem apegados e dependentes de sua riqueza.

Vemos no versículo 2 que Zaqueu era um homem rico. O rico é chamado por Jesus a converter-se à bem-aventurança da pobreza, a deixar de acumular riquezas para si, rompendo com o sistema iníquo de enriquecimento, e a partilhar o que possui com os pobres e excluídos.

Jesus despertou algo diferente em Zaqueu, e vemos logo a frente que devido a pouca estatura de Zaqueu ele subiu em uma figueira brava (que é o mesmo que uma árvore de sicômoros).

Agora, a pergunta: como podemos imaginar um homem rico simplesmente subindo numa árvore só para ver alguém? Com tanto dinheiro ele subiria numa árvore só para ver um homem que aglomerava uma multidão onde chegava? Por que tudo isso se ele nem conhecia Jesus?

A diferença é justamente essa, por que ele já ouvira falar de um Cristo que fazia sinais, prodígios e maravilhas.

As maravilhas que ele ouvia a respeito de Cristo eram tão grandes e verdadeiras que fez com que um homem da alta sociedade tivesse uma atitude de criança levada, subir numa árvore.

Contudo, esse Cristo já conhecia Zaqueu, e, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.

Imaginemos chegarmos em um lugar para ver alguém que muitos comentam a respeito e essa pessoa, que nunca vimos, olhando para nós, nos chama pelo nome. Deve ser algo sem explicação. Zaqueu ficou maravilhado.

Agora, vejamos o versículo 6: Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria.

Vemos agora um homem com prestígio na sociedade obedecendo a uma ordem, com educação claro, e ainda feliz da vida.

Diz o Evangelista que ele desceu depressa mas, certamente deve ter se despencado lá de cima e, caminhando junto com Jesus, ia conversando e “confessando” os seus pecados dizendo: “Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.”.

Ali, acontecia a primeira confissão auricular, que a Igreja mantém até nossos dias. Jesus, após ouví – lo disse : “Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.“.

Jesus continua hoje, ainda, muito atento pelas atitudes e gestos de todos aqueles que  dizem seguir as suas palavras. É muito importante que fiquemos muito ligados às suas passagens por nossa vida, sempre que não entendemos certos acontecimentos .

Neste trecho do Evangelho de Lucas, Jesus quer nos ensinar o quanto é importante reconhecermos quando erramos.

Reconhecer os próprios erros, admiti-los em certas atitudes que tomamos é sermos conscientes de que todos erram, não somos santos.

Jesus nos ensina os caminhos para a santidade, está sempre junto de nós, através do Espírito Santo, justamente para que sejamos capazes de auto–críticas.

Ele já sabia e sabe, ainda hoje, da nossa fraqueza, do nosso apego às coisas materiais e, do mal que carregamos em nosso coração, mesmo junto com o bem.

Fragilizados, às vezes, pelos acontecimentos na vida, caímos muitas vezes mesmo não querendo.

O próprio são Paulo, o mais ardoroso e valente pregador do Evangelho nesta terra, disse certa vez: “Às vezes deixo de fazer o bem que quero para fazer o mal que não quero. O espírito me puxa para o alto mas, a carne, me puxa para baixo.

Resumindo: é assim que acontece quando Cristo quer algo com alguém. Ele não olha para classe social, cor, se têm nível fundamental, médio, superior ou se é analfabeto.

Na verdade Cristo está procurando verdadeiros adoradores que o adorem em Espírito e em verdade!

Não importa a sua condição de vida, o que importa mesmo é que existe um homem que chamou a atenção de Zaqueu e que se importa com você.

Esse mesmo homem hoje mesmo quer mudar a história da sua vida, acabar com essa vida de pecado e lhe dar uma vida digna!

Uma vida em que você tenha orgulho de viver, e que todos vão olhar para você e dizer: como essa pessoa mudou! e que a sua vida venha ser um espelho para muitos.

Se você hoje quiser realmente ser uma pessoa diferente aos olhos humanos, faça como Zaqueu, chame a atenção de Cristo para você e verá que Ele vai querer pousar em sua casa, mas não só na varanda de sua casa, mas em toda ela, ou seja, em toda sua vida, pois CRISTO se importa com você.

Decida-se por Ele, enquanto é tempo. Busque  Cristo enquanto se pode achar. Não perca a oportunidade de estar bem perto dele.

Hoje mesmo, Cristo nos chama: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.” (Ap 3,20)

1º Reflexão Apostólica:

Em nossa reflexão de ontem, abordamos alguma coisa a respeito dessa situação – das oportunidades.

Um questionamento: Alguém saberia o teor da conversa de Zaqueu com Jesus se os apóstolos não tivessem relatado no evangelho? Será que “nossas bolas de cristais” leitoras da mente humana já nos credenciam a nortear quem Jesus deve abrir às portas a salvação? Duro dizer, mas isso se chama preconceito.

Vamos deixar claro um ponto primeiro: Existem pessoas que conhecem o que deve ser feito, mas não fazem, outras que ainda fazem por não ter sido apresentado a verdade e outras que fazem com muita consciência. No primeiro casos estamos nós e no segundo e terceiro aqueles que Jesus mais se empenha em ter de volta.

Uma pessoa que já conhece a verdade não pode dizer que foi enganada. Que na ausência de um culpado, sugere como alguns de nossos irmãos, o diabo como sempre o culpado.

Um sacerdote, nesse fim de semana, nos falava que TODOS têm a propensão ao erro. Que mesmo não querendo estamos sujeitos a momentos de ira, raiva, desamor, ódio, (…) e que o inimigo de Deus teria o poder de APENAS sugerir o gesto, mas não a consolidação do fato, ou seja, quem realmente torna a sugestão um ato, somos nós mesmos.

O sacerdote sugeria a vigilância a esse “ser humano” falho e em construção. Um ser que julga, separa, desagrega e que tem medo de assumir que faz tudo isso por coisas banais como inveja, egoísmo, (…) frutos do não zelo a seus próprios atos.

Zaqueu, como outros que ainda não conhecem a verdade, não se preocupou com que diriam a seu respeito, pois estava prestes a trocar sua vida repleta de incertezas por algo tão grande e tão sublime – um tesouro chamado perdão.

Do alto daquela arvore, o homem de pequena estatura se mostra grande. Um gesto nobre ao reconhecer suas fragilidades e erros perante aquele, como diz a canção de Walmir Alencar, que não perguntou por onde andou.

Um homem que não perdeu tempo encontrando um culpado para suas faltas; que não se escondeu atrás de um abandono na infância, na separação dos seus pais, por ter passado dificuldades financeiras, por não ter estudado em escola particular, (…), e outros tantos esconderijos da alma.

Sim, talvez tenhamos limitações provocadas por situações do nosso passado ou presente (as mais destrutivas são as psicológicas) , mas até quando isso me impedirá para atender ao pedido de Jesus em abrir nossa casa, nosso coração, nossa vida para Ele entrar? Se são mais fortes do que eu, por que não procurar por ajuda?

Acredite: “(…) Hoje a Salvação entrou em sua casa

Propósito:

Pai, faze-me puro de coração, como o Zaqueu convertido, tornando-me desapegado das coisas deste mundo e capaz de dividi-las com os pobres.

 2º Meditação: 

 Jesus vem revelar a misericórdia do Pai que perdoa os pecados e convida à conversão indiscriminadamente. A obra de fé de quem se converte é a prática do bem, da justiça e da partilha.

O Evangelho de hoje fala-nos do encontro misericordioso de Jesus com Zaqueu. O Senhor passa por Jericó, a caminho de Jerusalém! Uma multidão apinhava-se nas ruas por onde o Mestre passava e lá no meio da multidão encontrava-se um homem chefe dos publicanos e rico, bem conhecido em Jericó pelo seu cargo.

Os publicanos eram cobradores de impostos. O imposto era fixado pela autoridade romana e os publicanos cobravam uma sobretaxa, da qual viviam. Isto prestava-se a arbitrariedades, razão pela qual eram facilmente hostilizados pela população.

São Lucas diz que Zaqueu procurava ver Jesus para conhecê-Lo, mas não podia por causa da multidão, pois era muito baixo. Mas o seu desejo é eficaz! Para conseguir realizar o seu propósito, começa por misturar-se com a multidão e depois, sem pensar no ridículo da sua atitude, correndo adiante subiu a um sicômaro para ver Jesus, que devia passar por ali. Não se importa com o que as pessoas possam pensar ao verem um homem da sua posição começar a correr e depois subir numa árvore. É uma formidável lição para nós que, acima de tudo, queremos ver Jesus e permanecer com Ele.

Que o Senhor aumente em nós o desejo sincero de vê-Lo! Eu quero realmente ver Jesus? – perguntava o Papa João Paulo II ao comentar esta mensagem do Evangelho –, faço tudo o que posso para poder vê-Lo? Este problema, depois de dois mil anos, é tão atual como naquela altura, quando Jesus atravessava as cidades e povoados da sua terra. E é atual para cada um de nós pessoalmente: quero verdadeiramente contemplá-Lo, ou não será que venho evitando encontrar-me com Ele? Prefiro não vê-Lo ou que Ele não me veja? E se já o vislumbro de algum modo, não será que prefiro vê-Lo de longe, sem me aproximar muito, sem me situar claramente diante dos seus olhos…, para não ter que aceitar toda a verdade que há nEle, que provém dEle?

Qualquer esforço que façamos por aproximar-nos de Cristo é amplamente recompensado. Disse Jesus: “Zaqueu desce depressa! Hoje Eu devo ficar na tua casa” (Lc 19, 5). Que alegria imensa! Zaqueu, que já se dava por satisfeito de vê-Lo do alto de uma árvore, ouve Jesus chamá-lo pelo nome, como a um velho amigo, e, e com a mesma confiança, fazer-se convidar para sua casa. Comenta Santo Agostinho: “Aquele que tinha por coisa grande e inefável vê-Lo passar, mereceu imediatamente tê-Lo em casa.” O Mestre, que tinha lido no coração do publicano a sinceridade dos seus desejos, não quis deixar passar a ocasião. Zaqueu descobre que é amado pessoalmente por Aquele que se apresenta como o Messias esperado, sente-se tocado no íntimo do seu espírito e abre o seu coração.

Zaqueu está agora com o Mestre, e com Ele tem tudo. Mostra com atos a sinceridade da sua nova vida; converte-se em mais um discípulo do Mestre.
O encontro com Cristo leva-nos a ser generosos com os outros, a compartilhar imediatamente com quem está mais necessitado o muito ou o pouco que temos.

Hoje a salvação entrou nesta casa” (v. 9). É um convite à esperança: se alguma vez o Senhor permite que passemos por dificuldades, se nos sentimos às escuras e perdidos, temos de saber que Jesus, o Bom Pastor, sairá imediatamente em nossa busca. Diz Santo Ambrósio: “O Senhor escolhe um chefe de publicanos: quem poderá desesperar se ele alcançou a graça?” O Senhor nunca se esquece dos seus.

A figura de Zaqueu deve ajudar-nos a nunca dar ninguém por perdido ou irrecuperável.

Não duvidemos nunca do Senhor, da sua bondade e do seu amor pelos homens, por muito extremas ou difíceis que sejam as situações em que nos encontremos ou em que se encontrem as pessoas que queremos levar até Jesus. A sua misericórdia é sempre maior do que os nossos pobres raciocínios.

2º Reflexão Apostólica:

  Onde estão as oportunidades? Com que freqüência oportunizo chances? Quantas vezes perdoar; quantas chances dar?

Consigo ver sob os olhos da sabedoria como esta pessoa ou pessoas que erraram ou se afastaram vêem o amor de Deus por nós? É claro que nenhum de nós conseguiu ou conseguirá ter amor por alguém ao ponto de esquecer POR COMPLETO um ocorrido ou um fato, mas o texto bíblico na realidade que vivemos hoje: fala de oportunidade e perdão e não somente do completo esquecer.

Um questionamento: Alguém saberia o teor da conversa de Zaqueu com Jesus se os apóstolos não tivessem relatado no evangelho? Será que “nossas bolas de cristais” leitoras da mente humana já nos credenciam a nortear quem Jesus deve abrir às portas a salvação? Duro dizer, mas se assim pensamos estamos recheando nossa vida de rancor, vingança e de um sentimento perigoso chamado preconceito.

Vamos deixar claro um ponto primeiro: Existem pessoas que conhecem o que deve ser feito, mas não fazem. Outras que ainda fazem por não ter sido apresentado a verdade. Outras que fazem com muita consciência.

Uma pessoa que já conhece a verdade não pode dizer que foi enganada. Que na ausência de um culpado, sugere como os irmãos protestantes, que o diabo é sempre o culpado.

Um frei nos falou, certa vez, que TODOS têm a propensão ao erro. Que mesmo não querendo estamos sujeitos a momentos de ira, raiva, desamor, ódio, (…) e que o inimigo de Deus teria o poder de APENAS sugerir o gesto, mas não a consolidação do fato, ou seja, quem realmente torna a sugestão um ato, somos nós mesmos.

Ele sugeria a vigilância a esse “ser humano” falho e em construção. Um ser que julga, separa, desagrega e que tem medo de assumir que faz tudo isso por coisas banais como inveja, egoísmo, (…) frutos do não zelo a seus próprios atos.

Zaqueu, como outros que ainda não conhecem a verdade, não se preocupou com que diriam a seu respeito, pois estava prestes a trocar sua vida repleta de incertezas por algo tão grande e tão sublime – um tesouro chamado perdão.

Do alto daquela árvore, o homem de pequena estatura se mostra grande. Um gesto nobre ao reconhecer suas fragilidades e erros perante aquele que pouco se importou ou perguntou por onde andou. Um homem que não perdeu tempo encontrando um culpado para suas faltas; que não se escondeu atrás de JUSTIFICATIVAS, (…), e outros tantos esconderijos da alma. Um homem que não encontrou barreiras como as que colocamos para aquele que errou volte a levantar.

É um fato: nós por vezes, tecemos comentários baseados nas nossas experiências e no que acredito e não de fato no que aconteceu e quando fazemos isso cortamos a árvore que o irmão subiu pra ver Jesus.

Concluindo: Talvez tenhamos justificativas provocadas pelas limitações provocadas por situações do nosso passado ou presente (as mais destrutivas são as psicológicas) , mas até quando isso me impedirá para atender ao pedido de Jesus em abrir nossa casa, nosso coração, nossa vida para Ele entrar? Se são mais fortes do que eu, por que não procurar por ajuda?

Lembremo-nos sempre que Deus deseja muito nossa volta nem que seja no último instante, imagine o que Ele faria por quem se humilha, “engole” o orgulho e resolve voltar?

Em suma: “(…) O Evangelho de hoje nos mostra os passos que todos nós devemos dar no caminho da conversão. Inicialmente, Jesus nos provoca o desejo de conhecê-lo e nós, respondendo a essa provocação, procuramos vê-lo de alguma forma. Então Jesus entra na nossa vida e nós, porque alegremente o acolhemos, fazemos a experiência da sua companhia e da sua amizade através da intimidade da experiência interior, o que nos faz vislumbrar os verdadeiros valores que nos fazem felizes, de modo que procuramos viver o amor fazendo o bem e reparando o mal que praticamos. Assim, Jesus nos encontra quando estamos perdidos e nos possibilita trilhar o caminho da salvação”. ( CNBB)

Acredite: “(…) Hoje a Salvação entrou em sua casa.


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