Publicado por: sidnei walter john | 13 de novembro de 2016

Evangelho do dia 14 de novembro segunda feira


14 novembro  – O nosso não há de ser um martírio sangrento, mas um martírio de paciência, um martírio longo e oculto, que faz sofrer sem dar a morte e que, embora consista em pequenas coisas, todavia é grande diante de Deus e de mérito igual ao martírio de sangue. (S 352). São Jose Marello 

14-nov-lucas-18-35-43Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 18,35-43

 Quando Jesus se aproximou de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, pedindo esmola. Ouvindo a multidão passar, perguntou o que estava acontecendo. Disseram-lhe: “Jesus Nazareno está passando”. O cego então gritou: “Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim!” As pessoas que iam na frente mandavam que ele ficasse calado. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem compaixão de mim!” Jesus parou e mandou que lhe trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou: “Que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Senhor, que eu veja”. Jesus disse:” Vê! A tua fé te salvou”. No mesmo instante, o cego começou a enxergar de novo e foi seguindo Jesus, glorificando a Deus. Vendo isso, todo o povo deu glória a Deus.  

Meditação:

Jesus alivia a aflição de um homem vítima de um problema físico: devolve a ele a capacidade de ver; responde à fé do individuo que o impulsiona a se dirigir a Jesus como Filho de Davi.

A atitude de Jesus traz salvação a um excluído da humanidade, vitima de uma enfermidade que o condena a passar seus dias à beira do caminho, mendigando.

O cego recupera a visão e reconhece o que outros não queria que conhecesse. Muitas vezes podemos sentir que trabalhamos como quem não reconhece Jesus em toda sua dimensão e por sua vez negamos a outros a possibilidade de conhecê-lo.

O nome de “Filho de Davi” não implica somente a restauração espiritualizada do Reino de Deus, é também a esperança política do povo de Israel, o rei que todos esperavam; porém, não será o rei nos moldes que muitos imaginavam. Sim, é rei enquanto eleito, ungido de Deus e propõe uma lógica diferente nas relações políticas, sociais e econômicas.

A cura do cego simboliza a fé, que é a visão do compromisso com Jesus. De olhos abertos para nova maneira de ver e agir, ele segue a Jesus que vai dar a vida.

Podemos dizer que esta meditação é um roteiro de cura interior baseado no Evangelho de hoje. Enquanto lê, procure ver em que área da sua vida ele se aplica.

Primeiro ponto: O cego estava na beira da estrada, pedindo esmolas, quando vem a multidão e ele descobre que Jesus está passando. Ele sabe que essa pode ser a sua única chance de ser curado, e começa a gritar por Jesus. Mesmo que as pessoas tentem fazê-lo se calar, ele grita cada vez mais alto, até Jesus ouvi-lo. ISSO É QUE É TER FÉ! Será que nós temos essa fé ativa? Que grita e clama até conseguir ser ouvido? Ou nossa fé é passiva, que espera que Jesus consiga nos enxergar lá no final da multidão, e venha até nós para resolver nosso problema? Quando Jesus passar, não perca a oportunidade, grite!!! Pode ser que Ele não passe novamente…

Segundo ponto: Quando Jesus percebeu que aquele homem não iria desistir, parou e mandou que o trouxessem até Ele. O cego foi trazido no meio de toda aquela multidão… Todos puderam ver que ele enfrentaria qualquer situação para conseguir a sua cura. Ele não podia ver, mas certamente deve ter ouvido as pessoas fazerem comentários sobre a sua sujeira, o seu pecado… que se ele estava daquele jeito é porque mereceu aquele castigo de Deus… Mas ele atravessou a multidão, e isso já foi uma parte do processo de cura. O que isso quer dizer? Que para conseguirmos a cura do nosso problema, também temos que atravessar a “via crucis” que esse cego atravessou. Não precisa ser necessariamente uma multidão… Mas NÓS PRECISAMOS FAZER O NOSSO SACRIFÍCIO, PARA QUE JESUS POSSA FAZER A PARTE DELE. O sacrifício do cego foi gritar por Jesus (bem alto!) e atravessar a multidão, para chegar a Jesus. Parece pouco? Experimenta se colocar no lugar do cego… Você teria coragem de clamar por Jesus e atravessar uma multidão, expondo o seu problema a todos, escutando os comentários das pessoas, enfrentando os olhares de pena ou de desdém (no caso do cego, isso não foi problema…), e se colocar humildemente aos pés de Jesus?

Terceiro ponto: Jesus deve ter percebido que o homem era cego, mas mesmo assim perguntou: “Que queres que eu faça por ti?” Parece piada! O que o cego poderia querer? Enxergar, logicamente! Mas Jesus queria ouvir o cego dizer. Observe que essa é uma pergunta muito clara e direta. Então exige uma resposta clara e direta, e foi assim que o cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo.” Veja que a visão era algo que ele tinha e que precisou ser tirado, para que ele pudesse dar valor. Não foi Deus quem lhe deu o dom de enxergar? Então por que precisou tirar, para devolvê-lo depois, assim? Para que ele passasse a dar valor aos dons de Deus. Você já percebeu como faz muito mais falta aquilo que você já teve um dia, mas depois perdeu… do que aquilo que você nunca teve? Tem pessoas que nunca conseguem se adaptar a viver sem a visão, sem a liberdade, sem aquele alguém, sem um computador, sem dinheiro… E você, o que lhe foi tirado e hoje lhe faz falta? A sua felicidade depende disso? E você REALMENTE QUER SER FELIZ novamente? Então, meu irmão, siga os passos desse roteiro… Faça a sua parte, o seu sacrifício, que Jesus fará a parte dEle.

Mais dois detalhes desse Evangelho: 1) Lembre-se que, no final, o ex-cego passou a SEGUIR JESUS, GLORIFICANDO A DEUS, e TODO O POVO DAVA LOUVORES A DEUS POR ISSO. Esse é um dos sinais mais claros do verdadeiro milagre: transforma a pessoa em seguidora de Jesus! 2) O cego precisou que outras pessoas lhe levassem até Jesus…

Assim como você também vai precisar, e aquele seu amigo “cego” também precisa que você o leve até Jesus. O caminho é difícil, mas você não está sozinho nele…
Reflexão Apostólica:

Como é tão bom ver casar a vontade de Deus com um problema real.

Semana passada, divagávamos, que por não saber pedir, pedíamos coisas que de fato não eram o verdadeiro foco do problema, então o Espírito Santo que habita em nós vinha e vem a nosso socorro e revela a Deus as nossas verdadeiras necessidades.

No caso de hoje, o cego, diferente dos 10 leprosos, sabia bem o que era preciso, e mais do que isso, sabia que aquele de quem, OUVIU APENAS AS PALAVRAS E O SOM DOS SEUS PASSOS poderiam lhe devolver ou restituir a visão.

Chama atenção o fato de que após a cura, que simboliza um novo recomeço nessa vida, o homem procura não abandonar Seu benfeitor “(…)

No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus”. As pessoas que viram ou ouviram o acontecido viam no cego não mais a cura, mas sim o testemunho. O cego poderia ter voltado pra casa, para sua vida, para sua rotina (…), mas não o fez.

Muitos de nós fazemos o inverso após receber um pedido. Quantos vezes já fizemos novenas a são Judas, santa Edwiges, santo Expedito,santa Rita, santo Antonio e outros santos de nossa devoção e após uma prece atendida, rendemos louvores a Deus, colocamos faixas pela “prece atendida” e voltamos a nos cegar?

Deve ser por isso que muitos dos que um dia levavam uma vida afastada ou sem fé ao se converter, passando a seguir a Jesus, conseguem convencer mais do que aqueles que testemunharam o milagre.

Assim também foi com a samaritana. Muito maior que a cura do seu coração, foi o gesto de mudança de comportamento visto por aqueles que a conheciam há tanto tempo. Não adianta falar, precisamos caminhar com ELE.

Ser cristão na igreja é fácil, difícil é chutar a mesa com o dedinho do pé e não ter vontade de xingar!

Fácil é ir à frente e falar trechos lindos e decorados da bíblia, mas difícil é tentar vivê-los na prática.

Declarar a cura é fácil, difícil é testemunhar; ir ao Grupo, à Missa, à Reunião é fácil, mas como é difícil ser servo, dizimísta, coordenar…

Deveríamos dar mais oportunidades às pessoas. Se hoje temos carência de pessoas para ajudar, se comprometer (…) é por que talvez não tenhamos dado a chance. Colocamos metas e perfis inatingíveis no inicio de uma caminhada.

É esperar que alguém tenha equilíbrio numa moto sem nunca ter subido numa bicicleta. Somos rigorosos demais.

Calamos a boca de tantos outros Bartimeus, mas graças a Deus alguns ao invés de se calar, gritam ainda mais alto.

Jesus hoje passa a frente de nossa casa, da nossa vida, do nosso trabalho e pergunta: “O que é que você quer que eu faça”? Ele passa na frente de sua Pastoral, Movimento, Grupo e pergunta: “O que é que você quer que eu faça?”

A semana só esta começando e o Advento se aproxima cada vez mais (13 dias) e como diria Simone naquela canção “Então é natal, o que você fez…

Propósito:

Pai, infunde em mim uma fé profunda como a do pobre cego, cujo desejo de ser curado por Jesus levou-o a se abrir para a verdadeira visão que leva à salvação.

2º Meditação:

O evangelho de hoje descreve a chegada de Jesus a Jericó. É a última parada antes de subir a Jerusalém, onde chegará o “êxodo” de Jesus como ele anunciou em sua Transfiguração (Lc 9,31) e ao longo de sua caminhada até Jerusalém (Lc 9,44; 18,31-33).

Jesus e os discípulos caminham para Jerusalém, onde ocorrerá o desfecho de seu ministério com sua pregação entre os peregrinos e a repressão que o levará a morte de cruz.

Jesus, pressentindo o que ocorreria, já advertira os discípulos por três vezes (três “anúncios da Paixão” – Lc 9,22; 9,44; 18,32-33). Estes estão apegados à concepção de que Jesus seria o poderoso messias davídico e Jesus procurava demove-los desta idéia.

Segundo a narração de São Marcos, Jesus encontra-se em viagem rumo a Jerusalém, deixando atrás de si Cesaréia de Filipe, ao norte da Galiléia.

Como nunca perdia um só segundo nem oportunidade, Ele aproveitará esse percurso para ir instruindo seus discípulos, a fim de torná-los aptos à grande missão que lhes caberá, uma vez fundada a Igreja.

Ao iniciar-se essa caminhada, uma grande multidão se junta aos discípulos, sempre desejosa de assistir a mais algum milagre, ou de ouvir as maravilhas transbordantes dos lábios do Mestre. Como primeiro ato desse trajeto, está a cura de um cego.

Por que Marcos e Lucas fazem referência a um só cego? Uma boa maioria dos exegetas opina ser provável que os cegos eram dois, conforme Mateus indica, mas um deles devia ser muito conhecido, a ponto de Marcos tê-lo posto em cena com seu nome próprio.

Quanto ao lugar onde se teria dado o milagre, as explicações, se bem que diversas, visam fazer uma aproximação entre os Evangelistas, concluindo em favor de um único acontecimento.

Quase nunca faltam a essas cenas evangélicas os aspectos carregados de cores, característicos do Oriente. Os costumes, marcados por um temperamento borbulhante e nada retraído, se refletem tanto na atitude do cego Bartimeu como na reação da multidão contra os gritos dele.

A cegueira, quer seja física, quer espiritual, é um mal indolor. A perda da vista, apesar de nos impedir de nos guiarmos nos espaços físicos segundo nossas próprias deliberações e usando de nossa autonomia, inclina-nos à humildade e submissão aos outros, a confiar em seu auxílio. Por isso, quando bem aceita, ela pode ser um excelente meio de santificação. Muito pelo contrário, a cegueira espiritual priva-nos de elementos fundamentais para nossa salvação – como são as misericórdias que desprezamos – e nos faz correr terríveis riscos, enquanto acumulamos as iras de Deus.

A Bartimeu lhe faltava um dos elementos essenciais para enriquecer-se, por isso caiu inevitavelmente na pobreza passando a viver de esmolas.

Ao cego de Deus, entretanto, é possível fazer fortuna; porém, debaixo deste ponto de vista, é ele ainda mais digno de pena: quando se fecharem definitivamente para a luz do dia seus olhos carnais, os espirituais de imediato se abrirão, mas quão tarde será, para ele, ver a grande dimensão de sua real miséria em todo o seu horror. E, tomara, não seja essa a hora do desespero.

Esse é o momento de imitar o pobre Bartimeu. O próprio Jesus continua aqui, nos tabernáculos das igrejas. Por que não aproveitar uma ocasião para d’Ele me aproximar e pedir-Lhe o milagre? Devo temer a Jesus que passa e não volta, e bradar continuamente, porque Ele ouve melhor os desejos abrasados.

Tenhamos por certo este princípio: sempre que um cego de Deus abraça o caminho da conversão, “a multidão” tenta dissuadi-lo de prosseguir, fazendo todo o possível para lhe criar obstáculos. Infelizmente, a essa “multidão” de mundanos se associa a multidão de seus próprios pecados e paixões, para fazê-lo silenciar.

Também aqui, é oportuno imitar a atitude de Bartimeu, ou seja, não só não ceder às pressões, como até, pelo contrário, redobrar em ardor, esperança e desejos. Dessa forma, não tardará a comprovar a realidade da convicção do Apóstolo: “Tudo posso n’Aquele que me conforta!” (Fl 4, 13).

“Senhor, que eu veja!”, deve ser o pedido de quem esteja imerso na tibieza e, sobretudo, de quem é cego de Deus. Bartimeu não pediu a fé, porque já a possuía.

Sua cegueira era simplesmente física. Examinemos nossas necessidades espirituais e peçamos tudo a Jesus. Sem duvidar, aguardemos até mesmo o milagre, pois Ele nos assegura: “Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Eu o farei” (Jo 14, 13).

O número dos que sofrem de cegueira física, no mundo, é insignificante, em comparação com os cegos espirituais. A cegueira de coração atinge uma quantidade assustadora de pessoas em nossos dias. A fé vai se tornando privilégio de minorias.

Há cegos não só nos caminhos da salvação, mas até mesmo nas vias da piedade. Estes levam uma vida pseudotranqüila, submersos nos perigos da tibieza; cometem faltas, mas conseguem muitas vezes, através de inúmeros sofismas, adormecer suas consciências, não experimentando mais os benéficos remorsos. Confessam-se por pura rotina, comungam sem dar o devido valor à substância do Sacramento Eucarístico, rezam sem devoção…

Há cegos entre os que abraçaram o caminho da perfeição, mas deixaram de aspirar a ela, contentando-se com uma espiritualidade medíocre, esquálida e infrutuosa. Eles nada fazem para atingi- la, procurando-a onde ela jamais se encontra.

Enfim, para não ser cego de Deus, é preciso ser puro de coração. Uma das principais causas da cegueira de nossos dias é a impureza.

Jesus diz, no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8). Não se trata exclusivamente da virtude da castidade, mas, muito, da reta intenção de nossos desejos. Tanto uma quanto a outra vão-se tornando raras a cada novo dia, nesta era de progressiva cegueira de Deus.

São essas algumas das razões pelas quais a humanidade necessita voltar- se urgentemente para a Mãe de Deus, apresentando por meio d’Ela, ao Divino Redentor, o mesmo pedido de Bartimeu: “Senhor, que eu veja!”

2º Reflexão Apostólica:

Quanto vale insistir em algo que queremos muito?

É nítido e notório que nem tudo que desejamos estará facilmente acessível e tão pouco nossa vida será fácil ao ponto de “darmos ao luxo” colocarmos os pés para cima e esperar que aconteça o que sonhei, desejei,…

O evangelho de hoje nos apresenta um exemplo bem nítido dessa situação que abordei, onde um homem cego luta uma batalha desleal: contra o que vive ( a cegueira) e a indiferença dos que o cercam.

Por viver num mundo de escuridão e sons aquele homem dependia muito do que lhe dizia aqueles que podiam enxergar. Sua vida era pautada sob os olhos daqueles que estavam ao seu redor e como é difícil viver esse tipo de vida! Não consegue ver o que estou falando?

Cada um de nós carrega sobre si suas próprias cegueiras, erros e fragilidades e como é difícil viver sabendo que elas existem e nos limitam. Quem nunca encontrou barreiras para buscar um emprego melhor ou pedir um aumento de salário em virtude da timidez ou do medo? Quem nunca sofreu calado por não conseguir a palavra certa na hora certa? Se temos tantas cegueiras particulares que nos impedem de crescer, imagine o quanto é ruim quando os que nos cercam desistiram de acreditar.

Uma pessoa desacreditada pode fazer outra perder a esperança, mas alguém que insiste em lutar pode fazer muitos voltar a sonhar.

Tudo isso nos faz perguntar: quanto aos meus sonhos e projetos, ainda acredito neles? Qual é o seu sonho?

Ambicionamos o que não podemos pagar, sonhamos com coisas improváveis, mas sonhos são feitos para que tenhamos metas e por mais equivocados que sejam eles nos movem. Quais são eles?

Muitas vezes sem perceber nossos sonhos são os mesmos que Deus desejava, mas nem sempre temos tempo e a devida coragem para realizá-los daí caímos na frustração, no arrependimento, no abatimento… Aquele homem sentado, já havia perdido a vontade de sonhar e com ela, a esperança também se esvaía. É fato: muita gente esta nesse momento assim.

Precisamos ter a atitude dele e não desistir mesmo que barreiras surjam. Abismos ou simples pedras que podem estar mais cegas que nós mesmos, cuja esperança de algo melhor foi-se à medida que passou a desacreditar em si próprio. “(…) As pessoas que iam a frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais”.

Não desista dos seus sonhos… Deus sempre ouve nossos sussurros, imagine nossos gritos!


Categorias

%d blogueiros gostam disto: