Publicado por: sidnei walter john | 6 de novembro de 2016

Evangelho do dia 7 de novembro segunda feira


07 novembro – Fruto da igualdade de espírito é aquela alegria pura e santa do coração, que podem gozar somente aquelas almas que, indiferentes a todas as coisas da terra e a tudo o que lhes diz respeito, não se preocupam senão com a glória de Deus e já possuem Deus aqui na terra, na paz inalterável do seu coração. (S 238). São Jose Marello

07-nov-lucas-17-1-6Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 17,1-6

Jesus disse aos seus discípulos:
– Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado! Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque. Tenham cuidado! Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe. Se pecar contra você sete vezes num dia e cada vez vier e disser: “Me arrependo”, então perdoe.
Os apóstolos pediram ao Senhor:
– Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
– Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: “Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!” E ela obedeceria.” 

Meditação:

Lucas reúne, neste texto, duas instruções e uma advertência de Jesus aos discípulos, em vista do bom convívio comunitário e do empenho na missão.

Hoje, Jesus nos exorta a tomarmos atitudes concretas de fé. A nossa fé é medida e provada pelas ações que praticamos em favor do nosso próximo e que os ajudam a levantar-se.

Por isso, é nos atos mínimos que a nossa fé, mesmo pequenina, pode ser cultivada e exercitada e assim cresça e se torne firme.

Quem crê em Jesus para as pequenas coisas tornar-se-á forte para enfrentar os grandes desafios. Provocar escândalos, promover desunião, levantar falso testemunho, são atitudes que negam o nosso estágio de Fé.

Os escândalos são inevitáveis, porém estejamos atentos (as) para que eles não aconteçam por nossa causa!

Quando nós advertimos, exortamos e repreendemos as pessoas a quem nós amamos e torcemos por elas, nós precisamos crer que agimos assim, em nome de Deus.

Jesus também nos ensina que é necessário, não somente repreender, ensinar, corrigir o nosso próximo, mas, sobretudo, perdoá-lo sempre. Perdoar sete vezes, significa perdoar todos os dias e nunca deixar de assim fazê-lo.

Contudo, para por em prática o que Jesus nos recomenda, nós necessitamos cada vez mais nos apossar do dom da fé.

Somente pela fé é que nós poderemos exercitar o perdão, a reconciliação, a serenidade diante das dificuldades, a firmeza para não provocar escândalo e a esperança de fazer muito mais do que nós próprios temos capacidade.

Por isso, quando Jesus falava sobre essas coisas aos Seus discípulos, eles o pediam “Senhor, aumenta a nossa fé!”

Todavia, o importante para nós, não é possuir uma fé grande demais, mas, tomar posse do dom da fé que já recebemos do Senhor no nosso Batismo, a fim de que sejamos capazes de tomar atitudes concretas de fé, com amor.

Em que tem se baseado a sua fé? Na sua capacidade de acreditar ou no seu abandono ao Amor de Deus? Você tem sido sinal de tropeço para alguém? Qual tem sido o seu comportamento, diante das pessoas que esperam algo de você? Jesus nos manda repreender o irmão e perdoá-lo. Como você tem feito isto? Você tem sabido admoestar as pessoas que causam escândalo, com amor? O que você faz quando vê um irmão, ou uma irmã no erro? Enfim, você sabe o que é o perdão?

Em termos práticos, perdão significa abrir mão do direito de mover uma ação contra o ofensor. É um ato da vontade, não das emoções.

O plano de Deus para o perdão a um ofensor dá a ambas as partes um novo começo, rumo a uma vida melhor.

O perdão de Deus é a remoção da culpa e da penalidade total de nossos pecados sem qualquer merecimento nosso.

O perdão é necessário porque as ofensas são muitas. Jesus disse, É inevitável que venham escândalos mas ai do homem pelo qual eles vêm (Lc 17,1)! Nós ofendemos e somos ofendidos.

Este é um problema comum nas relações humanas. Ofendemos os outros por atos, atitudes ou por palavras (Tg 3,2).

O cristão sincero deve ser cuidadoso para não ofender nem sentir as ofensas pelos atos dos outros.

Isto requer uma vigilância constante: Vigiai e orai para não cairdes em tentação, advertiu-nos Jesus.

O perdão é necessário por causa do mandamento de Deus. E Deus é bastante enfático sobre isto. Temos de perdoar cada ofensa repetidas vezes (Lc 17,3,4). Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportando-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós (Cl 3,12,13).

Quer dizer, tudo que for oposto ao espírito de perdão deve ser abandonado de uma vez por todas, e ser substituído por bondade, simpatia, e perdão.

Neste capítulo não há meio termo. Ou perdoamos uns aos outros ou nos rebelamos contra Deus.

O perdão é necessário porque não perdoar é prejudicial. Jesus advertiu que tal espírito é tão grave que Deus não perdoará a pessoa que não quiser perdoar outra (Mt 6,12,14,15). Porque? Porque um espírito não “perdoador” é pecado.

É tão grave que se uma pessoa persiste nele, deve ser excluída da comunhão da igreja (Mt 18,7-9). Um espírito amargo é algo muito sério diante de Deus, merecendo a mais severa disciplina.

Perdoe todas as ofensas. Se alguém te ofender, quer seja por palavras, obras, ou atitude, perdoe.

Se o erro repetir mais vezes, ainda que seja no mesmo dia, perdoe (Lc 17,4). Perdoe verdadeiramente.

Não deixe que as ofensas se acumulem de modo a resultar num grande fardo. Teu perdão deve remover a ofensa para longe assim como Deus nos tem perdoado.

Perdoe de uma vez para sempre. Tu podes dizer, eu posso perdoar, mas não posso esquecer.

Deus não nos ordena a esquecer. Ele está preocupado que o nosso perdão seja tão completo que se nós lembrarmos da ofensa, será para louvar a Deus pelo perdão, não para sentir mais tarde, mágoa pela ofensa.

Confie plenamente no Senhor. Perdão é um exercício espiritual. Quando Jesus terminou seu ensino sobre o perdão, os discípulos responderam: “aumenta-nos a fé” (Lc 17,5). O perdão pode ser estendido as pessoas através da fé em Deus.

Submeta-te totalmente ao Espírito Santo. As virtudes mencionadas em Colossenses 3,12,13, relativas a como fazer para perdoar, estão intimamente ligadas aos frutos do Espírito enumerados em Gálatas 5,22,23.

Isto indica que a capacidade para o verdadeiro perdão vem do ministério do Espírito Santo no crente.

O cristão que é cheio do Espírito e anda no Espírito não entristecerá o Espírito com uma atitude amarga que recusa perdoar.

Siga explicitamente o exemplo de Cristo. Assim como Cristo vos perdoou, assim também fazei vós (Cl 3,13). Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo (Ef 4,32) Jesus mesmo deixou-nos o exemplo de perdão para seguirmos.

Ame abnegadamente a pessoa que não merece. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor (Cl 3,14).

Este espírito capacitará você a agir bondosa e pacientemente com o ofensor. O amor é sofredor, é benigno, não se irrita, não suspeita mal; …tudo sofre. O amor nunca falha (I Co 13,4-8). O amor de Deus é a resposta para toda nossa amargura e sentimentos irreconciliáveis.

Descanse completamente na paz de Deus. Se permitires que a paz de Deus domine em teu coração, tu terás pouco problema com a falta de perdão (Cl 3,15). Quando tu “guardas a unidade do Espírito pelo vinculo da paz”, tu não terás problema com o espírito de irreconciliação (Ef 4,3).

A amargura e a mágoa que acompanham um espírito irreconciliável destruirão a paz do coração.

A paz e o espírito que não poderão viver juntos. Se pensares: Não posso viver com a pessoa que agiu errado comigo, lembra-te de que é a paz de Deus que deve reinar no seu coração. Se não podes amar essa pessoa, peça a Deus para amar esta pessoa por ti e Ele o fará! Amando com o amor de Deus, tu serás cheio da paz de Deus (Ef 4,1-3).

Perdão significa abrir mão, de uma vez para sempre, do direito de mover uma questão contra uma pessoa, ou seja, de vingar-se dela. É um ato da vontade, não das emoções.

O Plano de Deus é que tanto o ofensor como o ofendido tome um novo começo, rumo a uma vida melhor. Esteja disposto a cultivar a graça do perdão e serás feliz por todo o sempre diante de Deus.

Reflexão Apostólica:

O perdão é uma atitude de amor que aceita os erros para poder construir a paz. Não podemos estar em paz com os outros se não começarmos por nos reconciliar conosco próprios.

Como cristãos, conseguimos fazê-lo se aceitarmos que em primeiro lugar é Cristo que nos perdoa.

Perdoar não é tão fácil como parece, pois implica um compromisso e uma responsabilidade. Só se pode vivê-lo pela graça e pelo amor de Deus.

Reconhecer Cristo como aquele que nos ama e nos perdoa significa receber a sua presença nas nossas vidas.

É aí que se criam raízes de paz, de liberdade e de reconciliação, conosco e com a criação de Deus.

Acolher e transmitir o perdão de Deus é o caminho que nos foi aberto por Cristo. Podemos avançar nele apesar das nossas fragilidades e das nossas feridas. Cristo não faz de nós pessoas que já chegaram à meta.

Deus repetidamente nos instrui em Sua Palavra a amar e perdoar os outros, independentemente da situação, quer sejam pessoas bem próximas a nós quer não.

Abrigar falta de perdão traz amargura, discussões e interrompe o fluxo do poder de Deus em nossas vidas.

Aprender a andar em harmonia em nossos relacionamentos e descobrir a liberdade do perdão permitirá alçarmos níveis mais elevados de comunhão e intimidade com o Pai.

Temos que ter sempre vivo em nossa mente e em nosso espírito que um dos maiores atos do amor de Deus é o perdão.

Em meio a conflitos pessoais  temos a capacidade de andar de forma mais elevada seguindo as orientações que Jesus Cristo nos deu na Palavra.

Ao olharmos para a Palavra veremos que há uma relação muito próxima entre o amor e o perdão de Deus.

Jesus coloca grande importância à harmonia e a concordância e, o perdão desempenha uma parte vital para que isso seja possível.

Não pode haver espaço em nossa vida para a falta de perdão. Quando um cristão não está disposto a perdoar, ele se coloca automaticamente em uma posição em que Satanás pode atormentá-lo e atacá-lo.

Geralmente é a pequena falta, o erro que alguma pessoa cometeu que tendemos não esquecer e não perdoar nos traz tormento.

Se alguém faz ou lhe diz alguma coisa que dói e você geralmente tenta eximir-se de liberar perdão, saiba que é desse tipo de coisa que Satanás vai tirar partido.

Jesus sabia da importância do perdão e é por isso que Ele é tão intimamente ligado com o funcionamento da fé.

A fé não irá “funcionar” em um coração que não perdoa. Se você está mantendo algo contra outra pessoa, então isso irá dificultar a sua fé.

Propósito:

Senhor, que eu nunca me torne um obstáculo à fé de quem quer que seja. Que eu ame meu irmão a ponto de poder apontar-lhe seus erros em clima de correção fraterna. Que eu sinta o prazer de perdoar ofensas e mágoas. E quando eu tiver cumprido com exatidão meus deveres, tenha a humildade de dizer: “sou um servo de Deus como os outros, fiz apenas o que devia fazer”. Que minha alegria neste mundo seja colaborar com Jesus na difusão do seu reino entre os homens, porque servir a Deus não é um favor que lhe prestamos, mas um dever que cumprimos.


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