Publicado por: sidnei walter john | 4 de novembro de 2016

EVANGELHO DO DIA 5 DE NOVEMBRO SÁBADO


05 novembro É preciso ver todas as coisas à luz da fé, fazer com que a razão prevaleça sempre sobre o coração e a vontade de Deus sobre a razão: aceitar tudo das mãos do Senhor, tanto as coisas que nos agradam como as que nos desagradam, respondendo sempre e a tudo: “Deo gratias!” Obrigado Senhor! (S 237). São Jose Marello

05-nov-lucas-16-9-15Lucas 16,9-15

 “Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?
– Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.
Os fariseus ouviram isso e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro. Então Jesus disse a eles:
– Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus.
” 

Meditação

Esta fala de Jesus complementa a parábola do administrador desonesto e esperto (Lc 16,1-8). A tônica é a iniquidade do dinheiro e os fariseus são mencionados como sendo amigos do dinheiro, e zombavam de Jesus.

Há uma riqueza que semeia a morte em toda a parte em que domina: libertai-vos dela e sereis salvos. Purificai a vossa alma; tornai-a pobre para poder ouvir o apelo do Salvador que vos repete: “Vem e segue-me” (Mc 10,21). Ele é o caminho em que avança aquele que tem o coração puro; a graça de Deus não penetra numa alma ocupada e dividida numa grande quantidade de pertences.

Quem olha para a sua fortuna, para o seu ouro e para a sua prata, para as suas casas, como sendo dons de Deus, esse testemunha a Deus o seu reconhecimento vindo com os seus bens em auxílio dos pobres. Sabe que os possui mais para os seus irmãos do que para si próprio.

Continua dono das suas riquezas em vez de se tornar escravo delas; não as fecha na sua alma, tal como nelas não encerra a sua vida, mas continua, sem se cansar, uma obra que é divina. E se, um dia, a sua fortuna vier a desaparecer, aceita a sua ruína com um coração livre. Esse homem, Deus o declara “bem-aventurado”; chama-lhe “pobre em espírito”, herdeiro seguro do Reino dos Céus (Mt 5,3).

Pelo contrário, há quem encerre a sua fortuna no coração, no lugar do Espírito Santo. Esse guarda em si as suas terras, acumula sem fim a fortuna, só se preocupa em acrescentar sempre mais. Não levanta nunca os olhos ao céu; atola-se no material. De fato, ele não é mais do que pó e voltará ao pó (Gn 3,19).

Como pode então experimentar o desejo do Reino aquele que, em vez de coração, tem dentro de si um campo ou uma mina, aquele a quem a morte surpreenderá sempre no meio das suas paixões? “Porque onde estiver o teu tesouro, estará também o teu coração” (Mt 6,21).

Querer pôr a esperança e a confiança em bens passageiros é querer fazer fundações em água corrente. Tudo passa; Deus permanece.

Agarrarmo-nos ao que é transitório é desligarmo-nos do que é permanente. Quem, portanto, levado no turbilhão agitado, consegue manter-se firme em seu lugar, nessa torrente fragorosa?

Se quisermos recusar-nos a ser levados pela corrente, temos de nos afastar de tudo o que corre; senão o objeto do nosso amor nos constrangerá a chegar ao que precisamente queremos evitar. Aquele que se agarra aos bens transitórios será certamente arrastado até onde terá, à deriva, essas coisas às quais se apega.

A primeira coisa a fazer é pois abstermo-nos de amar os bens materiais; a segunda, não pormos total confiança naqueles bens que nos são confiados para serem usados e não para serem desfrutados. A alma que se prende apenas aos bens perecíveis, depressa perde a sua própria estabilidade. O turbilhão da vida atual arrasta quem nele se deixa ir, e é uma ilusão, para aquele que é levado nesta corrente, nela querer manter-se de pé.

Reflexão Apostólica:

Ao ler o evangelho do dia de hoje, logo de início, não estava compreendendo o que Deus queria me falar quando, no versículo 9, Ele dizia: “Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno.“.

Pensei: Como Deus pode estar me pedindo para fazer amigos com a riqueza injusta? Isso não faz sentido, uma vez que, a riqueza injusta é aquela que é ilusória, enganadora.

Então, pedi a Deus que me desse o discernimento de tudo isso e, ao ler novamente o versículo, o Senhor falava muito forte ao meu coração que a riqueza e o dinheiro eram bens passageiros e que um dia poderia passar na nossa vida também, mas se nós, durante o tempo da riqueza, tivéssemos construído amizades verdadeiras, mesmo sem nenhum bem material teríamos com quem contar, e mais que isso, alcançaríamos os tabernáculos eternos. Então, compreendi de Deus que não importa o tamanho da minha riqueza e sim a riqueza que há em meu coração.

É necessário que todos nós aprendamos a valorizar e a buscar as coisas do alto, as coisas eternas, as coisas que não passam jamais, pois somente elas trarão aos nossos corações a verdadeira FELICIDADE!!

No versículo 10 o Senhor fala: “Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes.“.

Essa parte do evangelho vem trazer uma lição maravilhosa para nossa vida. É impressionante como essas palavras são verdades concretas no mundo. Aqueles que não conseguem ser fiéis no namoro, provavelmente serão infiéis no noivado e depois no casamento. As pessoas que não conseguem ser justas numa gincana de colégio, certamente serão injustas em grandes causas.

Fidelidade e justiça são valores tão grandiosos e importantes na formação humana que precisam ser praticados nas pequenas coisas, desde criança, para que assim possam ser solidificados no coração e na alma. A grandiosidade dos valores humanos está na pequenez dos gestos praticados.

Sempre digo para as pessoas que me procuram no início da caminhada: Se você quiser ser de Deus cada dia mais, aprenda a ser fiel no pouco e a mudar nas pequenas coisas, pois à medida que você consegue dizer não a um pecado que parecia ser pequeno e fácil de não cometer, você vai se sentindo mais fortalecido a combater os pecados maiores.

Faça essa experiência com Deus e viva o hoje de cada dia tentando ser fiel no pouco que Deus lhe pede e não queira ir além daquilo que você pode dar, porque dessa forma você estará sendo treinado para agüentar o mais que Deus tem reservado para você no tempo certo da sua caminhada. Todo esse treinamento fará de você um servo bom e fiel.

No final do evangelho o Senhor nos fala: “Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.“.

Então, para finalizar essa reflexão de hoje, gostaria de terminar dizendo para vocês que: quando servimos ao dinheiro nos tornamos escravos de tudo àquilo que ele pode comprar, mas quando servimos a Deus nos tornamos “escravos” do Seu amor e de tudo aquilo que o amor de Deus pode alcançar e transformar!

Faça a sua escolha e deixe Deus ser o seu SENHOR!

Meditação:

O Evangelho de hoje completa a parábola do administrador que dispõe da riqueza do patrão para fazer amigos.

Explicando a parábola do administrador que usa as riquezas de seu senhor para fazer amigos, Jesus caracteriza o “dinheiro” (em grego/aramaico: mamonas; riquezas, bens acumulados) como sendo fruto da injustiça.

Jesus acusa os fariseus em relação ao dinheiro e os chama de idólatras por se colocarem a serviço do dinheiro, do deus “Manmón”, abandonando o Deus verdadeiro.

Os Padres da Igreja, nos primeiros séculos, denunciam, com vigor, este acúmulo de riquezas, fruto da exploração dos empobrecidos.

O dinheiro oferece a quem rende culto a ele a falsa crença de estar seguro nessa vida; mas o dinheiro converte as pessoas dominadas por ele em opressores de seus irmãos e em astutas criaturas das trevas.

O Deus da vida, ao contrário, mostra como o caminho para a realização do ser humano passa pela liberdade de consciência, pela solidariedade para com os irmãos e a busca do bem comum.

É o Deus solidário quem sai ao encontro do ser humano para humanizá-lo de verdade, para que esse encontro gere uma vida melhor e assim todos se sintam irmãos, filhos e filhas de Deus, utilizando os recursos disponíveis.

Lucas destaca que os fariseus eram “amigos do dinheiro” e, por isso zombavam de Jesus. As elites ricas da sociedade também zombam, condenam e perseguem aqueles que lutam pela partilha dos bens e da terra.

Em Lucas pode-se ver o prelúdio do Reino de Deus, onde em lugar da riqueza acumulada por poucos, vive-se a partilha dos bens que alimentam a vida de todos. Jesus coloca a todos diante de uma opção radical: “Não podeis servir a Deus e ao ‘Dinheiro'”.

Ou opta-se pela idolatria do dinheiro na sociedade de mercado global, que gera a morte, ou opta-se pelo serviço e pela partilha, que geram a vida, no Reino de Deus.

A ambição e a hipocrisia, que são cultivadas na sociedade de mercado, são detestáveis para Deus.

Reflexão Apostólica:

Ou servimos a Deus ou servimos às riquezas; não podemos servir a ambas. A generosidade com os irmãos, a fidelidade a Deus e a renúncia aos ídolos são o tema central do evangelho de hoje.

É uma boa descrição de todos aqueles que optam por viver em plenitude o evangelho proclamado por Jesus.

Por todas as realidades de injustiça e morte que sufocam o mundo, podemos dizer que a riqueza e, com ela o poder, é o que divide a humanidade e causa os maiores desastres humanos na história, e submeteram e submetem grandes multidões à pobreza extrema.

Como seguidores de Jesus, somos obrigados a optar pelas “coisas do Pai”, quer dizer, optar pela fraternidade, por compartilhar os bens, pela entrega total da vida a Deus e aos irmãos, os quais dão sentido à experiência de fé.

Quem opta por ser fiel a Deus rejeita por inteiro toda exclusão, toda injustiça, toda morte e busca em todo momento o bem para seus irmãos. É momento especial para perguntarmos a quem estamos servindo de verdade: à vida, ou à morte?

A riqueza injusta é aquela que é ilusória, enganadora. Não importa o tamanho da minha riqueza e sim a riqueza que há em meu coração.

É necessário que todos nós aprendamos a valorizar e a buscar as coisas do alto, as coisas eternas, as coisas que não passam jamais, pois somente elas trarão aos nossos corações a verdadeira FELICIDADE!!!

Aqueles que não conseguem ser fiel no namoro, provavelmente serão infiéis no noivado e depois no casamento.

As pessoas que não conseguem ser justas numa gincana de colégio, certamente serão injustas em grandes causas.

Fidelidade e justiça são valores tão grandiosos e importantes na formação humana que precisam ser praticados nas pequenas coisas, desde criança, para que assim possam ser solidificados no coração e na alma. A grandiosidade dos valores humanos está na pequenez dos gestos praticados.

Se você quiser ser de Deus cada dia mais, aprenda a ser fiel no pouco e a mudar nas pequenas coisas, pois à medida que você consegue dizer não a um pecado que parecia ser pequeno e fácil de não cometer, você vai se sentindo mais fortalecido a combater os pecados maiores.

Façamos essa experiência com Deus e vivamos o hoje de cada dia tentando ser fiel no pouco que Deus nos pede e não queiramos ir além daquilo que podemos dar, porque dessa forma estaremos sendo treinados para agüentar o mais que Deus tem reservado para nós no tempo certo da nossa caminhada. Todo esse treinamento fará de nós servos bons e fiéis.

No final do evangelho o Senhor nos fala: “Nenhum servo pode servir a dois senhores… Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

Então, para finalizar essa reflexão de hoje, terminamos dizendo para vocês que: quando servimos ao dinheiro nos tornamos escravos de tudo àquilo que ele pode comprar, mas quando servimos a Deus nos tornamos “escravos” do Seu amor e de tudo aquilo que o amor de Deus pode alcançar e transformar!

Façamos a nossa escolha e deixemos Deus ser o nosso SENHOR.

Propósito:

Pai, meu coração está todo centrado em ti, e em ti encontra consolo e proteção. Meu único anseio é não deixar que se abale esta segurança, fonte de minha felicidade.


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