Publicado por: sidnei walter john | 2 de novembro de 2016

Evangelho do dia 4 de novembro sexta feira


04 novembro – Saibamos manter-nos naquela perfeita igualdade de espírito, que é tão vantajosa para o progresso na virtude, e conservemo-nos sempre numa tal disposição de ânimo que nos faça estar prontos para tudo, sem nunca nos perturbar. (S 237).São Jose Marello

04-nov-lucas-16-1-8Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 16,1-8

Jesus disse aos seus discípulos:
– Havia um homem rico que tinha um administrador que cuidava dos seus bens. Foram dizer a esse homem que o administrador estava desperdiçando o dinheiro dele. Por isso ele o chamou e disse: “Eu andei ouvindo umas coisas a respeito de você. Agora preste contas da sua administração porque você não pode mais continuar como meu administrador.”
– Aí o administrador pensou: “O patrão está me despedindo. E, agora, o que é que eu vou fazer? Não tenho forças para cavar a terra e tenho vergonha de pedir esmola. Ah! Já sei o que vou fazer… Assim, quando for mandado embora, terei amigos que me receberão nas suas casas.”
– Então ele chamou todos os devedores do patrão e perguntou para o primeiro: “Quanto é que você está devendo para o meu patrão?”
– “Cem barris de azeite!” – respondeu ele.
O administrador disse:
– “Aqui está a sua conta. Sente-se e escreva cinqüenta.”
– Para o outro ele perguntou: “E você, quanto está devendo?”
– “Mil medidas de trigo!” – respondeu ele.
– “Escreva oitocentas!” – mandou o administrador.
– E o patrão desse administrador desonesto o elogiou pela sua esperteza.
E Jesus continuou:
– As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz.  

Meditação:

Esta parábola, exclusiva de Lucas, parte da imagem de um homem rico e um administrador corrupto, ambos envolvidos com a AMBIÇÃO das riquezas.

Pode parecer que o SENHOR elogia aquele que é desonesto, mas é claro que DEUS não aceita isso.

O exemplo dado na parábola deixa claro que aquele que só se preocupa com as coisas deste mundo, jamais será RICO das coisas de DEUS. Porque bem nos ensina o SENHOR que não podemos servir a DEUS e ao dinheiro.

Se quero ser bom nas coisas de DEUS, tendo comigo a certeza de que não há nada mais importante para ensinar neste mundo, me dedico e busco minha missão evangelizadora.

Porém, se me entrego à riqueza sem medidas, me torno escravo desta vida material e não me dedico a construir a minha casa no REINO DE DEUS.

Há quem defenda que a RIQUEZA MATERIAL não é pecado, mas o SENHOR nos ensina que não devemos ter ambições desmedidas e quando desejo mais dinheiro do que preciso estou pecando.

Por isso, nos ensina o SENHOR, que aqueles que o conhecem não se preocupam com riquezas materiais, o PAI provê o que é necessário para a sobrevivência quando nos propomos a aceitá-lo.

De um lado enfrentamos as tentações promovidas pelos demônios que tem como objetivo nos afastar dos ensinamentos de CRISTO.

Do outro, temos o SENHOR que nos protege e nos mostra a VERDADE nas suas PALAVRAS provenientes de DEUS.

Se os filhos da LUZ não são bons de negócios é que aprenderam que o dinheiro é injusto, traz para alguns uma vida de fartura e para outros, que não o possuem, uma vida de sacrifícios.

Uma sociedade submissa e regida pelo mercado que visa o lucro e a acumulação de riquezas é a CONTRADIÇÃO do Reino de Deus, que é FRATERNIDADE e PARTILHA, no empenho em que todos tenham vida plena.

Lembremo-nos que junto com o dinheiro vem também os custos para possuí-lo. E sempre o preço é caro demais, pois aquele que é rico desta vida jamais terá a VIDA VERDADEIRA. GRAÇA E PAZ!

Reflexão Apostólica:

Ontem, refletíamos sobre o esmero que temos sobre as coisas que são nossas e a pouca dedicação, empenho e capricho ao que ainda não entendemos também como nosso.

Esse evangelho cai como “uma luva” ratificando tudo que refletíamos ontem. “(…) As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à luz”.

Temos muita dificuldade em dar “nossos pulos” em situações que não temos conhecimento e também naquelas que não acreditamos.

Como somos bons em tornar as situações e discussões adversas ao nosso favor! Somos seres hábeis numa técnica bem eficiente – a camuflagem.

Como bons camaleões, sabemos nos disfarçar mediante as ameaças às quais podemos chamar de cobranças.

Como sabemos dissimular ao ser apresentado um equivoco nosso! Disfarçamos, mudamos de assunto, dizemos que o assunto da pauta não era esse, que a pessoa precisa rezar mais (essa é ótima).

Procuramos na Bíblia palavras sorteadas que nos “defendam” ou nos justifiquem; e assim mais uma vez, sob uma treinada camuflagem, “escapamos” ilesos de nos encontrar conosco mesmo (não é redundância, é reforço).

Desde quando corrigir é julgar!? Conhecemos a diferença entre estes dois verbos?

Estamos vivendo um momento em que a construção do conhecimento e o acesso informação mudam a cada instante.

Técnicas medicinais (para quem pode pagar) avançam dia-a-dia; computadores cada vez mais velozes e menores, máquinas cada vez mais práticas e úteis, (…) sendo assim nós seres humanos precisamos acompanhá-la.

No entanto esse progresso só acontecerá a partir do momento que conseguirmos ter a sensibilidade e a humildade de nos auto–avaliar. Como é difícil aceitar algumas coisas, mas tudo tem um começo.

Façamos a nós mesmos esses questionamentos: Gosto de mim mesmo? Me aceito como sou? Estou de bem com o mundo? Tenho restrições à fala de alguma pessoa? Nego-me a ouvir? Recebo bem as críticas? Reflito-as? Consigo separar o que penso sobre um assunto do meu lado profissional? Fujo com freqüência de assuntos que sei que não conseguirei responder ou justificar? Respondo um pergunta com outra pergunta? Ao ser questionado sobre um ato, gesto, falha (…) consigo responder sem buscar um culpado que tenha feito igual ou parecido para que eu não seja o único? Costumo falar com freqüência: “Você esta me julgando”!!

O empregado ardiloso do evangelho de hoje, pensou que, com sua atitude, conseguiria sair ainda vencedor, mesmo que viesse a perder o emprego.

Quantas vezes em uma reunião, uma conversa entre marido e mulher, namorados (…) a verdade, o aprendizado, o pedido de desculpas foram suprimidos por uma camuflagem?

Buscou-se numa cara de choro, ou de coitadinho (a), ou de “falsa indignação” ou até mesmo atrás de palavras bonitas e difíceis, aceitar o óbvio?

Como é difícil aceitar que erramos, que não sabemos, que desconhecemos?! Como é difícil de falar que não fui à Missa, ao Grupo, ao Encontro, pois estava com preguiça. Que faltei ao trabalho, a aula, a prova, pois não esta afim, não estava preparado, que tive medo…

Nessas horas surge a história que o pai ficou doente, o primo que morreu (conheço pessoas que já mataram uns dez); que teve greve de ônibus, uma batida, um congestionamento etc.

Espertezas (camuflagens) que devem abandonadas e dado lugar à verdade. Deus nos conhece.

Propósito:

Pai, torna-me esperto em relação às coisas do Reino, e sempre misericordioso, e não dissimulado, no trato com o meu semelhante, pois é assim que alcançarei a comunhão contigo.


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