Publicado por: sidnei walter john | 2 de novembro de 2016

Evangelho do dia 03 de novembro quinta feira


03 novembro Ainda que no meio do combate nos encontrássemos despojados de qualquer boa disposição, aliás até tomados por grande aversão à luta, não devemos desanimar: é justamente nesses momentos que Deus nos quer provar, fazendo-nos agir somente por fé… É esse pouquinho de fé que nos deve salvar e que será mais largamente recompensado no Céu. (S 347). São Jose Marello 

03nov-lucas-15-1-10Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 15,1-10

Certa ocasião, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram perto de Jesus para o ouvir. Os fariseus e os mestres da Lei criticavam Jesus, dizendo:
– Este homem se mistura com gente de má fama e toma refeições com eles.
Então Jesus contou esta parábola:
– Se algum de vocês tem cem ovelhas e perde uma, por acaso não vai procurá-la? Assim, deixa no campo as outras noventa e nove e vai procurar a ovelha perdida até achá-la. Quando a encontra, fica muito contente e volta com ela nos ombros. Chegando à sua casa, chama os amigos e vizinhos e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida.”
– Pois eu lhes digo que assim também vai haver mais alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados do que por noventa e nove pessoas boas que não precisam se arrepender.
Jesus continuou:
– Se uma mulher que tem dez moedas de prata perder uma, vai procurá-la, não é? Ela acende uma lamparina, varre a casa e procura com muito cuidado até achá-la. E, quando a encontra, convida as amigas e vizinhas e diz: “Alegrem-se comigo porque achei a minha moeda perdida.”
– Pois eu digo a vocês que assim também os anjos de Deus se alegrarão por causa de um pecador que se arrepende dos seus pecados.
  


Meditação:

O capítulo 15 de Lucas é o coração de todo o Evangelho (=Boa notícia). Aí vemos que o amor do Pai é o fundamento da atitude de Jesus diante dos homens.

Respondendo à crítica daqueles que se consideram justos, cheios de méritos, e se escandalizam da solidariedade para com os pecadores, Jesus narra três parábolas.

A primeira e a segunda mostram a atitude de Deus em Jesus, questionando a hipocrisia dos homens.

A terceira tem dois aspectos: o processo de conversão do pecador e o problema do “justo” que resiste ao amor do Pai.

A parábola não quer dizer que Deus prefere o pecador ao justo, ou que os justos sejam hipócritas.

Ela ressalta o mistério do amor do Pai que se alegra em acolher o pecador arrependido ao lado justo que persevera.

A mulher é pobre e precisa da moeda para sobreviver. O amor de Deus torna-o vitalmente necessário de encontrar a pessoa perdida, para levá-la à alegria da comunhão no amor.

Os fariseus e os escribas não entendiam nada do Amor de Deus e de sua Salvação em Cristo, motivo pelo qual Jesus proferiu estas parábolas para que eles entendessem que a alma do pecador é importante para Deus. Em Lucas 19,10, Jesus confirma o que as parábolas já tinham expressado: “Porque o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.

A pregação de Jesus tirava dos adversários o instrumento ideológico (seu legalismo), com o qual defendiam sua situação e seu propósito de não mudar de vida.

Por estes mesmos interesses solucionavam suas diferenças com ele por meio da violência, o que mostrou até que ponto estavam aferrados a eles.

Além de sua opção pelos pobres e excluídos, Jesus mostra neste evangelho, a sua preocupação com aqueles que estão fora do caminho da casa  do Pai, fora do rebanho. São como ovelhas desgarradas.

Os fariseus não aprovam essa atitude de Jesus, por considerar os publicanos e pecadores, pessoas de má vida e, portanto impuros e excluídos.

Perdido e encontrado. É o tema do evangelho de hoje, da alegria pela recuperação do que estava perdido.

As três parábolas se referem ­ à volta do pecador arrependido; a parábola do filho reencontrado desenvolve o tema do amor de Deus para conosco e acrescenta o contraste da hostilidade do irmão mais velho.

Jesus está cercado por “coleto­res de impostos e pecadores”, o que provoca mur­muração entre os escribas e fariseus, a respeito da sua preferência pelas ovelhas desgarradas do rebanho.

Jesus dirige-se diretamente aos ouvintes: “Quem dentre vós…?” O que ele sugere que todos farão, ao ir atrás da única ovelha perdida, não é o que muitos de nós faríamos, mas a atratividade dessa extrava­gante preocupação individual faz o ouvinte querer concordar.

Num instante somos levados ao mundo de Deus, vendo e agindo como ele o faria. A alegria do pastor é como a alegria de Deus; sua dedicação à ovelha reencontrada, carregando-a de volta ao redil, é uma comparação com o amor de Deus.

Uma imagem diferente é usada na segunda parábola com o mesmo objetivo. A mulher perdeu uma de suas dez moedas de prata.

Revira a casa toda em busca dessa moeda, uma entre dez. Talvez fizesse parte de seu dote e, assim, também tivesse valor sentimental.

A alegria dela é como a alegria no céu por causa de um único pecador arrependido. Precisa ser compartilhada. É grande demais para uma só pessoa. Ela e o pastor convidam os amigos e vizinhos para a festa de ação de graças.

E as outras nove moedas de prata e as 99 ovelhas – não são importantes também? Com certeza, mas a alegria do Reino foge das categorias da razão e dos bons negócios. O que era dado por perdido foi encontrado. É como uma nova vida, uma ressurreição: precisa ser celebrada.

Se você se encontra perdido na estrada dessa vida, se você se embrenhou por caminhos e aventuras perigosas e agora não está sabendo por que fez isso, como começou e o que fazer, volte para a casa do Pai!

Lá existem muitas moradas! E, como você viu no evangelho de hoje, grande será a alegria na sua família e principalmente no céu, tudo por causa da sua volta. Então? Vamos voltar?

Reflexão Apostólica:

Será que temos procurado por Deus como a mulher que procura pela moeda perdida?

Desde que o mundo é mundo o homem tem procurado incansavelmente formas de facilitar seu dia a dia.

Olhemos ao nosso redor e veremos as mudanças acontecendo para facilitar nossas vidas. Veremos então celulares cada vez mais conectados, TVs com resoluções de imagem que beiram a perfeição; mouses e impressoras sem fio… Levantar da cadeira nunca mais (risos).

Na mesma proporção que as mudanças acontecem surgem também “igrejas”, sejam elas novas ou tradicionais, interessadas em “facilitar” a vida das pessoas perante Deus. Tem muita gente séria sendo confundida pelas que não tem a devida seriedade.

Esses dias fui surpreendido com uma chamada de uma dessas “intermediadoras” com Deus. Dizia assim: “Venham! Esse é o último encontro com Deus desse ano! Se você perder só ano que vem”! É claro que entendi que o nome do encontro é “encontro com Deus”, mas não deixa de ser cômica a forma que as pessoas têm levado as coisas sagradas.

Revirar a casa (em especial a da nossa vida) é cada vez mais difícil de ser ver. Hoje é cada vez menor a participação das pessoas nas missas e celebrações e em contra partida um crescente aumento dos telespectadores da santa missa. Trocam o deslocamento, o contato, a conversa pelo conforto de seu sofá.

Não somos hipócritas de rejeitar o conforto do ar condicionado, do estresse com estacionamento, trânsito, flanelinhas, (…), mas até que ponto, essa comodidade nos afastará de Deus?

Buscar a Deus com esmero denota também um pouco de sacrifício de minha parte. Era bem comum, no tempo antigo, os homens e mulheres migrarem de deuses mediante a concessão ou não de pedidos.

Os egípcios tinham deuses para tudo. Baal era muito procurado pelos agricultores que desejam uma bela colheita; vikings clamavam por seus deuses ao enfrentar o mar revolto e hoje, como esta acontecendo?

Igreja cheia é igreja que oferece milagres e curas e que não exige muita responsabilidade ou compromisso dos seus “fieis”.

É triste ler isso, mas as pessoas têm buscado o deus que agrada, que lhe apresenta a prosperidade financeira em troca da fidelidade dizimista.

Se observarmos a mulher do evangelho notamos o esmero em procurar em todo canto de sua vida até encontrar e se buscarmos sinônimos para “esmero” encontraremos capricho, primor, perfeição, requinte, cuidado, (…). Será que o que vemos hoje é esmero?

Deus esta ansioso para nos ver de volta, mas que pai seria Ele em dar tudo que pedimos sabendo que na verdade não é disso ou daquilo que realmente precisamos?

Não entendemos o reino de Deus, pois ainda temos a idéia de servos e não de proprietários. Se de fato acreditássemos que ele também me pertence, talvez mudasse meu esmero em procurar a moeda ou a ovelha que se perdeu; talvez não precisasse pedir para que os irmãos ajudassem, rezassem, louvassem, não brigassem, (…), pois todos saberiam e colaborariam.

A fé que temos pode ser vista nos nossos olhos e em nossas ações. Não podemos ser apegados a milagres e curas (…), precisamos ser pessoas que acreditam e tomam posse da missão de levar primeiramente o evangelho a toda criatura, pois as demais necessidades serão dadas por acréscimo durante o trajeto.

Nosso Deus é o Deus de todos os seres humanos e de modo especial dos pecadores. A parábola mostra a verdadeira intenção de Deus ao oferecer uma Lei a seu povo: que a história mude e o povo viva.

Deus quer que o ser humano se salve da injustiça e da marginalização. Por isso o pastor sai em busca da ovelha perdida, aquela que está excluída do rebanho; alegra-se pela sua presença e festeja sua integração no conjunto maior.

Da mesma maneira, a mulher busca sua moeda, porque o valor está em ter as 10 moedas. O Reino de Deus é uma casa onde todos são admitidos, onde não há excluídos.

Aceitar os que estão perdidos é aceitar a Deus; e nós, como cristãos, temos a missão de interceder por eles para que todos voltem ao redil.

Quem esta longe, não se preocupe… Deus vai lhe encontrar!

Propósito:

Pai, quero ser contagiado por teu amor desconcertante que vai em busca do pecador e se alegra ao vê-lo voltar à comunhão.


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