Publicado por: sidnei walter john | 30 de outubro de 2016

Evangelho do dia 31 de outubro segunda feira


31 outubro – Peçamos a Deus que nos torne santos, logo santos, com aquela santidade que Ele quer. (S 172). São Jose Marello 

31-out-lucas-14-12-14Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 14,12-14

 E disse também a quem o tinha convidado: “Quando ofereceres um almoço ou jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes podem te convidar por sua vez, e isto já será a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos! Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos.”  

Meditação:

Jesus olha tanto para o dono da festa bem como para os convidados ficou desapontado; e, então levantando a cabeça dirige a palavra à seus Apóstolos: Quando você der um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, nem os seus irmãos, nem os seus parentes, nem os seus vizinhos ricos. Porque certamente eles também o convidarão e assim pagarão a gentileza que você fez.

O Evangelho sobre o banquete dos pobres e aleijados permite abordar o tema da Igreja como assembléia universal e indiscriminada dos filhos de Deus.

O plano salvífico de Deus, manifestado em Jesus de Nazaré, apresenta-se definitivamente como a assembléia universal e indiscriminada dos filhos de Deus dispersos.

Por isso, a Igreja, através de variadas modalidades associativas ou congregacionais visibilizadas pelo amor, os ministérios e os sacramentos, sobretudo a celebração eucarística, se manifesta nas múltiplas assembléias locais.

Abre-se ao projeto divino da acolhida de todos os homens, mediante a fé em Cristo. Prossegue e prolonga a obra da congregação universal dos filhos de Deus, privilegiando os pobres e marginalizados, na qualidade de primeiros convidados ao festim dos bens messiânicos, pois se os pobres têm vez, ninguém se sente excluído.

Entretanto, a Igreja jamais será um fim em si mesma, mas o meio pelo qual se processa a unificação dos homens entre si e com Deus em Cristo.

Daí, o tema da congregação universal apontar para o banquete definitivo do Reino de Deus onde serão acolhidos na morada do Pai (Jo 14,2-3), a Jerusalém do Alto (Ap 21,10; Hb 12,22-23).

O amor preferencial pelos pobres, o espaço aberto aos marginalizados, a promoção dos necessitados será sempre sinal evidente do Reino de Deus que a Igreja anuncia, vive e constrói.

O próprio Reino manifesta sua força e vitalidade, congregando os pobres na Igreja de Cristo para promovê-los a uma vida mais digna até a eternidade feliz.

Lucas apresenta o tema da humildade, a partir da parábola da escolha dos lugares, e o tema da importância dos pobres no Reino de Deus, a partir da parábola da escolha dos convidados (Lc 14,1.7-14).

Nos diálogos à mesa, os autores gregos geralmente apresentavam os comensais em torno do dono da casa, sublinhando a posição social dos presentes.

Lucas também começa retratando um dos notáveis entre os fariseus para logo, desconcertantemente, introduzir um hidrópico na cena, necessitado de cura.

Deste modo, dá a entender que a refeição messiânica não é reservada a elites, mas se abre a todos, notadamente os pobres e marginalizados.

Durante os diálogos à mesa, era costume que cada conviva pronunciasse um discurso para elogiar o tema a ser abordado e descrever-lhe as situações.

No caso de Lucas, é Jesus quem inicia a conversação, referindo-se à possibilidade de curar o hidrópico no Sábado, enquanto os legalistas e fariseus se calam e não conseguem replicá-lo.

Jesus, no entanto, insiste no diálogo, escolhendo como tema a humildade e descrevendo suas manifestações. Tendo como pano de fundo a literatura sapiencial (Pr 25,6-7), elogia a humildade, a partir da parábola da escolha dos lugares em que o ocupante do último posto é convidado a se transferir para mais perto.

Quanto à parábola da escolha dos convidados, mais do que apontar para a humildade de quem convida os marginalizados, acentua, bem a gosto de Lucas, a importância dos pobres no Reino de Deus.

Na realidade, há a questão básica que se impõe aos que crêem, sobre a acolhida devida aos carentes e necessitados, privilegiados de Jesus.

Em tom sapiencial, que sobre exalta as conseqüências dos atos humanos, é melhor, para Jesus, convidar os pobres, pois, não tendo com que retribuir, a recompensa da gratuidade há de ser dada pelo próprio Deus na ressurreição dos justos.

Do mesmo modo que é conveniente se colocar no último lugar pela vivência da humildade, também é mais dadivoso convidar os pobres e aleijados para o banquete do que os amigos, parentes e vizinhos ricos.

Consciente de que Jesus inaugura o banquete universal dos pobres (Is 55,1-5), Lucas insiste na gratuidade do gesto divino que acolhe a todos em seu Reino, chamado a atenção para a mesma atitude daqueles que convidam os que não podem retribuir.

Entretanto, se considerarmos a interpretação eucarística proposta por vários comentadores, teremos a superação, nas assembléias dominicais, de manifestações de vaidade e ostentação das reuniões pagãs, através das regras da humildade ou das escolhas dos lugares e a exclusão de barreiras judaicas, impostas pela impureza legal aos marginalizados mediante as regras da gratuidade e da acolhida dos pobres.

Lembremo-nos do apelo do Mestre: “quando deres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos!

Então serás feliz, pois estes não têm como te retribuir! Receberás a recompensa na ressurreição dos justos.”.

Quem são os que participam da sua festa? Com quem você gasta o seu dinheiro? E como o gasta?

No evangelho, a parte final da parábola promete a ressurreição dos justos. Nessa parte, o caminho é simplicidade e desprendimento.

Servir com amor desinteressado, dando tudo, sem esperar nada em troca. Uma mudança de valores proposta pelo reinado de Deus; fazer-se semelhante a uma criança, enquanto expressão de pobreza, debilidade e desamparo; criança que encarna a atitude que devem ter os discípulos diante de Deus e para com os irmãos.

Reflexão Apostólica:

Existe uma grande verdade nos nossos relacionamentos: NUNCA conseguiremos amar a todos que nos cercam, em especial, aqueles que não querem nosso bem, mas não podemos privá-los de ter e conquistar seu espaço no reino de Deus. Consigo entender isso?

Realmente é difícil de acreditar que um dia aquele que me persegue vai cansar de fazê-lo; difícil acreditar também que as pessoas vão um dia parar de pensar somente em si fingindo que os outros não existem.

É improvável que o “camelo” apegado ao orgulho consiga passar pelo buraco da agulha chamada humildade; mas em meio a tanta dificuldade e impossibilidades, Jesus nos convida a pelo menos convidar para a ceia. “(…) quando você der uma festa, convide os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos e você será abençoado. Pois eles não poderão pagar o que você fez, mas Deus lhe pagará no dia em que as pessoas que fazem o bem ressuscitarem“.

Aos poucos as decepções encontradas com as pessoas naturalmente nos afastam delas. Muitos desses encontros originaram embates, disputas, brigas, contendas, (…) por motivos tão pequenos que nem mesmo hoje entendemos o porquê, mas quanto a isso, a velha fórmula chamada conversa pode resolver.

No entanto o que me preocupa são os desgostos, implicações, preconceitos que surgem absolutamente do nada.

É preocupante, ainda, ouvir “NÃO GOSTO DE FULANO” simplesmente por que não gosto; “ou quando ouço “NÃO ACEITO” sem mesmo ouvir; ou quando “SOU CONTRA” simplesmente porque o outro é a favor…

Por que temos a mania de convidar a participar da nossa vida apenas aqueles que fazem o que eu quero? Será que tenho noção que faço isso?

A Boa Nova de Jesus não é fácil de cumprir, pois requer abandonar talvez tudo aquilo que aprendi sobre saber se defender.

É preciso deixar claro que mesmo Jesus não aprovando a violência, Ele tão pouco concorda a humilhação de qualquer um dos seus filhos, esteja ele sentado a mesa ou aquele que convidou para estar em sua mesa.

Entre aquilo que fazemos, seja bom ou ruim, e o que devíamos fazer existe uma longa estrada chamada santidade e todos nós deveremos percorrê-la todos os dias.

Não há relatos de santos vivos, pois aqueles que veneramos só foram assim considerados depois de uma rigorosa investigação de suas vidas.

Um santo é conhecido após dois milagres creditados a sua intercessão junto a Jesus, mas prefiro acreditar que santo é aquele que mesmo errando insiste em continuar caminhando para frente na longa estrada da santidade.

É conhecida a história de santos que foram turrões como Pedro, Jerônimo; outros difíceis como Paulo, Agostinho, (…), mas o que eles tinham em comum era o propósito de continuar a caminhada.

Esse evangelho faz algum sentido para você, hoje? “(…) Quando você der um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, nem os seus irmãos, nem os seus parentes, nem os seus vizinhos ricos…

Propósito:

Pai, coloca no meu coração um amor desinteressado e gratuito, que saiba ser generoso sem esperar outra recompensa a não ser a que vem de ti.


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