Publicado por: sidnei walter john | 23 de outubro de 2016

Evangelho do dia 24 de outubro segunda feira


24 outubro Nós não podemos praticar um só ato de virtude que não seja obra do Espírito Santo. (S 345) . São Jose Marello

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Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 13,10-17

Certo sábado, Jesus estava ensinando numa sinagoga. E chegou ali uma mulher que fazia dezoito anos que estava doente, por causa de um espírito mau. Ela andava encurvada e não conseguia se endireitar. Quando Jesus a viu, ele a chamou e disse:
– Mulher, você está curada.
Aí pôs as mãos sobre ela, e ela logo se endireitou e começou a louvar a Deus. Mas o chefe da sinagoga ficou zangado porque Jesus havia feito uma cura no sábado. Por isso disse ao povo:
– Há seis dias para trabalhar. Pois venham nesses dias para serem curados, mas, no sábado, não!
Então o Senhor respondeu:
– Hipócritas! No sábado, qualquer um de vocês vai à estrebaria e desamarra o seu boi ou o seu jumento a fim de levá-lo para beber água. E agora está aqui uma descendente de Abraão que Satanás prendeu durante dezoito anos. Por que é que no sábado ela não devia ficar livre dessa doença?
Os inimigos de Jesus ficaram envergonhados com essa resposta, mas toda a multidão ficou alegre com as coisas maravilhosas que ele fazia.  

Meditação:

A importância que os judeus davam ao cumprimento dos preceitos era constantemente “carga pesada”. Quando Jesus ensinava ou realizava sinais em favor de determinadas pessoas, eram um chamado urgente à vida, um verdadeiro resgate do ser humano.

Esse ser que se mostra enfermo, marginalizado ou encurvado frente à vida é que deve ser transformado em pessoa e ter de volta sua dignidade de criatura de Deus. A repreensão de Jesus ao chefe da sinagoga é forte. Jesus usa expressões pesadas, isto faz com que ele se sinta confuso por seu cumprimento superficial da Lei.

Jesus nos lembra que não devemos nos esmerar em cumprir a “letra” da Lei, mas cumprir seu “espírito”. É mais importante ser pessoa e do que parecer ser. Nossa missão é colaborar na construção do reinado de Deus partindo do nosso coração.

Ele nos mostra como é importante sair da escravidão espiritual que com freqüência vivemos e sermos capazes de nos endireitar para poder olhar Deus de frente.

O Evangelho de hoje mais uma vez traz o tema da cura realizada em dia de sábado. Para os judeus, o sábado é um dia sagrado, no qual não se deve trabalhar, e nem fazer nenhuma atividade física. Os antigos fariseus e mestres da lei haviam criado regras absurdas, como por exemplo: em dia de sábado não se devem usar calçados que precisem amarrar, não se deve viajar, não se deve curar ninguém (a não ser que o doente esteja em risco de morte)… E foi neste ponto que Jesus bateu de frente com os doutores da lei e os fariseus.

Entre os Evangelhos, o livro de Lucas é o único que possui a narrativa da cura da mulher encurvada. Jesus estava mais uma vez ministrando na sinagoga e entre a multidão estava uma mulher possessa de um espírito de enfermidade havia já dezoito anos, ela andava encurvada sem de modo algum poder endireitar-se.

Vivia debaixo de um governo maligno. Sua enfermidade era espiritual e refletia no físico. Suas vértebras se fundiram e era impossível consertar.

Hoje temos obras científicas comprovadas de que as doenças do espírito provocam descargas muito fortes na estrutura física do homem provocando todo tipo de enfermidades.

Quem sabe, na vida daquela mulher, a falta de perdão, ressentimentos, raízes profundas de amargura, foram as brechas para o inimigo trabalhar e lançar a enfermidade. Não sabemos, pois a Palavra não nos afirma assim, mas podemos conjecturar.

Durante dezoito anos aquela mulher encurvada estava todas as semanas no templo, ouvindo as pregações, louvando, ofertando e sacrificando, mas sem nenhuma solução para o seu problema.

Hoje temos muitos vivendo como essa mulher: vida pessimista, encurvada, oprimida por cargas e fracassos durante anos.

O versículo 12 nos diz que Jesus viu aquela mulher. As mulheres na sinagoga ocupavam os últimos lugares, elas não adoravam juntas com os homens, havia uma cortina que separava, mas Jesus a viu, chamou-a e liberou uma Palavra de Autoridade contra o espírito de enfermidade que a atormentava, e logo em seguida tocou-a e ela se endireitou e glorificava a Deus.

O Mestre a contemplou nos últimos bancos, na ala das mulheres, sentiu compaixão pela dor daquela mulher, parou tudo, e chamou-a para frente, a ala dos homens, quebrando totalmente o protocolo da tradição e diante de todos libertou-a de todo o tormento.

Em seguida os religiosos se levantaram contra a vitória daquela mulher, pois não aceitaram a cura em dia de sábado. Nunca haviam feito nada por ela em todo o decorrer dos anos, mas quando alguém fez levantaram-se contra. Jesus defendeu-a! A vida é muito mais importante do que as tradições e ritos. Quem sabe muitos tem se levantado contra a sua vitória, mas creia que Jesus no momento certo lhe defenderá diante de tudo e todos.

No versículo 6, Jesus afirma que aquela mulher estava cativa e era “Filha de Abraão”, ou seja, era israelita, filha da promessa, mas satanás a havia escravizado.

Não é apenas Satanás que faz as pessoas se curvarem. O pecado (Sl 38,6), a tristeza (Sl 42,5), o sofrimento (Sl 44,25) entre outros, também podem ter esse efeito. Jesus é o único capaz de libertar o cativo!

Ao final da história, no último versículo, havia duas classes de pessoas, os envergonhados e os que se alegravam com a vitória daquela mulher.

Talvez você em alguma área da tua vida esteja encurvado. Você não consegue andar corretamente. Aquela mulher não levantava a cabeça, só olhava para o chão. Ninguém conseguia ver sua face, andava escondida, cheia de complexos. Mas quando Jesus chega ele muda tudo.

Quando Jesus chega, o inferno tem que se render diante do Seu grande Poder. Quando Jesus chega os inimigos tem que recuar e ser envergonhados.

Este é o seu dia! Este é o seu momento! Levante-se, erga a cabeça e tome posse do Milagre!

Reflexão Apostólica:

Até onde pode chegar a inveja humana? Temos a real noção de quanto ela atrapalha, ou pelo menos, atrasa a vontade de Deus? Quem nunca foi vítima da inveja de alguém?

Para entender a inveja precisamos entender a noção real do que é felicidade, realização e sucesso. Será que tenho em minha mente o que seja cada um desses elementos? Será que acontecem simultaneamente? Será que dependem um do outro?

A felicidade é um estado ou elemento que independe de um projeto ou sonho realizado, pois esta atrelada a estado emocional, físico e mental favorável em um determinado instante ou momento, ou seja, posso estar passando por problemas, mas estar feliz pela sua presença.

Ela independe do sucesso ou da realização de um feito, pois esta como disse agora a pouco, atrelada a um momento. Se a felicidade é variável como o momento que esta, podemos então dizer que a insatisfação momentânea não condição para se perder um dia inteiro. Como é comum vermos pessoas “beiçudas” o dia inteiro ao nosso redor.

Relevamos aqueles que estão doentes, acamados, desanimados ou desesperançosos, mas qual é o motivo do maligno tentar estragar a vida, o trabalho, o empenho daquele que faz e realizado? Nada esta bom! Não vêm beleza ou solução no trabalho alheio; a inveja, a dor, a perca da esperança podem fazer até os maiores seguidores fieis fraquejarem.

A inveja do chefe da sinagoga não permitia que visse nas curas, na fala, na mensagem que por trás de tantos prodígios revelados por aquele homem estava o próprio reino de Deus

Se pudermos dizer que SUCESSO é a cura e que REALIZAÇÃO seja tudo que aconteceu para que essa cura acontecesse e ao final refletir que todo esforço ter dado certo, FELICIDADE é portanto  fazer… Tai o grande problema: O invejoso, seja hoje ou no tempo de Jesus, não consegue fazer; já que não anda, não busca, (…), sendo assim ele não se realiza. Já que não busca mudar, também não encontrará o sucesso (a cura).

A felicidade pode estar a nossa frente e não conseguirmos ver.

Não nos preocupemos ou deixemos de trabalhar, buscar ou andar em virtude das críticas, dos invejosos, das calúnias… Sejamos felizes, mantenhamo-nos felizes e, ao fim do dia, colhamos os frutos que nasceram do Reino de Deus que deixamos brotar.

Tem gente que vai chamar isso de positivismo, mas podemos chamar de paz de espírito.

Propósito:

Pai, que eu saiba dar ao amor ao próximo a devida primazia, não submetendo este mandamento a preceitos secundários que me impedem de descobrir a tua verdadeira vontade.


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