Publicado por: sidnei walter john | 13 de outubro de 2016

Evangelho do dia 13 de outubro quinta feira


13 OUTUBRO – E depois, depois, depois… aquilo que a Providência quiser! Porque com estes benditos “depois” acabamos por fazer violência às leis providenciais que governam os acontecimentos; e isso não fica bem, mesmo que seja por passatempo. (L 53). São Jose Marello

13-out-lucas-11-47-54Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 11,47-54

Ai de vocês! Pois fazem túmulos bonitos para os profetas, os mesmos profetas que os antepassados de vocês mataram. Com isso vocês mostram que concordam com o que os seus antepassados fizeram, pois eles mataram os profetas, e vocês fazem túmulos para eles. Por isso a Sabedoria de Deus disse: “Mandarei para eles profetas e mensageiros, e eles matarão alguns e perseguirão outros.” Por causa disso esta gente de hoje será castigada pela morte de todos os profetas assassinados desde a criação do mundo, começando pela morte de Abel até a morte de Zacarias, que foi assassinado entre o altar e o Lugar Santo. Sim, eu afirmo a vocês que o povo de hoje será castigado por todos esses crimes.
– Ai de vocês, mestres da Lei! Pois guardam a chave que abre a porta da casa da Sabedoria. E assim nem vocês mesmos entram, nem deixam os outros entrarem.
Quando Jesus saiu dali, os mestres da Lei e os fariseus começaram a criticá-lo com raiva e a lhe fazer perguntas sobre muitos assuntos. Eles queriam levá-lo a dizer alguma coisa que pudesse lhes servir de motivo para acusá-lo
”  

Meditação:

As dificuldades que Jesus encontrava com os fariseus na interpretação da lei agudizam-se mais tarde com os cristãos. Lucas mostra as minúcias da lei e a vaidade dos fariseus que a cumprem deste modo.

Dando continuidade às denúncias da hipocrisia dos fariseus e dos doutores da Lei, Lucas apresenta seis ais de advertência.

Precisamos entender que no tempo de Jesus, uma ala do farisaísmo tendia a inverter o valor das coisas. Davam muita importância às coisas secundárias, enquanto as essenciais não recebiam a devida atenção.

O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida mesmo em relação às insignificantes hortaliças.

Entretanto, os fariseus não se preocupavam, minimamente, em praticar a justiça para com o próximo e dedicar a Deus um amor verdadeiro.

A prática religiosa do dízimo era desta forma, esvaziada de sentido. Ao pagá-lo, os fariseus pensavam estar sendo fiéis à vontade divina.

Todavia, enquanto cometiam injustiças contra o próximo, cultivavam a vanglória e agiam como hipócritas acabando por desagradar a Deus.

Invalidava-se, deste modo, sua piedade exterior, à qual se entregavam apenas para serem louvados pelos outros. O amor e a justiça ocupam o lugar central na vida do discípulo do Reino. Nisto, ele se distingue dos fariseus.

Amor e justiça, quando postos em prática, revelam o mais íntimo do ser humano. Outras práticas podem ser enganosas, revelando apenas uma piedade aparente. Que perigoso é considerar-me melhor que os outros porque exteriormente aparento ser um grande cumpridor.

De fato, podem ser uma máscara da hipocrisia humana e esconder a maldade que a pessoa traz no coração. Por isso, em primeiro lugar, é preciso praticar a justiça e o amor. Com este pano de fundo, as outras práticas de piedade terão mais solidez.

Muitas vezes nos comportamos como fariseus, falamos muito da verdade, mas não cumprimos esta verdade que é a palavra de Jesus em nossas vidas. Muito pelo contrário, até criticamos aquele que a cumpre.

Precisamos muito da misericórdia de Deus em nossas vidas. O amor de Deus se revela constantemente a nós e não conseguimos nos converter verdadeiramente. Seremos hipócritas ou somos fracos na fé mesmo?

Onde está a constância na fé que tanto Jesus nos pede? A vida já é tão dura e difícil para muitos e se não formos solidários com aqueles que necessitam que tipo de espiritualidade estamos exercendo?

Encontramos ao longo da caminhada pessoas que se mostram mestres em nos ensinar o que seja correto praticar, porém são extremamente pobres em testemunhos e partilha de vida. É o famoso ditado: Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço.

Esta com certeza não é a vontade de Deus a nosso respeito, o Evangelho de hoje nos faz um apelo à conversão, superando todo tipo de hipocrisia.

Só seremos felizes de verdade se contribuirmos verdadeiramente para a felicidade do outro.
 Reflexão Apostólica:

As inventivas de Jesus contra alguns fariseus e doutores da Lei não tem a intenção de destruir os ensinamentos da Torá, dado que a fé em Jesus não se opõe ao essencial da fé hebraica.

O que Jesus condena e critica fortemente é a hipocrisia e a manipulação que leva a um cumprimento rigoroso da Lei, cumprimento somente aparente, sem uma autêntica relação com o amor ao outro, a compaixão com o que sofre, a misericórdia com o empobrecido e a adesão ao desígnio salvador e libertador de Deus para com a humanidade.

Este é o sentido profundo do porquê dos ais de Jesus: a reprovação do esquecimento dos mandamentos fundamentais da fé hebraica: amar a Deus e ao próximo. Mostrar um Deus legalista, desumano, vigilante e retribuidor distancia muito do caráter do Deus do Reino, da justiça e da misericórdia, desse Deus da Aliança que escreve seu ensinamento no coração daquele que crê e que auto-comunica sua ternura infinita ao ser humano.

A comunidade eclesial, questionada pela mensagem de Jesus hoje, é chamada a questionar suas mais profundas motivações e atitudes: sua hipocrisia, vaidade, inveja e posições absolutas.

O Evangelho de Jesus Cristo deve ser encarnado por nós tanto nas coisas que nos agradam como também naquelas que questionam o nosso comportamento.

Quando Jesus se refere às más atitudes dos pais – que atravessando as gerações são copiadas pelos filhos – Ele nos exorta a cortarmos pela raiz toda má ação que reproduzimos, porque também aprendemos daqueles que nos geraram.

Assim como nos ensinaram os nossos antecessores, nós também hoje, somos os que temos o papel de formar as gerações futuras. Por isso, é que nós temos a chave da ciência, isto é, do conhecimento de Deus.

Não podemos reter somente para nós, tudo o que aprendemos e recebemos de Deus. Precisamos, sim, como Seus cooperadores de na construção do Seu reino, escancarar as portas do nosso ser para que por aí possam entrar aqueles que ainda não conseguiram penetrar nos mistérios da Salvação de Jesus.

Como é o seu comportamento na edificação do reino de Deus: você tem sido profeta ou perseguidor dos profetas? Como você encara as pessoas que ainda não tiveram nenhum acesso ao conhecimento de Deus? Você abre o seu coração para que elas através de você possam conhecer o amor de Deus, ou acha que Ele é exclusividade sua?

Jesus, neste evangelho, está denunciando aqueles, cujos pais perseguiram os profetas. Estamos falando dos escribas e fariseus, que Jesus não tinha medo de revelar sua podridão interior para o grande público que o rodeava. Esse grupo de judeus orientados pelos doutores da Lei, os quais não admitiam que alguém soubesse mais que eles, continuavam a fazer o que os seus pais faziam: perseguir Jesus.

Hoje, também os católicos engajados não pensem que estão livres de perseguições. Graças a Deus, recebemos muitos comentários de leitores que me elogiam, assim como também recebemos, vez ou outra, alguma crítica pelas nossas afirmações em defesa e em favor da Igreja Católica.

Por isso, sempre pedimos a eles que primeiro tirem a trave de seus olhos, para enxergar o cisco que está nos nossos.

Jesus era “bom” quando, calado curava, mas quando abria a boca e criticava as injustiças era severamente criticado. Ai de Nós!

Propósito:

Pai, que a compreensão de teu sábio plano de salvação para a humanidade me leve a estar atento às palavras de Jesus, o qual me indica o caminho para chegar a ti. Pai, dá-me a humildade do teu filho Jesus.


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