Publicado por: sidnei walter john | 6 de outubro de 2016

Evangelho do dia 6 de outubro quinta feira


06 outubro – Sede monges em casa e apóstolos fora de casa. (M 9/94/19). São Jose Marello

6-out-lucas-11-5-13Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 11,5-13

Então Jesus disse aos seus discípulos:
– Imaginem que um de vocês vá à casa de um amigo, à meia-noite, e lhe diga: “Amigo, me empreste três pães. É que um amigo meu acaba de chegar de viagem, e eu não tenho nada para lhe oferecer.”
– E imaginem que o amigo responda lá de dentro: “Não me amole! A porta já está trancada, e eu e os meus filhos estamos deitados. Não posso me levantar para lhe dar os pães.”
Jesus disse:
– Eu afirmo a vocês que pode ser que ele não se levante porque é amigo dele, mas certamente se levantará por causa da insistência dele e lhe dará tudo o que ele precisar. Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês será capaz de dar uma cobra ao seu filho, quando ele pede um peixe? Ou, se o filho pedir um ovo, vai lhe dar um escorpião? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai, que está no céu, dará o Espírito Santo aos que lhe pedirem!
  

Meditação:

Deus “inventou” a oração e a instalou em nós. A razão pela qual oramos é que simplesmente não podemos evitar  a oração. De verdade, todos temos a intuição de buscar a Deus através da  oração. Prova disso é que, como uma criança chora quando está com fome, nos  momentos de maior angústia e adversidade nossas entranhas clamarão pelo Senhor.

Ao invés de enxergar a oração como uma disciplina, um sacrifício, ou um esforço  para se obter um prêmio, devemos compreender que a oração é o desenvolvimento  de um relacionamento natural com Deus.

Esse ponto de partida é libertador, pois  deixa de lado as muitas regras, modelos, legalismos que impomos a nós mesmos,  nascendo a perspectiva de um relacionamento natural, prazeroso, verdadeiro, às  vezes de lutas e entraves. A oração que Jesus ensinou  apresenta algumas dimensões desse relacionamento:

No Evangelho de ontem, Jesus responde ao pedido: Senhor, ensina-nos a orar, instruindo seus discípulos nos elementos da oração apropriada, pelo modelo de oração que ele dá. Hoje ele dá ênfase na importância da fé na oração feita com persistência conforme aparece claramente na parábola do amigo a meia-noite.

Nesta parábola, um homem é surpreendido na calada da noite por um hóspede inesperado e está embaraçado por não ter nada para alimentá-lo. Para cumprir esta exigência da hospitalidade do Oriente Médio, ele vai ao seu amigo vizinho, à meia-noite, pedindo três pães. A resposta é abrupta e insensível: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar.

A reação do suplicante, contudo, é insistir, sem se acanhar, até que seu “amigo” veja que há menos inconveniência em honrar o pedido do que continuar uma discussão a essa hora da noite.

A moral da história, indicada no versículo oito, é que a “persistência” ou a “falta de acanhamento” do hospedeiro embaraçado conseguiu seu objetivo numa situação em que os laços de amizade e de afinidade mostraram-se ineficazes. Portanto, a aplicação da parábola é para encorajar a persistência e a fé esperançosa na oração.

Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e a quem bate, abrir-se-lhe-á.

É importante reconhecer que esta parábola é simplesmente ilustrativa, e não simbólica, pois Deus não é certamente um amigo insensível e de má vontade e ele não nos vê como vizinhos importunos, desavergonhados.

O argumento, então, raciocina do menor para o maior, do pior para o melhor. Se verdadeiramente somos amados de Deus em vez de desprezados e se ele está ansioso antes que hesitante para ouvir nossos pedidos, por que a fidelidade na oração não produziria, não somente um ouvido atento, mas uma boa vontade em dar tudo o que pedimos que for consistente com sua sabedoria divina?

Jesus completa suas instruções em Lucas 11 sobre a fidelidade na oração indo além da certeza de que Deus ouve a oração de seu filho, a uma concentração no objeto da súplica.

Enquanto há, certamente, exemplos de abusos cometidos contra crianças em volta de nós, a maioria das pessoas, não importa se são más, não dão intencionalmente aos seus filhos presentes perigosos.

Se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? De novo, o argumento é feito contrastando o pior com o melhor.

Se podemos confiar nos humanos para fazerem a coisa certa pela razão errada ou por causa da “afeição natural” por seus filhos, não podemos ser absolutamente confiantes em que Deus, que é mais do que apenas um amigo e pai, tanto ouvirá como dará suas melhores dádivas (seu Filho e a influência de seu Espírito) àqueles que lhe imploram persistente e fielmente?

Esta mensagem de Lucas 11 deve fazer do teu coração o lugar da acolhida do projeto de Deus na tua vida. Com fé, esperança e confiança, bate a porta, suplique, chore apresentando todas as preocupações.

O Todo-Poderoso ouvirá, atenderá, e responderá abundantemente de acordo com o tamanho da nossa oração. O desafio se chama: persistência, disciplina e fidelidade na oração.

Portanto, como disse Paulo aos novos convertidos de Tessalônica também digo a ti: reze sem cessar, ou seja: Não pare de rezar!

A  oração é um grande momento de prazer, mas poucos se entregam nesta dimensão.  Ela contém um potencial de alegria e júbilo, pois é o próprio Deus se movendo  em nós através do seu Espírito Santo. Por causa dessa dimensão, temos todas as  nossas necessidades supridas, nossa sede saciada, nossa alegria restabelecida  (Ap 22,17).

Não oramos para contar a Deus o que ele não  sabe, nem para lembrá-lo do que esqueceu. Ele já cuida de tudo aquilo pelo que  oramos. Quando oramos, ficamos perto de Deus. Isso basta!

Comece a praticar suas  orações nessa perspectiva de relacionar-se verdadeira e profundamente com o  Pai. Sua vida certamente nunca mais será a mesma!

Reflexão Apostólica:

Jesus nos propõe pedir ao Pai, através da oração, movidos pelo Espírito Santo, com fé, com o coração aberto, com a certeza de que vamos ser escutados, e com uma atitude disposta a aceitar sua vontade, mesmo que não nos seja concedido imediatamente aquilo que pedimos. Mas, nem por isso, vamos julgá-lo, nem vamos sentir rancor contra ele, nem tampouco o faremos responsáveis de nossos erros.

Temos que ter confiança e ser perseverantes na oração, descobrir que a vida que temos não é tão absurda e complicada, reconhecer abertamente, através dos feitos, o rosto de Deus que ama. Ele é ternura e compaixão. Temos que nos sentir constantes em nossa oração, pedir do fundo da alma, para ter uma maior comunicação com o Pai.

Oxalá compartilhemos a convicção de Jesus, de que Deus nunca dará nada que não seja útil e salutar para quem se empenha em viver a Palavra e em seguir pelo caminho que ele nos ensina. E quando invocamos a Deus, ainda quando estivermos falando e Ele, já terá nos escutado.

Jesus nos dá a dica quando nos conta a história do amigo importuno: nunca desistir de pedir, bater e procurar o que nós necessitamos e desejamos.

A impertinência de alguém que bate à meia noite na casa de um “amigo” para pedir-lhe algo para comer e foi atendido por causa da sua insistência nos leva a entender que a nossa perseverança na oração é a nossa maior garantia para alcançarmos o que pretendemos.

Jesus é muito claro e providente em nos afirmar que os que pedem recebem, os que procuram acham e os que batem a porta lhes será aberta.

A atitude de insistir e não desistir denota perseverança e confiança Se nós insistimos em pedir favores aos nossos (as) amigos (as) e somos atendidos (as), quanto mais o seremos se os pedirmos com fé Àquele que tem tudo para nos dar.

Somos muito fracos na fé quando queremos conseguir alguma coisa de Deus. Parece até que nós não confiamos no Seu poder ou o que queremos não é assim tão importante.

Por qualquer motivo, às vezes, nós deixamos de lado o que antes nós tanto queríamos. A nossa oração será ouvida conforme a nossa força interior.

Lá dentro do nosso coração está escondido todo o desejo da nossa alma para ser feliz. Portanto, o que nós devemos pedir em primeiro lugar e com perseverança, é o Espírito Santo, pois é Ele quem sonda os nossos corações e sabe realmente de que nós estamos precisando.

Assim sendo nós devemos, pedir, bater e procurar com insistência o que o Espírito Santo de Deus nos mostra confiando em que o Pai sabe nos dá o que existe de melhor, pois Jesus mesmo fala: “será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra?” “Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisa boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!”

Quem pede a Deus recebe segundo a Sua vontade; quem procura a Deus, O encontra bem perto porque Ele se deixa encontrar; e quem bate na porta do Senhor por meio da oração, com certeza esta se abrirá, porque Ele como Pai anseia por atender aos pedidos que fazemos com perseverança.

Você tem perseverado nos seus pedidos a Deus? Você tem idéia de que esses pedidos são realmente importantes para a sua felicidade? Quando você faz algum pedido a Deus o seu coração acompanha o seu pensamento? Você pede sempre o Espírito Santo? Você já esqueceu o que tanto você queria alcançar e não conseguiu? Será que o Senhor não vai ainda atender o seu pedido?

Propósito:

Pai, que a minha oração seja plena de confiança em ti, pois sei que queres dar-me o que tens de melhor, o Espírito Santo.


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