Publicado por: sidnei walter john | 25 de setembro de 2016

Evangelho do dia 27 de setembro terça feira


27 setembro – Cuidemos de santificar as pequenas coisas: um pequenino ato de paciência ou de caridade, acompanhado de reta intenção, adquire valor imenso aos olhos de Deus. (S232). São Jose Marello

27-set-lucas-9-51-56Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 9,51-56

 Como estava chegando o tempo de Jesus ir para o céu, ele resolveu ir para Jerusalém. Então mandou que alguns mensageiros fossem na frente. No caminho eles entraram em um povoado da região de Samaria a fim de prepararem um lugar para ele. Mas os moradores dali não quiseram receber Jesus porque viram que ele estava indo para Jerusalém. Quando os seus discípulos Tiago e João viram isso, disseram:
– O senhor quer que a gente mande descer fogo do céu para acabar com estas pessoas?
Porém Jesus, virando-se para eles, os repreendeu. Então ele e os seus discípulos foram para outro povoado.
  

Meditação:

  Lucas menciona o “tempo para ser elevado ao céu”, preparando sua narrativa da ascensão em At 1,11, exclusiva de sua obra Evangelho-Atos.

É característica de Lucas, como acontece também com o evangelho de João, destacar a valorização dos samaritanos por Jesus.

Assim temos as narrativas do “bom samaritano” (Lc 10,30-37) e do leproso samaritano curado que volta para agradecer a Jesus (Lc 17,11-19).

Jesus caminhava para Jerusalém com seus discípulos quando, chegando a Samaria, procuraram um lugar para pernoitarem. Aquele povo de Samaria não se dava com o povo Judeu e, como Jesus era judeu, não o quiseram acolher.

Os discípulos Tiago e João, ficaram furiosos e disseram a Jesus :- “Mestre, quer que peçamos que caia fogo do céu sobre este lugar? Jesus os repreende e achou melhor continuarem a caminhada. Qual a mensagem que poderemos tirar de tal acontecimento na vida de Jesus ?

1º – Ninguém é obrigado a aceitar Jesus  em sua vida. Geralmente, as pessoas que não o aceitam têm motivos suficientes para assim agirem. Por exemplo:- Apego às coisas materiais e ao dinheiro. Gostar de levar vida egoística pensando só em si próprio, em sempre levar vantagens, mesmo que venham a prejudicar os outros.

O importante é que quando alguém não aceita a Jesus, é porque terá que fazer opção de vida correta e verdadeira. Jesus disse certa vez:- “Não poderás amar a dois senhores, ou Deus ou o dinheiro”. Não poderás ascender uma vela para Deus e outra para o diabo”.

Quando as pessoas se inteiram destas condições exigidas para aqueles que quiserem O aceitar, desistem, estão tão envolvidos, tão afundados em tudo o que não podem, que preferem continuar escravos das coisas do mundo que lhes trazem satisfações  e alegrias falsas e passageiras.

2º – Mesmo assim, Ele dá oportunidade a todos, principalmente , aos que não O aceitam. Ele disse, também, um dia :- “Quem de vocês, se tem 100 ovelhas e, ao trazê-las do campo, percebe que está faltando uma, não guarda as 99 em lugar seguro e não vai atrás  da que se perdeu? E, quando a encontra, não fica alegre, colocando-a nos ombros e volta alegre e feliz para casa? Disse também :- “Eu não vim para os que estão sãos mas, para aqueles que estão doentes. “ O amor de Jesus é infinito, mas também é justo”. Não obriga, não castiga, não amedronta ninguém, para forçar a se salvar seguindo os seus ensinamentos.

A própria vida nos coloca em situações, que às vezes não nos resta outra alternativa, senão aceitar a mão Salvadora do Cristo, que morreu por toda a humanidade, que o Criador não  queria que se perdesse. Só que…Nunca se deve esquecer de duas coisas fundamentais: a) Que somos finitos. b) Que somos falíveis e mortais.

Um dia, que ninguém sabe, nem espera, só Deus, morreremos sem sermos avisados e, mesmo que alguém perceba, já moribundo querendo lutar para ficar e, se não acertou o ritmo da sua vida com o ritmo dos conselhos deixados por Jesus, será tarde.

Mesmo sabendo que o amor infinito de Deus, até na última hora poderá  nos salvar;  mas … se não aprendemos  nem a gostar, como iremos demonstrar naquele momento, que O amamos, naquele momento derradeiro? É para se pensar muito …

3º ) Só quando aceitamos a Jesus como nosso único salvador; como o Messias; como o Prometido; como o  Filho de Deus feito Homem; só para que pudéssemos, convivendo com Ele, conhecê-lo e acreditarmos na realidade que o Deus Pai nos queria mostrar, para que nos salvássemos.

Deus materializou o seu grande Amor em seu filho Jesus, que descendo à Terra, vivendo como nós, com as mesmas necessidades físicas  biológicas e psicológicas, sem se corromper, apesar das tentações a que foi submetido.

Nasceu, viveu, morreu e ressuscitou em um curto espaço de tempo, mas o suficiente para  ficar para sempre no mundo, na presença da terceira pessoa da Santíssima Trindade: o Espírito Santo.

Desde há dois mil anos atrás, quando não existiam os órgãos de divulgação que existem hoje, nem telefone, nem jornais, nem rádio, nem cinema, nem tv, nem computador.

Contudo, existiram os ARAUTOS DA PALAVRA DE DEUS, os Apóstolos que a tudo presenciaram e pregaram por toda a parte, como testemunhas fidedignas das verdades pregadas por Jesus e, morreram das formas mais cruéis, como só os Santos morrem; porque é a sublimação da sua missão.

E, hoje, ainda encontramos pessoas que acham difícil seguir os ensinamentos da vida, que Jesus nos deixou. Ainda não descobriram a satisfação, a alegria de render graças por tudo que continuamos recebendo, diariamente, em nossa vida.

Reflexão Apostólica:

“A história é um combate incessante entre Deus que chama e o homem que resiste. E no centro desta história se levanta a Cruz. Cruz que é o grande paradoxo da Bíblia e de toda a história humana: Deus, para salvar o mundo, escolheu esse meio de se fazer pregar numa cruz”.

O contexto nos informa que os discípulos evidenciaram uma fragilidade espiritual: primeiro, discutiram para saber quem era o maior (v. 46) – Jesus os exortou dizendo que no Reino temos de admitir o paradoxo de que o caminho para ser grande é ser pequeno; segundo, decidiram que quem não andava com eles não podia agir em nome de Jesus (v. 49) – Jesus demonstra que tinham de admitir a diversidade do Reino (v. 50).

Assim como os discípulos do passado nós também temos as nossas fragilidades = pecados. A solução para vencê-las está na cruz de Jesus: por ela ficamos livres da condenação e temos acesso à perfeição = poder contra o pecado por meio de um processo “auto-crucificação” = “auto-negação” do pecado = renúncia do pecado. Como se dá a nossa crucificação?

“Completaram-se os dias” de Jesus ser “assunto” = ser glorificado, mas antes da glorificação, Ele teria de ir para Jerusalém = ir para a cruz = ir para a morte. Se não houvesse morte não haveria glorificação (Fp 2,5-11). Em Cristo temos acesso à gloria do céu, mas antes de chegar lá precisamos passar por um caminho de morte ao pecado.

A morte de Jesus de Jesus tinha local, dia e hora marcada e Ele não foge dela: Ele manifestou “intrépida resolução de ir para Jerusalém” (v. 51) “decisivamente” (v. 53) foi para Jerusalém. Somos o povo convocado para morte (2Co 4,7-11): só vive plenamente o cristianismo quem canaliza sua vontade para o abandono do pecado.

Os “mensageiros” foram parceiros de Jesus no processo de concretização da sua crucificação. Nós hoje, igualmente, na caminhada de crucificação = luta contra o pecado, precisamos da força comunitária. A luta contra o pecado não é uma luta solitária, é uma luta solidária. Juntos venceremos com mais eficiência as forças malignas que querem nos escravizar no pecado.

Os samaritanos, que não se davam com os judeus, não deram guarida a Jesus. Ir para a cruz = ir para a morte do pecado = ir para a santificação será sempre uma guerra de muitas batalhas que envolve o sofrimento (2Tm 3,10-12).

Os discípulos evidenciaram de novo sua fragilidade (v. 54). Jesus a denunciou (v. 55) e revelou, uma vez mais, que sua missão não era destruir mas construir a salvação (v. 56). Na medida que passamos pela crucificação = combate incessante ao pecado = santificação, Jesus nos usará cada vez mais para cumprirmos a missão de proclamar a salvação que Ele promoveu na cruz de Jerusalém.

Se você não creu em Cristo, precisa “ir a Jerusalém” crendo nele como seu Salvador. Se você já creu, precisa “ a Jerusalém” com Ele num processo contínuo e determinado de negação do pecado. Quais são os pecados mais comuns da sua vida? Qual tem sido a sua decisão de enfrentá-los? O que você fará agora em decorrência desta reflexão? Que propósito específico você tomará agora?

Propósito:

Pai, livra-me de ser levado por impulso e pelas paixões ao me deparar com quem se recusa a acolher a mensagem do Reino. Que a minha mansidão possa conquistá-lo para ti.


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