Publicado por: sidnei walter john | 25 de setembro de 2016

Evangelho do dia 26 de setembro segunda feira


26 setembro – As grandes virtudes são justamente o prêmio da nossa fidelidade nas pequenas coisas. (S 351). São Jose Marello
26-set-lucas-9-46-50Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 9,46-50

 “Os discípulos começaram a conversar sobre qual deles era o mais importante. Mas Jesus sabia o que eles estavam pensando. Então pegou uma criança e a pôs ao seu lado. Aí disse:
– Aquele que, por ser meu seguidor, receber esta criança estará recebendo a mim; e quem me receber estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que é o mais humilde entre vocês, esse é que é o mais importante.
Quem não é contra vocês é a favor de vocês.
João disse:
– Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo.
Então Jesus disse a João e aos outros discípulos:
– Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês.
” 

1º  Meditação: 

O relato de hoje está constituído por duas pequenas unidades que têm como tema o significado da “grandeza” no Reino de Deus.

Os discípulos discutiam sobre quem deles seria o maior. Nunca se acabaria a luta contra a ambição? Finalmente chegariam a entender de que se tratava este assunto do Reino?

Jesus sentou-se, como um mestre, chamou aos doze e tomando uma criança, colocou-a a seu lado e lhes disse: “O que recebe esta criança em meu nome, é a mim que recebe, e aquele que me recebe, recebe aquele que me enviou. O menor entre vocês é realmente o maior”.

A atitude de Jesus é um gesto verdadeiramente pedagógico: Jesus põe uma criança ante os discípulos e a declara protótipo da grandeza no Reino de Deus.

A partir deste gesto, Lucas elabora uma corrente de sentenças impregnadas de matizes característicos de sua igreja. A criança não será um exemplo de inocência ou pureza; a criança é um ser frágil, sem poder, sem pretensões, sem autoridade; não tem nada que dizer na sociedade e deve limitar-se a obedecer às ordens que lhe dão os maiores, só pode “receber” com alegria o que se lhe oferece.

O chamado de Jesus a seus discípulos é que renunciem às pretensões sobre o Reino e aceitem com valentia o que se lhes oferece. Os discípulos devem mudar substancialmente seu conceito sobre a grandeza.

O fazer-se como crianças não significa voltar a ser o que se foi, mas renunciar ao poder e optar pela humildade e o serviço aos demais, como única possibilidade de ser parte no Reino de Deus.

A segunda parte de nosso texto mostra a preocupação dos discípulos pelo prestígio e a posição elitista que se expressa em seu rechaço daquele que, mesmo não sendo do grupo dos doze, realiza ação de cura em nome de Jesus. A reação de Jesus é imediata: rechaça explicitamente esta atitude elitista e sectária do grupo.

O erro que os discípulos cometeram foi pensar que o “desconhecido” que invocava o nome de Jesus lhes fazia competição. Jesus pensa de outra maneira e nos convida a que pensemos como Ele.

Convida-nos a que sejamos abertos a outras pessoas, grupos e movimentos e trabalhemos por uma causa comum: o Reino de Deus.

Nós, a comunidade dos seguidores de Jesus, devemos estar dispostos a tolerar e aceitar a TODOS os que trabalham para instaurar no mundo um novo projeto social.

1º  Reflexão Apostólica:

A catequese de Jesus, às vezes, contradiz a compreensão do homem.

O que num determinado momento para um é grande, para o outro é pequeno, e Jesus complementa seu ensinamento justificando: quem não está contra o homem está a favor dele.

Só é possível compreender os ensinamentos do Filho de Deus mediante os olhos da fé e um coração aberto para acolher.

Jesus e os discípulos caminhavam em direções opostas. Enquanto Jesus preanunciava seu destino de sofrimento e morte, os discípulos nutriam ideais de grandeza, preocupados em saber quem dentre eles seria o maior.

Descurando as exortações recebidas, anteviam um destino de glória e esplendor para si e para o Mestre. E procuravam organizar seu futuro a partir desta lógica mundana.

Em outras palavras, eram incapazes de imaginar um projeto de vida fora de relações desiguais, próprias de uma sociedade de classes.

Jesus tentava fazê-los compreender ser possível viver de uma maneira nova, dentro e fora da comunidade. Dentro da comunidade, as relações interpessoais seriam regidas pelo princípio da igualdade e do serviço. Prestígio, poder e autoridade nenhuma importância teriam.

Com os de fora da comunidade, o Reino exigia ser tolerante e respeitoso, superando toda tentação de sectarismo e de fanatismo.

Os velhos esquemas deveriam ser invertidos, ou melhor, substituídos pela novidade do Reino. Grandes seriam os menores da comunidade. Os desprezados, como as crianças, tornar-se-iam objeto de atenção.

O Messias glorioso deveria ser encontrado nas pessoas marginalizadas, pois a grandeza do Reino é bem diferente daquela que os discípulos imaginavam.

A narrativa final onde João afirma terem proibido outros grupos de agir em nome de Jesus revela ainda a mentalidade segregacionista do seu grupo. É a mentalidade da autoridade que coíbe a liberdade do Espírito. Jesus remove esta mentalidade, acolhendo todo o bem que é feito em seu nome.

Para que possamos compreender o messianismo de Jesus nós precisamos mudar a idéia que o mundo nos ensina a respeito do poder. Com simplicidade e firmeza Jesus tirou as dúvidas dos seus discípulos, mostrando mais uma vez que o que pensa o mundo não é o que pensa Deus.

Jesus veio nos esclarecer que no reino dos céus, tem poder aquele (a) que presta serviço por amor. Enquanto nós estivermos buscando o poder que domina e reprime, nós não poderemos construir o reino de Deus.

No reino de Deus é grande quem com humildade se dispõe a imitar Jesus que veio ao mundo para entregar-se e servir por amor.

Para nos tornarmos grandes, nós temos que nos fazer pequenos e humildes, dependentes do poder amoroso de Deus. Precisamos nos tornar como crianças, pois elas não se envergonham de reconhecer a sua incapacidade e limitação e se põem completamente abandonadas com confiança nos braços do pai ou da mãe, porque sabem que com eles terão amparo e segurança.

Tem importância no reino dos céus todos os que estão prestando serviço no anúncio do Evangelho de Jesus, mesmo que não façam parte de um mesmo círculo, de uma mesma religião, pois a salvação de Jesus é universal.

Você é uma pessoa dependente de Deus ou auto-suficiente? O que você entende de “ser como criança”? – Você sabe ceder para outra pessoa algo que, por direito, seria seu, somente para agradar a Deus? Você acha que todos têm condição de falar em Nome de Jesus?

Todos os cristãos são convidados para um esvaziamento de si mesmo, um kenosis que não significa humilhar-se, mas abrir-se, porque, ao esvaziar-se, o homem abre um espaço dentro de si, a fim de que Deus complete com as virtudes do amor, da fé e da esperança; e é neste momento que de pequeno ele torna-se grande aos olhos do Pai, porque esvaziar-se é crescer com Deus.

Ao ser humilhado por alguém, que a mágoa não caia no coração, mas no vazio, para que seja transformada em caridade; e numa situação inversa, que o orgulho e a vaidade caiam neste mesmo vazio, porque de nada importa para o Pai sermos glorificados na terra, mesmo porque somos o que somos pela vontade d’Ele.

A criança é o maior exemplo de como os homens e as mulheres devem ser: puros e com o coração aberto, sem restrições, maldades, malícias e julgamentos. Ela se entrega confiante nos braços do Pai que a conduz, e Ele é para ela o seu escudo e a sua proteção.

Mães e pais devem ser o norte de uma casa. A idade, maturidade e vivencia os torna uma enciclopédia que deverá ser lida e consultada pelos filhos, mas você pai e mãe, por acaso sabe usar os recursos da sua televisão nova sem pedir ajuda a eles?

Muitos pais e mães têm facebooks que os próprios filhos fizeram, isso já não é um bom exemplo que meu poder pode ter limitações em virtude da minha falta de conhecimento?

Uma pessoa que se perpetua num posto, cargo ou coordenação não pode ser surpreendida a qualquer momento por alguém bem melhor que ela? Se essa função é para Deus por que não ceder o lugar para que a obra cresça? A função que exerço na comunidade engrandece a quem?

Uma musica antiga dizia em seu refrão; “a quem você quer servir?” (eu e minha casa serviremos aos Senhor)

Estejamos abertos as mudanças. Sejamos desapegados a cargos. Nos apeguemos a Deus e ao seu projeto.

Seja como uma pequena criança nas mãos de Deus. Só assim poderá ser verdadeiramente grande e forte diante dos homens e do mundo.

2º Meditação

A preocupação acerca de quem era o MAIOR no grupo de doze de Jesus é revelada nos relatos dos Evangelhos.  De acordo com o evangelista Lucas, pelo menos em dois momentos o Senhor tratou desta questão: Lc 9,46-50 (também relatado por Mc 9,33-41 e Mt 18,1) e Lc 22,24-29.

A tarefa que Jesus se impôs de formar seus discípulos nas questões do Reino agora se entorpece com a forma de sentir e pensar de seus discípulos, que obedece à formação cultural e à tradição da época.

Depois de todas as manifestações externas, que entre outras inclui a ressurreição dos mortos e a cura dos enfermos, Jesus olha para dentro do grupo de discípulos e percebe que eles seguem pensando com a lógica do anti-reino.

Ante o reiterado anúncio da paixão e morte de Jesus, eles se perguntam quem ficará com o poder. O evangelho afirma que surgiu uma discussão sobre quem era maior entre eles. Ante esta preocupação ambiciosa, a resposta de Jesus é desconcertante: ” O menor entre vocês será o maior”.

Esta é a lógica do Reino: a autoridade e autenticidade não derivam do status, do cargo ou dinheiro, mas da capacidade de serviço entre os irmãos; ali reside a força da nova comunidade-sociedade formada para o Reino.

O Evangelho de hoje está constituído por duas pequenas unidades que têm como tema o significado da “grandeza” no Reino de Deus.

Os discípulos discutiam sobre quem deles seria o maior. Nunca se acabaria a luta contra a ambição? Finalmente chegariam a entender de que se tratava este assunto do Reino? Então Jesus sentou-se, como um mestre, chamou aos doze e tomando uma criança, colocou-a a seu lado e lhes disse: “O que recebe esta criança em meu nome, é a mim que recebe, e aquele que me recebe, recebe aquele que me enviou. O menor entre vocês é realmente o maior”.

A atitude de Jesus é um gesto verdadeiramente pedagógico: Jesus põe uma criança ante os discípulos e a declara protótipo da grandeza no Reino de Deus. A partir deste gesto, Lucas elabora uma corrente de sentenças impregnadas de matizes característicos de sua igreja.

A criança não será um exemplo de inocência ou pureza; a criança é um ser frágil, sem poder, sem pretensões, sem autoridade; não tem nada que dizer na sociedade e deve limitar-se a obedecer às ordens que lhe dão os maiores, só pode “receber” com alegria o que se lhe oferece.

O chamado de Jesus a seus discípulos é que renunciem às pretensões sobre o Reino e aceitem com valentia o que se lhes oferece. Os discípulos devem mudar substancialmente seu conceito sobre a grandeza.

O fazer-se como crianças não significa voltar a ser o que se foi, mas renunciar ao poder e optar pela humildade e o serviço aos demais, como única possibilidade de ser parte no Reino de Deus.

A segunda parte do evangelho de hoje mostra a preocupação dos discípulos pelo prestígio e a posição elitista que se expressa em seu rechaço daquele que, mesmo não sendo do grupo dos doze, realiza ação de cura em nome de Jesus.

A reação de Jesus é imediata: rechaça explicitamente esta atitude elitista e sectária do grupo. O erro que os discípulos cometeram foi pensar que o “desconhecido” que invocava o nome de Jesus lhes fazia competição.

Jesus pensa de outra maneira e nos convida a que pensemos como Ele. Convida-nos a que sejamos abertos a outras pessoas, grupos e movimentos e trabalhemos por uma causa comum: o Reino de Deus.

Nós, a comunidade dos seguidores de Jesus, devemos estar dispostos a tolerar e aceitar a TODOS os que trabalham para instaurar no mundo um novo projeto social.

2º Reflexão Apostólica:

A tarefa que Jesus se impôs de formar seus discípulos nas questões do Reino agora se entorpece com a forma de sentir e pensar de seus discípulos, que obedece à formação cultural e à tradição da época.

Depois de todas as manifestações externas, que entre outras inclui a ressurreição dos mortos e a cura dos enfermos, Jesus olha para dentro do grupo de discípulos e percebe que eles seguem pensando com a lógica do anti-reino.

Ante o reiterado anúncio da paixão e morte de Jesus, eles se perguntam quem ficará com o poder. O evangelho afirma que surgiu uma discussão sobre quem era maior entre eles. Ante esta preocupação ambiciosa, a resposta de Jesus é desconcertante: ” O menor entre vocês será o maior”.

Esta é a lógica do Reino: a autoridade e autenticidade não derivam do status, do cargo ou dinheiro, mas da capacidade de serviço entre os irmãos; ali reside a força da nova comunidade-sociedade formada para o Reino.

Jesus hoje nos dá uma grande lição. Acolher os que são desprezados. Investir uns dez ou vinte minutos do nosso tempo para contar umas piadas para o porteiro, para dar um bom dia gostoso a faxineira, e lhe perguntar, como vai?  Jesus está nos dizendo que podemos ser mais gentis com os humildes, dizendo Feliz Natal aos excluídos em geral…
O Evangelho de hoje trata de um assunto que nunca sai de moda: a vaidade. O desejo de se sentir importante é um dos mais primitivos do ser humano, e cai como uma luva para o primeiro dia do mês missionário.

Jesus nunca olha para uma pessoa, mas sempre olha através da pessoa. Quando olhamos para alguém, não percebemos o que aquela pessoa está passando, pensando, sentindo… Isso nós só conseguimos saber quando nos anulamos e nos colocamos no lugar da outra pessoa. Jesus foi, então, o maior de todos os psicólogos que já existiu… Ele sondava o coração, e era capaz de ser aquela pessoa.

Na passagem de hoje, Ele sondou o coração dos discípulos e sentiu que eles se perguntavam quem, dentre os 12, seria o maior.

Eles eram humanos como nós, e dentro do grupo, procuravam uma posição de destaque. Observe que Jesus não coloca todos no mesmo patamar. Jesus admite que há a possibilidade de alguém ser maior que os outros. Existe uma hierarquia no Reino dos Céus! Mas essa hierarquia é o inverso da nossa.

Aqui, neste mundo, quanto maior for a sua posição, mais inacessível você se torna. Na hierarquia de Jesus, quanto mais acessível você for, maior a sua posição. Viu como inverte duplamente? Neste mundo, você cresce e se torna inacessível; no Reino dos Céus, você se torna acessível e cresce!

As pessoas têm medo/resistência em falar com você? Algo está errado… O primeiro passo é assumir. Se você não assumir, não vai conseguir nem passar para o segundo passo: descobrir o porquê.

A maioria das pessoas quer interagir mais, ter mais e melhores amigos. Mas elas precisam se ver em você… encontrar a abertura, que pode ser na forma de um sorriso, uma brincadeira, ou até em você saber o nome dela… E esse já é o terceiro passo: abrir-se. Em pouco tempo, você já vai ser tão solicitado, que não vai dar nem conta de tanta responsabilidade.

O missionário do Reino, portanto, não pode desprezar ninguém! É claro que o menino que Jesus tomou em seus braços nesta passagem, representa não só as crianças, mas todos os que são “pequenos” para este mundo.

A segunda parte do Evangelho de hoje trata das pessoas que não são do grupo dos discípulos, mas que usam o nome de Jesus para expulsar demônios. Dá para perceber alguma semelhança com o que vemos hoje?

Alguns cristãos fazem exatamente isto. E a resposta de Jesus também serve para nós. Não devemos proibir. Desde que façam o bem às pessoas, estaremos no mesmo time. Caso utilizem do nome de Jesus para tirar proveito próprio, eles é quem irão prestar contas, quando chegar o momento.
Propósito:

Pai, que eu busque sempre destacar-me no serviço ao meu semelhante, de modo especial, os mais necessitados, pois nisto consiste minha verdadeira grandeza de discípulo.


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