Publicado por: sidnei walter john | 22 de setembro de 2016

Evangelho do dia 25 de setembro – 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM


25 setembro – Busca sempre a perfeição em tudo, até nas pequenas coisas. (S 237). SÃO JOSE MARELLO

25-set-lucas-16-19-31Lucas 16,19-31

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te de que recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’.
 

 Meditação: 

Esta parábola é uma seqüência de parábolas mencionadas por Jesus no Evangelho de Lucas, a do filho pródigo, o administrador infiel e automaticamente a parábola do rico e Lázaro.

Existe uma suposição de que Jesus queria dizer através desta parábola que os homens bons e maus recebiam suas recompensas após a morte, porém esta alegoria contradiz dois princípios:

1º) Um dos princípios mais relevantes de interpretação, é que cada parábola tem um propósito de ensinar uma verdade fundamental.

2º) O sentido de cada parábola deve ser analisado a partir do contexto geral da Bíblia.

A parábola do rico e Lázaro tem o propósito de ensinar que o destino futuro fica determinado pelo modo que o homem aproveita as oportunidades nesta vida.

Em conexão com o contexto da parábola anterior do administrador infiel. “Se, pois, não vos tornardes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?” (Lc 16,11).

Sendo assim, compreende-se que os fariseus não administravam suas riquezas de acordo com a vontade divina, e por isso estavam arriscando seu futuro, perdendo a vida eterna.

Portanto, fica estabelecido que interpretar esta parábola de forma literal, resultaria em ir contra os próprios princípios encontrados nas escrituras. Fosse essa história uma narrativa real, enfrentaríamos, o absurdo de ter que admitir ser o ‘seio de Abraão’ o lugar onde os justos desfrutarão o gozo, e que os ímpios podem se ver e falar uns com os outros.

Esta passagem ilustra, através de uma imagem, o resultado de uma vida orientada para o serviço dos bens materiais ou para o serviço do plano divino. Lucas nos fala da incompatibilidade entre o seguimento de Jesus e o serviço à riqueza, e para tornar o tema mais redundante, apresenta-nos esta parábola que, como nas demais, mostra também algum aspecto particular do que Jesus concebe como a realidade do reino de Deus.

Há uma clara advertência sobre a impossibilidade de servir a Deus e ao dinheiro, como nos fala a Campanha da Fraternidade. A conseqüência mais imediata é o esquecimento das mínimas relações de justiça e da finalidade da vida em si.

O rico da parábola não foi parar no lugar indicado por Jesus por uma decisão divina, mas é o lugar que ele mesmo escolheu desde o momento em que perdeu, por decisão própria, o horizonte de seu destino; os bens materiais têm que ser os meios pelos quais o ser humano vai se realizando, porém, desde o momento em que deixam de ser os meios para se tornarem os fins em si mesmos, começa a curva para a desumanização, e este é o caso homem rico da parábola.

Estamos ante dois extremos da condição social e religiosa que revelam por onde vai o querer de Deus. O rico, que conhecia a lei e os profetas, não foi capaz de assumir uma atitude generosa, solidária e comprometida para dignificar os pobres que o rodeavam.
Lázaro, em troca, abandonou-se por completo nas mãos de Deus. O pobre recebe assim ajuda divina e se converte em critério para o julgamento definitivo dos seres humanos.

A parábola permite ver com clareza a sorte dos egoístas que depositaram toda a sua confiança na riqueza. O desejo tardio de conversão já não é suficiente para a própria salvação; por isso sublinha a importância de ler os sinais dos tempos e escutar a voz de Deus nos profetas e no clamor dos pobres. É aí onde a bondade e o amor devem tornar-se realidade.
Muitas pessoas apostam que a plenitude da vida e da felicidade se encontra na riqueza; basta olhar a correria de pessoas por empregos ou negócios que ofereçam enormes salários, e sempre insatisfeitas com o que vão conquistando.

É a diabólica pedagogia que tem dividido o nosso mundo em milhões de “lázaros”, obrigados a catar lixo, a comer sobejos que caem das mesas dos ricos, ou morrer de fome. Uma pedagogia que, infelizmente, parece ter se transformado em religião no nosso mundo e que é uma das razões dos piores males da humanidade.

O ser rico não é mais um sonho de alguns que ficavam observando a fabulosa vida que leva quem chegou a ser um “tio patinhas” da vida, mas se tornou uma verdadeira obsessão, que ameaça cancelar os verdadeiros desejos do coração, aqueles que Deus inspira e tem como sonho “amar até doar-se em plenitude”.

Infelizmente, parece que é a fábula do momento: uma fábula cultivada de tantas revistas e livros especializados em como “enriquecer juntos”, “o segredo das mentes milionárias” etc, sem por um único momento, pensar que atrás da fachada de luxo e ostentado bem estar, muitas vezes está uma tristeza que é sinal do vazio do coração. Nada pode dar a verdadeira felicidade se não o amor que se faz dom e não posses.

Lucas denuncia o mau uso do dinheiro por parte de alguns à custa da miséria de tantos. Na parábola do homem rico e do miserável Lázaro, Jesus descreve a vida terrena de ambos: os dois extremos da sociedade.

O rico tem um estilo de vida alto, suas roupas são das grifes mais caras, elegantes e luxuosas. Ele usa a sua riqueza para levar uma vida cheia de prazeres. O sentido da vida pra ele é o prazer das coisas materiais. O que o separa do miserável

Lázaro é apenas a porta de sua casa. Ele não acolhe o pobre. Este leva uma vida dura; não só é desprovido de bens, mas se encontra doente e desabrigado. Seu corpo não é coberto de roupas finas, mas de muitas feridas. Ele quer matar sua fome com o sobejo da mesa do rico. Sua companhia são os cães sujos que se aproximam dele para lamber-lhe as feridas. Faminto e doente, vive na sujeira das ruas. Mas, diferentemente do rico, Jesus faz questão de lembrar o seu nome: Lázaro (Deus ajuda). Na extrema pobreza, ele não perde a confiança, mas é convicto de que Deus o ajuda.

Morre o miserável, único instrumento de salvação do rico. Morre também o rico. A morte os torna iguais. Não há como escapar dela. E a este ponto, o destino deles se inverte completamente.

O que é descrito sobre a vida depois da morte dos protagonistas da parábola não quer ser uma descrição precisa da vida eterna; mas quer caracterizar a radical diversidade entre a vida daquele que um tempo foi rico e a do que foi pobre.

Lázaro é levado para o seio de Abraão, para o banquete festivo. Quanto ao rico, dois elementos mostram como mudou a sua situação. Ele que vivia no luxo, agora é rodeado de fogo e grandes tormentos. Ele que tinha a sua disposição comidas finas e bebidas importadas, agora implora por uma simples gota d’água.

Na vida terrena, Lázaro faminto tinha lhe pedido os restos da sua mesa sem receber nada. Agora, é o rico que pede uma gota d’água na ponta do dedo de Lázaro e não pode recebê-la. Tarde demais! O modo no qual empregou sua riqueza e consumou a sua vida o reduziu a uma condição na qual sofre dor e tormento.

O rico reconhece tanto que o modo que conduziu sua vida estava errado que queria que Lázaro fosse avisar aos seus irmãos para mudarem de vida a fim de evitar aquele trágico destino.

Abraão não permite e responde: “Eles têm Moisés e os profetas, que os escutem” Pra evitar esse destino, é necessário escutar a Palavra de Deus, pois ela mostra a vontade de Deus, a orientação para uma vida justa. Nela, é expressa a nossa responsabilidade social com relação aos mais pobres. Mas somente seremos capazes de praticá-la se tivermos um coração bom e aberto.

O coração cego é endurecido pelo egoísmo e não se interessa por Deus nem pelo próximo. Jesus nos convida sempre a tomar consciência dos verdadeiros problemas do mundo e a atuar num empenho cristão, que não se limita a alguma esmola, mas procura ir às causas da desigualdade, das injustiças, com obras de partilha e de solidariedade.

Quantas coisas supérfluas nós temos? Quanto tempo da nossa vida desperdiçamos com coisas inúteis? Quantas coisas podemos fazer pelos mais necessitados e não o fazemos? Ele não nos condena se usarmos coisas materiais boas, o que ele denuncia é se isso significa egoísmo e indiferença para com os nossos irmãos mais necessitados.

1º Reflexão Apostólica:

Vivemos num mundo onde a falta de sensibilidade diante da dor do outro é cada vez mais generalizada. Urge reagir como cristãos.

Este texto do evangelho de Lucas é a mais expressiva parábola quanto à denúncia da sociedade dividida, de um lado ricos que tudo usufruem e de outro lado pobres privados dos bens necessários à vida digna.

O cenário de fundo, com o juizo final e a condenação do rico e a consolação do pobre aponta para a condenação e a proposta de mudança do sistema sócio-econômico que, hoje, garante a riqueza e o poder de uma minoria, a partir da exploração da maioria excluída, empobrecida e sofredora. Todos, sem exclusões, são convidados a se empenharem nesta mudança, a favor da vida.

As lições apresentadas nesta parábola são claras e convincentes, porém os justos ou injustos receberam suas recompensas somente no dia da ressurreição.

Na verdade esta parábola traça um contraste entre o rico que não confiava em Deus e o pobre que nele depositava confiança. Os Judeus criam ser a riqueza um sinal das bênçãos de Deus pelo fato de serem descendentes de Abraão, e a pobreza indício, do seu desagrado para com os ímpios.

O problema não estava no fato do homem ser rico, mas sim por ser egoísta. A má administração dos bens concedidos por Deus havia afastado os fariseus e os Judeus da verdadeira riqueza, que é a vida eterna, esqueceram do segundo objetivo que se encerra na lei de Deus: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Este texto evangélico também é um dos mais fortes na argumentação de que uma vez tendo morrido, nenhum de nós “tem permissão” de Deus para voltar a este mundo, nem que seja para dar um bom conselho a um familiar.

Com o exemplo do rico e do pobre Lázaro, Jesus nos revela mistérios da realidade mais presente na nossa vida: a nossa caminhada na terra em direção ao nosso porto final, o céu.

O homem rico tinha tudo aqui na terra, vestia-se bem, comia maravilhosamente e celebrava isto todos os dias com festas esplêndidas. Assim ele se refestelava na sua própria “felicidade”.

No entanto, mesmo sabendo da existência do pobre, o rico ignorava a sua situação, e deixava-o caído à sua porta esperando que alguma coisa lhe sobrasse quando “a festa” findasse.

Se formos prestar atenção a este quadro, chegamos à conclusão que hoje isto também acontece na nossa vida guardando as devidas proporções e na medida da nossa realidade.

O que nós precisamos estar atentos (as) é que assim como o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão, que é o Céu, o rico também morreu, mas, “foi enterrado”, como nos revela Jesus. Isto para nós faz uma diferença incrível, pois nos induzi a meditar sobre a visão que temos em relação ao morrer e ao depois do morrer.

Se nós tivermos uma idéia da vida só para ser uma experiência terrena, agindo e reagindo conforme os critérios humanos, com as práticas ditadas pela mentalidade do mundo, com certeza nós iremos ser “enterrados” (as).

No entanto, se concebermos a idéia de que a nossa vivência na terra é um passaporte e passagem que nos encaminham para o Céu, porto seguro, casa do Pai, retorno à vida, aí então, com a mesma certeza, nós esperamos ser levado pelos anjos ao seio de Abraão.

Contudo, isso não depende apenas do nosso saber, ter conhecimento, mas sim, do nosso viver, do nosso conviver e do nosso participar, porque aqui na terra nós já começamos a construir esta via, através dos nossos relacionamentos pessoas com TODOS.

Não apenas com aqueles (as) que são para nós os mais queridos (as), não somente para com os “ricos”, mas também com aqueles intoleráveis, “os pobres” que são carentes de pão, mas principalmente de vida e santidade. Jesus abriu para nós um cenário real, o qual nós não podemos mais ignorar: cenário da vida na terra e depois dela.

Para onde vamos, só Deus sabe, mas nós podemos ter uma idéia, dependendo do que nós estivermos colocando em prática. O rico não foi enterrado porque era abastado, nem tampouco o pobre subiu aos céus só porque era carente, mas pelas circunstâncias em que viveram e por causa das atitudes que tomaram.

Aqui na terra nós recebemos as condições para nos apropriarmos dos “terrenos do céu”. Há, porém, uma condição imprescindível: a de partilharmos os nossos bens e dons dos nossos “terrenos da terra” com os outros moradores.

Nós sabemos que a figura do pobre sempre será uma realidade entre nós, no entanto, a sua existência é uma chance que Deus dá ao rico para bem empregar os seus bens e assim poder obter ainda muito mais para ajudar a quem precisa. No entanto, ninguém é tão pobre que não possua nada para dar nem igualmente é tão rico que não necessite partilhar com alguém a sua riqueza. Há, porém, outra coisa importante que nós precisamos ter em conta: o tempo é hoje, agora!

Não podemos esperar para quando chegar lá no nosso destino, “depois quer findar a festa”, pois há um abismo enorme e nós não podemos retroceder. Nem tampouco nós podemos de lá fazer com que aqueles que nós temos interesse que escapem possam se redimir. No entanto, Abraão falou ao rico: “Eles lá têm Moisés e os profetas, que os escutem!”

Isto vale também para nós HOJE, pois somos convocados a sermos também, profetas, com palavras, atos e sem omissão. Quando abrimos os olhos e os ouvidos para apreender os ensinamentos de Jesus, nós também assumimos o compromisso com a verdade e nos tornamos mensageiros do céu aqui na terra.

Quais os bens que você tem recebido na vida? Você os tem partilhado com os “pobres” que se encontram à sua porta?  Como é a sua vida: você tem recebido mais bens ou mais feridas? Qual é a idéia que você tem da vida após a vida aqui na terra? Você tem aberto os olhos das pessoas da sua família para isso?

Propósito:

Pai, não permitas que nada neste mundo me impeça de ver o sofrimento de meu próximo e fazer-me solidário com ele

2º Meditação:

Nesta contundente parábola podemos ver uma das características fundamentais de Lucas: a denúncia da injusta divisão riqueza x pobreza na sociedade. Esta divisão fere frontalmente a proposta de Jesus para o Reino de Deus.

O contraste entre a fartura do rico e a situação extremamente precária do pobre é apresentado de maneira bem realista.

Na situação pós-morte de ambos, de imediato o rico está entre tormentos e o pobre é levado pelos anjos para a glória de Deus. É a expressão da morte no apego à riqueza e aos bens e o gozo da vida nos valores do Reino de Deus.

A parábola de hoje nos mostra que os homens ricos precisam aprender que se desejarem terão cada vez mais. Porém, na vida eterna não poderão jamais entender o quanto desejaram os tormentos.

Na verdade, a VERDADEIRA RIQUEZA está nos ensinamentos de JESUS. DEUS manda as parábolas para aqueles que não a compreendem e não conseguem se livrar das suas riquezas materiais. Nossa vida não consiste somente em tormentos de valores humanos.

Para aqueles que não sabem, o silêncio de DEUS é sinal de indefinição. Nossa vida, não se resume em desapegos somente materiais. O ESPÍRITO que nos foi dado merece a maior atenção.

Na riqueza material nada se compara a satisfação do poder. Na riqueza ESPIRITUAL, não podemos nos desapegar das PALAVRAS SANTAS.

De fato, os PROFETAS, assim como Abraão, aceitaram a DEUS em suas vidas. Porém, aprenderam a respeitar, depois de mortos, suas santificações.

No trabalho para DEUS são eles que mais se dedicam, pois começaram a FÉ. No caso de JESUS, que veio direto do CÉU para a TERRA, trazendo o ensinamento da VERDADE, explica: ” Ninguém subiu ao CÉU, a não ser aquele que desceu do CÉU”. JESUS foi para os que se comprometeram com DEUS ,este caminho para a SANTIFICAÇÃO.

O inferno existe e nenhum de nós, que aprendemos a usar o PODER DA PALAVRA, queremos que irmãos se encaminhem para o sofrimento. Aprendei!

Só JESUS conseguiu ensinar a VERDADE, e os APÓSTOLOS, com a ajuda do ESPÍRITO SANTO, criaram o caminho da SANTA IGREJA. Católico é católico, e o é somente porque DEUS o sustenta na fé. AMAR as PALAVRAS DE DEUS, tornam o homem mais forte espiritualmente e preparado para SANTIFICAÇÃO.

Não há como ajudar aos mortos, pois o abismo entre os que estão vivos não pode ser transpassado. Ai daquele que desrespeita os ensinamentos de DEUS. Se tornarão como este rico da vida humana, pobre da vida eterna. Escolham seu caminho: Ou servem a DEUS ou ao dinheiro. Porém, saibam que a divisão de JESUS permanece como esta escrito”

É pela conversão que se elimina o abismo que separa os ricos dos pobres, a partir do seguimento de Jesus, Filho de Deus, doador da vida eterna.

Muitos baterão a porta dizendo: “SENHOR deixe-me entrar, através teu nome eu expulsei demônios, levei teus ensinamentos e ELE vos dirá: EU NÃO OS CONHEÇO!”. Eis que JESUS AMA ao PAI, assim como nós, que aprendemos a trabalhar com o ESPÍRITO SANTO. GRAÇA E PAZ!

2º Reflexão Apostólica:  

Uma frase me chamou muito a atenção: “Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, não crerão, mesmo que alguém ressuscite.”

Jesus se empenhou de todo coração, de toda sua alma e com todas as suas forças, mas sabia que mesmo após sua ressurreição ainda teríamos jovens ricos como do evangelho de hoje. E o que Ele espera de nós? Que continuemos a tentar convencê-los que o momento é este e é propício para mudar de vida, converter-se…

Ontem vimos a confusão feita pela mãe de João e Tiago ao propor um lugar de destaque para seus filhos. Reparemos então o que esta em caixa alta: “QUE DOU A CADA QUAL CONFORME O SEU PROCEDER E CONFORME O FRUTO DE SUAS OBRAS”. Portanto, denota que preciso ter uma ação pro ativa quanto ao que quero e quanto ao que vivo.

Ao todo tempo vivemos uma relação entre dois elementos: a resposta e a conseqüência. Tudo que faço ou ação que tenho pode se chamada de resposta e a conseqüência é o que recebo após a resposta.

Pedir é uma resposta, ser atendido ou não é a conseqüência do pedir. Em que esse entendimento pode gerar uma mudança no pensamento dos que me cercam e também no nosso?

Um parêntese: O que antevêem a resposta são os antecedentes, por exemplo, por que peço, clamo ou agradeço a Deus? Que motivos me fazem crer, acreditar, mudar ou ter uma postura?

Jesus saiu pelo mundo levando a sua noticia, mas nem todos acreditaram Nele ou em sua mensagem. Sua morte e ressurreição convenceram a muitos, mas precisou mostrar as mãos e o lado para que um dos seus apóstolos, Tomé, pudesse crer e mudar sua opinião.

Crer é uma resposta, a mudança de vida é conseqüência. O que preciso me empenhar é na conseqüência e não na resposta. Como assim? Não preciso crer pra mudar de vida? Claro que não é isso!

A mudança de comportamento já é uma resposta da fé, mas queremos tanto que as pessoas mudem que lhes impomos o impossível, como conseqüência, cairá a resposta que desejávamos.

Jesus sempre esperou a conseqüência. Convenceu Pedro, mas apenas quando o arrependimento de não ter feito nada ao ver ser mestre preso, maltratado e humilhado que tenha lhe caído a ficha. Quando Jesus olha nos seus olhos, após o galo cantar pela terceira vez, Pedro vê a conseqüência da sua falta de fé.

Nos alcoólicos anônimos tem-se uma regra de ouro: é preciso que a pessoa veja o que se tornou para poder mudar. O jovem rico do evangelho de hoje tenta proteger os seus do sofrimento que poderia sofrer sem que houvesse necessariamente a mudança de comportamento voluntário. “(…) Porém, se alguém ressuscitar e for falar com eles, aí eles se arrependerão dos seus pecados”.

Jesus curou dez leprosos, quantos voltaram?

Nessa relação RESPOSTA – CONSEQÜÊNCIA qual é a missão ou resposta? INSISTIR.

Nossa insistência verdadeira, que é de fato se importar, pode aos poucos fazer aquele que vive perdido aceitar a resposta de Jesus.

A samaritana do poço só foi convencida pois Jesus falava como já a conhecesse. Bartolomeu sentiu-se acolhido quando Jesus disse lembrar quando ele ficava debaixo da árvore… Um cristão só convence outro através da insistência verdadeira, ou seja, quando ele vive o que fala.

Tai o nosso grande problema! Temos essa dificuldade.

Esforcemos-nos mais em viver o que falamos e o céu e santidade serão conseqüência!

Propósito: Praticar a coerência entre fé e vida..


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