Publicado por: sidnei walter john | 13 de setembro de 2016

Evangelho do dia 17 de setembro sábado


17 setembro – Amor! Palavra inesgotável que sintetiza todas as demais; sem ela, todas as outras seriam frias como túmulos: é ela que alegra, enobrece e orienta para o destino eterno o peregrinar humano. Mas essa palavra inefável não se pronuncia com os lábios, nem se escreve com tinta. A articulação da língua e o gesto da mão de nada servem quando o coração não palpita: é o coração que a faz vibrar, o coração que recebeu o primeiro impulso do Amor Eterno. (L 40). SÃO JOSE MARELLO 

17-set-lucas-8-4-15Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 8,4-15

– Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram na beira do caminho, onde foram pisadas pelas pessoas e comidas pelos passarinhos. Outras sementes caíram num lugar onde havia muitas pedras, e, quando começaram a brotar, as plantas secaram porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos, que cresceram junto com as plantas e as sufocaram. Mas algumas sementes caíram em terra boa. As plantas cresceram e produziram cem grãos para cada semente.
E Jesus terminou, dizendo:
– Quem quiser ouvir, que ouça!
Os discípulos de Jesus perguntaram o que ele queria dizer com essa parábola. Jesus respondeu:
– A vocês Deus mostra os segredos do seu Reino. Mas aos outros tudo é ensinado por meio de parábolas, para que olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam.
– O que essa parábola quer dizer é o seguinte: a semente é a mensagem de Deus. As sementes que caíram na beira do caminho são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém o Diabo chega e tira a mensagem do coração delas para que não creiam e não sejam salvas. As sementes que caíram onde havia muitas pedras são as pessoas que ouvem a mensagem e a recebem com muita alegria. Elas não têm raízes e por isso crêem somente por algum tempo; e, quando chega a tentação, abandonam tudo. As sementes que caíram no meio dos espinhos são as pessoas que ouvem a mensagem. Porém as preocupações, as riquezas e os prazeres desta vida aumentam e sufocam essas pessoas. Por isso os frutos que elas produzem nunca amadurecem. E as sementes que caíram em terra boa são aquelas pessoas que ouvem e guardam a mensagem no seu coração bom e obediente; e, porque são fiéis, produzem frutos.


Meditação:

No evangelho de hoje, vamos meditar sobre a parábola do semeador. Jesus tinha um jeito bem popular de ensinar por meio de parábolas.

Depois de nos contar como as mulheres foram aderindo significativamente ao movimento de Jesus, inclusive com ajuda econômica – o que demonstra a autonomia com que as mulheres se uniam ao movimento -, Lucas nos apresenta esta parábola. Os espectadores eram numerosos e de diversas cidades. Jesus se dirige a eles com a história do semeador.

No caminho para Jerusalém muitas coisas acontecem. Jesus se dedica à formação dos discípulos, continuadores do projeto.

A parábola serve de espelho para quem o escuta pela primeira vez e, sobretudo para quem decidiu segui-lo. A diversidade de terrenos reflete a realidade, tanto pessoal como social, que acolheu as novidades do Reino, proclamadas por Jesus.

Uma parábola é uma comparação que usa as coisas conhecidas e visíveis da vida para explicar as coisas invisíveis e desconhecidas do Reino de Deus.

Jesus tinha uma capacidade muito grande de encontrar imagens bem simples para comparar as coisas de Deus com as coisas da vida que o povo conhecia e experimentava na sua luta diária pela sobrevivência.

Isto supõe duas coisas: estar por dentro das coisas da vida, e estar por dentro das coisas de Deus, do Reino de Deus. Por exemplo, o povo da Galiléia entendia de semente, de terreno, chuva, sol, sal, flores, colheita, pescaria, etc.

São exatamente estas coisas conhecidas do povo que Jesus usa nas parábolas para explicar o mistério do Reino. O agricultor que escutou, diz: “Semente no terreno, eu sei o que é! Jesus diz que isso tem a ver com o Reino de Deus. O que seria?” E aí, você pode imaginar as longas conversas do povo! A parábola mexe com o povo e leva a escutar a natureza e a pensar na vida.

Quando terminava de contar uma parábola, Jesus não a explicava, mas costumava dizer: “Quem tem ouvidos para ouvir ouça!” O que significava: “É isso! Vocês ouviram. Agora, tratem de entender!” De vez em quando, ele explicava para os discípulos. O povo gostava desse jeito de ensinar, porque Jesus acreditava na capacidade do pessoal de descobrir o sentido das parábolas. A experiência que o povo tinha da vida era para ele um meio para descobrir a presença do mistério de Deus em suas vidas e criar coragem para não desanimar na caminhada.

Nesta parábola o destaque é o “ouvir a palavra” e as diferentes respostas. O autêntico discípulo é aquele que ouve a palavra e a põe em prática, dando frutos de amor e comunhão de vida com o próximo e com Deus.

Como estímulo à ação missionária, a parábola exprime o crescimento eficaz do Reino. Existem os corações bons e generosos que recebem a Palavra e que dão abundantes frutos.

Diferente de Mateus, que acentua a separação entre os discípulos que ouvem a palavra e os obstinados que a rejeitam, Lucas o ameniza. Lucas é o evangelista da misericórdia de Deus, sempre pronto a acolher a todos.

A sorte está lançada, a colheita será feita no final. Depois do acontecimento da cruz, os seguidores farão memória de sua experiência de discipulado ao lado do Mestre.

Desde este prisma, compreenderão a alegoria do semeador, farão sua própria interpretação e se lançarão na grande tarefa pelo Reino.

Reflexão Apostólica:

Esta  passagem evangélica nem precisaria de uma reflexão, pois o Próprio Jesus o detalha e nos faz refletir sobre esta leitura por meio do Seu olhar.

Não nos importa saber o que um ou outro pensa a respeito de algo, quando já temos a opinião de Deus com as palavras de Jesus e o discernimento do Espírito Santo. Entretanto, podemos acrescentar algo mais a esta leitura. Não que Jesus não já tenha falado, mas talvez alguns ouvidos ou olhos tenham sido solos secos, pedregosos ou até mesmo espinhosos demais para compreender e guardar as palavras de Deus.

A semente, hoje, pode ser tudo de bom que temos e que de alguma forma queremos multiplicar. Que tal amor, carinho, generosidade, respeito, fidelidade, compromisso, serviço, apoio, coragem? Não faltariam sentimentos e atitudes boas, não é?

Falta o terreno/pessoa que propague, que multiplique. Estamos tantas vezes querendo mais coisas boas das outras pessoas, mas em nenhum momento paramos para pensar que tipo de “terreno” esta pessoa é, ou está sendo naquele momento?

É necessário preparar o terreno para poder lançar as sementes; pois de nada vale ter a melhor semente se o terreno for (ou estiver) pedregoso, espinhoso ou seco.

O que será este terreno? Podemos nós mudar um terreno inapropriado em um terreno apropriado? A resposta é SIM! Se este terreno é o nosso coração, e o de cada pessoa a quem lançamos as sementes com bons pensamentos, sentimentos e atitudes; podemos preparar este coração antes de lançarmos as sementes; pois de que vale lançar pérolas aos porcos ou sementes aos espinhos?

O mesmo coração pode passar por várias fases diferentes, vários terrenos e o que nos cabe fazer é participar desta mudança antes de tentar semear.

Propósito:

Pai, reconhecendo o quanto me custa ser fiel ao projeto do Reino, peço-lhe a graça de ser fiel até o fim, perseverando no compromisso assumido contigo.

2º Meditação: 

Lucas apresenta esta parábola de Jesus, elaborada a partir de imagens tiradas da experiência de vida dos camponeses da Galiléia. Após apresentação da parábola, segue-se a explicação aos discípulos.

No ato da semeadura, as várias sementes lançadas pelo semeador cairão em terrenos diferentes. Embora nos primeiros terrenos não vinguem, na terra boa dará abundantes frutos.

As parábolas são fragmentos da vida cotidiana que nos ajudam a compreender a extraordinária lógica de Deus. O evangelho de hoje nos oferece um modelo desse ensinamento de Jesus na parábola do semeador e, ao mesmo tempo, nos conserva um testemunho da compreensão dos primeiros cristãos na explicação que é dada após a parábola.

A parábola nos explica, em linguajar cotidiano, a lógica de Deus ao semear com generosidade, sem reparar na qualidade dos terrenos. A explicação nos faz entender como a eficácia da Palavra de Deus reside na qualidade das pessoas que a acolhem. A generosidade divina se une à resposta humana; uma e outra constituem a condição de possibilidade da obra salvífica de Deus.

A evangelização junta o extraordinário da ação de Deus com o ordinário de nossa condição humana, para que os frutos alimentem as novas gerações de seguidores de Jesus.

Cada cristão deve afastar os males do oportunismo e da ambição, a ânsia do consumismo e da cultura da superficialidade, para oferecer um bom terreno à essa palavra que Jesus semeia diariamente em nosso coração. Se temos ouvidos para sua palavra, temos também boca para comunicá-la.
2º Reflexão Apostólica:

Se o evangelho nos perguntasse o que gostaríamos de ser,poderíamos escolher inicialmente ser semente ou chão. Na realidade, acreditamos que uma depende da outra.

No caso de se escolher ser chão, que seja chão de uma terra boa,  para poder acolher a semente que é a  Palavra de Deus, e assim contribuir com o seu desenvolvimento perseverante, gerando frutos da evangelização, de amor  e de serviço.  Ou poderíamos escolher também ser semente – vemos que neste caso já teríamos passado pelo estágio de chão – e a evolução teria sido tão positiva que já estaríamos funcionando como uma semente que desbravaria a escuridão do solo de outras pessoas para fazer nascer outros frutos.

De uma maneira ou de outra deve haver uma abertura de nossa parte, uma aceitação plena de querer participar na doação, contribuindo para o bem do outro. Ou seja, o dar-se no amor pelo outro.

A palavra que é falada e ouvida produz frutos. Contudo, é necessária a paciência de tempo e lugar. Há o lugar certo e o tempo certo. Embora sejam grandes as adversidades, sempre haverá aqueles que se deixarão tocar pela palavra. E, no tempo certo, através deles dará seus frutos em abundância, na compaixão, na solidariedade, na justiça e no amor.

Esta é a realidade do mundo de hoje: Riqueza, prazeres, diversões, descontração, indiferença, etc. São muitas as coisas que nos afastam de Deus. Amigos que não acreditam, e riem de nós quando dizemos que vamos à missa. Um mundo de prazeres, noitadas, muita cerveja e muita diversão.

Que mais nos afasta de Deus? Bem, vejamos algumas das coisas principais:

A revolta contra o mal do mundo: Eis alguns exemplos:

  1. a)   Com o assassinato do filho aquela  senhora perdeu a fé, se revoltou e não foi mais à igreja;
    b)   A filha morreu num acidente, o pai ficou revoltado com Deus, não rezou mais, não foi mais à missa;
    c)   Com a morte do cachorrinho, a criança de 8 anos disse: Papai do céu é mau, e ficou até a adolescência sem rezar;
    d)   A garota perdeu o namorado, ficou desanimada da vida e indiferente com relação à religião;
    e)   O cara perdeu o emprego, desistiu do grupo de jovens;
    f) Aquele senhor teve o carro roubado, e num momento de revolta, disse. Se houvesse Deus, estas coisas não aconteceriam.

    Aí Jesus vai dizer: Homens de pouca fé…  Porque, na verdade se essas pessoas tivessem uma fé solida, não teriam se revoltado contra o Criador, nos momentos de desespero, de aflição, causados pelas desventuras da vida.

    Os bens materiais, a riqueza e todo o conforto que ela pode nos proporcionar, é a principal causa do nosso afastamento de Deus.

    Chuvinha fria, o cara no seu estúdio vendo um filme, a mãe chama porque está na hora da missa… Ele não vai sair naquele mau tempo com chuva de vento, se pode ficar no aconchego do seu quarto que é a sua rica toca, onde ele tem de tudo que se pode imaginar em termos de tecnologia, para passar o seu tempo livre da melhor maneira possível. Poderia pensar em ir à missa elo menos para agradecer a Deus por tudo que tem como disse a sua querida mãe, mas… Ela teve de ir mais uma vez sozinha à missa.  Cuidado! A riqueza pode nos dar a impressão de que não precisamos mais de Deus!

    Podemos dividir a nossa vida em três fases:

Infância – Nesta fase somos dependentes, e por isso, obedientes, acatamos nossos pais, acreditamos e aceitamos Deus. Atenção, catequistas. É nessa idade que devemos semear a palavra de Deus. Pois nesta faixa etária, somos terra boa, muito embora na fase seguinte, possamos nos transformar em solo pedregoso ou mesmo o chão duro da beira do caminho.

Fase adulta – Depois da puberdade, nós ficamos rebeldes, rejeitamos a proteção dos pais, e, dependendo da má influência dos amigos, podemos  questionar ou ignorar a existência de  Deus. Podemos conseguir um bom emprego, nos casamos com a pessoa amada, ou vivemos pulando de galho em galho, desfrutando os prazeres do corpo que nos foi dado por Deus, mais nos esquecemos disso, e nem nos importamos, como fizeram os nove leprosos, em agradecer a Deus. É a fase de nossa vida em que podemos nos perder, igual ao que aconteceu com o filho pródigo. Buscamos às vezes o prazer com a pessoa errada, na hora errada, e do modo errado.

A pessoa certa é aquela ou aquele designado ou escolhido por Deus, é a pessoa que acontece na nossa vida,com a qual nos casamos porque que nós amamos feitos Romeu e Julieta. E qualquer pessoa fora dessa, é a pessoa errada.

A hora certa do prazer entre essas duas pessoas, pode ser qualquer hora, pois foram feitas uma para a outra.

O modo certo,  é aquele ditado ou estipulado pela natureza, o qual diz que deve ser entre sexos opostos, com membros e órgãos próprios,  e que não sejam irmãos de sangue. Pois já aconteceu aqui mesmo no Brasil, famílias ricas que, não querendo partilhar a riqueza com estranhos, se acasalaram entre si, ou entre irmãos. O resultado, foi o castigo da mãe natureza. Os filhos nasceram monstros.

Fase da velhice – Chegou a hora de voltar para Deus, para nos redimir de tudo que fizemos quando adultos, quando estávamos com toda aquela força física, julgávamos não precisar de Deus, e aprontamos todas.  Na velhice ou terceira idade, é a hora que temos pressa de nos reconciliar com Deus, pois nossa hora pode ser a qualquer hora. Que pena que na fase adulta não pensávamos assim. Teríamos dado muitos mais frutos para o Reino de Deus, porque tínhamos vigor ou juventude para dar e vender.

Felizes daqueles que conseguem se preservar fiéis a Deus na fase adulta.


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