Publicado por: sidnei walter john | 13 de setembro de 2016

Evangelho do dia 16 de setembro sexta feira


16 setembro – Jesus aceita com prazer todas as ofertas que lhe fazemos: orações, esmolas e boas obras; mas agrada-lhe sobretudo o sacrifício do nosso amor próprio. (S 235). SÃO JOSE MARELLO

16-set-lucas-8-1-3Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 8,1-3

Em seguida, Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os Doze iam com ele, e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens.  

Meditação:

Lucas, no prólogo de seu evangelho, propõe-se a fazer um relato de modo ordenado dos acontecimentos relativos a Jesus.

A ordem proposta não é no sentido de linearidade histórica, mas em uma perspectiva teológica da compreensão da Boa Nova de Jesus.

A introdução “em seguida” não significa uma sucessão temporal, mas uma sucessão lógica das suas narrativas. Esta é a única vez que, nos evangelhos, ao longo do ministério de Jesus, se menciona um grupo de discípulos formado por homens e mulheres, sendo estas identificadas nominalmente. Na narrativa da paixão elas aparecerão, particularmente estas que acompanhavam Jesus desde a Galiléia (Lc 23,55).

Apesar da maioria das narrativas bíblicas haver um nítido predomínio do protagonismo masculino, característica da cultura judaica, esse breve trecho introdutório de Lucas revela a presença de mulheres.

Longe de serem simples mulheres, pois aparecer, destacar-se num cenário masculino revela um grande teor de importância dentro de um grupo social.

Notemos que mulheres que foram citadas na bíblia mudaram a história de suas vidas e por vezes do grupo ou comunidade que viviam. Sobre elas é dito que tinham sido curadas. Isto é, tinham sofrido as conseqüências da exclusão social e de gênero, mas sentiam-se libertadas por Jesus. Seguiam Jesus e serviam o grupo. Elas já entenderam e praticavam o serviço, que é a característica fundamental do Reino.

Antes de conhecerem Jesus pertenciam a um grupo seleto chamado deserto. Elas eram “os excluídos” a quem nos referimos comumente nos dias de hoje. Não tinham voz, vez ou fala. A vida devia se vivida conforme o que ia acontecendo; eram meras espectadoras de suas próprias vidas… Jesus então aparece e as promove a protagonistas.

Sobre os doze não se diz nada. Mas mais adiante estarão discutindo sobre quem seria o maior. Estes estão ainda possuídos da ideologia davídica em vista de um messias poderoso.

Em torno de Jesus, sob o seu fascínio, reúnem-se discípulos e discípulas que vão amadurecendo. Surgem relações novas entre homens e mulheres, caracterizadas pela liberdade, solidariedade e serviço.

As mesmas dificuldades, o mesmo modo de pensar em relação à mulher, continuam dois mil anos depois, dentro da Igreja. Enquanto na sociedade, a mulher tem progressivamente assumido o seu papel de igualdade com o homem, na Igreja isso ainda não acontece.

Argumentam-se razões teológicas, de Tradição, mas a única de que não se fala, que não se admite, é a discriminação de que a mulher ainda é alvo.

À mulher, a nível de serviços, tudo é permitido fazer na Igreja. Não lhe é permitido assumir um papel de destaque em igualdade com o homem, nos ritos e no governo da Igreja.

Homem e mulher, Deus os criou à sua imagem e semelhança. Com os mesmos direitos e deveres.

O direito da mulher, com os seus carismas, servir a Igreja em igualdade com o homem, vem da ação libertadora de Jesus Cristo. Enquanto ele não existir, a Igreja prega com palavras, o que nega em atos.

Todo aquele que se aproxima de Jesus começa a compreender que suas vidas merecem muito mais do que o pouco que oferecem ou se dão.

Por vezes, nós que estamos a frente, pensamos que somos a última bolachinha do pacote, mas na verdade as grandes pérolas de Jesus não são vistas ou passam desapercebidas aos nossos olhos: São os filhos de Deus no mundo.

Esse povo bom, mesmo sem saber tem a proteção do Altíssimo a lhe guardar. Apesar de apenas acompanhar os apóstolos, (ir a missa de vez em quando, rezar muito pouco. Deus conhece o que já venceram e sua fé.

Entranho dizer que alguém tão pouco dedicado tenha a máxima atenção do Pai, mas na realidade também fazemos isso… Quantos filhos bons (que não dão trabalho) “sofrem” pela falta de atenção dos pais que dedicam 100% do seu tempo e cuidado a aquele que dá trabalho? Poderíamos até cobrar mais de Deus quanto a isso, mas a sabedoria divina explica ao filho que ficou na parábola do filho pródigo que “(…) Tudo que é meu é seu!”.

Engraçado é que nenhuma das mulheres, pelo menos no que esta escrito, demonstrou falta de fé ou coragem como aqueles que ficavam “agarrados” a Cristo. Pedro quase afogou, Felipe correu; João não quis entrar no sepulcro, e por ai vai… Em que momento essas mulheres desistiram de acreditar? Não encontro referencia…

A maioria das pessoas que ABANDONAM a luta, a igreja, o grupo, a pastoral são aquelas de frente e não aquelas que passeiam. Claro que as aflições são maiores, mas não é “via de regra”.

Quantas pessoas em nossas comunidades, que não estão de frente, mas as vemos há anos, nos mesmos lugares nas missas e eventos. Elas não abandonam a Deus com facilidade. Quermesses, novenas, tríduos, festas, (…) lá estão elas. Chovendo? Lá vêm elas de capa! (risos!) Será que também não tem seus próprios problemas e aflições.

Precisamos aprender com o exemplo silencioso daquelas mulheres e desses irmãos perseverantes de hoje a não desistir. Deus nos promove a protagonista para que EU DECIDA não desistir; EU QUEIRA levantar; EU QUEIRA algo melhor…

Reflexão Apostólica:

Como é bom refletirmos sobre as mulheres da Bíblia e aprendermos delas lições preciosas para a nossa vida. Mulheres que foram privilegiadas por estarem juntas a Ele, o próprio Deus, aprenderem d’Ele, serem curadas por Ele e andarem, diariamente, com Ele.

 

Não somos deste tempo bíblico mas, como amamos ao Senhor, podemos também, assim como elas, vivermos aos pés do nosso Salvador, aprendendo d’Ele, sendo curados por Ele e tendo, diariamente, a companhia d’Ele.

Nós não podemos vê-Lo como elas O viam mas sabemos que Ele está conosco, diariamente. e nunca nos abandona pois Ele deixou registrado em Sua Palavra histórias de mulheres que nos inspiram a seguir seus passos a fim de agradá-Lo.
Como vimos no Evangelho de hoje, Jesus tinha um grupo de discípulas, formado de mulheres que o seguia por dois motivos:

Primeiro, eram mulheres que foram curadas por Jesus, e em sinal de gratidão o seguiam para ajudá-lo em sua caminhada, pois eram mulheres ricas.  Vejam que uma delas era nada mais nada menos a Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes. Não era fraca não!

O segundo motivo destas mulheres seguirem Jesus, é que a situação da mulher naqueles tempos era de grande humilhação, inferioridade  e discriminação por parte dos homens, não havendo nenhuma consideração de igualdade entre marido e mulher, muito pelo contrário a mulher servia apenas para procriar.

Jesus, como era contra todo tipo de discriminação e preconceito, defendia a igualdade da mulher em relação ao seu marido. Mais um motivo de gratidão daquelas mulheres para seguir o Mestre e o ajudar em sua caminhada.  Assim o grupinho das discípulas de Jesus estava ligado a ele por laços de afeto e gratidão. Não se tratava de fãs, nem de paquera, como alguém possa pensar.

Jesus aceita essa colaboração do grupo feminino, vendo isso de uma forma sadia e como uma ajuda muito bem-vinda.  E essas mulheres são tratadas em pé de igualdade com os discípulos e sua tarefa consistia em prestar assistência a Jesus com seus bens, e, assim, aliviá-lo de certas preocupações materiais, inevitáveis para qualquer ser humano.

Comparando aquelas mulheres com as de hoje, percebemos que todo extremismo acarreta uma situação oposta.  A posição de inferioridade da mulher em relação ao homem, gerou o movimento de libertação feminina que analisado nos mínimos detalhes resultou em um movimento de desvalorização feminina.  Isto porque, libertação feminina não pode ser interpretada como libertinagem feminina.  Constantemente vemos garotas dizendo e gritando  palavrões  pela rua. Certamente, isto não é libertação feminina, mais sim desvalorização da menina.

Por outro lado, ser livre, não é ser promíscua, não é fazer o que lhe vem na cabeça. Ser livre não é fugir do casamento, fugir de construir uma família, e botar filhos no mundo sem pensar nas conseqüências.  Não tenho nada contra estas meninas que agem assim, pois elas não têm culpa, pois são vítimas de uma mídia que as ensinou que liberdade da mulher significa vulgarizar a mulher.

A mulher não tem de ser submissa nem de ser vista como objeto de prazer, ou de procriação. Mas precisa se valorizar, e ser valorizada pela sociedade. Precisa ser tratada em pé de igualdade pelos homens.  Mãe solteira não pode ser discriminada, pois são nossas irmãs em Cristo e precisam ser acolhidas, orientadas e se possível, evangelizadas. Desse jeito, estamos dando à mulher, o valor que ela merece, assim como nós gostaríamos que fosse tratada a nossa mãe.

Não nos esqueçamos que sempre atrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher.

       Propósito:

Pai, reveste-me do amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre meu reconhecimento a ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo. Ó Deus, coloca em meu coração o desejo ardente de Te servir, de aprender de Ti e de repousar nas Tuas decisões para a minha vida. Que eu tenha o coração e as mãos abertas para o Teu serviço, assim como Madalena, Joana e Suzana. Que cada passo que eu der seja sempre para a Tua honra e glória.


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