Publicado por: sidnei walter john | 6 de setembro de 2016

Evangelho do dia 10 de setembro sábado


10  setembro Sintamo-nos satisfeitos mesmo quando não estamos contentes: basta-nos que Deus esteja contente. (S 183). SÃO JOSE MARELLO
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Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 6,43-49

– A árvore boa não dá frutas ruins, assim como a árvore que não presta não dá frutas boas. Pois cada árvore é conhecida pelas frutas que ela produz. Não é possível colher figos de espinheiros, nem colher uvas de pés de urtiga. A pessoa boa tira o bem do depósito de coisas boas que tem no seu coração. E a pessoa má tira o mal do seu depósito de coisas más. Pois a boca fala do que o coração está cheio.
– Por que vocês me chamam “Senhor, Senhor” e não fazem o que eu digo? Eu vou mostrar a vocês com quem se parece a pessoa que vem e ouve a minha mensagem e é obediente a ela. Essa pessoa é como um homem que, quando construiu uma casa, cavou bem fundo e pôs o alicerce na rocha. O rio ficou cheio, e as suas águas bateram contra aquela casa; porém ela não se abalou porque havia sido bem construída. Mas quem ouve a minha mensagem e não é obediente a ela é como o homem que construiu uma casa na terra, sem alicerce. Quando a água bateu contra aquela casa, ela caiu logo e ficou totalmente destruída.

Meditação:

O “Sermão da Planície”, no evangelho de Lucas, que corresponde ao “Sermão da Montanha”, em Mateus, é encerrado com estas três parábolas sobre árvores e frutos e sobre o tesouro do coração.

Elas apontam para a conversão, para a renovação da vida pessoal. Pela conversão a pessoa abandona falsos valores oferecidos pelo mundo dos poderosos e adere ao projeto de vida de Jesus. É a casa construída sobre a rocha.

Estamos no sexto capítulo de Lucas, que inicia com a polêmica de Jesus em torno do preceito do sábado e é concluído com uma série de comparações que nos propõe uma nova forma de relacionamento com Deus Pai. Esta nova forma de encontro com Deus vai além das normas e leis; está mediada pela pessoa e suas circunstâncias.

O texto que nos propõe a liturgia de hoje tem duas comparações complementares, que apontam a duas atitudes fundamentais no discípulo do Reino.

A comparação da árvore e dos frutos, que é retirada do Novo Testamento, aponta para a radicalidade de vida que compromete os seguidores de Jesus. No centro deste exemplo está nosso coração.

Um coração sadio é capaz de gerar os valores, atitudes, sentimentos e compromissos que requer a proposta do mestre de Nazaré.

O exemplo da casa construída sobre a rocha é a colocação em prática da radicalidade que Jesus exige. Já não bastam suas palavras… “Senhor, Senhor!”, esta expressão terá que ser carregada de sentido e vida.

A árvore é reconhecida pelos seus frutos”. Do que cada um colheu na vida, disso falarão suas ações. Os frutos bons, agradáveis ao paladar e que nos saciam plenamente, que simplesmente alegram as pessoas, são sinais da presença de Deus nos acontecimentos, porque o homem bom tira coisas boas do tesouro do seu bom coração.

O coração, como centro da pessoa, fala por si só de nossas ações. Por isso, não basta dizer com palavras que somos cristãos, temos que demonstrar com feitos concretos.

A coerência de vida, que nos pede o Senhor é refletida na exortação: a boca fala da abundância do coração. Dizer Senhor, Senhor, é reconhecer a autoridade que tem Jesus em seus ensinamentos.

Não sejamos hipócritas ao chamá-lo de Senhor, quando na realidade não zelamos pela sua mensagem, nem colocamos em prática o que ele nos ensinou.

O que põe em prática seus ensinamentos se parece a quem constrói uma casa cujos fundamentos estavam bem firme sobre rocha e, portanto, jamais irá ceder às adversidades.

O seguimento de Jesus não está na simples confissão de boca. Assim o faziam os demônios quando o reconheciam, mas ele, com sua autoridade, mandava-os se calarem e os expulsava.

Tampouco consiste em práticas devocionais externas que nada implicam no modo de viver. A fidelidade ao seguimento de Jesus se expressa no compromisso diário com os irmãos; quer dizer, nas atitudes de serviço, perdão, solidariedade.

Jesus não quer que seus seguidores se limitem a repetir fórmulas, ritos, cerimônias e a cumprir normas externas.

A verdadeira fé em nosso Salvador tem profundas raízes no coração, pois não se trata de escutar discursos bem trabalhados, mas que não têm respaldo algum na vida.

Quantos grupos religiosos e associações cristãs vivem fechados em si mesmos, fazendo pouco caso dos graves problemas que atingem a sociedade.

Uma vida colocada a serviço do próximo, com seus frutos de amor e de misericórdia permanece para toda a eternidade. A comparação com as árvores e seus frutos é facilmente compreendida e muito sugestiva.

Não se trata de chegar à conclusão dualista de que as pessoas separam-se em boas e más, mas, sim, concluir que cada um deve encher seu coração de coisas boas para que seus frutos sejam bons.

A fé autêntica nos lança o desafio da transformação da sociedade segundo os valores que o Evangelho de Jesus inspira. O reino de Deus é para acontecer no meio desse mundo.

Somente assim nossa fé estará plantada sobre uma base sólida e poderemos dar frutos de fraternidade e justiça. Dessa maneira, tornaremos possível a “civilização do amor”.

Reflexão Apostólica:

Jesus está nos comparando com as árvores. Os frutos são o conteúdo das nossas palavras, e as nossas obras. Se somos bons, só vamos fazer coisas boas: Ajudamos os que necessitam, perdoamos, lemos  e meditamos a Palavra de Deus, evangelizamos etc.

Se somos ou nos tornamos maus, nossas obras não serão  boas e o sinal indicativo de que alguém renunciou à sua condição de seguidor de Cristo, é começar a praticar a iniqüidade.

Assim como os frutos ruins indicam a qualidade da árvore, as palavras e obras más também vão nos dizer ou mostrar como são na verdade aqueles, cuja vida é pontilhada de gestos incompatíveis com sua condição de cristão. É como a árvore imprestável, que só produz maus frutos.

Interessante, que tais pessoas se esforçam para nos enganar. Por vezes, se vestem bem, andam no meio de nós, convivem conosco, fingem ser do nosso lado falando palavras bonitas, mais às vezes não passam de espiões de satanás. Podem nos enganar por algum tempo, mais a Deus não enganam.

A propósito, podemos encontrar muitos destes no meio de nós, dentro da comunidade cristã, rezando a Deus, e nutrindo o ódio pelo irmão.  É do tipo que odeia o irmão que vê e dizem amar a Deus que não vê. Dá para acreditar?

Vamos rezar e pedir a Deus, para que nenhum acontecimento nos transforme em um destes falsos cristãos, que só produzem maus frutos. Senão, assim seremos como o tomate podre no meio de tomates bons, podendo apodrecer os outros tomates.

Vamos ficar de olho primeiro em nós. Verificando quando estamos falseando em nossas atitudes principalmente contra o próximo, para ver se estamos pendendo para o lado de lá da vida cristã.  Em segundo lugar, vamos observando se em nosso meio existem tomate podres. Como Jesus disse, “tomem cuidado com o fermento dos judeus” .

Assim, também nós, vamos agir com cuidados especiais diante de tais pessoas para que o seu fermento não nos pulverize de atitudes anticristãs, ou atitudes falsamente cristãs.
Propósito:

Pai, desejo viver com coerência minha fé. Seja o meu agir uma expressão transparente de minha adesão ao Senhor, e meu amor, uma prova de que sou teu filho.


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