Publicado por: sidnei walter john | 4 de setembro de 2016

Evangelho do dia 6 de setembro terça feira


06 setembro – Devemos demonstrar, também exteriormente, a santa alegria que Deus derrama em nosso coração, conservando sempre um aspecto agradável e sereno. Desse modo procuraremos a felicidade para nós e para os outros e, ao mesmo tempo, poderemos avançar a passos largos no caminho da perfeição. (S 238). São Jose Marello
6 set Lucas 6, 12-19Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas  6,12-19

Naquela ocasião Jesus subiu um monte para orar e passou a noite orando a Deus. Quando amanheceu, chamou os seus discípulos e escolheu doze deles. E deu o nome de apóstolos a estes doze: Simão, em quem pôs o nome de Pedro, e o seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Simão, o nacionalista; Judas, filho de Tiago; e Judas Iscariotes, que foi o traidor.
Jesus desceu do monte com eles e parou com muitos dos seus seguidores num lugar plano. Uma grande multidão estava ali. Era gente de toda a Judéia, de Jerusalém e das cidades de Tiro e Sidom, que ficam na beira do mar. Eles tinham vindo para ouvir Jesus e para serem curados das suas doenças. Os que estavam atormentados por espíritos maus também vieram e foram curados. Todos queriam tocar em Jesus porque dele
” 

Meditação:

O evangelho de hoje está dividido em duas partes bem diferenciadas, porém relacionadas entre si, formando um conjunto que oferece uma síntese da missão de Jesus.

Na primeira parte, encontramos Jesus na montanha, símbolo do encontro com Deus, desde o Antigo Testamento. Jesus sobe nele para rezar, e o texto afirma que passou a noite toda orando a Deus.

A segunda parte nos leva à parte baixa da montanha, lugar de encontro com a multidão, fazendo uma sutil referencia a Moisés, que subiu à montanha enquanto o povo o esperava abaixo. Jesus é como o novo Moisés, o novo legislador que coloca a pessoa como centro da lei.

Dentre os três evangelistas sinóticos, é apenas Lucas que, várias vezes destacando os momentos de oração de Jesus ao longo de seu ministério, faz preceder a escolha dos doze por uma noite toda de oração. Após a oração a Deus e a escolha dos doze, no alto da montanha, segue-se a descida a um lugar plano para o encontro com a multidão.

Passando uma noite toda em oração, no alto de uma montanha, Jesus preparou-se para um momento importante de seu ministério: a escolha do grupo de discípulos, que seriam objeto de sua atenção especial, pois teriam como tarefa levar adiante a sua missão.

Por que esta longa vigília de oração? Estar em oração significava recorrer a Deus e deixar-se guiar por ele, em vista de acertar na escolha a ser feita. Afinal, os discípulos deveriam ficar a serviço do Reino do Pai, e só este poderia oferecer ao Filho os critérios corretos de discernimento. Era fundamental fazer uma escolha acertada.

Os nomes sugeridos pelo Pai correspondiam aos de pessoas comuns, sem qualidades especiais. Humanamente falando, teria sido preferível escolher pessoas mais inteligentes, mais corajosas e dispostas a enfrentar adversidades, menos apegadas a certos esquemas mentais inconvenientes, mais sintonizadas com o modo de pensar de Jesus. Nada disto tinham as doze pessoas que ele escolheu.

Na oração, o Mestre deixou-se convencer pelo Pai a contar com a companhia de homens limitados, para realizar a grande obra da implantação do Reino. Aliás o Pai sempre agira assim.

Seria cair na tentação, querer pensar de modo diferente. Neste sentido, a escolha feita por Jesus correspondeu, realmente, à vontade do Pai.

Reflexão Apostólica:

Jesus não quis realizar sozinho a obra do Reino, mas chamou apóstolos e discípulos para serem seus colaboradores. Nós, ao contrário, muitas vezes queremos fazer tudo sozinhos e afirmamos que os outros mais atrapalham que ajudam.

Com isso, negamos a principal característica da obra evangelizadora que é a sua dimensão comunitário-participativa, além de nos fazermos auto-suficientes, perfeccionistas e maquiavélicos, pois em nome do resultado do trabalho evangelizador, excluímos os próprios evangelizadores, fazendo com que os fins justifiquem os meios e vivendo a mentalidade do mundo moderno da política de resultados, isto porque muitas vezes não somos evangelizadores, mas adoradores de nós mesmos.

Um ponto interessante para refletirmos hoje é que Jesus, apesar de ser Deus e tudo poder por si só, decidiu caminhar e agir com o auxílio/ajuda dos discípulos.

Destes, Ele ainda escolheu de forma especial doze homens que foram chamados apóstolos (enviados) que ficaram responsáveis pela pregação da Boa Nova do evangelho aos diversos povos.

Importante lembrar que Jesus, mesmo sabendo tudo que aconteceria, passou a noite toda em oração nas montanhas, provavelmente discernindo sobre quais homens escolher (sabendo que entre os doze escolhidos um seria o traidor).

No dia seguinte, escolheu “Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor”.

Algumas pessoas devem ter se perguntando por que “ele”? Um cobrador de impostos… um pescador rude… Mas Jesus sabia exatamente o que estava fazendo. Talvez eles tenham sido escolhidos não por serem melhores ou por poderem dar mais ao Senhor, mas por serem os mais necessitados de estarem próximo de Jesus.

Quando falamos algo, falamos primeiramente para nós mesmos e depois para as pessoas que nos escutam, pois os ouvidos mais próximos da nossa boca são os nossos e os ouvidos mais próximos da boca de Jesus eram os dos discípulos, pois Jesus não precisava ouvir suas palavras, Ele já as praticava.

O discipulado implica, em primeiro lugar, sentir-se chamado pelo Senhor. Em segundo lugar, trilhar um caminho de formação, cujo modelo é o próprio Jesus, que convida à conversão de nossos antigos esquemas para adotar o esquema do Evangelho.

Em terceiro lugar, a disponibilidade e o compromisso missionário: colocar-se a serviço da justiça, da paz, da verdade e do amor. Em resumo, o verdadeiro discípulo é uma pessoa a quem Deus chama para um seguimento, no qual assume um compromisso com a humanidade. Respondamos com entrega incondicional ao chamado que Deus mesmo nos faz ao discipulado.

Como em vários outros momentos dos evangelhos, Jesus estava rodeado de pessoas que procuravam suas curas física e espiritual, e todos estes foram curados, em frente aos olhos daqueles que foram enviados a proclamar a palavra de Deus, e divulgar seus milagres.

O final do evangelho de hoje nos remete a um pensamento, através da oração e boas ações podemos gerar uma força que sai de nós e atrai aqueles que necessitam do amor de Deus; assim como aconteceu com Jesus: “A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos”.

A propósito, amanhã é o dia do Grito dos Excluídos. Se você fosse confeccionar uma faixa para essa caminhada, o que você escreveria nela?

Propósito:

Espírito de docilidade nas mãos do Pai, faze-me escolher sempre o que corresponde ao querer divino, sem deixar-me influenciar por meu próprio querer. Pai, transforma-me em apóstolo de teu Filho Jesus para que, movido pelo Espírito, eu possa ser sinal da presença dele neste mundo tão carente de salvação.


Categorias

%d blogueiros gostam disto: