Publicado por: sidnei walter john | 1 de setembro de 2016

EVANGELHO DO DIA 2 DE SETEMBRO SEXTA FEIRA INICIO DO 168º CURSILHO FEMININO ADULTO


 02 setembro – A tristeza é inimiga do bem. (S 197). São Jose marello
2 set Lucas 5, 33-39Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 5,33-39

Algumas pessoas disseram a Jesus:
– Os discípulos de João Batista jejuam muitas vezes e fazem orações, e os discípulos dos fariseus fazem o mesmo. Mas os discípulos do senhor não jejuam.
Jesus respondeu:
– Vocês acham que podem obrigar os convidados de uma festa de casamento a jejuarem enquanto o noivo está com eles? Claro que não! Mas chegará o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; então sim eles vão jejuar!
Jesus fez também esta comparação:
– Ninguém corta um pedaço de uma roupa nova para remendar uma roupa velha. Se alguém fizer isso, estraga a roupa nova, e o pedaço de pano novo não combina com a roupa velha. Ninguém põe vinho novo em odres velhos. Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados. Não. Vinho novo deve ser posto em odres novos. E ninguém quer vinho novo depois de beber vinho velho, pois diz: “O vinho velho é melhor.”

Meditação:

Seguindo o fio condutor da narração de Lucas, podemos compreender o quadro geral da pregação de Jesus: ancorado na realidade e no cotidiano, parte de comparações simples e expressivas, e resgata sentido profundo da vida e, sobretudo, de verdade.

A partir de um questionamento a partir de um certo comportamento, dele e de seus discípulos, aproveita para dar uma instrução simples e profunda.

Depois de ter sido questionado pelos fariseus por comer com os publicanos e pecadores, agora é cobrada de Jesus a observância do jejum e das orações rituais. Jesus rompe com a tradicional piedade da Lei.

O jejum caracteriza o tempo de espera. Mas esse tempo já terminou. Chegou a hora da festa do casamento, isto é, da nova e alegre relação entre Deus e os homens.

Além de sentar-se à mesa com companhias pouco recomendáveis segundo os critérios do legalismo religioso, “comem e bebem”, desprezando os jejuns rituais. Jesus, como um noivo presente entre os convidados em uma festa de núpcias, não vem trazer castigos, mas sim comunicar alegria e vida.

A atividade de Jesus mostra que o amor de Deus vem para salvar o homem concreto e não para manter as estruturas que sugam o homem.

A novidade rompe estas estruturas simbolizadas pela roupa e barril velhos. Jesus não veio para reformar; ele exige mudanças radical.

Neste Evangelho de Lucas e no de Marcos, o questionamento a Jesus é feito por um sujeito indeterminado: “eles”. Já Mateus, de modo próprio, atribui a pergunta aos discípulos de João.

O jejum era praticado tendo-se em vista o perdão dos pecados diante de um Deus vingativo para com homens e mulheres, o qual deveria ser aplacado com sacrifícios.

A parábola do remendo, em Lucas, é revestida de um colorido especial: não se corta um pedaço de uma roupa nova para colocá-lo como remendo em roupa velha. Além de estragar a roupa nova, repuxa a roupa velha e, ainda mais, não vai combinar! A sentença final é uma alusão aos judeus, apegados à sua antiga tradição, que rejeitam a novidade de Jesus.

A comparação do pedaço de pano novo e do odre novo. O jejum e a penitência, eram práticas religiosas externas comuns e obrigatórias nos tempos de Jesus, são agora recolocadas e deixadas de lado por Jesus e seus seguidores. Esta é a raiz do questionamento lançado a Jesus, que possibilita que deixe sua mensagem.

O pedaço de pano novo que rompe a veste velha é a imagem usada por Jesus para expressar as implicações da mudança proposta pelo mestre.

As novidades do Reino exigem pessoas, estruturas e sentimentos novos. As exigências e conseqüências desta mudança se reforçam com o exemplo do vinho novo que requer odres novos, do contrário, pode-se colocar tudo a perder.

Jesus não vem castigar nem condenar, mas libertar e acolher. A sua presença entre os discípulos, expressa pela imagem do noivo em um casamento, é motivo de alegria e festa, não de luto e jejum.

As duas parábolas que se seguem exprimem bem a novidade de Jesus, que não combina com a prática legalista da tradição do Primeiro Testamento.

A frase final, que termina com a expressão: “o vinho velho é melhor”, é estranha no texto e indica inserções que se cristalizaram na tradição.

O que na verdade Jesus quer salientar é uma prática que saia do fundo do coração. É esta a proposta que Jesus nos apresenta para nossas ações. Diante de Deus todos os nossos atos terão o valor proporcional ao que o nosso coração lhes confere.

Fazer apenas por fazer, não nos edifica nem nos ajuda na caminhada para Deus. O odre e a roupa significam a nossa mentalidade e a maneira como acolhemos as observâncias que Deus nos propõe por meio da sua Palavra e dos seus mandamentos.

A maneira como encaramos os fatos da nossa vida e a mentalidade com a qual nós participamos das propostas de Deus nos dão a garantia para que as nossas ações diante do Senhor tenham valia.

O que é novo não cabe na mentalidade antiga. Precisamos de um espírito aberto, para acolher as novidades do Evangelho e viver segundo os mandamentos de Deus. Do contrário, não daremos frutos.

Você é uma pessoa apegada ao seu modo de pensar? Você é capaz de mudar de opinião diante das novidades do Evangelho? Com que espírito você jejua ou faz sacrifício? Você costuma murmurar e se lastimar das coisas boas que você faz aos outros?

Reflexão Apostólica:

No Evangelho de hoje, Jesus é de uma sutileza incrível! E quem não parar para refletir por alguns momentos, vai deixar passar uma mensagem, no mínimo, profunda…

Na primeira parte, os fariseus tentam, novamente, colocar Jesus contra a parede. E mais uma vez Jesus responde com toda a autoridade que enquanto o noivo está presente, os convidados devem comemorar. Mas que vai chegar o momento em que o noivo será tirado deles, e aí sim, eles jejuarão.

Esta parte é muito clara para nós, pois nós já sabemos o que aconteceu com Ele, mas para os que estavam lá, essas últimas palavras não devem ter sido muito bem entendidas.

Porém, se já não devem ter entendido bem a primeira parte, a segunda, então, deve ter sido um verdadeiro enigma para eles. A sutileza de Jesus foi impressionante. “Remendo novo em roupa velha: vai rasgar a roupa nova, e não vai combinar com a roupa velha.” O que é a roupa nova, e o que é a roupa velha? Vejamos…

A estrutura religiosa que existia na época de Jesus era muito complicada… Durante muitas décadas, talvez séculos, os fariseus e doutores da lei pegaram a Torá e outros livros sagrados, e foram formando uma doutrina cheia de regras.

Só para citar algumas: no sábado não se podia amarrar as sandálias, porque isso era um trabalho; nem podia cortar unhas, cabelos ou barba; e um médico não podia socorrer alguém, a menos que estivesse em risco de vida.

Existiam mais de 300 regras assim, a serem seguidas. Jesus veio trazer a Boa Nova do Reino dos Céus, e não se submeteu as regras impostas pelos fariseus. A doutrina de Jesus era a “roupa nova”: amem-se uns aos outros como eu vos amo, o Reino é dos pequeninos, quem for maior dentre vós deve ser o primeiro a servir…

Nada disso combinava com a “roupa velha” dos fariseus. E não adiantava enxertar alguns dos ensinamentos de Jesus na “roupa velha” dos fariseus, porque simplesmente “não combinaria”.

Até que ponto nós criamos regras sem sentido para a nossa vida, e se as pessoas não respeitarem, nós ficamos chateados?

Por exemplo: “ninguém pode sentar no meu lugar à mesa”, “tenho que dormir depois do almoço”, “não posso repetir a roupa numa festa”…

Jesus vem para acabar com todas as regras sem fundamento, e trazer a REGRA DE OURO: Amai a Deus sobre todas as coisas, e amai ao próximo como a si mesmos. E só!

A continuação é ainda mais interessante: “Vinho novo em odres velhos: o odre se quebra e o vinho se perde.” O “vinho novo” é a Boa Nova, e O “ODRE VELHO” É AQUELA PESSOA QUE NÃO TEM A CAPACIDADE DE RECEBER O “VINHO NOVO”.

Você já tentou ensinar a alguém que parece não estar entendendo nada do que você está dizendo? É como tentar empurrar vinho novo em odre velho… se forçar muito, ele quebra. “Vinho novo é para ODRES NOVOS”.

Agora ficou fácil: “ODRE NOVO” É AQUELA PESSOA QUE ESTÁ ABERTA PARA RECEBER O “VINHO NOVO”. É assim que nós devemos ser: ETERNOS APRENDIZES, e nunca nos fecharmos para aprender algo novo.

O melhor ficou pro final… O vinho novo vai envelhecendo dentro do odre… e a medida que vai envelhecendo, vai ficando mais saboroso…. a ponto de quem provar do vinho velho, não querer mais do vinho novo!

O “vinho” que jorrava de Jesus era o “vinho velho”, da melhor qualidade. Por isso que quem provava, não queria saber de nenhum outro. E assim o seu time de discípulos só aumentava… Muitos dos discípulos de João Batista e até dos fariseus passaram a ser discípulos de Jesus.

E agora, você está mais para odre novo ou odre velho? Ainda está aberto(a) para aprender, ou acha que já sabe o suficiente? E o seu vinho, que tal envelhecê-lo aos poucos e oferecê-lo para nós? O mundo precisa muito do seu vinho…
Propósito
:

Pai, abre meu coração para acolher a novidade trazida por Jesus, sem querer deturpá-la com meus esquemas mesquinhos e contaminá-la com o egoísmo e o pecado.


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