Publicado por: sidnei walter john | 23 de agosto de 2016

evangelho do dia 24 de agosto quarta feira


São Bartolomeu Apóstolo

24 de agosto – Sem fé não pode haver caridade, sem caridade não pode haver nada, absolutamente nada. Portanto: “renovamini spiritu, etc…”: renovemos o nosso espírito a cada dia, a cada hora. (L 9). São Jose Marello

24 agos joao 1,45-51São João 1,45-51

Filipe encontrou-se com Natanael e disse-lhe: “Encontramos Jesus, o filho de José, de Nazaré, aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, bem como os Profetas”. Natanael perguntou: “De Nazaré pode sair algo de bom?” Filipe respondeu: “Vem e vê”! Jesus viu Natanael que vinha ao seu encontro e declarou a respeito dele: “Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade”! Natanael disse-lhe: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, quando estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!” Jesus lhe respondeu: “Estás crendo só porque falei que te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores que estas”. E disse-lhe ainda: “Em verdade, em verdade, vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem!”  

1º Meditação:

Este evangelho de João, no qual não encontramos nenhuma menção à lista dos doze apóstolos, refere-se a Natanael em dois episódios: no início do evangelho, na vocação dos primeiros discípulos por Jesus, junto a João Batista, e, no fim do evangelho, na pesca milagrosa no lago da Galiléia, com a presença de Jesus ressuscitado.

O relato da vocação de Natanael é extremamente surpreendente. Estamos um pouco acostumados com a idéia de que o chamado dos discípulos seguiu, mais ou menos, o esquema dos pescadores. Natanael rompe o molde e nos apresenta algo insólito: o promotor vocacional de Natanael não foi diretamente Jesus, mas Filipe, um de seus discípulos.

A resposta de Natanael ao convite de Filipe já se tornou famoso: Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré? Tal resposta põe em evidência o perfil dos ‘autênticos israelitas’ que discernem a fundo cada novidade e verificam pessoalmente se aquele que se apresenta como profeta é o que diz ser.

A figueira é o símbolo da dúvida, da indagação profunda, da meditação repousada. Já o profeta Jonas havia aprendido debaixo de uma figueira os autênticos caminhos do Senhor e as responsabilidades do profeta. Filipe, por sua vez, é apresentado como um homem debaixo da figueira, ou seja, em processo sério e profundo de discernimento. O ‘autêntico israelita’ é aquele que busca o Senhor e que, ao mesmo tempo, se deixa encontrar por Ele.

O caminho de Bartolomeu-Natanael passa, então, pelo árduo caminho do deserto, da busca e do encontro gozoso.

Ao iniciar sua vida pública, Jesus começa, lentamente, a escolher os seus discípulos que, à medida que atendiam o chamado largavam tudo e continuavam a caminhada junto com Ele. Assim dentre os discípulos de João Batista. André, chamado por Jesus, chama Pedro e Filipe, e este chama Natanael. Natanael, diante da origem humilde de Jesus, manifesta sua incredulidade. Porém, ao primeiro contato com ele, Natanael o aclama como Filho de Deus e Rei de Israel. Jesus descarta este título de poder, identificando-se com o Filho do Homem, a presença divina no simplesmente humano que abre as portas do céu. O título “Filho de Deus” tem duplo sentido: título de realeza, comum nos reinos e impérios, e título específico de Jesus, enquanto presença divina, amorosa, encarnada. Natanael o usa no primeiro sentido. Jesus insinua que sua realidade é outra: por ele, o Filho do Homem, serão abertas as portas do céu aos humanos. Jesus vem realizar o projeto de Deus, que é levar o humano à plenitude pela comunhão com o amor divino.

Antes de ser chamado Natanael conversava com Felipe lhe disse haver encontrado aquele de quem escreveram Moisés e os Profetas: – Jesus de Nazaré, o filho de José. “Ao que Natanael lhe responde”: – Por acaso pode sair algo de bom de Nazaré?”Nazaré era uma cidade pequena e habitada por pessoas muito simples. Jesus se aproxima dos dois naquele momento e, Felipe diz a Natanael: -“ Vem e vê! Assim que ele olha encontra o seu olhar com o olhar de Jesus, que lhe diz :-“Eis um verdadeiro Israelita, ao qual no qual não há enganos”. E, assustado ele pergunta a Jesus: – “De onde me conheces? Jesus lhe diz: – “Antes que Felipe te chamasse eu te vi quando estavas debaixo da figueira.” Daí Natanael exclama:- “Mestre, tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel”.

Na nossa vida, como a Natanael, Jesus nos pergunta de várias maneiras, para nos incentivar a caminhar nos Seus caminhos; para vivermos fundamentados nos seus ensinamentos de Filho de Deus, demonstrando com a Sua vida, o verdadeiro lugar do amor na vida de todos os que O seguem.

Muitas são as vezes que nós somos displicentes e, deixando-nos levar pelo barulho do mundo, principalmente, nos dias atuais, não percebemos o amor de Deus a nos abraçar e a falar dentro do nosso coração, completamente diferente daquilo que temos na nossa cabeça.

Sem forçar, sem exigir, Ele não nos abandona nesses tempos; deixa-nos livres para seguirmos a nossa cabeça ou o nosso coração.

Após tomarmos a atitude escolhida, vamos colher seus frutos, se bons ou ruins, advindos como resultados da nossa decisão tomada.

Rimos, ficamos felizes e alegres, se agimos acertadamente, mas , choramos e sofremos muito se erramos, agindo pelo instinto somente, sem usarmos o nosso coração.

Assim aconteceu com Natanael que diminuiu Jesus pela Sua procedência, não lhe dando o valor que o próprio Criador nos ensina no antigo Testamento. Jesus veio para salvar a humanidade, não descansou jamais, para cumprir a Missão a que veio: Salvar a todos os seus irmãos, que somos todos nós, dando-nos a oportunidade de errarmos durante a nossa vida e, aceitando a qualquer momento o nosso Arrependimento sincero e, nos levando para junto do Pai, na Eternidade, onde Ele nos espera desde que nascemos.

Por isso, devemos cultuar o Perdão na nossa vida, nunca o negando aos que nos ofendem, não gostam de nós; prejudicam-nos, nos ignoram ou não nos aceitam. Aí reside a nossa prova de que amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Assim é a essência do Maior dos Mandamentos que Jesus nos trouxe para a nossa salvação. Pois você verá coisas maiores do que esta. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem…

O seguimento de Jesus se dá a partir do conhecimento, do diálogo e da acolhida.

Reflexão Apostólica:

Este texto que narra o chamado de Felipe e Natanael (provavelmente o Bartolomeu dos sinóticos), fecha a seção introdutória e anuncia a manifestação do Messias a Israel

Não é à toa que agosto é o mês vocacional: todos os dias o Evangelho nos convida a segui-lo. Hoje, o evangelista é João, e ele narra a formação do grupo de discípulos de Jesus. Uma parte foi chamada diretamente por Jesus, como Filipe. Outra parte foi apresentada a Jesus pelos primeiros, como Natanael.

O mais interessante ao observar as narrações dos fatos na Bíblia é tentar se colocar no lugar dos personagens, e tentar entender as razões que moveram cada um… Por exemplo, Filipe, o que fez com que ele acreditasse em Jesus, mesmo antes do início de suas obras? E acreditar a ponto de chamar outra pessoa, que inicialmente duvidou, mas ao escutar as primeiras palavras de Jesus, reconheceu o verdadeiro Filho de Deus…

Estamos entre os que já foram apresentados a Jesus. E como Filipe, agora temos o papel de apresentar a Jesus novas pessoas. Mesmo que a resposta dessas pessoas, inicialmente, seja como a de Natanael, que ainda “fez gracinha” com a região onde Jesus nasceu, nós podemos dizer a essa pessoa: “Vem ver!”

Quando participamos de algo tão bom, como o Reino dos Céus, é natural querer levar para outras pessoas também conhecerem. Portanto, a missão de hoje é “ser o Filipe” de alguém, e apresentar Jesus a alguém que não o conheça, mas que esteja precisando encontrá-lo.

Propósito:

Pai, leva-me a conhecer, cada vez mais profundamente, a identidade de teu Filho Jesus, e a fazer-me discípulo dele, de modo a compartilhar sua missão.

 2º Meditação

Bartolomeu de Caná, filho de agricultor, um dos primeiros discípulos de Jesus, seria como Natanael ‘verdadeiro Israelita’, isento de fraude, que passou de um ceticismo irônico, quase ofensivo (de Nazaré pode sair alguma coisa boa?) a um ardente ato de fé: “Mestre, tu és o Filho de Deus, és o Rei de Israel!”

Está no elenco das doze testemunhas das “coisas maiores” do Filho do Homem, sobre o qual viu os céus abertos.
Nada de certo se conhece sobre a sua atividade.
O martírio que sofreu – esfolado vivo – figura nos costumes penais dos persas.

No evangelho de João, após o batismo de João Batista, quatro discípulos dispõem-se a seguir Jesus. Um deles, Filipe, procura Natanael para dizer-lhe que encontraram Jesus, de Nazaré, o messias anunciado pelos profetas.

Observemos quantas vezes o verbo “ver” foi citado neste texto: 5 vezes! Mas nem sempre o “ver” daqui é sinônimo de “olhar”. Jesus viu Natanael chegar e disse que ali vinha um “israelita de verdade, sem falsidade”. Em seguida é que vem uma parte interessante… Natanael pergunta: “De onde me conheces?” E a resposta de Jesus é, no mínimo, intrigante.

Prestemos atenção: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas embaixo da figueira, eu te vi.” Jesus respondeu a pergunta de Natanael? Aparentemente, não. Mas a resposta de Jesus, para Natanael, foi tão perfeita, que na mesma hora ele reconheceu “o Filho de Deus, o Rei de Israel“. A pergunta que não quer calar: O QUE NATANAEL ESTAVA FAZENDO EMBAIXO DESSA FIGUEIRA?

A psicologia diz que todos nós, na maioria das vezes quando estamos diante de alguém, representamos. E isso acontece até com os bebês.

Quando percebemos que estamos sendo observados, não agimos da mesma forma que quando não estamos sendo observados e é no momento em que não estamos sendo observados que nós realmente deixamos vir à tona o nosso íntimo… aquilo que está no nosso CORAÇÃO e que somente nós conhecemos. Só podemos dizer que conhecemos uma pessoa, de verdade, se conhecermos o CORAÇÃO dela.

Nós nunca saberemos exatamente o que Natanael estava fazendo embaixo daquela figueira. Naquele momento, Natanael não imaginava que estava sendo observado. Mas Jesus observou atentamente e tirou uma conclusão desta sua observação: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Jesus era DISCRETO, não disse o que Natanael estava fazendo naquele seu momento pessoal.

Sócrates dizia: “Conhece-te a ti mesmo.” Quer saber quem você é? Observe que direção seus pensamentos tomam, quando você está completamente sozinho…

Não se preocupe, ainda não inventaram um jeito de ver seus pensamentos. É quando você se despreocupa de passar qualquer imagem, que você mostra realmente o que tem no seu coração.

Quem consegue captar esses momentos (como Jesus captou o de Natanael) tem um dom especial: conhecer o íntimo de uma pessoa, às vezes até melhor do que a própria pessoa.

Não gostou do caminho que os seus pensamentos seguem quando você deixa eles voarem por eles mesmos? Eles vão para o pecado, para a depressão, para lugar nenhum?… Não se preocupe, isso tem uma solução. O nosso inconsciente é burro. Não consegue diferenciar o entre o certo e o errado.

Nós temos que alimentá-lo, conscientemente, com coisas boas. Escute uma música bonita, leia algo prazeroso, converse com alguém alegre, viaje, aprenda algo novo, assista um bom filme…

O seu inconsciente vai ficar repetindo isso ao seu coração… e quando Jesus te ver no teu quarto, sozinho, e disser que te viu, você saberá que Ele te conhece, verdadeiramente.

2º Reflexão Apostólica:

A devoção da tradição cristã inclinou-se a identificar Natanael com o apóstolo Bartolomeu.

Natanael é citado em outros evangelhos, mas com o nome que o conhecemos: Bartolomeu. Ou seja, ele era um dos doze apóstolos. As narrativas de sua vida são discretas e poucas descobertas. Notamos nele também, a dificuldade em aceitar o “improvável” “(…) E será que pode sair alguma coisa boa de Nazaré? No entanto lendo buscando nos relatos e estudos apócrifos, vemos que esse apóstolo teve uma grande importância para a igreja que nós conhecemos hoje.

Bartolomeu demonstrava-se ser bem cético ao que ouvia falar de Jesus, no entanto Felipe seu grande amigo, é que se encarrega de apresentá-lo ao Senhor, e ao recordar esse fato, como é que nós O apresentamos àqueles que se aproximam de nós?

Como é que na pregação, na música, na acolhida, na oração, no louvor, na vida, (…), apresentamos Jesus ao irmão? É bem verdade que ninguém deve por sua confiança em homem nenhum, mas não estou falando de confiança e sim de um Deus que mora em nós

Jesus toca o coração de Bartolomeu, pois sabia muito mais que qualquer um podia saber ao seu respeito. Será que conseguimos imaginar o que Bartolomeu fazia debaixo da figueira?

Será que lá chorava, pensava em dívidas, lamuriava sobre a vida ou talvez se suicidar? Entenda que tudo isso é uma dissertação para levá-lo a entender que muita gente que vem a igreja, mesmo cética ou com pouca fé, se bem apresentada a Jesus acaba se deixando tocar pelo dia que também estava debaixo de uma figueira da vida.

O antes cético agora amado Bartolomeu, pode presenciar milagres e prodígios bem como a ascensão ao céu de Jesus.

Alguns relatos históricos narram que foi para região da Índia e lá converteu cidades e até reis. Foi para uma região de cultura e línguas diferentes, mas não se abateu.

Reparemos a quantidade de irmãos que procuram por Deus e ao encontrá-lo passam ser mais dedicados que qualquer um que já esta na igreja há anos ou décadas.

Isso é verdade, mas como é triste vermos que perdemos o tato em conversar com essas pessoas. Conversar não é converter, pois a conversão é um ato individual que parte de aceitar algo e não cabe a nós fazê-lo.

Não cabe a nós escolher com nossos olhos, pois muitos que são convidados para o banquete não vêm e aqueles que nem se quer olhei, são os que geralmente ficam e perseveram.

Reparem novamente a frase no nosso papa quando diz “(…) Na Igreja católica temos tudo o que é bom, tudo o que é motivo de segurança e de consolo”. Sim! Nossa igreja tem de tudo. Temos ENS, CNSE, RCC, ECC, catequese, marianos, vicentinos, cursilhistas, PJ, outras pastorais, ministros, seminaristas, missionários, padres… Cabe a cada segmento fazer o seu trabalho bem feito e as pessoas não tardaram a voltar. O documento de aparecida pede que olhemos além dos nossos muros e pastorais.

Sigamos o modelo intrépido de São Bartolomeu!

3º Meditação:

Este evangelho de João, no qual não encontramos nenhuma menção à lista dos doze apóstolos, refere-se a Natanael em dois episódios: no início do evangelho, na vocação dos primeiros discípulos por Jesus, junto a João Batista, e, no fim do evangelho, na pesca milagrosa no lago da Galiléia, com a presença de Jesus ressuscitado.

O relato da vocação de Natanael é extremamente surpreendente. Estamos um pouco acostumados com a idéia de que o chamado dos discípulos seguiu, mais ou menos, o esquema dos pescadores. Natanael rompe o molde e nos apresenta algo insólito: o promotor vocacional de Natanael não foi diretamente Jesus, mas Filipe, um de seus discípulos.

A resposta de Natanael ao convite de Filipe já se tornou famoso: Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré? Tal resposta põe em evidência o perfil dos ‘autênticos israelitas’ que discernem a fundo cada novidade e verificam pessoalmente se aquele que se apresenta como profeta é o que diz ser.

A figueira é o símbolo da dúvida, da indagação profunda, da meditação repousada. Já o profeta Jonas havia aprendido debaixo de uma figueira os autênticos caminhos do Senhor e as responsabilidades do profeta. Filipe, por sua vez, é apresentado como um homem debaixo da figueira, ou seja, em processo sério e profundo de discernimento. O ‘autêntico israelita’ é aquele que busca o Senhor e que, ao mesmo tempo, se deixa encontrar por Ele.

O caminho de Bartolomeu-Natanael passa, então, pelo árduo caminho do deserto, da busca e do encontro gozoso.

Ao iniciar sua vida pública, Jesus começa, lentamente, a escolher os seus discípulos que, à medida que atendiam o chamado largavam tudo e continuavam a caminhada junto com Ele. Assim dentre os discípulos de João Batista. André, chamado por Jesus, chama Pedro e Filipe, e este chama Natanael. Natanael, diante da origem humilde de Jesus, manifesta sua incredulidade. Porém, ao primeiro contato com ele, Natanael o aclama como Filho de Deus e Rei de Israel. Jesus descarta este título de poder, identificando-se com o Filho do Homem, a presença divina no simplesmente humano que abre as portas do céu. O título “Filho de Deus” tem duplo sentido: título de realeza, comum nos reinos e impérios, e título específico de Jesus, enquanto presença divina, amorosa, encarnada. Natanael o usa no primeiro sentido. Jesus insinua que sua realidade é outra: por ele, o Filho do Homem, serão abertas as portas do céu aos humanos. Jesus vem realizar o projeto de Deus, que é levar o humano à plenitude pela comunhão com o amor divino.

Antes de ser chamado Natanael conversava com Felipe lhe disse haver encontrado aquele de quem escreveram Moisés e os Profetas: – Jesus de Nazaré, o filho de José. “Ao que Natanael lhe responde”: – Por acaso pode sair algo de bom de Nazaré?”Nazaré era uma cidade pequena e habitada por pessoas muito simples. Jesus se aproxima dos dois naquele momento e, Felipe diz a Natanael: -“ Vem e vê! Assim que ele olha encontra o seu olhar com o olhar de Jesus, que lhe diz :-“Eis um verdadeiro Israelita, ao qual no qual não há enganos”. E, assustado ele pergunta a Jesus: – “De onde me conheces? Jesus lhe diz: – “Antes que Felipe te chamasse eu te vi quando estavas debaixo da figueira.” Daí Natanael exclama:- “Mestre, tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel”.

Na nossa vida, como a Natanael, Jesus nos pergunta de várias maneiras, para nos incentivar a caminhar nos Seus caminhos; para vivermos fundamentados nos seus ensinamentos de Filho de Deus, demonstrando com a Sua vida, o verdadeiro lugar do amor na vida de todos os que O seguem.

Muitas são as vezes que nós somos displicentes e, deixando-nos levar pelo barulho do mundo, principalmente, nos dias atuais, não percebemos o amor de Deus a nos abraçar e a falar dentro do nosso coração, completamente diferente daquilo que temos na nossa cabeça.

Sem forçar, sem exigir, Ele não nos abandona nesses tempos; deixa-nos livres para seguirmos a nossa cabeça ou o nosso coração.

Após tomarmos a atitude escolhida, vamos colher seus frutos, se bons ou ruins, advindos como resultados da nossa decisão tomada.
Rimos, ficamos felizes e alegres, se agimos acertadamente, mas , choramos e sofremos muito se erramos, agindo pelo instinto somente, sem usarmos o nosso coração.

Assim aconteceu com Natanael que diminuiu Jesus pela Sua procedência, não lhe dando o valor que o próprio Criador nos ensina no antigo Testamento. Jesus veio para salvar a humanidade, não descansou jamais, para cumprir a Missão a que veio: Salvar a todos os seus irmãos, que somos todos nós, dando-nos a oportunidade de errarmos durante a nossa vida e, aceitando a qualquer momento o nosso Arrependimento sincero e, nos levando para junto do Pai, na Eternidade, onde Ele nos espera desde que nascemos.
Por isso, devemos cultuar o Perdão na nossa vida, nunca o negando aos que nos ofendem, não gostam de nós; prejudicam-nos, nos ignoram ou não nos aceitam. Aí reside a nossa prova de que amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Assim é a essência do Maior dos Mandamentos que Jesus nos trouxe para a nossa salvação. Pois você verá coisas maiores do que esta. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem…

O seguimento de Jesus se dá a partir do conhecimento, do diálogo e da acolhida.

3º  Reflexão Apostólica:

Este texto que narra o chamado de Felipe e Natanael (provavelmente o Bartolomeu dos sinóticos), fecha a seção introdutória e anuncia a manifestação do Messias a Israel

Não é à toa que agosto é o mês vocacional: todos os dias o Evangelho nos convida a segui-lo. Hoje, o evangelista é João, e ele narra a formação do grupo de discípulos de Jesus. Uma parte foi chamada diretamente por Jesus, como Filipe. Outra parte foi apresentada a Jesus pelos primeiros, como Natanael.

O mais interessante ao observar as narrações dos fatos na Bíblia é tentar se colocar no lugar dos personagens, e tentar entender as razões que moveram cada um… Por exemplo, Filipe, o que fez com que ele acreditasse em Jesus, mesmo antes do início de suas obras? E acreditar a ponto de chamar outra pessoa, que inicialmente duvidou, mas ao escutar as primeiras palavras de Jesus, reconheceu o verdadeiro Filho de Deus…

Estamos entre os que já foram apresentados a Jesus. E como Filipe, agora temos o papel de apresentar a Jesus novas pessoas. Mesmo que a resposta dessas pessoas, inicialmente, seja como a de Natanael, que ainda “fez gracinha” com a região onde Jesus nasceu, nós podemos dizer a essa pessoa: “Vem ver!”

Quando participamos de algo tão bom, como o Reino dos Céus, é natural querer levar para outras pessoas também conhecerem. Portanto, a missão de hoje é “ser o Filipe” de alguém, e apresentar Jesus a alguém que não o conheça, mas que esteja precisando encontrá-lo.

Propósito:

Pai, leva-me a conhecer, cada vez mais profundamente, a identidade de teu Filho Jesus, e a fazer-me discípulo dele, de modo a compartilhar sua missão.


Categorias

%d blogueiros gostam disto: