Publicado por: sidnei walter john | 19 de agosto de 2016

Evangelho do dia 20 de agosto sábado


20 agosto – As grandes inteligências de nada valem. São os homens de caráter que abalam o mundo. (L 10). São Jose Marello 

20 agos Mateus 23, 1-12Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 23,1-12

Depois, Jesus falou às multidões e aos discípulos: “Os escribas e os fariseus sentaram-se no lugar de Moisés para ensinar. Portanto, tudo o que eles vos disserem, fazei e observai, mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram fardos pesados e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros, usam faixas bem largas com trechos da Lei e põem no manto franjas bem longas. Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de ‘rabi’. Quanto a vós, não vos façais chamar de ‘rabi’, pois um só é vosso Mestre e todos vós sóis irmãos. Não chameis a ninguém na terra de ‘pai’, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de ‘guia’, pois um só é o vosso Guia, o Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado.

1º Meditação:

O evangelho de hoje traz uma crítica de Jesus contra os escribas e os fariseus de seu tempo. No começo da atividade missionária de Jesus, ou doutores de Jerusalém tinham ido até à Galiléia para observá-lo (Mc 3,22; 7,1).

Incomodados pela pregação de Jesus, tinham apoiado a calúnia que o apontava como endemoninhado (Mc 3,22). Durante três anos aumentou a popularidade de Jesus. Ao mesmo tempo, cresceu o conflito entre ele e as autoridades religiosas. A raiz deste conflito estava na maneira como se relacionava com Deus.

Os fariseus buscavam sua segurança não no amor de Deus para com eles, mas na observância rigorosa da Lei. Diante desta mentalidade, Jesus insiste na prática do amor que relativiza a observância da lei e lhe dá o verdadeiro significado.

A raiz da crítica: “Eles falam, mas não praticam”. Jesus reconhece a autoridade dos escribas e dos fariseus. Eles ocupam a cátedra de Moisés e ensinam a lei de Deus, mas eles mesmos não observam o que ensinam.

Eis, portanto, o alerta para o povo: “Deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam”. É uma crítica terrível! Imediatamente, como num espelho, Jesus aponta alguns aspectos da incoerência das autoridades religiosas.

Olhar no espelho para fazer uma revisão de vida. Jesus alerta os discípulos para o comportamento incoerente de alguns doutores da lei.

Meditando nestas incoerências, é conveniente pensar não aos fariseus e aos escribas daquele tempo já ultrapassado, mas a nós mesmos e às nossas incoerências: amarram pesados fardos e os colocam sobre os ombros das pessoas, mas eles não os movem; fazem suas ações para serem admirados; amam os lugares de destaque e também serem chamados de doutores. Os escribas gostavam de entrar nas casas das viúvas e rezar longas orações para receber dinheiro em troca! (Mc 12,40)

Todos nós somos irmãos. Jesus pede ter uma atitude bem diferente. Em lugar de usar a religião e a comunidade como meios de autopromoção para se apresentar mais importantes diante dos olhos dos outros, ele pede não usar o título de Mestre, Pai e Guia, porque um só é o Guia, o Cristo; só Deus no céu é Pai, e Jesus é Mestre. Todos vós sois irmãos. É esta a raiz da fraternidade que nasce da certeza que Deus é nosso Pai.

O resumo final: o maior seja o menor. Esta frase é o que caracteriza seja o ensino seja o comportamento de Jesus: “O maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado” (Mc 10,43; Lc 14,11; 18,14).

1º Reflexão Apostólica:

É em Jesus que Deus convoca os homens para uma nova aliança, simbolizada pela festa de casamento. Os que rejeitam o convite são aqueles que se apegam ao sistema religioso que defende seus interesses e, por isso, não aceitam o chamado de Jesus. Estes serão julgados e destruídos juntamente com o sistema que defendem.

O convite é dirigido então aos que não estão comprometidos com tal sistema, mas, ao contrário, são até marginalizados por ele. Começa na história novo povo de Deus, formado de pobres e oprimidos. Porém, mostram que até mesmo estes últimos serão excluídos, se não realizarem a prática da nova justiça(traje da festa)

Jesus compara o reino dos céus com uma festa de casamento na qual foi preparado um grande Banquete e para onde foram convidadas muitas e muitas pessoas de todos os tipos. É o Banquete da Salvação, da participação da mentalidade evangélica!

Este convite para participarmos do reino dos céus e, conseqüentemente do banquete da salvação que Jesus veio nos oferecer, nos é feito a todo o momento em que vivemos aqui na terra.

No entanto, muitas são as desculpas que nós damos para não nos fazermos presentes. As ocupações, as preocupações, os negócios, as festas, a família, os divertimentos nos roubam de Deus e do Seu reino.

De diversas maneiras o Senhor tem insistido conosco e, se não atendemos ao seu chamado, corremos o risco de que chegue o dia em que talvez nem tenhamos mais chance de sermos convidados. Outros ocuparão o nosso lugar.

Para atender ao convite do Senhor, não nos basta apenas ir e estar presente. Teremos, ao mesmo tempo, de assimilar a mentalidade do Evangelho, vestir a veste branca dos ensinamentos do Senhor, porque do contrário, destoaremos. Precisamos assumir de coração o nosso lugar na festa.

Quantas pessoas nós encontramos no meio da comunidade ou da Igreja que teimam em não acolher os mandamentos de Deus e têm a sua concepção própria servindo muitas vezes de pedra de tropeço para outros que desejam seguir as práticas evangélicas.

Neste caso, apesar de estarmos presentes de “corpo” poderemos ser enxotados e não haver mais lugar para nós dentro do reino.

Quando aceitamos o convite de Jesus para participar do Seu reino precisamos nos desvencilhar de todos os nossos conceitos e preconceitos e nos deixar guiar pelo Espírito Santo que nos vestirá com a veste da santidade de Deus.

Será que você também não é como este homem da veste diferente que a todo momento se posiciona contrário e dá testemunho falso dentro da sua família ou comunidade? Perceba como são as suas reações e veja se você precisa se emendar.

Propósito:

Pai, reveste-me de humildade e simplicidade, para que eu seja disponível para servir o meu próximo, na mais pura gratuidade.

2º Meditação:

Mateus apresenta um longo discurso de Jesus como denúncia da prática equivocada dos escribas e fariseus “depois” de várias narrativas de conflitos com estes chefes religiosos.

Com este discurso, Mateus faz uma advertência às suas comunidades, formadas por discípulos oriundos do judaísmo que ainda se mantinham apegados à sua antiga doutrina.

Os escribas e fariseus não devem ser modelos. Que ninguém pretenda ser “rabi”, “pai”, “guia” (títulos de autoridade e superioridade).

A comunidade deve ser marcada pela fraternidade e pelo serviço humilde, excluindo-se qualquer aspiração a privilégios ou poder.

A humildade é o ponto central do ensinamento de Cristo nesta passagem. Em muitos momentos da Sua vida, Jesus deixa bem claro que nossos atos devem ser de eterna entrega a Deus e a nossos irmãos. Nesta leitura, Jesus denuncia mais uma vez a opressão dos poderosos contra os menos favorecidos, de como eles, apesar de muito falarem, pouco vivem as leis que tanto conhecem.

E quantos de nós também não fazemos isso? Somos tentados, a todo momento, a buscar reconhecimento? A vida nos ensina isso! As escolas, as faculdades, o nosso trabalho, em tudo somos cobrados e por isso mesmo acabamos buscando sempre que todos vejam como somos bons. É normal do ser humano.

Jesus vem, justamente, quebrar as regras e apesar de ser um fato ocorrido a mais de 2.000 anos, é bem atual, e por isso mesmo Ele nos ensina a perceber que todo esse reconhecimento aos olhos do mundo é inútil, porque o que importa, de verdade, é o reconhecimento de Deus, e este ocorre na nossa humildade, nos atos em que o mundo não enxerga, mas que Deus está vendo.

Hoje, Jesus vem falar pra cada um de nós, que Deus vê tudo, que Ele sabe de tudo, que não devemos depositar aqui nossa esperança de recompensa, mas entregar a Deus nossos atos, pra que sejam principalmente atos de Amor, que Ele na Sua Sabedoria, vai nos recompensar. E que tenhamos consciência que nossa maior recompensa deve ser servir ao próximo, deve ser viver a experiência de ser de Deus em atos, palavras, e principalmente no nosso silêncio, essa é a verdadeira alegria que precisamos buscar.

Que o Senhor nos dê a graça de ter um coração humilde e contrito, com a certeza que os humilhados serão exaltados.

2º Reflexão Apostólica:

Embora já refletido em outras ocasiões, esse texto é muito atual…

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi alguém dizer ou afirmar que os “piores estão dentro da igreja”. De fato estão e talvez também não estejam, depende do critério que adotamos. No entanto independentemente do critério, em ambos os casos, temos os piores exemplos.

Sim! Temos os piores exemplos em ambas as pontas. Veja! Piores exemplos e NÃO piores pessoas.

Os piores exemplos dos “de fora” (…)

Quem não esta na igreja e vê esse fato como vitória sobre quem tem um gosto diferente; quem ofende ou trata alguém diferenciadamente porque tem uma postura ou valores cristãos; quem caçoa ou ridiculariza o filho que quer ser coroinha, acólito ou seguir uma vocação religiosa; quem incentiva a outros (namorados, amigos, parentes) a se afastarem; quem só procura a bênção da igreja movida por medo, status ou visualização social, ou seja, aqueles que só vão a igreja em datas festivas ou de profunda tristeza (casamento, sétimo dia, formaturas, batizados) e ainda ficam olhando no relógio “doidos” para ir embora. Que usam a catequese como babá dos seus filhos para poder ficar em casa assistindo futebol, (…).

Os piores exemplos dos “de dentro” são os narrados por Jesus no Evangelho de hoje.

Aquele que “vira dono da igreja”; que faz acordos para se eleger coordenador de um movimento ou pastoral; que só participa visando criticar; que afasta as pessoas; que implica por tudo e por coisas pequenas; que cobra regras, mas não as segue; que punem a comunidade por orgulho; que não vê seus próprios defeitos; que fazem da homilia um desabafo; que toca pensando que é show; que fala mais que o padre; (…). Engraçado! Toda boa comunidade tem desses tipos “pitorescos”

Mas será que são os piores? Não, não são! Como também não são aqueles que são criticados por esses “santos”.

Apesar de estarem equivocados quanto à forma de conduzir sua vida em relação aos outros, são pessoas que ainda buscam ficar do lado certo. O “dono da igreja” me lembra o namorado que de tanto amor “morre” de ciúmes da namorada. Não quer que ninguém converse com ela e tawls. É estranho, amor demais que vira ciúme! Só ele (a) esta certo; só ele (a) resolve…, só ele será salvo.. É um tremendo contra censo com a mensagem de hoje. “(…) Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido”.

Quantas vezes já nos pegamos fazendo algumas dessas situações também? Aida há tempo para rever posturas.

Propósito: Vivenciar o ser discípulo de Jesus Mestre com a fraternidade e colocá-Lo no centro de todas as  «referências».


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