Publicado por: sidnei walter john | 10 de agosto de 2016

Evangelho do dia 12 de agosto sexta feira


12  agosto – Pensemos no prêmio sublime com que Deus quer recompensar os nossos pequenos sacrifícios e nos sentiremos mais fortes para aguentar a luta. (S 234). São Jose Marello

12 agos Mt-19-3-12Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 19,3-12

Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e, para experimentá-lo, perguntaram: “É permitido ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?” Ele respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Perguntaram: “Como então Moisés mandou dar atestado de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio. Ora, eu vos digo: quem despede sua mulher – fora o caso de união ilícita – e se casa com outra, comete adultério”. Os discípulos disseram-lhe: “Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar-se”. Ele respondeu: “…De fato, existem eunucos que nasceram assim do ventre materno… outros ainda, tornaram-se eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.   

Meditação:

A Lei de Moisés dava ao homem o direito de despedir sua mulher e entre os rabinos debatia-se sobre os motivos que o justificariam. Os fariseus, provocativamente, perguntam a opinião de Jesus sobre quais seriam estes motivos.

Descartando a Lei de Moisés, que era conivente com a dureza dos corações daqueles homens, Jesus, referindo-se à criação do homem e da mulher por Deus, e sua união em uma só carne, nega, simplesmente tal direito do homem. O fundamento da união é o amor, em vista da felicidade de ambos.

Para melhor compreender esta passagem, em que os fariseus interrogam Jesus sobre casamento e divórcio, utilizando a expressão “por qualquer motivo” (v. 3), e preciso conhecer um pouco do Antigo Testamento.

O código do Deuteronômio estabelece que ao divorciar-se de sua mulher, o homem deve declará-lo por escrito (24,1), com a seguinte fórmula: “ela não é a minha esposa e eu não sou seu marido” (Os 2,4).

No período pós exílio, Malaquias  censura os que abandonam sua mulher na juventude (2,14-15) e o Eclesiástico aconselha o divórcio apenas no caso de mulher má (25,26).

Isto fica muito vago e o Deuteronômio não esclarece, pois fala apenas de um comportamento inconveniente da mulher (24,1), para justificar o divórcio.

Nada deve ser interpretado como adultério, que era considerado na época, como ofensa capital. Provavelmente referem-se a causas legais de uso corrente ou até mesmo prescrições  jurídicas que não chegaram até nós.

Jesus sempre se posiciona contra o divórcio. Mas nessa época, duas escolas rabínicas disputavam a questão não resolvida no Antigo Testamento.

Uma escola permitia o divorcio, por qualquer razão que o marido encontrasse na mulher e a outra só permitia o divórcio em caso de adultério.

É neste contexto que surge a pergunta dos fariseus, que põe Jesus a prova: “É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer?” (v. 3)

Tentam fazer com que Jesus se posicione por uma das escolas, mas Ele recorre ao Gênesis 1,27; 2,24 como base bíblica  para sua resposta e afirma que no plano da criação original de Deus, o casamento e indissolúvel e nada pode terminar essa união.

Quanto a pergunta sobre a lei de Moisés (v.7),  Jesus diz que no Antigo Testamento o repúdio era permitido apenas como concessão a fraqueza humana, e reafirma que não é a intenção original de Deus.

A seguir, Jesus interpreta a lei, proibindo, de forma absoluta, o repúdio e o novo casamento, exceto no caso de união ilegal, que provavelmente seria um casamento entre pessoas dentro dos graus de parentesco proibidos no Levítico 18,6-18.

A fala final de Jesus é a referência para a tradicional opção pelo celibato religioso para o exclusivo compromisso com o serviço do Reino

A natureza radical do ensinamento de Jesus leva os discípulos a questionar, se convém ou não se casar. Jesus afirma que celibato é dom de Deus e não é para todos.

O celibato cristão é a resposta à experiência do Reino dos Céus ensinada e vivida por Jesus. Esse celibato não se baseia num conceito marxista contra as mulheres, nem na pureza cultual, nem nas exigências da vida comunitária. É resposta a Deus! “Quem puder compreender, compreenda”.

Reflexão Apostólica:

Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os ao Matrimônio a uma íntima comunhão de vida e amor entre eles, “de maneira que já não são dois, mas uma só carne.

Esta é a verdade que a Igreja proclama ao mundo sem cessar. O Papa João Paulo II dizia que “O homem se tornou “imagem e semelhança” de Deus, não somente através da própria humanidade, mas também através da comunhão das pessoas que o varão e a mulher formam desde o princípio. Tornam-se a imagem de Deus não tanto no momento da solidão quanto no momento da comunhão (Audiência geral de 14.11.1979).

A família é uma instituição de mediação entre o indivíduo e a sociedade, e nada a pode substituir totalmente. Ela mesma apóia-se, sobretudo numa profunda relação interpessoal entre o esposo e a esposa, sustentada pelo afeto e compreensão mútua.

No sacramento do Matrimônio, ela recebe a abundante ajuda de Deus, que comporta a verdadeira vocação para a santidade.

Queira Deus que os filhos contemplem mais os momentos de harmonia e afeto dos pais e não os de discórdia e distanciamento, pois o amor entre o pai e a mãe oferece aos filhos uma grande segurança e ensina-lhes a beleza do amor fiel e duradouro.

O testemunho fundamental acerca do valor da indissolubilidade é dado com a vida matrimonial dos cônjuges, na fidelidade ao seu vínculo, através das alegrias e das provas da vida.

O valor da indissolubilidade não pode ser considerado o objeto de uma mera escolha privada: ele diz respeito a um dos pontos de referência de toda a sociedade.

Por isso, enquanto devem ser encorajadas quer as iniciativas que os cristãos com outras pessoas de boa vontade promovem para o bem das famílias, deve evitar-se o risco do permissivismo em questões de fundo que se referem à essência do matrimônio e da família.

A família é um bem necessário para os povos, um fundamento indispensável para a sociedade e um grande tesouro dos esposos durante toda a sua vida.

É um bem insubstituível para os filhos, que hão-de ser fruto do amor, da doação total e generosa dos pais. Proclamar a verdade integral da família, fundada no matrimônio, como Igreja doméstica e santuário da vida é uma grande responsabilidade de todos.

Diante do Senhor, a mulher é inseparável do homem e o homem da mulher, diz o apóstolo Paulo (1Cor 11,11). Através do Evangelho, o homem e a mulher caminham em conjunto para o Reino.

Cristo chama conjuntamente, sem os separar, homem e mulher, que Deus une e a natureza junta, fazendo-os, por uma admirável conformidade, partilhar os mesmos gestos e as mesmas funções.

Pelo laço do matrimônio, Deus faz que dois seres não sejam senão um, e que um só ser seja dois, de modo que assim descubra um outro de si, sem perder a sua personalidade, nem se confundir no casal.

Mas por que é que, nas imagens que nos dá do Seu Reino, Deus faz intervir deste modo o homem e a mulher? Porque sugere Ele tanta grandeza através de exemplos que podem parecer fracos e despropositados? Irmãos, um mistério precioso esconde-se debaixo desta pobreza.

Segundo a palavra do apóstolo Paulo, « É grande este mistério, pois que é o de Cristo e da Sua Igreja» (Ef 5,32). Isto evoca o maior projeto da humanidade. O homem e a mulher puseram fim ao processo do mundo, um processo que se arrastava há séculos.

Adão, o primeiro homem, e Eva, a primeira mulher, são conduzidos da árvore do conhecimento do bem e do mal para o fogo do fermento da Boa Nova. Esses olhos que a árvore da tentação fechara à verdade, abrindo-os à ilusão do mal, a luz da Boa Nova abre-os fechando-os. Essas bocas tornadas doentes pelo fruto da árvore envenenada são salvas pelo sabor.

O matrimônio “é” indissolúvel: esta prioridade exprime uma dimensão do seu próprio ser objetivo, não é um mero fato subjetivo.

Por conseguinte, o bem da indissolubilidade é o bem do próprio matrimônio; e a incompreensão da índole indissolúvel constitui a incompreensão do matrimônio na sua essência. Disto deriva que o “peso” da indissolubilidade e os limites que ela comporta para a liberdade humana mais não são do que o reverso, por assim dizer, da medalha em relação ao bem e às potencialidades inerentes à instituição matrimonial como tal.

Nesta perspectiva, não tem sentido falar de imposição por parte da lei humana, porque ela deve refletir e tutelar a lei natural e divina, que é sempre verdade libertadora.

Esta verdade acerca da indissolubilidade do matrimônio, como toda a mensagem cristã, destina-se aos homens e às mulheres de todos as épocas e lugares.

Para que isto se realize, é preciso que esta verdade seja testemunhada pela Igreja e, sobretudo, pelas famílias individualmente, enquanto “igrejas domésticas”, nas quais marido e esposa se reconhecem reciprocamente unidos para sempre, com um vínculo que requer um amor sempre renovado, generoso e pronto para o sacrifício.

Não nos podemos deixar vencer pela mentalidade divorcista: impede-o a confiança nos dons naturais e sobrenaturais de Deus ao homem.

A atividade pastoral deve apoiar e promover a indissolubilidade. Os aspectos doutrinais devem ser transmitidos, esclarecidos e defendidos, mas são ainda mais importantes as ações coerentes.

Quando um casal atravessa dificuldades, a compreensão dos Pastores e dos outros fiéis deve ser acompanhada da clareza e da fortaleza ao recordar que o amor conjugal é o caminho para resolver positivamente a crise.

Precisamente porque Deus os uniu mediante um vínculo indissolúvel, marido e esposa, usando todos os seus recursos humanos com boa vontade, mas, sobretudo confiando na ajuda da graça divina, podem e devem sair dos momentos de perturbação renovados e fortalecidos.

Propósito:

Pai,infunde nos casais cristãos o desejo de experimentarem a santidade do matrimônio, porque tu és a causa e a razão da comunhão que existe entre eles.

2º Meditação

O tema do Evangelho de hoje tem tudo a ver com vocação (tema do mês) e família (tema da semana): matrimônio e celibato.

Jesus é claro nas palavras: “…de modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe.” E ao ser interrogado sobre a lei antiga, Jesus responde: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza de vosso coração. (…) Quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de fornicação – e se casar com outra, comete adultério.” O termo “fornicação” é designado para matrimônio inválido, que dentre outras causas pode ser assim considerado pela prática de relações sexuais fora do casamento ou entre pessoas que não são casadas.

A maior intenção do casamento é a constituição de uma família: pai, mãe e filhos. A própria igreja já se negou a realizar o matrimônio de casais que não podiam ter filhos, devido a um dos dois não poder realizar o ato sexual por problemas físicos. Sem o ato sexual, eles viveriam como irmãos, e portanto não haveria a união carnal da qual Jesus falou. O outro extremo, como Jesus falou, também invalida o casamento. O ato sexual fora do casamento compromete um pilar básico do matrimônio: a fidelidade conjugal, que é jurada perante padre, familiares e testemunhas.

Marido e mulher são a base da família. E assim como qualquer grupo tem a “cara” do seu líder, a família tem a “cara” dos pais, para o bem ou para o mal. Os filhos herdarão não só os genes, mas tudo o que os pais transmitirem consciente e inconscientemente, de bom e de mau, através das suas palavras, mas principalmente por meio de suas atitudes entre si e para com os filhos.

Jesus recusa ver o matrimônio a partir de permissões ou rertrições legalistas. Ele reconduz o matrimônio ao seu sentido fundamental: aliança de amor e, como tal, abençoada por Deus e com vocação de eternidade.

Diante desse princípio fundamental, marido e mulher são igualmente responsáveis por uma união que deve crescer sempre, e os dois se equiparam quanto aos direitos e deveres.

Jesus nos dá um ensinamento sobre a aliança que o homem e a mulher fazem diante de Deus no sacramento do matrimônio. O amor que une os dois é o motivo pelo qual o Senhor os abençoa e é este amor quem os faz serem uma só carne.

A união que é confirmada por Deus homem nenhum poderá desfazê-la. Outro ensinamento que O Mestre nos dá é o de que nem todos os homens e mulheres são chamados ao estado de vida de casados (as), mas somente aqueles (as) que se comprometem com os encargos e responsabilidades que o matrimônio exige.

A gente percebe isso pela resposta que o Senhor dá aos discípulos quando argumentam: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se.” Portanto que cada um tenha bastante consciência quando quiser assumir o sacramento do matrimônio.

 2º Reflexão Apostólica:

Como é difícil vermos um casal exemplar hoje em dia… Parece que o amor está “fora de moda” entre os casais… Como é difícil vermos um casal que faça carinhos entre si, em público, e parece que quanto mais vai passando o tempo, mais difícil ainda… É como se fosse um sinal de fraqueza, principalmente para o homem. E a mulher acaba tendo que acompanhar esse resfriamento da relação, e os dois acabam se acostumando… E pra complicar ainda mais, esse “frio” acaba sendo transferido para os filhos… Tudo isso vem passando de geração em geração, até que chegou a nossa vez de tentar fazer diferente…

Qual é a importância do sacramento do matrimônio para nós católicos? Qual é o grau de seriedade que temos por ele?Talvez o fato, que ao longo dos anos, o casamento não tenha sido valorizado, seja culpa nossa.

Vemos artistas de TV (modelos de nossa juventude) casando e descasando inúmeras vezes; vemos ainda pessoas empurrando seus filhos para fora de casa; vemos ainda pessoas “escolhendo” maridos e esposas pelo poder aquisitivo, (…); em contra partida também vemos casais se unindo e juntos construindo ou reconstruindo seus sonhos.

Quando casamos, fazemos ou tomamos uma decisão madura: “Sim! É essa pessoa que escolhi e com ela quero construir uma história”! No entanto muitos casais não abraçam a idéia que agora sua família se reduziu a uma pessoa. Não tenho mais mãe e nem pai, tenho agora uma esposa ou um marido. É a ele (a) que tenho que focar meu pensamento, até que um dia essa família volte aos poucos a crescer com a vinda dos filhos. “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.

Quantos casais sucumbem pelo fato de sua família começar com mais gente que o esperado? Não estou dizendo ou falando dos filhos que por ventura às vezes são concebidos, mas sim do não abandono de suas casas. Maridos que insistem em comparar sua esposa com sua mãe, cunhados que sugerem como o casal deve se comportar e que sem querer acabam causando intrigas; esposas (os) que não desapegam de suas casas fazendo com que essa família almoce e jante na casa dos sogros (…).

Como católicos temos que fazer o possível para não estragar esse sacramento. Mas como? Dando importância a essa instituição sagrada e frágil que é a família. Sagrada “(…) porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles” (Mt 18, 20). “Estragar” ou desvalorizar a instituição família é talvez não reconhecer sua importância para nossa fé cristã. Ela também é Frágil.

Sei que é um assunto delicado e de forma alguma vou dizer que algo que se tornou insustentável pela falta de respeito, amor ou compreensão deve deva perdurar na marra, mas chamo a reflexão dos que pretendem casar e os que estão casados a verem seus modos de agir para não ver naufragar algo tão bonito: a união de duas pessoas

Casais e futuros casais! Coloquemos Deus em nossas relações diárias. Não nos escondamos Dele; não corramos de sua presença; não vivamos a procura da eterna adolescência; cresçamos juntos, conquistemos juntos, eduquemos juntos, (…)

Quem esta namorando ou procurando. Apresente também seu Pai do céu a seu (sua) namorado (a). Não o apresente como aquele da propaganda da MASTERCARD (um urso), mas como alguém que tomará conta de nossas vidas.

Se preocupe em mostrar aquilo que Deus te deu e te faz alguém diferente e não uma tatuagem tribal erótica, um piercing no umbigo, músculos (…); pois se é só isso que sou, não posso reclamar se ele (a) achar uma peça melhor que a sua! Homem que “presta” ta difícil, concordo, mas é só fechar os olhos, que consigo ouvir o coração dos que são puros bater.

Às vezes passamos por experiências que não desejaríamos a ninguém. Na hora não entendemos o porquê de merecer tanto sofrimento. Mas acabamos aprendendo que a nossa vida é parte de um plano muito maior de Deus. Que após um grande sofrimento, sempre vem uma grande felicidade. E que a experiência adquirida pelo sofrimento deve servir para ajudar outras pessoas a não caírem nos mesmos erros…

A aqueles que hoje já sozinhos estão (nossa realidade atual), que vivem planos diferentes e distantes um do outro, que Deus sempre esteja em seus pensamentos na criação dos seus filhos. Que a imprudência juvenil ou o desentendimento de dois bicudos não tirem o foco na criação dos filhos.

Essa é a lição de hoje: escolher a vocação do matrimônio ou celibato, e abraçá-la. Escolhendo o matrimônio, saber escolher a pessoa certa, para que os filhos possam viver em uma família onde reine o amor.
Propósito: Olhar e ajudar as famílias que sofrem a desintegração e se encontram perdidas.


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