Publicado por: sidnei walter john | 19 de outubro de 2018

Evangelho do dia 21 de outubro 29º DOMINGO DO TEMPO COMUM


21 outubro – Caminharemos a passinhos curtos, se não pudermos correr e nem andar ao passo, no entanto ficaremos de pé. Mas quando chegará a luz? Eis o segredo de Deus. (L 272).São Jose Marello

Marcos 10,32-45

 Jesus e os discípulos iam pela estrada, subindo para Jerusalém. Ele caminhava na frente, e os discípulos, espantados, iam atrás dele; as outras pessoas que iam com eles estavam com medo. Então Jesus chamou outra vez os discípulos para um lado e começou a falar sobre o que ia acontecer com ele. Jesus disse: 
– Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos não-judeus. Estes vão zombar dele, cuspir nele, bater nele e matá-lo; mas três dias depois ele ressuscitará. 
O pedido de Tiago e João 
Depois Tiago e João, filhos de Zebedeu, chegaram perto de Jesus e disseram: 
– Mestre, queremos lhe pedir um favor. 
– O que vocês querem que eu faça para vocês? – perguntou Jesus. 
Eles responderam: 
– Quando o senhor sentar-se no trono do seu Reino glorioso, deixe que um de nós se sente à sua direita, e o outro, à sua esquerda. 
Jesus respondeu: 
– Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber e podem ser batizados como eu vou ser batizado? 
Eles disseram: 
– Podemos. 
Então Jesus disse: 
– De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber e receberão o batismo com que vou ser batizado. Mas eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita e à minha esquerda. Pois foi Deus quem preparou esses lugares e ele os dará a quem quiser. 
Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar zangados com Tiago e João. Então Jesus chamou todos para perto de si e disse: 
– Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles e mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de todos. 
Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Meditação:

Em seu evangelho Marcos repete três vezes que Jesus anuncia o fim de seu caminho, sem que seus discípulos o entendam (8,31; 9,30-32; 10,32-34). No terceiro anúncio, a incompreensão dos discípulos é tragicômica. Eles estavam assustados e acompanhavam-no com medo, Jesus estando a sós com eles e lhes diz: “Eis que subimos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos escribas; eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios, zombarão dele e cuspirão nele, o açoitarão e o matarão, e três dias depois ele ressuscitará.” (Mc 10,33-34). É o anúncio mais completo de pormenores sobre o processo político do julgamento de Jesus e da sua execução: traição, duplo julgamento, tortura, execução e ressurreição.

Enquanto Jesus anuncia que vai sofrer e ser morto, os apóstolos pensam que o messias político está indo para Jerusalém conquistar o poder e instalar seu reinado. Tiago e João tomam a dianteira dos seus colegas e numa competição desleal pedem a Jesus: “Concede-nos, na tua glória, sentarmo-nos, um à tua direita, outro à tua esquerda”  10,37).

O “fisiologismo” dos dois apóstolos é tão escandaloso que para amenizar a culpa deles Mateus escreverá que foi a mãe deles que pediu a Jesus esses lugares de honra ou pastas na administração do novo regime (Mt 20, 20s). Segundo a tradição, parece que Tiago e João eram primos de Jesus, e, portanto, segundo a lei oriental, tinham um direito particular, como membros da família, o que traduzimos hoje como “nepotismo”. De qualquer modo, se vê que eles não entenderam nada do que Jesus estava por fazer, enquanto ele se preparava para o sofrimento da cruz, eles, pensam na ambição do poder.

Jesus aproveitará esta ocasião para um ensinamento sobre as relações de poder na comunidade dos discípulos. Ele contrapõe dois estilos de autoridade diametralmente opostos: mandar, dominando ou servir gratuitamente. O verdadeiro poder de Jesus não consiste em distribuir títulos ou postos de honra, mas sim o de fazer que se participe em seu trágico destino: “Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu beberei e ser batizados com o batismo com que serei batizado?” (Mc 10, 38).

Marcos não consegue resistir à ironia. Oh! Sim, dizem Tiago e João; não há o menor problema, provavelmente nem sabem do que se trata. “Do cálice que eu beber, vós bebereis, e com o batismo com que eu for batizado, sereis batizados. Todavia o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não cabe a mim concedê-lo, mas é para aqueles aos quais isso foi destinado” (Mc 10, 39-40).

“Jesus aqui não rejeita a vocação de liderança, mas antes insiste em mostrar que ela não é transferida de maneira executiva. A liderança só pode ser exercida pelos que aprendem e seguem o caminho da não-violência, os que se acham ‘preparados’ não para dominar, porém para servir e sofrer ao lado de Jesus”.

Os outros discípulos ficam indignados, não porque achavam sem sentido o pedido dos dois, mas porque, no fundo, cada um deles queria ter o lugar de honra e poder!

O vírus do poder é mais do que contagioso! Claramente também eles compartilham a mesma ambição. Então Jesus ensina: ”Sabeis que aqueles que vemos governar as nações as dominam, e os grandes as tiranizam. Entre vós não será assim: ao contrário, aquele que dentre vós quiser ser grande, seja o vosso servidor, e aquele que quiser ser o primeiro dentre vós, seja o servo de todos. Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. (Mc 10,42-45)

Para Jesus, ambição de dominação política pode servir para os poderosos deste mundo, mas não serve para o Reino de Deus. Jesus se refere aos dirigentes políticos de seu tempo, mas no fundo é o estilo de poder de todos os tempos. Pelo contrário, a comunidade eclesial deve ser dominada pela vontade de servir e não de poder. Jesus parece contrapor duas concepções de poder e das relações entre as pessoas.

Infelizmente, o contraste ou distinção feita por Jesus entre os seus seguidores e o sistema da sociedade civil nem sempre se verifica. “Custa muito dessacralizar qualquer forma de poder e despolitizar a religião… Por causa do lastro de séculos, e mesmo de milênios, como múltiplas metamorfoses de um único embrião.

Todas as culturas pré-cristãs conhecidas sacralizaram o poder e divinizaram as pessoas dos faraós, no Egito, dos reis, no Oriente e dos césares e imperadores, no Ocidente. Mesmo a Igreja, desde o séc. IV, em Constantino, no Ocidente, e Teodósio, no Oriente, e durante a Alta Idade Média, sacralizou imperadores e politizou ou temporalizou o serviço espiritual de Papas e bispos. Criou-se, assim, a mais perfeita confusão de competências, esferas e níveis espirituais e temporais…

Infelizmente, a situação repetiu-se ao longo da história da Igreja cada vez que se deformou o sentido, âmbito e consumação do Reino de Deus. Um reino que não tem o estilo político dos estados e governos deste mundo, como Jesus esclareceu perante o tribunal de Pilatos…

A lição que Cristo ensina a toda Igreja, povo e hierarquia, é que a comunidade eclesial está ao serviço do Reino de Deus no mundo dos homens.”

“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir”, eis o modelo do “poder” de Jesus: o poder-serviço que põe a descoberto a igualdade entre todos e se centra no serviço. Um serviço generoso, ao ponto de seus seguidores serem batizados com Cristo no sangue do martírio e beber juntamente com ele o cálice da paixão.

Um serviço expiatório e redentor que surge da fonte do amor autêntico, “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos.” (Jo 15,13)

Nestas novas relações entre as pessoas ou nova sociedade, o poder; a autoridade e até a própria força é substituída pela força do amor, a arma mais eficaz da história e das relações entre as pessoas, mas não poucas vezes desconhecida, abandonada ou destruída.

A sociedade vitoriosa com as armas do amor não está contaminada, não tem nenhum vírus que a contamine. É uma sociedade sadia, livre, fraterna e solidária. É esta a sociedade na qual Deus se fez presente entre nós na vida de Jesus de Nazaré; esta sociedade é a razão de ser da Igreja e de todos os que a ela pertencemos. Isso não é utopia, é evangelho de Jesus, boa nova de Deus. Seremos tão mesquinhos a ponto de deixar que se converta em utopia o que é a verdadeira essência do cristianismo?

Seguir Jesus no caminho é preparar-se para amar, servir, dar a vida gratuitamente. Infelizmente, existe, talvez nos últimos anos de forma mais acentuada, uma busca de status e do poder no seio das igrejas, especialmente entre o clero mais jovem. Mas, ninguém pode se achar imune diante dessa tentação, pois está bem historicamente enraizada dentro de todos nós. Somente uma mística bem cuidada do seguimento de Jesus e do serviço, fundamentada no modelo que ele nos apresenta, poderá ser o antídoto que nos ajude a construir realmente uma Igreja onde optemos por relações fraternas de amor e serviço mutuo, abandonando como peso inútil a nossa suposta importância, autoridade e poder, provando que entendemos a lição da ultima ceia: “Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor e dizeis bem, pois eu o sou. Se, portanto, eu, o Mestre e o Senhor, vos lavei os pés, também deveis lavar-vos os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo para que, como eu vos fiz, também vós o façais.” (Jo 13, 12s)

Reflexão Apostólica:

Marcos estruturou o seu Evangelho para que a partir do capítulo 10 o ministério de Jesus se concentrasse no território da Judéia. A grande tônica vai ser a referência ao ensino de Jesus sobre a sua morte e ressurreição, assunto que os discípulos continuam sem entender. Portanto, Jesus dirige-se para o clímax do seu ministério identificando Jerusalém como o seu destino, onde encontraria a verdadeira oposição, e predizendo o sofrimento, morte e ressurreição do Filho do Homem.

É importante notar que Marcos começa por referir que a comitiva de Jesus ia “no caminho” (ejn th’/ oJdw’/) (v. 32) e termina esta secção com a indicação de que o cego seguiu a Jesus “no caminho” (v. 52). Este é o caminho da paixão, do sofrimento, da morte, mas que resulta em ressurreição, em vida, em experiência inolvidável.

Jesus dirige-se a Jerusalém, capital do Judaísmo, para aí fazer seu anúncio libertador. Sabe que está ameaçado de morte, mas não renuncia à sua liberdade de anunciar o Reino. Ele adverte os discípulos sobre isso. Eles ainda acham que Jesus poderia liderar um movimento de libertação da nação judaica. É o que se vê no pedido de Tiago e João a Jesus.

Eles pensam em posições de destaque em um reino de poder temporal. Jesus, em resposta, confronta a prática dominadora dos poderosos deste mundo com a prática de serviço que deve caracterizar as comunidades de discípulos que formam o Reino de Deus presente entre nós.

Jesus reúne os Doze e lhes anuncia com realismo o que vai ocorrer em Jerusalém: as autoridades religiosas e políticas o matarão e depois de três dias ressuscitará. Os filhos de Zebedeu pedem privilégios, não querem aceitar o sofrimento que supõe o seguimento de Jesus. O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos, é o Servidor, sofredor, não o Messias triunfador.

Não é próprio dos discípulos de Jesus buscar prestigio, poder e riquezas. O discípulo autêntico é o servidor que deve tomar distância das práticas de poder próprias “dos governantes que dominam as nações como se fossem seus donos”.

O caminho da cruz é também o caminho do discípulo, quem busca atalhos, nega-se a amar apaixonadamente como o fez Jesus. Somente ressuscita o que soube dar a vida.

Qual não terá sido a decepção de Jesus diante da insensibilidade de Tiago e João pelo seu sofrimento? Logo após anunciar a paixão que se aproximava, esses apóstolos pediram postos de comando ao lado de Jesus. Não entendiam que deveriam seguir o Mestre na humilhação e não na glorificação. A dor de Jesus já se prenunciava nessa cegueira dos apóstolos.

Jesus caminha avante e seus discípulos o acompanham com medo. Jesus sabia de tudo o que iria lhe acontecer, das humilhações e dos sofrimentos pelo qual passaria, mas seguia sempre em frente, com pés ágeis, porque tinha o grande desejo de servir e não de ser servido, de obedecer e doar-se a todo instante, com  a certeza da ressurreição do seu corpo e da sua alma, pois era promessa de seu  Pai.

No Reino de Deus, “quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos”. Portanto, os líderes cristãos são aqueles que se tornam capazes de colocar os seus talentos a serviço da comunidade, em benefício de todos, e não de si mesmos. O mundo, e de modo especial o Brasil, é profundamente carente de líderes verdadeiramente cristãos.

Jesus definiu o sucesso do discipulado como uma prática de serviço humilde às outras pessoas. O verdadeiro sucesso vem com a capacidade que se adquire no serviço e não através do desejo de ser servido. Marcos, ao colocar o episódio da cura do cego de Jericó no final desta secção, estava a querer dizer que os discípulos precisavam ser curados da sua cegueira mental.

Sejamos como Jesus, tenhamos o desejo de ser um serviçal do Pai, de acreditarmos na ressurreição de nossas vidas, e seguirmos sempre adiante proclamando que: quem confia no amor de Deus, e na força da ressurreição, mesmo passando por tribulações da vida, terá a paz como companheira. Jesus é o modelo não apenas de uma pessoa cheia do Espírito Santo, mas também ele é o Modelo de Liderança.

Propósito:

Pai, a exemplo de Jesus, transforma-me em servidor de meus semelhantes, e não me deixes ter medo de colocar minha vida a serviço de quem precisa de mim.

EM DIREÇÃO À LUZ

Você não pode fugir da responsabilidade de amanhã, ao tentar escapar à responsabilidade de hoje.  Abraão Lincoln

Todos nós sem exceção temos algumas coisas em nossa vida das quais gostaríamos que ninguém tomasse conhecimento. Ninguém está solitário nas trevas de seus hábitos, erros ou péssimas decisões tomadas as quais trouxeram consigo suas devastadoras conseqüências. O fato, porém, é que quando essas experiências são reveladas nós nos sentimos sós, envergonhados e culpados.

Deus, mediante seu incrível amor, e sua graça maravilhosa, não deseja que venhamos a nos sentir culpados para sempre. Portanto, quando as trevas da sua vida são reveladas, regozije-se! Isso significa que a luz está vindo na sua direção.

Trevas indo rumo à luz é um acontecimento maravilhoso; é coisa de Deus. E Deus nunca nos pede aquilo que não podemos fazer. Eis aqui algo para jamais esquecer: quanto mais perto de Deus você chegar, mais rapidamente as suas trevas se transformarão em luz.

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Publicado por: sidnei walter john | 19 de outubro de 2018

Evangelho do dia 20 de outubro sábado


20 outubro – Benditas sejam até as trevas quando as adensa a mão do Senhor. Caminharemos cheios de confiança no escuro, pensando que os anjos cuidam de nós para não deixar que tropecemos. (L 272). São Jose Marello

 Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 12,8-12

Eu vos digo: todo aquele que se declarar por mim diante do povo, o Filho do Homem também se declarará a favor dele diante dos anjos de Deus. Aquele, porém, que me renegar diante do povo será renegado diante dos anjos de Deus. Todo aquele que falar uma palavra contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não vos preocupeis com os argumentos para vos defender, nem com o que dizer. Pois nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”.   

Meditação:

O Espírito Santo é a plenitude do amor misericordioso de Deus. A blasfêmia contra o Espírito Santo é a sua simples rejeição ou a distorção da face de Deus, escondendo e confundindo o povo quanto ao seu amor misericordioso, como o faziam os fariseus e doutores da lei.

Em contraste com os que rejeitam o Espírito Santo, temos os discípulos perseverantes no seguimento de Jesus. Enfrentam as perseguições e são iluminados e fortalecidos por este Espírito.

No Evangelho de ontem Jesus fala aos 12 Apóstolos em particular, o de hoje é a continuação. Ontem Ele fala que “não devemos temer a quem pode matar apenas o corpo, mas devemos temer Àquele que pode nos condenar ao inferno”. Mas conclui dizendo que não precisamos ter medo, porque o Pai nos conhece, e para Ele nós valemos muito!

Na perseguição e na dificuldade, os discípulos terão que dar testemunho de sua fé. Assim acontecia na igreja primitiva, que desde o principio encontrava sua força no Espírito.

Nesse contexto, as palavras de Jesus sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo podem ser tomadas como um convite a não abandonar a fé, mesmo diante das perseguições

Hoje Jesus continua o discurso respondendo 3 perguntas: Quem será nosso Advogado perante o Pai? O que devemos (e o que não devemos) fazer para poder contar com esse Advogado? Quem será o nosso Advogado perante os homens?

O nosso Advogado perante o Pai será o próprio Jesus, que dará testemunho de nós, CONTANTO que nós também demos testemunho d’Ele aqui neste mundo, perante os homens.

Jesus chega a dizer que aceita até que falem mal d’Ele, que serão perdoados, mas não aceita que blasfemem contra o Espírito Santo. Este é um ponto que deve ser refletido.

O que é uma blasfêmia contra o Espírito Santo? É importante saber, já que este é o único pecado que não tem perdão, e o próprio Catecismo da Igreja Católica afirma que é o único pecado que leva para a condenação eterna.

Conceitos básicos: o Pai CRIOU, o Filho veio para SALVAR, e o Espírito Santo é o SANTIFICADOR. É importante saber que o Pai tem a vontade de perdoar sempre, e quando Ele perdoa, estamos salvos.

A única maneira d’Ele não perdoar é quando NÃO RECONHECEMOS QUE PECAMOS ou NÃO NOS ARREPENDEMOS DO PECADO. Nesse caso, não pode haver perdão.

Gary Fisher, um estudioso da Bíblia, diz em seu excelente artigo “O que é blasfêmia contra o Espírito Santo?” que a própria Bíblia ensina que existem casos em que a pessoa vai para tão longe de Deus, que não é possível mais voltar, e cita trechos como o que fala dos corações endurecidos (Hb 3), e do próprio Jesus que fala do solo que foi pisoteado e compactado a ponto que nenhuma semente pode germinar (Lc 8,5).

Onde não existe a aceitação do Espírito Santo, não há mais nada que Deus possa fazer, então o destino final desta pessoa, após a morte do seu corpo, é a morte do seu espírito em um “fogo eterno”.

Por fim, quem será o nosso Advogado perante os homens? O Espírito Santo! Os primeiros anos do Cristianismo foram muito difíceis, e Jesus precisou preparar seus discípulos para o que eles iriam enfrentar quando Ele partisse.

As provações seriam imensas, mas o testemunho deles, morrendo em nome de Jesus, seria a prova de que eles acreditavam na mensagem do Mestre até as últimas conseqüências.

Que saibamos receber o Espírito Santo, e deixemos que Ele haja em nós. Até nisso Jesus pensou, e ensinou o que devemos fazer para que o Espírito possa agir: “…não fiqueis preocupados (…) o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer.” É quando aquietamos o nosso coração, que podemos ouvir o sussurro do Espírito Santo a nos guiar.

Quem vive no barulho dos próprios pensamentos, como se tivesse medo de escutar a voz da própria consciência, não vai saber do que eu estou falando… Mas pode experimentar… Basta querer… O Espírito Santo se move em você…
Reflexão Apostólica:

Precisamos estar muito atentos (as): achamos que estamos isentos do pecado contra o Espírito Santo, porém se percebermos, todas as vezes que negamos o poder do Espírito, todas as ocasiões em que vacilamos em dar testemunho do Evangelho porque não nos achamos capacitados, talvez estejamos pecando contra o Espírito Santo.

Quando não confiamos na força e no poder do Espírito Santo, nós estamos ofendendo a Deus, pois o Espírito é o prometido do Pai que não pode falhar.

É confiando na manifestação do Espírito Santo em nós que podemos anunciar a Palavra e testemunhar ao mundo as maravilhas e prodígios que nos acontecem e assim termos diante de Deus o testemunho dos anjos a nosso favor.

Você se envergonha de falar de Jesus diante das pessoas? Você confia no poder do Espírito mesmo que você se ache uma lástima? Como você tem agido em relação a isso?

Propósito:

Pai, seja eu instruído pelo Espírito Santo, para estar sempre pronto a dar testemunho corajoso de minha fé em teu Filho Jesus.

2º Reflexão Apostólica:

Jesus convidou os discípulos a serem suas testemunhas e não seus advogados. Ele não precisa de que o defendam. Por isso, o trabalho dos discípulos não é lutar contra os que não crêem nele, mas dar um testemunho “acreditável” de sua presença entre os seres humanos.

Para crer em Jesus de Nazaré, não basta, contudo, pensar que ele é o Filho do Pai, que é presença de Deus entre os humanos. É necessário, além disso, acreditar no que ele acreditou e amar como ele amou.

Jesus acreditava profundamente no valor e na dignidade da pessoa humana; na possibilidade de que o reino de Deus se manifestasse no mundo por meio da justiça e da igual dignidade das pessoas. Acreditava que todos devemos participar da mesma mesa, pelo que não deveria haver excluídos nem marginalizados. Esta fé de Jesus numa nova humanidade era a expressão de sua fé em Deus Pai.

Uma fé que se manifestou em seu imenso amor pelos necessitados, oprimidos e marginalizados, mediante obras; não somente em palavras.

Um amor sem medida por seus amigos e discípulos e por todos aqueles que careciam de afeto e compreensão. Por isso, crer hoje em Jesus não pode ser somente um ato de aceitação verbal, mas, antes de tudo, um ato de solidariedade e adesão prática à sua proposta: crendo no que ele creu, amando a quem ele amou e agindo conseqüentemente como ele agiu.

No Evangelho de ontem Jesus falava aos 12 Apóstolos em particular, o de hoje é a continuação. Ontem Ele falava que “não devemos temer a quem pode matar apenas o corpo, mas devemos temer Àquele que pode nos condenar ao inferno”. Mas conclui dizendo que não precisamos ter medo, porque o Pai nos conhece, e para Ele nós valemos muito!

Hoje Jesus continua o discurso respondendo 3 perguntas: Quem será nosso Advogado perante o Pai? O que devemos (e o que não devemos) fazer para poder contar com esse Advogado? Quem será o nosso Advogado perante os homens?

O nosso Advogado perante o Pai será o próprio Jesus, que dará testemunho de nós, CONTANTO que nós também demos testemunho dEle aqui neste mundo, perante os homens. Jesus chega a dizer que aceita até que falem mal d’Ele, que serão perdoados, mas não aceita que blasfemem contra o Espírito Santo. E este é um ponto que deve ser refletido.

O que é uma blasfêmia contra o Espírito Santo? É importante saber, já que este é o único pecado que não tem perdão, e o próprio Catecismo da Igreja Católica afirma que é o único pecado que leva para a condenação eterna.

Conceitos básicos: o Pai CRIOU, o Filho veio para SALVAR, e o Espírito Santo é o SANTIFICADOR. É importante saber que o Pai tem a vontade de perdoar sempre, e quando Ele perdoa, estamos salvos.

A única maneira d’Ele não perdoar é quando NÃO RECONHECEMOS QUE PECAMOS ou NÃO NOS ARREPENDEMOS DO PECADO. Nesse caso, não pode haver perdão.

A própria Bíblia ensina que existem casos em que a pessoa vai para tão longe de Deus, que não é possível mais voltar, e cita trechos como o que fala dos corações endurecidos (Hbs 3), e do próprio Jesus que fala do solo que foi pisoteado e compactado a ponto que nenhuma semente pode germinar (Lc 8,5).

Onde não existe a aceitação do Espírito Santo, não há mais nada que Deus possa fazer, então o destino final desta pessoa, após a morte do seu corpo, é a morte do seu espírito em um “fogo eterno”.

Por fim, quem será o nosso Advogado perante os homens? O Espírito Santo! Os primeiros anos do Cristianismo foram muito difíceis, e Jesus precisou preparar seus discípulos para o que eles iriam enfrentar quando Ele partisse.

As provações seriam imensas, mas o testemunho deles, morrendo em nome de Jesus, seria a prova de que eles acreditavam na mensagem do Mestre até as últimas conseqüências.

Que saibamos receber o Espírito Santo, e deixemos que Ele haja em nós. Até nisso Jesus pensou, e ensinou o que devemos fazer para que o Espírito possa agir: “…não fiqueis preocupados (…) o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer.” É quando aquietamos o nosso coração, que podemos ouvir o sussurro do Espírito Santo a nos guiar.

Quem vive no barulho dos próprios pensamentos, como se tivesse medo de escutar a voz da própria consciência, não vai saber do que eu estou falando… Mas pode experimentar… Basta querer… O Espírito Santo se move em você…

EM DIREÇÃO À LUZ

Você não pode fugir da responsabilidade de amanhã, ao tentar escapar à responsabilidade de hoje.  Abraão Lincoln

Todos nós sem exceção temos algumas coisas em nossa vida das quais gostaríamos que ninguém tomasse conhecimento. Ninguém está solitário nas trevas de seus hábitos, erros ou péssimas decisões tomadas as quais trouxeram consigo suas devastadoras conseqüências. O fato, porém, é que quando essas experiências são reveladas nós nos sentimos sós, envergonhados e culpados.

Deus, mediante seu incrível amor, e sua graça maravilhosa, não deseja que venhamos a nos sentir culpados para sempre. Portanto, quando as trevas da sua vida são reveladas, regozije-se! Isso significa que a luz está vindo na sua direção.

Trevas indo rumo à luz é um acontecimento maravilhoso; é coisa de Deus. E Deus nunca nos pede aquilo que não podemos fazer. Eis aqui algo para jamais esquecer: quanto mais perto de Deus você chegar, mais rapidamente as suas trevas se transformarão em luz.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de outubro de 2018

Evangelho do dia 19 de outubro sexta feira


19 outubro  – Suportemos os males com resignação, e contentemo-nos com aquela pequena parcela de bem que Deus nos deixa nestes tempos difíceis. (L 72). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 12,1-7

Milhares de pessoas se ajuntaram, de tal maneira que umas pisavam as outras. Então Jesus disse primeiro aos discípulos:
– Cuidado com o fermento dos fariseus, isto é, com a falsidade deles. Tudo o que está coberto vai ser descoberto, e o que está escondido será conhecido. Assim tudo o que vocês disserem na escuridão será ouvido na luz do dia. E tudo o que disserem em segredo, dentro de um quarto fechado, será anunciado abertamente.
Jesus continuou:
– Eu afirmo a vocês, meus amigos: não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas depois não podem fazer mais nada. Vou mostrar a vocês de quem devem ter medo: tenham medo de Deus, que, depois de matar o corpo, tem poder para jogar a pessoa no inferno. Sim, repito: tenham medo de Deus.
– Por acaso não é verdade que cinco passarinhos são vendidos por algumas moedinhas? No entanto Deus não esquece nenhum deles. Até os fios dos cabelos de vocês estão todos contados. Não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos!  

Meditação:

Em todos os dias anteriores, vimos como Jesus nos adverte sobre a atitude hipócrita das lideranças de sua época. Eles esperam ser saudados em locais públicos, ocupar os primeiros postos e serem reconhecidos como bons, já que tudo neles é aparência externa.

A rejeição da hipocrisia nos convida a falar com franqueza; sem falar apenas para agradar as pessoas. Ao dar testemunho do evangelho, deve-se deixar de lado o temor e falar com clareza. Somente a Deus se deve temer, mas o temor a Deus não é medo e sim reconhecimento de que tudo depende dele.

A primeira coisa exigida por Jesus é a transformação que comece no interior das pessoas. Deus nos olha e nos convida. Ele cuida dos pequeninos, como dos pássaros do campo. Tudo lhe interessa. Portanto, se Deus cuida dos pequeninos, com maior razão vai cuidar de nós, discípulos de Jesus

Após as várias críticas aos comensais, fariseus e legistas, por ocasião de uma refeição em casa de um fariseu, seguem-se as advertências, diante da multidão, sobre a hipocrisia destes fariseus e as perseguições que promoverão.

Com sua doutrina eles se impõem pela aparência de santidade e honra. Há o risco da hipocrisia infiltrar-se na própria comunidade de discípulos.

Os discípulos devem descartar sua doutrina. Nada de manter aparências. Tudo deve ser feito e dito claramente. Devem se entregar confiantes e livres em Deus, dedicados ao anúncio do Reino.

Os discípulos não devem ter medo, porque a missão se baseia na verdade, que põe a descoberto toda a mentira de um sistema social que não mostra a sua verdadeira face.

Os homens podem até matar o corpo dos discípulos, mas não conseguirão tirar-lhes a vida, pois é Deus quem dá e conserva ou tira a vida para sempre. A segurança do discípulo está na promessa: quem é fiel a Jesus, terá Jesus a seu favor diante de Deus.

Diante do nosso mundo contemporâneo, podemos dizer que o Evangelho se torna escândalo porque o mundo não consegue entender a pedagogia de Deus. Muitos não vêem que esse “temor de deus”, não significa um deus mal, mais sim um Deus que é justo e transparente.

Quando Jesus fala advertindo os fariseus é porque ele , conhece a prática farisaica, um dos partidos messiânicos que , tinham falsamente a lei para os outros e viviam na hipocrisia, na mentira.

Jesus dá exemplo das casas da Palestina porque essas casas geralmente tinha terraço em cima, e dava para ouvir o que as pessoas falavam as ocultas dentro de casa.

Jesus está falando, da própria mensagem, Ele aqui está querendo dizer, que é a boa nova que estará escondido, mas que depois todo mundo conhecerá.

Jesus adverte os discípulos para não temer o medo da Morte, mas que tenham medo daquele que tem o poder de lançar a alma no inferno. Aqui a comunidade já experimenta, a perseguição e encoraja os discípulos para que não tenham medo.

Quantos de nós temos medo de anunciar este Messias, a Boa Nova, de sair de nós mesmos, do nosso mundinho e nos lançar em águas mais profundas.

Podemos questionar nossa caminhada de discípulo. Se estamos sendo falsos ou transparentes. Se Deus, que colocamos nas nossas vidas, é aquele do qual nós adoramos.

Só terá sentido comungarmos o Corpo e o Sangue do Senhor, se nos colocarmos à disposição uns dos outros e fugirmos da prática farisaica, que nos conduz, cada vez mais, para longe de Deus.
Reflexão Apostólica:

(…) Tudo o que está coberto vai ser descoberto, e o que está escondido será conhecido.”. Imaginemos o impacto dessa frase sobre nossas vidas essa!?

Muitas vezes acreditamos que estamos sozinhos, que nossos atos não são vistos ou que podemos esconder a verdade aos olhos de quem nos conhece desde o nosso nascimento (Jr 1,5) .

O mesmo canal que esta sempre aberto aos pedidos, também nos monitora. Algum dia já teve a impressão que alguém, até mesmos desconhecidos falaram algo para nós ou perto de nós, que precisávamos ouvir naquele momento?

Já passaram pela situação que alguém lhe alertou antecipadamente sobre algo que viria acontecer e somente após a queda que as fichas caíram?

O canal esta sempre aberto se refere às situações onde o desespero bate à porta e. no silêncio inquieto de um coração contrito ou em pedaços, brota uma oração singela que geralmente começa assim: “Meu Deus me ajuda, o que eu faço?”. E o nosso Senhor, mais rápido que o SEDEX se encarrega de usar o canal mais viável para nos responder.

Um amigo de caminhada certa vez “se achando” ia conduzir um Encontro. No trajeto pedia a Deus que se revelasse em suas palavras. Foi surpreendido imediatamente por uma pomba que “com sua mira laser” o acertou. Talvez uma coincidência, mas naquele momento vendo sua camisa nova repleta de coco de pomba, entendeu duramente a exortação
dos “sepulcros caiados” ou como dizia minha avó: “por fora bela viola, por dentro pão bolorento”.

Ao falar no canal mais viável, podemos nos perguntar por que essa mensagem chegou até nós hoje ou do tipo “faz tempo que não abro esse blog e justamente hoje ele esta falando isso?”.

Engraçado! Fazia um bom tempo que parei de tentar entender o jeito que Deus age… Às vezes, refletindo sobre a vida, temos a impressão que Ele caminha ao nosso lado, mas não o reconhecemos. Com os discípulos de Emaús não foi assim?

Refletindo bem… Será que não era Ele usando a sabedoria da minha mãe ontem? De onde meu (minha) filho (a) tirou aquela compreensão sobre aquele assunto sendo tão novo (a)? Por que meu (minha) amigo (a) falou aquilo pra mim ontem? Por será que estou com uma impressão boa (ou ruim) sobre aquele assunto?

Quando não conseguimos ouvir (principalmente quando não queremos) aí, os recursos que o destino nos oferece, são mais duros. Não é destino, não são motivados por Deus, mas por CONSEQÜÊNCIA de nossa conduta e opções.

Quantas vezes só conseguimos entender os avisos de PARE quando batemos o carro? Quantos outros só notaram a perca ou a ausência quando tiveram que buscar o filho na delegacia? Mas mesmo lá, Ele não se esquece de nós.

Deus se revela a todos. Somos todos preciosos. Duvide de quem disser que Deus o ouve mais que a outro. Que suas orações são mais ouvidas e tal… Quando caímos e vamos ao chão, mesmo por conseqüência do orgulho, da vaidade, (…), Jesus nos dá a mão para levantar enquanto Deus cuida dos joelhos feridos pela queda.

Tenhamos um ótimo fim de semana e um abençoado DOMINGO para aprender com Mateus que devemos dar a Deus o que é de Deus.

Propósito:

Pai, que eu não me deixe encantar por falsos exemplos de piedade. Estejam meus olhos sempre fitos em Jesus, cujo exemplo devo seguir para ser agradável a ti.

SEUS SONHOS MERECEM VIVER

Não podemos fazer muito em relação à extensão da nossa vida, mas podemos fazer o suficiente em relação à sua largura e profundidade.

Largura e profundidade nesta vida não surge de maneira casual. É necessário disciplina, planejamento e dedicação. Para que uma nova postura possa ser assumida é absolutamente necessário um divórcio com a rotina diária; é necessário uma volta à fonte.

Restabeleça, portanto, um contato com os seus sonhos e suas preciosas expectativas nesta vida. Gaste um tempo de qualidade com os seus sonhos. Eles são reais à medida que você os valoriza. À medida ainda que com eles você venha a se comprometer e neles trabalhar, as possibilidades de concretização aumentam consideravelmente. O seu envolvimento natural com as lutas e dificuldades da vida demanda toda a sua atenção e nesse envolvimento os seus mais profundos anseios podem se enterrar quando eles deixam de ver a luz do dia.

Portanto faça o compromisso de constantemente “desenterrá-los” de colocá-los diante de Deus, diante Daquele que absolutamente não tem nenhuma limitação para transformar possibilidades em realidades. Quando você suficientemente mantém os seus sonhos vivos e vibrantes a fim de alcançá-los, com toda certeza eles se transformarão numa gratificante realidade.

Publicado por: sidnei walter john | 16 de outubro de 2018

Evangelho do dia 18 de outubro – quinta feira – SÃO LUCAS EVANGELISTA


18 outubro – Deus cuida de nós com o mais terno carinho. (S 212). São Jose Marello.

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 10,1-9

 Naquele tempo 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.
3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cum­primenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Per­ma­necei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não pas­seis de casa em casa. 8Quando entrar­des numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”.

Meditação:

Hoje comemora-se é a festa do evangelista Lucas. Na realidade conhecemos pouco sobre os autores dos evangelhos. Tais “autores” não escreveram para fazer uma crônica, mas sim para dar a conhecer uma pessoa: Jesus de Nazaré.

Os evangelhos não foram escritos de maneira imediata pelos discípulos do Jesus histórico. Foram escritos pela necessidade das gerações posteriores que viram a importância de conservar o testemunho dos primeiros discípulos e discípulas de Jesus.

Uma figura simpática do Cristianismo primitivo, homem de posição e qualidades, de formação literária e de profundo sentido artístico divino.

Nasceu em Antioquia da Síria, médico de profissão foi convertido pelo apóstolo Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão.

Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração.  É autor também do livro dos Atos dos Apóstolos, que é a continuação narrativa e teológica de seu evangelho.

O programa narrativo e teológico do evangelho mostra Jesus, o Senhor, que ensina a destruir o poder do mal a partir da criação de uma comunidade convertida, socialmente comprometida, que o confessa como Filho de Deus, que veio devolver a visão aos cegos e libertar os oprimidos da humanidade. Programa que desencadeou o Livro dos Atos dos Apóstolos, atos realizados pela igreja nascente.

O evangelista Lucas caracteriza-se, entre outros aspectos, por sua visão mais universalista, em relação ao ministério de Jesus, ampliando a compreensão mais limitada dos discípulos convertidos do Judaísmo. Enquanto Mateus faz ascender a genealogia de José até Abraão, Lucas a amplia até Adão, “pai de todos os viventes”. Lucas é também o único evangelista sinótico que destaca o “bom samaritano”.

Nesta narrativa de hoje, exclusiva de Lucas, ele já menciona a missão de Jesus e seus discípulos entre os gentios, com o envio de setenta e dois, dentre os quais poderiam encontrar-se também discípulos convertidos gentios. São portadores da paz. Revelarão a presença do Reino pela comunhão de vida com aqueles que os receberem, sem discriminações raciais, com o amor libertador e
universal.

O evangelho focaliza sua atenção ao compromisso evangelizador dos mensageiros, cujo seguimento de Jesus, vivem e anunciam a novidade do Reino aos homens e mulheres.

Lucas vê provavelmente na missão temporal dos 72 discípulos uma prefiguração da missão eclesial futura entre os pagãos, representada pelas 72 nações. Mateus, por sua vez, reconhece só Doze discípulo (Mt 10, 1 – 14). Marcos especificou que haviam sido enviados os Doze (Mc 6, 7–12). Provavelmente Lucas encontrou nesta missão, de um grupo mais numeroso de discípulos, uma constatação de tudo o que acontecia na Igreja que ele conhecia.

Não é importante agora o debate sobre o número de discípulo, que seja doze, setenta ou setenta e dois, como se lê em alguns manuscritos; o importante é frisar o fato de que a obra de Jesus se encontra eternamente aberta e se realiza através dos discípulos.

Os Doze, como número simbólico, continuam sendo o fundamento de toda a missão da Igreja. E juntos a eles, Jesus escolheu a muitos outros. Daí a sentença: “a messe é grande e os trabalhadores são poucos.” Sempre haverá desproporção entre a grandeza da tarefa missionária e o número de enviados.

Em sua viagem a Jerusalém, Jesus tem a possibilidade de passar pela terra dos Samaritanos e sente vontade de entrar aí e passar a noite. Por esta razão manda mensageiros para que lhe preparar pousada, mas fica surpreso porque é discriminados pelos samaritanos (9,51ss).

Lucas nos diz que depois desta dificuldade com os Samaritanos, enviou Jesus os setenta e dois às cidades que ele iria. Estamos conectados a um contexto urbano:  a missão que vão realizar na cidade os enviados.

Muitas vezes os filhos da paz correspondem com hostilidade ao dom que têm os pregadores.

A primeira casa em que os discípulos forem acolhidos deve ser para eles como sua própria casa. “Permanecei naquela mesma casa”.

O grande objetivo dos missionários é a mensagem do reino de Deus. O mais importante não deve ser o bem-estar pessoal, o bom trato e os cuidados da hospitalidade.

O que muda de alojamento mostra que o valor supremo para ele não é a Palavra de Deus, mas sua própria pessoa.Prejudica e se prejudica. Desacredita seu anfitrião e se desacredita a si mesmo. Não deve violar a lei sagrada da hospitalidade. Os discípulos devem comer e beber do que lhes for oferecido. Não devem se preocupar, pensando que incomodam indevidamente a quem lhes dá a hospitalidade.

A pregação do Senhor não é suficiente, se faz necessário que aqueles que caminham com ele e instruídos por ele saiam a proclamar para o mundo, como se fez a partir de hoje.

O trabalho dos enviados não deve ficar paralisado com as preocupações terrenas. O que recebem é justa compensação pelo que eles trazem: seu dom é maior. A missão dos discípulos é missão nas casas e nas cidades. Uma cidade que os acolhe mostra boa disposição.

Os discípulos devem realizar aquilo para o qual foram enviados. Os enviados cumprem a missão de Jesus, da qual se disse: “Tal é a mensagem que enviou (Deus) aos filhos de Israel anunciando o Evangelho de paz por meio de Jesus Cristo (At 19,36).

A messe é grande e os trabalhadores são poucos. O Reino de Deus está perto e é urgente sair proclamando. Mas aonde ir? Para as cidades onde se encontram os lobos que devoram suas vítimas, os pobres e inocentes que sofrem as explorações por parte dos donos das cidades. São os ricos e poderosos os que habitam a grande cidade, onde se concentra o poder, como hoje.

Reflexão Apostólica:

A paz de Deus é para nós o sinal de que o reino de Deus está próximo, isto é, de que ele já acontece dentro do nosso coração.

Por isso, a paz de Deus excede a todo o conhecimento humano, a tudo o que o mundo nos oferece e a todo o bem ou riqueza material que nós possamos possuir aqui na terra.

Jesus é a paz e por meio de nós Ele deseja penetrar em todos os corações e participar da vida da nossa família e de todas as famílias da terra.

Assim como enviou os seus discípulos Ele também nos envia a ir de “casa em casa” deixando de lado tudo o que pesa e complica a nossa vida.

Ele nos envia e nos orienta a fim de que o nosso trabalho seja frutuoso e não nos percamos no meio do caminho. “Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e não cumprimenteis ninguém pelo caminho”, é o conselho que Ele nos dá.

Bolsa, sacola, sandálias significam as coisas que trazemos na bagagem da nossa vida e nas quais nos apoiamos. São “falsas seguranças” que durante a nossa vida nos acostumamos a lançar mão delas, mas que desvirtuam as características do reino de Deus que Jesus veio instaurar.

Não cumprimentar ninguém pelo caminho é também não perder tempo, não envolver-se com outras ocupações que nos tiram do caminho ou então experimentar sentimentos que prejudicam o nosso relacionamento com Deus e com os irmãos: ódio, ressentimento, discriminação, julgamentos, idéias preconcebidas etc.

A nossa missão é muito importante: somos trabalhadores da messe do Senhor, missionários do Seu amor, a partir da nossa casa, dentro da nossa família.

A nossa casa é o primeiro lugar aonde o Senhor nos manda anunciar o reino e nós desperdiçamos tempo e oportunidade quando, dentro dela, cultivamos e promovemos a guerra, quando não oferecemos o perdão, quando remoemos mágoas e ressentimentos.

É por meio do nosso testemunho de vida com o irmão que nós anunciamos a proximidade do reino, por isso Jesus nos mandar ir dois a dois.

Os nossos relacionamentos, a nossa convivência fraterna, a unidade com que nós vivenciamos as nossas diferenças, darão testemunho ao mundo de que nós já vivemos o reino, aqui, desde já.

Por fim precisamos também atender a Jesus quando Ele nos manda interceder: “pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita.”

Nunca podemos esquecer de que “a messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”, por isso, o Senhor conta conosco e a nossa intercessão é valiosa.

Você é um trabalhador da messe do reino de Deus? Você já sente no seu coração a paz dos que vivem o reino de Deus? Como você tem vivido este reino? Você tem procurado levar esta paz para a sua casa? Você tem dificuldades de relacionamento? Você sabia que o seu testemunho é a melhor maneira de evangelizar e de propagar o reino de Deus? Você tem intercedido pelos trabalhadores da messe?

A metáfora da condição dos discípulos é uma forma de descrever o futuro da missão. Ser cordeiros entre lobos não dá margem para dúvidas: a missão está destinada a ser uma batalha desigual, onde toda prudência é pouca. Nada de ilusões!

Humanamente falando, as orientações dadas por Jesus deixavam os discípulos numa situação de fragilidade.

Os enviados em missão devem estar despojados e confiantes. Em seu anúncio, sofrerão a repressão dos poderosos, que são como que lobos A pobreza material levava-os a depender da caridade alheia. Como se sabe, nem todo mundo está disposto a ajudar.

Quem depende de esmolas, está sujeito a toda sorte de ironia, gozações e humilhações, sem contar o risco de sofrer agressões físicas. A recomendação de não escolher casa ou cidade onde entrar – os discípulos deveriam ir a toda cidade e lugar por onde Jesus passaria – obrigava-os a visitar até mesmo povoados hostis, especialmente os situados na região da Samaria.

Lucas destaca por duas vezes a determinação de “entrar” e “comer” nas casas, o que é uma negação dos costumes do judaísmo de não entrar, e muito menos comer, em casa de gentios.

Se a hospitalidade em uma cidade lhes fosse recusada, eles não teriam o direito de fazer uso da força ou da violência. Bastava-lhes sacudir o pó das sandálias, e seguir adiante.

Falando na perspectiva do Reino, a ação missionária oferecida aos setenta e dois discípulos exigia deles serem testemunhas do mundo novo proclamado por Jesus. Aí os bens materiais deveriam ser relativizados, não tendo primazia no coração humano. A solidariedade seria um imperativo, e a violência, banida. Por conseguinte, a reação dos apóstolos diante de situações adversas já seria uma ação evangelizadora.

Propósito:

Ó Deus, que nos apóstolos mostrais a eficácia transfigurante da vossa graça; ajudai-nos a procurar continuamente o seu testemunho e o seu ensinamento, para que encontremos de fato o rosto do vosso Filho. Pai, que a perspectiva de dificuldades a serem encontradas no apostolado não me faça recuar da missão de preparar o mundo para acolher teu Filho Jesus.

 

TOTAL RESPONSABILIDADE

Maturidade não vem com a idade, mas começa com a aceitação da responsabilidade. 

A culpa não é sua. Mas é sua a responsabilidade. As escolhas que você fez o trouxeram onde você está e, obviamente, associadas a outros fatores que estão completamente fora do seu controle. Não existe absolutamente nada a ganhar ao culpar a si mesmo pela maneira como a vida, hoje, se apresenta a você. Porém, existe tudo a ganhar por ativamente assumir total responsabilidade pela maneira como a sua vida, hoje, se encontra.

A rota que você percorreu até este ponto já não mais importa porque não há nada que você possa fazer para mudá-la. O que realmente importa é o que você irá fazer a partir de agora. A vida está cheia de imprevisíveis, todavia, existe algo com o que você pode contar. Quanto mais sincero e diligente você for para com a vida, mais vida preciosa virá para você.

Nesse momento, tudo é possível, porque Deus está vivo e Ele tem uma alegria enorme em abençoar os quebrados e contritos de coração. Porém, isso não o isenta de assumir a responsabilidade que é apenas sua. Ao assumir tal responsabilidade, você também trará para si – pela graça de Deus – as melhores de todas as possibilidades.

Publicado por: sidnei walter john | 16 de outubro de 2018

Evangelho do dia 17 de outubro quarta feira


17 outubro – Sejamos gratos ao Deus bendito que, pela sua misericórdia, sempre nos oferece novos meios de salvação. (L 64). São Jose Marello 

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 11,42-46

 – Ai de vocês, fariseus! Pois dão para Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da arruda e de todas as verduras, mas não são justos com os outros e não amam a Deus. E são exatamente essas coisas que vocês devem fazer sem deixar de lado as outras.
– Ai de vocês, fariseus! Pois gostam demais dos lugares de honra nas sinagogas e gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças.
– Ai de vocês! Pois são como sepulturas que não se vêem, sepulturas que as pessoas pisam sem perceber.
Então um mestre da Lei disse a Jesus:
– Mestre, falando assim, o senhor está nos ofendendo também.
Jesus respondeu:
– Ai de vocês também, mestres da Lei! Porque põem fardos tão pesados nas costas dos outros, que eles quase não podem agüentar. Mas vocês mesmos não ajudam, nem ao menos com um dedo, essas pessoas a carregar esses fardos.
” 

Meditação:

Não é que Jesus rejeita as leis. Na verdade, ele e seus discípulos se mantêm dentro da estrutura legal do judaísmo e, por conseguinte, não descuidam dos seus ritos. O que Jesus denuncia é a hipocrisia de um cumprimento externo, rigorista, que não nasce da autêntica relação de justiça nem de amor a Deus e aos irmãos.

Os fariseus pretendem se mostrar como perfeitos cumpridores das prescrições legais e por isso procuram os primeiros lugares e aplausos dos outros. A religião deles não é sincera porque sua motivação interior é a busca de sis mesmos; é a auto-suficiência daquele que se julga perfeito e superior aos outros.

O fariseu se esqueceu de que não se trata simplesmente de um cumprimento de leis o que nos identifica com a santidade de Deus, mas sim que a verdadeira relação e aliança divina consistem em receber esse dom de Deus para traduzi-lo na autenticidade da justiça, da solidariedade e do reconhecimento de igualdade com os outros.

A imagem do deus legalista, rigorista, desumano, vigilante, recompensador, que os mestres da Lei tinham criado com sua conduta e ensinamentos, está distante do Deus do Reino, do Deus revelado, do Deus da Aliança, que é amor, perdão, misericórdia e ternura infinita para com os homens e as mulheres.

As críticas do Senhor contra os fariseus e doutores da Lei não se devem a que rechace as leis. Ele e seus discípulos não descuidam da observância racional da Lei. Rechaçam sim a hipocrisia de um cumprimento rigorista somente externo e levado até o absurdo, sem uma autêntica relação com o amor a Deus, traduzido em justiça, compaixão, solidariedade e amor ao próximo.

Os adversários de Jesus buscam mostrar-se como perfeitos cumpridores da Lei e modelos de observância. E assim buscam os primeiros postos e os aplausos dos demais. Mas na realidade se buscam a si mesmos; move-os a auto-suficiência dos que se crêem perfeitos e superiores aos demais, e por dentro está cheio de podridão.

Fariseus e mestres da Lei se esqueceram de que não é o cumprimento frio das leis que identifica a santidade diante de Deus, mas a verdadeira relação e a aliança íntima com ele, pela disposição com que se recebem seus preceitos para traduzi-los numa busca verdadeira da justiça, da solidariedade, do reconhecimento igualitário e o amor aos demais.

A imagem do Deus legalista, rigorista, inumano, vigilante e “recompensador” que os mestres da Lei criaram com sua conduta e ensinamentos, está longe do Deus do Reino, do Deus revelado, do Deus da Aliança, que é amor, perdão, misericórdia, ternura infinita para com todos os seres humanos.

Também para nós poderá ter chegado – pela família, educação, ou até pela catequese… – uma imagem de Deus feita de medo mais do que de amor. Se tiver sido assim, aprendamos a reconhecer e praticar a verdadeira aliança com Deus-Amor?

Reflexão Apostólica:

Na mesma linha de reflexão do evangelho de ontem, Jesus chama a atenção para o que é verdadeiramente importante em seu Reino: a prática da justiça e do amor de Deus.

Os fariseus empregavam toda a energia de sua religiosidade em minúcias e aparências, enquanto não davam nenhuma importância ao amor aos irmãos.

Era essa falta de fraternidade que Jesus também lhes verberava quando censurava sua preocupação em ocupar os melhores lugares nas sinagogas e receberem a saudação dos transeuntes. No fundo presumiam-se superiores aos outros e melhores do que ninguém.

Era esse mesmo sentimento de orgulho que os cegava ao não perceberem que exigiam dos outros o cumprimento de tudo quanto mandava a Lei com suas inúmeras prescrições, como a da purificação das mãos, como meditamos ontem, enquanto eles próprios se eximiam de fazê-lo.

Isto levou Jesus a acusá-los: “Observai e fazei tudo o que eles dizem (os escribas e fariseus), mas não façais como eles, pois dizem e não fazem (Mateus 23,3).

Jesus vai muito mais além e lhes mostra que o principal está na pureza do coração, obtida pela conversão sincera.

Propósito:

 Pai, coloca-me em sintonia com Jesus para quem a justiça e o amor a ti valem mais que o legalismo dos que são incapazes de descobrir o teu verdadeiro desígnio.

2º MEDITAÇÃO

Os fariseus eram completamente “do contra”, pois davam muita importância às coisas secundárias, enquanto às essenciais, eles não davam merecida atenção. O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida ao pé da letra, à risca com todo rigor mesmo em relação às insignificantes hortaliças. Porém, os fariseus não levavam a sério o amor ao próximo, chegando mesmo a serem injustos e, quanto a pureza do seu relacionamento com Deus, deixavam muito a desejar.

Será que alguns de nós somos iguais aos fariseus? Pagamos o dízimo como uma obrigação e lideramos movimentos comunitários, fazemos campanha do agasalho, arrecadamos alimentos para os pobres, mas na verdade, estamos passando uma falsa imagem de caridosos e não passamos de políticos querendo atrair sobre nossa pessoa a atenção dos fiéis, porque quanto ao próximo e a Deus, não damos lá muita importância?

Do que adiantava os fariseus pagarem o dízimo rigorosamente se cometiam injustiças contra o próximo? Eles se vangloriavam por isso, mas no fundo não passavam de hipócritas. E Jesus sabia muito bem disso porque os conhecia por dentro e por fora. Os escribas e fariseus se cobriam, por assim dizer, com uma linda capa de piedade e de santidade, dando uma falsa aparência de homens justos, mas nada disso, evidentemente, agradava a Deus.

Eles eram uns verdadeiros enganadores. Suas práticas eram atitudes enganosas, que revelavam exteriormente apenas uma piedade aparente. Era como uma máscara que encobria a hipocrisia e a maldade que traziam por dentro.

Já os discípulos de Jesus eram pessoas que possuíam uma escala de valores totalmente ao contrário. Fé, amor ao próximo, justiça, caridade, eram os valores principais que norteavam o seu comportamento. Eram autênticos porque praticavam o amor e a justiça, como nós, seus seguidores, ou melhor, seus continuadores, devemos fazer. Praticar em primeiro lugar, a justiça e o amor. Assim, as outras práticas de piedade terão mais sentido de amor a Deus e ao próximo. Porque nós sabemos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.

Tomando essa palavra nós também podemos fazer uma avaliação das nossas atitudes e perceber se o que Jesus falava ontem é adequado para nós, hoje. Se nossas atitudes tiverem como parâmetro a justiça e o amor de Deus, com certeza Jesus não estará falando para nós, porque tudo o que nós praticamos por amor a Deus terá a Sua aprovação.

Porém, mesmo que estejamos pagando dízimo sobre tudo quanto nós ganhamos, se estamos presentes em todas as celebrações, em todos os retiros, participando de ministérios ativamente, mas o nosso coração não acompanha as nossas ações, somos também dignos de censura.

Ai de vós, diz o Senhor quando nós estamos exigindo do outro aquilo que nós mesmos não fazemos nem um pouco; quando nós queremos atrair a atenção das outras pessoas para nossas boas ações; quando nós hipocritamente não fazemos o que pregamos, quando enganamos as pessoas, mesmo que sejamos, pais, professores e coordenadores cheios de autoridade.

Será que as ações dos fariseus e mestres da Lei têm alguma coisa a ver com as suas ações? Diante do que você vivencia o que Jesus poderá estar dizendo para você? Você age como prega? Você é uma pessoa transparente? Faça uma reflexão sobre essa Palavra na sua vida.

Pai, coloca-me em sintonia com Jesus para quem a justiça e o amor a ti valem mais que o legalismo dos que são incapazes de descobrir o teu verdadeiro desígnio.

CONSEQÜÊNCIAS

Nós podemos fugir das nossas responsabilidades, mas não podemos fugir das conseqüências das nossas responsabilidades.

Manter-se constantemente focalizado numa determinada rota é – em grande parte – uma questão de olhar para a frente e considerar as conseqüências daquilo que você está fazendo. As suas ações são impotentes, em si mesmas, para mudar aquilo que já aconteceu. Alterar o passado é impossível. Mas as ações que você está realizando hoje, certamente, terão como resultado algumas conseqüências futuras.

Toda ação traz consigo as suas conseqüências. Uma vez que uma ação é iniciada dá-se início a um processo, e as conseqüências daquela ação são inevitáveis. Portanto é vital considerar e pesar as conseqüências de antemão, e agir com os olhos voltados para o eventual resultado daquela ação.

Você não pode regular as conseqüências das suas ações. Porém, você pode com segurança controlar as suas conseqüências ao controlar as suas ações. Tenha sempre em mente as conseqüências, e as suas ações o levarão precisamente para onde você deseja que elas o levem.

Publicado por: sidnei walter john | 15 de outubro de 2018

Evangelho do dia 17 de outubro terça feira – Santo Inácio de Antioquia


17 outubro – Sejamos gratos ao Deus bendito que, pela sua misericórdia, sempre nos oferece novos meios de salvação. (L 64). São Jose Marello 

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 11,42-46

 – Ai de vocês, fariseus! Pois dão para Deus a décima parte até mesmo da hortelã, da arruda e de todas as verduras, mas não são justos com os outros e não amam a Deus. E são exatamente essas coisas que vocês devem fazer sem deixar de lado as outras.
– Ai de vocês, fariseus! Pois gostam demais dos lugares de honra nas sinagogas e gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças.
– Ai de vocês! Pois são como sepulturas que não se vêem, sepulturas que as pessoas pisam sem perceber.
Então um mestre da Lei disse a Jesus:
– Mestre, falando assim, o senhor está nos ofendendo também.
Jesus respondeu:
– Ai de vocês também, mestres da Lei! Porque põem fardos tão pesados nas costas dos outros, que eles quase não podem agüentar. Mas vocês mesmos não ajudam, nem ao menos com um dedo, essas pessoas a carregar esses fardos.
” 

Meditação:

Não é que Jesus rejeita as leis. Na verdade, ele e seus discípulos se mantêm dentro da estrutura legal do judaísmo e, por conseguinte, não descuidam dos seus ritos. O que Jesus denuncia é a hipocrisia de um cumprimento externo, rigorista, que não nasce da autêntica relação de justiça nem de amor a Deus e aos irmãos.

Os fariseus pretendem se mostrar como perfeitos cumpridores das prescrições legais e por isso procuram os primeiros lugares e aplausos dos outros. A religião deles não é sincera porque sua motivação interior é a busca de sis mesmos; é a auto-suficiência daquele que se julga perfeito e superior aos outros.

O fariseu se esqueceu de que não se trata simplesmente de um cumprimento de leis o que nos identifica com a santidade de Deus, mas sim que a verdadeira relação e aliança divina consistem em receber esse dom de Deus para traduzi-lo na autenticidade da justiça, da solidariedade e do reconhecimento de igualdade com os outros.

A imagem do deus legalista, rigorista, desumano, vigilante, recompensador, que os mestres da Lei tinham criado com sua conduta e ensinamentos, está distante do Deus do Reino, do Deus revelado, do Deus da Aliança, que é amor, perdão, misericórdia e ternura infinita para com os homens e as mulheres.

As críticas do Senhor contra os fariseus e doutores da Lei não se devem a que rechace as leis. Ele e seus discípulos não descuidam da observância racional da Lei. Rechaçam sim a hipocrisia de um cumprimento rigorista somente externo e levado até o absurdo, sem uma autêntica relação com o amor a Deus, traduzido em justiça, compaixão, solidariedade e amor ao próximo.

Os adversários de Jesus buscam mostrar-se como perfeitos cumpridores da Lei e modelos de observância. E assim buscam os primeiros postos e os aplausos dos demais. Mas na realidade se buscam a si mesmos; move-os a auto-suficiência dos que se crêem perfeitos e superiores aos demais, e por dentro está cheio de podridão.

Fariseus e mestres da Lei se esqueceram de que não é o cumprimento frio das leis que identifica a santidade diante de Deus, mas a verdadeira relação e a aliança íntima com ele, pela disposição com que se recebem seus preceitos para traduzi-los numa busca verdadeira da justiça, da solidariedade, do reconhecimento igualitário e o amor aos demais.

A imagem do Deus legalista, rigorista, inumano, vigilante e “recompensador” que os mestres da Lei criaram com sua conduta e ensinamentos, está longe do Deus do Reino, do Deus revelado, do Deus da Aliança, que é amor, perdão, misericórdia, ternura infinita para com todos os seres humanos.

Também para nós poderá ter chegado – pela família, educação, ou até pela catequese… – uma imagem de Deus feita de medo mais do que de amor. Se tiver sido assim, aprendamos a reconhecer e praticar a verdadeira aliança com Deus-Amor?

Reflexão Apostólica:

Na mesma linha de reflexão do evangelho de ontem, Jesus chama a atenção para o que é verdadeiramente importante em seu Reino: a prática da justiça e do amor de Deus.

Os fariseus empregavam toda a energia de sua religiosidade em minúcias e aparências, enquanto não davam nenhuma importância ao amor aos irmãos.

Era essa falta de fraternidade que Jesus também lhes verberava quando censurava sua preocupação em ocupar os melhores lugares nas sinagogas e receberem a saudação dos transeuntes. No fundo presumiam-se superiores aos outros e melhores do que ninguém.

Era esse mesmo sentimento de orgulho que os cegava ao não perceberem que exigiam dos outros o cumprimento de tudo quanto mandava a Lei com suas inúmeras prescrições, como a da purificação das mãos, como meditamos ontem, enquanto eles próprios se eximiam de fazê-lo.

Isto levou Jesus a acusá-los: “Observai e fazei tudo o que eles dizem (os escribas e fariseus), mas não façais como eles, pois dizem e não fazem (Mateus 23,3).

Jesus vai muito mais além e lhes mostra que o principal está na pureza do coração, obtida pela conversão sincera.

Propósito:

 Pai, coloca-me em sintonia com Jesus para quem a justiça e o amor a ti valem mais que o legalismo dos que são incapazes de descobrir o teu verdadeiro desígnio.

2º MEDITAÇÃO

Os fariseus eram completamente “do contra”, pois davam muita importância às coisas secundárias, enquanto às essenciais, eles não davam merecida atenção. O pagamento do dízimo, por exemplo, era uma exigência irrecusável, e cumprida ao pé da letra, à risca com todo rigor mesmo em relação às insignificantes hortaliças. Porém, os fariseus não levavam a sério o amor ao próximo, chegando mesmo a serem injustos e, quanto a pureza do seu relacionamento com Deus, deixavam muito a desejar.

Será que alguns de nós somos iguais aos fariseus? Pagamos o dízimo como uma obrigação e lideramos movimentos comunitários, fazemos campanha do agasalho, arrecadamos alimentos para os pobres, mas na verdade, estamos passando uma falsa imagem de caridosos e não passamos de políticos querendo atrair sobre nossa pessoa a atenção dos fiéis, porque quanto ao próximo e a Deus, não damos lá muita importância?

Do que adiantava os fariseus pagarem o dízimo rigorosamente se cometiam injustiças contra o próximo? Eles se vangloriavam por isso, mas no fundo não passavam de hipócritas. E Jesus sabia muito bem disso porque os conhecia por dentro e por fora. Os escribas e fariseus se cobriam, por assim dizer, com uma linda capa de piedade e de santidade, dando uma falsa aparência de homens justos, mas nada disso, evidentemente, agradava a Deus.

Eles eram uns verdadeiros enganadores. Suas práticas eram atitudes enganosas, que revelavam exteriormente apenas uma piedade aparente. Era como uma máscara que encobria a hipocrisia e a maldade que traziam por dentro.

Já os discípulos de Jesus eram pessoas que possuíam uma escala de valores totalmente ao contrário. Fé, amor ao próximo, justiça, caridade, eram os valores principais que norteavam o seu comportamento. Eram autênticos porque praticavam o amor e a justiça, como nós, seus seguidores, ou melhor, seus continuadores, devemos fazer. Praticar em primeiro lugar, a justiça e o amor. Assim, as outras práticas de piedade terão mais sentido de amor a Deus e ao próximo. Porque nós sabemos que Deus que vê tudo vai um dia nos julgar.

Tomando essa palavra nós também podemos fazer uma avaliação das nossas atitudes e perceber se o que Jesus falava ontem é adequado para nós, hoje. Se nossas atitudes tiverem como parâmetro a justiça e o amor de Deus, com certeza Jesus não estará falando para nós, porque tudo o que nós praticamos por amor a Deus terá a Sua aprovação.

Porém, mesmo que estejamos pagando dízimo sobre tudo quanto nós ganhamos, se estamos presentes em todas as celebrações, em todos os retiros, participando de ministérios ativamente, mas o nosso coração não acompanha as nossas ações, somos também dignos de censura.

Ai de vós, diz o Senhor quando nós estamos exigindo do outro aquilo que nós mesmos não fazemos nem um pouco; quando nós queremos atrair a atenção das outras pessoas para nossas boas ações; quando nós hipocritamente não fazemos o que pregamos, quando enganamos as pessoas, mesmo que sejamos, pais, professores e coordenadores cheios de autoridade.

Será que as ações dos fariseus e mestres da Lei têm alguma coisa a ver com as suas ações? Diante do que você vivencia o que Jesus poderá estar dizendo para você? Você age como prega? Você é uma pessoa transparente? Faça uma reflexão sobre essa Palavra na sua vida.

Pai, coloca-me em sintonia com Jesus para quem a justiça e o amor a ti valem mais que o legalismo dos que são incapazes de descobrir o teu verdadeiro desígnio.

CONSEQÜÊNCIAS

Nós podemos fugir das nossas responsabilidades, mas não podemos fugir das conseqüências das nossas responsabilidades.

Manter-se constantemente focalizado numa determinada rota é – em grande parte – uma questão de olhar para a frente e considerar as conseqüências daquilo que você está fazendo. As suas ações são impotentes, em si mesmas, para mudar aquilo que já aconteceu. Alterar o passado é impossível. Mas as ações que você está realizando hoje, certamente, terão como resultado algumas conseqüências futuras.

Toda ação traz consigo as suas conseqüências. Uma vez que uma ação é iniciada dá-se início a um processo, e as conseqüências daquela ação são inevitáveis. Portanto é vital considerar e pesar as conseqüências de antemão, e agir com os olhos voltados para o eventual resultado daquela ação.

Você não pode regular as conseqüências das suas ações. Porém, você pode com segurança controlar as suas conseqüências ao controlar as suas ações. Tenha sempre em mente as conseqüências, e as suas ações o levarão precisamente para onde você deseja que elas o levem.

Publicado por: sidnei walter john | 14 de outubro de 2018

Evangelho do dia 15 de outubro segunda feira


15 outubro –  Sofrer ou morrer! Após ter experimentado quanto fosse sublime sofrer com Jesus, Santa Teresa descobriu que morrer era infinitamente mais nobre, porque sinal de união eterna com o Esposo Divino. (L 232). São Jose Marello

Lucas 11,29-32

Quando a multidão se ajuntou em volta de Jesus, ele começou a falar e disse o seguinte:
– Como as pessoas de hoje são más! Pedem um milagre como sinal de aprovação de Deus, mas nenhum sinal lhes será dado, a não ser o milagre de Jonas. Assim como o profeta Jonas foi um sinal para os moradores da cidade de Nínive, assim também o Filho do Homem será um sinal para a gente de hoje. No Dia do Juízo a rainha de Sabá vai se levantar e acusar vocês, pois ela veio de muito longe para ouvir os sábios ensinamentos de Salomão. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Salomão. No Dia do Juízo o povo de Nínive vai se levantar e acusar vocês porque, quando ouviram a mensagem de Jonas, eles se arrependeram dos seus pecados. E eu afirmo que o que está aqui é mais importante do que Jonas.

Meditação:

Para muitas pessoas, Deus deve manifestar-se constantemente para todos, pois somente assim o mundo poderá crer. Na verdade, essas pessoas querem uma demonstração evidente da existência de Deus e da sua presença no nosso dia a dia, porém o Evangelho de hoje nos mostra que assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, Jesus é um sinal para nós, e Jonas foi um sinal para os ninivitas apenas por suas palavras, que os ninivitas ouviram e creram. Deste modo, Jesus é um sinal para nós por sua palavra e é nela que devemos crer e não ficar exigindo que ele fique realizando “milagres” para que fundamentemos a nossa fé.” (CNBB)

O evangelho de hoje nos apresenta uma acusação muito forte de Jesus contra os fariseus e os escribas. Eles queriam que Jesus lhes mostrasse um sinal, porque não acreditavam nos sinais e nos milagres que estava realizando. Esta acusação de Jesus continua nos evangelhos dos próximos dias.

Meditando estes evangelhos devemos fazer muita atenção a não generalizar a acusação de Jesus como fosse dirigida ao povo hebreu.

No passado a ausência desta atenção, contribuiu infelizmente para aumentar em nós cristãos o anti-semitismo que causou tantos males à humanidade ao longo dos séculos.

Em lugar de levantar o dedo contra os fariseus do tempo de Jesus, é melhor espelharmo-nos nos textos para descobrir neles o fariseu que vive escondido em nossa Igreja e em cada um de nós, e que merece esta crítica pro parte de Jesus.

Naquele tempo, enquanto a multidão se apinhava, Jesus começo dizendo: ‘Esta geração é uma geração perversa; ela procura um sinal, mas não lhe será sinal algum a não ser o sinal de Jonas’”.

O evangelho de Mateus informa que eram os fariseus e os escribas os que pediam um sinal (Mt 12,38). Queriam que Jesus realizasse para eles um final, um milagre, de modo que pudesses ter a prova irrefutável se era o enviado de Deus, como eles o imaginavam.

Queriam que Jesus se submetesse aos critérios deles. Queriam inseri-lo no esquema do messianismo deles. Neles não havia uma qualquer abertura para uma possível conversão. Mas Jesus não se submeteu a este pedido.

O evangelho de Marcos afirma que Jesus, diante dos pedidos dos fariseus, suspirou profundamente (Mc 8,12), provavelmente de desgosto e de tristeza diante de tamanha cegueira. Porque de nada serve apresentar um quadro muito bonito a quem não quer abrir os olhos.

O único sinal que será dado é o sinal de Jonas. “Porque como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também o Filho do homem o será para esta geração”. Como será este sinal do Filho do homem?

O evangelho de Mateus responde: “De fato, como Jonas ficou três dias e três noites no ventre do peixe, assim o Filho do Homem ficará três dias e três noites no ventre da terra” (Mt 12,40).

O único sinal será a ressurreição de Jesus. Este é um sinal que, no futuro, será dado aos escribas e aos fariseus. Jesus, condenado a morte e a uma morte de cruz, será ressuscitado por Deus e continuará a ressuscitar de muitas maneiras naqueles que acreditam nele. O sinal que converte não são os milagres, mas o testemunho de vida!

A alusão à conversão do povo de Nínive associa e lembra a conversão da Rainha de Sabá: “A rainha do sul levantar-se-á no juízo junto com os homens desta geração e os condenará; porque ela veio da extremidade da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis, aqui está alguém mais que Salomão!

Esta lembrança quase ocasional do fato da Rainha de Sabá que reconhece a sabedoria de Salomão, faz ver como era utilizada naquele tempo a Bíblia. Era por associação. A regra principal da interpretação era esta: “A Bíblia se explica com a própria Bíblia”. Até hoje, esta é uma das normas mais importantes para a interpretação da Bíblia, sobretudo para a Leitura da Palavra de Deus num clima de oração.

Depois da digressão sobre Salomão e sobre a Rainha de Sabá, Jesus volta a falar sobre o sinal de Jonas: “O povo de Nínive se levantará no juízo junto com esta geração e a condenará: porque ele à pregação de Jonas se converteu”.

Os habitantes de Nínive se converteram diante do testemunho da pregação de Jonas e denunciam a incredulidade dos escribas e dos fariseus. Porque “aqui esta alguém mais do que Jonas”. Jesus é maior que Jonas, mais que Salomão. Para nós cristãos, é a chave principal da escritura (2Cor 3,14-18).

Nínive se converte à pregação de Jonas. Os escribas e os fariseus não se converteram. Hoje os apelos da realidade provocam mudanças e conversões nos povos do mundo inteiro: a ameaça ecológica, a urbanização que desumaniza, o consumismo que massifica e aliena, as injustiças, as violência etc. Muitos cristãos vivem distante destes apelos de Deus que nascem da realidade.

Jesus veio anunciar a conversão, não somente aos judeus, mas também aos pagãos, oferecendo a todos o perdão universal de Deus.

Os contemporâneos de Jesus estão com o coração endurecido diante do chamado de Deus à conversão. Eles possuem um sinal. A não conversão indica a condenação no juízo final.

Precisamos transformar nossa vida. Aproveitemos ao máximo este tempo de quaresma para reconhecer os sinais de salvação de Jesus, escutar e digerir suas palavras de vida e abrir o ouvido e o coração à sua proposta de salvação. Dia estranho e peculiar, este dia 29 de fevereiro que somente se apresenta a cada quatro anos e não sempre…

Como vimos, Jesus critica os escribas e os fariseus que conseguiam negar a evidência, tornando-se incapazes de reconhecer o chamado de Deus nos acontecimentos. E nós cristãos hoje, e eu: merecemos a mesma crítica de Jesus?

Reflexão Apostólica:

Uma “polêmica” seqüência de afirmações! Deve ter sido isso que pensaram os que ouviram Jesus no evangelho de hoje. Tão polemica que foi narrada por três dos quatro evangelistas. Trazendo à nossa realidade poderíamos perguntar: quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

Um fato: Nossa fé é muito frágil e alicerçada no que podemos ver e não deveria ser assim. Reparem um fato real do nosso dia-a-dia.

“(…) Vamos a uma loja, escolhemos uma TV das mais modernas, de uma marca boa e confiável. Verificamos se o preço esta ao nosso alcance e, antes de concluir a compra, pedimos para que o vendedor abra a caixa e ligue o aparelho. É triste só saber em casa que esses novos aparelhos LCD não funcionam sem antena externa, exceto aqueles que já vêm com conversor embutido.

Ao chegar em casa, abrimos a caixa, colocamos a TV num lugar de destaque, compramos uma antena do Paraguai (porque é baratinha), ligamos a TV e… Cadê a imagem que aparecia na loja? Não nos damos por vencidos! Fazemos umas bolinhas de Bombril (risos, fazendo propaganda da marca de graça), colocamos na ponta da antena, mas… a TV insiste ainda em não ter a imagem da loja”.

Só agora descobrimos que precisamos da antena externa que, em conjunto com a mão de obra, cabos, conexões, nos custará em torno de cento e cinqüenta reais. Não temos dinheiro para o serviço, mas cunhecemos um amigo que sabe fazer um “gato” na TV a cabo e pronto! Agora, resolvemos o problema da TV!”

Ai esta o grande problema da Fé – Nela não dá pra fazer GATO

Acertamos quando procuramos por Deus, mas erramos quando esperamos uma retribuição pelo encontro, pela fidelidade, pelo tempo de convívio… Conseguimos, porventura, imaginar o caos que seria se tudo que queremos fosse atendido por Ele, somente porque queremos e não porque realmente precisamos?

Precisamos aprender a meditar antes de comprar (tomar uma atitude, fazer algo), saber que precisaremos da antena, ter o dinheiro. Isso leva tempo, mas não gostamos de planejar nossos passos. Tomamos muitas atitudes por impulsos, sem a razão, por pura emoção e, depois, olhamos para o céu, pomos nossos joelhos no chão, fazemos um “GATO” de oração e ainda culpamos Deus por não termos visto um milagre!

“(…) A oração é uma busca por Deus. É não se contentar de vê-lo passar sem o tocá-LO. Portanto O FOCO DA ORAÇÃO NÃO É O PEDIDO E SIM A CONVERSA”.

É difícil entender um povo (nós) que deseja ver o peixe engolindo Jonas e não ver a baleia que nos engole todo dia…

“(…) Vejo meu filho indo pra escola e mal leva um caderno – Deus! Ajuda meu filho a passar de ano; “(…) Vejo meu filho adolescente andando com uma turminha difícil – Oh Deus! Pede pro meu filho voltar pra casa cedo!; “(…) Sei que o emprego de política dura três meses – Meu Senhor! Ajuda meu candidato vencer e eu ganhar um DAS (cargo de confiança). Deus se apresenta a nós no entanto já nos encantamos pela doce preguiça, pela omissão, pela mediocridade.

Se nossa oração é como o Bombril (quebra galho) na antena dos nossos problemas, infelizmente temos o que merecemos. Deus conhece nossas lutas, aflições, sofrimento. Ele não é um Deus perverso ou sádico. Talvez precisemos hoje reconhecer que, se vivemos uma situação de aflição momentânea, foi porque fizemos da vida um GATO, mas ainda é tempo de voltar a crer. Atrever-nos a mudar.

Quando sentamos e rezamos o que pedimos? Coisas visíveis ou Invisíveis?

Pedimos que Ele nos ajude a pagar a conta que vence hoje ou que apareça uma nova oportunidade de emprego, um novo serviço, (…)? Pedimos pelo filho que se enveredou nas drogas ou que Ele nos conceda a sabedoria de como lidar com a situação existente ou que surjam?

Na oração é que Deus conversa. Conversar é dialogar. É ouvir e falar. Vou pedir, mas vou ter que também escutar.

Que Deus nos abra os olhos para ver sinais e ouvidos para acolher e entender a Palavra do Seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor.

Portanto! Façamos nossa parte do milagre! Sem “GATOS”

PERSISTINDO SEMPRE

Faça e dê sempre o melhor de si. Mas quando o extraordinário é impossível, o possível é extraordinário. 

O inimigo da persistência é aquela pequenina voz que você ouve na sua cabeça a qual urge para que você desista. Quando ouvir aquela voz, lembre-se que você não tem que dizer sim e você não tem também que lutar contra ela.

Você já tem o que você precisa para persistir. Isto porque persistência nada mais é do que continuar fazendo o que você já está fazendo. Persistência é que estabelece a diferença entre nenhuma realização e grandes realizações.

Tente lembrar a si mesmo em detalhes e com paixão sobre tudo aquilo que Deus lhe tem dado; você tem vida, você tem um DNA único, você é recipiente de múltiplos atos amorosos desse maravilhoso Deus. Vá em frente, não desista. Continue persistindo…sempre!

Publicado por: sidnei walter john | 9 de outubro de 2018

CALENDÁRIO 2019 MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE DIOCESE DE APUCARANA


 

  MOVIMENTO DE CURSILHOS DE CRISTANDADE

DIOCESE DE APUCARANA – PARANÁ – BRASIL

 

Calendário GED –  2019 – cursilho
03 DE FEVEREIRO RETIRO DO GED – CEFAS
15 a 17 de fevereiro 34º decolores – CEFAS
15 a 17 de março 58º CURSILHO FEMININO P/ JOVENS- CEFAS
29 a 31 de março 58º CURSILHO MASCULINO P/ JOVENS- CEFAS
12 A 14 DE ABRIL 35° DECOLORES – CEFAS
17 a 19 de maio 175º CURSILHO feminino p/ ADULTO – CEFAS
31 /05 a 02 de junho 175º CURSILHO masculino p/ ADULTO – CEFAS
14 A 16 de junho 176º CURSILHO FEMININO p/ ADULTO – CEFAS
28 A 30 de junho 176º CURSILHO MASCULINO p/ ADULTO – CEFAS
12 A 14 DE JULHO 59º CURSILHO FEMININO P/ JOVENS – CEFAS
26 A 28 DE JULHO 59º CURSILHO MASCULINO P/ JOVENS – CEFAS
04 DE AGOSTO assembleia diocesana do cursilho – CEFAS
16 A 18 de agosto 36º decolores – CEFAS
06 a 08 de setembro 177º cursilho FEMININO ADULTO – CEFAS
20 A 22 de setEMBRO 177º cursilho MASCULINO ADULTO – CEFAS
04 a 06 de outubro 17º encontro misto P/ jovens – CEFAS
 
01 a 03 de novembro 9º CONCENTRAÇÃO P/ DECOLORES – CEFAS
Publicado por: sidnei walter john | 8 de outubro de 2018

EVANGELHO DO DIA 14 DE OUTUBRO – 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM


14 outubro – Sabemos por fé que tudo é providencial nesta terra, e essa fé é a vitória que vence o mundo. (L 64). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 10,17-30

 Quando Jesus estava saindo de viagem, um homem veio correndo, ajoelhou-se na frente dele e perguntou: 
– Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? 
Jesus respondeu: 
– Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Você conhece os mandamentos: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, não tire nada dos outros, respeite o seu pai e a sua mãe.” 
– Mestre, desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! – respondeu o homem. 
Jesus olhou para ele com amor e disse: 
– Falta mais uma coisa para você fazer: vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga. 
Quando o homem ouviu isso, fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste. Jesus então olhou para os seus discípulos, que estavam em volta dele, e disse: 
– Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus! 
Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantados, mas Jesus continuou: 
– Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha. 
Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantadíssimos e perguntavam uns aos outros: 
– Então, quem é que pode se salvar? 
Jesus olhou para eles e disse: 
– Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, é. Pois, para Deus, tudo é possível. 
Aí Pedro disse: 
– Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. 
Jesus respondeu: 
– Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições. E no futuro receberá a vida eterna.
” 

Meditação:

Neste domingo, a primeira leitura do Livro da Sabedoria apresenta-nos uma exposição simples do que o autor considera o bem mais excelente que está por cima de todos os bens da terra: a sabedoria. Diante dela, todos os demais bens são considerados sem sentido e vazios. Segundo a mentalidade bíblica, a sabedoria era a consecução de uma visão harmônica sobre o mundo, o homem e Deus. Não se tratava necessariamente de um domínio erudito do conhecimento, o que poderíamos chamar de ciência, mas do conhecimento de que Deus, que está por cima de tudo, autor de tudo, tem um plano harmônico para o mundo e, em especial, para a criatura humana.

Com o tempo, os sábios vão descobrindo que esse plano maravilhoso de Deus está contido na Lei ou Torá; então, o verdadeiro sábio não é o que sabe de memória a Torá, mas o que a entende, sabe interpretá-la e, sobretudo, põe-na em prática. Sabedoria, segundo eles, é saborear continuamente a Torá, ungir-se com ela, andar por seus caminhos. Isto também se confunde com o temor do Senhor, que não é o mesmo que uma atitude de medo em relação a Deus, mas uma posição respeitosa diante do Criador de tudo. Em outras palavras, a literatura sapiencial vai deixando claro que alcançar o ponto máximo de amadurecimento humano pelo reconhecimento de si mesmo como criatura e a Deus como criador é o que importa. Nessa posição, não se irá gastar a vida e o cérebro para competir com o Criador, mas manter, com consciência e dignidade, o papel que ao ser humano como criatura nos cabe desempenhar.

É mais benéfico para o ser humano assumir com simplicidade e alegria o papel de criatura – tendo em conta que Deus nos continua modelando com sua Palavra, pois fomos criados com capacidade para ser interlocutores seus –, e não para tentar “suplantá-lo”. A história está cheia de episódios trágicos protagonizados por pessoas que tentaram – e continuam tentando – isso: suplantar Deus, e a única coisa que conseguiram foi regar a terra com sangue…

Sempre que a Palavra de Deus entra em nossa vida, converte-se em guia e alimento de nossa existência. Isso é o que quer expressar o autor da Carta aos Hebreus. Aquele que escuta a Palavra deve estar em tal sintonia com ela que sua ação e influxo penetrem até o mais profundo de seu ser, até a medula; como espada de duplo fio que chega até a própria articulação da vida e da alma.

É o convite para que, no meio de tantas palavras que ouvimos, a cada momento, saibamos distinguir qual é a Palavra única e definitiva que, na realidade, tem capacidade de modelar nossa vida, de lhe dar Vida, a que nos apaga a sede de transcendência.

Na mesma linha desta idéia de “ser mais”, de transcender, narra-nos o evangelista Marcos que um homem se aproximou de Jesus para interrogá-lo sobre a melhor maneira de alcançar a vida eterna (v. 17). Jesus lhe recorda de modo sucinto que um bom caminho de perfeição são os mandamentos, e lhe recorda, de modo especial, aqueles que estão mais em relação com o próximo: não matar, não roubar, não cometer adultério, não levantar falso testemunho, honrar pai e mãe, em uma palavra, não ser injusto com os outros (v. 19), como quem diz, Jesus não começa fazendo um discurso sobre Deus e a necessidade de adorá-lo e pô-lo em primeiro plano; não lhe sugere nenhum preceito religioso nem cultual.

O caminho do crescimento e da perfeição a ser procurado pelo discípulo, supõe de entrada o reconhecimento da primazia de Deus e da natural inclinação de adorá-lo, bendizê-lo e louvá-lo. Esta inclinação natural, porém, segundo a exposição de Jesus, não pode ser teórica, de simples intenção ou muito menos se limitar à manifestação externa num lugar de culto.

Para Jesus – como o apresenta a esse homem e como o deixa claro Marcos para a comunidade primitiva e para nós –, o caminho começa por estender o olhar sobre o horizonte que se vai percorrer, no qual o primeiro que vemos é o outro, o próximo. Assim que nosso crescimento espiritual, nossa perfeição na fé tem como humo– terra adubada –, o crescimento e a perfeição das relações éticas com os demais e com a natureza.

Até aqui, estes mandamentos, apontados por Jesus como pressuposto para o caminho, não são exclusividade cristã. Um ateu, um não-crente também deve cumpri-los! Aquele homem também os cumpria, como falou a Jesus. E não o disse para se vangloriar nem com a intenção de chamar a atenção. Sua pergunta era muito mais sadia: era o reflexo da sede humana de crescer, de ser mais, de buscar mais e mais sentido para a vida. Era como dizer: “Sim, esses mandamentos são muito bonitos, conheço-os, pratico-os, mas… como ir mais além, como alcançar maior plenitude?”. A resposta de Jesus foi clara, simples, a não mais poder: vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, em seguida, vem e segue-me.

Este é o ponto crucial no qual o seguidor de Jesus tem que se definir. Para Jesus, está claro que o seguimento verdadeiro é incompatível com o apego aos bens, sempre justificado como algo necessário, como “infra-estrutura” para o discípulo poder dedicar-se ao serviço do evangelho.

Pois bem, aquele homem parte triste porque – diz-nos Marcos –, tinha muitos bens. Jesus não faz nada para retê-lo, para suavizar sua posição, para “negociar” uma saída para a questão; pelo contrário, a propósito disto, declara o quanto é difícil para os ricos entrar no reino de Deus. E, visto que seus discípulos não o estavam entendendo, reforça a idéia com uma figura bem exagerada: sim, é mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no reino de Deus (v. 25).

Isto não deve ser entendido como uma oposição recíproca: salvação/condenação adiada para mais adiante. Na categoria temporal em que Jesus se move, nos termos em que propõe o surgimento do Reino, está claro que quem estiver apegado aos bens, aos privilégios sociais, mesmo à própria instituição familiar lhe será impossível começar a tomar parte no projeto que Jesus está levando adiante.

Acontece que nem sequer os próprios discípulos entendem esta colocação; eles estão esperando de alguma forma uma contraprestação, uma recompensa; mas ao ouvi-lo falar como falou, se surpreendem e por isso  perguntam: Então quem pode subsistir? (melhor que a tradução: “Quem pode salvar-se?”).

É muito fácil falar de opção pelos pobres quando não temos que nos preocupar com o dia de amanhã. É cômodo especular sobre a fome e a miséria no mundo quando nossa despensa guarda o necessário para a semana e no banco há saldo suficiente para cobrir nossas necessidades. É prazeroso atacar os desequilíbrios sociais quando os olhamos de cima. Apregoar compromisso com os pobres soa como palavras ocas quando temos financiamento garantido.

Como aquele homem do evangelho, tudo isso é muito fácil quando, instalados numa posição quase sempre privilegiada, sentimos aquela sede de perfeição, aqueles arroubos de santidade e de dar maior sentido à nossa vida. Não nos iludamos. A resposta será sempre a mesma: o serviço dos outros exigirá sempre de nós desprendimento e disponibilidade!

Hoje, não se trata mais de vender e repartir. A experiência de anos tem demonstrado que dando e repartindo não é exatamente como se chega a concretizar o projeto de opção pelos pobres. Atualmente, sabemos que a posse de bens deve servir como meio para a promoção humana e social dos marginalizados, dos sem-direitos.

Mas geralmente acontece que o papel de meiosque os bens materiais devem desempenhar se convertem em fim. Então, pomos todo nosso empenho em construir centros de pastoral, de culto e em adquirir bens e tantas obras e propriedades que, no final, passam a ser um verdadeiro insulto à massa de pobres que nos rodeiam.

Nossa Igreja, as comunidades, os grupos de evangelização e cada um de nós somos chamados a comparar sempre nossa vida com a Palavra de Jesus, com seu projeto. Voltar às origens, situar de novo nossa opção fundamental (não preferencial) onde sempre deveria estar.

Não somos convidados a multiplicar a pobreza nem a nos somarmos à massa de indigentes. O que o Evangelho nos pede é lutar para que haja justa repartição de bens, pão para todos e que todos possamos usufruir desta terra com que Deus nos presenteou!

Reflexão Apostólica:

O centro do relato de hoje está no debate entre Jesus e os seus discípulos. O Mestre afirma que “é mais fácil passar um camelo pelo buraco duma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus!”(v.25). Muitas vezes gastamos tanta energia em debater o que significa “o buraco da agulha” (quase sempre tentando diminuir o seu impacto!), e deixamos de lado o aspecto mais importante – a reação dos discípulos! Eles ficam “muito espantados” quando ouviram isso e se perguntaram “então quem pode ser salvo?”. Porque ficaram espantados? O que houve de espantoso na colocação de Jesus? Aqui está o âmago da questão.

O espanto dos discípulos – também todos judeus praticantes e piedosos- era causado pelo fato que, na ideologia religiosa vigente, a riqueza era considerado sinal da bênção de Deus, e a pobreza como sinal da maldição (uma idéia presente em certas seitas hoje e que as vezes infiltra certas pregações sobre o dízimo na própria Igreja Católica). Para eles, quem não iria se salvar era o pobre, pois o rico era abençoado.

Aqui é bom lembrar que se trata de “entrar no Reino de Deus”, que não é sinônimo com a salvação eterna. A salvação depende da gratuidade e misericórdia de Deus, e diante de tal mistério só cabe a gente calar-se. Mas o Reino de Deus deve ser uma experiência já existente entre nós, mesmo que não em plenitude, e que significa experimentar na vida os valores do Reino. O rico dificilmente entra nesta dinâmica porque normalmente é auto-suficiente, atrelado a um sistema classista e injusto, e com grande dificuldade tanto de repartir como de sentir a sua dependência de Deus.

A proposta de Jesus desafia as ideologias que vêem a riqueza como sinal da benção de Deus. A proposta dele não é a riqueza, mas a partilha, não e a acumulação mas a solidariedade e a justiça, para que todos possam ter o suficiente.

O texto deixa claro que quem quer viver este proposta vai sofrer, pois o mundo não vai aceitá-la. Quem segue Jesus na prática da solidariedade, encontra uma felicidade mais duradoura, mas com perseguição, mas já vive a certeza da plenitude do Reino que virá.

Quando decidimos seguir Jesus, ele nos falou também para vendermos tudo o que era nosso. Não necessariamente os bens materiais, mas renunciar às nossas vontades, aos nossos caprichos em proveito do próximo. Quem abre mão de si, pensa primeiro nos outros, está disposto sempre a servir aos irmãos.

Vejamos, por exemplo, os casais que vivem essa idéia de partilha 24 horas por dia. Seus direitos são iguais e as obrigações também. É verdade que nem sempre será possível substituir o outro em todos os afazeres (inclusive, domésticos). Mas o importante é a sensibilidade para perceber o que deve ser feito e haver disponibilidade para ajudar sempre, servir sem esperar recompensa. Quantas vezes terão de sacrificar momentos de lazer para ouvir os filhos ou brincar com eles em nome da vivência de um projeto de vida que ambos assumiram com alegria desde o dia do casamento. O dom da inteligência e da sabedoria não se comparam a nenhum valor terreno, nem há dinheiro algum que o compre.

Estamos convencidos da necessidade da oração para que Deus nos conceda os dons da inteligência e da sabedoria? Temos “coragem” de meditar sobre a Palavra de Deus principalmente quando nos questiona e desinstala? Aceitamos nos despojar de nossos desejos e tempo para servir aos irmãos?

PropósitoSenhor Jesus, reforça minha liberdade interior de forma que nada, neste mundo, me impeça de cumprir a vontade do Pai.

No Rosário contemplamos a vida de Maria, o seu percurso de Mãe de Jesus. Por isso, ser chamado a imitar Maria é uma grande missão. Procuremos neste mês estar atentos as nossas atitudes de serviço e oração já que queremos ser como Maria, ou pelo menos, tomá-la como exemplo…

Publicado por: sidnei walter john | 8 de outubro de 2018

Evangelho do dia 13 de outubro sábado


13 outubro – E depois, depois, depois… aquilo que a Providência quiser! Porque com estesbenditos “depois” acabamos por fazer violência às leis providenciais que governam os acontecimentos; e isso não fica bem, mesmo que seja por passatempo. (L 53). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 11,27-28

27 Quando Jesus acabou de dizer isso, uma mulher que estava no meio da multidão gritou para ele: Como é feliz a mulher que pôs o senhor no mundo e o amamentou! 28 Mas Jesus respondeu: Mais felizes são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e obedecem a ela.

Meditação:

Este diálogo se dá em um contexto de agressividades dos escribas e fariseus a Jesus, os quais afirmavam que era por Belzebu, o príncipe dos demônios, que Jesus expulsava os demônios.

Uma voz feminina, compassiva e solidária, se faz ouvir, exaltando aquele que estava sendo alvo daqueles chefes religiosos.

A mãe de Jesus é, por aquela mulher, proclamada bem-aventurada, por causa de seu filho. Diante da enorme multidão, Jesus recebe um elogio através de uma mulher: ditoso o ventre que te carregou e os seios que te amamentaram.

Por outras palavras seria: Viva a mãe que te gerou! Porque entre os antigos judeus, a melhor honra de uma mulher consistia em ter um filho famoso.

A mulher glorifica e chama de bem aventurada a mãe de Jesus, deseja felicidade e honra para a mulher que lhe deu a vida e que o viu crescer.

Este elogio da mãe de Jesus  é a segunda vez que ela o recebe de uma mulher, que a declara bem-aventurada ou ditosa.

A primeira foi quando da visita a Isabel em Lc 1, 45. Que no Magnificat se traduz numa benção reconhecida em todos os tempos: Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada.

Mas Jesus responde que há uma bem aventurança maior: a de quem escuta a Palavra de Deus e a coloca em prática. Este é o autêntico motivo de felicidade: escutar e seguir a Palavra que é Jesus e guardar o ensinamento por ele proclamado.

Ao responder assim,  Jesus não nega a bem-aventurança dada a sua mãe, porém prefere a que deva ser a última e eterna de todos os que devem preferir a felicidade que provém de Deus àquela que sai da boca dos homens.

Esta felicidade que ouvimos da boca de Jesus, sai da vontade e preferência divinas. E esta felicidade é a de escutar e guardar a palavra de Deus, o Deus Vivo e Verdadeiro.

Devemos entender esta passagem com a paralela em Lucas 8, 21, quando Jesus escolhe a sua nova família entre os ouvintes a palavra do Deus e praticantes da mesma.

O mundo espiritual está por cima do mundo material e dos laços familiares. Jesus anuncia premiar seus discípulos por abandonar sua família por causa d’Ele e do evangelho (Mc 10, 29), pois ele tinha abandonado também a própria família  para fazer a vontade do Pai, em cuja casa devia ser procurado, com antecedência à casa de seus familiares em Nazaré.

Jesus, pois, a si mesmo se justifica quando afirma em Lc 8, 21 a sua nova família e que nesta ocasião a louva em comparação com a família biológica. A fé está acima da biologia, assim como o espírito está acima da matéria.

Se vemos em Jesus o Mestre, estaremos a meio caminho da verdade. Ele pode afirmar que não é a carne nem o sangue os que devem ser intérpretes de seu evangelho mas somente os nascidos da vontade divina, como Ele próprio, os que constituem a sua verdadeira família.

O fato de seus familiares não acreditarem n’Ele, assim como os seus conterrâneos, é mais de agradecer do que de se surpreender.

Nesse fato encontramos uma razão para admirar os caminhos do Senhor que não considera os laços familiares como motivo de sua Providência.

São os menos favorecidos os que, como pequeninos e ignorantes, o encontram e, com Ele, descobrem o Pai comum. Nem por isso devemos renunciar o encontro com a sua Mãe que se transforma em mãe comum por não olhar unicamente o ventre que o carregou e o leite que o amamentou , mas a fé que nos comunica ao encontrar em Jesus não só o Deus, Filho do Pai do Céu e por isso também nosso Pai por ter sido dado à luz por uma mulher eternamente bem-aventurada.

Elevemos instantes súplicas à Mãe de Deus, exaltada sobre todos os Anjos e Santos, para que interceda junto do Seu Filho por todos os homens, até que se reúnam em paz e harmonia no único Povo de Deus, para glória da Santíssima e indivisa Trindade ( LG. 69).

Reflexão Apostólica:

Exaltar a mãe significa exaltar o filho. Jesus não rejeita à proclamação da mulher, mas a completa. A maior bem-aventurança é a fidelidade total à Palavra de Deus. Não se alcança a bem-aventurança através dos laços sanguíneos.

As genealogias características da ideologia de “povo eleito”, ostentadas pelas elites religiosas de Israel, nada valem. Os horizontes de Jesus vão além da ascendência de sangue.

É o Reino de Deus, reino da vida para todos, sem restrições de âmbito familiar ou de raça. Ouvir a Palavra e pô-la em prática é a bem-aventurança da inserção no Reino.
No âmbito familiar o amor à vida manifesta-se com os cuidados com a alimentação e a saúde, com a moradia saudável, com o conforto e a alegria, com a educação.

O colocar em prática as palavras de Jesus significa assumir a missão de transformar este amor em amor universal, no cultivo da vida entre os pobres excluídos e humilhados.

São muitos os bem-aventurados que, humildemente, se comprometem com esta missão, fazendo dos pobres sua própria família.

Nossa Senhora, antes deste acontecimento já havia proclamado isto quando visitou Isabel e rezou o Magnificat (Lc 1, 46-48): “minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora me proclamarão bem-aventurada todas as gerações.

Ser bem aventurado (a) é ser feliz, portanto quando Jesus respondeu àquela mulher que levantou a voz no meio da multidão, e felicitou aquela cujo ventre O havia guardado e cujos seios O haviam amamentado Ele estava confirmando o que Maria, Sua Mãe já havia anunciado ao mundo todo.

Portanto, Maria é a primeira discípula do próprio Filho e “modelo da Igreja na ordem da fé, da caridade e da união perfeita com Cristo” (LG 63)

Você também é feliz como Maria? Qual a influência que a Palavra de Deus tem exercido na sua vida?

O texto de hoje mostra como, uma mulher anônima, no seu silêncio, ao reconhecer a presença de Jesus, se anima a dar glória. Jesus, em contrapartida, mostra-lhe qual é a verdadeira grandeza aos olhos de Deus. Aqui vemos de maneira concreta o projeto de Jesus.

Hoje o evangelho nos convida a que sejamos Palavra viva, Palavra praticada, Palavra criadora. Escutar a Palavra de Deus é deixar-se guiar por ela, eliminando nossos egoísmos, nossa tendência de domínio, para que viva em nossa vida a fraternidade e a misericórdia. Tenhamos Maria como modelo, pois ela guardou, escutou e gerou a Palavra de Deus.

Propósito:

Pai, dá-me a graça de compreender sempre mais que a grandeza de Maria consistiu em ser fiel à tua Palavra acolhida e posta em prática com generosidade sem limites.

PASSOS INTERMEDIÁRIOS

A atmosfera de expectativa é o terreno perfeito para o florescer de milagres.

Existem algumas coisas que estão direta e imediatamente ao seu alcance, porém, existem muitas outras que você só irá alcançá-las se der, primeiramente, alguns passos intermediários. Não existe apenas uma estrada que leva para todos os destinos. Freqüentemente, é necessário viajar numa determinada estrada até que você tenha acesso a uma outra e, a seguir, a uma posterior, até chegar ao destino final desejado.

Cada realização abre a porta para muitas outras realizações. Cada passo que você toma, de maneira bem sucedida, lhe dá muitas escolhas adicionais para onde o próximo passo pode ser direcionado. Seja o que for que estiver além do seu alcance, nesse momento, isso não significa que estará para sempre fora do seu alcance. Existe algum passo necessário que você deve dar, agora, a fim de colocá-lo solidamente na correta direção.

As mais significativas realizações são alcançadas por aqueles que estão comprometidos em achar e dar os passos intermediários necessários. Apesar das chances serem muito fortes de você não poder alcançar os seus alvos imediatamente, – ainda assim – você pode começar o processo de alcançá-los no momento em que você desejar. Esteja aberto e pronto a dar os passos intermediários, pois assim você irá expandir as suas opções de forma dramática. Trabalhe passo a passo em direção ao seu alvo e aquele alvo poderá ser – realisticamente – e pela graça de Deus, qualquer coisa que você desejar.

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