Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

EVANGELHO DO DIA 19 DE AGOSTO DOMINGO – ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA


ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA

19 agosto– Quem é vacilante nas convicções será sempre fraco e incapaz. Ao inverso, é preciso crer sempre, com equilíbrio, com inteligência e com firmeza. (L 10) São Jose Marello

Maria e Isabel – Lc 1,39-56

Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!”. Maria então disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa.
1º Meditação: 

Lucas, em seu evangelho, com as narrativas de infância de Jesus, deixa perceber a sua origem simples, em uma casa pobre, na pequena vila de Nazaré, longe de Jerusalém, capital religiosa da Judeia, e de qualquer outra grande cidade onde se concentram as elites privilegiadas.

Os quatro evangelhos apresentam a inauguração do ministério de Jesus a partir do seu encontro com João Batista, do qual recebe o batismo.

Lucas antecipa este encontro já no ventre de suas mães, e evidencia a íntima relação entre João Batista e Jesus com os paralelos entre as anunciações de suas concepções e as narrativas de seus nascimentos.

Maria, em seu cântico, manifesta-se solidária com os pequenos e humildes excluídos. Ela exprime que tem consciência de que a ação de Deus nela, que a engrandece, se dá em benefício de todos os povos. Ela sabe que não pode separar uma graça pessoal de um dom em favor da comunidade e do povo.

Em Maria que visita a sua prima Isabel Deus na pessoa de Jesus, Seu Filho visita o seu povo. Em Maria Deus anuncia a Alegria e serve discretamente a humanidade inteira:Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Maria é portadora da fonte da alegria e cada cristão é também convidado a sê-lo. A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador. Com estas palavras Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons singulares que Lhe foram concedidos e enumera depois os benefícios universais com que Deus favorece continuamente o género humano.

Não fique ingrata! Glorifica o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida interior ao louvor e serviço de Deus e, pela observância dos mandamentos, mostra que está a pensar sempre no poder da majestade divina.

Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas em meditar no seu Criador, de quem espera a salvação eterna.

Porque fez em mim grandes coisas o Todo-poderoso, e santo é o seu nome. Maria nada atribui aos seus méritos, mas reconhece toda a sua grandeza como dom d’Aquele que, sendo por essência poderoso e grande, costuma transformar os seus fiéis, pequenos e fracos, em fortes e grandes.

Logo acrescentou: E santo é o seu nome, para fazer notar aos que a ouviam e mesmo para ensinar a quantos viessem a conhecer as suas palavras, que, pela fé em Deus e pela invocação do seu nome, também eles poderiam participar da santidade divina e da verdadeira salvação, segundo a palavra do Profeta: E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. É precisamente o nome a que Maria se refere ao dizer: E o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.

Enquanto a Igreja aguarda a jubilosa esperança da vida eterna introduz na sua liturgia o costume, belo e salutar, de cantar todos este hino de Maria na salmodia vespertina, para que o espírito dos fiéis, ao recordar assiduamente o mistério da Encarnação do Senhor, se entregue com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirme na verdadeira santidade.

Como Maria, que da nossa boca brotem apenas as palavras de gratidão que traduzem o sentir mais profundo do nosso coração: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador»

1º Reflexão Apostólica:

Maria recebe de Deus um grande presente e uma grande responsabilidade – Ser a mãe de Jesus. O que se passou na cabeça daquela jovem, na fração de segundos entre a mensagem do anjo Gabriel e a resposta da mãe escolhida por Deus? Que reação temos ao sermos pegos de surpresa?

Sim! Tremem-se as pernas, pupilas se dilatam, o corpo se arrepia, nosso tempo de reação fica comprometido pela descarga de adrenalina na corrente sanguínea, a freqüência cardíaca dispara, ficamos pálidos e geralmente não conseguimos nem nos mover, outros apenas fogem.

Numa situação fisiológica tão desconfortável e peculiar (ainda parece que é a noite) é que Maria recebe o anúncio. O anjo a acalma, diz que nada há por temer, recebe o SIM da jovem e parte!

Imagino agora a inquietação dessa serva ao saber o que lhe aconteceu por meio do Espírito Santo. Imagine alguém que passou numa prova, num concurso, no vestibular, […] e que naturalmente quer que apareça, o mais rápido que possível, alguém para que possa contar a novidade e com ela celebrar. Lembrei dos meus familiares quando passei no vestibular… Estavam mais felizes do que eu, mas por que?

Porque olhavam para meu sucesso como se fosse deles. O que eu havia conseguido era uma vitória, mas para eles era o gol do time favorito numa final de campeonato. “(…) Ele cumpriu as promessas que fez aos nossos antepassados e ajudou o povo de Israel, seu servo. Lembrou de mostrar a sua bondade a Abraão e a todos os seus descendentes, para sempre”.

Foi assim que Isabel recebeu Maria. Isabel talvez se lembrasse das promessas de Deus para seu povo, lembrava das vezes em que foram infiéis; olhava para Maria, sua prima, e talvez pensasse: Ele nos perdoou! “(…) Você é a mais abençoada de todas as mulheres, e a criança que você vai ter é abençoada também! Quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha me visitar?! Quando ouvi você me cumprimentar, a criança ficou alegre e se mexeu dentro da minha barriga. Você é abençoada, pois acredita que vai acontecer o que o Senhor lhe disse”.

Isabel via naquele ventre a prova real que Deus não havia abandonado seu povo (para o Judeu, o maior bem que podemos querer, é sentir a presença de Deus).

A alegria de sua prima se firmava, pois em meio ao domínio romano, da opressão, dos tantos deuses, da falta de fé, alguém conseguiu tocar a Deus, gesto este que outras santas mulheres, santas, pois tinham fé, conseguiram durante a missão de Jesus.

Do anúncio ao MAGNIFICAT foram poucos dias. Da possível dúvida que brotava de um coração humano, da angústia de ser mãe numa terra onde apedrejavam as adúlteras, de estar noiva de José e de portar em seu ventre a maior declaração de amor de Deus, foram poucos dias. Isso nos chama atenção ao fato de não podermos perder tempo. João Evangelista, mesmo tão querido e próximo a Jesus, levou quase sessenta pra entender do fundo de sua alma que Deus é amor!

Maria com seu “SIM” ensinou ao mundo a perdoar e esquecer o erro de EVA e a fraqueza de ADÃO. Fez acreditarmos novamente que nunca estamos sozinhos.

Maria foi visionária num tempo onde homens eram pequenos; foi destemida, pois não sabia as linhas escritas no seu destino. Amou uma criança, a fez homem, o viu pregar, anunciar, salvar, […]. Jesus não passou num vestibular, mas creio que Maria, como mãe, ao vê-lo se tornar grande, se realizou em seu filho.

Santa Maria, mãe de Deus, Rogai por nós!

2º MEDITAÇÃO;

Maria “proclama que Deus realizou uma tríplice inversão das falsas situações humanas, para restaurar a humanidade na salvação, obra de Cristo. No campo religioso, Deus derruba as auto-suficiências humanas; confunde os planos dos que nutrem pensamentos de soberba, erguem-se contra Deus e oprimem os homens. No campo político, Deus destrói os injustificáveis desníveis humanos, abate os poderosos dos tronos e exalta os humildes; repele aqueles que se apoderam indevidamente dos povos, e aprova os que os servem para promover o bem das pessoas e da sociedade, sem discriminações… No campo social, Deus transtorna a aristocracia estabelecida sobre ouro e meios de poder, cumula de bens os necessitados e despede de mãos vazias os ricos, para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade e entre os povos”

O Evangelho de hoje que costumamos chamar “a visita de Maria a Isabel”. Pertence aos relatos do nascimento e infância de Jesus. Lucas não pretende, em primeiro lugar, mostrar como isso aconteceu, mas reler esses acontecimentos à luz da morte-ressurreição de Jesus, a fim de iluminar a caminhada das primeiras comunidades cristãs. Não se trata, pois, de curiosidade histórica, mas de leitura teológica. Dividiremos essa seção em dois momentos: o encontro entre Maria (grávida de Jesus) e Isabel (grávida de João), e o Canto doMagnificat.

Para entender o objetivo de Lucas em relatar os eventos ligados à concepção e nascimento de Jesus, é essencial conhecer algo da sua visão teológica. Para ele, o importante é acentuar o grande contraste, e ao mesmo tempo a continuidade, entre a Antiga e a Nova Aliança. A primeira está retratada nos eventos ligados ao nascimento de João, e tem os seus representantes em Isabel, Zacarias e João; a segunda está nos relatos do nascimento de Jesus, com as figuras de Maria, José e Jesus.

Para Lucas, a Antiga Aliança está esgotada — os seus símbolos são Isabel, estéril e idosa, Zacarias, sacerdote que não acredita no anúncio do anjo, e o nenê que será um profeta, figura típica do Antigo Testamento. Em contraste, a Nova Aliança tem como símbolos a virgem jovem de Nazaré que acredita e cujo filho será o próprio Filho de Deus. Mais adiante, Lucas enfatiza este contraste nas figuras de Ana e Simeão, no Templo, especialmente quando Simeão reza:”Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar o teu servo partir em paz. Porque meus olhos viram a tua salvação”.

Na anunciação, o anjo informara Maria a respeito da gravidez de Isabel, com a garantia de que nada é impossível para Deus. Ao declarar-se serva do Senhor, ela concebe Jesus e, como sinal de seu serviço, dirige-se apressadamente à casa de Zacarias, ao encontro e a serviço de Isabel.

A cena mostra o encontro de duas mães agraciadas com o dom da fecundidade e da vida (Isabel era estéril e Maria não teve relações com nenhum homem); mostra também o encontro de duas crianças, o Precursor e o Messias, ambos sob o dinamismo do Espírito Santo.

Jesus havia sido concebido por obra do Espírito; João Batista exulta no seio de Isabel que, cheia do Espírito Santo, proclama Maria bem-aventurada. Mas a cena mostra, sobretudo, que a Trindade se revela aos pobres e faz deles sua morada permanente. O Pai havia revelado a Maria o dom feito a Isabel, a marginalizada porque estéril; o Espírito revela a Isabel que Maria, a serva do Pai, se tornou “mãe do Senhor”.

Assim a Trindade entra na casa dos pobres e humilhados que esperam a libertação. Os nomes das personagens nos ajudam a ver melhor: Jesus (= Deus salva); João (= Deus é misericórdia); Zacarias (= Deus se lembrou); Isabel (= Deus é plenitude); Maria (= a amada). Maria se torna, assim, pioneira insuperável de evangelização, pois leva Jesus-Messias às pessoas.

Duas são as características mais importantes de Maria no relato da visita a Isabel. E são exatamente as qualidades do discipulado no Evangelho de Lucas: atenção e adesão absolutas à palavra de Deus e, como conseqüência disso, serviço incondicional a quem necessita. Maria é discípula fiel (em relação a Deus) e solidária (em relação ao próximo).

Por isso, não devemos reduzir a história de hoje a um relato que pretende mostrar a caridade de Maria em cuidar da sua parente idosa e grávida. Se a finalidade de Lucas fosse somente mostrar Maria como modelo de caridade, não teria colocado versículo 56, que mostra ela deixando Isabel na hora de maior necessidade: “Maria ficou três meses com Isabel; e depois voltou para casa”. Também não é verossímil que uma moça judia de mais ou menos quatorze anos enfrentasse uma viagem tão perigosa como a de Galiléia à Judéia!

A intenção de Lucas é literária e teológica. Ele coloca juntas as duas gestantes, para que ambas possam louvar a Deus pela sua ação nas suas vidas, e para que fique claro que o filho de Isabel é o precursor do filho de Maria. Por isso, Lucas tira Maria de cena antes do nascimento de João, para que cada relato tenha somente as suas personagens principais: dum lado, Isabel, Zacarias e João; doutro lado, Maria, José e Jesus.

O fato que a criança “se agitou” no ventre de Isabel faz recordar algo semelhante na história de Rebeca, quando Esaú e Jacó “pulavam” no seu ventre. O contexto, salienta que João reconhece que Jesus é o seu Senhor. Iluminada pelo o Espírito Santo, Isabel pode interpretar a “agitação” de João no seu ventre — é porque Maria está carregando o Senhor.

A expressão de alegria de Isabel ao acolher Maria recorda a surpresa de Davi ao acolher a Arca (“Como é que a Arca de Javé poderá ser introduzida em minha casa?”. Em base a esse paralelismo, alguns vêem em Maria a arca da nova Aliança, por ser ela a mãe do menino que é chamado Santo, Filho de Deus. Mas o elogio de Isabel a Maria vai além de sua maternidade física.

A grande bem-aventurança de Maria é ter acreditado que as coisas ditas pelo Senhor iriam cumprir-se. Isso está em perfeita sintonia com o Evangelho de Lucas, no qual ela aparece como modelo do discípulo. O próprio Jesus afirma haver uma bem-aventurança que supera a da maternidade física: “Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam”. Maria, a escrava do Senhor, merece a bem-aventurança dos ouvintes cristãos a quem Lucas, chama de servos e servas do Senhor.

As palavras referentes a Maria: “Você é bendita entre as mulheres, e bendito é o fruto do seu ventre” fazem lembrar mais duas mulheres que ajudaram na libertação do seu povo, no Antigo Testamento: Jael e Judite. Aqui Isabel louva a Maria que traz no seu ventre o libertador definitivo do seu povo. Vale destacar o motivo pelo qual Isabel chama Maria de “bem-aventurada”: “Bem-aventurada aquela que acreditou”. Maria é bendita em primeira lugar, não por sua maternidade, mas pela fé – em contraste com Zacarias, que não acreditou.

Assim, Lucas apresenta Maria principalmente como modelo de fé. Já no relato da Anunciação, Maria expressou essa fé quando disse: “Faça-se em mim segundo a tua palavra”. Assim, ela aceita, não somente ser a mãe do Senhor, mas a protagonista da construção duma sociedade de solidariedade e justiça, tão almejada por Deus.

Por isso, Lucas faz uma releitura do Canto de Ana e coloca nos lábios de Maria o canto do Magnificat, em sintonia com a espiritualidade secular dos Pobres de Javé, que, desprovidos de qualquer poder, põem a sua esperança em Deus, que “dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias”.

Longe de ser uma figura passiva, a Maria deste capítulo é modelo para todos que assumem a luta em favor duma sociedade alternativa, de partilha, solidariedade e fraternidade. No Magnificat, Deus realiza a esperança dos pobres.

Algumas observações preliminares ajudarão a entender melhor o texto. Em primeiro lugar, devemos perguntar se foi Maria quem pronunciou esse hino de louvor que chamamos de Magnificat. Alguns manuscritos atribuem esse hino a Isabel. O Magnificat se inspira fortemente no canto de Ana, mãe de Samuel, depois que Deus a livrou da humilhação da esterilidade. Nesse sentido, o hino está mais para Isabel do que para Maria. Porém, a idéia de serva e a expressão “todas as gerações me chamarão de bem-aventurada” se adaptam melhor a Maria.

Em segundo lugar, os estudiosos são concordes em afirmar que o Magnificat, assim como se encontra, não foi composto por Maria. Uma prova disso são os verbos no passado: agiu com a força de seu braço, dispersou, depôs, exaltou, cumulou, despediu etc. Esses verbos no passado revelam que o hino é lido à luz da vida, morte e ressurreição de Jesus. “Deus inverteu o estado de coisas que a crucifixão havia criado”.

Em terceiro lugar, trata-se de descobrir quem compôs esse hino. É bem provável que fosse um hino das primeiras comunidades cristãs, onde se louva a intervenção de Deus em favor dos pobres, humilhados e famintos, contra os orgulhosos, poderosos e ricos (característica dos hinos de louvor).

O contraste de sortes ressalta o poder de Deus e as maravilhas que realiza em favor dos pobres, coroando suas esperanças. Lucas atribuiu esse hino a Maria porque ela, mais que todos, expressava os sentimentos e atitudes de compromisso, esperança e confiança no poder de Deus.

Lucas foi muito corajoso ao atribuir esse hino a Maria, ressaltando-lhe o valor e a importância enquanto figura representativa de uma coletividade. Ela, portanto, é porta-voz qualificada dos discípulos cristãos, dos pobres que anseiam por libertação. É porta-voz dos oprimidos, pobres, aflitos, viúvas e órfãos. Opostos a esses estavam os ricos, mas também os orgulhosos e auto-suficientes que punham suas esperanças nos próprios recursos, não sentindo qualquer necessidade de Deus.

É um texto profético. Não no sentido de previsão do futuro, mas no sentido genuíno da profecia, que pode ser traduzida como denúncia de algo errado e anúncio de uma transformação. Maria é profetisa porque, movida pelo Espírito, encarna os ideais dos profetas do Antigo Testamento, do qual também ela faz parte.

O espírito do Magnificat combina com o da comunidade de Jerusalém, na qual provavelmente o hino tomou corpo, tornando-se canto de louvor pela libertação. Pondo-o nos lábios de Maria, Lucas atribui a ela um papel importante na história da salvação, “um papel representativo que, partindo do relato da infância, penetrará no mistério de Jesus e chegará finalmente à Igreja primitiva”.

O Magnificat, como os salmos do tipo “hino de louvor”, contém uma introdução onde se louva Deus; um corpo, que enumera os motivos de louvor, e uma conclusão, que ressalta por que Deus agiu assim, cumprindo as promessas feitas aos antepassados.

A introdução vê realizadas as expectativas de Ana e do profeta Habacuc, que traduzem as esperanças dos pobres (“anawim). Atribuindo a Maria este hino, Lucas a torna intérprete dos anseios dos humilhados que vêem, finalmente, realizadas suas esperanças.

O corpo do Magnificat ressalta a ação de Deus em favor dos humilhados. Essa ação é descrita como maravilha, termo que, na Bíblia, marca as grandes intervenções de Deus em vista da libertação (por exemplo, o êxodo). A maravilha divina é libertar os que sofrem e esperam nele, exaltando-os e cumulando-os de bens. Os aspectos político e econômico estão bem representados (poderosos destronados; ricos despedidos de mãos vazias).

A conclusão salienta que a ação de Deus em favor dos pobres é fruto da memória de sua misericórdia, renovando hoje os benefícios e opções feitos no passado, mantendo assim a fidelidade prometida a Abraão e a seus descendentes.

Podemos também acrescentar que neste capítulo primeiro, nós encontramos — na Bíblia — as frases da primeira parte da oração da “Ave Maria”: “Ave Maria” (Lc 1,28), “Cheia de graça” “O Senhor é convosco”(Lc 1,28), “Bendita sois vós entre as mulheres.” “Bendito o fruto do vosso ventre” (Lc 1,42), que demonstra que, quando tratado com fundamento bíblico, a figura de Maria não é empecilho para uma caminhada ecumênica, pois a Escritura a aponta como modelo de fé para todos nós!

Maria, casada com um carpinteiro da Galiléia, vive com fidelidade o projeto vivificante de Deus. Ao saber que sua parenta, Isabel, casada com um sacerdote do Templo de Jerusalém, estava com uma gravidez mais avançada que a sua, vai servi-la. Temos o encontro da periférica Galiléia com a elitizada Judéia. Maria, oriunda da periferia, já vive a dimensão do serviço, característica dominante na prática de Jesus, que “não veio para ser servido mas para servir”.

A presença do Reino entre os pobres é destacada por Maria em seu cântico: “Ele… derrubou os poderosos de seu tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e mandou embora os ricos de mãos vazias”.

Assumindo responsavelmente o projeto de Deus, Maria é figura e esperança de quantos aspiram por liberdade e vida. Ela vem reforçar a confiança dos pobres, ao mostrar que neles o Poderoso opera maravilhas de libertação. Serva fiel, bem-aventurada porque acreditou nas promessas, solidária com os necessitados, é mãe das comunidades que lutam contra os dragões que procuram matar as sementes do Reino e roubar-lhes as esperanças. Associada intimamente a Jesus por sua maternidade e mais ainda pela prática da Palavra, participa da vitória de Cristo, primícia da vida em plenitude.

As palavras de Maria refletem a alegria do espírito, difícil de exprimir: Meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador. Porque a verdade profunda, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se a nós em Cristo, que é, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda a revelação.

No arroubo de seu coração, Maria confessa ter-se encontrado no próprio âmago dessa plenitude de Cristo. Está consciente de que em si está sendo cumprida a promessa feita aos pais e, em primeiro lugar, em favor de Abraão e de sua descendência para sempre: que para si, portanto, como Mãe de Cristo, converge toda a economia salvífica, na qual de geração em geração  se manifesta aquele que, como Deus da Aliança, se lembra de sua misericórdia.

O “canto de Maria” retrata sua gratidão a Deus e o reconhecimento de ser escolhida para se tornar a mãe do Salvador. O canto de Maria nos estimula a lutar pelo mundo novo já iniciado com a ressurreição de Jesus. Esse mundo novo irá se tornando realidade concreta se formos cidadãos conscientes e responsáveis.

Martinho Lutero escreveu um belo comentário do Magnificat de Maria, em que repetidamente ele se refere à “doce Mãe de Deus” e exalta a Virgem Maria nestes termos:

“Ela nos ensina como devemos amar e louvar a Deus, com alma despojada e de modo verdadeiramente conveniente, sem procurar nele o nosso interesse. Ora, ama e louva a Deus com o coração simples e como convém a quem o louva simplesmente porque é bom; quem não considera mais que a sua pura bondade e só nela encontra o seu prazer e a sua alegria. Eis um modo elevado, puro e nobre de louvar : é bem próprio de um espírito alto e nobre corno o da Virgem. Aqueles que amam com coração impuro e corrompido, aqueles que, de maneira semelhante à dos exploradores, procuram em Deus o seu interesse, não amam e não louvam a sua pura bondade, mas pensam em Si mesmos e só consideram quanto Deus é bom para eles mesmos. A religiosidade verdadeira, portanto, é louvor a Deus incondicionado e desinteressado.”

“Maria — escreve a seguir Lutero — não se orgulha da sua dignidade nem da sua Indignidade, mas unicamente da consideração divina, que é tão superabundante de bondade e de graça que Deus olhou para uma serva assim tão insignificante e quis considerá-la com tanta magnificência e tanta honra… Ela não exaltou nem a virgindade nem a humildade, mas unicamente o olhar divino repleto de graça.(…) De fato não deve ser louvada a sua pequenez, mas o olhar de Deus” (Do livro “Maria Mãe dos homens”, p.561).

A propósito, é interessante lembrar que, além de Lutero, outros mestres da Reforma, no século XVI, como Calvino e Zuínglio, foram muito fiéis a Maria  deixaram belas expressões de estima e louvor a Maria Santíssima.

Calvino, em alguns aspectos, foi mais radical. Suprimiu as festas Marianas, aceita o título “Mãe de Deus” definido pelo Concílio de Éfeso em 431 mas prefere a expressão “Mãe de Cristo”. Sustenta a perpétua virgindade de Maria, afirmando que “os irmãos de Jesus” citados em (Mateus 13,55) não são filhos de Maria, e sim parentes. Professar o contrário, segundo Calvino, significa “ignorância”, louca sutileza e “abuso da Sagrada Escritura”.

Zuínglio, o reformador em Zurich, conservou três festas Marianas e a recitação da Ave Maria durante o culto sagrado. Os seus testemunhos, aos quais outros se poderiam acrescentar, dão suficientemente a ver como a crença em Maria ocupa lugar eminente no conjunto das verdades que a fé cristã sempre professou.

E para nós: O que representa Maria? Em que o Magnificat influencia em nosso modo de viver o cristianismo hoje?

Que saibamos estar atentos aos que estão à nossa volta! Que os sofrimentos e as dificuldades que envolvem as família, façam parte de nossa oração! Confiemos estas famílias a Maria, para que encontrem em seu caminho as graças da esperança e da alegria profunda. Que nosso Pai que está nos céus nos guie na sua Paz!

3º Meditação

Lucas coloca nos lábios de Maria o que todo cristão de coração simples deve, não somente proclamar com seus lábios, mas realizar também através de seu esforço e de sua luta de cada dia; é um convite a não continuar “engolindo” o conto que uma sociedade tão injusta como a de Maria – e como a nossa – seja o reflexo de algum desígnio ou querer de Deus.

O que é de fato revolucionário é que o Magnificat revela uma imagem de Deus absolutamente diferente da imagem de Deus que os opressores constroem. Será, então, que há um Deus para cada um? Evidentemente que não.

Logo, com a imagem de Deus, que se revela nos humildes e simples, desmonta-se e se desmascara esse deus criado pelos poderosos, imposto a todo o povo, e ao qual “amam” porque continuamente bendiz seus interesses.

Essa é a idéia dos deuses falsos, dos ídolos, que os profetas atacaram tão veementemente. Não se trata tanto de imagens ou figuras físicas, feitas de madeira ou pedra, mas sim de uma idéia, uma concepção distorcida de Deus que se impõe às pessoas como verdadeira e única.

Isabel ficou cheia do Espírito Santo quando Maria a visitou! Assim sendo, a Mãe de Jesus nos ensina que quando levamos Jesus para as pessoas, elas também ficam cheias do Espírito, por isso, se alegram com a nossa chegada.

Às vezes até podemos achar que somos imprescindíveis e muito importantes para o irmão, todavia, devemos ter consciência de que somos meros canais da graça do Senhor.

O Espírito Santo é quem realiza a obra do Senhor no nosso coração e é quem nos faz sair de nós mesmos (as) e ir à busca dos que estão necessitados.

Sem mesmo percebermos nós somos instrumentos de Deus na vida dos nossos irmãos para que se cumpram os Seus desígnios e os Seus planos se realizem. Basta que nos ponhamos atentos e disponíveis, o Senhor nos usa para levarmos consolo, abrigo, alegria e solidariedade.

Maria soube distinguir isto e não perdeu tempo, pôs-se a caminho das montanhas esquecendo a glória de ser mãe de Deus se fez serva, auxiliadora, anunciadora e canal da graça do Espírito Santo. Assim, ela foi a primeira a levar a alegria de Jesus ao mundo! Maria mesma se auto afirmou ser bem-aventurada, feliz, cheia de graças!

Somos também bem aventurados (as) se acreditamos nas promessas do Senhor. O Espírito Santo é quem nos ensina a louvar a Deus e a manifestar gratidão pelos Seus grandes feitos na nossa vida, por isso, também somos felizes.

Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje, também nos visita e traz para nós o Seu Menino Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar, a bendizer a Deus com os nossos lábios.

“O Senhor no meio de nós, nos salva”, são palavras que ressoam da profecia de Sofonias e nos levam a pensar de imediato na pessoa de Maria, que por seu “sim”, deu uma reviravolta não só em sua vida, mas na história mesma da humanidade ao aceitar que em seu seio o Senhor se encarnasse.

O Espírito Santo é quem leva Isabel a reconhecer em Maria a presença de Deus e a exultar de alegria. E é quem move Maria a cantar um precioso louvor dirigido ao Pai, reconhecendo-o como cumpridor da promessa a seu povo de libertá-lo e conceder-lhe em seu Filho o sol da justiça que dispersa aos soberbos e enaltece os humildes.

Hoje, junto com Maria e a partir da experiência de Deus que inundou como a ninguém seu Coração Imaculado, elevemos o mais piedoso louvor, porque ele se continua manifestando grande e próximo no meio dos sofrimentos e dificuldades de seu povo, cumprindo cada dia com sua promessa de amor pela humanidade. Que seu Santo Espírito nos mova a louvá-lo como o verdadeiro Salvador que vem ao nosso encontro.

Você também se considera bem aventurado (a)? Você se sente comprometido (a) com Deus? Você tem usado o Espírito Santo que mora em você para ir à busca daqueles que precisam ser amados e ajudados? Imagine-se como Maria visitando hoje alguém que você sabe que está precisando de amor!

 3º Reflexão Apostólica:

Em Maria que visita a sua prima Isabel Deus na pessoa de Jesus, Seu Filho visita o seu povo. Em Maria Deus anuncia a Alegria e serve discretamente a humanidade inteira: Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Maria é portadora da fonte da alegria e cada cristão é também convidado a sê-lo. A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.

Com estas palavras Maria reconhece, em primeiro lugar, os dons singulares que Lhe foram concedidos e enumera depois os benefícios universais com que Deus favorece continuamente o gênero humano.

Não fica ingrata! Glorifica o Senhor a alma daquele que consagra todos os sentimentos da sua vida interior ao louvor e serviço de Deus e, pela observância dos mandamentos, mostra que está a pensar sempre no poder da majestade divina.

Exulta em Deus, seu Salvador, o espírito daquele que se alegra apenas em meditar no seu Criador, de quem espera a salvação eterna.

Porque fez em mim grandes coisas o Todo-poderoso, e santo é o seu nome. Maria nada atribui aos seus méritos, mas reconhece toda a sua grandeza como dom d’Aquele que, sendo por essência poderoso e grande, costuma transformar os seus fiéis, pequenos e fracos, em fortes e grandes.

Logo acrescentou: E santo é o seu nome, para fazer notar aos que a ouviam e mesmo para ensinar a quantos viessem a conhecer as suas palavras, que, pela fé em Deus e pela invocação do seu nome, também eles poderiam participar da santidade divina e da verdadeira salvação, segundo a palavra do Profeta: E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. É precisamente o nome a que Maria se refere ao dizer: E o meu espírito exulta em Deus meu Salvador.

Enquanto a Igreja aguarda a jubilosa esperança da vida eterna introduz na sua liturgia o costume, belo e salutar, de cantar todos este hino de Maria na salmodia vespertina, para que o espírito dos fiéis, ao recordar assiduamente o mistério da Encarnação do Senhor, se entregue com generosidade ao serviço divino e, lembrando-se constantemente dos exemplos da Mãe de Deus, se confirme na verdadeira santidade.

Rezemos com Maria, hoje: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo!”

Como Maria, que da nossa boca brotem apenas as palavras de gratidão que traduzem o sentir mais profundo do nosso coração: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador»

Propósito:

Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.

POSITIVO E REALISTA

Pensar positivamente irá permitir que você faça tudo que o pensar negativo jamais irá permitir. 

É realistico ser positivo quando a sua vida está abarrotada de problemas muito difíceis? Sim, com absoluta certeza. Ser positivo não significa ignorar ou evitar problemas. Ser positivo significa ver aquelas dificuldades da maneira que elas são, e, a seguir, fazer tudo que é necessário para superá-los. Isso demanda esforço e compromisso e não é uma tarefa fácil. Porém, é a melhor de todas as outras opções.

Evidente que é difícil permanecer positivo quando os problemas infestam ao seu redor, mas é precisamente quando o seu foco positivo pode fazer a maior de todas as diferenças. Não há necessidade de negar a realidade afim de permanecer positivamente focado. Com disciplina, diligencia, esforço e compromisso você pode sim – pela graça de Deus – melhorar o seu momento.

Você não precisa perder o seu foco positivo para ser realistico e certamente que não é necessário negar a realidade afim de ser positivo. Permaneça realista e positivo ao mesmo tempo, pois assim você estará mudando o mundo para melhor.

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Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

Evangelho do dia 18 de agosto sábado


18 agosto –  O entusiasmo juvenil, como o éter, quando deixado em vaso aberto, volatiliza-se e se dispersa. Não devemos confundir a vontade passageira, por isso insuficiente, com a vontade permanente, que é eficaz. (L 10). (L 10) São Jose Marello 

 Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 19,13-15

Naquele momento, levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreenderam. Jesus disse: “Deixai as crianças, e não as impeçais de virem a mim; porque a pessoas assim é que pertence o Reino dos Céus”. E depois de impor as mãos sobre elas, ele partiu dali.”  

Meditação:

Em contrapartida à atitude dos discípulos que afastam as crianças de junto de Jesus e as impedem de se aproximar dele, Jesus ordena que as deixem se aproximar para serem abençoadas e rezar por elas.

O Mestre quer assim mostrar sua repugnância pelo preconceito que fazia seus seguidores desprezarem as crianças e suas mães que as apresentavam para que lhes impusessem as mãos.

Hoje, em nome de Deus, também segregamos as pessoas, separamo-las pela religião, raça, classe social, ou por serem mulheres e crianças que, a nosso ver, não podem participar do Reino de Deus.

Jesus age de modo diferente. Revoga os costumes preconceituosos dos fariseus e saduceus, escribas e sacerdotes, derrubando fronteiras, aproximando-se de todos.

Valoriza as pessoas, imagens de Deus, iguais em dignidade e como tais tratadas da mesma maneira. Será que hoje procedemos como nosso Mestre, Caminho, Verdade e Vida?

Na nova ordem do Reino dos céus estão integradas as pessoas simples, confiantes no Pai, fraternas, comunicativas, acolhedoras e solidárias, em busca do novo, de um futuro promissor de um mundo melhor.

Aqui a criança serve de exemplo não pela inocência ou pela perfeição moral. Ela é o símbolo do ser fraco, sem pretenções sociais: é simples, não tem poder nem ambições.

Na sociedade do tempo de Jesus, a criança não era valorizada, não tinha nenhuma significação social. A criança é, portanto, o símbolo do pobre marginalizado, que está vazio de si mesmo, pronto para receber o Reino.

Mais uma vez Jesus nos mostra a criança como pertencentes ao reino dos céus. Quem poderá ser como uma criança? O que faz com que uma criança viva o reino dos céus aqui?

A dependência, a naturalidade, a confiança, a entrega nas mãos dos pais, o coração transparente, a alegria, o suplicar, o pedir, o querer estar perto dos seus, o carinho, a inocência, a falta de maledicência, tudo isto faz a diferença entre a criança e o homem velho.

O Senhor nos quer com um coração de criança, renovado, que não julga, que espera, que confia, que ora e suplica. Isto é ser criança! Isto é viver o reino dos céus, aqui!

O mundo chama de tolos os que assim vivem, porém o que é tolice para o mundo é sabedoria para Deus.

Você quer ser como uma criança nas mãos do Pai? Você confia plenamente que Deus é Pai e que olhar por você a cada momento? Você é uma pessoa inocente? Crédula?

Reflexão Apostólica:

Em muito poucos casos os discípulos de Jesus colocam obstáculos para se chegar a ele. Neste caso particular das crianças, os discípulos representam um obstáculo maior porque reproduzem mecanicamente os preconceitos de sua própria cultura que via nas crianças seres carentes de juízo, de orientação e de entendimento, por isso não lhe era permitido o ingresso no âmbito adulto e muito menos no espaço de formação que Jesus oferecida a seus seguidores.

As famílias buscavam que as crianças conhecessem Jesus para que ele as abençoasse e orasse por elas. A bênção solene era feita impondo as mãos sobre a cabeça e a oração invocava a proteção divina. Estas práticas refletiam a crença popular que considerava importante a busca da companhia, o ensinamento e a bênção de pessoas santas, representadas por profetas, mestres e curadores.

Jesus não rejeita essas expressões da religião popular, antes descobre nelas valores fundamentais de uma autentica experiência religiosa, como a confiança, a sinceridade e a simplicidade.

E nós, quantas vezes fomos, como os discípulos do evangelho de hoje, obstáculo para que outros tivessem a oportunidade de se encontrar com o Senhor.

Ser discípulo não é fácil tarefa; antes é um compromisso severo de negação de muitas de nossas tendências, para seguir aquele que é o caminho, a verdade e a vida.

Permitimos – a partir de um testemunho de vida coerente, em que não haja a mentira, a injustiça, o ódio e o orgulho –, o encontro dos outros, como também nosso, com Jesus Cristo em nosso viver diário?

Propósito:

Pai, seja a simplicidade e a pureza de coração das crianças um exemplo no qual devo inspirar-me para ser fiel a ti._,_.___

Meditação

Associado ao tema da família, anteriormente apresentado, Mateus introduz o tema da criança. Nas crianças encontramos uma das formas de exclusão. Elas integram o universo social dos fracos e excluídos, formado pelos impuros, pecadores, pobres e gentios.

Os discípulos repreendem as crianças e aqueles que as levam a Jesus. Da mesma maneira eram repreendidos os dois cegos que clamavam a Jesus, na saída de Jericó (Mt 20,31).

O evangelho é muito breve. Só três versículos. Descreve como Jesus acolhe as crianças. O tema da criança também esteve em evidência como contraste às aspirações de poder dos discípulos.

Levaram a Jesus algumas crianças, para que ele lhes impusesse as mãos e rezasse por elas. Os discípulos ficaram incomodados e repreenderam as mães. Por que?

Provavelmente, de acordo com as normas severa das leis da impureza, as crianças pequenas na situação em que viviam eram consideradas impuras.

Se elas tocavam Jesus, Jesus ficaria impuro. Por isso, era importante evitar que chegassem perto e o tocassem. Porque isto já tinha acontecido uma vez, quando um leproso tocou Jesus. Jesus ficou impuro e não pode mais entrar na cidade. Tiveram que ficar nos lugares desertos (Mc 1,4-45).

Jesus reage e diz aos discípulos: Deixei as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos Céus”.

Jesus não se incomoda em passar por cima das normas que impedem a fraternidade e a acolhida a ser oferecida aos pequenos.

A nova experiência de Deus Pai marcou a vida de Jesus e lhe dá novos olhos para perceber e avaliar a relação entre as pessoas.

Jesus fica ao lado dos pequenos, dos excluídos e assuma sua defesa. Impressiona quando se reúne tudo o que a Bíblia fala sobre as atitudes de Jesus em defesa da vida das crianças e dos pequenos:

  1. a) Agradecer pelo Reino presente nos pequenos. A alegria de Jesus é grande, quando vê que as crianças, os pequenos, entendem as coisas do Reino que ele anunciava às pessoas. “Pai, eu te agradeço!” (Mt 11,25-26) Jesus reconhece que os pequenos entendem mais dos doutores as coisas do Reino!
  2. b) Defender o direito de gritar. Quando Jesus, entrando no Templo, derruba as mesas dos que trocavam moedas, foram as crianças a gritar: Hosana ao Filho de Davi!” (Mt 21,15). Criticadas pelos chefes dos sacerdotes e dos escribas, Jesus s defende e por isso cita as Escrituras (Mt 21,16).
  3. c) Identificar-se com os pequenos. Jesus abraça os pequenos e se identifica com eles. Quem acolhe um pequeno, acolhe Jesus (Mc 9, 37). “E toda vez que fizestes estas coisas a um destes meus irmãos menores, foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40).
  4. d) Acolher e não se escandalizar. Uma das palavras mais duras de Jesus é contra aqueles que são causa de escândalo para os pequenos, isto é, que são o motivo pelo qual os pequenos não acreditam mais em Deus. Por isto, melhor seria para eles que amarrassem ao colo uma pedra de moinho e serem lançadas no abismo do mar (Lc 17,1-2; Mt 18,5-7). Jesus condena o sistema, seja político seja religioso, que é motivo pelo qual os pequenos, as pessoas humildes, perde sua fé em Deus.
  5. e) Torna-se criança. Jesus pede a seus discípulos para se tornarem como crianças e aceitar o Reino como crianças. Sem isso não é possível entrar no Reino (Lc 9,46-48). Indica que as crianças são professores dos adultos. Isto não era normal, Estamos acostumados ao contrário.
  6. f) Acolher e tocar (o evangelho de hoje). Mães com filhos que chegam perto de Jesus para pedir a bênção. Os apóstolos reagem e as afastam. Jesus corrige os adultos e recebe as mães com suas crianças. Toca as crianças e as abraça. Deixai que os pequenos venham a mim, não os impeçais! (Mc 10,13-16; Mt 19,13-15). Pelas normas da época, seja as mães como seus filhos menores, viviam, praticamente, num estado de impuridade legal. Jesus não se deixa influencias por isso.
  7. g) Acolher e curar. Muitas são as crianças e os jovens que ele acolhe, cura e ressuscita: a filha de Jairo, de 12 anos (Mc 5,41-42), a filha da mulher Cananéia (Mc 7,29-30), o filho da viúva de Naim (Lc 7,14-15), o menino epilético (Mc 9,25-26), o filho do Centurião (Lc 7,9-10), o filho do funcionário público (Jo 4,50), a criança com cinco pães e dois peixes (Jo 6,9).

2º Reflexão Apostólica:

No Evangelho de hoje dois pontos me chamam atenção. O primeiro é o fato das crianças se sentirem atraídas por Jesus a ponto de provocar um tumulto que os próprios discípulos acharam necessário intervir, para depois serem repreendidos pelo Mestre.

Este é um ponto que eu considero interessante porque se prestarmos atenção, veremos que são pouquíssimas as pessoas que têm esse “magnetismo” com as crianças.

As características em comum nessas pessoas são: a doçura, a simplicidade, o sorriso constante, a paciência, a alegria, a jovialidade, a espontaneidade…

Em todos os lugares por onde Jesus passava, multidões vinham ouvi-lo, e as crianças vinham espontaneamente para que Ele impusesse suas mãos e orasse por elas. Jesus se deleitava com isso.

Nos quadros que tentam retratar essa cena, Jesus sempre está sentado, com um olhar sereno, com cada mão sobre a cabeça de uma criança super-comportada, e mais umas 3 crianças esperando pacientemente a sua vez.

Se eu fosse pintar um quadro da forma como imagino que aconteceu, seria com dezenas de crianças correndo, pulando, gritando, brincando e fazendo a maior festa em torno de Jesus, que se divertia com elas, enquanto alguns discípulos tentavam, em vão, controlar a bagunça…

Jesus sempre ensinou pelo exemplo e pelas palavras. Se Ele dizia que para entrar no Reino dos Céus, deveríamos ser como crianças, então Ele próprio se fazia criança, principalmente quando estava entre crianças.

O segundo aspecto que me fez refletir foi um questionamento para tentar entender melhor a psicologia de Jesus: Por que Ele deu tanta importância às crianças, a ponto de dizer que o Reino de Deus é delas, e para quem se faz como elas?

O que Jesus via nas crianças, para chegar a dizer isso? Já ouvimos muitos dizerem que a criança é espontânea; que pode ficar com raiva, mas no minuto seguinte já faz as pazes e esquece; que não vê malícia em nada; dentre tantas outras características. Qual a experiência de Jesus com as crianças? O que Jesus realmente queria transmitir aos discípulos?

Quando será que nós adultos, pais, irmãos, professores, impedimos as crianças de irem até Jesus? Isso acontece de várias maneiras.

Começando da nossa casa, nós, os pais, irmãos e padrinhos das crianças, as impedimos de irem até Jesus, quando não as levamos à missa, quando não as matriculamos na catequese, quando não lhes damos bons exemplos de cristãos etc.

Já sei o que você está querendo dizer. Eu mandei meu filho para a missa, sim. Matriculei minha filha na catequese, e até ensinei os dois a rezar antes de dormir. Ótimo! Mas você deu o exemplo indo à missa também, rezando na presença deles, os levou para o catecismo?

É como diz o velho ditado. Palavras sem exemplos, são tiros sem balas. Para a criança, um bom exemplo dos pais vale por mil palavras.

Se seu filho nunca viu você rezando, a fé dele está condenada. Seu filho, sua filha, são seus imitadores. Eles querem, exigem que as vossas palavras sejam seguidas de exemplos.

Se você diz para seu filho que ele tem de ser honesto e logo em seguida pega o telefone e fica combinando com o seu amigo como dar um desfalque na empresa, ou como fazer uma pirataria, você acha que o seu filho vai escolher ser honesto?

E o professor? Quando ele impede as crianças, seus alunos, de irem até Jesus? Quando na sua indiferença a qualquer religião, ele afirma para a classe. Deus?

Deus está na mente das pessoas! Ou por outro lado, quando o mestre nunca semeia uma palavra de fé para seus alunos, ou mesmo quando fala mal da Igreja ou dos padres.

No Evangelho de hoje, a criança serve de exemplo não pela inocência ou pela perfeição moral. Ela é o símbolo do ser fraco, sem pretensões sociais: é simples, não tem poder nem ambições. Na sociedade do tempo de Jesus, a criança não era valorizada, não tinha nenhuma significação social.

A criança é, portanto, o símbolo do pobre marginalizado, que está vazio de si mesmo, pronto para receber o Reino de Jesus.

Propósito: Dar mais atenção para as “crianças” e conduzí-las ao encontro com Jesus.

SEJA O PRIMEIRO

Fé é dar o primeiro passo mesmo quando você não pode ver todos os degraus à sua frente.  Martin Luther King

Seja o primeiro a sorrir. Quando não razão para sorrir é quando um sorriso é mais do que necessário. Seja o primeiro a perdoar e para sempre deixe o negativismo no passado onde realmente deve ser o seu lugar.

Seja o primeiro a tomar uma ação; quanto mais cedo você agir mais você irá realizar. Seja o primeiro a dizer “obrigado.” Uma real atitude de gratidão trará muitos dividendos à sua vida. Seja o primeiro a se adaptar a uma nova e diferente situação; pois quando você dá as boas vindas à mudanças, ela começa a trabalhar em seu favor.

Não fique esperando pelo melhor que a vida pode lhe oferecer. Seja o primeiro a se movimentar para a frente, confie em Deus, entregue diariamente seus sonhos a Ele e o resto Ele fará. Simplesmente, seja o primeiro!

Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

EVANGELHO DO DIA 17 DE AGOSTO SEXTA FEIRA


17 agosto  – Saber coordenar todos os nossos pensamentos, todos os nossos afetos, todas as nossas energias numa ideia fixa: viver nessa ideia, apaixonarmo-nos por ela, sublimarmo nos nela. (L 9).São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 19,3-12

Alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e, para experimentá-lo, perguntaram: “É permitido ao homem despedir sua mulher por qualquer motivo?” Ele respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne’? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. Perguntaram: “Como então Moisés mandou dar atestado de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o princípio. Ora, eu vos digo: quem despede sua mulher – fora o caso de união ilícita – e se casa com outra, comete adultério”. Os discípulos disseram-lhe: “Se a situação do homem com a mulher é assim, é melhor não casar-se”. Ele respondeu: “…De fato, existem eunucos que nasceram assim do ventre materno… outros ainda, tornaram-se eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”.  

Meditação:

A Lei de Moisés dava ao homem o direito de despedir sua mulher e entre os rabinos debatia-se sobre os motivos que o justificariam. Os fariseus, provocativamente, perguntam a opinião de Jesus sobre quais seriam estes motivos.

Descartando a Lei de Moisés, que era conivente com a dureza dos corações daqueles homens, Jesus, referindo-se à criação do homem e da mulher por Deus, e sua união em uma só carne, nega, simplesmente tal direito do homem. O fundamento da união é o amor, em vista da felicidade de ambos.

Para melhor compreender esta passagem, em que os fariseus interrogam Jesus sobre casamento e divórcio, utilizando a expressão “por qualquer motivo” (v. 3), e preciso conhecer um pouco do Antigo Testamento.

O código do Deuteronômio estabelece que ao divorciar-se de sua mulher, o homem deve declará-lo por escrito (24,1), com a seguinte fórmula: “ela não é a minha esposa e eu não sou seu marido” (Os 2,4).

No período pós exílio, Malaquias  censura os que abandonam sua mulher na juventude (2,14-15) e o Eclesiástico aconselha o divórcio apenas no caso de mulher má (25,26).

Isto fica muito vago e o Deuteronômio não esclarece, pois fala apenas de um comportamento inconveniente da mulher (24,1), para justificar o divórcio.

Nada deve ser interpretado como adultério, que era considerado na época, como ofensa capital. Provavelmente referem-se a causas legais de uso corrente ou até mesmo prescrições  jurídicas que não chegaram até nós.

Jesus sempre se posiciona contra o divórcio. Mas nessa época, duas escolas rabínicas disputavam a questão não resolvida no Antigo Testamento.

Uma escola permitia o divorcio, por qualquer razão que o marido encontrasse na mulher e a outra só permitia o divórcio em caso de adultério.

É neste contexto que surge a pergunta dos fariseus, que põe Jesus a prova: “É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer?” (v. 3)

Tentam fazer com que Jesus se posicione por uma das escolas, mas Ele recorre ao Gênesis 1,27; 2,24 como base bíblica  para sua resposta e afirma que no plano da criação original de Deus, o casamento e indissolúvel e nada pode terminar essa união.

Quanto a pergunta sobre a lei de Moisés (v.7),  Jesus diz que no Antigo Testamento o repúdio era permitido apenas como concessão a fraqueza humana, e reafirma que não é a intenção original de Deus.

A seguir, Jesus interpreta a lei, proibindo, de forma absoluta, o repúdio e o novo casamento, exceto no caso de união ilegal, que provavelmente seria um casamento entre pessoas dentro dos graus de parentesco proibidos no Levítico 18,6-18.

A fala final de Jesus é a referência para a tradicional opção pelo celibato religioso para o exclusivo compromisso com o serviço do Reino

A natureza radical do ensinamento de Jesus leva os discípulos a questionar, se convém ou não se casar. Jesus afirma que celibato é dom de Deus e não é para todos.

O celibato cristão é a resposta à experiência do Reino dos Céus ensinada e vivida por Jesus. Esse celibato não se baseia num conceito marxista contra as mulheres, nem na pureza cultual, nem nas exigências da vida comunitária. É resposta a Deus! “Quem puder compreender, compreenda”.

Reflexão Apostólica:

Deus, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Criando o homem e a mulher, chamou-os ao Matrimônio a uma íntima comunhão de vida e amor entre eles, “de maneira que já não são dois, mas uma só carne.

Esta é a verdade que a Igreja proclama ao mundo sem cessar. O Papa João Paulo II dizia que “O homem se tornou “imagem e semelhança” de Deus, não somente através da própria humanidade, mas também através da comunhão das pessoas que o varão e a mulher formam desde o princípio. Tornam-se a imagem de Deus não tanto no momento da solidão quanto no momento da comunhão (Audiência geral de 14.11.1979).

A família é uma instituição de mediação entre o indivíduo e a sociedade, e nada a pode substituir totalmente. Ela mesma apóia-se, sobretudo numa profunda relação interpessoal entre o esposo e a esposa, sustentada pelo afeto e compreensão mútua.

No sacramento do Matrimônio, ela recebe a abundante ajuda de Deus, que comporta a verdadeira vocação para a santidade.

Queira Deus que os filhos contemplem mais os momentos de harmonia e afeto dos pais e não os de discórdia e distanciamento, pois o amor entre o pai e a mãe oferece aos filhos uma grande segurança e ensina-lhes a beleza do amor fiel e duradouro.

O testemunho fundamental acerca do valor da indissolubilidade é dado com a vida matrimonial dos cônjuges, na fidelidade ao seu vínculo, através das alegrias e das provas da vida.

O valor da indissolubilidade não pode ser considerado o objeto de uma mera escolha privada: ele diz respeito a um dos pontos de referência de toda a sociedade.

Por isso, enquanto devem ser encorajadas quer as iniciativas que os cristãos com outras pessoas de boa vontade promovem para o bem das famílias, deve evitar-se o risco do permissivismo em questões de fundo que se referem à essência do matrimônio e da família.

A família é um bem necessário para os povos, um fundamento indispensável para a sociedade e um grande tesouro dos esposos durante toda a sua vida.

É um bem insubstituível para os filhos, que hão-de ser fruto do amor, da doação total e generosa dos pais. Proclamar a verdade integral da família, fundada no matrimônio, como Igreja doméstica e santuário da vida é uma grande responsabilidade de todos.

Diante do Senhor, a mulher é inseparável do homem e o homem da mulher, diz o apóstolo Paulo (1Cor 11,11). Através do Evangelho, o homem e a mulher caminham em conjunto para o Reino.

Cristo chama conjuntamente, sem os separar, homem e mulher, que Deus une e a natureza junta, fazendo-os, por uma admirável conformidade, partilhar os mesmos gestos e as mesmas funções.

Pelo laço do matrimônio, Deus faz que dois seres não sejam senão um, e que um só ser seja dois, de modo que assim descubra um outro de si, sem perder a sua personalidade, nem se confundir no casal.

Mas por que é que, nas imagens que nos dá do Seu Reino, Deus faz intervir deste modo o homem e a mulher? Porque sugere Ele tanta grandeza através de exemplos que podem parecer fracos e despropositados? Irmãos, um mistério precioso esconde-se debaixo desta pobreza.

Segundo a palavra do apóstolo Paulo, « É grande este mistério, pois que é o de Cristo e da Sua Igreja» (Ef 5,32). Isto evoca o maior projeto da humanidade. O homem e a mulher puseram fim ao processo do mundo, um processo que se arrastava há séculos.

Adão, o primeiro homem, e Eva, a primeira mulher, são conduzidos da árvore do conhecimento do bem e do mal para o fogo do fermento da Boa Nova. Esses olhos que a árvore da tentação fechara à verdade, abrindo-os à ilusão do mal, a luz da Boa Nova abre-os fechando-os. Essas bocas tornadas doentes pelo fruto da árvore envenenada são salvas pelo sabor.

O matrimônio “é” indissolúvel: esta prioridade exprime uma dimensão do seu próprio ser objetivo, não é um mero fato subjetivo.

Por conseguinte, o bem da indissolubilidade é o bem do próprio matrimônio; e a incompreensão da índole indissolúvel constitui a incompreensão do matrimônio na sua essência. Disto deriva que o “peso” da indissolubilidade e os limites que ela comporta para a liberdade humana mais não são do que o reverso, por assim dizer, da medalha em relação ao bem e às potencialidades inerentes à instituição matrimonial como tal.

Nesta perspectiva, não tem sentido falar de imposição por parte da lei humana, porque ela deve refletir e tutelar a lei natural e divina, que é sempre verdade libertadora.

Esta verdade acerca da indissolubilidade do matrimônio, como toda a mensagem cristã, destina-se aos homens e às mulheres de todos as épocas e lugares.

Para que isto se realize, é preciso que esta verdade seja testemunhada pela Igreja e, sobretudo, pelas famílias individualmente, enquanto “igrejas domésticas”, nas quais marido e esposa se reconhecem reciprocamente unidos para sempre, com um vínculo que requer um amor sempre renovado, generoso e pronto para o sacrifício.

Não nos podemos deixar vencer pela mentalidade divorcista: impede-o a confiança nos dons naturais e sobrenaturais de Deus ao homem.

A atividade pastoral deve apoiar e promover a indissolubilidade. Os aspectos doutrinais devem ser transmitidos, esclarecidos e defendidos, mas são ainda mais importantes as ações coerentes.

Quando um casal atravessa dificuldades, a compreensão dos Pastores e dos outros fiéis deve ser acompanhada da clareza e da fortaleza ao recordar que o amor conjugal é o caminho para resolver positivamente a crise.

Precisamente porque Deus os uniu mediante um vínculo indissolúvel, marido e esposa, usando todos os seus recursos humanos com boa vontade, mas, sobretudo confiando na ajuda da graça divina, podem e devem sair dos momentos de perturbação renovados e fortalecidos.

Propósito:

Pai, infunde nos casais cristãos o desejo de experimentarem a santidade do matrimônio, porque tu és a causa e a razão da comunhão que existe entre eles.

2º Meditação

O tema do Evangelho de hoje tem tudo a ver com vocação (tema do mês) e família (tema da semana): matrimônio e celibato.

Jesus é claro nas palavras: “…de modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu o homem não separe.” E ao ser interrogado sobre a lei antiga, Jesus responde: “Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza de vosso coração. (…) Quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de fornicação – e se casar com outra, comete adultério.” O termo “fornicação” é designado para matrimônio inválido, que dentre outras causas pode ser assim considerado pela prática de relações sexuais fora do casamento ou entre pessoas que não são casadas.

A maior intenção do casamento é a constituição de uma família: pai, mãe e filhos. A própria igreja já se negou a realizar o matrimônio de casais que não podiam ter filhos, devido a um dos dois não poder realizar o ato sexual por problemas físicos. Sem o ato sexual, eles viveriam como irmãos, e portanto não haveria a união carnal da qual Jesus falou. O outro extremo, como Jesus falou, também invalida o casamento. O ato sexual fora do casamento compromete um pilar básico do matrimônio: a fidelidade conjugal, que é jurada perante padre, familiares e testemunhas.

Marido e mulher são a base da família. E assim como qualquer grupo tem a “cara” do seu líder, a família tem a “cara” dos pais, para o bem ou para o mal. Os filhos herdarão não só os genes, mas tudo o que os pais transmitirem consciente e inconscientemente, de bom e de mau, através das suas palavras, mas principalmente por meio de suas atitudes entre si e para com os filhos.

Jesus recusa ver o matrimônio a partir de permissões ou rertrições legalistas. Ele reconduz o matrimônio ao seu sentido fundamental: aliança de amor e, como tal, abençoada por Deus e com vocação de eternidade.

Diante desse princípio fundamental, marido e mulher são igualmente responsáveis por uma união que deve crescer sempre, e os dois se equiparam quanto aos direitos e deveres.

Jesus nos dá um ensinamento sobre a aliança que o homem e a mulher fazem diante de Deus no sacramento do matrimônio. O amor que une os dois é o motivo pelo qual o Senhor os abençoa e é este amor quem os faz serem uma só carne.

A união que é confirmada por Deus homem nenhum poderá desfazê-la. Outro ensinamento que O Mestre nos dá é o de que nem todos os homens e mulheres são chamados ao estado de vida de casados (as), mas somente aqueles (as) que se comprometem com os encargos e responsabilidades que o matrimônio exige.

A gente percebe isso pela resposta que o Senhor dá aos discípulos quando argumentam: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se.” Portanto que cada um tenha bastante consciência quando quiser assumir o sacramento do matrimônio.

2º Reflexão Apostólica:

Como é difícil vermos um casal exemplar hoje em dia… Parece que o amor está “fora de moda” entre os casais… Como é difícil vermos um casal que faça carinhos entre si, em público, e parece que quanto mais vai passando o tempo, mais difícil ainda… É como se fosse um sinal de fraqueza, principalmente para o homem. E a mulher acaba tendo que acompanhar esse resfriamento da relação, e os dois acabam se acostumando… E pra complicar ainda mais, esse “frio” acaba sendo transferido para os filhos… Tudo isso vem passando de geração em geração, até que chegou a nossa vez de tentar fazer diferente…

Qual é a importância do sacramento do matrimônio para nós católicos? Qual é o grau de seriedade que temos por ele?Talvez o fato, que ao longo dos anos, o casamento não tenha sido valorizado, seja culpa nossa.

Vemos artistas de TV (modelos de nossa juventude) casando e descasando inúmeras vezes; vemos ainda pessoas empurrando seus filhos para fora de casa; vemos ainda pessoas “escolhendo” maridos e esposas pelo poder aquisitivo, (…); em contra partida também vemos casais se unindo e juntos construindo ou reconstruindo seus sonhos.

Quando casamos, fazemos ou tomamos uma decisão madura: “Sim! É essa pessoa que escolhi e com ela quero construir uma história”! No entanto muitos casais não abraçam a idéia que agora sua família se reduziu a uma pessoa. Não tenho mais mãe e nem pai, tenho agora uma esposa ou um marido. É a ele (a) que tenho que focar meu pensamento, até que um dia essa família volte aos poucos a crescer com a vinda dos filhos. “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.

Quantos casais sucumbem pelo fato de sua família começar com mais gente que o esperado? Não estou dizendo ou falando dos filhos que por ventura às vezes são concebidos, mas sim do não abandono de suas casas. Maridos que insistem em comparar sua esposa com sua mãe, cunhados que sugerem como o casal deve se comportar e que sem querer acabam causando intrigas; esposas (os) que não desapegam de suas casas fazendo com que essa família almoce e jante na casa dos sogros (…).

Como católicos temos que fazer o possível para não estragar esse sacramento. Mas como? Dando importância a essa instituição sagrada e frágil que é a família. Sagrada “(…) porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles” (Mt 18, 20). “Estragar” ou desvalorizar a instituição família é talvez não reconhecer sua importância para nossa fé cristã. Ela também é Frágil.

Sei que é um assunto delicado e de forma alguma vou dizer que algo que se tornou insustentável pela falta de respeito, amor ou compreensão deve deva perdurar na marra, mas chamo a reflexão dos que pretendem casar e os que estão casados a verem seus modos de agir para não ver naufragar algo tão bonito: a união de duas pessoas

Casais e futuros casais! Coloquemos Deus em nossas relações diárias. Não nos escondamos Dele; não corramos de sua presença; não vivamos a procura da eterna adolescência; cresçamos juntos, conquistemos juntos, eduquemos juntos, (…)

Quem esta namorando ou procurando. Apresente também seu Pai do céu a seu (sua) namorado (a). Não o apresente como aquele da propaganda da MASTERCARD (um urso), mas como alguém que tomará conta de nossas vidas.

Se preocupe em mostrar aquilo que Deus te deu e te faz alguém diferente e não uma tatuagem tribal erótica, um piercing no umbigo, músculos (…); pois se é só isso que sou, não posso reclamar se ele (a) achar uma peça melhor que a sua! Homem que “presta” ta difícil, concordo, mas é só fechar os olhos, que consigo ouvir o coração dos que são puros bater.

Às vezes passamos por experiências que não desejaríamos a ninguém. Na hora não entendemos o porquê de merecer tanto sofrimento. Mas acabamos aprendendo que a nossa vida é parte de um plano muito maior de Deus. Que após um grande sofrimento, sempre vem uma grande felicidade. E que a experiência adquirida pelo sofrimento deve servir para ajudar outras pessoas a não caírem nos mesmos erros…

A aqueles que hoje já sozinhos estão (nossa realidade atual), que vivem planos diferentes e distantes um do outro, que Deus sempre esteja em seus pensamentos na criação dos seus filhos. Que a imprudência juvenil ou o desentendimento de dois bicudos não tirem o foco na criação dos filhos.

Essa é a lição de hoje: escolher a vocação do matrimônio ou celibato, e abraçá-la. Escolhendo o matrimônio, saber escolher a pessoa certa, para que os filhos possam viver em uma família onde reine o amor.
Propósito: Olhar e ajudar as famílias que sofrem a desintegração e se encontram perdidas.

PARA UM NOVO COMEÇO

Com a chegada de um novo dia surge a chance de começar tudo novamente. 

Onde é o melhor lugar para começar quando você está comprometido a fazer um real aprimoramento em sua vida? Onde é o melhor lugar para começar quando você está totalmente comprometido a alcançar o seu sonho? O melhor lugar para começar é exatamente ai onde você está. A melhor hora para começar é exatamente neste momento.

Apesar das dificuldades e dos desafios que a sua situação lhe apresenta, nesta mesma situação existe uma maneira de você seguir em frente. De onde você está existe uma maneira que pode lhe levar precisamente para o lugar onde você deseja chegar.

Não desperdice o seu precioso tempo apenas desejando e esperando por um momento mais favorável. Em vez disso, use o ponto de partida que você já tem e siga em frente.Esse é o melhor lugar para começar porque este é o lugar onde você pode começar agora. Dai você pode ir a qualquer lugar. Apenas dê o primeiro passo e não olhe para traz.

Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

Evangelho do dia 16 de agosto quinta feira


16 agosto – Uma vez fixada a meta, ainda que o céu venha abaixo, é preciso olhar lá, sempre lá.(L 10) .São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 18,21-19,1

 Pedro dirigiu-se a Jesus perguntando: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Digo-te, não até sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. O Reino dos Céus é… como um rei que resolveu ajustar contas com seus servos… trouxeram-lhe um que lhe devia uma fortuna inimaginável. Como o servo não tivesse com que pagar o senhor mandou que fosse vendido como escravo… O servo… prostrou-se diante dele pedindo: ‘Tem paciência comigo…’. Diante disso, o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia uma quantia irrisória. Ele o agarrou… dizendo: ‘Paga o que me deves’. O companheiro… suplicava: ‘Tem paciência comigo…’. Mas o servo não quis saber… Então o senhor … lhe disse: ‘Servo malvado, eu te perdoei toda a tua dívida, porque me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?…  

Meditação:

Uma das características fundamentais da revelação do amor de Deus em Jesus é o perdão, fruto da misericórdia.

A interrogação de Pedro a Jesus indica uma tolerância limitada à ofensa. A resposta de Jesus, com a figuração numérica de “setenta vezes sete”, revela que o perdão não tem limites. Só quem se julga justo é que mede até onde se perdoa e dispõe-se a condenar.

Neste sentido segue-se a parábola, narrada por Jesus. Aquele que é perdoado não pode negar seu perdão a outrem. Quem toma consciência de que recebeu o infinito perdão do Deus misericordioso, deve perdoar sem limites.

Mateus nos apresenta esta parábola sobre o perdão como o núcleo do Sermão de Jesus sobre a Igreja. Diante das palavras de Jesus sobre a correção fraterna e a reconciliação, Pedro pergunta: Quantas vezes devo perdoar se meu irmão me ofender? Até sete vezes?

Nesta pergunta do discípulo podemos ver o conhecimento dele sobre a necessidade de perdoar sempre. Até porque o número sete, segundo as Sagradas Escrituras significa perfeição.

À este nobel pensamento, Jesus quer que os discípulos avancem para mais longe. Ele não põe limite para o perdão: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete!

O homem sendo imagem e semelhança de Deus está vocacionado a viver o perdão de Deus, por amor as criaturas. Assim como Deus é amor, misericórdia e perdão para com os homens, assim deve ser o homem para com os seus irmãos.

A parábola que Jesus conta a Pedro é uma forma pedagógica para esclarecer a sua resposta. Assim como o perdão de Deus não tem limites, assim deve ser o nosso.

Se nós não aprendermos a perdoar os nossos irmãos, Deus virá e nos chamará de miseráveis e então nos mandará para fora do seu Reino como aquele empregado que não soube perdoar o seu semelhante.

Existe nos dias de hoje alguém que diga “perdôo, mas não esqueço!” E como cristão qual tem sido a tua posição ante o infinito perdão de Deus, no trato com os teus semelhantes? Jesus deu o exemplo. Na hora de ser morto pediu perdão para os seus assassinos (Lc 23,34). Será que sou capaz de imitar Jesus?

Muitas vezes nós queremos que Deus nos perdoe os nossos pecados. Mas não queremos perdoar os outros. Como é que Deus nos vai perdoar se nós não o fazemos? Veja o que Jesus disse: É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.

O Evangelho de hoje recorda-nos a necessidade de vivermos o eterno perdão. Perdoar significa desculpar e desculpar significa justificar-se de alguma falta cometida. Então, quando  perdoamos, desculpamos a falta ou a falha cometida por alguém em relação a nós.

O ato de perdoar vai além do nosso entendimento humano e sabe por quê? Porque ele é divino, vem do alto, nasce no coração de Deus e somente por meio do Espírito Santo pode atingir o fundo do nosso coração, local onde tudo se faz e se desfaz, para que, a partir daí, possamos ter a graça santificante de perdoar os nossos irmãos assim como Deus em Cristo nos perdoou.

Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica: “Não está em nosso poder não mais sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo transforma a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”. E nós, estamos vivendo e sentido a profundidade dessa frase?

Pois é, para que nós, na nossa pequenez, consigamos perdoar dessa maneira é de suma importância que antes tenhamos sentido no fundo do nosso coração a plenitude do amor de Deus!

Sem a experiência desse amor tão grande é impossível perdoar. Só repletos e encharcados por e nesse amor poderás verdadeiramente perdoar do fundo do coração.

Precisamos pedir em oração para que Jesus nos ensine a amar cada vez mais a Deus e o próximo como a nós mesmos. Acreditemos! É só na oração que existe a verdadeira comunicação com o Senhor e a oração cristã nos conduz ao perdão dos inimigos.

Transforma o discípulo, configurando-o a Jesus e é exatamente nesse momento que, perdoando, estaremos dando testemunho de que, em nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado e que o perdão é a condição fundamental da reconciliação dos filhos de Deus com seu pai e dos homens entre si.

O perdão é o ponto mais alto da nossa oração e o dom da oração só pode ser recebido por aqueles que estão em consonância com a compaixão de Deus.

Para perdoar é necessário compadecer-se e para compadecer-se é necessário amar incondicionalmente a Deus e ao próximo. Não há limite nem medida para o perdão que é essencialmente divino.

Reflexão Apostólica:

O evangelho de hoje vem falar sobre o PERDÃO e sobre quantas vezes devemos PERDOAR… Perdoar significa desculpar e desculpar significa justificar-se de alguma falta cometida.

Então, quando você perdoa, você desculpa a falta ou a falha cometida por alguém em relação a você. O ato de perdoar vai além do nosso entendimento humano e sabe por que? Porque ele é divino, vem do alto, nasce no coração de Deus e somente por meio do Espírito Santo pode atingir o fundo do nosso coração, local onde tudo se faz e se desfaz, para que, a partir daí, possamos ter a graça santificante de perdoar os nossos irmãos assim como Deus em Cristo nos perdoou.

O catecismo da Igreja Católica diz que: “Não está em nosso poder não mais sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo transforma a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão”.

Vocês estão conseguindo sentir a profundidade dessa frase??? Pois é, para que nós, na nossa pequenez, consigamos perdoar dessa maneira é de suma importância que antes tenhamos sentido no fundo do nosso coração a PLENITUDE DO AMOR DE DEUS, pois sem a experiência desse amor tão grande é impossível perdoar VERDADEIRAMENTE.

Então, uma vez preenchido(a) por esse amor você também precisa está em oração, pois é na oração que existe a verdadeira comunicação com o Senhor e a oração cristã nos conduz ao perdão dos inimigos.

Transforma o discípulo, configurando-o a Jesus e é exatamente nesse momento que, perdoando, estaremos dando testemunho de que, em nosso mundo, O AMOR É MAIS FORTE QUE O PECADO E QUE O PERDÃO É A CONDIÇÃO FUNDAMENTAL DA RECONCILIAÇÃO DOS FILHOS DE DEUS COM SEU PAI E DOS HOMENS ENTRE SI.

O perdão é o ponto mais alto da nossa oração e o dom da oração só pode ser recebido por aqueles que estão em consonância com a compaixão de Deus. Para perdoar é necessário compadecer-se e para compadecer-se é necessário amar incondicionalmente a Deus e ao próximo. Não há limite nem medida para o perdão que é essencialmente DIVINO.

Que essas palavras possam nos ajudar a entender a razão pela qual o Senhor falou nesse evangelho que é necessário perdoar até setenta vezes sete, ou seja, infinitamente. Pois, sem a graça do perdão em nossas vidas estaremos separados do amor de Deus e longe desse amor não há felicidade para ninguém.

A falta do perdão para nossas vidas significa a ausência do amor de Deus de forma plena no fundo do nosso coração e essa ausência impede a ação do Espírito Santo que transforma, que purifica, que restaura, que santifica, que vivifica, que alegra, que fortalece, que cura, que liberta e que TE SALVA E TE LEVA PARA JUNTO DO PAI.

Por isso, clamemos a Deus neste dia que derrame sobre cada pessoa que ler essa reflexão a graça do PERDÃO DIVINO E DO AMOR VERDADEIRO, lembrando que: o perdão verdadeiro purifica a memória, ou seja, se perdoamos, não mais carregamos na lembrança a falta cometida pelos nossos irmãos, nós a transformamos em intercessão e em graças eternas.

SOBRE MOTIVAÇÕES

Habilidade é aquilo que você é capaz de fazer. Motivação é o que determina o que você faz. Atitude é o que determina a maneira como você faz.

Quando a sua motivação é ferir, você é que será ferido. Quando a sua motivação é enganar, você é que será enganado. Se a sua motivação é criar empecilhos ao labor alheio, você é que terminará por se encontrar frente a imensas dificuldades. Se você resolver tirar o que por direito pertence a outros, você é que de alguma maneira no fim de tudo será lesado.

Se o seu motivo é dar, você é que irá receber em retorno. Se o seu motivo é ensinar, você é quem irá aprender. Quando a sua motivação é apreciar, você é que será apreciado e admirado. Quando a sua motivação é ajudar, você é que será ajudado. Se a sua motivação é alimentar e fortalecer alguém, você é quem será alimentado e quem irá experimentar genuíno crescimento.

Você não pode fugir às suas próprias motivações, simplesmente porque – à semelhança de um bumerangue – elas fatalmente voltam a você. É uma lei da vida. O retorno de tudo que você faz depende da sua motivação. A razão para isso é que existe um Deus que conhece e sonda o nosso coração. Para Ele, mais importante que a própria ação é a motivação que existe por trás. É isso que realmente importa. Seu olhar passeia sobre a Terra e sonda todas as intenções e realidades, por mais ocultas que sejam. Quero portanto encorajá-lo a com sinceridade checar as suas motivações, porque são elas que irão determinar a qualidade e a direção da sua vida.

Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

Evangelho do dia 15 de agosto quarta feira


15 – Assunção da Bem aventurada Virgem Maria – Aniversário da Crisma de São José Marello (1855).

Os sofrimentos são o começo da união com o Amor Eterno, mas somente a morte pode torná-la perfeita e indissolúvel. (L 232).São Jose Marello 

Evangelho Mateus Capítulo 18 Versículos 15 a 20

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus  18,15-20

“Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, tu e ele a sós! Se ele te ouvir, terás ganho o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, de modo que toda questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à igreja. Se nem mesmo à igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Eu vos digo mais isto: se dois de vós estiverem de acordo, na terra, sobre qualquer coisa que quiserem pedir, meu Pai que está nos céus o concederá. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.” ”  

Meditação:

A liturgia deste dia nos convida a refletir sobre nossa co-responsabilidade comunitária. A fé é uma resposta pessoal, porém é vivida no seio de uma comunidade. Por isso, todos somos responsáveis pela vida de cada irmão.

O evangelho de Mateus se caracteriza por ser uma apresentação de Jesus, suas palavras e seus feitos, adaptada às comunidades de discípulos que vieram do judaísmo.

O evangelho de Mateus apresenta a passagem comumente denominada de correção fraterna. O texto revela os conflitos internos que vivia a comunidade mateana.

Estamos, pois, diante de uma página de caráter catequético que pretende freqüentar e resolver o problema dos conflitos comunitários. O pecado não é somente de ordem individual ou moral. Trata-se aqui de faltas graves contra a comunidade.

O evangelista pretende assinalar as coisas importantes: não se trata de cair no descomprometimento total que conduza ao caos comunitário. Porém tampouco se trata de um rigorismo tal que ninguém possa falhar ou cometer algum equívoco.

O evangelista estabelece o meio termo. Trata-se de resolver os assuntos complicados nas relações interpessoais seguindo a pedagogia de Jesus.

Não se trata aqui de um processo jurídico. O evangelista quer deixar claro que se trata, antes de tudo, de salvar o transgressor, de não condená-lo nem expulsá-lo sem mais. É um processo pedagógico que tenta, por todos os meios, salvar a pessoa.

Agora, se a pessoa resiste, se não aceita o convite, se não dá sinais de arrependimento… então sim a comunidade se vê obrigada a expulsar a pessoa de seu seio. Ao não aceitar a oferta de perdão a pessoa mesma se exclui da comunhão.

Nosso compromisso como cristãos é lutar pela verdade. Nossas famílias e comunidades cristãs devem ser, antes de tudo, lugares de reconciliação e de vivencia da verdade.

Exigir respeito pelas pessoas que se equivocam, mas que querem se redimir do seu erro é um imperativo evangélico. Tampouco se trata de cair em atitudes descomprometidas ou que respaldem a impunidade. Porém, antes de tudo, o compromisso com a justiça, a verdade e a reconciliação é uma atitude profética.

Assim, Mateus tem em vista manter a harmonia na comunidade. Em geral, há uma tendência de simplesmente excluir alguém que é considerado problemático.

Conflitos, sensibilidades feridas e ofensas são comuns neste convívio. Contudo deve-se procurar superá-los com a mudança dos comportamentos que provocam estes conflitos, sem defecções. Com seu texto, Mateus desenvolve, para sua comunidade, um simples dito tradicional de Jesus, que será mencionado por Lucas.

Em Lucas, de maneira singela, a questão envolve apenas duas pessoas, ficando em evidência a prática do perdão. Em Mateus temos a ampliação do dito colhido na tradição das primeiras comunidades, dando-lhe um caráter de regra de procedimento para suas comunidades. Existem semelhanças entre esta abordagem de Mateus e a prática da comunidade dos essênios de Qumran.

Conforme Mateus, a prática do perdão, na comunidade, se dá em três estágios. O diálogo entre os dois irmãos envolvidos, a ampliação do diálogo envolvendo duas ou três testemunhas e, finalmente, a questão debatida pela igreja (comunidade).

Percebe-se uma metodologia formalizada em regra. Hoje ela pode apenas inspirar uma prática do perdão e da reconciliação de uma maneira mais livre, espontânea e verdadeira. A correção fraterna, que brota do amor e do perdão, é fundamental para manter-se a unidade na comunidade.

A presença de Deus, Jesus, se dá na comunidade que vive o amor misericordioso, vigilante para a reconciliação e a comunhão. “O amor é o cumprimento perfeito da Lei”.

O fato de sermos “irmãos”, não nos isenta da possibilidade de enfrentarmos divergências nos relacionamentos da família da fé, pois a irmandade não elimina a nossa individualidade: temos diferenças de criação, formação, visão, doutrina, teologia, liturgia, estratégia e outras que, sem desejarmos, colocam-nos na situação de ofendidos por algum de nossos irmãos.

Por isso, como o pastor que procura a ovelha perdida, a justiça do Reino não se cansa e tenta outra forma de aproximar quem errou: se ele não lhe der ouvidos, tome consigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.

À primeira vista, tem-se a impressão de que estaríamos fazendo um cerco em torno de quem errou. Mas essa atitude pode ser vista sob a ótica da justiça do Reino, que tem como princípio fazer de tudo para que o irmão não se perca.

Se isso não der certo, toda a comunidade é chamada a se pronunciar: caso não dê ouvidos, comunique à Igreja. E se, depois de esgotados todos os recursos, depois de ter dado a quem errou a oportunidade de ouvir o parecer de toda a comunidade é que a pessoa, por decisão de todos, é excluída: se nem mesmo à Igreja ele der ouvidos, seja tratado como se fosse um pagão ou um cobrador de impostos.

Mesmo nesse caso a comunidade deve manter-se em atitude prudente, dando uma chance em longo prazo a fim de que a pessoa se arrependa e volte a ela.

Antes de condenar ou excluir alguém, é preciso aprender a justiça do Reino. E ter consciência de que os passos aconselhados por Jesus não são normas rígidas, e sim um modo de agir que tempera com justiça as relações entre pessoas.

Em outras palavras, é preciso ser criativo no esforço de recuperar quem erra e se afasta da comunidade. E o espírito que anima essa tarefa não é o da exclusão, mas o da busca para reintegrar.

Tomar decisão de incluir ou excluir pessoas da comunidade não é tarefa fácil, como pretendiam e faziam os chefes de sinagoga daquele tempo.

É necessário que tenhamos sempre em conta a advertência de Jesus: se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e a dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu.

Para tanto, Ele dá algumas indicações, que passam pela necessidade das pessoas se reunirem em nome dele, a fim de, mediante a oração, chegarem a um consenso: se dois de vocês estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que queiram pedir, isto lhes será concedido por meu Pai que está no céu. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.

É urgente que a comunidade esteja sempre ligada à Cristo pelo fato de na comunidade existirem tensões entre os diversos grupos e problemas de convivência: há irmãos que se julgam superiores aos outros e que querem ocupar os primeiros lugares; há irmãos que tomam atitudes prepotentes e que escandalizam os pobres e os débeis; há irmãos que magoam e ofendem outros membros da comunidade; há irmãos que têm dificuldade em perdoar as falhas e os erros dos outros.

Somente estando em permanente sintonia com Jesus que nos convida à simplicidade e humildade, ao acolhimento dos pequenos, dos pobres e dos excluídos, ao perdão e ao amor que conseguiremos vencer.

Aliás, com Jesus e pela força da oração tudo pode ser mudado. Só assim seremos uma comunidade verdadeiramente família de irmãos, que vive em harmonia, que dá atenção aos pequenos e aos débeis, que escuta os apelos e os conselhos do Pai e que vive no amor do Filho, animada pelo Espírito Santo.

Ninguém pode viver a fé de qualquer modo ou abandoná-la quando passar por aflições. As primeiras comunidades cristãs enfrentavam algumas dificuldades de correção fraterna, onde os mais humildes eram vítimas da falta de tolerância.

Jesus vem ensinar o jeito de nos reconciliar com os outros e ajudá-los a se reconciliar. Esse é o caminho que todos nós e nossa comunidade devemos percorrer. Não existe comunidade sem diversidade, nem diversidade sem divergência.

Quando esta for detectada, os passos pessoais e comunitários precisam ser responsavelmente tomados na certeza de que é possível construir uma convergência em Deus que proporciona: unidade para ligar como discípulos da comunidade de Jesus somos autorizados a ligar a “terra ao céu”, tudo fazendo para que a vontade de Deus prevaleça sobre a vontade do homem; unidade para acordar a autoridade que deve estar associada a uma espiritualidade que nos impulsiona a estabelecer parcerias de oração e acordos sobre dificuldades no relacionamento para as quais creremos sinceramente que o Pai seja capaz de sanar.

Isto exige de nós a unidade para experimentar a presença de Jesus. Construído e vivenciado o acordo terapêutico pela oração, Jesus assegura a Sua presença em nosso meio.

A experiência cristã evidencia que, muitas vezes, não temos nenhum controle sobre o que fazem conosco, mas temos o controle sobre como reagiremos ao que nos foi feito.

Percorrer o caminho que vai da tristeza da ofensa para a experiência da plenitude da presença restauradora de Jesus, este é o grande desafio da comunhão da Igreja que precisamos buscar diligentemente! Assim haverá harmonia e paz, concórdia e vida abundante entre nós.

Reflexão Apostólica:

A lição do Evangelho de hoje tem algumas entrelinhas interessantes para aplicarmos na nossa prática diária… Jesus diz: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas EM PARTICULAR, À SÓS CONTIGO!”

Jesus não diz pra falarmos da ofensa daquela pessoa para outras pessoas, ou para ficarmos ressentidos com aquela pessoa e guardarmos a mágoa que temos por ela por tempo indeterminado…

O que Jesus nos pede exige de nós um esforço enorme… Imagine quantas pessoas já fizeram algo que nos sentimos de alguma forma ofendidos, e qual foi a nossa atitude na maioria das vezes? Ir até ela e conversar em particular? Ou guardamos aquela ofensa em um grande arquivo na nossa memória, com o nome daquela pessoa… Limitando as possibilidades de uma boa amizade e de um aprendizado mútuo… Ou será que nós usamos aquela ofensa como uma verdadeira arma contra aquela pessoa, para mostrar o quanto ela é má, e o quanto fomos ofendidos por ela…

Chegar para uma pessoa e conversar sobre algo que nos ofendeu pode parecer algo distante da nossa realidade… Mas é exatamente isso o que Jesus nos pede.

Muitas vezes, a pessoa que nos ofende está dentro da nossa casa, e nem sabe o quanto está nos ofendendo, porque nós nunca chegamos para dizer a ela.. É uma pessoa com a qual convivemos diariamente no trabalho ou no estudo, e essa mágoa que guardamos dela nos corrói aos poucos…

Para quebrar essa barreira é preciso despir-se do orgulho, esse sentimento que aparentemente nos livra de uma situação desagradável, mas que nos afasta das pessoas…

Não podemos imaginar uma pessoa religiosa passar muito tempo magoada com quem quer que seja. Ao invés de ficar magoada, ela pode simplesmente perdoar e esquecer a ofensa, ou chegar até a pessoa e se permitir um momento de aproximação e de aprendizado que pode dar alicerce a uma grande amizade.

Portanto, a lição que fica pra hoje é essa: pensar nas pessoas que nos ofenderam (o que não é difícil…) e analisar, com muita misericórdia, uma forma de se chegar até ela e conversar sobre isso, sem acusações, mas na intenção de abrir os olhos daquela pessoa para algo que talvez ela esteja fazendo sem perceber…

Como vivemos os valores da verdade, da justiça, da reparação e da reconciliação no interior de nossas comunidades? Que atitudes assumimos diante dos meios de comunicação que manipulam e distorcem a verdade? Sentimos corresponsabilidade pela sorte de nossos irmãos?

O evangelho de hoje fala também da comunidade como sujeito de perdão: “Tudo que vocês ligarem na terra será ligado no céu…”.

Pode ser uma oportunidade interessante para falar, tanto da grave crise que atravessa este sacramento na prática geral da Igreja, como da possibilidade e legitimidade da reconciliação comunitária.

Propósito:

Ó Deus, insondável mistério, a quem ousamos chamar de Pai e Mãe de tudo que existe, como força suprema da vida, que organiza o caos e promove a convergência de tudo para novas formas de ser e de vida. Dá-nos imitar tua magnanimidade e tua tolerância, que tudo concorra finalmente para o bem. Dá-nos o espírito de compreensão e liberdade, para que saibamos sempre perdoar e resgatar para o bem a todos os nossos irmãos. Que a presença de teu Filho ressuscitado na comunidade cristã seja um incentivo para que nós busquemos pautar nossa ação pela tua santa vontade.__

DÊ BOAS VINDAS ÀS CRÍTICAS

Os críticos são nossos amigos, eles mostram os nossos erros.   Benjamim Franklin

Quando você é sincero nos seus esforços, você não tem absolutamente nada a temer com a crítica. Isto porque a crítica só pode lhe fortalecer e torna-lo ainda mais eficiente. Ouça atentamente aqueles que discordam de você. Busque genuinamente compreender a perspectiva deles.

Não caia na armadilha de ficar tentando provar que você está certo. Focalize – em vez disso – em amplamente compreender o que é verdadeiro, o que é real e o que é melhor para todos. Estar completamente aberto à crítica é um dos mais fortes indicadores de que você está na rota de uma vida bem sucedida. Se você sente a necessidade de evitar, de evadir ou ignorar os seus críticos, pode ser então que está na hora de reavaliar os seus esforços.

Inteligentemente responder às duvidas dos outros reduz as suas próprias dúvidas e ajuda também no crescimento da sua própria confiança. Da crítica você pode ganhar muitas úteis e preciosas informações. Dê boas vindas à crítica e responda com sincera gratidão. Ser desafiado é uma das mais enriquecedoras experiências que você pode ter.

Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

Evangelho do dia 14 de agosto terça feira


14 agosto – Quando a mortificação nos custar, digamos a nós mesmos: o Paraíso é sublime! (S175) São Jose Marello

Mateus 18,1-5.10.12-14

 “Naquele momento os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram:
– Quem é o mais importante no Reino do Céu?
Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente deles e disse:
– Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança. E aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará recebendo a mim.
– Cuidado, não desprezem nenhum destes pequeninos! Eu afirmo a vocês que os anjos deles estão sempre na presença do meu Pai, que está no céu. [Porque o Filho do Homem veio salvar quem está perdido.]
– O que é que vocês acham que faz um homem que tem cem ovelhas, e uma delas se perde? Será que não deixa as noventa e nove pastando no monte e vai procurar a ovelha perdida? Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando ele a encontrar, ficará muito mais contente por causa dessa ovelha do que pelas noventa e nove que não se perderam. Assim também o Pai de vocês, que está no céu, não quer que nenhum destes pequeninos se perca. ” 

Meditação: 

Mateus, no capítulo dezoito de seu evangelho, apresenta um conjunto de textos que orientam os discípulos para assumirem disposições e práticas de bom convívio comunitário e eclesial.

O conjunto é introduzido pelo debate dos discípulos sobre quem seria o maior. Removendo a ideologia de poder que os inspira, Jesus apresenta-lhes o modelo a ser seguido: uma criança.

Quem é o mais importante no Reino do Céu? Ante a pergunta do discípulo, em três partes Jesus divide o seu discurso. Primeira: Desmonta as grandezas dos pensamentos dos seus discípulos. Pois o Reino não é para aqueles que se fazem grandes mas sim para os pequeninos. Depois Ele ameaça a quem fizer qualquer mal a um pequenino. E, por fim, fala como Deus se agrada de reaver um pequenino que estava perdido. Isso leva os discípulos de uma posição de superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarem o poder, a vaidade, são levados a se colocarem à disposição. E Jesus faz tudo isso porque percebe a grande vontade deles em participar do Reino dos Céus!

O Evangelho conclui falando ainda que Deus se agrada mais de um pequenino que é resgatado, do que de 99 que não precisaram ser resgatados. Eis uma boa pista para quem quer agradar a Deus e garantir um bom lugar no Reino dos Céus. Ir ao encontro do irmão, da irmã, do filho, da filha, do marido ou esposa que qual ovelha perdida anda longe do rebanho e até mesmo fora de si mesmo.

Jesus dividiu o seu discurso em três partes bem claras. Primeiramente Ele tira a vontade dos discípulos serem grandes. A razão é simples. É que o Reino dos Céus é daqueles que se fazem pequeninos. Assim, todo o atentado contra eles não se deixará impune, ao ofensor. E, por fim, Deus manifesta a grande alegria que sente ao reencontrar um pequenino que estava perdido, um filho que estava morto e que agora ressuscitou, vive. Esta mensagem é para mim e para ti que somos os discípulos de hoje.

Temos de nos mover dos conceitos que formamos sobre nós mesmos criados pelas posições que ocupamos dentro da Igreja, que muitas vezes nos leva a nos considerarmos os melhores de todos e por isso merecedores de um lugar de destaque e consequentemente superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarmos o poder, a vaidade, Jesus leva a nos colocarmos à disposição como servidores dos outros.

É preciso que, por exemplo, eu que tomei como meu lema sacerdotal “em tudo servir para a maior glória de Deus”, realmente me dobre e com a toalha à cintura lave os pés dos homens e mulheres despidos de sua dignidade. Jesus nos dirige estas palavras, porque percebe a grande vontade dos discípulos (e hoje nossa) em participar do Reino dos Céus!

Portanto, a lição prática que podemos levar conosco para a nossa vida hoje e sempre:

1) A humildade e simplicidade, ingenuidade no pecado e pureza do coração representados pela criança símbolo dos órfãos, excluídos, pobres e marginalizados pela sociedade; 2) A acolhida que se deve dar a estes excluídos condenados à comer o pão que o diabo amassou ou seja acolhida aos pequeninos; 3) E, por último, não só acolher mas (e sobretudo) sair em busca dos pequeninos que se perderam e resgatá-los.
 Reflexão Apostólica:

Dizem que quando envelhecemos nos tornamos crianças. De certa forma, sim. Dificuldade de locomoção que nos dificulta tomar um banho, dependência dos outros para quase tudo, fraqueza da memória, acaba a sexualidade, ouvimos, entendemos, e escutamos mal. Em certos aspectos até que parecemos uma criança, mais em outros, nem pensar.

Na inocência, não. Carregamos conosco o peso de todas as nossas aventuras da juventude, o peso dos pecados os quais não nos arrependemos, pelo contrário, até nos vangloriamos quando estamos entre amigos e nos esquecemos que somos cristãos.

Mas Jesus hoje está nos dizendo que “se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus.”

Isso é o mesmo que dizer: Temos que nos tornar humildes, Inocentes, de coração puro sem mágoas e sem rancores, sem desejos de vingança, sem apego aos bens materiais, sem nenhuma maldade para com o próximo, sem pecar contra a castidade, em fim, como uma criança.  Será que vamos conseguir este estado de espírito? Talvez fosse melhor a gente começar agora uma espécie de preparação, de treinamento, de conversão, mesmo porque não sabemos a hora que vamos dessa vida para a última fase da nossa existência.

Começar neste exato momento a mudar o nosso esquema mental, convencidos de que não somos deste mundo.

Estamos aqui de passagem, somos como que acampados em um lugar qualquer deste mundo, e um dia sem menos esperar, partiremos, sem estar preparados para a outra fase da nossa existência, que é o Reino dos céus.

Vamos por a mão consciência. Cedo ou tarde teremos de enfrentar a realidade da outra vida. E é bom estarmos preparados para ela.

Na verdade não a merecemos. Pela graça de Deus, poderemos estar salvos, e fazer parte das maravilhas eternas. Portanto, vamos fazer de tudo para estar menos indignos de receber o perdão de Deus.

Propósito: Não me permitirei sentimentos de competição ou juízos sobre as pessoas.

NO FUNDO DO POÇO

“Deus não se surpreende quando você atinge o fundo do poço, porque Ele está no poço.”

Certamente nos deparamos às vezes em nossa vida com situações nas quais nos parece não existir absolutamente nenhuma saída possível. Não há saída nem para a direita nem para a esquerda; nem para a frente, nem para trás. Doença,  falta de recursos financeiros, confusão, solidão; desespero… são situações que têm o poder de nos levar ao fundo do poço.

Em tempos como esses nos tornamos muito vulneráveis, e é fácil perdermos a fé em tudo ao nosso redor, experimentando inclusive a sensação do abandono de Deus. Pois é exatamente em tais momentos que temos voltar para Aquele que tem um Poder infinito em suas mãos. A força da qual você tanto precisa, e a resposta que mais deseja estão ao seu alcance. Muito possivelmente essa experiência de fundo de poço seja algo que você tem de experimentar, para então conhecer a graça, a bondade e a misericórdia do amoroso Pai, que lhe faz companhia junto ao poço…

Se pelo menos você conseguir deixar de lado seus sentimentos de medo, ira, fraqueza e desespero, você irá se lembrar de que essa experiência de fundo de poço não é a primeira; se você olhar para trás você irá detectar a realidade da fidelidade de Deus em todos os momentos da sua vida.

Publicado por: sidnei walter john | 12 de agosto de 2018

Evangelho do dia 13 de agosto segunda feira


13 agosto  Encorajemo-nos, pois um dia todos os nossos sofrimentos e amarguras se transformarão em outras tantas consolações: por enquanto nos ajudam a viver aqui o nosso purgatório, para que, depois da morte, possamos voar imediatamente para o Céu. (S 234) .São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 17,22-27

 “Quando estava reunido com os discípulos na Galiléia, Jesus lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens, e eles o matarão, mas no terceiro dia ressuscitará”. E os discípulos ficaram extremamente tristes. Quando chegaram a Cafarnaum, os que cobravam o imposto do templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do templo?” Pedro respondeu: “Paga, sim!” Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se e perguntou: “Simão, que te parece: os reis da terra cobram impostos ou tributos de quem, do próprio povo ou dos estranhos?” Ele respondeu: “Dos estranhos!” – “Logo o próprio povo está isento”, retrucou Jesus, “mas, para não escandalizar essa gente, vai até o lago, lança o anzol e abre a boca do primeiro peixe que pescares. Ali encontrarás uma moeda valendo duas vezes o imposto; pega-a e entrega a eles por mim e por ti”.” 

Meditação: 

Jesus abre mão aos direito de Filho do dono até mesmo do poder temporal e econômico. No Evangelho de hoje estamos diante de dois problemas.

O primeiro problema é pagar o imposto do Templo que se vai resumir na entrega de Jesus à Seu Pai. E por isso fala da morte pela qual será necessário passar para poder ter vida eterna com o Seu Pai: O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e eles vão matá-lo; mas três dias depois ele será ressuscitado. Todavia os discípulos não entendem logo de primeira. E por isso ficam tristes. A tristeza deles pode ser também minha e tua quando nos tornamos inimigos da cruz de Cristo ao fugirmos do sofrimento, da mortificação por amor ao reino do Céu.

O segundo problema é o imposto imperial. Partamos do princípio de que imposto implica domínio sobre os bens da pessoa e por isso Jesus pergunta a Simão: o que é que você acha? Quem paga impostos e taxas aos reis deste mundo? São os cidadãos do país ou são os estrangeiros? A resposta de Pedro foi clara e nos fez ouvir tudo o que deveríamos ouvir sobre o como os grandes tiranizam os estrangeiros, os pobres e excluídos da sociedade. Ele fazem uso dos bens que em princípio vindos de Deus deveriam ser bem geridos para o bem comum todos os homens e mulheres. Pois são pertenças de Deus assim como os homens são filhos de Deus, antes de ser súditos de qualquer poder. E se eles tivessem em mente que os bens são dos filhos do dono, no caso, dono aqui queremos fazer referência a Deus de Quem tudo tem a sua origem e destino, não teriam exigido das pessoas o pagamento de imposto. E portanto, eles não têm obrigação de pagar impostos.

O confronto e a ruptura entre Jesus e as instituições se dão no nível mais profundo e decisivo, que supera a própria instituição do Estado e do Templo. Senão vejamos. O pagamento do imposto ao templo era obrigatório para todo israelita, mesmo para os que habitavam fora da Palestina. Os cobradores do imposto, ao interrogar Pedro sobre o costume de Jesus a respeito desse imposto, julgavam que Ele se recusava a pagá-lo, numa forma de ruptura com os esquemas sócio-religiosos da época. O discípulo lhes respondeu: Sim, paga! E foi pedir a Jesus a soma suficiente para cumprir essa obrigação.

Este não põe dificuldade, mas reflete com Pedro a respeito do que estão fazendo. De fato, por ser Filho do Dono de tudo, como disse anteriormente, está isento desta obrigação geral. No entanto, está disposto a abrir mão desse seu direito. A razão é simples. Embora seja livre e secundário pagá-lo, Ele o faz para evitar escândalo. Assim, apesar de não fazer sentido, livremente paga. Contudo, nessa situação, era mais importante não indispor os cobradores de impostos em relação à fé.

A conduta do Mestre revela prudência, ou seja, evitar escandalizar quem não estivesse preparado para defrontar-se com um gesto de liberdade. Em última análise, seu pensamento segue numa direção bem diferente: Jesus mostra, uma vez mais, qual é a verdadeira missão do Messias: dar a própria vida e ressuscitar.

Quantas pessoas neste mundo não conseguem abrir mãos a certos direitos que têm, mesmo quando está em jogo a vida, o casamento, o relacionamento, o emprego só porque tal pessoa é isso ou é aquilo? Preferem jogar tudo fora e inclusive à vida do irmão, da irmã, da esposa, do esposo, do funcionário, colega em fim, para defender os seus privilégios?

Peçamos ao Espírito de liberdade, para que nos torne capazes de abrir mãos de certos direitos, quando estiverem em jogo os interesses do Reino dos Céus na vida das pessoas.

Reflexão Apostólica:

A comunidade cristã não é a reprodução de uma sociedade que se baseia na riqueza e no poder. Nela, é maior ou mais importante aquele que se converte, deixando todas as pretensões sociais, para pertencer a um grupo que acolhe fraternalmente Jesus na pessoa dos pequenos, fracos e pobres.

O problema é pagar o imposto do Templo, e o imposto imperial. O imposto implica domínio sobre os bens da pessoa. Esses bens, em primeiro lugar, são de Deus. E os homens são filhos de Deus, antes de ser súditos de qualquer poder. Portanto, eles não têm obrigação de pagar impostos.

A razão para pagá-lo é livre e secundária: evitar escândalo. O confronto e a ruptura entre Jesus e as instituições se dá nesse nível mais profundo e decisivo, que supera a própria instituição do Estado e do Templo.

Os discípulos ficaram tristes quando Jesus lhes disse que iria ser entregue nas mãos dos homens. Eles ainda não tinham percebido que neste mundo, todos estão sujeitos às leis, às regras e exigências dos homens.

Não podemos nos esquivar das obrigações, dos compromissos e até mesmo do sofrimento que o mundo nos impõe. Jesus deu o exemplo de entregar-se por amor a humanidade e deixar-se crucificar, mesmo sem ter nenhuma culpa. Ele, como homem, também nos ensinou que embora sejamos livres, filhos de Deus, nós temos encargos e obrigações sociais as quais temos de cumprir-las como pagar impostos e taxas.

O cristão verdadeiro segue o modelo de Jesus: para não escandalizar, paga as suas obrigações, o que lhe é cobrado para o bem estar social.

A nossa fé também se manifesta por meio da abertura do nosso “bolso”. Deus proverá para nós tudo de quanto precisamos para cumprirmos com os nossos compromissos sociais.

O seguimento a Jesus não nos isenta de também participarmos do crescimento e conservação da obra por Deus criada.

Você tem consciência de que mesmo sendo livre, filho de Deus, você tem obrigações para com os homens? Você costuma pagar os seus compromissos sociais sem murmurar? O que Jesus o (a) ensinou neste Evangelho?

Para Deus, todas as coisas que são necessárias para a sobrevivência dos escolhidos, é provida. Como vemos o Senhor também participava da vida humana, como qualquer homem. Porém, eis que Jesus, não se preocupava com o pagamento de impostos ou como dinheiro em si.

O Pai o provia de tudo pela FÉ que Ele, em missão, levava ao povo. No Evangelho do dia de hoje, vemos que os homens buscavam maneiras de perseguir Jesus e encontrar falhas nele. O recolhimento dos dízimos, cobrado pelos fariseus, era um fardo imposto pelos homens da lei de Moisés.

Não somos obrigados a pagar pelo caminho. Este mesmo deve ser dado de graça, pois de graça, O Pai nos proveu com Ele.

Não se obriguem a pagar para aprender as palavras de Jesus, elas são de graça. O PAI é quem cobrará a quem não souber da vida do Senhor.

A salvação veio para o Homem e para o homem de bem, pais de família, irmãos humildes e pobres financeiramente, até para os ricos ela chegou.

Nossa Igreja, que durante muito tempo, esteve perto de todos os ricos, está aprendendo a se aproximar dos mais humildes.

Ajudemos ao caminho. Pois sem ELA, a esposa de Jesus, também não teríamos a FÉ como Deus deseja. Colaborar com AMOR com a Igreja, ajudar financeiramente, se puder, e não se sentir obrigado, como fazem os outros em outros caminhos, fora do caminho.

Propósito:

Pai, que eu saiba desfrutar minha condição de filho, que me faz livre diante das imposições injustas dos poderes deste mundo, pois só a ti devo submeter-me.

NO FUNDO DO POÇO

“Deus não se surpreende quando você atinge o fundo do poço, porque Ele está no poço.” 

Certamente nos deparamos às vezes em nossa vida com situações nas quais nos parece não existir absolutamente nenhuma saída possível. Não há saída nem para a direita nem para a esquerda; nem para a frente, nem para trás. Doença, falta de recursos financeiros, confusão, solidão; desespero… são situações que têm o poder de nos levar ao fundo do poço.

Em tempos como esses nos tornamos muito vulneráveis, e é fácil perdermos a fé em tudo ao nosso redor, experimentando inclusive a sensação do abandono de Deus. Pois é exatamente em tais momentos que temos voltar para Aquele que tem um Poder infinito em suas mãos. A força da qual você tanto precisa, e a resposta que mais deseja estão ao seu alcance. Muito possivelmente essa experiência de fundo de poço seja algo que você tem de experimentar, para então conhecer a graça, a bondade e a misericórdia do amoroso Pai, que lhe faz companhia junto ao poço…

Se pelo menos você conseguir deixar de lado seus sentimentos de medo, ira, fraqueza e desespero, você irá se lembrar de que essa experiência de fundo de poço não é a primeira; se você olhar para trás você irá detectar a realidade da fidelidade de Deus em todos os momentos da sua vida.

Publicado por: sidnei walter john | 5 de agosto de 2018

EVANGELHO DO DIA 12 DE AGOSTO – 19º DOMINGO DO TEMPO COMUM – DIA DOS PAIS


19º DOMINGO DO TEMPO COMUM

12 de agosto- Pensemos no prêmio sublime com que Deus quer recompensar os nossos pequenos sacrifícios e nos sentiremos mais fortes para aguentar a luta. (S 234). São Jose Marello

João 6,41-51

Eles começaram a criticar Jesus porque ele tinha dito: “Eu sou o pão que desceu do céu.” E diziam:
– Este não é Jesus, filho de José? Por acaso nós não conhecemos o pai e a mãe dele? Como é que agora ele diz que desceu do céu?
Jesus respondeu:
– Parem de resmungar contra mim. Só poderão vir a mim aqueles que forem trazidos pelo Pai, que me enviou, e eu os ressuscitarei no último dia. Nos Profetas está escrito: “Todos serão ensinados por Deus.” E todos os que ouvem o Pai e aprendem com ele vêm a mim. Isso não quer dizer que alguém já tenha visto o Pai, a não ser aquele que vem de Deus; ele já viu o Pai.
– Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem crê tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Os antepassados de vocês comeram o maná no deserto, mas morreram. Aqui está o pão que desce do céu; e quem comer desse pão nunca morrerá. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne.
” 

Meditação:

Eu sou o pão da vida.” Esta afirmação é categórica, direta e conclusiva. Usando de uma metáfora, baseada no Antigo Testamento, quando os Hebreus estavam no Deserto e Deus os alimentava com o maná vindo do céu, Jesus encerra qualquer dúvida quanto à fonte da vida: Ele próprio é o que dá vida.

O pão na época era um dos alimentos mais importantes e consumidos, e até hoje ainda é, e por isso usado como referencial, mas trata-se de qualquer alimento. Ora, se o que eles estavam acostumados era o que os alimentava, que dava força para o trabalho, logo o pão era imprescindível para o sustento do corpo. Jesus, entretanto, não se referiu ao corpo físico, Ele era o que alimentava a vida, o que é a vida se não nossas ações, nosso coração, nossas intenções? Jesus queria ser alimento nestes aspectos. Quantas vezes procuramos saciar nossa fome de alegria, de amor, de paz, e buscamos em tantos lugares, quando que só podemos ser saciados com Jesus. Ele é o único que dá vida em abundância, com Ele nunca teremos fome ou sede, mas é fome de paz, amor, alegria, justiça, verdade.

Jesus sabia que o povo estava atrás dele por causa do milagre dos pães. Sabia também que queriam fazê-lo rei, mas o seu reino não é deste mundo, e o que ele lhes propõe é que trabalhem pelo alimento que permanece para a vida eterna. Este trabalho é a obra de Deus, a evangelização que Jesus realiza e que nós devemos continuar. Este trabalho consiste em fazer a vontade do Pai, Consiste em dar vida, para salvar este mundo do pecado para que todos, de preferência, mereçam um dia a vida eterna.

Aqueles homens ainda incrédulos e apegados às suas tradições, pedem, exigindo que Jesus faça milagres, sinais espetaculares, como os milagres de Moisés com o maná no deserto. Contudo, esta tradição do maná (“pão”) caído do céu está superada. O maná, assim como o nosso feijão com arroz de hoje, é alimento para um só dia, e não salva ninguém da morte. Todos os que comeram o maná, vieram a morrer mais tarde. O que nós precisamos fazer, segundo a explicação de Jesus hoje, é buscar o verdadeiro pão caído do céu que é Jesus, aquele que se fez alimento para a nossa salvação e que nos foi dado pelo Pai, porque esse é o alimento que permanece para a vida eterna, esse é o alimento que nos guarda para a vida eterna. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna” “Quem come a minha carne viverá em mim e eu nele”

É esse o alimento que devemos procurar com todas as nossas forças e com todo o nosso empenho, pois é ele que vai nos fazer merecedores da vida no paraíso preparado para nós por Deus Pai.

É importante que estejamos preparados para receber este alimento da nossa alma, procurando praticar os ensinamentos de Cristo, e evitando o pecado. Na verdade, nunca estamos merecendo receber o corpo e o sangue de Cristo. O máximo que conseguimos é ficar menos indignos para comungar. Por isso é sempre indispensável um exame de nossa consciência antes de nos levantar do banco e entrar na fila da comunhão. Pois para receber o Pão da vida é preciso estar em estado de graça, e se não estiver, será preciso fazer uma confissão. Caso contrário, receber a hóstia consagrada indignamente é comer a nossa própria condenação. Por isso é preferível não comungar naquela missa, e depois procurar um sacerdote, para que na próxima missa estejamos na fila da comunhão com a consciência tranqüila.

Na carta de Paulo aos efésios, nós vimos que aquele que crê em Jesus é transformado num homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade. Pois é o próprio Jesus que nos garante: ” Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

O pão descido do céu é Jesus concebido no ventre de Maria, e que viveu, cerca de trinta anos, uma vida comum na sua cidade de origem; e, depois, cerca de três anos, em contato com as multidões revelando-lhes o Pai que o enviou. Doando-se a fim de comunicar a vida, consagrou-se à libertação de todos das opressões e da morte, levando a esperança de um mundo novo, pela prática do amor. Ser atraído por Jesus e crer nele é segui-lo, na adesão concreta ao projeto de Deus. Alimentar-se de Jesus é contemplá-lo e seguir seus passos, como na prefiguração de Elias. Na bondade, na compaixão e no perdão, na fraternidade comunitária e na solidariedade social, na busca da justiça e da paz, entra-se em comunhão com Jesus, pão da vida eterna.

Reflexão Apostólica:

Lemos um pequeno trecho da carta de Paulo aos Efésios. Pequeno,  porém de  enorme pureza e beleza para a nossa santificação no dia de hoje.

Paulo nos adverte para tomarmos cuidado com as nossas atitudes com relação ao Espírito de Deus, pois, como nós sabemos os pecados contra o Espírito Santo  não serão perdoados.
Paulo nos aconselha a sermos imitadores de Deus, como filhos muito amados. Para isso o segredo, é. Fazer o bem e evitar o mal. O imitador de Cristo é um a cristão. Se você é cristão, você tem de imitar a Cristo.

No Evangelho ouvimos Jesus a nos dizer que “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia.”

Mais olha só irmãos que maravilha! Jesus está nos dizendo exatamente o seguinte: Vocês que vieram aqui hoje, que vieram a mim, foi porque Meu Pai os atraiu para mim. Isso não é somente um grande motivo de alegria e orgulho para nós,  o fato de sermos atraídos por Deus Pai, como é também uma grande responsabilidade.

O fato de Deus nos dar a honra de nos atrair para Jesus quer dizer que Deus conta conosco, que Deus nos valorizou, confiou em nós, e espera que nós não vamos decepcioná-Lo.

A mensagem de Jesus hoje não só nos alegra, nos encoraja, e nos deixa otimistas, como também nos diz que não podemos pisar na bola, desistindo de seguir Cristo um dia.

“Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim.”    Vejam. Nós ouvimos, aceitamos o convite de Deus para vir aqui hoje, participar dessa reflexão.

Se eu perguntar a cada um de vocês como foi que Deus falou ao lhe convidar, talvez só alguns vão se tocar, se lembrar como foi. Foi através de um amigo, da minha mãe, o do meu filho…

Deus falou com cada um de nós através de uma pessoa, através de uma aparente desgraça, de um sofrimento, de uma grande graça recebida, através do nosso pensamento.

Eu levantei de manhã e tive a idéia de escreve isto esta reflexão, de perdoar meu irmão, de dar uma ajuda àquela pessoa que está necessitada etc.

É assim que Deus nos fala. Das formas mais inesperadas e imprevisíveis.  Prezados irmãos. Vamos sair dessa celebração prestando atenção para ouvir quando Deus fala conosco.

E atenção! Cuidado que o diabo também pode falar conosco! Mais é fácil saber quando é o diabo que penetra nos nossos pensamentos. Exemplo: Se você está brigando com seu irmão e lhe vem o impulso de machucá-lo, com certeza, este pensamento não lhe veio de Deus. Por que Deus é amor. Portanto, se liga!

 Propósito: Deixar-se “eucaristizar” e ver o mundo na ótica de Jesus Mestre.

EM AUTO – VIGILÂNCIA

Você não pode esperar encontrar aquela pessoa maravilhosa sem que antes, atente para o seu próprio crescimento e sem se tornar uma pessoa melhor…a colheita depende da semente.

Você pode esconder os seus pensamentos e suas ações das outras pessoas. Porém, você não as pode esconder de si mesmo. A pessoa que você está se tornando está sempre observando a pessoa que você realmente é. A genuína imagem que você terá sobre si mesmo amanhã, irá depender da ações que você está observando hoje.

A pessoa que você será está sempre observando a pessoa que você realmente é. E aquilo que você sinceramente pensa sobre si mesmo, com base naquilo que você vê, irá determinar um papel significativo na qualidade da sua vida. A confiança pela qual você irá viver no próximo mês terá como base as ações que você irá tomar nesta semana. Pense por um momento na importância sobre o que isso realmente representa.

Deus – através da sua imensa graça – lhe deu habilidades, lhe deu espaço para pensar e agir em qualquer momento a fim de que você se torne a pessoa que você mais verdadeiramente deseja ser. Com cada pequeno passo que você dá, você está construindo um futuro. As qualidades da sua vida que mais importam a você, de maneira alguma são deixadas ao acaso. Elas são suas para que você as desenvolva e as fortaleça a cada segundo da sua vida, até mesmo nesse exato momento

Publicado por: sidnei walter john | 5 de agosto de 2018

Evangelho do dia 11 de agosto sábado


11 agosto – Quando estivermos angustiados, procuremos fazer aquilo que aconselharíamos aos outros. (S 193). São José Marello

Mateus 17,14-20

Quando eles chegaram perto da multidão, um homem foi até perto de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse:
– Senhor  tenha pena do meu filho! Ele é epilético e tem ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. Eu o trouxe para os seus discípulos a fim de que eles o curassem, mas eles não conseguiram.
Jesus respondeu:
– Gente má e sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de agüentá-los? Tragam o menino aqui!
Então deu uma ordem, o demônio saiu, e no mesmo instante o menino ficou curado.
Depois os discípulos chegaram perto de Jesus, em particular, e perguntaram:
– Por que foi que nós não pudemos expulsar aquele demônio?
Jesus respondeu:
– Foi porque vocês não têm bastante fé. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: “Saia daqui e vá para lá”, e ele iria. E vocês teriam poder para fazer qualquer coisa!
 

Meditação: 

Mateus resume aqui a narrativa bem mais detalhada de Marcos (Mc 9,14-29), tendo a questão da fé como tema central.

Pedro, André e Tiago, com Jesus, descem a montanha após o episódio da transfiguração. Encontram a multidão, com os demais discípulos que não conseguiram curar um menino com o demônio da epilepsia. A reprimenda “geração… perversa”, frequente em Mateus, é uma alusão àqueles que, sob a doutrina das sinagogas, só são sensíveis a atos de poder, não reconhecendo a força do amor e da fé.

Os apóstolos não tinham fé? Nós dizemos: Claro que tinham! Eles acreditavam em Jesus, acreditavam que ele era o filho de Deus, acreditavam que Jesus curava, acreditavam que ele expulsava o demônio. Eles acreditavam que o poder de Deus estava em Jesus.

A fé é um dom de Deus, é um posicionamento espiritual através do qual nosso espírito e alma se alinham em harmonia, em adoração, em honra, temor, respeito e amor para com Deus. É o meio pelo qual nos relacionamos com Deus e dizemos a todos que estamos posicionados ao lado de Deus, negando e rejeitando todos os princípios de Satanás. É também o modo pelo qual proclamamos ao céu e à terra, diante de anjos e diante de homens, que Jesus Cristo é Senhor absoluto sobre nossas vidas, aceitando deste modo tudo o que o Filho nos ensina a respeito do Pai e, consequentemente, rejeitando todas as mentiras que Satanás diz a respeito de Deus.

A fé é o meio, o único meio, a fim de que possamos escapar da ira vindoura, pois Deus, o Criador, está prestes a falar ao mundo em grande ira, tomando vingança contra todas as maldades praticadas pelos filhos dos homens ao longo de toda a história.

A fé não é igual em todos. Não é verdade que o homem já nasça com fé. A fé é concedida ao homem por Deus. E um dos trechos bíblicos que evidencia isto é o seguinte: “Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós; e para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.” (2 Tessalonicenses 3:1,2)

Ora, se a fé não é de todos, como afirmam as Escrituras, como dizer que os homens nascem com fé, como afirmam alguns? Em suas próprias palavras, o Senhor Jesus Cristo nos mostra como há diferenças entre fé e fé.

Isto nos mostra que não somente podemos como também devemos buscar o aperfeiçoamento da nossa fé, o que se dá através da aceitação submissa da vontade de Deus, em momento algum nos permitindo colocar em resistência diante da vontade de Deus, mas à semelhança de Abraão, dar ao Senhor seja lá o que for que Ele nos solicite. E isto quer o compreendamos ou não, pois a fé está acima da lógica, é superior à razão e por mais poderoso que seja o intelecto humano, a fé não é por ele acessível. A fé se encontra no território espiritual, nesse mesmo território onde Deus habita. A fé transcende a razão, pois é superior a ela, pois ninguém pode conhecer a Deus pela capacidade humana, mas tão somente pela fé.

Há, ainda, os que não possuem fé alguma, são indigentes espirituais, autênticos desgraçados, os quais permanecerão na vaidade de seus próprios pensamentos e concatenações mentais, julgando-se sábios, mas esquecendo-se de seus próprios pecados e não podendo atentar para a monstruosidade de sua incredulidade.

Peçamos hoje uma fé aperfeiçoada: Senhor envia sobre nós o teu Espírito Santo! Pedimos que suscitasse em nós uma fé constante em meio às provações que enfrentamos. E que esta fé, mediante a tua Unção em nós, seja levada a perfeição.

Reflexão Apostólica:

Os apóstolos não conseguiram expulsar  o demônio que atormentava  aquele menino, e foram fortemente repreendidos por Jesus, que os chamou de  “Raça incrédula e perversa, até quando estarei convosco?”

Mais uma vez, jogou pesado no seu palavreado.  Depois que os discípulos perguntam por que não conseguiram expulsar aquele demônio, Ele responde:  “Por causa de vossa falta de fé”.

Se os apóstolos escolhidos a dedo não tinham fé suficiente, que dirá de nós? Que dirá do mundo de hoje  com sua fé abalada pelos meios de comunicações, que a cada dia induz as pessoas a pecar e a abandonar a fé? Não tem mais graça assistir um filme. Ou é tiroteio  ou é pornografia. Ou os dois juntos.

Acabou aqueles clássicos  da sétima arte que as mulheres choravam no final.  Toda essa avalanche de violência e libertinagem distorce a cabeça dos nossos jovens, pois é a eles que tudo isso é direcionado.

É por isso que muitos jovens já não respeitam mais,  não  tema mais limites, e por motivos vários abrem mão da violência como meio de sobrevivência, o que os levam fatalmente mais sedo ou mais tarde, a própria morte.

Não estou criticando esses jovens, pois eles são vítimas de um mundo que inverteu a escala de valores. (O QUE ERA CORRETO, HOJE É COISA ERRADA).

Vamos libertar esses jovens dos novos demônios. Mais precisamos de muita oração e de muito jejum. Vamos rezar em grupo pelos nossos jovens para que Deus os protejam de todo este estado de coisa que os tem levado: a descrença, a libertinagem sexual, ao sofrimento e à morte.

 Propósito: 

Transformar a vida em oração para comunicar a força, a bondade e a misericórdia de Deus. 

“Só pode crer o que quer”. (santo Agostinho)

SOBRE CORAGEM

Coragem é a habilidade de enfrentar perigos, dificuldades ou dor, sem ser superado pelo medo e se manter focado no mesmo curso de ação.  Drummond

Coragem é o que Drummond anuncia, mas – na realidade – é muito mais que isso. Coragem é admitir que você tem medo e a despeito do medo você o enfrenta diretamente. Coragem é ser forte o suficiente para buscar ajuda e humilde o suficiente para aceita-la. Coragem é se posicionar sobre aquilo que você crê sem se importar com a opinião dos outros. Coragem é seguir o seu coração, é viver a sua própria vida e ser o melhor que você possa ser.

Coragem é ousar dar o primeiro passo, um grande passo, ou seguir um diferente caminho. Coragem é tentar realizar algo que nunca foi feito anteriormente e que muitos criam ser impossível que pudesse ser feito. Coragem é seguir em frente mesmo em meio aos desapontamentos. Coragem é olhar para a derrota não como um final totalmente acabado mas como um novo capítulo a ser iniciado. Coragem é crer que – pela maravilhosa graça de Deus – as coisas irão melhorar em vez de piorar.

Coragem é ser responsável pelos seus próprios atos e admitir os seus próprios erros sem ter que constantemente buscar alguém para lançar a culpa. Coragem é recusar a desistir mesmo quando intimidado pelas impossibilidades. Coragem é estabelecer um alvo, manter-se focado nele e buscar soluções para os problemas que certamente virão. Coragem é pensar grande, mirar alto e atirar bem longe.

Publicado por: sidnei walter john | 5 de agosto de 2018

Evangelho do dia 10 de agosto sexta feira


São Lourenço, Diácono

10 agosto – Quando algum de nós tiver a tentação de descer de sua grelha ou de trocá-la, lance um olhar às grelhas dos outros, mais quentes, e alto lá: quando muito, mudar de lado. (L 157). São Jose Marello 

Leitura do santo Evangelho segundo São João 12,24-26

Em verdade, em verdade, vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Mas, se morre, produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem não faz conta de sua vida neste mundo, há de guardá-la para a vida eterna. Se alguém quer me servir, siga-me, e onde eu estiver, estará também aquele que me serve. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.”  

Meditação: 

A explicação da parábola da semente que cai na terra germina e dá frutos, somos todos nós que nos entregamos pela causa do Reino de Deus.

Na verdade, alguns fazem entrega total de si, como os sacerdotes e os religiosos e as religiosas. Mas nós também somos exemplos de autoentrega pela evangelização.

O grão que não morre fica só. Aqui o trecho do evangelho se refere àqueles que nem estão aí para o Reino de Deus. Querem mais é cuidar da  sua vida e não têm tempo para Deus. Aí acontece o contrário do que eles almejam. Suas vidas acabam definhando-se pela ausência de Deus.

Não é que Deus seja vingativo e nos abandona. Somos nós  que  O abandonamos por causa do nosso individualismo e o apego às coisas desta vida.

O Evangelho de hoje traz a comparação da natureza para expressar o seu verdadeiro sentido. A vida só tem sentido quando doada. Só assim ela se transforma em vida nova e não morre sufocada em si mesma. O grão de trigo adquire vida nova quando aceita desaparecer debaixo da terra e morrer. Assim foi com a vida de Jesus e com a vida de São Lourenço, cuja festa celebramos hoje.

São Lourenço, padroeiro dos diáconos, tem como missão o serviço na comunidade e aos irmãos. Lourenço aceitou doar a vida por uma causa.

Doou-se a si mesmo, depois de ter escolhido o bem maior que é Jesus Cristo. Diante de tanto egoísmo presente na vida das pessoas, entendemos o quanto é importante a partilha da vida, dos bens e dos dons. O egoísmo é mortal e estéril, enquanto a vida é doação.

A imagem do grão que cai na terra e tem que morrer para dar frutos é usada, também, por Paulo em sua primeira carta aos Coríntios (15,36s).

Antigamente julgava-se haver uma descontinuidade entre o grão e os frutos. Assim esta imagem do grão se adaptava à tradição da ressurreição baseada na leitura do livro de Daniel, no capítulo 10, com a visão dos ossos dos mortos que são revivificados.

Na realidade, sabemos que o grão já tem em si a vida e não morre, mas se transforma. Há assim uma continuidade entre o grão, a árvore e os frutos por ela produzidos. Assim também, o Jesus humano já tem em si a vida divina e eterna, a qual permanece e se manifesta após sua morte na cruz.

A imagem da semente que morre e dá fruto suscita interrogações sobre o modo como vivemos neste mundo. Queremos ter segurança em nossa vida correndo atrás dos projetos de enriquecimento e sucesso, colocando-nos a serviço dos poderosos deste mundo? Ou queremos abandonar os sucessos deste mundo e entregar nossa vida nas mãos de Deus, em comunhão com seu amor e confiantes em sua providência, fieis ao cumprimento de sua vontade aqui na terra?

Como pode nossa vida dar muito fruto? Jesus nos propõe uma forma de viver com tal objetivo. Para ele, a vida das pessoas tem que ser produtiva; não se pode perdê-la de forma vã e inútil.

Mas a vida dá realmente muitos frutos ao ser compartilhada. Quando não é dividida com os irmãos, perde o sentido; torna-se solitária, desperdiçada, egoísta.

O Senhor nos propõe uma orientação para conseguir a plenitude da vida humana: se nos apegarmos à vida, acabaremos por nos tornar egoístas; mas, se utilizarmos nossa vida na partilha solidária, ela adquire uma dimensão elevada: orienta-se para a eternidade.

A vida que se consome nas nossas ocupações diárias é uma vida frutífera própria de quem decidiu seguir Jesus. Converte-se assim em serviço; e quando transcorre dessa forma, então temos mais vida; abundante, boa, feliz.

Quem segue Jesus, é aquele que serve. Somente desta maneira poderá estar onde quer que esteja Jesus. A vida entregue ao serviço em Deus é a que dá muito fruto. Por isso, o próprio Deus o honrará e abençoará.

O caminho discipular na palavra de Deus é uma constante aprendizagem da vida que morre, como o grão de trigo, para dar muito fruto.

A semente que pretende conservar-se não comunica vida. Jesus compara sua vida à da semente: ser doação para que as pessoas tenham vida, porque Deus Pai é assim: fonte e princípio de vida para todos. Quem quisesse segurar o ar que respira somente para si, morreria sufocado.

Um egoísta é alguém que quer segurar o fôlego só para si e não admite partilhar com os outros. Por isso a última ação de nossa vida é expirar, que também significa dar a vida, entregar o espírito. A vida só circula na medida em que é recebida e doada.

Seguir a Jesus é servir, como ele nos serviu. O amor de Jesus nos liberta, transformando nossas vidas e nos movendo ao serviço aos mais carentes e necessitados, em comunhão de amor e vida com Jesus e o Pai.

Aqui reside o papel profético da Igreja e de cada cristão em particular. Este profetismo faz olhar o presente e deduzir o que possa acontecer no futuro. O serviço ao Senhor é o serviço à humanidade e vice-versa.

Reflexão Apostólica:

A maior manifestação de Deus é a vida, paixão e ressurreição de Jesus. Lá, Deus se manifestou em todo o esplendor de sua ternura, entrega e amor.

Para melhor compreender isto, é necessário estar em sintonia com a proposta do Evangelho e estar disposto a entregar a vida pelo reino de Deus em cada momento da existência.

A vida de Jesus foi precisamente uma entrega total e generosa. Caiu como semente boa no sulco da vida e produziu frutos abundantes. Não reteve sua vida para si. Entregou-a completamente em favor de seus amigos e da humanidade.

Essa entrega generosa faz da vida de Jesus e da vida de seus seguidores, uma boa colheita que produz abundantes boas obras.

Passamos a vida tratando de adquirir coisas para sermos felizes. Lançamos a semente de nossa vida entre as pedras da cobiça e no matagal das preocupações.

Jesus nos convida a mudarmos de atitude e a dirigirmos nossa existência pelo caminho que conduz à vida autêntica. Quer fazer-nos compreender que a vida é uma entrega alegre e generosa em favor do próximo, sobretudo, do próximo pobre.

A leitura insiste na generosidade e no serviço. Por isso, diante das carências do mundo, é importante partilhar os bens e os dons.

Precisamos, porém, estar atentos na forma como realizamos isso. Doar coisas sem promover a pessoa se chama assistencialismo.

O assistencialismo (o simples socorrer o próximo em suas necessidades mais urgentes) não traz nem trará por si só grande resultado.

Ele pode causar dependência: a pessoa se acostuma a receber e acaba não tendo nem força e nem coragem para buscar sua autonomia. Por outro lado, para quem doa, tranqüiliza a consciência, mas sem resolver o problema.

Detendo-nos em pensar no que faria Jesus, vemos que o assistencialismo apenas tem conseguido aumentar a mendicidade, a dependência, a completa perda da dignidade humana, a formação de uma massa de “incapacitados” mentais que somente servem para tranqüilizar nossa consciência quando lhes damos um esmola, quando lhes satisfazemos a fome de um dia e achamos que é suficiente.

De acordo com o projeto da justiça, querido por Deus e praticado por Jesus, a questão não se resolve meramente com assistências e doações.

A proposta de Jesus passa pelo compromisso com a justiça como fundamento para se eliminar as causas que geram o empobrecimento.

A missão de proclamar a justiça é um gesto profético que cada cristão deveria ter para si como primeira vocação. Ser profeta assim faz a gente trabalhar para melhorar o presente e olhar para o futuro com esperança.

Propósito:

Senhor Jesus, a vida jorrou abundante de tua fidelidade até à morte de cruz. Possa eu beneficiar-me desta plenitude de vida.

2º Meditação

Nos evangelhos sinóticos encontramos a parábola da semente que cai na terra, germina, e dá frutos. A semente, aí, significa a Palavra de Deus ou o Reino de Deus (Mc 4,26-34).

João usa a mesma imagem, com o grão de trigo, porém seu significado é o próprio Jesus. Destaca o aspecto da “morte” do grão, para a transformação que dará origem à planta que germina e aos frutos que virão. É uma alusão a Jesus que entrega sua vida, com fidelidade total, até a morte, gerando os frutos das comunidades de discípulos que continuarão sua missão.

Este “morrer” é a expressão do desapego completo da vida enquanto sua realização conforme os critérios deste mundo. É com este desapego que se dão frutos para a vida eterna.

A palavra de Jesus é o grão de trigo lançado à terra, que nasce, cresce e dá muito fruto. A palavra de Jesus é recebida por nós, em nosso coração. Ali ela nasce, cresce e nos faz adultos conscientes e prontos a produzir muitos frutos na seara do Senhor.

Quando amadurecemos na palavra de Deus, conseguimos algo até inexplicável, que só com Ele conseguimos. E, mesmo nos amando muito a nós mesmos, conseguimos esquecer-nos e praticarmos ações tão altruístas, que só na ação do Espírito Santo é possível.

É isso que Jesus nos quer dizer quando fala: “aquele que se ama perde-se e aquele que despreza a si mesmo neste mundo, assegura para si a Vida Eterna“.

Como instrumentos de Deus, conseguimos amar mais ao próximo do que a nós mesmos, como Jesus fez, dando a própria vida para nos salvar.

São João , em sua primeira carta nos fala: “Aquele que diz que ama a Deus que não vê e não ama o seu irmão que vê , é mentiroso.. Se alguém tiver bens neste mundo e vir seu irmão passando necessidades e lhe fechar as entranhas, como habitará nele o amor de Deus?

Precisamos orar muito a Deus, para que nos conceda o dom do entendimento, do discernimento, para que sempre compreendamos, através do Seu Espírito Santo, as mensagens que Ele nos envia, solicitando a nossa participação no seu plano de salvação.

Para São João “quem confessa que Jesus é o filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.” Que bom, que graça, quando entendemos todo esse mistério na relação de Deus com a humanidade inteira, sem dúvidas, sem questionamentos! Que muito bom, quando o Espírito de Deus nos aquece com seu amor, repousando no nosso coração, porque O acolhemos e O aceitamos, esquecendo-nos de nós mesmos e atendendo ao nosso irmão que tanto está precisando de algo e de algumas palavras com esse amor; sendo atencioso e ouvindo-o em seus lamentos e dúvidas.

A cada gesto desses, somos admirados pelo Senhor. Ainda mais no mundo complicado e injusto em que hoje vivemos. Onde o mal prolifera e arrasta-se em todas as camadas sociais, transformando e transtornando gente, corrompendo e deixando-as indignas e por isso infelizes; porque Deus quando nos criou, o Seu Plano era de que fôssemos íntegros, felizes e imortais, dentro do Paraíso.

Entretanto, o pecado entrou no mundo e nos fere e nos mata para Deus, quando nos afastamos do seu amor e da sua Graça, embora Ele continue sempre nos amando, aguardando, minuto a minuto, que consigamos reencontrar o seu caminho da Felicidade Verdadeira. Acreditamos nas palavras de Jesus, pois a morte não é o último ato isolado da existência, mas é o termo de uma vida devotada ao amor.

Apegar-se à vida é querer afirmá-la em conformidade com os critérios da ideologia de sucesso deste mundo sob controle dos poderosos, agentes da morte lenta ou violenta. Guardar a vida na vida eterna supõe o desprezo desta ideologia de sucesso e poder, que impõe a submissão pelo temor. Quem não teme a própria morte está livre para colocar-se totalmente a serviço da vida. O seguimento de Jesus se faz com o dom total de si mesmo, a favor da vida.
 2º Reflexão Apostólica:

Como compreender a vida simples daquele que vive no campo? Um lugar onde ainda não tem acesso a internet ou TV a cabo e tantas outras modernidades, onde um bico de luz é o único ponto luminoso em meio à escuridão; onde a labuta começa bem antes do sol nascer e o dia acaba por volta das sete da noite e mesmo assim temos a real impressão que foi lá que a felicidade resolveu morar?

Como entender a situação de alguém que conquistou tudo que o fruto trabalho possa comprar; que alcançou o máximo do prestigio em uma profissão ou numa função ou que seus bens garantam uma vida tranqüila até mesmo para duas gerações, mas que na luta para se conquistar tamanho patrimônio precisou lançar mão de sua saúde, de sua família, de sua vida para obtê-lo?

É bem verdade que Jesus nos prometeu e nos promete vida plena e em abundancia, mas aonde tenho procurado?

É preciso deixar claro que o reino que Jesus nos preparou não esta reservado para somente os pobres ou para os ricos e sim para todos os “desprendidos”, pois no sermão do monte os “bem aventurados” são os POBRES e HUMILDES DE CORAÇÃO, sejam eles brancos, negros, amarelos, (…).

Como não se encantar por um Deus que em meio aos privilégios de sua situação celeste prefere ficar com os homens, caminhar com eles, ensiná-los, acompanhá-los, curá-los? O que o criador vê de tão importante nessa criatura ao ponto de morrer por ela?

Um dia expliquei, a uma pessoa de quem gosto muito, que é bem diferente “GOSTAR” e “SE IMPORTAR”. A grosso modo, gostar de algo ou de alguém é ter um sentimento agradável em relação a ele (a), mas não necessariamente me importo com ele (a). Posso gostar muito da minha empregada doméstica, mas não me importar se o salário que recebe é suficiente para garantir o mês; posso gostar de comprar coisas novas e não me importar quanto meu pai tem que trabalhar para me dar…

Andamos de carro em altas velocidades, pois GOSTAMOS da aventura, mas pouco NOS IMPORTAMOS se por ventura minha destreza me trair; procuramos por facilidades, principalmente em meio a favores de políticos, para que em troca do meu voto me faça um GOSTO, mesmo NÃO ME IMPORTANDO se o futuro eleito é um grande mal caráter. Nossos olhos se abrem ao que nos agrada, mas fingem não perceber o que realmente importa.

Note que SE IMPORTAR é morrer, é se dar, é pensar no outro e NÃO SOMENTE em mim. “(…) Mas, se morrer, dará muito trigo. Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida, neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira”.

Voltando aos primeiros exemplos dados no começo dessa reflexão, trazendo a mente o bucolismo da vida simples e a agitação da modernidade, será que consigo ter o melhor dos dois mundos? E a resposta é sim!

Aonde quer que estejamos, saibamos que a coisa mais importante sempre estará do lado de dentro.

Se a vida por acaso nos possibilitar abundancia em algum sentido, dividamos com as pessoas que nos cercam. Nunca deixe de ajudar, a repartir abraços, oferecer sorrisos, pois a maior virtude de um homem não depende de uma conta financeira ou do carro que dirige.

(…) E disse então ao povo: Guardai-vos escrupulosamente de toda a avareza, porque a vida de um homem, ainda que ele esteja na abundância, não depende de suas riquezas”(Lc 12, 15)

Se de mais! NÃO SEJA MAIS UM! “(…) Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se um grão de trigo não for jogado na terra e não morrer, ele continuará a ser apenas um grão

SUA VIDA – SUA ESCOLHA

A verdadeira fortuna consiste na habilidade de plenamente experimentar a vida. 

Existe uma clara e simples questão que pode rapidamente colocar as coisas na perspectiva correta: Como você deseja que a sua vida realmente seja? Quando diante de grandes ou pequenas decisões, quando diante de disponíveis alternativas, vale a pena manter esta pergunta em mente. As escolhas que você faz, minuto a minuto, dia a dia, são essas escolhas que determinam a qualidade da sua vida.

Sim, existem muitas coisas que estão além do seu controle. Porém, mesmo com aquelas coisas que estão além do seu controle você pode decidir viver dentro daqueles mesmos parâmetros. E as suas escolhas podem fazer toda a diferença no mundo. E então…como você deseja que a sua vida realmente seja? Você está se movimentando em direção das escolhas que está fazendo a cada momento ou está ignorando o seu poder de escolha? Estaria você ignorando o seu poder de escolha e contando apenas com uma incrível sorte que possa vir lhe resgatar?

A sua vida é sua para viver uma única vez. É apenas uma flecha no arco, uma única bala no revolver. Portanto, jamais minimize a importância de tomar a decisão certa porque é essa decisão ou acúmulo de decisões que irá determinar a qualidade da sua vida.

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