Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

EVANGELHO DO DIA 27 DE JANEIRO 3º DOMINGO DO TEMPO COMUM


3º DOMINGO DO TEMPO COMUM

 24  janeiro – Uma alma bela como exemplar e, coragem, adiante em suas pegadas, a qualquer custo! (L 31). São Jose Marello

 Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas  1,1-4;4,14-21

 Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra.
Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.
Naquele tempo, Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito Santo, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que estava escrito:
‘”O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.” 

Meditação:

Este texto relata a primeira experiência da Vida Pública de Jesus, em Lucas. Deu-se na sua terra de criação – Nazaré. A visita de Jesus à sinagoga de Nazaré em Lc 4 pode nos dar um paradigma de ação para a nossa missão, que é a continuidade da missão de Jesus. “Jesus voltou para a Galiléia, com a força do Espírito”(v.14)

A proclamação em palavra e ação do Reino de Deus nasce do Espírito. Jesus vai à sua cidade natal para explicitar a sua missão. Em nossos termos de hoje, ele vai ao local da reunião da comunidade (sinagoga) para participar do culto semanal. É convidado a fazer a segunda leitura.

O culto de então consistia do canto dum salmo, a recitação do Shema Israel e as Dezoito Bênçãos, uma primeira leitura do Torá e uma segunda dos Profetas, uma homilia sobre as leituras, a benção do presidente da assembléia e a benção sacerdotal de Nm 6,24-27. Segundo muitas autoridades, a primeira leitura era prescrita, a segunda à escolha do leitor. Qualquer judeu adulto (masculino) podia tomar a palavra, mas as autoridades sinagogais habitualmente confiavam esta incumbência aos que eram considerados versados nas escrituras.

Assim, Jesus encontrou a passagem de Segundo-Isaías, porque a procurou, não duma maneira aleatória. A citação não é exatamente como está no Antigo Testamento. É uma combinação de Is 61,1-2, e 58.6. Lucas omite 61,1c (sarar os contritos do coração) e 61,2b-3a (o dia de vingança, para consolar os que choram, dar aos de Sião que choram glória em lugar de cinzas), para evitar uma interpretação que pudesse espiritualizar o texto ou focalizar o “verdadeiro Israel”, assim facilitando uma visão etnocêntrica. Adiciona 58,6 que vem dum trecho que descreve o verdadeiro jejum desejado por Javé e se refere à libertação dos que são oprimidos por dívidas. Os pobres a que se refere aqui são os economicamente pobres.

Nós, cristãos, discípulos de Jesus e continuadores da sua missão no mundo atual, temos aqui os elementos essenciais para a vivência da nossa vocação.

A missão cristã, hoje, continuando a missão de Jesus, tem de ser… isso: “continuação da missão de Jesus”, no sentido literal e direto. Ser cristão, com efeito, será “viver e lutar pela Causa de Jesus”, sentir-se chamado a proclamar a Boa Nova da Libertação, entendendo-se em sua literalidade mais material também: a “Boa Nova” tem que ser “boa” e tem que ser “notícia”.

Não se pode substituir semanticamente pelo “catecismo” ou pela “doutrina”. Jesus não veio ensinar “a doutrina”; sua “evangelização” não foi uma catequese eclesiástico-pastoral…

A missão de Jesus não pode pretender ser neutra, “de centro”, “para todos, sem distinção”, não inclinada nem para os ricos nem para os pobres… como pretendem os que confundem a Igreja com uma espécie de antecipação piedosa da Cruz Vermelha. O pior que se poderia dizer do Evangelho é que seja neutro, que não se manifeste, que não opte pelos pobres. A pior ideologia seria a que defende o Evangelho como neutro e indiferente aos problemas humanos, sociais, econômicos e políticos, porque se referiria somente ao “espiritual”.

Pode ser bom recordar uma vez mais: Jesus está longe da beneficência e do assistencialismo… Não se trata de “fazer caridade” aos pobres, mas de inaugurar a nova ordem integral, a única que permite falar de uma libertação real… É importante dar-se conta de que muitas vezes quando se fala da opção “preferencial” pelos pobres se está claramente com uma mentalidade assistencial, muito distanciada do espírito de Lucas 4, 14ss.

A palavra evangelizadora ou é ativa e concreta na prática da libertação, ou é anti-evangelizadora. A palavra evangelizadora não é palavra de teoria abstrata. É uma palavra que se refere à realidade e a confronta com o projeto de Deus. “Evangelizar é libertar pela palavra” (Nolan). Uma palavra que não entra na história, que não se pronuncia, que se mantém acima dela ou nas nuvens, que não mobiliza, não sacode, não provoca solidariedade (nem suscita inimigos)… não é herdeira da paixão do Filho de Deus.

Que lugar tem a Palavra em nossa vida pessoal, familiar e comunitária? Que efeitos produz a Palavra de Deus em nós e na comunidade? Quais são os serviços mais cobiçados pelos membros das nossas comunidades? É verdade que todos consideram o próprio ministério exclusivamente como um serviço que deve ser prestado aos irmãos, gratuita e desinteressadamente? Há ainda quem pense que o seu ministério lhe confira o direito de sentir-se mais importante do que os outros? Os que exercem o ministério da Palavra estão de fato conscientes de ter uma grave responsabilidade?

Reflexão Apostólica:

Procuremos viver a cena que Lucas nos descreve. Deram-lhe o livro do Profeta Isaías. Abrindo-o, Jesus “encontrou o lugar onde estava escrito: ‘O Espírito do Senhor repousou sobre Mim; pelo que Me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Me enviou para anunciar a redenção dos cativos, e a recuperação da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a pregar um ano de graça da parte do Senhor’.” (vv. 17-19)

Não é necessária muita sensibilidade para se perceber que foi criada uma atmosfera de especial bênção, no momento em que Deus feito homem, Jesus, filho de Davi, levantou-se para ler um trecho da Escritura inspirada por Ele mesmo, havia séculos. São Lucas faz notar o ambiente de grande tensão dos ouvintes, à espera do comentário: “Os olhos de todos estavam fixos n’Ele”.

O Evangelista registra apenas uma curta frase desse comentário: “Hoje cumpriu-se esta passagem da Escritura que acabais de ouvir”.

O Evangelho deste domingo encerra-se com o comentário acima. Mas nos versículos seguintes (22-30) vem narrado o desfecho do episódio. Depois de um surto inicial de admiração, sobreveio a desconfiança (vv. 23-24) e, em seguida, o ódio mortal: “Encheram-se de ira. Levantaram-se, lançaram-nO fora da cidade, e conduziram-nO até ao cume do monte sobre o qual estava edificada a cidade, para O precipitarem”.

Lucas resume num só ato as várias intervenções de Jesus em Nazaré, por razões de síntese e até mesmo pelo empenho de manter a beleza literária de sua obra. Em realidade, houve numa primeira fase muita admiração por Jesus por parte dos habitantes dessa cidade e, provavelmente, um desejo egoísta de tê-lo como subalterno das grandes figuras locais.

A natureza humana concebida no pecado original, se não é fiel à graça de Deus, assim sempre reage. Após o primeiro surto de admiração, vem a comparação; em seguida, a vontade de tirar proveito; logo se levanta a inveja, da qual nascem o ódio e a sanha de destruir.

O mundo hoje também encontra-se numa crise semelhante e, por alguns lados, até pior que a da Antiguidade na qual Jesus iniciou de maneira magistral sua vida pública. Ou Ele liberta os cativos dos horrores do pecado e restitui a vista aos cegos atolados nas paixões e nos vícios, e novamente proclama “um ano de graça da parte do Senhor”, ou teremos chegado ao fim da História.

Ora, Maria afirmou em Fátima: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!” Esse triunfo se dará, e com certeza.

Rezemos para que a inveja, o ódio e a sanha destruidora do mal, por muitos séculos se sintam acanhadas para assim ser durável, quando se estabelecer nesta terra, o Reino de Cristo por meio do Sapiencial e Imaculado Coração de Maria!

Propósito:

Ó Deus, que em tantos povos e religiões suscitastes desde o princípio dos tempos, por obra de vosso Espírito, homens e mulheres capazes de intuir vosso amor libertador pelos pobres, e que em Jesus nos destes o modelo perfeito; fazei, vos pedimos, que também nós “hoje”, em nosso dia a dia, cumpramos o sonho dos profetas, sentindo-nos enviados a anunciar a Boa Nova aos pobres e a todos os que necessitam se converter aos pobres.

PARA CADA DESAPONTAMENTO

O sentimento proveniente do desapontamento é sempre ruim, seja ele causado por pessoas, circunstâncias ou pelos seus próprios erros. Ainda assim, em cada desapontamento, existem também oportunidades. Este é um fato incontestável na vida.
Através dos desapontamentos – num contexto mais amplo da vida – você irá descobrir que os desapontamentos podem ter um valor positivo. Apesar de uma porta ter se fechado, outras muito mais acabam de ser abertas. Para cada desapontamento, você pode ganhar conhecimento, motivação, perspectiva e um propósito mais claro e definido. Para cada desapontamento, você pode aprender muito sobre a vida, sobre você mesmo e sobre o mundo ao seu redor.
Tente não se esquecer: quando a vida o joga pra baixo, lembre-se de que existem valores os quais – pela graça de Deus – podem colocá-lo para cima. Um desapontamento pode ser o seu grande aliado para um sólido crescimento e exposição do seu caráter.

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Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 26 de janeiro sábado 2019


26 janeiro – Quanto tempo perdido; quantas preocupações inúteis; quanto amor próprio; quão pouco desapego das coisas que não são de Deus; quão escasso abandono no Senhor; quão pouco esforço de conformação à vontade divina; que perigosa falta de fidelidade às práticas espirituais; quanta negligência, quanto espírito interesseiro, quanta leviandade,quanta desordem de afetos!…Recomecemos, recomecemos de verdade! (L 23). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 10,1-9

Depois disso o Senhor escolheu mais setenta e dois dos seus seguidores e os enviou de dois em dois a fim de que fossem adiante dele para cada cidade e lugar aonde ele tinha de ir. Antes de os enviar, ele disse:
– A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, peçam ao dono da plantação que mande trabalhadores para fazerem a colheita. Vão! Eu estou mandando vocês como ovelhas para o meio de lobos. Não levem bolsa, nem sacola, nem sandálias. E não parem no caminho para cumprimentar ninguém. Quando entrarem numa casa, façam primeiro esta saudação: “Que a paz esteja nesta casa!” Se um homem de paz morar ali, deixem a saudação com ele; mas, se o homem não for de paz, retirem a saudação. Fiquem na mesma casa e comam e bebam o que lhes oferecerem, pois o trabalhador merece o seu salário. Não fiquem mudando de uma casa para outra.
– Quando entrarem numa cidade e forem bem recebidos, comam a comida que derem a vocês. Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: “O Reino de Deus chegou até vocês.”

Meditação:

No ministério de Jesus a fase da ampliação da missão inicia-se com o envio dos Doze, registrada nos três sinóticos. Lucas é o único a mencionar, também, um envio dos “setenta e dois”, em território gentílico, na Samaria, por ocasião da caminhada de Jesus e seus discípulos em direção a Jerusalém. Caracteriza-se, assim, a dimensão universal da missão.

Em Lucas 9,1-6 encontramos o envio dos doze apóstolos. Mas, estes, apesar de formarem o núcleo da jovem Igreja, não foram mandados como precursores de Jesus, já que não tinham ainda identificado como Messias aquele que os enviara como se pode ver em no versículo 20 do mesmo capítulo.

Agora, Lucas narra que Jesus envia um novo grupo: o dos setenta e dois discípulos; estes, sim, são enviados “na frente” de Jesus. Sua missão específica é: Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: O Reino de Deus chegou até vocês. Portanto, são enviados como precursores, como preparadores da chegada do reino de Deus que eles anunciam na pessoa de Jesus.

Lucas nos apresenta 72 discípulos enviados. Este número é simbólico e indica a universalidade da missão. Todo o povo de Deus está chamado a se lançar na missão de anunciar a Boa do Reino. Esta missão, não é uma tarefa somente do papa, de bispos, sacerdotes e diáconos. Mas sim, uma obra de todos os batizados. Portanto, a missão é universal desde a sua origem e compreende todos.

As instruções para os dois grupos de missionários são praticamente as mesmas. O texto especifica que Jesus envia “dois a dois”, pois o anúncio do Evangelho não é uma tarefa pessoal, mas de uma comunidade. O fato de serem enviados pelos menos dois também quer mostrar a credibilidade do testemunho, além do fato do encorajamento que um pode dar ao outro no caso de desânimo diante das dificuldades.

Em seguida, Jesus, depois de ter falado em semente e em arado, fala agora de colheita. Esta é imensa, mas os trabalhadores disponíveis são poucos. E a situação é a mesma, ontem e hoje. É um trabalho gigantesco, e nunca haverá trabalhadores suficientes; só o Pai pode chamá-los e enviá-los, por isso, é necessário rezar a Ele, pedindo que chame mais pessoas. É justamente por causa da extensão da missão que Jesus chama mais este grupo de ajudantes, e, mesmo assim, são poucos diante da imensidão da missão que ele tem pela frente e da qual nos torna participantes.

Jesus faz o envio: “Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. É a imagem clássica da fraqueza diante da violência. A missão é uma obra difícil e perigosa. Aqueles que ele enviou devem cumprir fielmente o seu trabalho, mas não devem exigir demasiado de si mesmos nem entrar em pânico diante da grandeza da missão. Devem, sim, ter consciência que não será uma tarefa fácil e que nem sempre serão recebidos de braços abertos. Devem fazer sua parte com competência e perseverança, pois, em último caso, a responsabilidade é de Deus, e Ele não vai deixar cair em ruínas a sua messe, mandando trabalhadores necessários para isto.

A mensagem a ser levada é o dom da paz, no sentido mais completo, para as pessoas e às famílias, e, sobretudo, a mensagem de que é “o Reino de Deus está próximo de vós”. O reino de Deus é antes de tudo uma pessoa: Jesus. Quem o acolhe encontra a vida, a alegria, a missão de anunciá-lo.

O gesto de bater, sacudir a poeira dos pés, era um gesto simbólico dos israelitas que, ao ingressar de novo no próprio país, depois de terem estado em terra pagã, não queriam ter nada em comum com o modo de vida dos pagãos. Libertar-se da poeira que se grudou aos pés enquanto estavam em território pagão significava ruptura total com aquele sistema de vida. Fazendo isso, os discípulos transferem toda responsabilidade pela rejeição da Palavra àqueles que os acolheram mal e rejeitaram o anúncio do evangelho. E a paz oferecida não se perde, mas volta a quem oferece.

O estilo da missão de Jesus e dos discípulos é o oposto daquele dos poderosos que o mundo de hoje idolatra. Não se baseia sobre a vontade de dominar, a arrogância ou a ambição, mas sobre a proposta humilde.

Os enviados não devem levar nada de material, mas devem contar com a providência divina e com a hospitalidade fortemente praticada naquela época; eles devem ser respeitosos, atentos aos mais fracos; devem curar os doentes; devem fazê-lo gratuitamente sem buscar outras recompensas.

O Evangelho de Jesus é uma mensagem de vida verdadeira para quem confia somente em Deus. A fé e a missão começam no coração e devem terminar nos lábios e nas ações.

Não podemos deixar que o receio atrapalhe a nossa missão cristã de anunciar o Reino de Deus que está presente entre nós.

Reflexão Apostólica

O texto reflete um empenho missionário no tempo das comunidades de Lucas, como uma campanha vocacional, em busca de “trabalhadores para a colheita”.

Jesus, neste trecho do evangelho de Lucas, nos ensina que é preciso muito cuidado, muita fé e preparo, treinamento e conhecimento dos seus ensinamentos e, muita vivência, para difundirmos o seu Reino. Assim é, que depois de falar muito com os seus discípulos; de conviver no dia-a-dia deles, falando, ensinando e esclarecendo o por quê de cada coisa, vê chegada a hora de uma propagação maciça da sua palavra, agora através dos seus seguidores. Escolheu 72 para saírem em Missão, levando a todos tudo o que viram e ouviram d’Ele. Foi um momento único para aqueles homens, que há alguns tempos atrás nada conheciam a respeito do que  iriam levar : “o anúncio da Palavra de Deus, sobre o seu Reino aqui na Terra.”

Hoje, ainda, vivemos esses momentos, quando nos dispomos a aceitar uma convocação de tamanha envergadura, proposta pelo Senhor Jesus, que nos escolhe, nos capacita e nos inspira, através do Espírito Santo , a que vivamos os seus ensinamentos na vida e, por livre escolha e, por questão de preferência, decidamos a arregaçar as mangas neste mundo massificado,  atribulado, cheio das coisas inventadas pelos homens; muitas maravilhosas mas, também, muitas que desencaminham as pessoas dos caminhos de Jesus e, passam a viver de maneira pagã e sem limites. Sem coerências para consigo próprios e, muito menos, com aqueles que procuram caminhar para uma vida de felicidade verdadeira, aquela que um dia, nos levará de volta a casa do Pai, conforme as suas promessas.

Por isso é necessário que todos os que vivem pelas palavras de Jesus, sigam com firmeza, com a fé verdadeira que realiza prodígios, através do Espírito Santo que Ele nos deixou, como defensor e advogado dos que procuram vivenciar os seus ensinamentos.

Urge, que todos os que crêem  tenham a coragem necessária para viver e pregar os evangelhos com seus exemplos, com a sua vida, a todos  e em todos os lugares em que estiverem, como Jesus disse aos discípulos naquele dia do Envio: “Ide por toda a parte e preguem o que vos tenho ensinado a todas as pessoas; aquelas que crerem e forem batizadas estarão salvas. Curem os enfermos e levem a paz aos que a quiserem e, digam-lhes que o Reino de Deus está próximo”.

O mundo está cheio de muitas coisas que afastam as pessoas de Deus. O dinheiro, o consumismo irrefreado, a ganância, a inveja, a ânsia do poder e do Ter, passaram a ser consideradas as principais, numa total inversão de valores, trocando a ordem dos ensinamentos e dos Planos de Deus para nós.

Por isso, a felicidade parece tão ausente na vida de muita gente que, usando a liberdade que Deus lhes deu, destruindo a própria vida; sentem consumir-se em meio ao tempo, sem coragem de optar pelo Grande Amor de Deus, tão apegados vivem às coisas materiais.

A felicidade para ser sentida e vivida, ela tem que ser cultivada e adubada com a vida em Deus, que é infinito e, que verdadeiramente ama as suas criaturas.

Propósito: Que a perspectiva de dificuldades a serem encontradas no apostolado não me faça recuar da missão de viver e pregar o evangelho com exemplos e testemunhos de vida, a todos  e em todos os lugares em que estiver.

VOCÊ PERCEBE?

Você já percebeu quão lindo está o dia hoje? Você já percebeu algo novo, uma nova oportunidade que está vindo à sua vida? Você já percebeu e se lembrou de quão singular e maravilhoso é estar vivo? Você pode sentir a riqueza que está viva e bem presente neste exato momento?
Você percebe e compreende quão verdadeiramente felizardo você realmente é? Você pode ver as magníficas possibilidades que estão tão próximas a ponto de poder tocá-las? Você percebe o imenso valor que os seus pensamentos e ações são capazes de criar?
Você percebe? Este não é um dia qualquer. Este é o dia que Deus criou para que você o desfrutasse no melhor da sua potencialidade. É o dia que você recebe graciosamente, sem nenhuma garantia de que terá outro amanhã. Portanto, esteja aberto para as maravilhosas possibilidades deste dia, porque ele é um presente de Deus dado especialmente a você.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 25 de janeiro 2019 – CONVERSÃO DE SÃO PAULO


CONVERSÃO DE SÃO PAULO

25 janeiro – Por que não realizar em nós o que desejamos nos outros? Ó Senhor, ajudai-nos a dar o primeiro passo, que nos introduza definitivamente no caminho da perfeição, até agora apenas margeado e ainda nunca perseguido com resolução. Sim, seja qual for o estado presente da nossa consciência, temos necessidade urgente de mudar de vida. (L 36). SÃO JOSE MARELLO

Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 16,15-18

– Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Aos que crerem será dado o poder de fazer estes milagres: expulsar demônios pelo poder do meu nome e falar novas línguas; se pegarem em cobras ou beberem algum veneno, não sofrerão nenhum mal; e, quando puserem as mãos sobre os doentes, estes ficarão curados.

Meditação:

O evangelho de Marcos termina no versículo 16,8 com a narrativa do encontro do túmulo vazio pelas mulheres. Tardiamente, foi feito o acréscimo de 16,9-20, para inserir neste evangelho as aparições do ressuscitado, conforme ocorria nos outros três evangelhos, posteriores a Marcos.

Este texto tardio destoa do evangelho de Marcos. Primeiro pela colocação do batismo como critério de salvação e condenação, o que fere a perspectiva universalista revelada em Marcos. Em segundo lugar por associar a fé à manifestação externa de poderes.

Em Marcos são freqüentes as passagens em que a fé humilde e frágil abre as portas do Reino. Dentre os sinais visíveis de poder, a alusão “pegarem em serpentes… não lhes fará mal algum” relaciona-se com At 28,3-6: uma serpente prende-se à mão de Paulo e ele nada sofre. Trata-se de um artifício literário para destacar o bem-sucedido impacto da ação missionária de Paulo, em um ministério exercido entre conflitos.

Hoje celebramos na Igreja a conversão do Apóstolo Paulo; celebramos uma mudança de vida, um momento de um “antes” e “depois”; celebramos a abertura total de um homem à vontade de Deus. Paulo é importante para a comunidade de cristãos por seu processo de mudança; passa de um sistema religioso cimentado na justificação (“Deus me paga por cumprir a Lei”) a um sistema em que Deus se faz presente de maneira direta, sem necessidade de intermediários, na existência do ser humano.

Paulo experimenta que Deus está presente nele, que pode alcançar Deus, não por meio da lei, mas por meio das pessoas. Paulo se dá conta que esse mesmo Deus em quem crê, habita nele e na comunidade. Paulo descobre que a relação do ser humano com Deus ocorre na sociedade, e é essa a grande novidade para Paulo e nisso consiste seu processo de mudança.

O evangelho que meditamos hoje confirma o que Paulo experimentou: o reino de Deus está agindo já em nossa história, está presente em nós.
Para que esse processo de mudança aconteça é preciso que consigamos submergir nessa presença salvadora e sair dela dispostos a testemunhá-la a nossos irmãos.

Reflexão Apostólica

É comum ouvirmos pessoas rezarem pela conversão dos pecadores, mas é muito difícil vermos alguém rezar pela própria conversão.

Isso acontece porque a maioria das pessoas acha que não precisa de conversão porque não comete aqueles pecados que possuem matéria mais grave e vive com certa constância uma religiosidade.

O Evangelho de hoje nos mostra que ser verdadeiramente cristão significa participar ativamente na obra evangelizadora da Igreja a partir do envio que foi feito pelo próprio Jesus. Portanto, só é verdadeiramente convertido quem participa da missão evangelizadora da Igreja.

A propósito, precisamos entender a conversão como um processo de mudança de mentalidade. De fato, a palavra grega equivalente significa literalmente “transformar a mente” para crer no evangelho. Sem essa mudança de mentalidade, o evangelho é uma loucura, como diz o próprio são Paulo.

Se estivermos completamente alienados pelos valores do mundo presente, não poderemos aceitar a liberdade e a verdade de Jesus ou seja, veremos tudo isso como algo que ficava bem no próprio Jesus, mas não nas pessoas que hoje o seguem.

A conversão de Paulo percorre esse mesmo caminho. Ele é um fanático religioso, com educação superior e com todos os meios para chegar a ser um personagem famoso entre os seus companheiros; entretanto, vê-se constrangido pelo chamado de Jesus, que o convida a abandonar tudo para abraçar o evangelho. Sua mudança é tão radical que inclusive hoje nos desconcerta.

Nós, como Paulo, nos prendemos a valores do mundo presente, inclusive àqueles que consideramos mais legitimados pelos costumes religiosos.

A questão é se esses pontos de referência e esses valores coincidem com a simples e comprometedora exigência do evangelho: o amor e a justiça.

Paulo, que foi Saulo, referência cristã no dia de hoje, é fruto dos atos diários de conversão que teve e é assim que devemos entender: Quem participa de encontros, retiros, congressos, volta profundamente transfigurado pela graça de Deus, mas essa graça deve ser monitorada, cultivada, regada, (…). Uma camiseta nova, um terço novo não vão adiantar se não dobrar meu joelho e continuar rezando para manter a graça “viva”.

Parafraseando o que padre Joãozinho afirma sobre a segunda conversão de Paulo, eis um questionamento para todos nós: Será que sou “ainda” o mesmo de dez anos atrás? Será que os pequenos vícios do passado  ainda me acompanham?

Precisamos ter muito cuidado com a perca do zelo pela conversão diária. Quedas e esfriamentos acabam sendo inevitáveis. Pequenas sementes, ervas daninha, fungos (…) podem comprometer toda uma plantação, todo o trabalho de uma vida. Pequenos defeitos todos têm, mas não podemos nos acomodar a eles. O que adianta toda sabedoria do mundo se não conseguir ouvir uma opinião contrária? Como sou dentro e fora da igreja? Meu coração realmente se converteu?

(…) Entre dentro do seu coração e descubra que você foi feito para fazer o bem, mas o próprio São Paulo dizia: ‘EU FAÇO O MAL QUE NÃO QUERO E NÃO FAÇO O BEM QUE EU QUERO’. É uma contradição, uma angústia que ele experimentava dentro de si e você também experimenta. Você faz mil propósitos: ‘Eu quero acertar’. Mas quantas vezes nós caímos, erramos e precisamos recomeçar continuamente. Esta obediência não é sempre fácil, ao contrário é exigente.“. (Dom Alberto Taveira)

Além de todo trajeto percorrido para levar a Boa Nova, são Paulo conseguiu também se renovar durante o trajeto. Quem coordena ou ocupa postos de liderança, seja na igreja, em casa ou no trabalho, por mais tempo que tenham, também precisam, como Paulo, se deixar converter por suas próprias palavras; deixar-se curar do veneno que impregna nossa alma pecadora chamado auto-suficiência, orgulho, egoísmo…

É tempo de mudança, e se você quiser mudar realmente, este é o tempo propício. Nosso Senhor espera de nós uma verdadeira conversão.

Propósito: Participar mais ativamente da missão evangelizadora da Igreja, começando em minha casa.

ARMADILHA PERIGOSA

A sua boca é o estábulo da sua influência.

Realmente…cada palavra que sai da sua boca assemelha-se a um cavalo. Alguns cavalos são bem treinados, muito bem limpos e tratados. Esses são os cavalos de corrida. Eles têm uma forte e poderosa energia atrelada à sua incrível habilidade. Quando um cavalo de corrida sai do estábulo, o que se espera é que ele traga a seu dono muitas recompensas e preciosos prêmios.
Existem no entanto outros cavalos que são selvagens, e o fator dominante neles está no perigo sempre iminente dos seus coices. Eles podem ser destrutivos, a ponto de inclusive tirarem a vida de alguém.
Eis aqui o paralelo: toda vez que você abre a boca, esteja consciente de que você se assemelha a um cavalo que acabou de sair do estábulo. Tenha pois cuidado com as suas palavras, porque elas são como um cavalo bem treinado. Esteja certo de que elas serão frutíferas e atingirão um bom propósito, isso porque – à semelhança de um cavalo selvagem – elas podem trazer muitas dores. Em outras palavras: esteja constantemente alerta ao poder devastador ou abençoador da sua língua!

Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 24 de janeiro quinta feira 2019


24 JANEIRO S. FRANCISCO DE SALES

24 janeiro – Uma alma bela como exemplar e, coragem, adiante em suas pegadas, a qualquer custo! (L 31). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 3,7-12

Jesus, então, com seus discípulos, retirou-se em direção ao lago, e uma grande multidão da Galileia o seguia. Também veio a ele muita gente da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e de além do Jordão, e até da região de Tiro e Sidônia, porque ouviram dizer quanta coisa ele fazia. Ele disse aos discípulos que providenciassem um barquinho para ele, a fim de que a multidão não o apertasse. Pois, como tivesse curado a muitos, aqueles que tinham doenças se atiravam sobre ele para tocá-lo. E os espíritos impuros, ao vê-lo, caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Mas ele os repreendeu, proibindo que manifestassem quem ele era.

Meditação: 

(…) O evangelho de hoje é uma continuação dos evangelhos anteriores e nos mostra que, se por um lado, as autoridades religiosas da época de Jesus não concordavam com o seu modo de agir e com os seus ensinamentos, por outro lado, a multidão cada vez mais aderia aos seus ensinamentos e procurava em Jesus a solução para os seus problemas, naturais ou espirituais. A visão institucionalizada da fé é importante porque nos ajuda a viver comunitariamente o nosso relacionamento com Deus, mas pode ser perigosa enquanto pode submeter o próprio Deus aos critérios da razão humana ou legitimar, em nome de Deus, relacionamentos e costumes meramente humanos que podem até ser opressores e excludentes”. (CNBB)

Por causa da multidão que o comprimia, Jesus pediu que lhe providenciassem uma barca e se retirou para a beira do mar junto com seus discípulos.

Quando nós seguimos Jesus na multidão nós não temos a oportunidade nem a chance de aprender com Ele, porque somos influenciados (as) pelos demais.

Precisamos nos retirar e nos colocar na barca com Jesus para que ele se assente conosco, e, pessoalmente, nos toque, nos cure, nos alente e nos ensine tudo de que precisamos apreender para segui-Lo fielmente.

Para seguir Jesus nós precisamos ser libertados das cargas que pesam sobre nós e nos sentirmos livres dos outros e de nós mesmos, para podermos ajudar a que outros também saiam da multidão. A barca pode ser o momento que nós providenciamos a fim de ficarmos a sós com Ele, em oração e adoração.

Somente na oração nós conseguiremos que Jesus entre no nosso coração, sozinho e, aos poucos, nos cure das nossas enfermidades, das nossas feridas, dos nossos desencantos e sentimentos de frustrações e medo. Assim fazendo nós poderemos sair do meio da multidão para segui-Lo de verdade.

A multidão (o mundo, as pessoas) tem impedido você de seguir Jesus? Você tem tentado sair do meio da multidão para ficar a só com Jesus? Você acha que precisa ser curado (a) de alguma coisa?

Providencie a barca para Jesus e entre com Ele. Só assim você será curado (a).

Reflexão Apostólica:

Nessa semana, quem teve a oportunidade de acompanhar os evangelhos viu o empenho do Senhor em realizar o projeto do Pai (curas, milagres, a boa nova aos pobres) e o também “empenho” dos fariseus e diversos homens da lei em encontrar meios de por Jesus em ciladas.

Jesus se desvencilha delas uma a uma, no entanto como no tempo em que o Senhor viveu, somos também colocados a prova.

Então qual é a postura que deve ser adotada por aqueles que, como os apóstolos, seguem o Senhor e por seu projeto são perseguidos? O que por ventura nos torna especial para o Senhor ao ponto de presenciarmos seus milagres enquanto projeta e apresenta novos planos que nunca imaginávamos ter? O que ele espera de nós?

São Paulo deixa bem claro esse sentimento que temos. Mudamos de lado, opinião, de jeito, forma de se vestir e falar; abandonamos velhos hábitos, às vezes rapidamente outras vezes ao longo do tempo; notam nossa mudança, reparam as diferenças e por fim passam ver Jesus no nosso olhar.

Essa mudança não pode nos sufocar, pois a missão deve ser prazerosa e bem planejada. Jesus quando pede para que se encontre um barco para não ser acotovelado pela multidão demonstra também preocupação consigo e o Seu projeto. Como poderia ajudar a outros tantos se fosse sufocado por poucos? “(…) Jesus pediu aos discípulos que arranjassem um barco para ele a fim de não ser esmagado pela multidão”.

Todos que estão imbuídos de algum trabalho em prol de outros, sejam eles catequistas, voluntários, ministros, sacerdotes, pais, mães, (…) devem ter uma coisa em mente: TODOS PRECISAM PLANEJAR SUAS VIDAS. É PRECISO ORGANIZAR SEU TEMPO PARA NÃO SEREM ESMAGADOS PELO EXCESSO DE OFICIO.

Conheço pessoas que estão engajados e três a quatro frentes de trabalho, que não é novidade alguma, mas que horas param para rezar? Semeiam a palavra, catequizam, dão formação, mas em que momento para, para tomar conta da semente que foi semeada em si mesmo? Quantas lideranças conhecemos que após uma dura batalha ou período de trabalho se afastam da igreja e por vezes não mais retornam?

A obra de Deus vai acontecer conforme a vontade Dele, pois é Sua vontade continuar. Uma igreja sem músicos, o povo cantará; um padre bom que vai embora, outro tão ungido virá e assumirá a comunidade. Somos aqueles que se preocupam em encontrar uma barca para o Senhor e não quem senta nela!

Nossa comunidade tinha cerca de onze pastorais e movimentos e hoje são apenas seis ou sete. Dentre tantos motivos do esfriamento esta na falta de novos que “arrumem os barcos”, alimentando em algumas pastorais e movimentos a herança perpétua de algumas pessoas que pelo tempo, já se sentem no direito de sentar no barco.

Nosso empenho deve estar focado em manter a palavra viva na praia. Jesus não deve parar de falar por nossa falta de empenho. Se fizermos nossa parte conseguiremos entender Santa Catarina de Sena quando disse: “Se fores aquilo que Deus quer, colocareis fogo no mundo.“

E “por fogo” no mundo não quer dizer que sairemos com tochas na mão, mas com um fogo abrasador que arde no peito de cada cristão chamado Espírito Santo.

Façamos o melhor para manter esse fogo ardendo no mundo. Sejamos verdadeiros cristãos.

 Propósito: Reservar um momento especial para a oração.

VOCÊ É QUEM FAZ A DIFERENÇA

A sua atitude é o filtro através do qual os momentos da sua vida são vistos, conhecidos e valorizados. Aquilo que lhe atinge ou não atinge, em grande parte cabe a você decidir.
A vida pode estar cheia de injustiça e miséria ou ela pode ser um desafio revigorador e oportunidades de preciosas realizações. Muito depende da maneira em que você a encara ou trata as circunstâncias que surgem em seu caminho.
Algumas pessoas foram abençoadas com muitas vantagens e terminaram em ruína. Outras começaram essa vida com aparentes e imensas desvantagens e ainda assim se levantaram em posições de relevância e magnitude. No dia de hoje, seja o que for que esse dia possa lhe trazer, tome a decisão de olhar primeiramente para as positivas possibilidades que Deus já está lhe proporcionando. Lembre-se: a sua resposta é que fará toda a diferença.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 23 de janeiro quarta feira 2019


23 janeiro – Falando de coisas boas e úteis, sinto em mim uma força que me conduz ao alto, a uma região mais pura e serena do que esta nossa terra; sinto um instinto, que chamaria de progressão, um desejo de aperfeiçoamento, uma forte aspiração pelo Céu. (L 5). São José Marello

Marcos 3,1-6

Naquele tempo, 1Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E perguntou-lhes: “E permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram.
5Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada.
6Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

Meditação:

Jesus está a ponto de realizar uma obra de vida e de justiça, em um dia nevrálgico para a religiosidade adormecida e fanática de alguns grupos judaicos. O mais contraditório é que o bem que Jesus pensa fazer é a prova que esperam ter os Mestres da Lei e os Fariseus para acusá-lo e eliminá-lo. Apesar de ter a morte como conseqüência de sua ação, Jesus não se detém em seu caminho de serviço à humanidade.

Jesus quer libertar a consciência das pessoas dos esquemas não humanos e viciados da estrutura legalista. Jesus, em cada ação libertadora que comumente chamamos de milagre, busca por todos os meios fazer um processo de transformação da consciência humana.

Com isso ele quer que a pessoa possa discernir entre um projeto de morte, orientado pelo absolutismo da lei, e um projeto de vida, de inclusão, de verdade, de respeito solidário, que o Espírito oferece àqueles que se comprometem com a vivência do Reino de Deus. Nosso compromisso, ao assumir com radicalidade a vivencia cristã, é nos colocarmos do lado da vida e optar por ela, especialmente quando a mesma vida se encontra ameaçada por qualquer estrutura.

Com a menção de que “outra vez Jesus entrou na sinagoga”, Marcos articula esta narrativa com a da expulsão do espírito impuro de um homem na sinagoga. Em ambas a sinagoga caracteriza-se como o espaço do espírito impuro e da exclusão.

As várias narrativas de milagres evidenciam os gestos de Jesus que atentam contra a ordem legal. Ele liberta o povo da lei da impureza, da culpabilidade do pecado, da exclusão do convívio social, das observâncias do jejum e do sábado.

Para Marcos o ministério de Jesus adquiriu rapidamente um ar polêmico. O Mestre não teve dúvidas em combater a esclerose de algumas instituições religiosas como as regras de pureza nas comidas, as de jejum e de sábado, que eram observadas ao pé da letra quando já não tinham razão de ser e careciam de significado.

Jesus, em troca, é consciente de que a honra de Deus recebe sua maior homenagem na bondade, e não duvida em fazer o bem para honrar o sábado.

Por outro lado, não é uma maneira mais profunda de santificar este dia libertar um homem das cadeias do mal, em vez de deixá-lo na escravidão por causa de uma mal-entendida honra de Deus?

Em Marcos, a cegueira do coração designa a incapacidade do homem para compreender determinados sinais de Deus; não porque Deus lhe ponha impedimentos, mas simplesmente, porque o significado de tais sinais é inacessível para a mente humana se não receber a ajuda do Espírito e não o aceitar.

Ao mencionar que “outra vez, Jesus entrou na sinagoga”, Marcos relaciona este episódio com o do homem possuído de um espírito impuro, na sinagoga de Cafarnaum. Quando Jesus liberta o homem, os demônios lhe perguntam se ele queria “destruí-los”. Agora, quando Jesus cura o homem da mão seca, são os fariseus e os herodianos que decidem “destruir” Jesus.

Jesus, com sua prática provocadora, mostra que o serviço à vida não pode ser barrado por preceitos legais que atentam contra a própria vida. Uma religião de rígidos preceitos se presta ao favorecimento dos privilégios e do poder de suas elites.

Hoje vemos as maiores potências do mundo, que acumulam poder financeiro e militar, promoverem a guerra, para o que buscam um respaldo religioso. Os povos colocam a sua esperança em uma ética mundial para salvar a humanidade do caos e da destruição. Qualquer ética, seja religiosa ou secular, terá como fundamento o compromisso com a justiça e a fraternidade, levando a ações práticas de promoção da vida para todos.

Um dos grandes feitos de Jesus aconteceu quando Ele estava na sinagoga e encontrou ali um homem que tinha uma de suas mãos atrofiada. O Senhor se encontrava diante de um desafio, não em relação à cura e sim por causa da religiosidade.

A religiosidade deixa profundas marcas de derrota e fracasso. O que aquele homem estava fazendo dentro da sinagoga? A sinagoga era o lugar de adoração. Provavelmente aquele homem estava lá porque fazia parte do grupo. Mas não havia experimentado um milagre em sua vida, porque estava vivendo a religiosidade.

Isto acontece nos dias de hoje. Quantos vivem a religiosidade… Vivem debaixo de um jugo terrível. Aceitam viver a derrota, simplesmente porque ainda não conheceram Aquele que era, que é e que há de vir. A atrofia na mão daquele homem, talvez tenha se agravado com o decorrer dos tempos. Talvez nascera assim. Era um quadro de conformismo. O que eu posso fazer se minha vida não muda? O que posso mais fazer se meu marido não se converte? Hoje Deus vai curar mãos atrofiadas! Hoje o Senhor vai restaurar mãos infrutíferas! Uma mão atrofiada não encontra força para segurar um objeto, operar um equipamento… Satanás quer fazer com que sua mão fique sempre atrofiada para que você nunca consiga agarrar o milagre, mas neste momento levante sua mão para o alto e receba um milagre de cura! Deus vai te curar de todas as suas atrofias espirituais e físicas!

Existem em nosso meio muita gente com suas habilidades atrofiadas, seus talentos enterrados e sem esperança alguma. Mãos paralisadas pela decepção, pelo medo, pela mágoa, pela falta de perdão. Mãos que não mais produzem porque satanás conseguiu convencer que sua mão não prospera. Mas Deus te fala neste momento que em tudo o que você colocar a sua mão o Senhor prosperará! Mãos atrofiadas pertencem a religiosos fariseus que nunca experimentaram o milagre da ressurreição. Hoje Deus vai curar mãos atrofiadas! Hoje Deus vai restaurar!

Aquele homem estava numa posição lateral, porque Jesus o chamou para o meio. Vir para o meio significa abandonar a apostasia, a incredulidade, a indecisão. Vir para o meio significa deixar a religiosidade, as impossibilidades, os dogmas, os preceitos humanos.

Três coisas importantes o Senhor manda fazer antes de curar-nos da atrofia:

LEVANTE-SE, VEM PARA O MEIO E ESTENDE A TUA MÃO

Não existe nenhum registro na Bíblia de que Jesus tivesse curado alguém sem antes mandar que se levantasse. Até a menina de 12 anos que havia morrido, filha do centurião recebeu uma ordem expressa de Jesus: TALITA CUMI (Menina a ti te digo: LEVANTA-TE) Outro episódio: O homem que estava há 38 anos deitado no tanque de Betesda, esperando que alguém pudesse ajudá-lo, ao encontrá-lo Jesus disse: LEVANTA-TE TOMA A TUA CAMA E ANDA!

Você precisa levantar neste momento! Deus não fará nada se você não se levantar. Levante-se agora em nome de Jesus. O teu passado não pode te condenar porque nenhuma condenação há para os que estão em Cristo! A atrofia espiritual vai ser destruída agora porque o Senhor está mandando: LEVANTA-TE.

Uma das coisas que não acompanharam o ministério de Jesus foi à timidez. Quando Jesus estava presente na sinagoga perceba que Ele se encontrava numa posição centralizada. Ele disse ao homem: VEM PARA O MEIO. Vir para o meio implica em você ter que deixar de lado a timidez, o desânimo, à preguiça…

O milagre acontece quando você se apresenta diante do Trono! O Senhor está mandando você se levantar e vir para o meio! Aleluia! Saia agora mesmo da marginalidade espiritual e venha para o meio! Não se incomode com o que as pessoas vão dizer. Não perca a benção! Venha para o meio agora em nome de Jesus!

Você precisa mostrar sua deformação pra Jesus. Mostre sua mão atrofiada. Mostre pra Ele tua dor, teu sofrimento. Quando aquele homem estendeu sua mão, aconteceu algo: ELE FOI CURADO! Hoje você vai apresentar ao Senhor suas angústias, suas decepções, as situações de atrofia e o Senhor vai restaurar tua visão.

Na restauração você verá que há muito tempo o milagre estava na sua mão. Aleluia. Satanás que te deixou atrofiado faz de tudo para você continuar assim, porque sabe que se você assumir a cura, ele terá que abandonar sua casa, seu marido, sua família… Aleluia, em nome de Jesus estende a tua mão atrofiada e receba a cura HOJE!

Deus quer que sua situação de atrofia seja mudada agora mesmo! Não importa como as pessoas verão isto! Só sei que elas verão.

Neste momento está acontecendo neste lugar uma movimentação de anjos que já entraram aqui com você! Hoje o milagre visitará sua casa, sua família, sua vida, seu casamento, seus filhos, seu trabalho e toda atrofia vai sair em nome de Jesus.

Aquele homem que antes estava com a mão atrofiada havia recobrado todas as suas habilidades e isto significa que Ele receberia tudo em dobro, porque uma pessoa com determinada deficiência, precisa se habilitar dentro de suas limitações a fazer coisas, para poderem viver o máximo que puderem independentes.

Hoje Deus devolverá suas habilidades, seus dons, seu ministério, sua prosperidade em dobro! Receba agora em nome de Jesus! Não se aflija mais! Levante-se, vem para o meio e estende a tua mão e ela ficará curada por Jesus, o Médico dos médicos!

Concluindo: Marcos deixa bem clara a contundente denúncia feita ao sistema sociorreligioso vigente. E as descrições de curas individuais sinalizam para o empenho maior de Jesus em libertar os excluídos de suas privações.

Por isso Jesus toma imediata consciência das dificuldades, contra as quais se choca sua missão, e dimensiona já desde agora sua importância: os judeus rechaçaram sua mensagem e, por conseguinte, se encontrarão incapacitados para se porem no nível da Palavra que Deus lhes envia por meio dele.

Assim se realiza o Reino de Deus, isto é, uma sociedade igualitária, sem classes privilegiadas vivendo às custas das classes oprimidas, com direito de todos a uma vida digna e plena. Tal sociedade é regida pelo amor e se vive em comunhão com o Pai.

A nós também nos pode suceder que, como os fariseus e os herodianos, queiramos inclusive acabar com Jesus, porque não estaremos de acordo com sua mensagem ou simplesmente porque pomos as normas e leis acima do ser humano.

Reflexão Apostólica: 

Jesus não se deixava intimidar pelas acusações do mundo, pois Ele sabia que salvar a vida do homem e tirá-lo da escravidão do pecado era a missão que recebera do Pai.

O homem da mão seca representa para nós a situação de alguém que está no meio das outras pessoas, porém se sente incomodado porque não se acha digno de estar no mesmo lugar que os outros. É também o estado de espírito de quem está marcado pelo pecado, pelo erro, e por isso, se esconde para que não vejam nele um homem perdido, um caso liquidado. É a pessoa a quem ninguém dá mais crédito e de quem ninguém quer se aproximar porque acha que é perda de tempo.

Foi justamente a este homem que Jesus se dirigiu embora soubesse que os fariseus o espreitavam para acusá-Lo de burlar a lei. Os fariseus representam os homens e mulheres que procuram sempre “algo” para que o amor não prevaleça nas ações humanas e sim, a lei, o convencional e o que já foi formalizado como de praxe.

Muitas vezes, nós, pelas conveniências da vida deixamos “morrer” alguém que precisava de tão pouco para sobreviver. Apenas uma palavra de coragem, um incentivo, uma ajuda; “Levanta-te e fica aqui no meio!”

Quantas pessoas precisam sair do anonimato, do desalento, do complexo de inferioridade e nós nem percebemos que elas estão presentes no meio de nós, mas se mantêm escondidas!

Jesus nos deu o exemplo para que nós agora quando chegarmos na “sinagoga”, isto é, na Igreja, na Comunidade, nas Pastorais, no Cursilho, em nossos Grupos de Oração, no nosso Círculo, em nossas Equipes, possamos também, olhar ao nosso redor em busca daqueles que têm a “mão seca” e se escondem com vergonha de mostrar o seu defeito.

Às vezes nos refugiamos sob uma capa e não reconhecemos as nossas deficiências, por isso, não conseguimos cura e continuamos como o homem da mão seca, perdidos no meio da multidão.

Cada um de nós tem em si alguma coisa do que se envergonhar, no entanto, Jesus deseja nos colocar no centro, bem à vista de todos e nos manda estender a mão, a fim de que a nossa “mão seca”, seja vista e aceita pelos outros e assim nós sejamos curados (as) e libertados (as) dos complexo e dos traumas que nos deixam defeituosos.

Você também se esconde na multidão para não deixar que percebam a “sua mão seca”? Você costuma discriminar alguém e deixá-la de lado por causa da sua vida errante? Você reconhece que é enfermo (a) e que precisa de aceitação e de cura?

A verdadeira sabedoria está em fazer o bem. Mas, até o bem realizado tem as suas consequências. Veja: Jesus cura o homem da mão seca, e alguns que ali estavam espiando buscavam um modo de matá-lo. Entretanto, diante da pergunta que Jesus faz a eles ninguém tem resposta para dar. E Jesus destemidamente faz o bem: liberta, cura o homem da mão seca.

É interessante notar que aquele homem atende às ordens de Jesus: quando lhe é pedido para se levantar e ficar no meio ele assim o faz; quando lhe é pedido para estender a mão ele também o faz. E no ato de estender a mão ele fica curado.

Nas palavras do evangelho encontram-se as orientações de Jesus para que a nossa vida tenha verdadeiro sentido. Quando atentos às ordens de Jesus a cura acontece em nossa vida, ou seja, encontramos novo ânimo de viver.

Sim, é preciso fazer a nossa parte, e estar atento às ordens de Jesus. Faça isto hoje: Apresente-se a Jesus, coloque-se no centro da sala e admita as suas dificuldades e as suas limitações. Peça a Ele que o (a) cure!

Pessoa que sempre esteve atenta às orientações de Deus foi a Virgem Maria, e é por isso que ela é bendita entre todas as mulheres. Peçamos a sua intercessão para que possamos atender as ordens de Jesus, e fazer como ele fez: passar pela vida fazendo o bem.

Propósito:

Pai, sejam minhas mãos usadas somente para a prática do bem. Livra-me de mantê-las fechadas a quem precisa de minha ajuda, e de usá-las para fazer o mal.

CELEBRE OS MILAGRES

Hoje nada mais é do que uma série de milagres. A sua vida é mais um milagre. Ter a sensibilidade de sentir na sua face o calor do sol pode parecer algo muito simples e insignificante. Porém, esta simples experiência só é possível através de um inimaginável, complexo e profundo fator que está vindo a você em um momento histórico da sua preciosa vida que lhe é dada por Deus.
É tão fácil e tão comum não ser grato por tão grande beneficio! A realidade é que você jamais poderá apreciar em sua totalidade as maravilhas nas quais você está imergido. Mesmo que você seja continuamente agradecido a Deus, sempre há lugar para mais gratidão.
Celebre os milagres que vêm a você a todo momento e enquanto você lê estas breves linhas há outro milagre tomando lugar em sua vida. Celebre-o!

Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 22 de janeiro terça feira 2019


22 janeiro – Rezemos uns pelos outros para nos fortalecermos em suportar de maneira cristã o peso das fraquezas humanas e lembremo-nos de que é no Céu, e não aqui na terra, que temos a nossa herança. (L 48) São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 2,23-28

“Certo sábado, Jesus estava passando pelas plantações de trigo, e os discípulos começaram a abrir caminho, arrancando espigas. Os fariseus disseram então a Jesus: “Olha! Por que eles fazem no dia de sábado o que não
é permitido?” Ele respondeu: “Nunca lestes o que fez Davi quando passou necessidade e teve fome, e seus companheiros também? Ele entrou na casa de
Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães da oferenda, que só os sacerdotes podem comer, e ainda os deu aos seus companheiros!” E
acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.
Deste modo, o Filho do Homem é Senhor também do sábado”. ”

Meditação:

“(.) Novamente entra em discussão a questão das práticas religiosas. O
evangelho de hoje nos apresenta a questão do legalismo religioso e da
verdadeira finalidade da religião. Muitas vezes, vemos que as religiões
estão muito mais fundamentadas em proibições do que em motivações e na
criação de novos relacionamentos das pessoas com Deus e das pessoas entre
si. O resultado dessa mentalidade é que a religião se torna cada vez mais
uma coisa odiosa e insuportável, e Deus aparece não como um Pai amoroso, mas
como um carrasco autoritário. A verdadeira religião é aquela que cria
valores e leva as pessoas à maturidade em todos os sentidos para que
livremente possam optar por Deus”. (CNBB)

Neste Evangelho Jesus quer nos ensinar a colocar a caridade como lei
primeira nas ações da nossa vida. Toda lei que tira do homem o direito de
viver com dignidade, de prover a sua existência e sobrevivência é maldita e
não está conforme a vontade de Deus.
Às vezes nos bitolamos aos preceitos, às regras e não percebemos que estamos
sendo injustos e infratores da Lei de Deus.

A lei que Deus imprimiu no nosso coração é a lei do amor, portanto, o que
nos faz mal e prejudica a nossa vida é justamente, o desamor.

Tudo o que não é regido pelo amor e não tem como objetivo a vivência do
amor, não é eficaz para o nosso crescimento.

O homem é a criatura a quem Deus mais tem apreço e todas as coisas foram
criadas para ele, por amor. Tudo o que Ele criou foi em favor do homem,
objeto do Seu Amor, portanto, dizer que “o sábado foi feito para o homem e
não o homem para o sábado” significa que a nossa sobrevivência e a caridade
conosco mesmos (as) e com os nossos irmãos estão acima das normas que,
apesar de estabelecidas para o homem, muitas vezes se voltam contra o
próprio homem. Jesus é o Senhor de tudo o que foi criado, e, tudo foi criado
por Ele, por amor ao homem.

Os campos de trigo, os rios, os mares, as aves, as árvores existem para
estar à disposição do homem a fim de que este perceba o olhar e a atenção de
Deus para si. Jesus, Senhor da criação, é o Senhor do sábado, porém, Ele
precisa ser também Senhor dos nossos “sábados”, isto é, daqueles dias em que
nós não achamos conveniente servir a alguém ou “perder” o tempo de lazer ou
de trabalho para dar de comer a alguém que está com fome.

O dia de sábado a que Jesus se refere pode ser também para nós aquele dia
que nós destinamos para o nosso deleite, para curtição, para realizar os
nossos planos pessoais e, sem menos esperar somos convocados para alguma
outra missão.

Aí, nós alegamos a nossa impossibilidade porque “hoje é sábado” e o sábado
está destinado a outras experiências. Neste caso a lei do amor ficou de lado
e imperou em nosso coração a lei do egoísmo e da indiferença.

Jesus é o Senhor dos “sábados” da sua vida? Você tem alimentado a alguém
necessitado em “dia de sábado”?  Você é capaz de sacrificar um dia de lazer
e de descanso para ajudar a algum discípulo de Jesus? Em Nome de quem você
tem feito caridade? O que você aprendeu mais com esse Evangelho?

Reflexão Apostólica:

Vamos falar um pouco do perdão. Mas nesse evangelho?

Uma das maiores dificuldades em se trazer alguém de volta esta no fato dela
não perdoar o seu próprio erro por ter tomado uma decisão contraria ao que
sugeriam e “quebrado a cara”. É tão duro levantar a cabeça novamente
carregando sobre os ombros os sinais do erro. Duro é também saber e imaginar
o quanto a “julgarão” usando-se da lei para isso.

Vamos por partes:

Ø DEUS CONHECE A VERDADEIRA RAZÃO DOS NOSSOS ATOS;

Ø NADA JUSTIFICA O PECADO;

Ø MAS NADA JUSTIFICA CONDENAR O PECADOR E SIM O PECADO;

Aquele que por ventura errou por infantilidade ou por imaturidade é bem
diferente de nós quando o fazemos de total e plena consciência e Deus sabe
bem a diferença. Uma boa parcela daqueles que habitam os presídios esta lá
por um ato infantil, um relapso, um descuido (.). Muita gente, mesmo não
estando presa, sofre calado pelos erros que cometeram e já não conseguem
mais levantar a cabeça, PRINCIPALMENTE AO IMAGINAR OS DEDOS A APONTAR!!

Não vamos confundir o erro consciente, premeditado e fútil que além da sua
vida põe em risco a vida de outros sem mesmo se importar com as
conseqüências. A esses filhos de Deus nossa justiça tem parâmetros e
critérios para que cumpram em reclusão pelo que fizeram, mas é incoerente
trancá-lo sem tentar oferecer alternativas sócio-educativas e morais. Não
falo aqui somente do assaltante, mas também do político corrupto, do juiz
que vende sentença, daquele que desvia milhões da merenda escolar, do
remédio da farmácia popular.

O povo que falamos é aquele que deseja voltar e não aquele que se encantou
pelo mal e não deseja mais voltar. Esse filho de Deus que esta arrependido
deve encontrar a porta aberta quando resolveu parar de dar comida aos porcos
e voltar para casa de seu pai. Fariseus, descrentes, preconceituosos,
críticos, céticos, invejosos, (.), sempre estarão preocupados com o milho
colhido no sábado, com o erro para publicá-lo ou estampá-lo na “cara” do
pecador; esses fazem “questão” de não esquecer nossos erros; observam
cuidadosamente o sucesso dos outros e esquece-se de ver, que viver a vida em
fraternidade, é muito mais que isso.

Se um filho de Deus erra, peca, se perde ou se desvirtua a quem ele poderia
mais magoar? A você? A mim? Não! A eles mesmos.

Precisamos abrir mais nossos braços a quem deseja voltar. Não é por menos
que o Senhor cita Davi no evangelho de hoje como exemplo, pois foi aquele
que muito errou, no entanto foi também por Ele muito amado.

A igreja abre as portas para todos, mas eles temem mais aos nossos olhos.
Existem pessoas que desconhecem as maravilhas da nossa igreja porque não
encontraram ninguém que lhes apresentasse; jovens e adultos talentosos que
poderiam fazer crescer nossas catequeses, pastorais e movimentos, mas não
tem chances para isso, pois medem seus erros do passado e não suas
qualidades e virtudes atuais

Portanto, estenda a mão! Mude esse desastroso e preconceituoso paradigma!

Faça o bem!

NESTE NOVO DIA

Sente-se numa postura reta. Levante a sua cabeça. Eleve os olhos para cima. Dê um longo e profundo suspiro, e sorria (nem que, para isso, você tenha mesmo que se esforçar). Apesar das coisas, possivelmente, estarem ainda muito longe de serem perfeitas, aja como sendo este um grande dia para se viver.

Por que? Porque esse é o dia que o Senhor nos deu e a Sua ordem é para que alegremos e nos regozijemos nele. Portanto, coloque um sorriso no rosto e júbilo na sua voz. Aja como se você fosse a pessoa mais confiante, mais bem sucedida e a mais exuberante da sua cidade. Fale com as outras pessoas num tom cordial e em termos positivos. Pense e fale para você da mesma maneira. Dê as boas vindas a esses desafios que estão à sua frente e veja as radiantes possibilidades que estão diante de você.

Não há necessidade de retardar, nem mais um minuto sequer, a gratificação e o senso de auto-realização que este novo dia pode proporcionar-lhe. Veja o mundo ao seu redor como ele é, e não permita que ele o deprima com os seus maus tratos e enganos. Existe uma verdade maior: Deus está presente, Ele tem TUDO sob Seu controle; confie na Sua graça e no Seu infinito e obstinado amor por você. Ao fazer isso, este novo dia – sem nenhuma dúvida – será inesquecível.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 21 de janeiro segunda feira 2019


21 JANEIRO Se Santa Inês conseguiu a gloriosa palma do martírio, foi porque, em toda a sua vida, se manteve sempre fiel a Deus, mesmo nas pequenas coisas. (S 351). São Jose Marello

Marcos 2,18-22

Naquele tempo, 18os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?”
19Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar.
21Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos”.

Meditação:

Nesta narrativa de Marcos, o destaque é a questão do jejum, uma das principais observâncias religiosas dos fariseus, que é mencionado seis vezes neste texto.

Jesus, com seus discípulos, infringia esta prescrição legal, bem como a observância do sábado, conforme os evangelhos registram com freqüência. Em vez de aderir à tradicional doutrina da Lei que com seus preceitos oprimia e excluída o povo pobre e humilde, Jesus vem para libertá-los de todo jugo, civil ou religioso, e comunicar-lhes esperança, felicidade e vida.

O texto de hoje relata a terceira duma série de controvérsias com vários grupos judaicos, iniciada em Mc 2,1. Talvez surpreendentemente, a discussão de hoje se deu não somente com os fariseus, mas com os discípulos de João Batista.

Marcos fala disso porque os discípulos de João formavam uma comunidade que sobreviveu à morte do Batista, sem dúvida até o segundo século da nossa era (Jo 3,25).

O motivo foi porque os discípulos de Jesus não davam grande importância ao jejum – uma prática que, ao lado da oração e da esmola era muita cara às tradições religiosas dos judeus.

Alias, práticas também que continuavam – e continuam – a ter muito sentido para os cristãos de então, e de hoje, se bem com ênfases e expressões diferentes.

O Sermão da Montanha, no sexto capítulo de Mateus (Mt 6,1-18), nos dá as orientações de Jesus sobre essas práticas, para evitar que caiam no formalismo e no vazio de serem somente práticas externas que não tocam no coração da pessoa humana.

Atualmente na Sexta-feira Santa por exemplo, lotam-se os restaurantes para comer bacalhau caríssimo, uma vez que comer um bifezinho é proibido! E assim se cumpre a lei na letra mas não no espírito.

Mas no trecho de hoje, Jesus não se concentra sobre o jejum como tal, mas sobre o simbolismo de jejuar ou não no contexto das bodas, ou casamento. A imagem de banquete de casamento tinha conotações messiânicas e a referência a Jesus como o noivo tem esse sentido. Com a vinda de Jesus , chegou a hora do casamento, ou seja dum novo relacionamento entre Deus e as pessoas.

Também neste texto, bem no meio das controvérsias, se faz uma alusão clara à Cruz, ao destino de Jesus, pois “vão chegar dias em que o noivo será tirado do meio deles. Nesse dia, eles vão jejuar”.

A fidelidade à vontade do Pai, na pregação da novidade da chegada do Reino de Deus, levará inevitavelmente à morte, pois o velho sistema politico-religioso é incapaz de adaptar-se à grande novidade da Boa Noticia trazida por Jesus.

Por isso, Marcos termina o texto colocando duas frases sobre a relação entre o velho e o novo – o pano remendado e os barris de vinho. A Boa Noticia, com as suas conseqüências sociais e religiosas, é como um pano novo que não pode remendar roupas velhas, e como barril novo que preserva vinho novo.

Para acolher Jesus e o seu projeto, é necessário acabar com estruturas arcaicas de dominação e de discriminação. Quem procurar salvaguardar esquemas antiquados e injustos não vai conseguir vivenciar a Boa Noticia.

Jesus veio exigir mudança radical, tanto no nível individual como social. Não veio “remendar” mas trazer algo novo – um novo relacionamento entre as pessoas, com Deus, consigo mesmos e com a criação.

A presença de Jesus entre seus discípulos e no mundo é motivo de alegria. É o próprio Deus da vida e do amor presente entre nós, dispensando as práticas cultuais que são feitas em busca de um deus oculto e distante.

Com as sentenças sobre remendo novo em roupa velha e vinho novo em odres velhos fica afirmada a novidade do movimento de Jesus, que se diferencia fundamentalmente da antiga prática religiosa legalista.

O desafio continua hoje – como é tentadora “remendar”- somente fazer algumas mudanças que não atingem o cerne das estruturas de exploração, nem a sua raiz na nossa própria pecaminosidade. Por isso, a sociedade hegemônica, taxando-se muitas vezes de “cristã”, sempre procura cooptar o Evangelho e a Igreja, para que não tenha que mudar.

Quando a cooptação e o suborno sutil não funcionam, parte para a perseguição – por isso Marcos desde já aponta para a Cruz. A sociedade moderna, com a sua grande arma nos Meios de Comunicação Social, continua essa cooptação, disseminando uma religião “água com açúcar” de “panos quentes”, dando espaço para movimentos religiosos intimistas e alienantes, enquanto cala a voz dos profetas, ignorando-os ou até matando-os, como o sangue dos mártires da América Latina muito bem testemunha.

O Evangelho de hoje nos desafia para que façamos as mudanças radicais necessárias para acolher a Boa-Nova, para sermos contraculturais, com Jesus . “Vinho novo deve ser colocado em odres novos” que são os nossos corações.

Reflexão Apostólica:

Jesus está ainda no começo de seu ministério, e a disciplina que impõe a seus discípulos choca e escandaliza as multidões porque nada tem a ver com a que os fariseus ensinavam.

Assim, enquanto os discípulos de João Batista e os dos fariseus observam determinados dias de jejum, os de Jesus parecem dispensar-se desse costume. De fato, o que aqui se patenteia é o problema da enorme independência de Jesus e de seus discípulos em matéria de observâncias tradicionais e das leis.

Jesus e seus discípulos se mostram sempre muito livres em relação ao sábado ou às regras de abluções (de se lavarem antes das refeições, etc.). Jesus justifica esta atitude por meio de uma declaração sobre a presença do noivo em sua festa e através de breves parábolas.

Se os discípulos não jejuam é porque nada têm que esperar, uma vez que os tempos messiânicos já tinham chegado. As parábolas da roupa e dos odres nos proporcionam outra resposta ao assombro dos fariseus. A finalidade das parábolas não é estabelecer uma comparação: limita-se a sublinhar uma incompatibilidade: não se deve associar o novo com o velho, sob pena de prejudicar a um e a outro.

O novo povo que está nascendo pela Nova Aliança, feita por Deus ao ser humano por meio de Jesus, tem que ter também novas atitudes que superem as estruturas antigas. É preciso estar abertos para que a manifestação de Deus através de seu Espírito aconteça em nossas vidas.

Jesus Cristo veio instaurar na terra o reino de Deus que é completamente diferente do reino dos homens. O reino dos céus tem o amor como primeira regra e tudo que foge a esta verdade destoa do que é proposto por Jesus Cristo.

O homem de mentalidade mundana, não entende as coisas do espírito. Jesus nos adverte que para sabermos entender as coisas do alto nós precisamos de renovação, nascer de novo e ter uma nova visão sobre a realidade da vida. Por isso, Ele quis dá um novo sentido ao jejum que os fariseus praticavam, que era apenas para cumprir a lei.

O jejum só tem sentido se for praticado movido por uma razão que tenha como fundamento o amor, a alegria, a satisfação. Por isso, Ele justifica o fato dos Seus discípulos não jejuarem porque não havia motivação, pois sentiam a alegria da Sua presença comparando isto a uma festa de casamento, onde todos se regalam por causa do noivo.

Jejuar por obrigação, só para dar satisfação às regras impostas pelos homens se torna uma ação inócua – como que um vinho novo colocado em odres velhos – e talvez até seja rejeitada por Deus.

O jejum de coração, oferecido a Deus em vista de um bem maior é o vinho novo colocado em odre também novo. Tudo o que nós fazemos forçados ou por obrigação não tem ressonância em nós e não ajuda no nosso crescimento. O remendo novo em pano velho rasga-o; o vinho novo em odre velho rompe-o.

Portanto, precisamos de nova mentalidade, necessitamos de abertura interior para que aconteça em nós a purificação necessária e nos tornemos novos, para acolher o novo.

Qual o sentido que você dá ao jejum? Para que finalidade você jejua? Como você se sente? As coisas que você tem feito para o reino de Deus, você o tem feito por amor ou por obrigação? Você tem cumprido com a sua missão de coração? Você tem feito algo forçado com má vontade? Como você encara as propostas de Jesus para a sua vida?

Jesus é a grande novidade para todos nós. Os discípulos estavam preocupados com a lei antiga e tudo o mais. Cristo lhes disse que eles também iam jejuar e isso aconteceu quando Ele foi crucificado. A partir daí todas as sextas-feiras nós cristãos jejuamos.

A Santa Missa é um sacrifício, não é preciso matar um animal como sacrifício. O sacrifício do Novo Testamento não é mais feito com mais animais; é o próprio Homem: Aquele que morreu na cruz por nós. Ir à Missa é o ato mais importante que um ser humano pode fazer. Porque quando vamos à Celebração Eucarística é para Jesus nos salvar. Por essa razão, quando alguém falta à Santa Missa, por preguiça, ela só pode comungar se se confessar. A Eucaristia está acima de qualquer coisa; está em primeiro lugar.

A obediência vale mais que o sacrifício. Não adianta nada você vir à Missa e não obedecer a Deus. “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta” (Mt 5,23-24).

Os Mandamentos se resumem em dois [principais]: o primeiro: amar a Deus e o segundo: amar o irmão. De nada valem os sacrifícios que você faz se você não obedece a Deus. Amar ao Todo-poderoso não tem nenhum problema, pois Ele não faz mal a ninguém; mas amar o próximo é muito difícil.

De que adiantam tantos rituais, tantas coisas se você está com o coração cheio de amargura. Quando a gente não perdoa o nosso irmão, o nosso coração fica longe do Senhor. Pode ser que seu coração não consiga, mas se você tenta perdoar, Deus se agrada de seu sacrifício. Que no dia de hoje o Senhor lhe dê a graça de saber perdoar.

 Propósito:

Pai, a presença de Jesus na nossa história é motivo de grande alegria. Que a minha alegria consista em construir um mundo de amor e de fraternidade, como ele nos ensinou.

É POSSÍVEL

Quando você imagina…é possível. Quando você visualiza em cada detalhe…é possível. Quando você realiza um trabalhável e realistico plano…é possível. Quando você faz um sólido compromisso…é possível.
Quando você está disposto a trabalhar através de cada desafio e obstáculo que vier seu caminho…é possivel. Quando você persiste através de todos os altos e baixos…é possível.
Quando você pode aprender pelos erros do passado e ganhar força vindo do desapontamento, criatividade , paixão e entusiasmo para trabalhar…é possível._.___

 

Publicado por: sidnei walter john | 12 de janeiro de 2019

EVANGELHO DO DIA 20 DE JANEIRO – 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM 2019


20 – A nossa salvação pode acontecer a qualquer momento: não desprezemos o momento. Que grande valor tem o momento! Nele se comete o pecado e se readquire a graça, nele se realiza o julgamento da nossa salvação eterna. Ó Deus, dai-me este momento, que seja o primeiro elo daquela corrente que me deve conduzir até Vós. Ah, sim, Vós podeis dar-mo neste mesmo instante. (S 19). São jose Marello

João 2,1-11

Dois dias depois, houve um casamento no povoado de Caná, na região da Galiléia, e a mãe de Jesus estava ali. Jesus e os seus discípulos também tinham sido convidados para o casamento. Quando acabou o vinho, a mãe de Jesus lhe disse:
– O vinho acabou.
Jesus respondeu:
– Não é preciso que a senhora diga o que eu devo fazer. Ainda não chegou a minha hora.
Então ela disse aos empregados:
– Façam o que ele mandar.
Ali perto estavam seis potes de pedra; em cada um cabiam entre oitenta e cento e vinte litros de água. Os judeus usavam a água que guardavam nesses potes nas suas cerimônias de purificação. Jesus disse aos empregados:
– Encham de água estes potes.
E eles os encheram até a boca. Em seguida Jesus mandou:
– Agora tirem um pouco da água destes potes e levem ao dirigente da festa.
E eles levaram. Então o dirigente da festa provou a água, e a água tinha virado vinho. Ele não sabia de onde tinha vindo aquele vinho, mas os empregados sabiam. Por isso ele chamou o noivo e disse:
– Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.
Jesus fez esse seu primeiro milagre em Caná da Galiléia. Assim ele revelou a sua natureza divina, e os seus discípulos creram nele.

Meditação:

Jesus veio ao mundo para trazer a Boa Nova do Reino de Deus e firmar a Nova e eterna Aliança entre Deus e os homens através do mistério pascal. Assim, a água da purificação dos judeus, sinal do Antigo Testamento que está para terminar, será substituída pelo vinho da Nova Aliança que alegra os nossos corações e nos trás a salvação. E isso acontece numa festa de casamento, sinal das núpcias do Cordeiro e prefiguração da Igreja como esposa de Cristo. E o início de tudo foi a ação de Maria, que pede o milagre a Jesus, mas que com sua adesão ao projeto de Deus, abriu caminho para o início do Novo Testamento.” (CNBB)

Lendo o episódio das bodas de Caná (palavra que significa “adquirir”), percebe-se logo o engano em que caiu o mestre-sala: crê que o melhor vinho tenha sido oferta do noivo.

O leitor do evangelho e os serventes sabem muito bem que Jesus é quem dá o vinho novo – o amor sem limites –, pois ele é o Messias-esposo da humanidade. A mensagem, contudo, vai além.

O episódio mostra também quem é a esposa do Messias-esposo: ela está representada na “mulher”, a mãe de Jesus (que por sua vez representa o Israel que reconheceu o Messias), nos serventes que sabem de onde vem o vinho novo (v. 9) e que obedecem a Jesus e nos discípulos que acreditam nele (v. 11b). É assim que o Messias-esposo vai conquistando/adquirindo (“Caná”) para si uma esposa.

O episódio está dividido em duas partes: vv. 1-5 e vv. 7-10. O v. 6, que descreve as talhas vazias, funciona como eixo de todo o episódio e separa as duas partes.

Na primeira, temos uma introdução (vv. 1-2) e a intervenção da mãe de Jesus, nomeada três vezes (vv. 1.3.5). Na segunda (vv. 7-10), a figura central é o mestre-sala, também ele nomeado três vezes (vv. 8-9). Jesus e os serventes são como que o fio condutor de todo o episódio. Aparecem tanto na primeira parte quanto na segunda. O v. 11 é a interpretação do fato.

O mestre-sala é símbolo dos que não reconhecem o dom messiânico que Deus faz em Jesus, o Messias-esposo da humanidade.

Ele prova o vinho, constata que há novidade radical no que é apresentado, mas atribui o fato ao noivo: “Você guardou o vinho bom até agora” (v. 10). Não reconhece que, no projeto de Deus, o melhor vem depois, isto é, com Jesus

O evangelista João, nesta sua expressiva e simbólica narrativa, põe em evidência os cuidados de Jesus e sua mãe em todas as necessidades, com um amor atento, inclusive em um clima festivo.

O conteúdo teológico é a superação da observância da Lei (Torá) pela prática do amor solidário e libertador, na qual se manifesta a glória de Deus.

A primeira pessoa que aparece na narrativa, que abre o ciclo do ministério de Jesus, é a sua mãe. Maria, que representa as novas comunidades, exorta a todos: “Façam o que ele mandar.”.

O primeiro milagre de Jesus foi realizado em Caná da Galiléia, numa festa de casamento, por intercessão de Sua Mãe. Jesus manifestou o Seu poder transformando a água no vinho que havia faltado naquela festa.

O evangelista afirma que ali Jesus deu início a uma série de sinais. O sinal de Caná é o protótipo dos demais que se seguirão. Eles têm dupla finalidade:

1) Manifestar a glória de Jesus, isto é, fazer ver que Deus condensou nas palavras e ações do Filho todo o seu projeto de amor fiel (1,14), desde o início até a “hora” de Jesus (17,1). Jesus é a glória de Deus, ou seja, a revelação e mediação últimas do amor sem limites de Deus;

2) Conferindo credibilidade a Jesus enquanto mediador do amor divino, os sinais visam a suscitar a fé dos discípulos que acolhem Jesus e se comprometem lealmente com ele: “seus discípulos acreditaram nele” (v. 11b).

Jesus manda encher as talhas com água. Assim ele passa a oferecer a nova “purificação”, que não irá depender da Lei, pois as talhas não irão conter o vinho novo (observe o que diz o v. 9b: “Os que serviam estavam sabendo, pois foram eles que tiraram a água).

A segunda ordem de Jesus: “Agora tirem e levem ao mestre-sala” (v. 8a) confere sentido e valor ao casamento, isto é, ao relacionamento entre Deus e a humanidade.

Esse relacionamento íntimo tem como única razão de ser o amor total e a fidelidade plena, representados pelo vinho novo e abundante (mais de seiscentos litros!) que o Messias-esposo oferece.

Se fizermos uma reflexão e procurarmos uma mensagem para a nossa vida iremos reconhecer que só conseguimos provar do vinho melhor quando a festa já vai adiantada e passamos pelos constrangimentos naturais da nossa incapacidade.

Muitas vezes, nós também, vivemos envolvidos com as nossas preocupações terrenas, bebendo o “vinho” que nós próprios providenciamos e nos esquecemos de que tem alguém que está atenta aos nossos sofrimentos, às nossas carências e dificuldades. Aquele casal das Bodas de Caná nos dá um exemplo muito bom para ser seguido por todos nós.

Não podemos deixar de convidar para as nossas “festas”, Jesus e Maria, a intercessora. A certeza de que Jesus é o convidado principal da nossa existência e que com Ele Maria se faz presente na “festa da nossa vida” é a razão da nossa esperança diante das nossas carências.

Jesus também pode fazer na nossa vida o que fez em Caná da Galiléia: transformar o pouco que temos em algo muito abundante e melhor que fará toda a diferença.

Há dias em que para nós falta também o vinho da alegria, da paz, da saúde da sobrevivência financeira e a festa começa a ficar desanimada parecendo até que está chegando ao fim.

Nossa Senhora, atenta às nossas carências, escuta o nosso coração e vê a nossa angústia. Como Mãe ela está sempre perto do Seu Filho Jesus, por isso a sua intercessão é poderosa.

Ela é também nossa mãe, conhece a vontade do Seu filho para nós como também sabe das nossas necessidades. Precisamos, porém, colocar as nossas talhas à disposição do Mestre e como ela determinou, fazer tudo o que Ele nos disser.

Nossa Senhora é apenas a intermediadora. Quem nos dá as ordens é Jesus e, se fizermos tudo quanto Ele nos disser com certeza, também a água que nós O oferecermos será transformada no vinho melhor que irá alegrar a nossa vida, mesmo que já estejamos quase chegando ao fim.

Qual é hoje o vinho que está faltando para a sua festa ser alegre? O que está faltando na sua vida? – Peça a Maria com confiança e ela intercederá diante do Seu Filho. A sua festa não irá terminar.Você tem feito tudo o que Jesus lhe diz?

Reflexão Apostólica: 

O que seria desse milagre sem a intercessão de Maria? O que seria desse milagre se os funcionários não a tivessem ouvido? O que seria desse milagre se não tivessem enchido os potes até a boca?

Um milagre normalmente brota de algo que existe e poucas vezes ele surge do nada, por isso a intercessão de Maria bem como a ação dos funcionários (ou empregados) foi tão vital para que ele acontecesse.

O milagre poderia acontecer apenas com o toque de Deus, mas Deus não se intromete nas questões humanas em respeito ao livre arbítrio.

Maria é a grande intercessora desse milagre, bem como de outras situações que conhecemos ou já ouvimos, mas de que vale a sua intercessão se não acreditarmos? Que vale a intercessão dos santos se não enchermos nossas talhas de fé, tentando e acreditando, até o máximo da nossa capacidade?

O mundo hoje é tão cético e em alguns momentos devoto de tudo. Um povo que não acredita em nada se choca com outro que acredita em tudo e no meio desses “dois mundos” estão aqueles que têm fé.

Os céticos preferem não acreditar e depender do que conhecem, sabem, vêem e podem controlar e explicar. Os que em tudo acreditam põem Deus num patamar idêntico aos anjos, imagens, figuras, baguás, trevos, pés de coelho e elefantinhos virados para porta, mas os que tem fé são aqueles que estão dispostos de acreditar e AGIR.

O milagre que espero que aconteça precisa começar pela minha tentativa insistente e resistente para que ocorra. É acreditar do fundo do coração que aquilo dará certo, mesmo sabendo que nem tudo depende de nossa vontade; é acreditar, sem saber o porquê e encher as talhas.

O milagre não surgirá do nada, será preciso bater na rocha e acreditar que Deus estará à frente, mas por ventura ele não ocorrer, nunca deixar de acreditar que mesmo assim Deus sempre esteve perto.

Jesus inicia seu trabalho em Caná, um trabalho que três anos depois o levaria ao calvário e a nossa salvação pessoal. Desde que foi informada por Simeão no templo que um flecha transpassaria seu coração, será que Maria, que hoje é lembrada sua aparição em Lourdes, não pedia em silêncio um milagre: que seu filho não sofresse o martírio que viria ter? Por que não? Ela era sua mãe! Mas algo fez Maria ser diferente: Sempre acreditou no projeto de Deus e que sua dor seria premiada com um vinho novo e de melhor sabor. “Todos costumam servir primeiro o vinho bom e, depois que os convidados já beberam muito, servem o vinho comum. Mas você guardou até agora o melhor vinho.”.

Durante sua vida Maria sempre encheu suas talhas até a boca.

E nós? O quanto me empenho em acreditar e no que acredito?

Propósito Olhar para as necessidades ou carência de minha família, de meus irmãos, de minha comunidade  e da minha Igreja e fazer de tudo o que estiver ao meu alcance para suprí-las.

SEM RESSENTIMENTO

Ressentimento tem a habilidade de criar uma barreira enorme entre você e o poder incrível da gratidão. Derrube essa parede e permita que a gratidão preencha o espaço que o ressentimento tem ocupado. Não tenho dúvida em afirmar que o ressentimento é o cancer da alma. Suas ramificações danosas anulam a alegria e a exuberância do viver.
Quando você sentir que o seu coração está sendo invadido pelo ressentimento, faça a si mesmo essa pergunta: “Qual é o benefício que isso está me trazendo quando coloco o meu precioso tempo e energia no ressentimento quando em retorno o que recebo é uma deconexão com as coisas boas da vida?”
Ressentimento não lhe traz nada de bom. Abra o seu coração totalmente a Deus. Permita que o Senhor areje os porões da sua alma com a doçura do perdão àquela pessoa. Ao fazer isso você nunca mais será o mesmo.

Publicado por: sidnei walter john | 12 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 19 de janeiro sábado 2019


 19 Senhor, inspirai-nos a melhor oração com que nos havemos de dirigir a Vós e depois concedei-nos a graça de adorar sempre os decretos de vossa Vontade. (L 183). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 2,13-17

Naquele tempo, 13Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu.
15E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam.
16Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?”
17Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.

 

Meditação

Para os fariseus, era absolutamente escandaloso manter contatos com um pecador notório como Levi. Na época, um cobrador de impostos não podia fazer parte da comunidade farisaica; não podia ser juiz, nem prestar testemunho em tribunal, sendo, para efeitos judiciais, equiparado a um escravo; estava também privado de certos direitos cívicos, políticos e religiosos. Jesus vai demonstrar, àqueles que o criticam, que a lógica dos fariseus (criadora de exclusão e de marginalidade) está em oposição à lógica de Deus.

Os relatos evangélicos põem, com freqüência, Jesus em contacto com gente reprovável, com aqueles apontados pela sociedade como os cobradores de impostos e também com as mulheres de má vida. É impossível que os discípulos tenham inventado isto, porque ninguém da comunidade cristã primitiva estaria interessado em atribuir a Jesus um comportamento “politicamente incorreto”, se isso não correspondesse à realidade histórica. Não há dúvida de que Jesus “deu-se” com gente duvidosa, com pessoas a quem os “justos” preferiam evitar, com pessoas que eram anatematizadas e marginalizadas por causa dos seus comportamentos escandalosos, atentatórios da moral pública.

Certamente não foram os discípulos a inventar para Jesus o injurioso apelativo de “comilão e bêbedo, amigo de publicanos e de pecadores” (Mt 11,19; 15,1-2).

Tendo já chamado os quatro primeiros discípulos, Jesus agora encontra o coletor de impostos Levi. Por sua função, ele era um marginalizado pela sociedade religiosa judaica. Jesus não se volta para os marginalizados apenas para aliviá-los de seus sofrimentos e lhes restituir a dignidade, Ele os inclui também na colaboração de seu ministério, chamando alguns dentre eles como seus discípulos mais próximos. Sentando-se à mesa com os amigos de Levi, também marginalizados, Jesus afirma seu propósito de solidarizar-se com os excluídos e os pobres, causando escândalo entre os chefes religiosos do judaísmo.

Na perspectiva deste texto, Jesus é o amor de Deus que se faz pessoa e que vem ao encontro dos homens – de todos os homens – para os libertar da sua miséria e para lhes apresentar essa realidade de vida nova que é o projeto do “Reino”.

A solicitude de Jesus para com os pecadores mostra-lhes que Deus não os rejeita, mas os ama e convida-os a fazer parte da sua família e a integrar a comunidade do “Reino”. É que o projeto de salvação de Deus não é um condomínio fechado, com seguranças fardados para evitar a entrada de indesejáveis; mas é uma proposta universal, onde todos os homens e mulheres têm lugar, porque todos – maus e bons – são filhos queridos e amados do Deus Pai. A lógica de Deus é sempre dominada pelo amor.

O que está em causa na leitura que nos é proposta é a apresentação do imenso amor de Deus. Ele ama de forma desmesurada cada mulher e cada homem. É esta a primeira coisa que nos deve “tocar” nesta celebração. Deus é misericórdia. Interiorizamos suficientemente esta certeza, deixamos que ela marque a nossa vida e condicione as nossas opções?

O amor de Deus dirige-se, de forma especial, aos pequenos, aos marginalizados e necessitados de salvação. Os pobres e débeis que encontramos nas ruas das nossas cidades ou à porta das igrejas das nossas paróquias, encontram nos “profetas do amor” a solicitude maternal e paternal de Deus?

Apesar do imenso trabalho, do cansaço, do “stress”, dos problemas que nos incomodam, somos capazes de “perder” tempo com os pequenos, de ter disponibilidade para acolher e escutar, de “gastar” um sorriso com esses excluídos, oprimidos, sofredores, que encontramos todos os dias e para os quais temos a responsabilidade de tornar real o amor de Deus?

Tornar o amor de Deus uma realidade viva no mundo significa lutar objetivamente contra tudo o que gera ódio, injustiça, opressão, mentira, sofrimento. Inquieto-me, realmente, frente a tudo aquilo que torna feio o mundo? Pactuo, com o meu silêncio, indiferença, cumplicidade com os sistemas que geram injustiça, ou esforço-me ativamente por destruir tudo o que é uma negação do amor de Deus?

As nossas comunidades são espaços de acolhimento e de hospitalidade, oásis do amor de Deus, não só para parentes e amigos, mas também para os pobres, os marginalizados, os sofredores que buscam em nós um sinal de amor, de ternura e de esperança?

Reflexão Apostólica:

Em seu evangelho, Marcos realça sempre o primado do ensino de Jesus. Pela comunicação da palavra verdadeira, acompanhada do testemunho de amor, se dá a transformação do mundo e da sociedade.

Esta narrativa do chamado de Levi encontra-se nos três evangelhos sinóticos, com pequenas diferenças entre si. O coletor de impostos, ou publicano, chama-se Levi nos evangelhos de Marcos e Lucas, e Mateus no evangelho de Mateus.

Jesus já havia chamado os quatro primeiros discípulos: Pedro, André, João e Tiago. Extremamente sucinto, este texto é um resumo do chamado: Jesus passa, o vê sentado na sua mesa de coleta de impostos e o chama.

Levi levanta-se, deixa tudo e o segue. Os escribas dos fariseus censuram Jesus por comer com Levi e seus amigos. Jesus vem romper com o sistema elitista e opressor.

O chamamento de Levi e dos pecadores é dirigido hoje aos cristãos, convidados a experimentar a misericórdia para com eles. Como todos os seres humanos, são pecadores, mas descobrem que o amor de Deus os busca até em seu próprio pecado.

O fato de Jesus convidar um publicano para que o seguisse era motivo de escândalo para o povo, e de maneira especial para os escribas. Como é possível que este, que se faz chamar de Mestre, coma com publicanos e com pecadores?

Mas o importante para Jesus é a pessoa, e não tanto sua condição de pecador; embora obviamente o chame a mudar de vida, para seu próprio bem e o de todos.

O pecador só descobre a misericórdia de Deus se esta constituir para ele um convite à conversão e à mudança de vida e, mais ainda, a missão apostólica de dar testemunho no mundo. Os pecadores, os quais tradicionalmente eram contrapostos aos justos, apenas para condená-los, são nesta passagem testemunhas de uma qualidade religiosa essencial: a humildade posta a serviço do chamamento, em oposição ao orgulhoso repúdio da “boa consciência” dos fariseus.

Levi era coletor de impostos e estava no seu posto de trabalho. Talvez ele fizesse os cálculos do quanto iria render os tributos cobrados ao povo de Israel e o tanto que iria entrar no seu bolso.

Ele estava apenas cumprindo com a sua obrigação! Era isso, o que a vida, até aquele momento, lhe havia apresentado. Jesus o viu e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu! Foi tudo tão de repente que parece até que já havia sido combinado.

O chamado de Jesus para nós é assim: firme e objetivo. Jesus nos chama para seguir os Seus passos em busca do reino dos céus. Mas Ele nos acena com essa nova vida aqui e agora, não importando quem são os nossos amigos, se nos sentamos à mesa com os pecadores nem tampouco se, no passado, cometemos delitos.

Jesus veio para nos libertar de tudo quanto nos escraviza e nos faz ficar paralisados. Ele veio ampliar os nossos objetivos e nos mostrar que, além da vidinha medíocre em que nós nos instalamos, há uma nova dimensão de felicidade a qual nós precisamos conhecer.

Quando temos essa experiência pessoal com Jesus, a nossa primeira boa ação será levá-Lo para a nossa casa e fazê-Lo assentar-se junto com a nossa família e os nossos amigos.

Jesus entra na nossa casa não apenas através das palavras que nós falamos, mas principalmente, por meio do nosso testemunho de vida renovada, das nossas transformações e do exemplo de caridade e desprendimento que nós damos no nosso dia a dia. Isto fará toda a diferença!

Propósito:

Pai, coloca-me, cada dia, no seguimento de Jesus, pois, assim, estarei no bom caminho que me conduz a ti.

SUA VIDA…PARA FRENTE!

Nós seguimos em frente, abrimos novas portas e fazemos coisas novas porque somos curiosos e a curiosidade nos leva para novos caminhos e novas descobertas.   Walt Disney

Não se entristeça e nem se encha de pesar em função das oportunidades que você desperdiçou. Em vez disso, alegre-se e entusiasme-se pelas oportunidades que estão disponíveis a você agora. Do passado retire alegria e inspiração e deixe o resto como resto e o passado como…passado.
Levante a cabeça, olhe para a frente; viva a sua vida caminhando para a frente. Agora é a hora de obstinadamente construir sob as coisas boas que sempre estiveram presentes em sua vida. Pense em todas as coisas boas que poderão lhe dar um melhor amanhã. Pense nisso, medite nisso, aja nisso – continuamente – dia após dia.
Cada momento desta vida é uma oportunidade para fazer – de alguma forma – uma diferença. Use cada uma dessas oportunidades focada num positivo propósito e regozije-se no fato de que vale a pena olhar cima e seguir em frente usufruindo deste magnifico presente que Deus ainda está lhe dando: Vida!

Publicado por: sidnei walter john | 12 de janeiro de 2019

Evangelho do dia 18 de janeiro sexta feira 2019


18 janeiro – Espírito de luta, mas também espírito de resignação; buscar a glória de Deus, mas em conformidade com sua vontade; sonhar muito e contentar-se também com pouco; promover o triunfo da Igreja, não rejeitando, porém, as nossas derrotas pessoais, as mortificações diárias do nosso amor próprio; assim se deve viver e assim temos de nos empenhar em viver em união com o nosso Divino Mestre. (L 22). São Jose Marello

 Marcos 2,1-12

1Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7“Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados disse ele ao paralítico: 11eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

Meditação

Depois de percorrer a Galiléia, Jesus volta a Cafarnaum. Novamente, a casa é centro de convergência da multidão. Jesus dirige-lhes a Palavra. As ações e diálogos que se seguem exprimem o núcleo do ensino e da prática de Jesus: o amor misericordioso de Deus com o perdão dos pecados.

Os escribas se escandalizam, pois a casta religiosa de Jerusalém se apresentava como únicos e legítimos representantes de Deus para perdoar os pecados, mediante sacrifícios e ofertas. A acusação de blasfêmia será o motivo da condenação final de Jesus pela casta religiosa que se sente ameaçada por sua ação libertadora.

À palavra de Jesus é sempre associada a sua prática vivificante de cura e libertação.

Não é só o corpo que necessita de uma cura, é sobretudo o espírito. Jesus nos mostra isso ao curar um paralítico que é levado à sua presença. O homem não diz uma única palavra; é Jesus quem toma a iniciativa e lhe diz: “Filho, os teus pecados estão perdoados”.

Jesus vê que o homem precisa, em primeiro lugar, de uma cura interior. Muitas vezes, são as feridas interiores que mantêm o homem paralisado. O perdão oferecido por Jesus devolve ao paralítico toda a sua dignidade humana, torna-o capaz de “levantar-se” e de pôr-se de pé. O perdão é uma libertação.
O paralítico não esperava estas palavras, ele veio à procura de uma cura física e Jesus fala-lhe de perdão. Os escribas pensam então que Jesus blasfema. Com efeito, segundo a fé do povo, só Deus tem o poder de perdoar os pecados. Mas Jesus fala indiretamente de si próprio como Filho do homem, uma expressão que pode significar “homem” (Ez 2,1) ou que pode ser utilizada para falar do próprio Deus (Dn 7,13). Enquanto Filho de Deus que se tornou Filho do homem, Jesus tem o poder de perdoar os pecados.

Jesus ajuda-nos a descobrir uma outra realidade importante: o pecado não é a causa da doença paralisante. O Deus que Jesus nos veio revelar não é um Deus que castiga. Jesus disse-o acerca de um homem cego de nascença: “Nem ele pecou, nem seus pais”. (Jo 9,3)

Perdoado, curado, o homem paralítico levanta-se, pega no seu catre (símbolo da sua doença) e sai diante de toda a gente. O perdão torna-nos livres para criarmos, mesmo com as nossas fragilidades, e para carregarmos as dos outros. Perante uma tal novidade, não podemos senão exclamar com a multidão: “Nunca vimos coisa assim!”.

O paralítico é transportado pelos amigos. Quem são os que me “transportaram”, aqueles que, pela sua fé, conduziram-me a um encontro com Deus? Diz o ditado: “diz-me com quem tu andas e dir-te-ei quem tu és”. Pois é, os meus amigos me ajudam a chegar e clamar por Deus ou me afundam cada vez mais?

O que me “paralisa”? Em que aspectos sinto a necessidade de uma cura interior? Jesus diz ao paralítico: “Levanta-te, toma o teu catre e anda”. Como posso compreender estas palavras na minha vida de hoje? Que Deus lhe dê a graça e a força de se dirigir a Jesus e clamar: Salva, cura-me, Senhor Jesus!

Reflexão Apostólica:

Jesus liberta o paralítico do estigma de que sua doença provinha de seu pecado. Jesus quer mudar a mentalidade daqueles que humilhavam o doente daquela maneira.

A multidão que assiste à libertação do doente toma repentinamente posição contra Jesus. A paralisia mudou de campo, e Jesus vê que seu próprio processo começa com a acusação que bem em breve seria causa de sua morte: “Blasfêmia”!

Cada vez que refletimos sobre este Evangelho, nós descobrimos lições preciosas para a nossa vida em comunidade. O exemplo dos quatro homens é uma demonstração de perseverança, de persistência e também de confiança absoluta em Deus.

Eles sabiam que se aquele homem conseguisse chegar até Jesus, ele seria curado, por isso não mediram esforços e fizeram até o impossível a fim de que o encontro acontecesse. “Jesus viu a fé daqueles homens” que levavam o paralítico até Ele! Não foi a fé do próprio paralítico que o salvou, mas a fé dos seus amigos.

Por causa das dificuldades, dos empecilhos, dos desencontros de horários, muitas vezes nós deixamos por menos e não acudimos alguém que está paralítico.

Há muitos “paralíticos” esperando por nós para serem apresentados a Jesus, e nada acontece com eles. Muitas pessoas nós queremos levar para conhecer Jesus e ainda não tomamos a iniciativa de conduzi-los até Ele!

Qual é o espírito que nos move a levá-los? Será que nos falta fé? Será que duvidamos do poder de Jesus para aquele (a) amigo (a)“difícil”? Quais são as dificuldades e as barreiras que nos atrapalham e, por isso, não conseguimos? A mensagem que nos é dada hoje é a de nunca desistir em querer ajudar a alguém. Reflita – Você também tem fé de que Jesus pode curar os seus amigos paralíticos?

O que você tem feito para demonstrar a sua fé? – O que você entende por “paralítico”? Para onde Jesus mandou ir o paralítico depois de curá-lo? – Na sua casa tem alguém paralítico (a)?

Na medida em que o homem moderno perdeu o sentido de Deus, apagou o sentido do pecado e, por conseguinte, o significado de um Messias que perdoa e que morre pelo perdão dos pecados.

O cristão não poderá dar testemunho do perdão de Deus e de sua necessidade se não purificar seu próprio conceito de pecado, e se não fizer do perdão uma tarefa comunitária do amor na edificação da paz, da justiça social e das mil facetas da vida humana. A missão de Jesus foi levantar o pobre de sua condição inumana: Levanta-te, toma teu leito e anda.

Pôr-se a caminho (andar) significa tomar novos rumos de vida e não se deixar submeter pelas estruturas injustas que muitas vezes anulam a dignidade humana.

Propósito:

Senhor Jesus, cura-me de minhas deficiências espirituais, pela força de tua graça, para que eu possa caminhar sempre no amor.

MENTIRAS

Chega um certo momento em que a coisa mais saudável a experimentar é fazer uma pausa para ouvir aquilo que você está dizendo a si mesmo – palavras como: “Eu sou muito estúpido!” “Ai, eu estou quebrado mesmo!” “Eu não sei como!…” “Eu não agüento mais isso!” O impressionante é que, mesmo em meio a esse arsenal de negativismo você tem realizado a contento suas tarefas difíceis e superado obstáculos aparentemente intransponíveis.
Só que você não pode ver as suas próprias realizações pela ótica correta, porque você tem mentido para si mesmo. E você mente por quê? Porque alguém por seu lado lhe tem mentido… Quantas foram as vezes em que você ouviu: “Você não presta pra nada!” “Você nunca vai se dar bem na vida!” “Como você imagina, afinal, que vai conseguir alcançar aquilo?…” E você acredita nessas mentiras… Ou pelo menos nas insinuações de sua suspeitada incapacidade.
A única maneira de erradicar, de afastar a mentira, é substituí-la pela verdade. Você tem que pensar sob o prisma da verdade. E a verdade é que você foi criado à imagem e semelhança do Criador de todo o Universo. E a verdade é que ninguém jamais entregou a sua vida a Deus e a perdeu. A verdade é que Deus amou tanto este mundo que decidiu se encarnar na pessoa do seu Filho, para que finalmente as trevas pudessem ver a luz. A verdade está à sua disposição. Investigue-a!

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