Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

EVANGELHO DO DIA 18 DE FEVEREIRO – PRIMEIRO DOMINGO DA QUARESMA


18 fevereiro – Tudo proceda por princípios de fé, com ilimitada confiança nos auxílios do Céu e sentimento indestrutível de gratidão ao Senhor e somente a Ele, tanto na abundância como na carestia, lembrados sempre de que “sufficit diei malitia sua!” a cada dia basta a sua aflição”. (L 76). São Jose Marello

BEM-VINDOS. ao 1º DOMINGO. DA QUARESMA! FRATERNIDADE: Igreja e Sociedade. Eu vim para servir Gn 9,8-15. Sl Pd 3, Mc 1,12-15.

Marcos 1,12-15

Logo depois o Espírito Santo fez com que Jesus fosse para o deserto. Jesus ficou lá durante quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Ali havia animais selvagens, e os anjos cuidavam de Jesus.
Depois que João foi preso, Jesus seguiu para a região da Galiléia e ali anunciava a boa notícia que vem de Deus. Ele dizia:
– Chegou a hora, e o Reino de Deus está perto. Arrependam-se dos seus pecados e creiam no evangelho.

Meditação:

O tempo da Quaresma, com cinco semanas e quatro dias, e o tempo pascal que o sucede, com sete semanas, se inserem dentro do ano litúrgico, tendo como data de referência o domingo de Páscoa, o qual ocorre logo após a primeira lua cheia de primavera (a partir de 21 de março, no hemisfério norte).

A Quaresma é um tempo de aprofundamento da conversão, com seu apelo a uma mudança de valores recebidos da sociedade discriminatória e elitista em que vivemos.

O Criador estabelece uma aliança com o ser humano válida para todas as gerações (“descendência”). Muito antes de se falar em Ecologia, o texto da criação em Gênesis 1 como outras passagens bíblicas (por exemplo essa que refere o símbolo de um dilúvio ou destruição universal com simultânea possibilidade de resgate até dos animais – a Arca de Noé), a Bíblia já indicava que Deus é o Senhor da natureza, que foi entregue à administração humana. Só o homem pode conduzi-la ou à destruição ou à prosperidade.

O que nos falta é discernir e distinguir os caminhos. Aonde leva esse ou aquele? Mas Deus está sempre ensinando quem quer aprender como nos lembra o Salmo.

A Passagem de Jesus desse mundo ao Pai (Páscoa) deu-se uma única vez em sua morte. Mas, assim como ele recebeu nova vida pelo Espírito – como nos lembra a carta de Pedro – assim também nós temos a mesma chance de total recuperação da vida. Tudo está sob o poder de Cristo.

Ao tempo dos apóstolos, acreditava-se que os ares eram povoados entre o céu e a terra por muitos seres: anjos, dominações e toda sorte de potestades. Aparentemente superiores aos homens (estavam acima deles), mas eles são submissos ao Cristo ressuscitado.

A humanidade contemporânea dispõe de muitos poderes (científicos, tecnológicos, políticos e militares) capazes de acabar com a fome e as doenças endêmicas pelo mundo afora. Ou não.

Os poderes desse mundo são capazes também de promover a guerra e o abandono das populações pobres (uma pessoa morre a cada dez segundos, de fome ou em conseqüência da desnutrição, segundo os dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação – FAO).

Esse o dilúvio que afoga milhões de seres humanos. A história vai registrar se nosso tempo e nossa responsabilidade construíram uma “arca” de resgate.

Quarenta é um número simbólico de um ciclo completo ou uma fase inteira (começo, meio e fim). Quarenta dias jejuou Moisés preparando-se para o encontro com Javé que lhe daria os Mandamentos – caminho de salvação para o povo. Quarenta anos andaram pelo deserto preparando-se para tomar posse da Terra prometida.

Quarenta dias e noites também esteve Jesus sozinho com seus demônios lutando para encontrar o melhor caminho para exercer sua missão. Desse tempo de jejum e oração Jesus saiu fortalecido pelo Espírito e começou sua pregação. Terminou o tempo da profecia do Batista, tempo de preparação, que ainda não era o Novo.

Agora chegou o tempo oportuno: o Reino está à nossa disposição. Infelizmente poucos se dão conta disso.

A oferta é para todos, mas sem conversão e sem crer no Evangelho não podemos entrar nesse modo novo de viver a vida.

O jejum e os silêncios, orações, esmolas, visitas aos doentes, apoios solidários, busca de mudanças para hábitos mais saudáveis, tudo isso (a parte que nos toca) resume-se em: “Conversão”. Converter é mudar a direção. Mudar nosso modo de olhar e modo de viver.

Acolher o evangelho não é decorar doutrinas nem praticar ritos e devoções. Tudo isso pode ajudar formando um “ambiente climatizado” onde ouvimos a Palavra. Mas é o Espírito que clama em nós. Só ele nos aponta os caminhos na vida.

É tempo de Quaresma, é tempo de mudança… Para melhor.

Reflexão Apostólica: 

Entramos hoje no tempo da Quaresma, no tempo de rever as nossas atitudes, a nossa caminhada, e mudar de vida. Depois da grande folia do Carnaval, depois de tantos desvios do caminho da casa do Pai, é chegada a hora de pensar seriamente no grande enigma da vida: De onde venho e para onde vou?

Poderemos responder que viemos dos nossos pais, e estamos nos dirigindo par o nada, para o cemitério, para o fim, ou para a morte. Porém, nós que acreditamos nos mistérios de Cristo e nas promessas do Pai através do seu plano de salvação da humanidade, sabemos que a vida não termina com a morte.

Sabemos que esta vida terrena é apenas uma pequena parcela da nossa vida, a qual continua depois da morte, e não estamos nos referindo a reencarnação.

Estamos falando da Vida Eterna anunciada por Jesus Cristo. Então, nós viemos do Pai e devemos voltar para o Pai. Sabemos que muitos não voltarão para o Pai, mas sim, irão para o inferno.  E quem disse isso foi o próprio Jesus.

Então temos na Quaresma, uma grande oportunidade de rever os nossos atos, de refletir sobre a nossa vida até aqui vivida, e com certeza chegaremos à conclusão de que está mais que na hora de mudar o rumo, de mudar de direção, de mudar para o lado da direita, que é a entrada para se atingir a estrada que nos leva para a Casa do Pai Eterno, e nos livrar do caminho da esquerda que leva ao inferno.

Se o Carnaval foi o tempo de pecar, de se afastar de Deus, a Quaresma  é o tempo do Filho Pródigo, o tempo de voltar-se para Deus, através da conversão. O ato de conversão decorre do compromisso assumido no batismo. O batismo de João e a pregação de Jesus se fundamentam nesta conversão: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova”.

A conversão a que somos chamados envolve mudanças de valores e práticas pessoais em interação com os relacionamentos comunitários e sociais. Cumpre rompermos com os valores impostos pela cultura consumista que atende aos interesses dos poderosos.

Somos atraídos, caindo na rede das TVs, dos shoppings e similares, cedendo às tentações que se apresentam agradáveis aos sentidos, ao conforto, à segurança, à vaidade, estimulando o sucesso pessoal no usufruto do poder, levando à indiferença para com os humildes, explorados, carentes e sofredores. Tudo isso é, sem dúvida, uma forma de doença.

É tempo de, libertando-nos, nos voltarmos amorosamente para o nosso próximo, particularmente aquele excluído e empobrecido, na prática da justiça, na partilha e na comunhão de vida.

NINGUÉM ESTÁ OLHANDO

O que você faz quando ninguém está olhando? Você trabalha tão intensamente quando ninguém o observa? Você é confiável e responsável, mesmo quando nenhum par de olhos está a observá-lo?
Uma vida bem-sucedida depende do que você faz quando tem absoluta certeza de que ninguém o está observando. Isso porque as coisas que você faz quando ninguém está olhando são impulsionadas por aquelas coisas que você espera de si mesmo. E tudo aquilo que você espera de você mesmo é exatamente aquilo em que você se torna.
As sementes de grandes e preciosas realizações são semeadas quando ninguém está olhando. O atleta olímpico que ganhou uma medalha de ouro, e que teve sua performance assistida por milhões de pessoas ao redor do mundo, é o mesmo que investiu em muitos anos de treinamento, quando ninguém o estava observando. O milionário, empreendedor bem-sucedido, investiu anos e anos de trabalho quando ninguém estava olhando. O que você está fazendo hoje – ou agora, neste momento -, quando ninguém o está observando?

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Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 17 de fevereiro sábado


17 – Aniversário da Sagração Episcopal de São José Marello (Roma, 1889).

17 fevereiro – Nenhum crédito deve ser concedido às riquezas, às proteções, à estima e aos incentivos do mundo. (L 76). São Jose marello

Lucas 5,27-32

Depois disso, Jesus saiu e viu um publicano, chamado Levi, sentado na coletoria de impostos. Disse-lhe: “Segue-me”. Deixando tudo, levantou-se e seguiu-o. Levi preparou-lhe um grande banquete na sua casa. Lá estava um grande número de publicanos e de outras pessoas, sentadas à mesa com eles. Os fariseus e os escribas dentre eles murmuravam, dizendo aos discípulos de Jesus: “Por que comeis e bebeis com os publicanos e com os pecadores?” Jesus respondeu: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. Não é a justos que vim chamar à conversão, mas a pecadores”.

Meditação:

Jesus convida um pecador a segui-lo e, além disso, entra em sua casa para fazer uma refeição com ele. O que é que ele ganha com isso, se sabe que a única coisa que está arranjando é juntar cada vez mais provas contra si, quando o acusarem formalmente em Jerusalém diante do poder romano? (Lc 23,5).

Aí está o segredo de seu modo de proceder: enquanto “perde pontos” com o judaísmo oficial, ganha na tarefa de instauração do reino de Deus; enquanto vai perdendo sua própria vida diante dos que lhe podem matar o corpo (Mt 10,28), vai ganhando vida cada vez que pessoas como estas que o acompanham à mesa se convertem e se abrem àquele acontecimento novo que era a presença do Noivo (vv. 34-35) e do reino, que subverte absolutamente toda a ordem estabelecida e mantida por um frio legalismo dos fariseus e doutores da lei.

Quantas vezes damos as costas aos “pecadores públicos”, deixando-nos levar por preconceitos ou pelo temor de sermos criticados! Jesus nos está demonstrando com fatos reais que eles são na realidade os que precisam dessa presença, desse acompanhamento que lhes fazemos.

Esta passagem descreve a refeição que reúne Jesus e seus discípulos com alguns pecadores, imediatamente depois do convite de Jesus a Mateus. Afirma-se que o próprio Mateus organiza o banquete, e Lucas acentua que o fez de maneira suntuosa.

Alguns fariseus se assombram diante dos discípulos de que seu Mestre coma com pecadores. Jesus declara então que veio para os doentes e os pecadores, e não para os sadios e justos.

Jesus pensa, sem dúvida, nesses “justos” que são incapazes de transcender a noção de justiça para chegar a reconhecer a misericórdia de Deus. Sua atitude lembra a dos operários da vinha que reclamaram do pagamento dos que tinham trabalhado menos, ou a do filho mais velho com ciúmes da bondade do pai para com o filho pródigo que mais precisava dela; ou a do fariseu que se vangloriava de pagar com justiça até o mais insignificante dízimo, mas desprezava o pedido de misericórdia do publicano.

Jesus opõe então, a uma atitude reduzida à mera justiça do homem, outra baseada na misericórdia. Lembra que os profetas já tinham rejeitado o valor dos ritos, declarando-os inclusive totalmente nulos em proveito de uma fé fundamentada no amor e na misericórdia.

A Palavra de Deus é um esteio para a nossa caminhada aqui na terra. Precisamos colocá-la na nossa vida e encarná-la a fim de que possamos produzir frutos bons que alimentem a quem está necessitando.

Assim como viu Levi, Jesus também nos vê, “sentados (as)” no nosso posto de trabalho, na nossa vidinha acomodada fazendo apenas o que nos interessa e quem sabe, somente murmurando e reclamando das coisas que não estão muito boas!

Jesus também nos chama para segui-Lo! Seguir a Jesus é assumir a vida e enfrentar os encargos do dia a dia com o compromisso de construir um mundo novo, não somente esperando que os outros façam mas participando das ações de justiça e fraternidade.

Os novos discípulos de Jesus devem anunciar o reino a partir do critério fundamental da inclusão, sobretudo para com aqueles que foram marginalizados pelos homens e pelas estruturas sociais, políticas e religiosas.

Ao optar por seguir Jesus, Levi não esqueceu os seus “amigos” do passado. Pelo contrário preparou um banquete para Jesus e convidou-os para que eles também, pudessem ter uma vida comprometida e renovada.

Assim também, nós precisamos fazer quando somos chamados para uma vida nova em Jesus Cristo. Mãos a obra, porque há muitos (as), pecadores (as), como nós, que precisam sentar-se à mesa com o Mestre e também participarem de uma vida nova.

Como Levi, sejamos obedientes ao Mestre que nos chama para a sua missão. Saiba que a obediência ao chamado de Jesus é o único caminho de que dispõe a pessoa humana – ser inteligente e livre – para se realizar plenamente. Quando diz “não” a Deus o ser humano compromete o projeto divino e se diminui a si mesma, destinando-se ao fracasso. Digamos sim ao projeto de Deus em nossas vidas e vivamos eternamente.

Reflexão Apostólica:

O evangelho deste sábado nos apresenta Jesus sentado à mesa com pecadores. Não importa as criticas de seus opositores, Ele não tem duvidas em se sentar e compartilhar à mesa. Afinal de contas ele veio chamar os pecadores e com eles se senta, sabe qual é sua missão, que para ele é clara e a realiza.

Podemos fazer uma leitura complementar com Isaias que, prevendo os tempos messiânicos, exige uma preparação para esse tempo de salvação: “Quando tirares de ti a opressão, o gesto ameaçador e a maledicência, quando compartilhar teu pão com o faminto e saciar o estômago do indigente, brilhará tua luz nas trevas, tua escuridão se tornará meio dia”.

Jesus nos acolhe no banquete do Reino, mas exige que tenhamos uma veste de libertação, pessoal e comunitária, gestos e fatos, pão partido, compartilhado e repartido com o faminto. É uma exigência, o tíquete de entrada do banquete e a possibilidade de ver brilhar a luz de Deus. A justiça e a bondade com os demais tornam possível essa luz.

Quaresma também é tempo propício de conversão e o evangelho de hoje nos dá um modelo de conversão. Sejamos como Mateus, publicano e pecador reconhecido e criticado por seu povo, mas atento e aberto à mudança. Façamos como ele, abramos a porta de nossa casa e a do coração.

A maior condição para que nós possamos usufruir da misericórdia de Deus é justamente a de nos sentirmos pecadores e necessitados de perdão. Jesus Cristo veio ao mundo para nos revelar o grande amor do Pai por cada um de nós e nos fazer participar do reino dos céus cuja porta é a Sua Misericórdia.

A cada um a quem Jesus diz, “segue-me” Ele dá oportunidade de conversão e de vida nova. Os fariseus, no entanto, não entendiam assim, pois queriam ser justos com suas próprias forças. O grande segredo de Levi (Mateus), cobrador de impostos, pecador público foi o de reconhecer a sua condição de miséria e mesmo sendo considerado “um caso sem jeito” acolheu o convite de Jesus e O seguiu.

Quando nós caminhamos aqui na terra seguindo as concepções do mundo, isto é, de como a maioria das pessoas pensa e age, a Palavra de Deus nos confunde porque fala justamente o avesso do que todos pregam. Ao contrário do que todos nós imaginamos, Jesus vem nos dizer que não veio chamar os justos, mas os pecadores e é a estes que Ele procura. Portanto, precisamos nos reconhecer a nossa condição de pecador para que Jesus também nos diga: “segue-me”

Assim, Ele nos dará oportunidade de conversão e de vida nova. Quanto mais doente estiver uma pessoa maior será a sua cura, por isso Jesus nos diz: “os que são sadios não precisam de médicos, mas sim os que estão doentes!”

A nossa necessidade de conversão é perene e nós nunca podemos nos contentar com o que já progredimos. A cada dia precisamos ouvir o chamado do Senhor, necessitamos recebê-Lo na nossa casa e sentar-nos na mesa com Ele. Quanto mais reconhecermos a nossa enfermidade mais nós teremos Jesus como médico da nossa alma e conseguiremos a cura do nosso coração.

Você também se considera doente e necessitado (a) de salvação e de cura? Você já experimentou levar Jesus para sua casa e apresentá-Lo à sua família e aos seus amigos? Os seus amigos são também doentes como você? Há alguém que você conheça que é considerado pelo mundo como um caso sem jeito? Convide-o para cear com Jesus na sua casa.

Propósito:

Pai, estou certo de que, mesmo sendo pecador, sou amado por ti, e posso contar com a tua solidariedade, que me descortina a misericórdia e a justiça como jeito novo de ser.

NINGUÉM ESTÁ OLHANDO

O que você faz quando ninguém está olhando? Você trabalha tão intensamente quando ninguém o observa? Você é confiável e responsável, mesmo quando nenhum par de olhos está a observá-lo?
Uma vida bem-sucedida depende do que você faz quando tem absoluta certeza de que ninguém o está observando. Isso porque as coisas que você faz quando ninguém está olhando são impulsionadas por aquelas coisas que você espera de si mesmo. E tudo aquilo que você espera de você mesmo é exatamente aquilo em que você se torna.
As sementes de grandes e preciosas realizações são semeadas quando ninguém está olhando. O atleta olímpico que ganhou uma medalha de ouro, e que teve sua performance assistida por milhões de pessoas ao redor do mundo, é o mesmo que investiu em muitos anos de treinamento, quando ninguém o estava observando. O milionário, empreendedor bem-sucedido, investiu anos e anos de trabalho quando ninguém estava olhando. O que você está fazendo hoje – ou agora, neste momento -, quando ninguém o está observando?

Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 16 de fevereiro sexta feira


16 fevereiro – Nas obras de Deus, qualquer conselho de prudência humana redundará mais em estorvo do que em ajuda. (L 76). SÃO JOSE MARELLO

 Após cinzas

Mateus 9,14-15

Aproximaram-se de Jesus os discípulos de João e perguntaram: “Por que jejuamos, nós e os fariseus, ao passo que os teus discípulos não jejuam?” Jesus lhes respondeu: “Acaso os convidados do casamento podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado. Então jejuarão. 

Meditação:

O evangelho de hoje nos fala da presença. A presença de Deus no Antigo Testamento quando Isaias nos assegura que somente temos que invocá-la para que se faça presente e a presença de Jesus na comunidade que deve suscitar a alegria. Quando essa presença faltar, teremos que assumir outra atitude, mas deixemos para quando esse momento chegar.

Os discípulos de João, atrelados aos dos fariseus, ficavam incomodados com o comportamento dos discípulos de Jesus no tocante à prática do jejum. Ao supervalorizar este ato de piedade, imaginavam estar dando mostras de santidade e de seriedade de vida. Não acontecendo o mesmo com o grupo de Jesus, concluíam faltar-lhes profundidade. Quiçá os considerassem levianos e desregrados.

Estas considerações não chegaram a influenciar a pedagogia de Jesus, no trato com os discípulos. Servindo-se da metáfora da festa de casamento, estabeleceu uma clara distinção entre o tempo de alegrar-se e o tempo de jejuar.

O primeiro corresponderia ao tempo de sua presença, qual um noivo, junto dos que escolhera para estar consigo. Seria o tempo de festejar, comemorar, desfrutar de uma presença tão querida.

O segundo diz respeito ao tempo de sua ausência, a ser consumada por meio da morte de cruz. Figurativamente, seria o tempo da ausência do noivo, no qual todos se preparam para sua chegada, e se privam de alimentos, em vista do banquete que será oferecido.

Portanto, os discípulos não jejuavam simplesmente pelo fato de terem ainda Jesus junto de si. O tempo em que o esposo lhes seria tirado estava se aproximando. Aí, sim, o jejum seria uma exigência, em vista de preparar-se para acolher a segunda vinda do
Senhor.

A passagem evangélica de hoje descreve o banquete que Mateus, o publicano, ofereceu a Jesus e a seus discípulos por causa do convite que o Mestre lhe tinha feito para segui-lo.

Os fariseus, nos versículos 11-13, criticam-no por sentar à mesa com pecadores; os vv. 14-15 tocam no tema do jejum. Entretanto, os interlocutores de Jesus já eram outros. Na passagem de hoje, são os “discípulos de João” que substituem os fariseus.

Estranham que Jesus e seus discípulos não jejuem como eles mesmos o fazem, de uma maneira rigorosa que supera amplamente as observâncias judaicas relativas aos jejuns.

A resposta de Jesus evidencia que os discípulos de João Batista não haviam descoberto ainda em Jesus o “noivo” messiânico. Porque, se tivessem levado isso em conta, teriam compreendido que de agora em diante o jejum não teria o mesmo significado.

Ele quis dizer aos discípulos de João Batista, e todos aqueles que ainda estavam presos ao passado que, jejum é feito em casos específicos, quando queremos servir melhor a Deus, quando estamos passando por tribulações, perseguições, doenças e calamidades, nos arrependimentos de pecados por nós e pelo povo, e conversões em massa.

Alías, Jejum, oração e boas obras são mencionados frequentemente por ambos judeus e cristãos. Oração não fica a frente do jejum, e boas obras, independente deles, mas como algo que os liga de dentro. O mais completo entendimento da oração é particularmente oferecido em conexão com o jejum.

Quando nós olhamos o que é dito sobre a oração, e como ela é definida, nós podemos ver que a ênfase é naturalmente mais no estado do coração e alma que no corpo, como possível expressão da oração em geral.

Segundo são João Damasceno: “Oração é a subida da mente e do coração de alguém a Deus ou o pedido das boas coisas de Deus”.

Primariamente, a conversa com Deus como atividade espiritual é enfatizada. Todavia, há também a prática e a experiência de que não apenas pensamentos, conversa e atos espirituais por si só estão inclusos na oração, mas também é o corpo.

A oração torna-se mais completa por meio do corpo e do movimento, que acompanha as palavras da oração. O corpo e seu movimento tornam a oração mais completa e expressiva para que ela possa mais facilmente envolver a pessoa inteira.

A unificação do corpo e da alma na oração é particularmente manifestada em jejuar e orar. O jejum físico torna a oração mais completa. Uma pessoa que jejua reza melhor e uma pessoa que reza, jejua mais facilmente. Desta forma, a oração não permanece somente uma expressão ou palavras, mas cobre o ser humano inteiro.

O jejum físico é uma admissão para Deus diante dos homens que alguém não pode fazer sozinho e necessita de ajuda. Uma pessoa experimenta sua impotência mais facilmente quando ela jejua, e por isso, por meio do jejum físico, a alma está mais aberta a Deus. Sem jejum, nossas palavras na oração permanecem sem uma fundação verdadeira.

No Antigo Testamento, os crentes jejuavam e rezavam individualmente, em grupos e em várias situações da vida. Por causa disso, eles sempre experimentavam a ajuda de Deus. Jesus confere uma força especial ao jejum e a oração, especialmente na batalha contra os espíritos do mal.

O jejum é um tipo de penitência no qual abrimos mão de algo que nos agrada, e oferecemos esse “sacrifício” por alguma boa intenção. E aqui entra um detalhe: só Deus precisa saber desse jejum! Não precisa sair por aí se gabando de jejuar, ou se mostrando abatido por causa do jejum! Pelo contrário, o verdadeiro jejum é feito escondido, para que somente o nosso Deus, que vê o que está escondido, tome conhecimento.

No evangelho de hoje, Jesus justificou que os seus discípulos não estavam em jejum porque Ele próprio estava presente, e isso era motivo de festa! E festa não combina com jejum! Chegaria o dia em que Jesus não estaria mais com eles. E aí sim, eles jejuariam. Querendo, pois fazer uma caminhada de penitência, sigamos.

Reflexão Apostólica:

Deus conhece o nosso coração e sabe das nossas motivações, portanto quando jejuamos devemos fazê-lo com muita disposição e por amor, sem lamentos nem justificativas.

Jesus Cristo veio dar sentido a todas as nossas ações, assim, Ele nos ensina a praticar os atos religiosos de coração, e não por obrigação. Há momentos na nossa vida que não nos cabe jejuar nem fazer sacrifícios, mas sim aproveitar a ocasião que nos é oferecida.

De que adianta para nós o jejum se o nosso coração não está contrito no sacrifício? Um coração ressentido, vingativo, revoltado não consegue amar nem fazer nada por amor. Para os cristãos o jejum deve ter um significado de vida e de alegria.

Deve haver uma razão de ser para o jejum. Não nos basta jejuar somente por jejuar, sem um motivo que toque o nosso coração. Os discípulos de Jesus partilhavam com Ele de todos os eventos com alegria e submissão à Sua vontade e aos Seus ensinamentos. Eles estavam perto de Jesus e usufruíam da Sua presença e da Sua companhia, portanto, não tinham clima para jejuar, nem precisavam disso.

Há que se ter uma causa nobre e sincera para que nós pratiquemos o jejum e o sacrifício.

Quando você jejua você se sente em paz? Você gosta de mostrar aos outros que está jejuando? O que Jesus acha do seu jejum? Você é uma pessoa que sabe curtir o momento presente como um presente de Deus?

Hoje somos convidados à alegria; é assim que devemos estar na Quaresma, tempo que tradicionalmente adornamos a espiritualidade com penitências e jejuns. Na primeira sexta da Quaresma, dia penitencial, a liturgia nos apresenta Jesus defendendo seus discípulos que não jejuam; é um convite a buscar o sentido mais profundo de nossos “jejuns e abstinências”.

Por um lado poderemos permanecer nos sinais externos e seguir com nossos ritos, sem refletir muito, o que é mais seguro, é mais fácil; ou procuramos nos tornar mais conseqüentes e buscar no amor e na justiça a vontade de Deus: abrir prisões injustas, libertar oprimidos, romper barreiras, partilhar o pão com quem tem fome, hospedar os sem teto, vestir o desnudo, não nos fechar e procurar que chegue a luz e a glória de Deus ao mundo. Deixemos de lado nossa vaidade para que este jejum nos leve a sermos realmente autênticos e verdadeiros cristãos.

Hoje é o dia esta é a hora da prática do jejum. Abrindo mão de certos prazeres, ou até oferecendo as nossas dores e sofrimentos a Deus, a fim de que Ele amenize o sofrimento nosso ou de outras pessoas.

Propósito:

Pai, desejo preparar-me bem para celebrar a Páscoa, tempo de reencontro com o Ressuscitado. Que o jejum me predisponha, do melhor modo possível, para este momento.

PERSISTENTE CONFIANÇA

Resolvi que farei tudo aquilo que seja para a maior glória de Deus e para o meu próprio bem, proveito e agrado, durante todo tempo de minha peregrinação, sem nunca levar em consideração o tempo que isso exigirá de mim, seja agora ou pela eternidade fora. Resolvi que farei tudo o que sentir ser o meu dever e que traga benefícios para a humanidade em geral, não importando quantas ou quão grandes sejam as dificuldades que venha a enfrentar.

Quanto mais você tenta agradar todo mundo, muito menos você se torna capaz de beneficiar qualquer pessoa. Se você se preocupa constantemente com aquilo que os outros pensam, você estará sabotando as suas melhores realizações mesmo antes delas sequer iniciarem. Seja gentil, expresse compaixão, porém, jamais seja escravo da opinião de ninguém.

Faça o possível para sempre manter alto o seu padrão de conduta. Apenas tenha em mente que eles venham ser seus padrões, ou, – melhor ainda – padrões de Deus; e não meramente reflexos de temores sobre o que as outras pessoas possam estar pensando a seu respeito.

Ouça os críticos e aprenda com eles. Mas não permita que eles venham lhe interromper ou retardar aquilo que você está fazendo e que – decididamente – deve ser feito. Você pode realizar muito, mas muito mais do que você imagina se apenas você for confiante e persistente para seguir em frente a despeito dos obstáculos. A despeito do que outros possam pensar ou dizer, crie valores que estão a sua disposição para serem criados. No final, apenas isso que realmente importa.

Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 15 de fevereiro quinta feira


15 fevereiro – Realizando as obras de Deus em silêncio, sem confiar nos homens e nem em nós mesmos, mas cheios de esperança nos auxílios sobrenaturais, tudo se encaminhará para o bem. (L 95). SÃO JOSÉ MARELLO

 APÓS AS CINZAS

Lucas 9,22-25

E Jesus explicou: “É necessário o Filho do Homem sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, sumos sacerdotes e escribas, ser morto e, no terceiro dia, ressuscitar”. Depois, Jesus começou a dizer a todos: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz, cada dia, e siga-me. Pois quem quiser salvar sua vida a perderá, e quem perder sua vida por causa de mim a salvará. Com efeito, de que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se e a arruinar a si mesmo? 
Meditação:

Os evangelistas, cada um a sua maneira, se referem à questão da identidade de Jesus. A interpretação dominante, entre os discípulos vindos do judaísmo, era que Jesus seria o messias davídico esperado conforme a tradição antiga do Primeiro Testamento.

Jesus rejeita ser identificado com este messias (”cristo”) restaurador do reinado de Davi. É o momento de deixar isto claro. A partir da interrogação sobre quem Ele é, Jesus identifica-se como o “Filho do Homem”. Esta expressão, muito freqüente no livro de Ezequiel, refere-se a comum condição humana, humilde e frágil.

Enquanto “humano” Jesus é vulnerável ao sofrimento e à morte. A “necessidade” deste sofrimento não significa um determinismo, mas as implicações inevitáveis decorrentes do compromisso libertador assumido por Jesus.

 

Os poderes constituídos necessariamente vão reagir contra a prática libertadora de Jesus e de seus discípulos, e procurarão destruí-los. Porém, Jesus revela que ao “humano” foi dada, por Deus, a vida eterna. Perder a vida de sucesso oferecida por este mundo e consagrar-se ao seguimento de Jesus significa a comunhão com o Pai em sua vida divina e eterna.

Para Lucas, o que conta é a ressurreição, não a morte. Mesmo ao descrever a morte com traços vivos, destacando a inocência de Jesus, seu caráter de mártir, Lucas não lhe dá o sentido salvífico.

Se, de fato, Lucas é um grego, então se pode ver nisto um motivo para não apelar para a morte expiatória e vicária, pois esta era teologia judaica. No contexto grego de Lucas é muito mais importante ressaltar a ressurreição, pois a morte para os gregos é loucura (1Cor 1,23).

– O Filho do Homem terá de sofrer muito. Ele será rejeitado pelos líderes judeus, pelos chefes dos sacerdotes e pelos mestres da Lei. Será morto e, no terceiro dia, será ressuscitado.

A morte de Jesus como vitória sobre o sofrimento e, sobretudo sobre os poderes da morte ,e a de descer aos infernos e lutar com a morte, era uma idéia bem conhecida no oriente e no ocidente. Faz parte da mitologia de muitos povos que a aplicavam aos seus heróis.

Esta idéia penetrou no judaísmo tardio e dali passou para o Novo Testamento. Nesta mesma perspectiva, também Cristo tem vencido os poderes da perdição. Ele conquistou a salvação descendo ao reino dos mortos, libertando os que aí estavam presos , desde Adão até o último homem.

“A concepção é de que Cristo, na hora de sua morte, desce até ali e derrota – numa luta – o príncipe dos demônios. No Novo Testamento encontram-se vestígios desta visão mítica.

Em Mt 27,51-53 se narra que no momento da morte de Jesus a terra tremeu e se abriu, muitos mortos saíram de suas sepulturas e entraram na cidade.

Assim Jesus, pela sua morte liberta os mortos que lá estavam presos. Com esta visão mítica, personifica-se o poder que age sobre a morte. O diabo, a morte e as forças do mal se confundem.

A morte de Jesus assim é vista como resgate e a destruição deste poder. Pela sua morte Jesus destruiu a morte (1Cor 15,24.26; 2Ts 2,8; 2Tm 1,10; Hb 2,14). “Assim, pois, já que os filhos têm em comum o sangue e a carne, também Ele participou igualmente da mesma condição, a fim de, por sua morte, reduzir à impotência daquele que detinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,14).

Através de sua morte, Jesus destruiu o poder da morte, deixando o ser humano livre. Mas, antes da Ressurreição existe a cruz. E Ele quer advertir os seus para que fiquem preparados para ela.

Como aos apóstolos, também, cada um de nós está sendo convidado a segui-lo, passando por tudo o que Ele passou, a fim de que no final possamos ressuscitar com Ele para a eternidade.

Reflexão Apostólica:

Esta passagem, intimamente ligada ao anúncio da Paixão, contém o enunciado das condições para seguir a Jesus pelo novo caminho que ele se propõe percorrer.

O Mestre não se limitou a mostrar a necessidade salvadora de seus próprios sofrimentos; preparou também os discípulos para aceitar da mesma forma uma vida de provas. Para ilustrar este ensinamento, Lucas compôs em volta deste tema uma espécie de antologia, um tanto artificial, de sentenças de Jesus.

Os verbos: renunciar, carregar a cruz, seguir a Jesus são sinônimos. Designam cada um, à sua maneira, em que consiste o essencial da vida cristã. Jesus é destinado ao escárnio da cruz, e adverte aos seus que não poderão subtrair-se a essa mesma sorte se continuarem sendo fiéis a seu ensinamento. Por conseguinte, é preciso renunciar a toda a segurança pessoal e aceitar os conselhos do Mestre.

Neste sentido, salvar sua vida equivale a abandonar o grupo de Jesus, considerado demasiado perigoso para se ficar seguro; perder sua vida é arriscá-la, conservando-se pertencente ao grupo dos discípulos. Mas esse risco não pode ser enfrentado a não ser em completa solidariedade com a pessoa de Jesus: “por causa de mim”.

Assim termina para todo discípulo o mistério pascal: o que Jesus vivencia, morrendo e ressuscitando, torna-se condição de todos os seus discípulos. Temos de carregar nossa cruz para morrer e viver com ele.

Nos evangelhos de Marcos e Mateus, após esta fala de Jesus sobre o sofrimento que o espera em Jerusalém, da parte dos chefes do judaísmo, Pedro, sob a ideologia do messias poderoso, censura Jesus por se dispor a tal. Jesus retribui a censura de Pedro com outra mais contundente: a proposta messiânica que domina Pedro é de satanás, é uma pedra de tropeço, e é fruto de puros interesses humanos.

Lucas, em seu evangelho, omite este conflito entre Pedro e Jesus. Jesus insiste em fazer seus discípulos compreenderem que sua missão é libertar os cativos e restaurar a vida dos excluídos, sem restrições de caráter religioso ou racial.

Jesus adverte os discípulos de que, em Jerusalém, sofrerá a repressão dos representantes do poder religioso da Judéia, os anciãos, sumo-sacerdotes e escribas. O poder, quando se sente ameaçado, reage perseguindo e matando aqueles que promovem a libertação dos oprimidos.

Pelo evangelho de hoje, nota-se que começamos a Quaresma, porque desde já nos convida a carregar a cruz e seguir Jesus. O convite é que olhemos seriamente as implicações que essa cruz tem em nossas vidas; que não a vejamos como um sinal, algo que tenhamos que padecer como condição sine qua non, mas tenhamos na cruz um elemento que nos enaltece e faz crescer, que nos configura com Cristo.

Jesus, com sua lógica do Reino, nos mostra como perder a vida para ganhá-la. Isto acontece quando não há resistencia ao projeto de Deus, quando há mudanças, quando se coloca a confiança no Senhor, quando se caminha com esperança.

Bem disse o livro do Deuteronômio: temos hoje diante de nós a vida e o bem, ou a morte e o mal. Cabe a nós decidir: viver mediocremente ou viver a plenitude, viver a sós e isolados ou viver com Deus e com irmãos, viver esta Quaresma amarrados, tristes e solitários ou vivê-la livres, alegres e solidários.

Neste tempo de Quaresma o evangelho nos lembra que seguir Jesus é renunciar aos projetos de sucesso econômico oferecido aos incluídos no sistema neo-liberal e colocar sua vida a serviço dos excluídos, na construção de um mundo novo, fraterno e partilhado.

Cabe  a cada um de nós decidir! Temos ainda toda a Quaresma pela frente para nos preparar para a Páscoa, centro da liturgia. Nestes quarenta dias podemos alcançar a “estatura de Deus”. É questão de escolha. Não percamos oportunidade. O evangelho é um programa magnífico para nossa vida cristã: negar a nós mesmos e ganhar a vida, tomar a cruz e seguir Jesus.

Propósito:

Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos

FAZENDO DIFERENÇA

Eu descobri um paradoxo: se eu amar até doer, então não haverá dor, mas apenas mais amor.  Teresa de Calcutá

Quando as coisas saem erradas, não se desespere. Você pode fazer uma diferença; apenas movimente-se e faça o que você tem que fazer. Não tenha medo de reconhecer e aceitar o que já aconteceu. Ao fazer isso, você estará aceitando as coisas como elas são, poderá fazer uma positiva diferença e impactar o mundo ao seu redor.

Não há necessidade de se preocupar e gastar a sua energia mental para entender se você está no lugar certo ou na hora certa. Sempre é a hora certa de estar no lugar certo e na hora certa para fazer uma diferença. Tudo que lhe acontece é uma oportunidade para fazer uma diferença. Em vez de gastar sua preciosa energia em remorsos e pesares, coloque essa energia no propósito de fazer uma diferença.

Cada uma das suas habilidades – que Deus graciosamente lhe concedeu – lhe dá a hhabilidade de fazer uma diferença. Firme-se na visão do melhor que a vida pode ser e faça uma diferença onde você estiver.

Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 14 de fevereiro quarta feira – cinzas


14 fevereiro – Ainda que o corpo seja perseguido por mil perturbações, a alma deve estar sempre na presença de Deus, a quem devemos recorrer a cada momento para renovar as forças. (L 23). São Jose Marello

Mateus 6,1-6,16-18

“- Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros. Se vocês agirem assim, não receberão nenhuma recompensa do Pai de vocês, que está no céu.
– Quando você der alguma coisa a uma pessoa necessitada, não fique contando o que fez, como os hipócritas fazem nas sinagogas e nas ruas. Eles fazem isso para serem elogiados pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez. Isso deve ficar em segredo; e o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
– Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas para serem vistos pelos outros. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai, que não pode ser visto. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.
– Quando vocês jejuarem, não façam uma cara triste como fazem os hipócritas, pois eles fazem isso para todos saberem que eles estão jejuando. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eles já receberam a sua recompensa. Mas você, quando jejuar, lave o rosto e penteie o cabelo para os outros não saberem que você está jejuando. E somente o seu Pai, que não pode ser visto, saberá que você está jejuando. E o seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa.

 Meditação:

Começamos o tempo da Quaresma. Tempo da Quaresma é tempo de conversão. Esta conversão se dá por uma mudança profunda nos nossos valores, assumidos na sociedade discriminatória em que vivemos, com sua compreensão do mundo. Supõe novos valores e uma nova prática em vista de promover a vida plena para todos.

Em alguns templos católicos talvez se faça longas filas para a imposição da cinza. Talvez para muitas pessoas seja a única ocasião de participar de uma cerimônia ou de um ato religioso, que pode durar pouco tempo e não passar de um gesto.

Para outros pode ser um motivo de superstição ou de costume tradicional de família ou de ambiente social. E para você, o que significa esse gesto das cinzas?

Vejamos o que diz a Palavra de Deus: Parece que para Jesus, segundo o evangelho de Mateus, os sinais externos não tem nenhum sentido se não nascem do coração, de uma “reta intenção”, de uma autêntica atitude de conversão, de um compromisso real com o Reino de Deus.

A esmola, a oração e o jejum devem estar intimamente conectados com um compromisso de vida que contribua para transformar o ambiente em que vivemos.

A solidariedade, a justiça, a honradez e o trabalho em favor da paz são expressão de uma autêntica conversão que nasce do profundo do ser humano.

Em todo caso, tradicionalmente foi considerado, dentro do ano litúrgico, um “tempo forte”, junto com o Advento e o tempo pascal. Um tempo com sua peculiaridade própria, seu sentido de preparação da Páscoa, centro do ano litúrgico.

O que há de diferente na Quaresma? O que deve representar em nós esse tempo tão propício de reflexão e conversão? Que sentido devo adotar em minha conduta nesses próximos quarenta dias? “Rasgar o coração e não as vestes”!

Os Judeus, no tempo de Cristo, possuíam diversos métodos de purificação da alma e da expiação dos pecados que ao longo do tempo foram se modificando.

No entanto muitos chefes da lei tornavam esse momento de purificação um “show a parte”, ou seja, uma vitrine de si mesmo. “(…) Tenham o cuidado de não praticarem os seus deveres religiosos em público a fim de serem vistos pelos outros”.

Jesus chamava a atenção para que esse tempo, costume e momento não se desvirtuassem e que o verdadeiro motivo fosse preservado. O que fazemos da quaresma hoje? Como a tratamos? O sentido dela ainda vive em nossa casa?

É importante frisar que viver a quaresma é também sentir na pele o quanto Ele nos faz bem e não somente a resumindo em suprimir algum tipo de alimento ou gosto. A quaresma só terá valor se ao final acontecer uma tomada de atitude interior. Repare a Campanha da Fraternidade: que adianta tantas reflexões se ao fim não haver uma mudança de pensamento?

E as cinzas? Como nossa liturgia é repleta de símbolos! Elas também têm um significado.

Ao recebermos esse sinal em nossas testas, a igreja nos lembra que tudo isso que vivemos passará, e um dia voltaremos a ser pó. Que nossas vidas poderiam ser melhor aproveitadas em relação as pessoas e com nós mesmos. Que o tempo e a juventude, hoje desprezados com coisas que pouco ou nada edificam, poderá nos fazer falta um dia.

Andamos muito depressa para agora se preocupar com isso. Nem nosso corpo consegue acompanhar nossos pensamentos. Estou aqui, mas minha cabeça já esta em outro lugar; acordo, tomo banho e minha cabeça já esta no serviço; no trabalho, já estou pensando na hora de buscar os filhos na saída da escola; lendo isso, já estou imaginando o que farei em seguida (…).

Na Quaresma somos convidados a diminuir o ritmo para que corpo e mente se encontrem. Entender que em paralelo a isso, caminha o reino de Deus e a renovação da esperança, que esperam por aqueles que, na velocidade certa, consigam vê-lo e apreciá-lo.

Convertei-vos e crede no evangelho”! Esse é um tempo favorável!

Reflexão Apostólica: 

Lembram-se desse ditado: “Por fora bela viola, por dentro pão bolorento… “? Ele se refere a pessoas que são supérfluas, que não são sinceras, que aparentam ser uma coisa mas são outra na realidade.

Ninguém gosta de pessoas que têm essa conduta, nem Jesus, por isso ele exorta seus discípulos a não se deixarem levar pelo Velho Farisaísmo que se preocupa muito com aquilo que as pessoas vão pensar a meu respeito, e que por isso, sempre querem posar de “bonzinhos”, cristãos exemplares, só que aqui há um problema muito sério. As pessoas só nos vêm por fora mas Deus nos vê por dentro. Vende-se uma imagem falsa, daquilo que não se é,

Isso chama-se propaganda enganosa, e na relação com as pessoas até que a gente consegue, mas com Deus não tem jeito, somos o que somos….

Qualquer prática religiosa deve exteriorizar algo que está no mais íntimo de nós, lá em nosso coração, aliás, isso é o mais importante, diz esse evangelho, pois um salmo muito bonito diz que Deus nos conhece quando estamos sentados ou em pé, de frente e por trás, no alto da montanha ou no fundo do abismo, estamos sempre diante dele.

Deus nos pede sinceridade e coerência naquilo que fazemos, principalmente em nossas práticas religiosas, tudo tem que sair do coração, a oração, o jejum e a esmola, feitos para Deus e não para os homens.

Claro que hoje em dia os cristãos não ficam nas praças públicas rezando em alta voz para que todos o vejam, mas há certas orações bem arrogantes, aquelas nas quais determinamos a Deus o que e como queremos.

Quanto a esmola, o problema é o modo como a damos, se não sabemos o nome da última pessoa que ajudamos, nem quem é ela, nem como chegou aquela situação, pode ter certeza de que Deus nem tomou conhecimento dessa esmola, “Eu estava no pobre e você não me reconheceu”, há certas esmolas que damos apenas para nos vermos livres de quem pede.

E o Jejum, há algo que possamos hoje em dia dizer sobre ele? Sim, o jejum que agrada a Deus é aquele em que, afirmamos com a nossa atitude, que nossa maior necessidade é TER DEUS em nossa vida, o resto a gente pode se virar… e um segundo ponto, quando o nosso jejum é solidário com quem nada tem, sendo precedido de uma obra de caridade na promoção humana, aliás, se o Jejum não estiver ligado á oração e a esmola, de nada valerá….sendo um puro Farisaísmo…

Em todas as circunstâncias façamos então a opção singela pelo silêncio. Seria essa a síntese do evangelho do dia de hoje?

Ao rezar, que nossa oração chegue ao céu como a fumaça do incenso que sobe; ao construir um prédio, não esperemos ganhar um apartamento para lá morar. Ao dar, não esperar pelo “obrigado”. No sofrimento, buscar um aprendizado…

Jesus, mais uma vez, demonstra ter razão ao afirmar, em outro momento, que não estamos ainda preparados para conhecer a verdade sobre a vida.

Sim, AINDA não suportaríamos hoje viver assim. Somos seres sociais, adoramos contar o que acontece conosco e por vezes abusamos e nos vangloriamos; gostamos de chamar atenção para nós; precisamos que o mundo e as decisões tomadas gravitem ao redor dos nossos quereres e vontades…

Somos seres sociais e não gostamos de ficar sozinhos, detestamos o isolamento. Alguns chamam de auto-afirmação a necessidade que temos de sermos vistos; amamos “tapinhas nas costas”. Precisamos ser lembrados até compramos presentes pra nós mesmos por medo que ninguém se lembre do nosso aniversário.

Se nós, normais, sociais e sem medos, vivemos assim e ainda precisamos aprender a fazer as coisas em silêncio, como será que é viver tendo medo do silêncio?

Uma criança que teme o escuro dorme com um abajur ou a TV ligado; um jovem sozinho a noite em casa deixa o máximo de luzes acesas tentando não deixar espaços escuros onde possam habitar fantasmas de sua própria imaginação.

 

Pessoas que temem o silêncio não conseguem se afastar após longos anos liderando; não conseguem ver o correto, para sempre ser necessária a sua opinião; quando adoecem “publicam” o tamanho SUPER do que ela tinha; em suas orações aumentam palavras e não dizem nada.

Temerosos do silêncio! Louvem sempre a Deus no tom que quiser e que sua intimidade permitir, mas saiba que Ele não é surdo! NOSSA dor TALVEZ não seja a metade da do vizinho; NOSSA fé TALVEZ seja a décima parte daquele que em silêncio roga. NOSSA angústia DE REPENTE não é NADA perto daquele que realmente tem um problema.

Se temos a Deus por que nos apegamos a recompensa? Por que ainda somos tão imaturos na fé? Pagamos por um milheiro de uma graça alcançada, mas colaboro concretamente com uma só palavra para que um irmão se salve. Se vendessem velas de cem dias tenho certeza que seria um tremendo sucesso, mas como não se indignar com quem toparia com isso, mas não consegue passar (em silêncio) uma hora escutando a palavra numa missa dominical?

Ai do padre que não ler a intenção de dez anos e cinco dias pelo falecimento do fulano de tal! Como diz um padre amigo: “Oh povo de chagas abertas!

Deixemos no silêncio, que insistimos em NÃO fazer, Deus agir. “(…) Dizia também: O REINO DE DEUS é como um homem que lança a semente à terra. Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota E CRESCE, SEM ELE O PERCEBER. Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga. Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita”. (Mrc 4, 26-29)

Oração: Pai, só te agradam as ações feitas na simplicidade e no escondimento. Que eu procure sempre agradar-te, enveredando por este caminho.

QUAL É O SEU SONHO?

Não é aquilo que você irá fazer, mas sim aquilo que você está fazendo que realmente poderá fazer uma enorme diferença.

Nunca houve uma época mais propícia para correr em busca dos seus sonhos do que a época atual. São incríveis as ferramentas que estão à sua disposição com o objetivo de ajudá-lo a concretizar os seus sonhos e, desta forma, conectá-lo com outras pessoas que compartilham e apreciam aquilo que você está fazendo.
O mundo está sedento e à procura de visão e direção. A hora é propícia para sonhadores que sonham grandes sonhos; sonhos cativantes, sonhos atraentes, sonhos desafiadores. Todos nós temos um sonho. O problema é que, freqüentemente, nós os sepultamos. Nós nos tornamos incrédulos e os nossos sonhos perdem o seu fascínio e encanto porque eles não se concretizam com um toque de mágica.
Compreenda que apenas ter um sonho não é o suficiente. Disciplina e compromisso são elementos absolutamente indispensáveis e insubstituíveis para a concretização de um sonho. É imperativo também se lembrar de que, se você não buscar o seu próprio sonho, você fatalmente estará investindo a sua energia, tempo e o melhor dos seus anos nos sonhos de uma outra pessoa.

Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 13 de fevereiro terça feira


13 fevereiro – Renovemos o espírito a cada instante e repousemos na misericórdia de Deus, que absorve todas as fraquezas da nossa natureza doentia. (L 19). São Jose Marello

 Marcos 8,14-21

Os discípulos haviam esquecido de levar pão e só tinham um pão no barco. Jesus chamou a atenção deles, dizendo:
– Fiquem alertas e tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes!
Aí os discípulos começaram a dizer uns aos outros:
– Ele está dizendo isso porque não temos pão.
Jesus ouviu o que eles estavam dizendo e perguntou:
– Por que vocês estão discutindo por não terem pão? Vocês não sabem e não entendem o que eu disse? Por que são tão duros para entender as coisas? Vocês têm olhos e não enxergam? Têm ouvidos e não escutam? Não lembram dos cinco pães que eu parti para cinco mil pessoas? Quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?
Eles responderam:
– Doze.
Jesus perguntou outra vez:
– E, quando eu parti os sete pães para quatro mil pessoas, quantos cestos cheios de pedaços vocês recolheram?
Eles responderam:
– Sete.
Então Jesus perguntou:
– Será que vocês ainda não entendem?

Meditação:

O evangelho de ontem falava do desentendimento entre Jesus e os fariseus. O evangelho de hoje fala do desentendimento entre Jesus e os discípulos e deixa ver claramente que o “fermento dos fariseus e de Herodes” (religião e governo), tinha penetrado tão profundamente no pensamento dos discípulos que lhes impedia de ouvir a Boa Nova.

Hoje, Jesus alerta os discípulos: “Fiquem alertas e tomem cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes!”. Eles não entenderam as palavras de Jesus. Pensavam que lhes falava assim porque tinham esquecido de comprar o pão. Jesus fala uma coisa e eles entendem outra. Este ‘conflito’ era o resultado da insidiosa influência do “fermento dos fariseus” na cabeça e na vida dos discípulos.

Diante desta quase total falta de percepção nos discípulos, Jesus faz uma série de perguntas rápidas, sem esperar uma resposta.

Perguntas fortes que apontam muitas coisas sérias e revelam uma total incompreensão por parte dos discípulos. Também se parece incrível, os discípulos chegaram ao ponto que não havia diferença entre eles e os inimigos de Jesus.

Antes Jesus tinha ficado triste vendo a “dureza do coração” dos fariseus e dos herodianos (Mc 3,5). Agora, os próprios discípulos têm o “coração endurecido” (Mc 8, 17).

Antes, “os de fora” (Mc 4, 11) não entendiam as parábolas, porque “tendo olhos não vejam, e tendo ouvidos não entendam” (Mc 4,12). Agora, os próprios discípulos não entendem mais nada, porque “têm olhos, mas vêem, têm ouvidos, mas não entendem” (Mc 8,18).

A imagem do “coração endurecido” lembra a dureza do coração do povo do AT que se afastava sempre do caminho traçado por Deus. Lembra, também, o coração endurecido do faraó que oprimia e perseguia o povo (Ex 4,21; 7,13; 8,11.15.28; 9,7…).

A expressão “têm olhos e não vêem, ouvem, mas não entendem” lembra não só as pessoas sem fé, criticada por Isaías (Is 6,9-10), mas também os adoradores dos falsos deuses, dos quais o salmo diz: “têm olhos e não vêem, ouvidos e não ouvem” Sl 115, 5-6).

As duas perguntas finais de referem à multiplicação dos pães: Quanto cestos recolheram na primeira vez? Doze! E a segunda? Sete! Como os fariseus, também os discípulos, apesar de terem colaborado ativamente na multiplicação dos pães, não chegam a entender o significado. Jesus acaba dizendo: “E vós ainda não entendeis!”

O jeito com que Jesus faz estas perguntas, uma após a outra, quase sem esperar a resposta, parece um corte. Revela um choque muito grande. Qual é a causa deste choque? A causa do choque entre Jesus e os discípulos não era por maldade deles.

Os discípulos não eram como os fariseus. Estes últimos não entendiam, porque neles havia maldade. Serviam-se da religião para criticar e condenar Jesus (Mc 2,7.16.18.24; 3,5.22-30).

Os discípulos eram gente boa. Não tinham maldade. Porque, apesar de serem vítimas do “fermento dos fariseus e dos herodianos”, não lhes interessava defender o sistema dos fariseus e dos herodianos contra Jesus. Então, qual era a causa? A causa do confronto entre Jesus e os discípulos tinha a ver com a esperança messiânica.

Entre os judeus havia uma enorme variedade de esperanças messiânicas. De acordo com as diferentes interpretações das profecias, havia pessoas que esperavam um Messias Rei (Mc 15,9.32).

Outros, um Messias Santo ou Sacerdote (Mc 1,24). Outros, um Messias Guerreiro subversivo (Lc 23,5; Mc 15,6; 13,6-8). Outros um Messias Doutor da Lei (Jo 4,25; Mc 1,22.27). Outros, um Messias Juiz (Lc 3,5-9; Mc 1,8). Outros, um Messias Profeta (6,4; 14,65).

Parece que ninguém esperasse um Messias Servidor, anunciado pelo profeta Isaías (Is 42,1; 49,3; 52,13). Eles não imaginavam de considerar a esperança messiânica como serviço do povo de Deus à humanidade. Cada um, de acordo com os próprios interesses e segundo a própria classe social, esperava o Messias, querendo reduzi-lo à própria esperança.

Por isso, o título Messias, de acordo com a pessoa ou a posição social, podia significar coisas bem diferentes. Havia uma grande confusão de idéias! E exatamente nesta postura de Servidor está a chave que acede uma luz na escuridão dos discípulos e os ajuda a se converter. Só aceitando o Messias como Servo Sofredor de Isaias, eles serão capazes de abrir os olhos e de entender o Mistério de Deus em Jesus.

O fermento de Herodes e dos fariseus impede aos discípulos de entender a Boa Nova. Hoje, a propaganda da tevê nos impede de entender a Boa Nova de Jesus?

Reflexão Apostólica

Costumo dizer que das vezes que fiquei decepcionado a ponto de “chutar o balde”, 80% das vezes foram com pessoas que eu definitivamente não esperava. Em uma grande parcela desses momentos, eram amigos muito próximos, maduros e sem motivo algum aparente.

Surge então a pergunta: quem nunca se decepcionou com alguém de sua comunidade (padres, coordenadores, parceiros), do trabalho, da faculdade ou da sua família?

Muitas vezes em nossas comunidades destinamos tempo, forças e até recursos econômicos em situações que não respondem às exigências do Evangelho; é importante estar atentos aos sinais do Reino.

Jesus deixa transparecer esse novo suspiro, dessa vez pelos que o acompanham. Cronologicamente não conseguimos precisar quanto tempo Jesus convivia com eles quando houve esse diálogo. Um ano, dois, três anos.. Não sabemos, mas depois de tantas experiências e profundos ensinamentos partilhados, como ainda podiam se comportar como se estivessem no inicio do convívio de um relacionamento.

A amizade entre pessoas cresce à medida que existe cumplicidade mútua. Jesus trazia a tona que havia “cumplicidade” por sua parte desde o começo. Demonstrava claramente a vontade de vê-los crescer, mudar, amadurecê-los e prepará-los para a eminência da sua ausência. Talvez justificasse assim a tristeza nas palavras que se seguiram durante o diálogo.

Se assim podemos dizer, e talvez isso nos afague, só nos decepcionam de verdade aqueles de quem muito esperamos!

(…) Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer. Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós. O irmão entregará seu irmão à morte. O pai, seu filho. Os filhos levantar-se-ão contra seus pais e os matarão”. (Mt 10, 19-21)

Engraçado é que, por vezes, dizemos que esquecemos o que nos aconteceu, mas realmente esquecemos? Como lidamos com as limitações dos outros? Qual é o nível de comprometimento que uma discussão ou desentendimento pode levar? Quantas brigas surgiram da vontade de AMBOS em ir à MESMA DIREÇÃO, no entanto cada um DO SEU JEITO?

Qual é hoje para nós o fermento dos fariseus e de Herodes? O que significa hoje para mim ter um “coração endurecido”?

Um ditado índio americano diz que dentro de cada um existem dois lobos, um bom e um ruim; que diariamente se digladiam para ver quem sairá vencedor. A sabedoria revela que logrará êxito aquele que for alimentado diariamente. O lobo “bom” é alimentado de fé, esperança, paz, perdão, objetividade, coerência, discernimento, amor, (…); Deus nos nutre de maravilhas incomensuráveis, mas deixa facultativo alimentar ou não, aceitar ou não.

Apesar de próximos a Jesus, os apóstolos, talvez pelo medo, receio, incompreensão, angústia (alimento do outro lobo) não aceitavam por completo essa CUMPLICIDADE com que viam, conviviam e ouviam. Andavam com Ele, mas ainda tinham seus próprios passos, suas próprias decisões.

Mesmo caminhando a procura de Deus, devemos nos nutrir diariamente do que é bom. Nossa fé se fortalece na dificuldade, nos revés e inclusive no desânimo, na decepção, na tristeza. Se O abandonamos facilmente na presença da primeira brisa, precisamos refletir a nossa cumplicidade nessa amizade.

Sejamos cúmplices do amor de Deus e quanto às decepções com os outros… Continuemos andando!!!

Oração: Pai, reforça minha fé na tua providência paterna que se manifestou de tantos modos em minha vida, e livra-me de colocar minha esperança nas coisas deste mundo.

PEÇA AJUDA!

Todos os dias você tem oportunidade de colocar um sorriso no rosto de alguém. 

Para muitas pessoas a frase mais difícil de pronunciar é esta: “Eu preciso da sua ajuda”. Por alguma razão – que não faz absolutamente sentido algum – resolvemos acreditar no fato de que ao pedirmos ajuda ou socorro a alguém estamos com isso demonstrando grande insegurança e fraqueza. Contudo a realidade é muito diferente: pedir ajuda é, muito ao contrário, sinal de força de caráter.

Pense apenas por alguns segundos. Quando alguém lhe pede a sua ajuda, você não se sente bem com isso? Claro: você alcança um sentido de valor, pois de repente se transforma numa pessoa importante, necessária, útil num momento talvez muito especial.

Quanta satisfação você pode provocar em pessoas que têm tanto a oferecer, mas poucas oportunidades para estender a mão e ajudar. Quero encorajá-lo no dia de hoje a investir um tempo a “levantar e estimular” pessoas, ao buscar sua assistência, mediante uma opinião ou um simples conselho. Ao fazer isso você estará investindo na auto-estima delas, pois lhes estará engrandecendo a imagem, talvez empobrecida por muito pouco caso e indiferença. Na verdade o mundo está repleto de invejosos, que não suportam ver ninguém sendo exaltado. Sim, hoje, sem falta, não deixe de pedir ajuda.

Publicado por: sidnei walter john | 11 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 12 de fevereiro segunda feira


12 fevereiro – A todo instante encontramos de que nos humilhar, a todo instante sentimos agravarse o nosso mal de origem… Ousaremos, por acaso, levantar ainda com ridícula altivez a nossa cabeça orgulhosa? Por que não confessar, ao contrário, as nossas fraquezas? (L8). São José Marello

 Marcos 8,11-13

Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

Meditação

Os fariseus voltam outra vez a atacar Jesus e sua mensagem. Desta vez pedem um sinal para crer. Não era suficiente tudo o que tinham visto? Não é verdade que às vezes também nós pedimos sinais a Jesus? E que sejam “sinais do céu”! Em todos os tempos a dureza, a soberba, a vaidade, o orgulho, a auto-suficiência e o egoísmo atrapalham o reconhecimento de Jesus como Messias, o Filho de Deus (tema central do Evangelho de Marcos, chamado o Segredo Messiânico). Tudo isso era e é feito para colocar em prova a divindade, com o agravante de que, ainda que realize o sinal, não consiga credibilidade.

É preciso cuidado para não acontecer conosco o mesmo que acontecia com os fariseus: o perigo é perder tudo e ficar de mãos vazias enquanto a graça e o Messias passam longe. Além de perder a oportunidade, perdemos tudo e ficamos com as mãos e a vida vazias. Se não queremos que Jesus passe longe, basta ter uma fé simples, sensível e viva; crer naquele que tem palavras de vida eterna; tenhamos, pois, um pouco de fé e busquemos descobrir os milagres do cotidiano pela presença de Jesus. E para nossa maior edificação, recordemos que hoje somos depositários dessa bem aventurança expressa em outro evangelho: “Bem aventurados os que crêem sem ter visto!”.

O texto bíblico nos coloca frente à negativa de Jesus de manifestar aos fariseus os sinais e os milagres que ele realizava no meio do povo simples e pobre. Jesus sabia que os fariseus jamais entenderiam o seu modo de agir, nem o ato libertador de seu ministério.

Jesus sabe que o projeto do Reino de Deus não deve basear-se no poder nem nos portentos extraordinários, antes pelo contrário, para que o Reino chegue a sua máxima expressão é necessário que seja gerado na simplicidade, no ordinário da vida e no anonimato.

Com a atitude que toma frente aos que lhe põe a prova, Jesus está negando abertamente o poder de domínio. Sabe que a via para que Deus aconteça na vida dos simples, não é o protagonismo nem a demonstração de poder para ficar bem perante aqueles que o detêm.

O projeto de Deus se realiza em outra esfera e com outros parâmetros. A misericórdia e o amor são as formas mais concretas e reais para que o plano-projeto de Deus seja assumido por aqueles que escutam a palavra de Jesus e para os que coerentemente adequaram o seu agir com essa mesma palavra.

O Reino de Deus não tem porque favorecer aos grandes desta terra e desta história. O Reino de Deus sempre deve estar a serviço dos pequenos, dos que não tem poder, dos que não tem autoridade nem voz neste mundo em convulsão. Por isso também nós somos chamados a abandonar o poder, as estruturas de poder em que estamos montados, tornando-nos capazes de abraçar os valores do Reino em nossa vida e com todas as suas conseqüências.

Reflexão Apostólica:

Depois da multiplicação dos pães e ter feito uma viagem de barco, Jesus inicia uma viva discussão com os fariseus ‘cegos’ que lhe pedem um sinal. O fio condutor desse episódio é, uma vez mais, a incredulidade dos interlocutores de Jesus.

Da parte dos fariseus é cegueira. Marcos se mantém, portanto, fiel a seu propósito inicial: acentuar a falta de autêntica acolhida à mensagem de Jesus. Com esse propósito não reluta em introduzir algumas modificações na narrativa.

A discussão com os fariseus deve ter girado provavelmente em torno do sinal de Jonas (Mateus 16, 1-4), sinal da Ressurreição mediante a qual Jesus triunfaria, por sua vez, do mar da morte. Mas Marcos suprimiu a alusão a Jonas, porque ainda não tem a preocupação de sublinhar as alusões à Paixão de Jesus, e, sobretudo, porque quer atrair a atenção de seus leitores somente para a cegueira dos fariseus.

Limita-se, então, à análise das reações negativas das diferentes camadas da população ante a mensagem de Jesus. Diante da incredulidade de seus interlocutores, Jesus se retira dando  por terminado o diálogo que não produz resposta positiva em relação a ele. Porque o único sinal válido é sua própria pessoa. E nós, necessitamos de sinais ou de milagres para apoiar nossa fé? Basta-nos a própria pessoa de Jesus?

Pedir sinal é prova de falta de fé e de desconfiança na pessoa que nos fala. Quem crê em Jesus não precisa de sinais para assumir as Suas promessas como verdadeiras.

Só a Sua Palavra já é motivo para que permaneçamos firmes na fé. Nós também gostamos de pedir “um sinal do céu” para as nossas inquietações! Jesus também depois de dar um suspiro profundo nos diz: “Por que você pede um sinal”? Jesus veio definitivamente cortar em nós o costume do “só vou vendo”, do “quero um sinal para poder acreditar.” A Cruz é o sinal.

A Palavra de Deus é a prova fiel do Seu amor por nós e o Espírito Santo é o grande motivador da nossa fé! O sinal do céu que nós pedimos demonstra também a nossa falta de paciência e de esperança nas promessas do Senhor que já morreu por nós, pagou as nossas dívidas e ressuscitou para nos dar a vida nova. Isto nos basta!

Você também tem pedido sinais a Deus? Qual é o grande sinal do amor de Deus por você? Você confia em Jesus sem que precise de algum sinal? Você tem sofrido as demoras de Deus?

A necessidade de sinais vindos do céu revela uma atitude de fechamento, incredulidade desafiante dos fariseus frente a ação de Jesus. A exigência de sinais expressa também o desagrado das autoridades do povo de Israel pela maneira de viver e sentir Deus por parte de Jesus, concretizada em uma solidariedade total pelos marginalizados da sociedade.

Os milagres que ele realiza têm como finalidade última tornar presente o reinado de Deus, e demonstrar a proximidade amorosa do Pai que vem libertar os pobres da opressão. Desperta atenção o fato de os fariseus pedirem sinais, se todo o anúncio da Boa Nova, proclamada por Jesus, está ligado intimamente aos milagres, à prática do Reino em seu momento histórico.

De modo que os milagres não são sinais realizados por Jesus para produzir admiração na multidão ou para aumentar seu grupo de seguidores, mas uma resposta efetiva à fé dos cristãos. Enfim, são sinais de esperança a favor dos que crêem.

  Propósito: Pai, dá-me sensibilidade para reconhecer a messianidade de teu filho Jesus manifestada no bem que ele fez ao povo e no seu modo simples de ser.

AS BOAS PROMESSAS

Sem um rico coração, a riqueza é apenas um feio mendigo.   Ralph Waldo Emerson

Prometa a si mesmo que você não irá desperdiçar o seu valioso tempo com a inutil ira e com destruidor ressentimento, inveja ou preocupação.
Prometa a si mesmo que você fará o melhor deste precioso e incalculável momento que você está vivendo.
Prometa a si mesmo que você irá dirigir a sua atenção e seus esforços para as coisas que tenham real propósito e significado.
Prometa a si mesmo que você irá agir de forma amorosa, autêntica e de maneira eficiente em tudo o que você se propuser a fazer.
Prometa a si mesmo que você verá cada novo dia com uma dádiva e um magnífico presente que Deus está acrescentando à sua vida.
Prometa a si mesmo que você verá os dias aparentemente comuns à sua frente como uma extraordinária oportunidade para fazer uma diferença neste mundo.
Prometa dar a si mesmo apaixonantes razões para viver uma vida que venha a deixar um marcante legado a vidas que você irá tocar.

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Publicado por: sidnei walter john | 6 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 11 de fevereiro – 6º Domingo do tempo comum


 

 

11 – Nossa Senhora de Lourdes.

O11 fevereiro A humildade de Maria Santíssima é quase infinita e não podemos sequer imaginá-la. Ela se rebaixou tanto na humildade que só um Deus feito homem pode superá-la. E, depois de Jesus Cristo, a criatura mais humilde foi certamente Maria. (S 358). São Jose Marello

 Marcos 1,40-45

 Naquele tempo, 40um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres, tens o poder de curar-me”. 41Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42No mesmo instante, a lepra desapareceu, e ele ficou curado.
43Então Jesus o mandou logo embora, 44falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!”
45Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

 Meditação:

A Bíblia, especialmente no Velho Testamento, fala, muitas vezes, sobre o problema de lepra. Quando se fala de pessoas leprosas, a palavra significa uma doença da pele que pode abranger tipos diferentes de doenças. Em outros casos, a mesma palavra fala de manchas em roupas ou paredes, algo que nós poderíamos chamar hoje de fungo ou mofo.

Na lei que Deus deu aos israelitas, uma pessoa leprosa foi considerada imunda (Lv 13,2-3). A doença foi vista como uma praga. “Às vezes, a praga foi enviada por Deus para repreender o povo desobediente” (Lv 14,34).

As instruções sobre a lepra, obviamente, serviam para conter uma doença maligna, mesmo séculos antes de cientistas compreenderem como as doenças se espalhavam.

Mas há um segundo – e mais importante – motivo para falar tanto sobre a lepra no Velho Testamento. Há, pelo menos, duas lições espirituais das ordens sobre a lepra:

  1. A importância da obediência. Entre as últimas orientações dadas por Moisés ao povo de Israel são estas palavras: “Guarda-te da praga da lepra e tem diligente cuidado de fazer segundo tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer” (Deuteronômio 24:8).
  2. A necessidade de distinguir entre o limpo e o imundo. A chave ao entendimento deste significado da lepra aparece em Levítico 14:54-57 – “Esta é a lei de toda sorte de praga de lepra, da lepra das vestes, das casas, da inchação, da pústula e das manchas lustrosas para ensinar quando qualquer coisa é limpa ou imunda. Esta é a lei da lepra.”

Deus usou coisas físicas – seja doenças, questões de higiene ou diferenças entre animais – para ensinar princípios espirituais.

Quando foi descoberta a imundície da lepra, não mediam esforços para se livrarem dela. Pessoas leprosas foram publicamente identificadas e afastadas da congregação para não contaminar outros. Quando as tentativas de purificar as casas não foram bem-sucedidas, foi necessário derrubar casas inteiras para não deixar a praga se espalhar (Levítico 14:43-45).

O leproso que se aproxima de Jesus pede por sua purificação e não por sua cura. Marcos destaca o sentimento humano de compaixão que Jesus sente pelo leproso em sua exclusão. Jesus transgride a Lei, toca o leproso e o liberta de sua lepra e de sua impureza. Envia o homem, já purificado, ao sacerdote como testemunho contra o poder religioso que reivindicava para si o direito de purificar. Fica caracterizada a ação de Jesus: libertadora e infratora da Lei.

Reflexão Apostólica

Jesus adverte o curado da lepra que não comente com ninguém essa ação e que se apresente ao sacerdote para que possa novamente ser reintegrado e vinculado religiosa e socialmente à comunidade.

Esta exigência de silêncio tem um significado importante dentro do evangelho de Marcos e é conhecido como o “segredo messiânico”; com ele se quer expressar que a salvação anunciada por Jesus à humanidade somente pode ser corretamente compreendida depois de sua morte e ressurreição; do contrário, os milagres poderiam ser vinculados, erroneamente, às expectativas messiânicas latentes em seu momento.

O leproso era marginalizado por sua doença, conseqüência de seu pecado, segundo a tradição judaica. A lepra era a maior muralha social e, ao mesmo tempo, uma enfermidade que somente Deus podia curar diante do pedido humilde do “impuro”.

Jesus não repara em tocar o intocável e, em lugar de ficar contaminado, comunica-lhe suas própria “pureza”. O segregado torna-se reintegrado. É um gesto grandioso e revelador. O leproso é convidado a não divulgar sua cura, mas em troca se converte em testemunha da ação de Jesus e anuncia abertamente a ação libertadora de que tinha sido objeto.

Jesus tem o poder de integrar em seu ministério a todos e a tudo; rompe todos os esquemas de marginalização; sua prática pretende abolir as fronteiras que dividem os homens.

Jesus não é um rei político, nem um messias nacional que tem como projeto libertar o povo de Israel das distintas estruturas que o oprimem. Jesus é Messias porque, com suas atitudes e comportamentos faz presente, de maneira antecipada, a realidade do Reino de Deus. É Messias porque não se anuncia a si mesmo, mas anuncia a misericórdia e a bondade de Deus para com os pobres.

É importante, pois, para nossa experiência de fé compreender que na solidariedade humana com o irmão vamos tornando presente o Reino de Deus e dele depende a eficácia da missão da Igreja.

O discipulado não se pode transformar num grupo fechado de “escolhidos”, mas tem que saber descobrir todos os ambientes de marginalização que a sociedade vai criando. Sua missão será reintegrar a todos para que sejam participantes da misericórdia de Deus, que sempre está disposto a ir em busca da ovelha perdida para trazê-la de volta ao redil.

Refletir sobre os gestos e as ações de Jesus, como também sobre a Sua firmeza, far-nos-á também querer adotar as mesmas expressões e ações que Ele usava. Jesus olhava com compaixão para os doentes e leprosos. E embora a lepra fosse uma doença incurável e amaldiçoada, Jesus não tinha para com os leprosos olhar de reprovação, nem tampouco quando abordado Ele mostrava-se superior.

É com este mesmo olhar que Jesus nos olha, acolhe a nossa fraqueza, a nossa limitação. Jesus age hoje como agia no tempo em quem andava por aqui. Quando acreditamos, pedimos, suplicamos, de coração, Ele realiza.

Precisamos abrir a nossa boca e o nosso coração para manifestar a Ele os nossos desejos e reconhecer: “se queres, tens o poder de curar-me”. O leproso pediu de joelhos, “Se queres, tens o poder de curar-me!” Nós percebemos que o leproso colocou como condição o querer de Jesus, por isso, Jesus disse: “Eu quero, fica curado!” Esta é a maneira certa para pedirmos as coisas a Deus.

Deus sempre quer nos curar, na hora certa Ele age. Quando isso acontece, não dá mais para esconder: precisamos sair apregoando, anunciando o Seu poder, porque assim fazendo estamos dando ao mundo a oportunidade para que todos conheçam a salvação que vem de Deus. Somos curados, para amar e servir a Deus seguindo adiante na nossa vida, fazendo o mesmo que Jesus: olhar com compaixão e bondade para aqueles que também precisam de cura.

Você tem recebido graças de Deus. Isto fez com que você olhasse melhor para as outras pessoas? Existe algum “leproso” que precisa do seu olhar de compaixão? Pergunte a Jesus o que você poderá fazer por ele! Você costuma contar pra todo mundo as maravilhas que Deus realiza em você? Você pede a vontade de Deus ou se limita a pedir só o que você acha que lhe convém?

O Evangelho de hoje revela o empenho de Jesus não na simples cura, mas na inclusão social dos marginalizados. O leproso representa os excluídos e marginalizados por um sistema elitista e opressor, no qual o explorador humilha o explorado para inibi-lo e submetê-lo à sua exploração.

As mesmas leis sobre a lepra não se aplicam hoje, mas os princípios que aprendemos delas têm muita importância para nós.

Devemos ser obedientes a todas as instruções que o Senhor nos deu. E quando a imundícia do pecado invade a nossa vida, devemos agir com urgência para eliminá-lo, mesmo se forem necessárias medidas radicais. “E se o teu olho direito te serve de escândalo, arranca-o e lança-o fora de ti; porque melhor te é que se perca um de teus membros, do que todo o teu corpo ser lançado no inferno. E se a tua mão direita te serve de escândalo, corta-a e lança-a fora de ti; porque melhor te é que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno.” (Mt, 29-30).

Sejamos santos para a glória do nosso Senhor, que é perfeito e santo (1Pd 1,14-16; 2Cor 6,17-18).

Propósito:

Pai, dá-me forças para combater e vencer as forças do mal que impedem o Reino acontecer na minha vida e na história humana.

VENCENDO O MEDO

Temos que evitar o perigo, mas não às custas de evitar a própria vida. A realidade é que, em algum ponto, o medo se torna mais prejudicial do que aquilo que se teme. Tudo implica em risco. A vida neste mundo simplesmente não pode estar isenta de riscos e sob cem por cento de garantias.
O mundo pode ser um lugar muito perigoso. Portanto, vá em frente com cautela, mas não deixe de seguir em frente rumo aos seus sonhos. Aqueles que têm sido bem sucedidos correram o risco de fracassar. Aqueles que encontram um verdadeiro amor se arriscaram a quebrar os seus próprios corações. Não fique para trás simplesmente por esperar algo infalivelmente certo e sem possibilidades de erro.
Permita que o seu medo lhe prepare para vencer. Não permita que ele lhe paralise. Mova em confiança no Deus bom, misericordioso e compassivo, que nos convida constantemente a nEle confiar em qualquer momento dessa jornada de vida tão transitória e passageira. Vença o medo, ele pode ser derrotado e vitoriosamente viva no melhor do seu potencial.

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Publicado por: sidnei walter john | 6 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 10 de fevereiro sábado


10 fevereiro – Que Deus nos inspire e nos assista, pois ai de nós se formos soldados despreparados no campo de batalha. (L 15). São José Marello

Marcos 8,1-10

1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2“Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe”.
4Os discípulos disseram: “Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?” 5Jesus perguntou-lhes: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete”.
6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que o distribuíssem. E eles os distribuíram ao povo.
7Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.

Meditação:  

A cena é outra versão do mesmo fato já apresentado em 6,30-44. Agora, porém, o banquete é realizado em território pagão: o convite para formar nova sociedade é dirigido a todos, e não apenas a um grupo ou povo de privilegiados.

Temos neste texto do evangelho de Marcos uma segunda narrativa da partilha dos pães. A pratica de Jesus não consiste em gestos espetaculares, mas é uma pratica educativa para a solidariedade e a promoção da vida. Assim, partilhando com a multidão, todos aderiram ao seu gesto, e pela partilha todos foram saciados.

A primeira partilha havia sido na Galiléia, onde havia alguma presença do judaísmo. Esta segunda, por sua vez, ocorre em território de gentios. A proposta da partilha é também aceita entre os gentios.

Na narrativa destaca-se o número sete, que remete o leitor às sete nações gentias que ocuparam a terra de Canaã e foram exterminadas pelos israelitas. Jesus “dá graças” (“eukharistésas”- expressão típica da eucaristia) sobre os Sete pães que são partilhados. Jesus nos ensina que o Reino acontece na partilha que alimenta a vida.

Registremos logo de entrada que as duas narrativas evangélicas da multiplicação utilizam em boa parte um vocabulário tomado da liturgia da época; por conseguinte, o leitor não podia enganar-se a respeito do significado de um milagre realizado no “deserto” (v. 4), o que mostra claramente que o pão vinha a ser como o maná. Mas o autor não se detém nos dois ritos da Eucaristia (v. 6); compila igualmente uma série de dados destinados a fazer da Eucaristia o sacramento da fé e da missão.

A primeira das dimensões aparece, por um lado, no diálogo de Jesus com seus discípulos (vv. 4-5), no qual salienta a falta de inteligência destes últimos; e por outro, no contexto desta multiplicação, na que tudo concorre para explicar que não se pode participar da Eucaristia senão depois de se ter trabalhado os sentidos.

A segunda característica da Eucaristia é a de ser o sacramento da missão. Esta dimensão é encontrada em primeiro lugar na referência aos restos que sobram (v. 8), que são a prova de que os convidados previstos por Jesus não estavam todos presentes.

Deus Pai na Sua infinita bondade quis nos restituir a humanidade dando-nos o Seu Próprio Filho Jesus Cristo nosso Senhor, o Pão Vivo descido do céu, que à cada Eucaristia nos alimenta e nos dá novo alento e perdão.

Jesus partiu o pão. Se não tivesse rompido o pão, como é que as migalhas chegariam até nós?

Mas ele partiu-o e distribuiu-o: « Distribuiu-o e deu-o aos pobres». Partiu-o por amor, para quebrar a ira do Pai e a Sua. Deus tinha-o dito: ter-nos-ia aniquilado, se o seu Único, «o seu eleito, não se tivesse posto diante dele, erguido sobre a brecha para afastar a sua cólera». Ele colocou-se diante de Deus e apaziguou-o; pela sua força indefectível, manteve-se de pé, não quebrado.

Mas Ele próprio, voluntariamente, partiu e distribuiu a Sua carne, rasgada pelo sofrimento.

Foi então que Ele «quebrou o poder do arco», «quebrou a cabeça do dragão», todos os nossos inimigos, com o Seu poder. Então, partiu de algum modo as tábuas da primeira aliança, para que já não estejamos sob a Lei. Então quebrou o jugo da nossa prisão.

Quebrou tudo o que nos quebrava, para reparar em nós tudo o que estava quebrado, e para «enviar livres os que estavam oprimidos» (Is 58,6), Com efeito, nós estávamos cativos da miséria e das correntes.

No sacramento do altar, o Senhor vem ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 27), fazendo-Se seu companheiro de viagem. Com efeito, neste sacramento, Jesus torna-Se alimento para o homem, faminto de verdade e de liberdade. Uma vez que só a verdade nos pode tornar verdadeiramente livres (Jo 8, 36), Cristo faz-Se alimento de Verdade para nós. Com agudo conhecimento da realidade humana, Santo

Agostinho pôs em evidência como o homem se move espontaneamente, e não constrangido, quando encontra algo que o atrai e nele suscita desejo. Perguntando-se ele, uma vez, sobre o que poderia em última análise mover o homem no seu íntimo, o santo bispo exclama: « Que pode a alma desejar mais ardentemente do que a verdade?

De fato, todo o homem traz dentro de si o desejo insuprimível da verdade última e definitiva. Por isso, o Senhor Jesus, « caminho, verdade e vida (Jo 14, 6), dirige-Se ao coração anelante do homem que se sente peregrino e sedento, ao coração que suspira pela fonte da vida, ao coração mendigo da Verdade. Com efeito, Jesus Cristo é a Verdade feita Pessoa, que atrai a Si o mundo.

Jesus é a estrela polar da liberdade humana: esta, sem Ele, perde a sua orientação, porque, sem o conhecimento da verdade, a liberdade desvirtua-se, isola-se e reduz-se a estéril arbítrio. Com Ele, a liberdade volta a encontrar-se a si mesma.

No sacramento da Eucaristia, Jesus mostra-nos de modo particular a verdade do amor, que é a própria essência de Deus. Esta é a verdade evangélica que interessa a todo o homem e ao homem todo.

Por isso a Igreja, que encontra na Eucaristia o seu centro vital, esforça-se constantemente por anunciar a todos, em tempo propício e fora dele (2Tm 4,2), que Deus é amor. Exatamente porque Cristo Se fez alimento de Verdade para nós, a Igreja dirige-se ao homem convidando-o a acolher livremente o dom de Deus.

Reflexão Apostólica:

O relato de hoje corresponde a uma segunda versão da multiplicação dos pães, ainda que apresente algumas diferenças de suma importância, especialmente em relação ao lugar em que ocorre. Talvez a intenção de Marcos seja apresentar o mesmo milagre, tanto em território judeu como em terras pagãs, confirmando assim o caráter universal do Evangelho.

Os números que aparecem neste novo relato da multiplicação assinalam essa universalidade: são sete pães e sete cestos. Sete é o número da perfeição; 4000 (4 vezes 1000) indica a idéia de universalidade, pois se vincula aos quatro pontos cardeais, quer dizer, ao mundo inteiro.

Entendendo que a ação salvífica de Deus, presente em Jesus, seja um dom para todos, significa que Deus compartilha com o mundo a realidade humana, por isso Jesus oferece uma ceia na qual ninguém é excluído, pois as barreiras raciais, sociais e religiosas foram eliminadas.

Agora, o princípio que vincula o ser humano com Deus e com seus irmãos é a misericórdia e o serviço incondicional.

Olhando para aquele povo faminto Jesus teve compaixão e mandou que os Seus discípulos o alimentassem. Hoje também Jesus, cheio de clemência, olha para o povo que tem fome da Sua Palavra, da Sua presença e nos interpela: “quantos pães tendes?”

Como fez aos Seus discípulos, Jesus quer que tenhamos consciência dos “bens” que nós já possuímos, dos dons que nós já dispomos e das virtudes que podemos colocar em Suas mãos para que Ele abençoe, multiplique e nos devolva a fim de que nós possamos também alimentar a multidão ao nosso redor.

Muitas vezes nós nos sentimos impotentes diante das dificuldades e da carência das pessoas necessitadas de “pão”. Porém, Jesus conhece essas necessidades, e sabe que nós também podemos ser seus colaboradores na missão de salvar almas para o reino dos céus.

Se olharmos para a nossa vida, para dentro de nós mesmos nós perceberemos que também nós possuímos os “sete pães e alguns peixinhos” de que Jesus precisa para saciar a fome do mundo.

Ele nos conscientiza e nos afirma: você tem algo, você não é de todo carente; o que você tem eu abençôo e multiplico para que você distribua àqueles que têm fome, até que sobre.

Os sete pães que nós temos, poderão ser: tempo, saúde, fé, paz, boa vontade, amor, inteligência. Os peixinhos que nós possuímos também podem ser o conhecimento da Palavra, o desejo de servir a Deus, disponibilidade, instrução, dons artísticos, intuição, facilidade de comunicação.

Tudo nos foi dado por Deus e Ele sabe o que cada um de nós possui. Por nosso intermédio Ele quer fazer o milagre do amor! Ele é poderoso para transformar o pouco que nós temos em alimento de amor para muitos. Ninguém é carente de tudo.

Todos nós somos chamados a nos sentar e a partilhar com o nosso próximo os nossos “sete pães e alguns peixinhos”. São dons que nós já os temos, porque Deus já nos deu, precisamos apenas que reconheçamos a nossa realidade e que “sentados”, isto é, firmes e confiantes, nós os ponhamos nas mãos de Jesus para apresentá-los ao Pai. O milagre Ele o fará!

Você costuma partilhar com o próximo os bens que você tem? Você se acha uma pessoa carente? Quantos pães você possui? Faça o cálculo e os ofereça a Jesus. Ele vai multiplicá-los.

Propósito:

Pai, dá-me um coração sensível às carências do meu próximo, fazendo-me solidário com ele, a ponto de me desapegar do que tenho, para ajudá-lo em suas necessidades.

SUAS MOTIVAÇÕES

Habilidade é aquilo que você é capaz de fazer. Motivação é o que determina o que você faz. Atitude é o que determina a maneira como você faz.

Quando a sua motivação é ferir, você é que será ferido. Quando a sua motivação é enganar, você é que será enganado. Se a sua motivação é criar empecilhos ao labor alheio, você é que terminará por se encontrar frente a imensas dificuldades. Se você resolver tirar o que por direito pertence a outros, você é que de alguma maneira no fim de tudo será lesado.
Se o seu motivo é dar, você é que irá receber em retorno. Se o seu motivo é ensinar, você é quem irá aprender. Quando a sua motivação é apreciar, você é que será apreciado e admirado. Quando a sua motivação é ajudar, você é que será ajudado. Se a sua motivação é alimentar e fortalecer alguém, você é quem será alimentado e quem irá experimentar genuíno crescimento.
Você não pode fugir às suas próprias motivações, simplesmente porque – à semelhança de um bumerangue – elas fatalmente voltam a você. É uma lei da vida. O retorno de tudo que você faz depende da sua motivação. A razão para isso é que existe um Deus que conhece e sonda o nosso coração. Para Ele, mais importante que a própria ação é a motivação que existe por trás. É isso que realmente importa. Seu olhar passeia sobre a Terra e sonda todas as intenções e realidades, por mais ocultas que sejam. Quero portanto encorajá-lo a com sinceridade checar as suas motivações, porque são elas que irão determinar a qualidade e a direção da sua vida.

Publicado por: sidnei walter john | 5 de fevereiro de 2018

Evangelho do dia 9 de fevereiro sexta feira


09 fevereiro – Preparemos as armas, fortaleçamos o espírito, purifiquemos os afetos, treinemo-nos para qualquer tipo de luta, para que, na hora do aperto, a nossa coragem não vacile e não vacilem as nossas forças no confronto com as armas do inimigo. (L 31).São Jose Marello

Marcos 7,31-37

Naquele tempo, 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e continuou até o mar da Galileia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram então um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá!”, que quer dizer: “Abre-te!” 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.
36Jesus recomendou com insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: “Ele tem feito bem todas as coisas: Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar

1º Meditação

Voltamos aqui, a propósito do aspecto particular das curas de mudos na Bíblia, ao tema da fé, que é o ponto principal desta passagem. A maioria das narrativas que tratam da vocação de profetas, quer dizer, de personagens que foram portadores da Palavra de Deus, narram ao mesmo tempo curas de surdos ou mudos (Ex 4,10-17; Jr 1).

Trata-se de um procedimento literário cuja finalidade é dar a entender que o profeta apoiado tão-somente em suas faculdades naturais não é capaz sequer de começar a falar, mas que recebe de “Outro” uma palavra que deve transmitir. Por isso a cura de um mudo que proclama a Palavra é considerada como um sinal evidente do que é a fé: uma virtude infusa que não depende das qualidades humanas.

A cura de um mudo quer nos dar, portanto, a entender que devemos ter consciência de que a fé é um bem messiânico. Mas, ao relatar esta cura, Marcos quer tornar como seu o tema do Antigo Testamento que relaciona mutismo e falta de fé.

O evangelista sublinha repetidas vezes que a multidão tinha ouvidos e não ouvia, tinha olhos e não via. Somos chamados a profetizar e evangelizar, e somente de Deus procedem nossas capacidades.

Jesus encontra com uma comunidade surda e muda. Isto é algo que simboliza o personagem que nos apresenta o relato evangélico. Esse homem representa a comunidade que tem que ser curada espiritualmente. Essa cura, que é produto do amor gratuito de Deus, levará a comunidade a entender as palavras de Jesus e chegar a confessá-lo como o “Filho de Deus Crucificado e Ressuscitado”.

Este relato evangélico tem muitos sinais libertadores que são necessários para compreender, para poder assimilar o conteúdo profundo desta perícope. Este milagre, antes de tudo, estabelece uma gratidão na qual a humanidade total de Jesus se encontra comprometida. Jesus utiliza suas mãos, a utilização das mãos manifesta a aproximação de Deus que Jesus possui.

Esta aproximação se faz necessária, para que o povo volte a escutar e seja capaz de proclamar. A religião oficial havia distanciado Deus da esfera popular e por isso eles sentiam-no distante e abstrato.

Jesus emprega também a saliva: é símbolo que recria o indivíduo novamente e torna-o apto para que possa continuar a história, pela nova história de liberdade inaugurada por Jesus.

Outro sinal: os olhos levantados para o céu: são expressão com a qual o evangelista manifesta o desejo intenso de Jesus de curar a comunidade que padece de surdez e de mudez e esse desejo se converte em oração que o Pai misericordioso escuta para o bem do povo.

Uma palavra: “Effatá”. Com esta palavra Jesus convida a comunidade a se abrir, para que o projeto de Deus se faça efetivo no meio da comunidade. Todos esses sinais externos que Jesus realiza para que o milagre seja possível na vida do povo, são um Dom gratuito de Deus e este Dom gratuito do Pai é que tornará possível que a comunidade confesse a Jesus como o Senhor da história.

A surdez impossibilitava a comunidade seguidora de Jesus a compreender mesmo o que Jesus dizia. Hoje também nós, em nossas comunidades, padecemos de surdez que nos impossibilita de escutar o projeto libertador de Deus em nossas vidas.

1º Reflexão Apostólica:

O milagre que nedutanis no texto de hoje está vinculado com a compreensão universal do Evangelho. A salvação chega a todos os povos, os limites se ampliam com o anúncio da Boa Nova aos pagãos. O surdo-mudo representa o povo pagão, e expressa simbolicamente o silencio e a negação dessa palavra salvadora para os não judeus.

Curando o surdo mudo Jesus abre a possibilidade aos pagãos. Eles devem ser participantes ativos da salvação. Concede a eles a capacidade de escutar e falar a Palavra de Deus.

Jesus cura o surdo-mudo com sinais muito expressivos. Eles ilustram a ternura e a compaixão de Deus pelos que são excluídos da comunidade. Jesus é apresentado como aquele que restaura todas as coisas, dando-lhes um novo alento de vida.

Com a cura do surdo-mudo, Jesus torna presente o projeto de uma nova humanidade e de uma nova criação. Essa nova humanidade e criação estão fundamentadas na Palavra de vida e no amor de Deus Pai, que defende e protege a vida. A escuta da Palavra deve nos conduzir a uma verdadeira mudança de vida.

Jesus levou o homem para fora da multidão, colocou os dedos nos seus ouvidos e tocou a sua língua. Assim Ele quer fazer conosco: tirar-nos do mundo, da multidão e nos levar para um lugar onde nós possamos escutá-lo, onde Ele possa nos tocar.

Ele quer abrir os nossos ouvidos e a nossa boca porque nós só conseguiremos deixar de ser mudos quando deixarmos de ser surdos à Sua Palavra que são ensinamentos preciosos para nós. Como pode falar de Deus aquele que não escuta a Deus?

Um coração surdo, é um coração que não sabe se expressar, não sabe contagiar, não sabe atrair as pessoas. Jesus quer fazer também em nós esse grande milagre: abrir os nossos ouvidos para que possamos falar com facilidade as coisas lindas que o Espírito Santo nos revelar.

Primeiramente Jesus quer nos afastar do meio da multidão para poder tocar com os dedos nos nossos ouvidos, depois disso tornar-se-á mais fácil para nós soltar a nossa língua a fim de divulgar as coisas que o Senhor tem feito bem na nossa vida.

“Efatá”, (Abre-te), é a palavra chave que Jesus ordena aos nossos ouvidos e boca espirituais. – Jesus já tocou os seus ouvidos ou você continua no meio da multidão daqueles que não “ouvem”, por isso, não entendem a Palavra de Deus?

Você acha que não fala em nome de Deus porque você é tímido (a) ou porque você não pára para escutar o que Ele tem a lhe dizer? Você precisa ser tocado por Jesus em relação a isso?

Jesus “fazia bem todas as coisas”. Isto revela o empenho que colocava no exercício de sua missão. Ele não fazia as coisas pela metade, não concedia benefícios parcelados e condicionados, nem se contentava com ações malfeitas. Pelo contrário, seus gestos poderosos traziam a marca da plenitude.

No caso do surdo-mudo, a plenitude do gesto de Jesus deve ser entendida para além da cura física. O fato de abrir-lhe os ouvidos, possibilitando-lhe ouvir perfeitamente, e da libertação da mudez, de modo a poder falar sem dificuldade, já é, por si, formidável. Contudo, isto ainda seria insuficiente para que a ação de Jesus fosse declarada bem-feita.

Era necessário possibilitar ao surdo-mudo um “abrir-se” ainda mais radical: desfazer-lhe as outras prisões, e num nível tal de profundidade, de forma a colocá-lo em plena sintonia com Deus e com os seus semelhantes.

Sem esta passagem da cura física à cura espiritual, a primeira não teria muita importância. Vale a pena alguém ser curado da surdez e da mudez para levar uma vida egoísta, sem solidarizar-se com os necessitados? Tem sentido ser privilegiado com um gesto de misericórdia de Jesus, e recusar-se a ser misericordioso com o próximo?

Só uma cura radical possibilitaria àquele homem ser misericordioso com os demais. E era isto que interessava a Jesus.

Hoje é comum vermos nas ruas muitas pessoas com fones de ouvidos, ouvindo música ou mesmo programas do mundo, alienando-se dos acontecimentos que o cercam.

Vemos também muitos jovens passeando em seus automóveis com o som ligado no último volume e também muitos em suas próprias casas gostam de ouvir música no volume máximo.

Entretanto para ouvir o que seus pais têm a dizer ou a Palavra de Deus eles viram as costas e preferem não ouvir. Somos rebeldes à nossos pais e não queremos ouvir a Palavra de Deus. Por isso, há entre nós tantos enfermos do corpo e da alma.

O Senhor nos fez com dois ouvidos e uma boca para que saibamos mais ouvir do que falar. A nossa fé vem pelo ouvir, se quisermos aumentar a nossa fé devemos ouvir mais.

Propósito:

Senhor queremos ser tuas ovelhas e ouvir a Tua voz!

2º Meditação

Na tradição profética, a menção aos cegos que vêem, surdos que ouvem, mudos que falam, aleijados que pulam, “águas vão correr no deserto… e o seco vai se encher de minas d’água”, é uma simbologia literária que indica uma nova situação do povo que é erguido de sua exclusão e de seu abatimento e recupera sua dignidade, com novo ânimo de vida.

Com este mesmo caráter simbólico teriam sido elaboradas as diversas narrativas de cura encontradas nos evangelhos. Não são transformações milagrosas mas resultam do empenho em promover a vida, restaurando a justiça e a paz no mundo.

O Evangelho nos relata a história de um homem que não ouvia, por isso, falava com dificuldade. Quando o apresentaram a Jesus para que Ele lhe impusesse as mãos, a primeira coisa que Jesus fez foi afastá-lo para fora da multidão.

Jesus teve condições de colocar os dedos nos seus ouvidos e tocar a língua daquele homem com a sua saliva. Depois que os ouvidos daquele homem se abriram a sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade, diz a Palavra.

Nós também somos como esse homem que quase não conseguimos falar e expressar as nossas ideias porque também não conseguimos ouvir Jesus.

Não conseguimos falar nem entender as coisas de Deus porque não costumamos ouvi-Lo nem nos deixamos ser tocados por Ele, uma vez que vivemos, no meio da multidão, mas às voltas com os nossos problemas, nossos interesses, nossos planos e, na verdade, não sabemos nem expressar o que queremos e desejamos.

A nossa surdez também nos impede de nos comunicar uns com os outros e entramos no mutismo, nós conosco mesmos, não conseguimos interagir. Jesus quer nos tirar do meio do burburinho do mundo, abrir os nossos ouvidos espirituais e dar livre acesso ao Espírito Santo que é quem sopra nos nossos ouvidos as mensagens de Deus para nossa vida e para aqueles a quem queremos ajudar.

Ele deseja nos levar para um lugar onde possamos escutá-lo, onde Ele possa nos tocar e nos fazer sentir o Seu amor, a Sua essência.

Como aquele homem nós também precisamos nos afastar com Jesus do meio da multidão e ter um encontro e uma experiência pessoal com Ele por meio da Sua Palavra.

Um coração surdo à voz de Deus é um coração que não sabe se expressar, não sabe contagiar, não sabe atrair as pessoas, não sabe dialogar e será sempre alguém de poucos amigos.

Alguém que não pode ajudar nem aconselhar ninguém ou dizer alguma palavra de conforto àqueles que necessitam. Depois desse encontro, então, tornar-se-á mais fácil para nós soltarmos nossa língua a fim de divulgar as coisas que o Senhor tem feito bem na nossa vida. “Efatá”, (Abre-te), é a palavra chave que Jesus ordena aos nossos ouvidos e boca espirituais.

Só conseguiremos deixar de ser mudos quando deixarmos de ser surdos à Palavra de Deus que são os ensinamentos de Jesus.

Você é alguém que escuta mais a multidão ou que sabe escutar mais a Deus? O que a sua boca tem falado mais: de Deus ou dos homens? Você precisa ser tocado por Jesus em relação a isso? Jesus já tocou os seus ouvidos ou você continua no meio da multidão daqueles que não “ouvem”, por isso, não entendem a Palavra de Deus? Você acha que não fala em nome de Deus porque você é tímido (a) ou porque você não para pra escutar o que Ele tem a lhe dizer?

  2º Reflexão Apostólica:

Interessante perceber que Jesus se encontrava em território pagão, ou seja, de pessoa excluídas, marginalizadas pelos Romanos, pelos sacerdotes, enfim, pela sociedade em geral, mas isto não O impede de realizar curas, de ensinar, porque o que importa na verdade é a fé das pessoas que Jesus encontrava, afinal a cura só é possível para quem acredita verdadeiramente que pode ser curado.

Bastou uma palavra para que isto acontecessem: “Efatá!” que quer dizer: “Abra-se!”. E como podemos levar isso pra nossa vida!

Quantos de nós ainda têm o coração fechado, os olhos, a mente, os ouvidos? E mesmo assim, exigimos, pedimos, gritamos pela voz de Deus, pelas curas, pelos milagres, mas se quer acreditamos que isto pode ser possível. Simplesmente estamos fechados para Ele.

Hoje, Cristo vem humildemente pedir; ABRA-SE. Para o Amor, para o serviço, para o perdão. Abra seu coração para que Ele possa entrar e fazer as maravilhas que somente Jesus é capaz.

Nosso coração é Sacrário inviolável, mas muitas vezes nos trancamos de uma forma que não conseguimos perceber a ação de Deus na nossa vida, mas hoje Ele diz: ABRA-SE. Porque se você deixar, tudo que desejas vai acontecer se for para seu bem, se for para sua salvação.

Peçamos a graça de não nos fecharmos em nossos mundos, alheios aos nossos irmãos, como se não fosse de “nossa conta”. Estamos no mundo, mas não somos do mundo, devemos cuidar para que este pedaço de terra seja um céu para todos. E principalmente, que Deus nos dê a graça de termos o coração, olhos, ouvidos, mentes abertos para Seu Imenso Amor.

OLHE AO SEU REDOR

Você é aquilo que você é. Mas você é também um produto do seu ambiente. Os seus pensamentos, suas ações, suas atitudes, suas ambições são – em grande escala – dependente das pessoas e das circunstâncias que estão se passando aos seu redor.
Olhe para as pessoas as seu redor. O que é que elas lhe tem feito pensar? Para onde elas estão te levando? O que é que você está se tornando em função da sua associação com elas? O bom senso só pode lhe conduzir a estar perto de pessoas que irão lhe impulsionar rumo à concretização dos seus sonhos. Pessoas que irão lhe desafiar a ser e a dar o seu melhor. O oposto disto só resta a desastrosa influência rumo a mediocridade.
Busque por pessoas e por situações que lhe inspire. Esteja consciente que o seu ambiente tem uma sutil e poderosa influencia sobre a sua vida e talvez muito mais do que você imagina. Certifique-se de ao seu redor está presente uma força multiplicadora de positivas influencias.

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