Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 03 de junho – 9º DOMINGO DO TEMPO COMUM


O Filho do Homem é Senhor também do Sábado.

03 junho  – A nossa bondade não deve ser exclusivista, carrancuda e indiscreta, como a daqueles que gostariam que fossem todos como eles. A verdadeira santidade deve ser afável, tolerante, universal, multíplice; deve estender-se a todas as pessoas, acomodar-se a todos os estados e a todas as condições, e não se limitar à esfera de uma bondade exclusiva e construída à nossa maneira, não conforme ao espírito de Jesus. (S 329). São Jose Marello

Marcos 2,23-28

23Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24Então os fari­seus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?”
25Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”.
27E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”.

Meditação: 

Marcos menciona que os discípulos abriam caminho, arrancando espigas. Em seu evangelho Marcos dá um destaque ao tema do “caminho” de Jesus. Já Mateus e Lucas explicam que arrancavam espigas para comer, o que é confirmado na seqüência desta narrativa de Marcos.

Uma das principais observâncias religiosas, em Israel, era a do repouso sabático. A narrativa da criação em sete dias, no Livro do Gênesis (2,2-3), ao apresentar o repouso do próprio Deus no sábado, já é uma indução a esta observância pelo povo. Jesus e seus discípulos são acusados de desrespeitarem o repouso sabático.

Os inadimplentes com as mais de seiscentas minuciosas observâncias legais impostas ao povo eram qualificados como pecadores, obrigados a trazerem ofertas e sacrifícios aos sacerdotes do Templo.

Com seu amor misericordioso e divino, Jesus vem contrapor-se àqueles chefes religiosos de coração duro e interesseiro que oprimiam os inocentes. Ao se afirmar maior do que o Templo (Mt 12,6) e Senhor do sábado Jesus significa que vem superá-los pelo amor que promove a vida.

A lei que Deus imprimiu no nosso coração é a lei do amor, portanto, o que nos faz mal e prejudica a nossa vida é justamente, o desamor. Tudo o que não é regido pelo amor e não tem como objetivo a vivência do amor, não é eficaz para o nosso crescimento.

Toda lei que tira do homem o direito de viver com dignidade, de prover a sua existência e sobrevivência é maldita e não está conforme a vontade de Deus.

Jesus quer nos ensinar a colocar a caridade como lei primeira nas ações da nossa vida. Às vezes nos bitolamos aos preceitos, às regras e não percebemos que estamos sendo injustos e infratores da Lei de Deus.

Tudo o que o Pai criou, Ele o fez em favor do homem, objeto do Seu Amor, portanto, dizer que “o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado” significa que a nossa sobrevivência e a caridade conosco mesmos (as) e com os nossos irmãos estão acima das normas que, apesar de estabelecidas para o homem, muitas vezes se voltam contra o próprio homem.

O homem é a criatura a quem Deus mais tem apreço e todas as coisas foram criadas para ele, por amor. Jesus é o Senhor de tudo o que foi criado, e, tudo foi criado por Ele, por amor ao homem.

Os campos de trigo, os rios, os mares, as aves, as árvores existem para estar à disposição do homem a fim de que este perceba o olhar e a atenção de Deus para si. Jesus, Senhor da criação, é o Senhor do sábado, porém, Ele precisa ser também Senhor dos nossos “sábados”, isto é, daqueles dias em que nós não achamos conveniente servir a alguém ou “perder” o tempo de lazer ou de trabalho para dar de comer a alguém que está com fome.

O dia de sábado a que Jesus se refere pode ser também para nós aquele dia que nós destinamos para o nosso deleite, para curtição, para realizar os nossos planos pessoais e, sem menos esperar somos convocados para alguma outra missão. Aí nós alegamos a nossa impossibilidade porque “hoje é sábado” e o sábado está destinado a outras experiências. Neste caso a lei do amor ficou de lado e imperou em nosso coração a lei do egoísmo e da indiferença.

Jesus é o Senhor dos “sábados” da sua vida? Você tem alimentado a alguém necessitado em “dia de sábado”? Você é capaz de sacrificar um dia de lazer e de descanso para ajudar a algum discípulo de Jesus? Em Nome de quem você tem feito caridade? O que você aprendeu mais com esse Evangelho?

Em Marcos se apresenta muito bem a liberdade com que agiam Jesus e seus discípulos. Não estavam tão apegados às leis, entre elas a do sábado, que proibia arrancar espigas naquele dia. Isto não violava a lei de Deus, mas as leis meticulosas dos anciãos.

Jesus lhes dá uma resposta certeira com uma pergunta: Nunca lestes o que fez Davi, quando se achou em necessidade e teve fome, ele e seus companheiros? Obviamente que teriam lido sim o que tinha acontecido naquela passagem do Antigo Testamento, mas não lhes interessava em absoluto.

Se Davi, ao comer dos pães consagrados junto com seus companheiros, não havia recebido a reprovação de Deus, e fora inocentado diante daquelas leis, muito menos os discípulos de Jesus seriam condenados pelos escrúpulos de uns poucos.

Jesus tem bem claro que nem o sábado nem qualquer lei devem estar acima do ser humano. Quando isto ocorre, surge a injustiça, a opressão, a desigualdade, que impedem o ser humano de viver como tal.

As leis devem estar a serviço da pessoa, e não acima dela. Devem servir ao bem de todos, e não para oprimir e escravizar.

O que devemos levar em conta em nossas vidas não é tanto o que não se pode fazer no Dia do Senhor, mas como poder empregar melhor esse dia para a glória do Senhor e o bem da humanidade. Trabalhemos para que as leis e normas estejam sempre a serviço das pessoas, e não contra elas. Isso é humanidade.

Portanto, do evangelho de hoje, podemos tirar três lições importantes para nossa vida cotidiana:
1. Que Jesus é o Senhor da Vida;
2. que a lei não pode ser feita para escravizar o homem;
3. que a exemplo de Jesus devemos ter coragem de quebrar paradigmas.

Reflexão Apostólica:

O Evangelho de hoje traz algo que nós evitamos aprofundar sobre o assunto: Jesus transgrediu alguma regra? Pois é, Ele se colocou acima da tradicional regra de que o sábado é o dia do descanso. E isso é um fato que precisamos aprofundar hoje… Será que estamos seguindo alguma regra que nos impede de seguir a maior de todas as regras?

A tradicional regra do sábado impunha que ninguém deveria trabalhar neste dia, já que foi o dia escolhido por Deus, desde a criação do mundo, para o descanso.

Os judeus levavam isso tão à sério que foram criando regras cada vez mais rígidas para o sábado. Eles instituíram uma distância máxima que era permitido caminhar, proibiram o uso de sandálias que precisassem amarrar as correias, e nem os curandeiros podiam trabalhar, a não ser em caso de risco de morte.

As regras foram ficando tão estapafúrdias que deixaram de lado a razão e o bom senso. Jesus chegou para abalar essas regras que desvirtuavam o sentido original do dia de descanso.

O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.” Com essa frase Ele resume o que a nova lei, que Ele veio instituir, pensa a respeito do “dia de descanso”.

O sábado não está acima do nosso dever maior: FAZER O BEM ÀS PESSOAS, DA MESMA FORMA QUE NÓS GOSTARÍAMOS QUE ELAS NOS FIZESSEM BEM. E nessa frase, podemos trocar o “fazer o bem” por AMAR, pois esse é o amor que Jesus quer de nós: o Amor Atitude.

Pensemos então nas regras que aprendemos a seguir sem pensar, e lembremo-nos que nenhuma delas está acima da maior de todas: a Regra do Amor.

Propósito:

Pai, ensina-me a ser fiel a ti, vivendo os Mandamentos, sem fanatismo, e sim com a liberdade de quem está em plena sintonia contigo.

TENHA FÉ!

Fé é confiar que Deus está operando em nós, mesmo quando nos sentimos frios, vazios, desamparados, sem vida, e ansiamos por emoções reconfortantes. 

Em outras palavras: ter fé é confiar naquelas coisas que você não pode ver, mas ainda assim consegue enxergar seus resultados. São muitas as pessoas que duvidam da existência da fé e seus benefícios simplesmente porque não podem ver seus frutos. São no entanto essas mesmas pessoas que não duvidam da existência da eletricidade. Elas não a vêem chegando a sua casa, mas podem ver os resultados quando ligam o interruptor!
Elas não podem ver o vento, mas podem ver as conseqüências de uma tempestade. Não conseguem ver as ondas do rádio e da televisão, mas podem detectar-lhes o resultado quando ligam seus aparelhos.
Fé é a substancia das coisas que esperamos e a evidência, a prova de coisas que não vemos. Tenha fé!

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Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 02 de junho sábado


02 junho – É preciso ser fortes e afáveis, como São Francisco de Sales. (S 174). São Jose Marello

Marcos 11,27-33

Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali e perguntaram:
– Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu autoridade para fazer isso?
Jesus respondeu:
– Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
Aí eles começaram a dizer uns aos outros:
– Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: “Então por que vocês não creram em João?” Mas, se dissermos que foram pessoas, ai de nós!
Eles estavam com medo do povo, pois todos achavam que, de fato, João era profeta. Por isso responderam:
– Não sabemos.
– Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! – disse Jesus.

Meditação: 

O Sinédrio era composto por sumos sacerdotes, letrados e anciões. Dessa instituição é que vinha o questionamento: “Jesus, com que autoridade fazes isso? Quem te deu tal autoridade para fazê-lo?” Jesus foi enviado pelo Pai para levar Boas Novas aos pobres.

Portanto sua autoridade provêm do Pai e Jesus a exerce através do serviço aos mais pobres. O Sinédrio que o questiona, tampouco acreditara em João Batista; por outro lado, o povo o considerava um profeta autorizado por Deus.

O profeta é o homem de Deus, sua vida é resposta que surge do escutar a Deus em sua Palavra e no clamor doloroso de seu povo. Esta capacidade de escutar o adentra cada vez mais no conhecimento do projeto que Deus tem, e se consagra a ele servindo aos pobres.

O profeta é chamado a dar toda sua vida para que os pobres vivam. A autoridade não é reconhecida quando as pessoas a vêem como privilégio ou um título, mas quando se torna serviço, doação da própria vida. Assim o fez Jesus, assim devem ser seus discípulos.

Uma das características dos evangelhos é registrar os diversos conflitos provocados pelas elites religiosas de Israel contra Jesus por causa de sua solidariedade e promoção dos marginalizados e oprimidos por estas elites.

Jesus volta ao Templo de Jerusalém depois de, no dia anterior, ter expulsado aqueles que ali comerciavam. Esta ação de Jesus provocou a ira dos chefes do Templo, os quais eram coniventes com este comércio. Jesus está presente entre a multidão de peregrinos que vêm de longe, não como um devoto entre os demais, mas para anunciar-lhes o Reino de Deus, diferenciado do culto interesseiro praticado naquele templo.

Reconhecer a origem divina do batismo de João implica em reconhecer o caráter divino de Jesus, do qual João foi precursor. Diante da negativa dos dirigentes judeus em lhe responder, Jesus também não lhes responde diretamente. Contudo, a seguir, lhes dirigirá a “parábola dos vinhateiros homicidas”.

Como Jesus ensina todos os que nele nascem, através do batismo, com Ele caminharão para sempre. O Batismo verdadeiro vem do céu é este que eu estou apresentando ao mundo e a vós, através destas palavras.

Nascemos diferente, pois nascemos pelo Espírito, depois de sermoa batizado com a Santíssima Trindade. Não somos nós que fazemos as palavras que aqui estão sendo postas para o resto da humanidade.

É desse Espírito Santo, que acompanha o trabalho santo por ordem de Deus, enviado por Jesus por conta de um chamado para a apostasia. É triste ver que as pessoas trocaram o Evangelho e o seu caminho, preparado por Deus, por outros “evangelhos” e por caminhos criados por homens ou espíritos. Jesus não abandona aquele que a Ele ama.

Hoje, o Evangelho pede-nos que pensemos com que intenção vemos Jesus. Há quem vá sem fé, sem reconhecer sua autoridade: por isso, «os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos, lhe perguntaram: “Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?”(Mc 11,27-28).

Se não tratamos a Deus na oração, não teremos fé. Mas, como diz são Gregório Magno, «quando insistimos na oração com toda veemência, Deus se detém no nosso coração e recobramos a vista perdida».

Se tivermos boa disposição, apesar de estar no erro, vendo que a outra pessoa tem razão, acolheremos suas palavras. Se tivermos boa intenção, apesar de arrastar o peso do pecado, quando façamos oração Deus nos fará compreender nossa miséria, para que nos reconciliemos com Ele, pedindo perdão de todo coração e, por meio do sacramento da penitência.

A fé e a oração vão juntas. Diz-nos Santo Agostinho que, «se a fé falta, a oração é inútil. Depois, quando oremos, criemos e oremos para que não falte a fé. A fé produz a oração e, a oração produz também a firmeza da fé».

Se tivermos boa intenção e, acudimos a Jesus, descobriremos quem é e, entenderemos sua palavra, quando nos pergunte: «O batismo de João era do céu ou dos homens?» (Mc 11,30). Pela fé, sabemos que era do céu e, que sua autoridade vem-lhe do seu Pai, que é Deus e, Dele mesmo porque é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade.

Porque sabemos que Jesus é o único salvador do mundo, acudimos a sua Mãe que também é nossa Mãe, para que desejando acolher a palavra e a vida de Jesus, com boa intenção e boa vontade, para ter a paz e a alegria dos filhos de Deus.

Reflexão Apostólica:

Jesus operava com sabedoria, porque tinha conhecimento da falsidade daqueles que o inquiriam. Por isso, muitas vezes Ele respondia aos seus interlocutores fazendo-lhes também uma pergunta. Assim, Ele confundia ainda mais àqueles que armavam ciladas contra Ele.

Seria fácil para Jesus dar uma resposta correta, porém Ele sabia que por mais que Ele esclarecesse as dúvidas, eles nunca iriam entendê-Lo, porque Ele falava das coisas que O Pai lhe revelara, coisas que os homens não entendem por si mesmos.

Quantas vezes nós também fazemos perguntas a Jesus e não recebemos as respostas? Quantas vezes nós também abrimos a Bíblia querendo um retorno para as nossas indagações? E sabe por que também isso acontece conosco?

Quantas vezes também nós não queremos responder para não nos comprometer? Com Deus não podemos ser falsos, ele conhece o nosso íntimo, sabe quando queremos nos esconder atrás de falsas desculpas.

A sinceridade perante os homens é sempre um bem, não sendo sempre compreendida e reconhecida, contudo não podemos nos esconder e mentir para Deus. O Pai sabe tudo, reconhece o bem que fazemos assim como os nossos pecados.

Não devemos ter medo em abrir nosso coração para Deus, nem reconhecer humildemente os nossos pecados, porque ele não nos condena, mas nos mostra a saída e, onde está o bem. Dando- nos compreensão da verdade para que sejamos capazes de sair do erro e mudar de vida.

Porque nós também não entenderemos quando Jesus nos falar de coisas que nós não queremos aceitar porque já temos uma opinião formada e não nos afastamos dela. Porque nós não nos abrimos ao Espírito Santo para compreender os mistérios de Deus e aceitá-Los, porque a mentalidade do mundo ainda é muito poderosa nas nossas ações.

Precisamos desistir das nossas próprias opiniões para que as respostas de Jesus ecoem dentro de nós de uma forma convincente.

Você tem dado abertura ao Espírito Santo para que Ele elucide as suas dúvidas? Quais as perguntas que você tem feito a Jesus? Ele tem respondido? Você tem entendido o que Ele fala? Você é daquelas pessoas que abrem a Palavra esperando logo uma resposta que lhe seja agradável? Você acredita que Deus fala com você?

 Propósito:

Senhor, Jesus, tu conheces o íntimo de todos nós, dá-nos a coragem e a liberdade de abrir-nos totalmente a ti para que possamos conhecer a verdade sobre Ti e sobre nós para nos purificar e viver na verdade.

NOVA PERSPECTIVA

Hoje será um dia difícil para você? Pois bem, saiba que, em grande parte, a qualidade do seu dia depende de você: será bom se você fizer dele um bom dia, será ruim se você fizer dele um dia ruim.

Freqüentemente temos a tendência de assumir que coisas como esforço focalizado, disciplina, compromisso e persistência são coisas difíceis e, portanto, devem ser evitadas tanto quanto possível. Porém, isso é apenas uma mera opinião. Quando você medita nesta questão, você irá perceber que “difícil” e “fácil” são termos bastante arbitrários. Pensar que alguma coisa é difícil, apenas faz com que ela se torne mais difícil ainda. Portanto, qual o propósito de tal raciocínio? Imagine o que poderia acontecer se em vez de pensar: “esse é um trabalho difícil e eu não vejo a hora de acabar com isso”, você pensasse: “esse é um trabalho necessário e eu sou muito grato porque posso fazê-lo.”

Fazer um julgamento sobre se alguma coisa é fácil ou difícil não contribui absolutamente em nada para o seu nível de realização. Pare de categorizar tarefas como fáceis ou difíceis e, desta forma, nunca mais você terá que fazer nada difícil. Apenas faça aquilo que tem de ser feito e, genuinamente, desfrute a saudável rota da realização.

Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 01 de junho sexta feira


01 junho – Quando sentimos o coração duro e irritável, vamos buscar um pouco de doçura no Coração de Jesus. (S 176). São Jose Marello

Marcos 11,11-26

Jesus entrou em Jerusalém, foi até o Templo e olhou tudo em redor. Mas, como já era tarde, foi para o povoado de Betânia com os doze discípulos.
No dia seguinte, quando eles estavam voltando de Betânia, Jesus teve fome. Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. Então disse à figueira:
– Que nunca mais ninguém coma das suas frutas!
E os seus discípulos ouviram isso.
Quando Jesus e os discípulos chegaram a Jerusalém, ele entrou no pátio do Templo e começou a expulsar todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não deixava ninguém atravessar o pátio do Templo carregando coisas. E ele ensinava a todos assim:
– Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será chamada de ‘Casa de Oração’ para todos os povos.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões!
Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar um jeito de matar Jesus. Mas tinham medo dele porque o povo admirava os seus ensinamentos.
De tardinha, Jesus e os discípulos saíram da cidade.
No dia seguinte, de manhã cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz. Então Pedro lembrou do que havia acontecido e disse a Jesus:
– Olhe, Mestre! A figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca.
Jesus respondeu:
– Tenham fé em Deus. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês poderão dizer a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar.” Se não duvidarem no seu coração, mas crerem que vai acontecer o que disseram, então isso será feito. Por isso eu afirmo a vocês: quando vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo lhes será dado. E, quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam, para que o Pai de vocês, que está no céu, perdoe as ofensas de vocês. [Se não perdoarem os outros, o Pai de vocês, que está no céu, também não perdoará as ofensas de vocês.] 

Meditação:

Jesus está próximo de uma figueira muito grande, mas sem frutos. A Casa do Senhor, chamada a dar frutos de vida, deve ser a casa de oração para todo o mundo. a oração nos adentra no desenvolvimento da capacidade de escutar a Deus que nos  fala por meio de sua Palavra e do clamar sofrido dos pobres.

A casa deve ser escola de oração que nos abra a escutar “com um ouvido no povo e outro no Evangelho”. O discípulo que, desta maneira, aprende a escutar saberá dar uma resposta comprometida que dê frutos abundantes. Se a casa se converteu em cova de ladrões, em lugar de dar os frutos esperados, será um lugar estéril desde sua raiz.

Em vez de alimentar as nações que tinham fome de justiça e de paz, fome do reino, terminará se consumindo a si mesma. Os discípulos, chamados a crer com todo o coração, tem que ser uma Igreja comunidade, servidora dos pobres, casa acolhedora, de portas abertas e coração missionário.

Este evangelho enfoca o Templo de Jerusalém, com sua prática e doutrina, como alvo principal das denúncias de Jesus aos chefes religiosos de Israel. Desde sua construção por Salomão, sempre teve como anexo o Tesouro, para o depósito de imensas riquezas acumuladas pelas ofertas e taxas cobradas do povo.

Naquele momento de intenso comércio e lucro praticado durante a festa da Páscoa, Jesus denuncia a corrupção do Templo. A figueira seca e o monte que pela fé é lançado ao mar representam o monte Sião, com Jerusalém e o Templo que oprimiam o povo.

A verdadeira religião, agradável a Deus, é a do perdão e da misericórdia.

Reflexão Apostólica:

Jesus procurou frutos na figueira e lá só encontrou folhas,… “ pois não era tempo de figos”. Apesar de mostrar três situações diferentes esse Evangelho nos leva a perceber a mensagem central que Jesus nos quer comunicar.

Jesus ainda hoje tem fome e somos nós as “figueiras” onde Ele procura fruto para saciar a Sua fome. Jesus tem fome do nosso amor expressado em atos concretos de santidade e de justiça, mas só tem encontrado, quando muito, a nossa “boa vontade”.

Isso acontece, porque muitas vezes nos preocupamos muito com a aparência, nos ocupamos com o ter conhecimento das coisas temporais, desejamos ser instruídos e, por isso, nos tornamos admiráveis aos olhos humanos.

Queremos servir a Deus, mas nos revestimos de uma capa atraente sem nunca alcançar o tempo de dar frutos bons e agradáveis ao Senhor. Jesus tem fome do fruto do Seu Espírito em nós.
O fruto do Espírito é o AMOR que tem de ser colhido sempre, pois toda hora é tempo de semear e de colher amor. Amor semeado tem colheita certa. A figueira dá figos, o homem, amor!

O homem e a mulher que não dão frutos de amor são estéreis. Muitas vezes, porém, nós estamos desvirtuados da nossa condição primeira, porque, como fala mais adiante o Evangelho, nós nos deixamos invadir pelos “vendilhões” e o templo do nosso ser torna-se também uma “cova de ladrões”!

São os maus pensamentos, as maquinações, a vaidade, a falta de perdão, o sentimento de vingança, etc. Confundimos o que é do Espírito com o que é da nossa humanidade e mesmo até com o que é demoníaco.

Por isso, nós, como a figueira, secamos e nos autodestruímos. Precisamos também, como Jesus, expulsar de dentro do nosso coração tudo que nos impede de dar frutos de santidade. Jesus nos dá alento: “tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebeste, e, assim será”.

Na nossa oração nós precisamos suplicar o Espírito Santo. É Ele quem nos capacita a perdoar, a amar, e assim, produzir os frutos que Jesus procura em nós.
Como está o templo do seu coração? O que você tem pedido na sua oração? Quais os frutos que você tem para matar a fome de Jesus? A sua casa é uma casa de oração?

Propósito:

Pai, ensina-me a viver a religião pura e agradável a ti. Cheio de fé e disposto a perdoar e a viver reconciliado, que eu possa rejeitar tudo o que desvirtua a verdadeira religião.

O MELHOR DA VIDA

Senhor, Tu nos criaste para Ti e o nosso coração estará para sempre inquieto, até que venhamos a descansar em Ti.  Santo Agostinho

Tente segurar água em suas mãos e elas vão se esvair rapidamente. Porém, se você se imergir dentro de uma piscina cheia da mesma água, ela vai estar continuamente ao seu redor pelo tempo que você quiser. Com a vida é da mesma maneira. A vida não cabe dentro de suas mãos, e nem pode ser segura pelas elas. Para experimentá-la em sua plenitude, você precisa se imergir dentro dela. É necessário deixar que a vida flua completamente, para que você possa experimentá-la com alegria.

Ao contrario do que é constantemente pregado na nossa sociedade, absolutamente não é necessário possuir para que você venha a desfrutar o melhor desta vida. Mui freqüentemente nós gastamos tempo, esforço, energia e dinheiro tentando possuir aquilo que jamais poderá realmente nos satisfazer.

Quem vive dominado pela ânsia de possuir é como quem tenta segurar água em suas mãos: perde o melhor desta vida. A realidade é que, quando você está livre da necessidade de possuir, você está verdadeiramente livre para deixar que a sua vida flua com alegria.

Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 31 de maio quinta feira


31 maio Que a Mãe Santíssima nos guarde sempre debaixo do seu manto! (L 17). São Jose Marello

Marcos 14,12-16.22-26

No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa, os discípulos perguntaram a Jesus:
– Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?
Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem:
– Vão até a cidade. Lá irá se encontrar com vocês um homem que estará carregando um pote de água. Vão atrás desse homem e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: “Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?” Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.
Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:
– Peguem; isto é o meu corpo.
Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho. Então Jesus disse:
– Isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino de Deus.
Então eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.

 Meditação

A Eucaristia é o sinal desse compromisso.  Em sua origem, significa ação de graças, reconhecimento, ato de agradecer.  Trazida para o seio da Igreja, traduz-se em seu sacramento central, sinal da graça que a impulsiona e conduz.

Data do século VIII o milagre ocorrido na cidade italiana de Lanciano, onde a transubstanciação do pão e do vinho em carne e sangue ocorreu efetivamente, e são conservados até hoje, sem que tenham sofrido qualquer ação do meio físico.

Quando o papa Urbano IV, em 1264, instituiu com a Bula ‘Transiturus’ a festa de Corpus Christi, desejava realçar a presença real do “Cristo todo” no pão e vinho consagrados, consolidando, assim, uma certeza e uma devoção já presentes nos corações dos fiéis.

Hoje a Igreja celebra a grande solenidade do Corpo e do Sangue de Cristo. Esse é o corpo entregue e esse é o sangue derramado para selar a aliança definitiva entre Deus e seu “novo povo”, a humanidade que aceita o convite do Evangelho e assume as conseqüências do seguimento.

Também nós perdemos o sentido dela. Reduzimos o mandamento de Jesus ao mandamento de ir à missa e comungar aos domingos.

Um rito que não complica nem implica nada de nossa vida. Este rito ficará totalmente vazio se não compartilharmos a vida, os bens, os dons, as qualidades com os irmãos, especialmente com os mais necessitados.

É preciso recuperar o significado profundo do rito que Jesus realiza. “O sangue que se derrama por nós” manifesta a morte violenta de Jesus por amor à humanidade e como conseqüência de seu compromisso. “Beber do cálice” implica aceitar a morte de Jesus e comprometer-se com ele e como ele dar a vida pelos outros se for necessário.

Aqui está o sentido profundo, existencial e histórico da Eucaristia: é a Nova Aliança; um compromisso de amor radical aos demais até a morte. Quem não entende assim a Eucaristia, se limita a um puro rito superficial e sem sentido.

Na ceia, Jesus oferece o pão (“tomai”) e explica que é seu corpo. Significa que Jesus entrega toda a sua pessoa, todo o seu ser: sua proposta, sua palavra, sua prática, sua presença.

Ao convidar a comer o pão-corpo, Jesus quer que sejamos semelhantes a ele, quer dizer, a assumir com convicção e autenticidade seu estilo de vida e seu compromisso com o reino. O efeito que produz o pão na pessoa humana é o que produz Jesus em seus discípulos.

O evangelista não indica que os discípulos comam o pão, pois não aderiram a Jesus, não diferiram sua forma de ser e de viver, tornando-a vida de suas vidas. Ao contrário do pão, Jesus dá o cálice sem dizer nada e, explicitamente, se diz que “todos beberam do cálice”. Depois de dar de beber, Jesus diz que “esse é o sangue da aliança derramado por todos”. O sangue derramado significa a morte violenta, ou melhor, a pessoa enquanto sofre tal gênero de morte.

O texto diz que “todos beberam dele”. Depois de o dar a beber, Jesus diz que “este é o sangue da aliança que é derramado por todos”. O sangue derramado significa a morte violenta, quer dizer, o sacrifício da pessoa que sofre tal sorte.

“Beber do cálice” significa, portanto, aceitar a morte de Jesus e o compromisso de não desistir da atividade salvadora (representada pelo pão) por temor nem sequer da morte: “Comer o pão” e “beber e cálice” são aspectos inseparáveis.

Não se pode aceitar a vida de Jesus sem aceitar sua entrega até o fim, e que o compromisso de quem segue a Jesus inclui uma entrega como a sua. Este é o verdadeiro significado da eucaristia. Talvez nós a tenhamos reduzido ao mistério, aliás bastante difícil de entender e explicar, da conservação do pão e do vinho em corpo e sangue de Cristo.

Reflexão Apostólica

Na última ceia, quando celebrava a Páscoa com Seus discípulos Jesus tomou o pão e o vinho deu graças e entregou-os para que eles comessem o Seu Corpo e bebessem o Seu Sangue já antecipando o que iria acontecer com a sua entrega na Cruz.

Jesus já proclamava a Nova e Eterna Aliança que iria ser perpetrada em favor dos homens. Por amor Jesus se ofereceu como alimento e bebida de vida plena para nós, por isso, o pão é verdadeira comida e o vinho verdadeira bebida. Jesus instituiu a Eucaristia que é memória da sua Paixão, Morte e Ressurreição para que nós nos apossemos da Sua graça e tenhamos a nossa alma fortalecida.

Acreditar que o próprio Jesus se faz presente em corpo e sangue na hóstia e no vinho que o sacerdote nos apresenta no momento da consagração eucarística é, sem dúvida, um dos maiores mistérios da fé cristã católica.  Porém, como nos diz o próprio texto litúrgico, é, sobretudo, a memória da aliança que Deus faz com a humanidade através de seu filho Jesus e que marca, de forma mais surpreendente ainda, a presença do Deus vivo em cada Missa que se celebra, em cada recanto do mundo, sem distinção de raça, sexo ou classe social.

É Deus que entrega a todos. E, uma entrega assim, só pode ser feita por um Deus que é puro amor e que conosco deseja ficar.

Por isso, as tantas recomendações da Igreja aos fiéis que se dirigem à mesa da Eucaristia.  Em primeiro lugar, porque é preciso agradecer, relembrando o sentido próprio de Eucaristia.

É preciso ter o coração em festa, sem máculas, sem nada que possa perturbar o ato de reconhecimento de nossa humanidade diante da grandeza do Senhor e, humildemente, dizer: obrigado!  Depois, porque a Eucaristia é um sacramento que a Igreja nos oferece e, portanto, sinal da graça do Pai, sinal de sua presença entre nós.

Desta forma, diante do Mistério e da Verdade, só nos resta uma atitude de veneração e obediência.  E, por fim, porque nenhum sinal dado por Deus é exclusivo de um ser humano.

Nada pode ser maior que o amor que deve nos unir aos outros, tal como no mandamento dado por Jesus, coincidentemente – ou propositalmente – na mesma ocasião em que instituiu a Eucaristia como sinal de Sua memória. Assim, não existe eucaristia sem comunhão, a comum união de homens e mulheres que se irmanam em Cristo e desejam, na celebração de Sua memória, viver em fraternidade

A Páscoa foi preparada de acordo com as ordens de Jesus. Nós também devemos estar sempre preparados pela Palavra de Jesus para comermos na Ceia Pascal o alimento que nos dá a vida eterna. Quanto mais nos alimentamos com Jesus, mais nos pareceremos com Jesus.

Você tem feito como o Senhor tem mandado? O que a Eucaristia tem feito em você? Você está se tornando parecido (a) com Jesus? O que JESUS tem lhe sugerido como preparação para celebrar a Eucaristia?

PropósitoViver com maior consciência, fé, amor e gratidão cada Missa, e buscar visitar com maior freqüência Cristo na Eucaristia.

O PODER DO ENTUSIASMO

O entusiasmo pode vencer o mais ardente cético. Quando você realmente crê naquilo que está fazendo, isso é demonstrado claramente. Os vencedores nesta vida são aqueles que estão empolgados com aquilo que estão realizando. Seja genuinamente entusiasmado, porque o seu entusiasmo irá contagiar outras pessoas. As pessoas são atraídas pelo entusiasmo.

Busque uma maneira de ser verdadeiramente entusiasmado com aquilo que você está fazendo. Se você não pode demonstrar nenhum entusiasmo, então qual o propósito de fazer o que está fazendo? É seu desejo desperdiçar o seu precioso tempo realizando alguma coisa que não lhe garanta o mínimo de entusiasmo?

Seja eficiente tanto quanto você possa ser ao infundir suas ações com entusiasmo. Nada é mais insincero que um falso entusiasmo. Não finja. Seja genuinamente entusiasmado. Se empolgue, demonstre, e contagie outros com o poder do entusiasmo.

Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 30 de maio quarta feira


30 maio – São José Marello.

A palma da vitória está no Céu para quem sabe morrer triunfalmente. (L 23). São Jose Marello
Leitura do santo Evangelho segundo São Marcos 10,32-45 (Mc 10, 35-45)

Jesus e os discípulos iam pela estrada, subindo para Jerusalém. Ele caminhava na frente, e os discípulos, espantados, iam atrás dele; as outras pessoas que iam com eles estavam com medo. Então Jesus chamou outra vez os discípulos para um lado e começou a falar sobre o que ia acontecer com ele. Jesus disse:
– Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos não-judeus. Estes vão zombar dele, cuspir nele, bater nele e matá-lo; mas três dias depois ele ressuscitará.
Depois Tiago e João, filhos de Zebedeu, chegaram perto de Jesus e disseram:
– Mestre, queremos lhe pedir um favor.
– O que vocês querem que eu faça para vocês? – perguntou Jesus.
Eles responderam:
– Quando o senhor sentar-se no trono do seu Reino glorioso, deixe que um de nós se sente à sua direita, e o outro, à sua esquerda.
Jesus respondeu:
– Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber e podem ser batizados como eu vou ser batizado?
Eles disseram:
– Podemos.
Então Jesus disse:
– De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber e receberão o batismo com que vou ser batizado. Mas eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita e à minha esquerda. Pois foi Deus quem preparou esses lugares e ele os dará a quem quiser.
Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar zangados com Tiago e João. Então Jesus chamou todos para perto de si e disse:
– Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles e mandam neles. Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de todos. Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Meditação

Os três evangelistas sinóticos registram três anúncios da Paixão feitos por Jesus a seus discípulos, ao longo da caminhada que empreendiam para Jerusalém.

Em Marcos e Mateus, o segundo e o terceiro anúncio são seguidos de manifestações dos discípulos que aspiravam a posições privilegiadas, esperando que Jesus fosse a Jerusalém para conquistar o poder. Com isto se evidencia a incompreensão dos discípulos em relação à missão de Jesus, até os últimos momentos de seu ministério.

O texto de hoje se refere ao terceiro anúncio da Paixão. Jesus revela que a característica do Reino não é o poder, mas sim o serviço e o amor.

Qual não terá sido a decepção de Jesus diante da insensibilidade de Tiago e João pelo seu sofrimento? Logo após anunciar a paixão que se aproximava, esses apóstolos pediram postos de comando ao lado de Jesus. Não entendiam que deveriam seguir o Mestre na humilhação e não na glorificação. A dor de Jesus já se prenunciava nessa cegueira dos apóstolos.

Quanto mais os discípulos se aproximavam de Jerusalém, onde Jesus haveria de morrer e ressuscitar, tanto mais nutriam esperanças equivocadas a seu respeito. Uma falsa expectativa consistia em identificar Jesus com o Messias davídico, que estava para realizar a esperança popular de restauração do reino de Israel. Não lhes parecia haver mal algum em garantir logo os primeiros lugares na corte do futuro rei.

Jesus questionou esta mentalidade mundana descrevendo o Messias como servo e não como senhor, deslocando o eixo de sua ação da autoridade para o serviço.

Os grandes do mundo fazem questão de impor-se sobre os demais e serem tratados como senhores. Eles se comportam como se fossem proprietários das pessoas, exigindo-lhes submissão.

No contexto do Reino, as coisas se passam de forma muito diversa, revertendo os esquemas do mundo. Nele, a grandeza consiste em fazer-se servidor de todos e o ocupante do primeiro lugar será quem se predispuser a ser submisso a todos.

Por conseguinte, quem é grande no Reino não coisifica seu semelhante. Ele vê no outro um irmão a quem é chamado a servir, com disponibilidade e generosidade.

A vida de Jesus, o Filho do Homem, ilustra seu ensinamento. Toda ela se definiu como serviço à humanidade, para resgatá-la do pecado. Ele não veio para ser servido.

Reflexão Apostólica

Notamos no evangelho de ontem que tanto os discípulos quanto nós precisamos nos policiar no que se diz a verdadeira face de ser cristão. Ontem notamos que o desapego é um passo importante na construção de pessoas melhores… E hoje?

Sim! É natural e humano que precisamos de elogios e reforços positivos para continuar a caminhar. Sabemos que não é o certo, mas nossa motivação e alegria são bem atreladas aos “tapinhas nas costas” que recebemos. Seria hipócrita se dissesse que isso não existe, mas o que tenho a dizer é que para isso também é preciso disciplina e sobriedade.

Quanto à disciplina…

É importante saber que nem tudo que queremos, teremos, mas que tudo que pedimos, Deus sempre nos ouve. Os apóstolos pediam muito mais do que haviam ganho o direito de ter ou lutado para conseguir. Jesus narrava sua sina e sua morte, no entanto havia apenas a preocupação com que seriam, que posto teriam ou ocupariam no céu.

Jesus sondava seus pensamentos; mexia com seus paradigmas; fazia vibrar os conceitos. Ele já havia exortado que o menor seria o maior, que aquele (a) que fosse, por amor a mensagem de vida, humilhado, seria no fim exaltado, mas como nós, os discípulos estavam presos a uma cadeia, denominada por Augusto Cury como cárcere intelectual.

(…) Um dos maiores problemas enfrentados por Cristo era o CÁRCERE INTELECTUAL em que as pessoas viviam, ou seja, a RIGIDEZ INTELECTUAL com que elas pensavam e compreendiam a si mesmas e ao mundo que as envolviam. Por isso, apesar de falar da fé como ausência da dúvida, ele também era um mestre sofisticado no uso da arte da dúvida. Ele a usava para abrir as janelas da inteligência das pessoas que o circundavam”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres)

A disciplina esta em não se render as pequenas coisas, que aos nossos olhos parecem valiosas.

Quanto à sobriedade…

Estar sóbrio é estar centrado, lúcido, apto a entender e responder pelo que esta acontecendo. O que Deus faz em nós e através de nós deve ser dado os créditos a Ele, portanto nenhum de nós deve “se achar” por ter feito o seu trabalho bem feito. Deus tanto ache no “Chico” quanto no “Francisco” e os milagres não acontecem somente pelas mãos desse ou daquele padre famoso, mas pelo filho de Deus que consegue tocar o Senhor.

Noutro dia, o evangelho narrava o pedido do Senhor para que não segregássemos aqueles que fazem e trabalham em Seu nome, mas algo é preciso ser dito diante desse fato: nossa maldade tem impedido que se cumpra.

Quantas pessoas talentosas existem em nossas comunidades, mas não são treinadas, ouvidas, levadas em consideração? Quantos “Davis” se escondem em meio a irmãos imaturos prontos para conduzir nosso povo, nossos grupos, pastorais, mas que não recebem a devida chance, por não fazer parte de uma panela, de um grupinho? Quantas comunidades sofrem pelo fato de pessoas assumirem permanentemente responsabilidades e coordenações de Movimentos, como fossem “donos”, os “primeirões”, aqueles que tudo sabem?

No Reino de Deus, “quem quiser ser o primeiro seja o servo de todos”. Portanto, os líderes cristãos são aqueles que se tornam capazes de colocar os seus talentos a serviço da comunidade, em benefício de todos, e não de si mesmos. O mundo, e de modo especial o Brasil, é profundamente carente de líderes verdadeiramente cristãos.

Sofremos em nossas comunidades, pois nossas lideranças não sabem educar, temem dizer “não”, são relutantes ao novo; nossos grupos sofrem pois ensinaram sobre os milagres que aconteciam a dois mil anos, esquecendo de mostrar que existe um milagre a cada manhã que temos a graça de levantar. Muita gente perdeu a fé, pois espera muito mais do que realmente trabalha para obter.

Lembremo-nos do evangelho de domingo: Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.

Vamos à luta… Vamos OUSAR O EVANGELHO!

Meditação:

Pela terceira vez Jesus anuncia que a Sua Paixão Morte e ressurreição. A primeira vez que o fez foi em Mc, 8,27-38, a segunda em 9,30-37 e agora em 10,32-45. Todos eles são proclamados ao longo do caminho para Jerusalém a capital da fé judaica. Com a paixão de Jesus ao longo do caminho, podemos compreender e dar razão à nossa fé na pessoa e na missão de Jesus de Nazaré.

A paixão de Jesus está presente nas paixões de tantas pessoas que vivem nas comunidades, nas pastorais e nos movimentos sociais que testemunham radicalmente o projeto libertador de Jesus de Nazaré. Assim, os anúncios da paixão se tornam o centro, o núcleo da fé cristã na perspectiva da ressurreição. A ressurreição de Cristo é a força motivadora para nós superarmos as contradições, as dificuldades e os desafios da caminhada.

Estão subindo para Jerusalém e, embora já saibam qual seria o destino de Jesus, acontece o anuncio: “…o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão caçoar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará

Esse último anúncio mostrará claramente que o seguimento de Jesus não tem privilégios como pensavam os discípulos, porque a caminhada é marcada não só de glória. Passa pela coragem de deixar tudo para suportar a opção de vida que levará ao longo do caminho. O caminho de Jesus será marcado de rejeição, de perseguição, de luta e de sofrimento. Essas são as condições para se chegar à glória.

E para, definitivamente, mostrar que para segui-lo é preciso muitas vezes ser curado da surdez e da cegueira, estas estavam presentes durante todo o caminho. Por isso estava difícil que os discípulos compreendessem a mensagem de Jesus a respeito da sua paixão como condição de segui-lo.

Portanto, Jesus nos anuncia que o seu seguimento deverá passar pela cruz. Seguimento e cruz são inseparáveis. Porém, os discípulos não compreenderam, e entre si, discutiam quem era o maior (9,34). Jesus mostrará que o maior é aquele que serve, o primeiro deve ser o último, mudando assim, completamente, a lógica da caminhada. Infelizmente os discípulos estavam presos aos velhos moldes de ver a caminhada como um privilégio ao lado de um Messias que iria transformar a presente sociedade. Daí a razão de ser do pedido dos dois irmãos: Quando o senhor sentar-se no trono do seu Reino glorioso, deixe que um de nós se sente à sua direita, e o outro, à sua esquerda.

No entanto, o caminho de Jesus passa pela humildade e pelo serviço. Adverte-nos que a luta pelo poder não mudará a relação opressor e oprimido. A transformação fundamental é o assumir a prática do serviço à vida na comunhão fraterna com os excluídos, na luta pela justiça na sociedade e pela partilha dos bens da criação, retidos nas mãos de minorias opulentas. O caminho é por aí! Esta é minha e tua tarefa.

Reflexão Apostólica:

O evangelho de hoje traz o terceiro anúncio da paixão e, novamente, como nas vezes anteriores, mostra a incoerência dos discípulos (Mc 8,31-33 e Mc 9,30-37). Enquanto Jesus insistia no serviço e na doação entregando sua vida, eles continuavam discutindo os primeiros lugares no Reino, um à direita e outro à esquerda do trono.

Ao que tudo indica, os discípulos continuavam cegos! Sinal de que a ideologia dominante da época tinha penetrado profundamente na mentalidade deles. Apesar da convivência de vários anos com Jesus, eles ainda não tinham renovado sua maneira de ver as coisas. Olhavam para Jesus com o olhar antigo. Queriam uma retribuição pelo fato de seguir a Jesus.

Jesus reúne os Doze e lhes anuncia com realismo o que vai ocorrer em Jerusalém: as autoridades religiosas e políticas o matarão e depois de três dias ressuscitará.

Os filhos de Zebedeu pedem privilégios, não querem aceitar o sofrimento que supõe o seguimento de Jesus. O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos, é o Servidor, sofredor, não o Messias triunfador.

Não é próprio dos discípulos de Jesus buscar prestigio, poder e riquezas. O discípulo autêntico é o servidor que deve tomar distância das práticas de poder próprias “dos governantes que dominam as nações como se fossem seus donos”.

O caminho da cruz é também o caminho do discípulo, quem busca atalhos, nega-se a amar apaixonadamente como o fez Jesus. Somente ressuscita o que soube dar a vida.

Jesus alguém que poderia facilitar as suas vidas e nem atentavam no fato de que Jesus pudesse passar por dificuldades. Nós também agimos assim, não nos importamos com os meios, queremos apenas receber de Deus a solução para os problemas que precisamos encarar.

Jesus, então, nos dá consciência de como nós devemos assumir o papel de cristãos autênticos. Primeiramente, nos mostra que Ele, o Enviado de Deus, o Messias, o Mestre, também teve que enfrentar os desafios para cumprir a Sua missão.

Depois, ele nos adverte e diz a cada um de nós que pretendemos galgar posição perto de Deus: “vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado.”

O lugar que o Pai reservou a cada um cabe somente a Ele nos indicar. E o que mais vai chamar a atenção do Pai em nós é que sejamos parecidos com o Seu Filho Jesus o qual veio ao mundo não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida por nós Jesus então nos diz: “ Mas, entre vós não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos”.

O seguimento de Cristo implica em assumir a regra do amor ao próximo. Tudo por amor. O amar nos traz conseqüências que muitas vezes não desejamos, mas só assim, nós poderemos dizer que somos cristãos autênticos.

Você quer ser grande? O que você entende por ser grande, segundo as palavras de Jesus? Você também ousa pedir a Jesus um lugar privilegiado? Você aceita pagar o ônus de ser o primeiro? Você acha que seguir a Jesus é fácil ou difícil? Você tem sido servido pelos outros ou tem servido aos outros?

O Evangelho de hoje nos guia pelos caminhos da sabedoria de DEUS. O SENHOR mostra aos discípulos que não é ELE quem decide o desígnio do homem, mas O PAI. Por isso saibamos reconhecer em nós que o designio de cada um já esta preparado, conforme o desejo daquele que nos enviou.

O SENHOR, já sabedor daquele desígnio que o espera, passa a informar o que aconteceria com ELE, preparando os discípulos para sua partida. Nos mostra que também receberemos o mesmo batismo que ELE recebeu e passaremos pelas nossas cruzes cotidianas assim como ELE.

O BATISMO DE CRISTO é o ESPÍRITO SANTO e por isso este batismo vem acompanhado de sofrimento por parte de quem o recebe. O PAI é JUSTO e já sabe quem é merecedor de receber este batismo. É por isso que estamos aqui, para aprender com o SENHOR como sermos SANTOS.

Vejamos o que nos ensina o SENHOR: “Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.”

É o que buscamos falando a VERDADE, salvar milhares, o máximo possível, de homens e mulheres com o que escrevemos através do ESPÍRITO SANTO.

Não deixemos a SANTA IGREJA em hipótese nenhuma. É o único CAMINHO, deixado pelos APÓSTOLOS. Se enriqueçam enquanto podem com a PALAVRA DE DEUS, os ensinamentos de JESUS e pratiquem esta PALAVRA.

Sirvamos a DEUS, pois O PAI lhes serve todos os dias mesmo sem saberdes. Sirvamos a nós mesmos em primeiro lugar com as PALAVRAS SANTAS e depois sirvamos os outros ensinando o que aprendeu. Isso é praticar.

Propósito:

Pai, a exemplo de Jesus, transforma-me em servidor de meus semelhantes, e não me deixes ter medo de colocar minha vida a serviço de quem precisa de mim. Fazei, ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e a vossa Igreja vos possa servir, alegre e tranquila.

AO COMEÇAR UM NOVO DIA

Você sempre vê o seu dia como um novo começo – como uma nova página a ser escrita e cheio de possibilidades – ou você ao acordar já começa a se deter no ontem, pensando em todas aquelas coisas que você poderia ter feito ou obtido?

Começar um novo dia com os pensamentos ao dia anterior se assemelha a escrever num quadro negro que nunca foi apagado desde o inicio do ano escolar. A sua nova mensagem será muito difícil de ser distinguida entre todas as outras mensagens que já estão desaparecendo numa superfície cheia de poeira.

A melhor maneira de começar o dia é tratá-lo como uma página completamente limpa. Primeiramente diga a si mesmo: O que passou, passou! Eu não posso reverter o que já foi feito e nem tenho controle dessa situação.” A seguir, faça uma lista intitulada “Para Hoje.” Esses são os seus alvos para as próximas vinte e quatro horas. No final do dia jogue a lista para que assim você possa começar um novo dia!

Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 29 de maio terça feira


29 maio – A santa pureza é guardada pela virtude da humildade, sua irmã. Ah! Ninguém pode ser puro se não for humilde! E a Virgem Santíssima foi enriquecida por uma pureza tão singular e resplandecente porque foi sumamente humilde. (S 358). SÃO JOSÉ MARELLO

Marcos 10,28-31

Aí Pedro disse:
– Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.
Jesus respondeu:
– Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições. E no futuro receberá a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros.
Jesus anuncia outra vez a sua morte e a sua ressurreição    

Meditação:

O texto do Evangelho de ontem no qual Jesus apresentava a incapacidade dos homens e mulheres apegados aos bens seguirem Jesus, opõe-se ao de hoje.

Vemos Pedro a professar o seu despojamento de tudo para ir a traz do mestre: Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.

Pedro é um dos que deixaram tudo para seguir Jesus. Não era rico, mas um esforçado pescador, porém, seu gesto foi muito valioso. Jesus diz então que quem deixar família e bens por ele e pelo evangelho, receberá cem vezes mais.

Quem deixa tudo para ser discípulo missionário de Jesus sofrerá também perseguições no seguimento, mas encontrará na comunidade cristã o necessário para viver em bens materiais e afetivos.

Nas palavras de Pedro, não só estavam as dos outros apóstolos ontem, como também estão as minhas e as tuas. Estão as palavras de todos nós quando nos desfazemos nos despimos dos nossos orgulhos, vaidades, soberbas. Assim como Pedro nos evangelhos, tomava decisões em nome da Comunidade dos Apóstolos, assim continua nos dias de hoje falando e nos representando.

“Na generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus, na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do Evangelho” (Doc. de Aparecida 31).

Finalmente, a Palavra nos ensina que aqueles que crerem ter tudo, não alcançarão a vida e são os últimos, enquanto que os que crêem em

Jesus e o seguem compartilhando o que são e o que tem encontram tudo na comunidade cristã e são os primeiros.

Definitivamente, o cristão é chamado a viver em santidade, que se realiza na prática cotidiana do mandamento do amor.

No evangelho, a pergunta de Pedro a Jesus é a mesma que certamente já dirigimos ao Senhor em algum momento de nossas vidas: “Que receberemos em troca, já que deixamos coisas muito importantes para te seguir?” E embora o seguidor do Senhor não devesse olhar de modo primordial para a recompensa, Jesus nos assegura que pelas renúncias que fazemos por ele e pelo Evangelho receberemos cem vezes mais. Que significa isto?

Quando optamos por Cristo escolhemos crescer de modo extraordinário numa experiência humana e de fé que nos levará a ser mais conscientes e coerentes, mas capazes de transformar nossa atual sociedade num cenário digno que permitisse o desenvolvimento de uma qualidade de vida cabalmente humana para o conjunto de seus cidadãos.

Neste crescimento, de que participa a mesma comunidade da qual fazemos parte, seguiremos optando por ser melhores no serviço e na construção do reino de Deus no nosso meio, e poderemos ver que, à medida que os demais progridem com nossa parcela de dignidade, reconhecimento, respeito, alegria de viver, iremos nos enriquecendo cada vez mais a nós mesmos.

Não em riquezas materiais, por certo, mas numa riqueza muito mais profunda, reconfortante e duradoura. E tudo será lucro, definitivamente, quando estivermos plenamente convencidos da meta que nos está esperando em Deus apesar dos problemas, trabalhos e perseguições que tratar de alcançá-la implica.

Reflexão Apostólica:

Os discípulos queriam saber de Jesus o que eles teriam em troca por O terem seguido! Jesus foi claro e direto na sua explanação: a recompensa de Deus não vem do modo como que nós esperamos, mas cem vezes mais do que imaginamos.

No entanto, só poderá comprovar esta promessa quem realmente se dispõe a sofrer perseguições. Quem tiver deixado “tudo” pela causa de Cristo, receberá desde já, também tudo, com perseguições e no mundo futuro, a vida eterna.

Deixar tudo não significa lançar fora, rejeitar, mas simplesmente vivenciar de uma maneira diferente. Deixar pai, mãe, filhos, bens por causa de Jesus e do Evangelho, significa colocar como prioridade as exigências do ser cristão (ã), tornando-se livre de apegos humanos e de idolatrias.

Deixar tudo é desvencilhar-se de idéias, de preconceitos e pensamentos humanos, racionais, para se deixar conduzir pela mensagem do Evangelho, a boa nova de Jesus para os homens.

Quando nós colocamos Jesus Cristo como centro da nossa vida tudo o que nós possuímos, adquire um novo sentido e, mesmo com tribulações, nós conseguimos usufruir de tudo o que temos, com uma nova mentalidade, sem apego, sem egoísmo, com serenidade.

Quando nós nos dedicamos à causa de Cristo, quando temos o nosso pensamento e o nosso ideal de vida, voltados para Ele nem as coisas materiais nem a nossa família nos afastam de Deus porque as coisas da terra nos levam a uma vivencia espiritual que faz toda a diferença na qualidade da nossa vida.

Você tem deixado tudo pela causa de Cristo? O que você desejava antes de conhecê-Lo é o mesmo que você anseia hoje? Você é uma pessoa muito apegada aos seus planos, sua família, seus bens? Qual é o lugar que Cristo ocupa na sua vida?

A opção de Pedro e demais discípulos contrasta com a do homem rico que desinteressou-se pelo seguimento de Jesus. Em resposta a Pedro, Jesus faz uma declaração abrangente que vai além daqueles que lhe estão perto, e além de seu tempo. Jesus refere-se a todo aquele que tudo deixa por causa dele e do seu anúncio.

O sentido do desapego da família e das propriedades é a adesão a um novo projeto de vida. Já, nesta vida, no mundo novo possível, de modo muito mais abrangente são reencontrados os laços de amizade e amor, na grande família dos filhos de Deus, no usufruto do bem maior que é a compaixão, a comunicação, a solidariedade e a partilha, em uma sociedade em que vigora a justiça e a paz.

Não faltarão as hostilidades dos poderosos que vivem às custas do povo oprimido e empobrecido. São ambiciosos que amam a riqueza e desprezam a vida.

A sentença final exprime a subversão do Reino. É descartada a sociedade hierarquizada baseada no poder e no prestígio da riqueza, representada pelo homem rico que se afasta de Jesus.

Vigora agora a comunidade solidária e fraterna em que todos usufruem os bens terrenos, na alegria e no amor. Os discípulos, seduzidos por Jesus, libertam-se do jugo do ter e das estruturas que alicerçam o império do dinheiro.

Propósito:

Pai, dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino, sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.

COMPROMISSO

A maioria das pessoas fracassam não por causa de falta de vontade, mas por falta de compromisso.

Compromisso significa agir não apenas quando é conveniente ou confortável, mas sempre quando for necessário. Compromisso significa estabelecer prioridades e persegui-las fielmente sem vacilar. Compromisso é mais que palavras, muito mais do que apenas dizer que você vai fazer. Compromisso é fazer o que tem que ser feito até a coisa acontecer.

Compromisso está disponível para qualquer pessoa que compreende e aprecia seu valor o suficiente para com ele viver a cada dia e a cada momento. Compromisso não requer habilidade especial, apenas determinação e disciplina em busca de um alvo. Compromisso segue em frente e termina o trabalho que tem de ser terminado mesmo a despeito de críticas e diante de circunstâncias que lutam vigorosamente contra.

Compromisso suporta as dores do momento sem desfalecer. Compromisso desfruta os prazeres da jornada sem perder a visão do alvo. Um compromisso pode ser decidido em um instante mas pode durar por toda uma vida. Com verdadeiro compromisso, o que você pretende, certamente você será.

Publicado por: sidnei walter john | 27 de maio de 2018

Evangelho do dia 28 de maio segunda feira


28 maio – Há uma virtude que resplandeceu de modo muito particular na Virgem Imaculada,nossa Mãe, uma virtude predileta de Jesus e que também nós devemos possuir, pois ela é o adorno mais lindo da alma: quero dizer a pureza, a virtude com a qual o homem imita os Anjos, aliás, os vence em merecimento, pois eles são puros por natureza, nós por graça: eles, não tendo corpo, são puros por necessidade, nós por vontade, pois nós devemos combater, vigiar, rezar muito e mortificar-nos para obter e conservar essa virtude tão delicada. (S 356).SÃO JOSÉ MARELLO

Marcos 10,17-27

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”
18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!”
20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”
22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”
24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. 
   
Meditação:

O evangelista Marcos nos apresenta, no caso do jovem rico, um grave erro que pode ocorrer na vida de todos nós no que diz respeito à questão da salvação e que se refere ao sujeito da salvação.

Às vezes, a gente escuta que as pessoas devem esforçar-se para se salvarem e eu penso que eu devo conseguir me salvar. Ora, ninguém salva a si próprio. Eu não posso ser o meu salvador.

Os discípulos perguntaram: “Quem então poderá salvar-se?” A resposta de Jesus é: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus, tudo é possível”.

Não podemos confiar a nossa salvação nem em nós mesmos, nem nos outros e nem nos bens materiais, pois nada ou ninguém, a não ser o próprio Deus, podem nos salvar.

Neste evangelho, vemos, hoje, o que Jesus dizia  sobre como devemos ser neste mundo, para conseguirmos chegar à vida eterna. Quando perguntado por um homem: “Que devo fazer para alcançar a vida eterna?” Ao que Jesus responde-lhe:- “Não mates, não roubes, não cometas adultério, não levantes falso testemunho, não defraudes, honra  teu pai e tua mãe”. Ao que o homem lhe diz: -“Sim, mestre; tudo isso tenho cumprido à risca. ”Daí, Jesus continua: -“Então, tudo  bem, só falta-lhe uma coisa , vai vende tudo o que é teu e dá aos pobres e segue-me.” O homem ficou muito triste e afastou-se, desistindo de segui-lo.

Jesus, então, comenta com os apóstolos :- “Como é difícil para quem é rico na terra, conseguir um lugar no céu.”. O apego ao dinheiro e às coisas materiais, só constituem para eles, os maiores obstáculos para conseguirem o céu.

O coração fica embrutecido e sem sensibilidade para descobrir e aumentar a sua fé nas palavras de Jesus, como Deus que habitou entre nós e, morreu na cruz, somente para salvar a humanidade inteira, que o Pai Criador colocou na terra  que , como o seu sonho, deveria ser um paraíso, onde correriam  leite e mel.

Jesus termina a sua explicação aos apóstolos dizendo-lhes : “É mais fácil  um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu.” Quer dizer, realmente a vida voltada somente para o que é material, empobrece o espírito, esvaziando-se das riquezas que só Deus pode nos dar, através da nossa fé.

E’, realmente “pobre”, aquele que não tem fé em Deus. Na sua infinita bondade Deus, depois de tentar muitas vezes, através dos profetas, que eram os portadores dos seus avisos sobre a salvação e a vida eterna, Ele fez-se homem em seu próprio filho Jesus Cristo e, veio viver entre nós, para que acreditássemos, através das suas palavras e dos seus exemplos e, que assim ele pudesse levar a humanidade pelo caminho da salvação, que é o cume do Seu plano. Deus, na sua extrema bondade procurou trazer ao mundo a felicidade que já não existia, porque o seu povo  O vem expulsando do seu convívio. Porém mesmo assim, os homens não entenderam nada e, ainda hoje uma grande maioria ainda não entende, se apega às coisas materiais e expulsam  Deus dos seus lares.

Muitos  são os que vivem  voltados e “enroscados” só no que é material, tornando-se verdadeiros escravos deste mundo dês-humanizado , em que vivemos nestes tempos. As coisas materiais adquiriram valores que as transformam em verdadeiros “deuses”, para a maioria que vive pautada nos esquemas de políticas sócio – econômicas protecionistas , onde a minoria dita normas e conduz, ao seu bel prazer, os destinos de todos; numa gritante e injusta divisão social, massacrando as classes tão sofridas, que vivem, sempre, das migalhas que sobram dessas divisões.. Realmente fica muito difícil o céu, a vida eterna, para os que não crêem e não vivem segundo os ensinamentos de Jesus. –

No evangelho de hoje nos encontramos com a verdade de que nada há de melhor que Deus, e isso o afirmamos a outros que seguramente vivem aflitos por suas dificuldades, enfermidades e problemas. Mas experimentamo-lo em nossa vida de tal forma que possamos mostrar aos outros que acreditamos nisso?

O jovem do evangelho também acreditava ser Deus seu único bem. Seu coração, porém, tinha uma grande dependência de suas riquezas. Estas (no seu modo de ver) lhe davam mais segurança do que a que Deus podia oferecer-lhe.

Ele deseja alcançar a vida, mas tem seu coração posto nas riquezas que possui e isto lhe impede de escutar o convite que Jesus lhe faz: “Uma coisa te falta: vá, vende tudo que tens e distribua aos pobres e terás tesouro no céu; depois vem e segue-me”. Não pôde ser discípulo, ao contrário, tomou outra direção indo “embora triste”.

Experimentar a Deus bondoso é um privilégio para aqueles que não têm mais seguranças que ele. O impossível para o ser humano é possível para Deus. “Deus pode tudo” seria então a afirmação que deveríamos fazer todos os dias ante a impotência tão humana de garantir para si mesmo a própria salvação.

Essa convicção poderia levar-nos à comunhão perfeita entre uns e outros; às relações de justiça na verdade, sem interferências que as corrompessem.

Ter fé leva-nos a ser humildes; porque enquanto nos sentirmos o centro do mundo sobre o qual deve girar o universo, não haverá possibilidade de encontrar nossa plena realização na história relacionando-se plenamente conosco mesmos, com os outros e com o universo no qual estamos vivendo.

Quem crê em Jesus e o segue, compartilhando tudo o que é e o que tem, descobre a alegria de viver junto Dele. “A alegria do discípulo não é um sentimento de bem estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que acalma o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus.

Conhecer Jesus é o melhor presente que pode receber qualquer pessoa, tê-lo encontrado é o melhor que nos aconteceu na vida, e dá-lo a conhecer com nossa palavra e obras é nossa alegria” (Doc. de Aparecida 29).

Reflexão Apostólica:

No evangelho de hoje Jesus fala que: “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” Essas palavras parecem muito fortes e excludentes para os ricos, mas o que Jesus estava querendo dizer era que se já e difícil para os homens comuns buscar a vida eterna aqui na terra com tantas tentações, prazeres da carne, ambições, status, sociedade, luxo e outras tantas coisas para se lutar contra e tentar ser aquilo que Deus quer, imaginem para os ricos que podem usufruir de tudo isso com bem mais facilidade que as pessoas comuns.

Então, o que o Senhor estava querendo exortar aquele jovem rico era que o centro da sua vida não deveria ser o dinheiro e todos os bens que ele tinha, mas o amor de Deus.

Quando Jesus disse que para ele ganhar a vida eterna deveria vender tudo o que tinha e dar aos pobres, pois somente dessa forma ele teria um TESOURO NO CÉU, aquele jovem ficou abatido, pois estava muito apegado ao TESOURO QUE ELE TINHA NA TERRA.

Aí está o grande segredo desse evangelho: mostrar às pessoas que, às vezes, pensamos estar livres das amarras do mundo, mas quando nos é pedido para realmente abrir mão delas, vemos o quanto estamos APEGADOS às coisas terrenas e distantes das coisas celestes.

E essa realidade não se aplica apenas para os ricos, mas para todos nós. Quantas vezes nos vemos apegados ao nosso cargo em uma empresa, ao nosso carro, a televisão LCD/LED que compramos, ao laptop que carregamos para todo lugar, ao namorado ou namorada, às roupas de marca e a tantas outras coisas que acabam por desequilibrar o nosso espírito e o nosso dia-a-dia.

Todo apego desordenado a coisas e pessoas só tendem a nos afastar das coisas do alto e das virtudes do espírito, pois passamos a ser egoístas, individualistas, interesseiros, fúteis, ciumentos, soberbos e esquecemos de olhar as coisas e as pessoas com simplicidade e amor.

E foi por isso, que no final desse evangelho, Jesus disse para as pessoas que achavam que seria impossível abrir mão das coisas materiais para ser feliz, essas palavras: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.

Crendo nessas palavras, peçamos a Deus a graça de sermos libertos de todo apego desordenado aos quais estamos presos aqui no mundo e dessa forma busquemos seguir Jesus e ganhar a vida eterna.

Que Deus nos abençoe ricamente! Nunca nos esqueçamos de sermos felizes e lembremo-nos sempre de que a verdadeira FELICIDADE ESTÁ EM DEUS E NÃO NAS COISAS E PESSOAS.

Propósito:

Pai, não permitas que o meu coração se apegue de tal forma aos bens deste mundo, a ponto de levar-me a te colocar em segundo lugar.

A REALIDADE DO DESAPONTAMENTO

As coisas nem sempre saem da maneira que você planejou. Felizmente, nenhum desapontamento tem que ser permanente, porque – pela graça de Deus – você sempre pode se levantar e seguir positivamente em frente. A única maneira garantida de evitar desapontamentos é evitar fazer qualquer coisa de valor com a sua vida. Porém, isso já seria um terrível e catastrófico desapontamento.

Quando você decide fazer algo positivo e significativo com a sua vida, você irá se deparar com inúmeros desapontamentos à sua frente. Porém, desapontamentos por mais dolorosos que sejam, eles fazem parte de uma rica, bem sucedida e gratificante vida.

Agora, neste momento, cada desapontamento que você experimentou é coisa do passado. Agora, neste momento, você tem a oportunidade de aprender poderosas e positivas lições advindas da benção do desapontamento. Não leve o desapontamento para o terreno pessoal. Aprenda a ve-lo como algo inerente à vida; algo simplesmente natural em mundo carregado de imperfeições. Levante a cabeça, olhe para cima e faça do desapontamento um amigo que tem muito a lhe acrescentar na sua maravilhosa jornada de vida.

Publicado por: sidnei walter john | 20 de maio de 2018

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO – SANTÍSSIMA TRINDADE –AGORA CERTO


27 maio – São João, o Apóstolo predileto, foi o primeiro membro da família de Maria: ele era virgem, e isso é uma linda prova da predileção de Maria pela virgindade. (S 343). São Jose Marello

go, 12/31/69, 5:19 PM, 8C, 7296×11508 (1026+111), 150%, paintings, 1/10 s, R71.9, G62.7, B84.3

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 28,16-20

Os onze discípulos foram para a Galiléia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. Então Jesus chegou perto deles e disse:
– Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.
” 

Meditação

Nos evangelhos de Marcos e de Mateus, quando as mulheres, após a crucifixão de Jesus, vão visitar seu túmulo na madrugada do primeiro dia da semana, um anjo lhes diz: “Ide contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos e que vos precede na Galiléia. Lá o vereis” (Mc 16,7; Mt 28,7). No evangelho de Marcos, Jesus já havia dito aos discípulos: “Depois que eu ressurgir, eu vos precederei na Galiléia” (Mc 14,28). Em Mateus, após as palavras do anjo, o próprio Jesus, vindo ao encontro das mulheres, lhes repete: “Ide anunciar a meus irmãos que se dirijam para a Galiléia; lá me verão” (Mt 28,10).

Em continuidade a este anúncio, Mateus registra o encontro dos discípulos com Jesus em uma montanha da Galiléia. Durante seu ministério na Galiléia, Jesus já havia enviado os apóstolos em missão. Agora, permanecendo vivo entre eles, reenvia-os para fazer discípulos entre todas as nações. Não há nenhuma eleição particular, todos são chamados ao seguimento de Jesus, na adesão à vontade do Pai, que é que todos tenham vida, em comunhão plena de amor.

Este Evangelho, final do relato de Mateus, volta a sublinhar essa conexão.  Compreende as circunstancias do último encontro entre Jesus e seus discípulos (vv. 16-17) e as palavras finais do Senhor à sua comunidade.

A respeito das circunstancias, o texto situa a cena em uma montanha da Galiléia. Produz-se a teofania do ressuscitado que deve colocar-se em relação com a montanha da Tentação e coma montanha da Transfiguração. Antecipa-se, assim, o senhorio de Jesus, tema principal que se depreende das palavras que ele pronuncia.

Longe do centro do poder religioso, Jesus se encontra com os Onze. O número é o resultado da subtração de Judas da cifra original dos Doze discípulos e significa a totalidade dos seguidores de Jesus que não o abandonaram. Todos eles são beneficiários da experiência do Ressuscitado. Ante essa experiência, sua atitude é uma mescla de adoração e de dúvida. Como Pedro ante o embate das ondas a comunidade leva em seu seio estes dois sentimentos contraditórios. Ambos são os únicos textos de Mateus que combinam verbos que se referem a esses dois sentimentos.

As palavras de Jesus querem fortalecer a fé da comunidade a partir do cargo que exercem as três personagens: Jesus, o círculo dos discípulos e “todos os povos”. A respeito de si  mesmo, Jesus afirma que recebeu “plena autoridade no céu e na terra”(v. 18). Para o evangelista, a autoridade ocupa um posto importante na apresentação de Jesus.

Este, no início de sua atividade, havia rejeitado a última proposta do demônio em vista a receber “todos os reinos do mundo” (cf Mt 4,8-10), os discípulos havia visto presente e atuante em Jesus o significado do poder divino, porém deviam mantê-lo em segredo (cf Mt 16,28-17,9). Agora é o momento da proclamação deste senhorio, recebido por Jesus, de Deus Pai.

Os elementos que sublinham o universalismo são acumulados nesta breve passagem. Junto com o “céu e terra” e a menção dos “povos”, dá-se uma significativa repetição do termo “todo”, “plena autoridade”(v. 18), “todos os povos” (v. 19), “tudo o que os mandei” (v. 19), “cada dia” (v. 20). A obediência ao querer divino confere a Jesus um senhorio universal que é exercido sobre toda a realidade criada.

Este senhorio universal é o fundamento para a existência da realidade eclesial. O encontro com Jesus ressuscitado estabelece a Igreja no momento da irrupção gratuita e definitiva daquele que foi entronizado à direita do Pai. Desta forma inicia-se uma nova era com a presença definitiva do Emanuel, o Deus conosco.

Este “relato de vocação”da comunidade eclesial descreve a transmissão de “todo o poder” que Jesus faz. Graças a ele, podem convocar novos discípulos mediante o batismo e a catequese. Pelo batismo, Jesus havia iniciado o cumprimento definitivo da justiça do Reino (Mt 3,15), da mesma forma o batismo cristão insere a cada batizado na mesma dinâmica.

Junto com o batismo, a outra característica da existência cristã é o “ensino”. Não se trata de uma teoria que se deve proclamar, e sim a Boa Noticia do Reino frente a qual todo crente é um seguidor, o que existe dele um compromisso coerente. Trata-se de “guardar tudo o que lhes mandei”. Dessa forma, toda obra e palavra de Jesus se convertem em ponto de referencia que se deve ter presente na própria vida.

O mandato de Jesus compromete a toda a comunidade eclesial e a responsabiliza diante de todas as nações. Ainda que já iniciado no círculo dos discípulos, o senhorio de Jesus não pode se esgota no interno da vida das comunidades cristãs. Para isso conta com a assistência do seu Senhor: “Eu estarei convosco”. Essa assistência oferece a coragem necessária para superar todos os temores e tempestades e confere um âmbito ilimitado para a atuação da salvação.

Para isso, exige-se da Igreja a mesma obediência de Jesus. Somente na rejeição do poder de domínio, na obediência filial ao Pai, poderá realizar sua tarefa. Este “manifesto” final do Senhor ressuscitado liga intimamente a missão da Igreja ao caminho percorrido historicamente por Jesus de Nazaré, homem e Deus.

Reflexão Apostólica:

Neste Domingo, em que celebramos de um modo particular a Santíssima Trindade, vamos ter oportunidade de refletir no Deus que a Bíblia nos apresenta e que não tem os rostos que muitas vezes Lhe atribuímos. Ele é um Deus próximo do homem, o Deus conosco, que Se interessa pelos nossos problemas e intervém para nos conduzir à vida consigo.

É Deus «família», aberta a todos nós. É nessa «família» que somos incluídos pela «força» da Ressurreição de Cristo. Por isso, poderemos chamar a Deus: «Abba, Pai!».

A «família» de Deus, a Trindade, está sempre aberta para acolher os seus novos filhos. O Pai quer que o Seu amor chegue a todas as criaturas.

No seu ensinamento, Jesus diz-nos que Deus não é um Deus sozinho mas uma «família», modelo de unidade e de comunhão de pessoas.

Esta «família» de Deus, a Trindade, é a imagem perfeita da harmonia, da plena integração, da total realização, que acontece na abertura do encontro em diálogo de amor com as outras pessoas. Esta unidade de todos na paz da «casa» do Pai realizar-se-á plenamente quando todos os homens, por intermédio dos Seus discípulos, receberem a Boa Nova da salvação, pela Ressurreição de Cristo.

E ensina-nos de que, como família, temos a graça de poder chamar a Deus: «Abba, Pai!»
E ensina-nos a chamar-Lhe «Abba, Pai»!

Não somos já meras criaturas, não somos servos que ajudam o patrão na esperança de conseguir um prêmio ou no receio de receber um castigo.

Somos filhos que alcançaram d’Ele a mesma vida. O Espírito que nos foi comunicado leva-nos a gritar a Deus, cheios de confiança e alegria: «Abba, Pai!».

A religião dos castigos, do receio, dos méritos, a religião de quem reza a um Deus distante que não sente dentro de si, é inconciliável com a profissão de fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Estaremos nós repletos da presença deste Deus no mundo, especialmente ante quem sofre, quem erra, para quem é pobre? Confiamos que Ele não nos abandona? Acreditamos que o «poder» dado a Jesus e por Ele comunicado através do Espírito Santo acabará por levar todos os homens à salvação?

Então, mantenhamo-nos fiéis ao batismo que recebemos em nome da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, para difundirmos no mundo este amor de Deus por todos os homens. Vamos viver a Igreja que é: viver o agradecimento eterno do Pai ao Filho. Façamo-lo com amor

Propósito:  Reconhecer, com fé, a glória da eterna Trindade.

SOLUÇÕES FÁCEIS

Nossa natureza humana constantemente nos compele a buscar as soluções mais fáceis; não porque sejam eficientes, mas simplesmente porque são mais fáceis de ser aplicadas. Se nos é dada a opção de escolher entre uma abordagem fácil e uma difícil, entre uma sem dor e outra dolorosa, nossa tendência é não hesitar na escolha da solução mais fácil.

A realidade, entretanto, é que, à medida que uma solução fácil nos leva a uma outra solução fácil, e ainda a uma outra a seguir, nossas ações passam a ter como base esse expediente. Conseqüentemente, passamos a constatar uma notória ausência de eficiência. E gradualmente vamos sendo levados a um mundo de muita atividade, gerando muito movimento, mas raríssimas ações significativas. Isso lhe soa familiar? As soluções fáceis demandam muita atividade, mas em contraposição produzem poucos resultados.

Chega porém um ponto onde a frustração e a inadequação se tornam insuportáveis. E somos forçados a adotar o caminho mais difícil, só que agora eficiente. Entretanto, esse caminho se tornou bastante difícil, em virtude do acumulo de soluções fáceis. Na próxima vez que você for tentado a buscar a solução mais fácil e menos dolo-rosa, dê uma boa examinada para ver aonde esta solução poderá conduzir a sua vida. E não caia na tentação de evitar o difícil, trocando-o pelo (inicialmente) fácil. Tenha compromisso com o que é correto, não importando quão difícil seja.

Publicado por: sidnei walter john | 20 de maio de 2018

EVANGELHO DO DIA 27 DE MAIO DOMINGO – SANTÍSSIMA TRINDADE


27 maio – São João, o Apóstolo predileto, foi o primeiro membro da família de Maria: ele era virgem, e isso é uma linda prova da predileção de Maria pela virgindade. (S 343). São Jose Marello

go, 12/31/69, 5:19 PM, 8C, 7296×11508 (1026+111), 150%, paintings, 1/10 s, R71.9, G62.7, B84.3

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 28,16-20

Os onze discípulos voltaram à Galiléia, à montanha que Jesus lhes tinha indicado. Quando o viram, prostraram-se; mas alguns tiveram dúvida. Jesus se aproximou deles e disse: “Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos”.  

Meditação: 

A  Solenidade da Ascensão de Jesus que hoje celebramos sugere que, no final de um caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, em comunhão com Deus. Sugere, também, que Jesus nos deixou o testemunho e que somos agora nós, seus seguidores, que devemos continuar realizando o projeto libertador de Deus para os homens e para o mundo.

A Ascensão de Jesus Cristo ao Céu não nos afasta d’Ele, pois o Espírito Santo que Ele nos enviou em Pentecostes é a presença salvífica de Jesus na Igreja.

O Beato João Paulo II disse que Jesus “do ponto de vista físico e terreno já não está presente como antes, na realidade a sua presença invisível intensifica-se, alcançando uma profundidade e uma extensão absolutamente novas.

Graças à ação do Espírito Santo prometido, Jesus estará presente onde ensinou os discípulos a reconhecê-lo: na palavra do Evangelho, nos Sacramentos, na Igreja, Comunidade de todos os que crêem n’Ele, chamada a desempenhar uma incessante missão evangelizadora no decorrer dos séculos”.

Conforme as Escrituras, quarenta dias depois da Ressurreição (Atos 1,3), Jesus subiu aos céus. Se nos ativermos aos evangelistas de forma superficial, há de nos parecer que um fato tão transcendental como este não mexeu muito com as primeiras comunidades cristãs.

O Evangelho apresenta-nos as palavras de despedida de Jesus que definem a missão dos discípulos no mundo. Faz, também, referência à alegria dos discípulos: essa alegria resulta do reconhecimento da presença no mundo do projeto salvador de Deus e resulta do fato da ascensão de Jesus ter acrescentado à vida dos crentes um novo sentido.
Senhor.
De fato chama-nos a atenção que, exceto Lucas (Lc 24,50-51; At 1,2-11), nenhum outro evangelista registre o episódio da Ascensão. Marcos (16,19) só registra que “depois de falar com seus discípulos foi elevado ao céu e se sentou à direita de Deus”.

É interessante ter em conta que o número 40 simboliza na Bíblia o tempo que requer o povo para tomar consciência do projeto de Deus.

Uma vez compenetrado dele, vence as tentações que pretenderam desviá-lo de seu cumprimento, afirma-se na vontade de Deus e prepara-se para a missão que tem adiante de si.

Sob esta ótica é realmente esclarecedor considerar os 40 anos do povo eleito no deserto, e os 40 dias que, por sua parte, passou também Jesus no deserto antes de empreender sua transcendental missão.

Para Lucas, o período dos 40 dias após sua ressurreição simboliza o tempo que Jesus teve de passar para convencer os discípulos de que na realidade tinha ressuscitado, e das conseqüências que tal fato teria na vida deles quanto à responsabilidade missionária como testemunhas mais próximas e confiáveis do Ressuscitado.

O problema, entretanto, é que os discípulos confundem a Ressurreição com o fim dos tempos (Atos 1,6-7). Jesus os corrige, afirmando: “não pertence a vocês saber os tempos nem as épocas que o Pai fixou com sua autoridade própria”.

Se algo fica claro ao analisar estes fatos é que já desde os albores do cristianismo se vem propagando a afirmação de que logo o mundo seria destruído como parte da glorificação definitiva de Deus.

Contudo, do fundo de nossa convicção cristã podemos sustentar que o mundo não acaba agora como não acabou antes; pelo contrário, com a ressurreição de Jesus recomeçou. Daí a tarefa transcendental que cabe aos cristãos e a todos os homens de boa vontade no sentido de redimir, humanizar, transformar e “divinizar” o mundo que o Filho de Deus um dia escolheu para ser como sua casa; tarefa que fica bastante clara neste episódio da Ascensão.

Por isso, no momento de Jesus subir para o alto, seus seguidores são intimados a não ficar a olhar para o céu (Atos 1,10-11); então agora é hora de olhar para a terra, onde somos todos convidados a construir o reino de Deus, que é o coroamento e não a destruição do mundo.

Para Mateus (28,16), a Igreja não nasce em Jerusalém, cidade que representa o centro do poder religioso e político que perseguiu e assassinou Jesus, mas na Galiléia, uma região que por sua fama de rebelde e pagã simboliza a periferia e a exclusão. Na Galiléia começou Jesus seu ministério, e lá também a Igreja começará sua missão.

Para Lucas 24,49; Atos 1,2-8), o Espírito Santo é quem assegura a unidade entre a missão de Jesus no evangelho e a missão da Igreja no livro dos Atos.

A missão da Igreja (Mateus 28,19-20) tem dois objetivos: primeiro batizar em nome da Trindade, de maneira que todos fiquemos incluídos e acolhidos dentro da comunidade do reino, e em segundo lugar, ensinar não somente com palavras e boas intenções, mas com obras que sejam notadas na prática da vida cotidiana.

O evangelho, final do relato de Mateus, volta a sublinhar a conexão do senhorio do Messias Jesus à compreensão dos membros da comunidade eclesial sobre a esperança à qual “abre seu chamado”..  Compreende as circunstancias do último encontro entre Jesus e seus discípulos (vv. 16-17) e as palavras finais do Senhor à sua comunidade.

A respeito das circunstancias, o texto situa a cena em uma montanha da Galileia. Produz-se a teofania do ressuscitado que deve colocar-se em relação com a montanha da Tentação e coma montanha da Transfiguração. Antecipa-se, assim, o senhorio de Jesus, tema principal que se depreende das palavras que ele pronuncia.

Longe do centre do poder religioso, Jesus se encontra com os Onze. O número é o resultado da subtração de Judas da cifra original dos Doze discípulos e significa a totalidade dos seguidores de Jesus que não o abandonaram. Todos eles são beneficiários da experiência do Ressuscitado.

Ante essa experiência, sua atitude é uma mescla de adoração e de dúvida. Como Pedro ante o embate das ondas a comunidade leva em seu seio estes dois sentimentos contraditórios. Ambos são os únicos textos de Mateus que combinam verbos que se referem a esses dois sentimentos.

As palavras de Jesus querem fortalecer a fé da comunidade a partir do cargo que exercem as três personagens: Jesus, o círculo dos discípulos e “todos os povos”. A respeito de si  mesmo, Jesus afirma que recebeu “plena autoridade no céu e na terra”(v. 18). Para o evangelista, a autoridade ocupa um posto importante na apresentação de Jesus.

Este, no início de sua atividade, havia rejeitado a última proposta do demônio em vista a receber “todos os reinos do mundo” (Mt 4,8-10), os discípulos havia visto presente e atuante em Jesus o significado do poder divino, porém deviam mantê-lo em segredo Mt 16,28-17,9). Agora é o momento da proclamação deste senhorio, recebido por Jesus, de Deus Pai.

Os elementos que sublinham o universalismo são acumulados nesta breve passagem. Junto com o “céu e terra” e a menção dos “povos”, dá-se uma significativa repetição do termo “todo”, “plena autoridade”(v. 18), “todos os povos” (v. 19), “tudo o que os mandei” (v. 19), “cada dia” (v. 20). A obediência ao querer divino confere a Jesus um senhorio universal que é exercido sobre toda a realidade criada.

Este senhorio universal é o fundamento para a existência da realidade eclesial. O encontro com Jesus ressuscitado estabelece a Igreja no momento da irrupção gratuita e definitiva daquele que foi entronizado à direita do Pai. Desta forma inicia-se uma nova era com a presença definitiva do Emanuel, o Deus conosco.

Este “relato de vocação”da comunidade eclesial descreve a transmissão de “todo o poder” que Jesus faz. Graças a ele, podem convocar novos discípulos mediante o batismo e a catequese. Pelo batismo, Jesus havia iniciado o cumprimento definitivo da justiça do Reino (Mt 3,15), da mesma forma o batismo cristão insere a cada batizado na mesma dinâmica.

Junto com o batismo, a outra característica da existência cristã é o “ensino”. Não se trata de uma teoria que se deve proclamar, e sim a Boa Noticia do Reino frente a qual todo crente é um seguidor, o que existe dele um compromisso coerente. Trata-se de “guardar tudo o que lhes mandei”. Dessa forma, toda obra e palavra de Jesus se convertem em ponto de referencia que se deve ter presente na própria vida.

O mandato de Jesus compromete a toda a comunidade eclesial e a responsabiliza diante de todas as nações. Ainda que já iniciado no círculo dos discípulos, o senhorio de Jesus não pode se esgota no interno da vida das comunidades cristãs.

Para isso conta com a assistência do seu Senhor: “Eu estarei convosco”. Essa assistência oferece a coragem necessária para superar todos os temores e tempestades e confere um âmbito ilimitado para a atuação da salvação.

Porém, para isso exige-se da Igreja a mesma obediência de Jesus. Somente na rejeição do poder de domínio, na obediência filial ao Pai, poderá realizar sua tarefa.

Este “manifesto” final do Senhor ressuscitado liga intimamente a missão da Igreja ao caminho percorrido historicamente por Jesus de Nazaré, homem e Deus.

De forma perfeita e propriamente alentadora, o evangelho de Mateus termina com uma frase muito própria para tempos de medo e desesperança: “Eu estarei com vocês sempre, até o fim do mundo”.

Reflexão Apostólica:

Mesmo depois de Jesus ter ressuscitado e de ter se apresentado vivo e glorificado diante dos Seus discípulos, alguns ainda duvidaram. Isto, porém, não abalou a Jesus, pois Ele conhecia a sua fraqueza, mas sabia também que eles tinham um coração adorador e eram confiantes na Sua Palavra.

Por isso, Jesus falou com autoridade para que eles continuassem aqui na terra a missão de formar discípulos dele e batizá-los no Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Este mandato é também para nós, hoje, herdeiros de Deus e discípulos de Jesus Cristo.

O Evangelho de hoje, fala da Ascensão (subida) de Jesus Cristo ao Céu. E nessa passagem do Evangelho, Jesus Cristo dá autoridade aos discípulos e conseqüentemente à sua Igreja para que evangelize todos os povos, batizando-os em nome da Santíssima Trindade.

A Trindade é fonte de vida, de paternidade, de autêntica autoridade, de fraternidade, da comunhão de espíritos que deve fundamentar a construção de toda a sociedade realmente humana. Quer dizer, “a Trindade é a melhor comunidade”.

A família, como núcleo da sociedade, deveria ser imagem da Trindade: lugar de encontro; de mútua dependência, mas com autonomia; de autoridade, mas com responsabilidade; de paternidade-maternidade, mas com plena liberdade.

Jesus envia a seus discípulos que anunciem o Evangelho a todos os povos; para que sejam testemunhas visíveis e confiáveis do Deus Pai, Filho e Espírito Santo. A missão dos seguidores do Mestre é criar no mundo relações inspiradas nas da Santíssima Trindade.

Assim sendo, precisamos também assumir a Palavra do Evangelho com coragem e ousadia quando ele diz: “ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Esta palavra de Jesus confirma a nossa missão de missionários do reino e também que somos enviados pela Santíssima Trindade, primeira comunidade, modelo de Unidade no Amor. A nossa missão é observar tudo o que Jesus nos ordenou e assim ensinar a todos aqueles (as) a quem nós encontrarmos.

Você tem cumprido com o mandato de Jesus? Para você o que significa ser discípulo de Jesus? Qual o significado para você da oração: Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Você tem consciência do que é dizer ou fazer alguma coisa em Nome da Trindade?

Propósito:

Concedei-nos, Deus onipotente, exultar de alegria e dar-vos graças nesta liturgia de louvor, porque a ascensão de Jesus Cristo, vosso Filho, é nossa vitória, e onde nos Ele,que é nossa cabeça, nos precedeu, esperamos chegar também nós como membros de seu corpo.

 SOLUÇÕES FÁCEIS

Nossa natureza humana constantemente nos compele a buscar as soluções mais fáceis; não porque sejam eficientes, mas simplesmente porque são mais fáceis de ser aplicadas. Se nos é dada a opção de escolher entre uma abordagem fácil e uma difícil, entre uma sem dor e outra dolorosa, nossa tendência é não hesitar na escolha da solução mais fácil.

A realidade, entretanto, é que, à medida que uma solução fácil nos leva a uma outra solução fácil, e ainda a uma outra a seguir, nossas ações passam a ter como base esse expediente. Conseqüentemente, passamos a constatar uma notória ausência de eficiência. E gradualmente vamos sendo levados a um mundo de muita atividade, gerando muito movimento, mas raríssimas ações significativas. Isso lhe soa familiar? As soluções fáceis demandam muita atividade, mas em contraposição produzem poucos resultados.

Chega porém um ponto onde a frustração e a inadequação se tornam insuportáveis. E somos forçados a adotar o caminho mais difícil, só que agora eficiente. Entretanto, esse caminho se tornou bastante difícil, em virtude do acumulo de soluções fáceis. Na próxima vez que você for tentado a buscar a solução mais fácil e menos dolo-rosa, dê uma boa examinada para ver aonde esta solução poderá conduzir a sua vida. E não caia na tentação de evitar o difícil, trocando-o pelo (inicialmente) fácil. Tenha compromisso com o que é correto, não importando quão difícil seja.

Publicado por: sidnei walter john | 20 de maio de 2018

Evangelho do dia 26 de maio sábado


26 maio – Paraíso! Ah! que essa palavra nos comunique aquela serenidade de espírito que transparecia no rosto de São Filipe Néri ao pronunciá-la! (L 52). SÃO JOSÉ MARELLO

Marcos 10,13-16

 Naquele tempo, 13traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas.
15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.
eve sofrer muito e ser rejeitado? 13Eu, porém, vos digo: Elias já veio, e fizeram com ele tudo o que quiseram, exatamente como as Escrituras falaram a respeito dele”.

    Meditação:

Marcos articula este episódio das crianças com a narrativa anterior, sobre o divórcio, e com a narrativa seguinte, envolvendo o perigo da sedução pelas riquezas, dois problemas que afetam a família.

Jesus vai abrindo em seu ministério caminhos de encontro com Deus Pai que levam constantemente seus discípulos, formados nos ambientes religiosos do judaísmo, a se escandalizarem pela forma como agia o Mestre e resistiam ao ver e escutar a libertação que levava a cabo no meio dos marginalizados e excluídos de seu momento histórico.

Pode-se pensar que as pessoas que chegam são pais e mães que trazem seus filhos para serem abençoados por Jesus. A repreensão da parte dos discípulos mostra uma atitude intolerante em relação aos fracos e a incompreensão da missão de Jesus. Daí o aborrecimento de Jesus, registro próprio de Marcos que prima por transmitir os traços humanos de Jesus.

No contexto judaico da época, as crianças eram marginalizadas. Faziam parte de grupos que não contavam na sociedade. Eram mal vistas pelas autoridades políticas e religiosas.

Contrariando os discípulos, Jesus, além de acolher as crianças proclama solenemente (“em verdade vos digo”…) a exclusão do Reino para quem não o receber como criança. E abraçava as crianças, expressão carinhosa, única no Novo Testamento, usada exclusivamente por Marcos apenas aqui e em Mc 9,36.

Jesus afirma neste relato que os destinatários do Reino de Deus são todos os que se fazem como elas, quer dizer, os que assumem como forma de vida normal a simplicidade, a inocência, a pureza de coração, já que as crianças nada possuem, não buscam o poder, não agem com dupla intenção e esperam sempre estar junto de seus pais.

Para Marcos, os pobres são as crianças, e nelas se refletem os que sofrem a exploração, a rejeição, a pobreza e a morte; todos eles são os preferidos do Pai. A eles foi prometida a justiça e a misericórdia do Reino, pois nada mais possuem a não ser a sua esperança posta em Deus.
Por outro lado, a atitude de acolhida e ternura com as crianças por parte de Jesus expressa o elemento essencial do Reino: Deus Pai e Mãe, que dá a vida em abundancia a seus filhos prediletos.

Acolher as crianças era, pois, acolher a realidade de um dos tantos grupos que no judaísmo não contavam para a sociedade, mas em cujos corações já se começava a intuir a realidade do reino de Deus. Porque, dentro de sua simplicidade, sinceridade e capacidade de amar sem duplicidade, neles estava já presente a esperança de um futuro no qual teriam plena participação e significado por seu valor supremo como pessoas. Não nos descuidemos daqueles que o Senhor tanto amou e dos quais é o reino dos céus.

A criança acolhida por Jesus soma-se ao conjunto dos excluídos que são chamados a participar do Reino de Deus, os impuros e pecadores, os pobres, e outros mais.

Como a criança, o excluído sente-se desamparado e fraco, inseguro diante do dia de hoje e do futuro. Receber o Reino como criança significa abandonar as ideologias de poder que submetem as sociedades e renascer para a novidade do Reino de amor, fraternidade, justiça e paz.

Reflexão Apostólica:

Depois de Jesus ter falado da importância do matrimônio no evangelho de ontem, hoje nos propõe contemplar a beleza de ser criança como garantia do Reino.

Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam.

A família saudável é aquela que se expor à graça de Deus e pede benção para si e para os seus filhos. É o que vemos neste evangelho. As crianças são trazidas para serem abençoadas. Os discípulos, porém repelem-nas. Todavia Jesus os repreende a atitude.

Nossos filhos precisam receber o toque da graça. As mãos elevadas para o céu, na Bíblia são símbolos de oração e transmissão de bênção, consagração e cura.

A imposição das mãos transmite o amor de Deus. Quando um pai ou mãe abençoa um filho, uma filha está transmitindo bênção. Transite é uma energia espiritual, porque o ser humano é também espiritual.

Uma pessoa quando está em comunhão, comprometida com o bem transmite energia espiritual positiva, benéfica. E quando está comprometida com o mal transmite energia espiritual negativa, portanto maléfica. Que carga você traz no seu dia a dia? Lembre-se de que algumas pessoas nos fazem bem e outras mal. Por causa do encardido com o qual fizeram pacto.

Jesus transmitiu àquelas crianças a paz e atenção e sobre tudo as fez  a medida para os destinatárias do Reino.Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele.

Por quê? A razão é simples. A criança representa simplicidade, inocência e dependência. Elas ainda estão livres da malícia e fingimento. Nela está a simplicidade e inocência que são as características do reino. Assim elas se tornam sinais do reino presentes entre nós.

A pureza de coração é inseparável da simplicidade e da humildade. Exclui todo pensamento de egoísmo e de orgulho. Eis porque Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como já a tomara por símbolo de humildade. Quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.

Sê, pois, simples, humilde, puro e serás, tu e a tua família também destinatário do Reino como as crianças.

O Reino de Deus é para aqueles que são como crianças. A criança é aquela que depende totalmente das outras pessoas e não tem nada a oferecer em troca daquilo que lhes dão.

Assim devemos ser diante de Deus. Devemos ter plena consciência de que dependemos totalmente dele para que possamos entrar no Reino dos Céus e nada podemos oferecer em troca disso.

A salvação nos é dada pelo amor gratuito de Deus e pelos méritos de Jesus Cristo. Ninguém pode se salvar. Jesus é o único salvador. Devemos, como as crianças diante dos adultos, colocar a nossa confiança em Deus, e viver em constante ação de graças porque ele, gratuitamente, nos salva.

Propósito:

Pai, coloca no meu coração o mesmo carinho e afeto que Jesus demonstrou às criancinhas, pois a simplicidade delas me ensina como devo acolher o teu Reino

PERSPECTIVA MAIOR

Para que possamos mudar a nós mesmos de forma eficiente, primeiramente temos que mudar as nossas percepções. 

Uma das maneiras mais positivas e eficientes de transcender as suas dificuldades é expandindo a sua perspectiva. Quando você olha para um panorama maior e mais abrangente, só a mudança do ponto de vista faz com que – de repente – os problemas se tornem menores.
Faz sentido gastar toda sua energia lutando batalhas que realmente não tem importância? Aqueles que podem ver um panorama mais abrangente são também os mais capacitados a alcançar maiores e mais positivos resultados.
Existe alguma coisa que está lhe amarrando? Dê um passo atrás. Coloque essa situação dentro de uma perspectiva maior e você irá criar um espaço maior para que você possa se movimentar. Você está se arrastando pelo chão rochoso e agonizando em meio a cada pedrinha? Ou você está se elevando, subindo, voando e desfrutando uma visão de 30 mil pés de altura? A diferença consiste em perspectiva. Faça grande a sua perspectiva porque assim dela você poderá se aproximar.

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