26 novembro  – Humilhar-se é um grande remédio contra as tentações. (S 198) SÃO JOSE MARELLO

Mateus 25,31-46

Jesus terminou, dizendo:
– Quando o Filho do Homem vier como Rei, com todos os anjos, ele se sentará no seu trono real. Todos os povos da terra se reunirão diante dele, e ele separará as pessoas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas das cabras. Ele porá os bons à sua direita e os outros, à esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo. Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam na sua casa. Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar.”
– Então os bons perguntarão: “Senhor, quando foi que o vimos com fome e lhe demos comida ou com sede e lhe demos água? Quando foi que vimos o senhor como estrangeiro e o recebemos na nossa casa ou sem roupa e o vestimos? Quando foi que vimos o senhor doente ou na cadeia e fomos visitá-lo?”
– Aí o Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram.”
– Depois ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! Pois eu estava com fome, e vocês não me deram comida; estava com sede, e não me deram água. Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim.”
– Então eles perguntarão: “Senhor, quando foi que vimos o senhor com fome, ou com sede, ou como estrangeiro, ou sem roupa, ou doente, ou na cadeia e não o ajudamos?”
– O Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar.”
E Jesus terminou assim:
– Portanto, estes irão para o castigo eterno, mas os bons irão para a vida eterna.

Meditação:

No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina sobre o Juízo final. Aqui, Mateus usa o gênero literário apocalíptico, a vinda gloriosa do Filho do Homem, com um julgamento terrível, ao estilo do livro de Daniel (Dn 7,13; 12,2). Com esta roupagem literária, ele fala da realidade a ser vivida atualmente.

É uma realidade inegável, que o último dia chegará, quando o Senhor vier pela segunda vez, não mais como o Messias, mas como o justo Juiz de todas as nações.

Embora, este Evangelho se refira ao Julgamento Universal, não devemos esquecer que cada um de nós teremos, o que se chama, o Julgamento pessoal. Ambos estão intimamente ligados. Talvez você se pergunte o “por quê”, e a resposta se encontra justamente nas palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. Muito claramente, Ele ressalta a importância de todos os cristãos, durante a sua vida terrena, não apenas desejar, mas esforçar-se por alcançar a fé com obras (Tg 2,14-24).

Significa que a vida cristã é uma constante e inabalável certeza de que somos filhos de Deus e de que, ao fim do caminho se receberá a recompensa, de acordo com a promessa de nosso Senhor Jesus Cristo, conforme a sua palavra: «Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo» (Mt 25,34). E como o Senhor ainda diz:«“O céu e a terra passarão, mas a minha palavra não passará» (Mt 24,35), isso nos indica que não devemos ter a menor dúvida de que assim será, porque Deus é Deus e jamais volta atrás, e que cumpre a sua promessa.

Entretanto, aqui surge a pergunta: como conseguiremos ser partícipes  do Reino dos Céus? Já escutaram as santas palavras de nosso amado Senhor Jesus Cristo, ao mostrar em seu Evangelho alguns exemplos de como ir construindo a nossa felicidade, o nosso futuro e eterna alegria de estar com Ele em sua bendita glória?

Ele diz: «Em verdade eu vos digo: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes».  (Mt 25, 40).

Quem, então, em seu perfeito juízo, faria mal ao seu semelhante? Creio que ninguém. Mas o Senhor põe ênfase, quando diz: «ao menor dos meus irmãos», ao mais desvalido, faminto, sedento, desnudo, sem abrigo, prisioneiro, e outras carências mais. É a este irmão que sofre, não somente as privações materiais, mas também as espirituais, a quem nós, cristãos, devemos ajudar e acompanhar.

Na medida de nossas possibilidades ou com maiores esforços, se necessário, façamos tudo o que for possível, e ainda mais por aqueles desditados e sofridos.

Estas são as obras que acompanham a nossa fé. Isto o que que ficará, como disse na homilia anterior, evidenciado ante o Justo juiz, Cristo nosso Senhor e Deus, no momento de nosso julgamento pessoal.

Na «sabedoria» popular há um ditado que diz: «Obras são gestos de amor e não boas razões»; e é, nada mais nada menos, o que se recolhe dos ensinamentos do Senhor em sua Sagrada Escritura.

Esta é a equação: Fé + Obras = Amor. Esta é a chave para nossa salvação, pois «de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna» (Jo 3, 16).

Deus se dá a nós por puro amor, e nós, de nossa parte, demo-nos também a Ele através de nosso próximo sofredor pois, é especialmente nele onde está presente Cristo.

Se assim o fazemos estaremos cumprindo, não por obrigação, mas por amor ao mandamento que sintetiza o decálogo: amor a Deus e amor ao próximo. Não há outro caminho mais seguro que o amor. «Se eu não tiver caridade, não sou nada». (1Cor 13, 2).

O Senhor nos indica que, aqueles que, sabendo que receberam este grande amor de Deus durante sua vida terrena, agiram ou agem com rebeldia, como o fazem os espíritos do mal, seu destino será o mesmo dos demônios, para toda a eternidade.

Alguns podem pensar que isto é apocalíptico e alarmante (sinal de secularismo). Bem, se assim pensam, é porque sabem, na profundeza de suas almas, que não estão trilhando o caminho da salvação. Suas consciências, que é a voz de Deus, lhes tocam, mas, desgraçadamente, tentam abafá-la.

Não obstante, ainda há tempo, e é já, agora! a oportunidade para todos, os que estão próximos ou afastados de Deus buscarem garantir seus lugares no Reino dos Céus. Como?

Cristo nos deu a sua Igreja aqui na terra que está com as portas sempre abertas para acolher todo aquele que, como o filho pródigo, deseja voltar ao seio amoroso do Pai Celestial.

É aqui que recebem a cura de seus ferimentos mortais, a libertação total e o fortalecimento mediante a Palavra de Deus, o seu ensinamento e os seus santos Mistérios (sacramentos).

Se Deus nos dá tudo, quem poderia ser tão néscio – como o foram as virgens que consumiram todo o azeite antes da chegada do noivo – de desperdiçar esta oportunidade única para a salvação e a grande felicidade eterna junto de Deus? Espero que ninguém.

Cristo nos convida e nos espera de braços abertos, tal como quando os abriu para se deixar crucificar por nossos pecados e transgressões.

Assim, amorosamente, nos quer estreitar em seu  bendito peito, e sentar-nos com Ele em seu grande banquete, onde estaremos com as vestimentas mais brilhante do que o sol e com o anel no dedo, símbolo de nossa filiação divina.

Não é, pois, tempo de inércia; não é tempo de dormir. É tempo de estar em permanente vigília, pois, disso depende o nosso futuro.

Digamos juntos: «Maran Atha!» «Vem Senhor Jesus!»

Reflexão Apostólica

Quem poderá hoje dizer quem estará a sua direita e quem estará a sua esquerda?

Enquanto cristãos, esperamos um dia encontrar e descansar na graça, portanto temos um imenso compromisso com a construção do reino e com os que um dia habitarão essa terra.

Isso difere muitas vezes do que alguns podem pensar, pois temos irmãos que se prontificariam até em ficar a porta do céu para “selecionar” quem poderia entrar no céu.

Temos irmãos também que se prontificariam em ficarem as portas do céu de mãos levantadas e louvando por aqueles que adentrarem, mas infelizmente, hoje temos também em menor número, pessoas ajudando a arrebanhar as ovelhas perdidas. É fácil tosquiar a ovelha que está no cercadinho e a que me segue…

Se declarar católico, evangélico, cristão não é atestado de salvação, pois como vimos esses dias, nem todo que diz “senhor, senhor” chega ao céu…

Reparemos o que diz o comentário desse texto segundo a CNBB: “(…) Jesus nos mostra no Evangelho de hoje que a verdadeira religião não é aquela que é marcada por ritualismos e cumprimento de preceitos meramente espirituais, afinal de contas ele não nos perguntará no dia do julgamento final se nós procuramos cumprir os preceitos religiosos, mas sim se fomos capazes de viver concretamente o amor”.

Outro contra censo é estar à frente de um trabalho de evangelização e não acreditar no que prega sendo até assim, mais perigoso que aquele que não acredita em nada. Um exemplo: Jovens, diferentemente do que pensamos, gostam sim de regras. Não gostam de assumir isso, mas sem regras em casa eles costumam seguir as de alguém que admira. Como é decepcionante para um aluno ao ver seu professor, a quem tem como referencia, brigando, xingando, fumando, (…).

Quando deparamos com essa informação sacamos a velha frase “faça o que eu falo e não o que faço” ou aquela outra “não podemos julgar, somos falhos, erramos”…

Reparem o quanto nos protegemos e relutamos em assumir nossas mazelas. Temos medo de assumir que somos seres em construção. Pessoas que estão a frente deve se empenhar ainda mais e serem melhores, não só nos lindos discursos e sim na vida.

Quanto aos louvores… Muitas vezes tecemos lindas palavras, escrevemos lindos discursos, mas em outros momentos nosso humano ainda não convertido publica outdoors de contra testemunho.

É o irmão, o padre, o pastor que “vive na igreja” e não muda o coração; é aquele que arma um imenso “beiço” quando toma um “não”; é aquela catequista que vai com o “cofrinho” de fora; é o jovem bobo e bêbado no carnaval pra agradar os amigos; é o pai que fura o sinal vermelho; é a mãe que compete com sua filha de 15 anos; (…). Como convencer alguém com palavras se respondo com os gestos que minha vida ainda não acredita nelas?

Hoje o mundo oferece igrejas “a la carte”, onde em qualquer esquina promete-se tudo que é imaginário a atender nossos desejos. O que essas “igrejas” ainda não ofereceram o Google oferta a resposta.

Um líder, uma liderança que não sabe acolher, que justifica seus atos contraditórios em relação a sua fala, faz aproximar os que têm dúvidas, dessas falsas igrejas que se “empenham” a dar o que eles querem ouvir.

A teologia da prosperidade só tem tantos adeptos, pois nossa fala de desapego não combina com o ser apegado a riqueza e ao luxo que renegamos abandonar… Como entender alguém cristão ser maçom?

Quero ficar a direita ou à esquerda? Concorda que temos muito ainda por fazerem nós? Enquanto alguns ficam aqui zelando as do cercadinho, alguém tem que ir lá fora buscar na chuva quem não voltou ainda! Pior ainda é aquele que se põe no cercadinho como vítima apenas para não ter que de fato mudar. “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar.”

Somos chamados a converter-nos à simplicidade e à confiança na vida, abandonando o medo adulto do fracasso, do desprestígio e da pobreza. Somos chamados à fraternidade, à partilha e à comunhão com os irmãozinhos empobrecidos e carentes.

Propósito: Ter os olhos abertos e um coração aberto e uma mão aberta para dar ajuda, para servir outras pessoas.

SUA MONTANHA

A maneira mais rápida de se chegar ao topo é sair do chão. 

Quando você olha – de uma certa distância – para o topo de uma alta montanha, ela pode parecer imensa demais e impossível de ser escalada. Porém, quando você chega na base da montanha, você, com muita probabilidade, encontrará algum caminho que o conduzirá para cima. Torna-se agora óbvio que, ao dar um passo de cada vez, você poderá, sim, chegar ao topo da montanha.

Qualquer desafio pode ser visto da mesma maneira. Quando ele é apenas um conceito distante, os desafios parecem ser insuperáveis. Porém, ao chegar no ponto onde você estará pronto para dar o primeiro passo, aquele desafio se torna muito menos intimidador. Ao começar a dar o seu primeiro passo a passo, você começa a compreender que terá fortes chances de alcançar o seu objetivo.

Existe algum desafio que você está evitando simplesmente porque ele é grande e intimidador? Vá em frente, encare o desafio e você verá rapidamente que as coisas não são tão difíceis como você imaginava. Superar desafios pode acrescentar preciosos valores ao seu mundo e pode aprimorar consideravelmente a qualidade da sua vida. Vá em frente e você irá constatar, sem duvida alguma, que – pela graça de Deus – você pode subir ao topo da sua montanha

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Publicado por: sidnei walter john | 19 de novembro de 2017

Evangelho do dia 25 de novembro sábado


25 novembro – Sede humildes de coração, submetei sempre o vosso ponto de vista ao dos outros, pedi conselho em tudo, não confieis nunca em vós mesmos, mas em todas as vossas dúvidas, recorrei aos vossos superiores, os quais são iluminados por Deus para vos aconselhar e vos orientar. (S 358). São José Marello


Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 20,27-40

Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus e disseram:
– Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu.” Acontece que havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. Então o segundo casou com a viúva, e depois, o terceiro. E assim a mesma coisa aconteceu com os sete irmãos, isto é, todos morreram sem deixar filhos. Depois a mulher também morreu. Portanto, no dia da ressurreição, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!
Jesus respondeu:
– Nesta vida os homens e as mulheres casam. Mas as pessoas que merecem alcançar a ressurreição e a vida futura não vão casar lá, pois serão como os anjos e não poderão morrer. Serão filhos de Deus porque ressuscitaram. E Moisés mostra claramente que os mortos serão ressuscitados. Quando fala do espinheiro que estava em fogo, ele escreve que o Senhor é “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” Isso mostra que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, pois para ele todos estão vivos.
Aí alguns mestres da Lei disseram:
– Boa resposta, Mestre!
E não tinham coragem de lhe fazer mais perguntas.
” 

Meditação: 

Os saduceus querem ridicularizar Jesus. Apresentam-lhe um caso anedótico, porém, que expressa uma possibilidade real.

Havendo a ressurreição, teríamos um caso imoral de poliandria entre os ressuscitados, o que tornaria ridícula a ressurreição aos olhos do povo judeu. Jesus remove a dificuldade.

Casamento e procriação são ocasiões de vivenciar o amor e o serviço à vida, que permanecem para sempre. As alegrias, a amizade e o amor, presentes, são eternos.

Os condicionamentos éticos e morais válidos na perspectiva da geração temporal, quando finda esta, cedem lugar à plenitude da filiação divina, no amor e em comunhão eterna com Deus.

Neste Evangelho, nós temos a cena dos saduceus apresentando a Jesus o caso da mulher de sete maridos, como um argumento contrário à ressurreição dos mortos.

Mas eles entendiam errado a ressurreição; pensavam que os que acreditam nela afirmam que no céu nós viveríamos igualzinho aqui na terra, isto é, teríamos de comer, de beber, de dormir, teríamos também o casamento…

Jesus explica que, após a nossa morte, o nosso corpo será glorificado; não morreremos, mais e seremos iguais aos anjos. Os homens não terão esposas nem as mulheres terão maridos.

Nós não sabemos em detalhes como será a nossa vida após a morte, e nem precisamos saber agora. Basta conhecermos o caminho para chegarmos ao Céu, que é Jesus e o seu Evangelho, presentes na Igreja, una, santa, católica e apostólica.

Quando participamos da Santa Missa, ou rezamos o terço, nós dizemos, na profissão de fé: “Creio na ressurreição da carne“.

O Prefácio da Missa dos mortos diz assim: “Com a morte, a vida não é tirada, mas transformada. Desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível“. Não será outro corpo, será este mesmo que temos, mas transformado, glorificado.

Jesus falava que ia ressuscitar Mc 8,31ss; 9,31ss), e sempre pregava que todos nós ressuscitaremos. Como é bom saber que a nossa vida é eterna, que tivemos um começo, mas não teremos fim! A fé na ressurreição nos dá forças para enfrentar as dificuldades, e até o risco de vida. Os homens podem matar o corpo, mas a alma, nunca.

Jesus ressuscitou algumas pessoas (Lázaro, o filho da viúva de Naim…) para nos mostrar que tem poder e conhecimento sobre a vida após a morte.

Apesar de esses milagres terem sido completamente diferentes da ressurreição dele e nossa, pois Lázaro e o filho da viúva simplesmente retornaram à vida terrena e mortal. Mas os milagres valeram para provar o poder de Jesus sobre a morte e sobre o que acontece depois.

Jesus, com a sua ressurreição, derrotou a morte. Ela continua existindo, mas perdeu a sua força. “A morte foi tragada pela vida; onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Cor 15,54-55). Isso nos dá uma alegria e uma coragem invencíveis!

Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos. Toda a Bíblia apresenta Deus como Deus da vida, e que faz do homem e da mulher seus amigos, como fez com os três citados por Jesus: Abraão, Isaque e Jacó. Se Deus fez aliança com eles, podia deixá-los desaparecerem para sempre? Nunca! Esse é o argumento de Jesus.

A ressurreição foi sendo revelada aos poucos. No começo, o Povo de Deus não conhecia essa verdade. Mas tinha uma vaga consciência dela, baseado justamente no argumento acima: Deus ama o ser humano, quer que ele ou ela viva e não desapareça, e pode fazer isso. Portanto o faz..

Por isso que exageravam a duração da vida dos justos, por exemplo, de Matusalém, que viveu 969 anos Gn 5,27). Jesus veio e revelou a verdade completa: Deus não só prolonga a vida humana, ele a tornou eterna. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá eternamente”.

Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância.” Uma vida em abundância não pode acabar logo. Na luta pela vida, nós descobrimos o rosto de Deus, pois ele é o Deus da vida, o Deus que quer vida, e vida plena para todos.

A ressurreição nossa é obra de Deus, fruto do seu poder. É ele que nos tomará e nos transformará. O mesmo Deus que um dia nos criou, nos recriará.

A ciência não consegue entender nem explicar esse mistério. Ele é sobrenatural. O livro de Jó é um argumento a favor da ressurreição. Esse livro mostra que a ressurreição é um mistério, mas sem ela a vida seria um absurdo.

A nossa melhor atitude diante das realidades futuras é jogar-nos nas mãos de Deus, como fez Jesus, antes de morrer: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito“. Nós não sabemos como será, mas Deus, nosso bom Pai, sabe, e isso nos basta.

Como que é gratificante saber que vamos ressuscitar! Saber que Deus nos ama tanto, que nos criou eternos! Ele não quer separar-se de nós nunca. “Tu não me abandonarás no túmulo, e viverei à tua direita para sempre” (Sl 16).

Entretanto, a fé na ressurreição nos leva a sermos prudentes e vigilantes, pois não sabemos o dia nem a hora. “O que adianta a alguém ganhar o mundo inteiro, se perde a própria vida?” (Mt 16,26). “Não ajunteis para vós tesouros na terra” (Mt 6,19).

A nossa vida não termina na morte, por isso vamos preparar-nos bem para o que vem depois!

A ressurreição é o prêmio de Deus aos justos. Maria Santíssima era tão santa que foi elevada por Deus ao céu em corpo e alma. Que ela nos ajude a vivermos de acordo com essa gratificante verdade da ressurreição.
Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

 Reflexão Apostólica:

O viver na terra e viver no céu constituem etapas distintas da nossa caminhada. Enquanto aqui estamos na terra nós temos vínculo com as pessoas dentro do projeto que Deus planejou para cada um de nós.

A nossa realidade e a nossa missão aqui na terra é uma e não podemos aguardar que na outra vida tenhamos o mesmo modo do ser e do viver terreno.

No céu estaremos todos em Deus, formando uma unidade no AMOR. Portanto, não devemos nos preocupar de quem seremos quando daqui partirmos.

Na nossa marcha em busca da eternidade nós perseguimos um estado de perfeição e santidade que não podemos possuir já aqui nesse mundo.

A nossa vivência humana já é uma pesquisa daquilo que foi designado pelo Criador para a nossa felicidade. Aqui na terra, o homem e a mulher receberam de Deus uma missão de frutificar e multiplicar-se, enchendo a terra e submetendo-a a eles, dominando sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.

Temos consciência de que a nossa vida aqui é passageira e que nós caminhamos para uma realidade espiritual que extrapola ao nosso entendimento.

Todos aqueles que têm fé esperam com confiança o que Deus lhes reservou e, sem apegar-se, a pessoas ou a coisas da terra têm a convicção que a vida futura, embora seja uma continuação do agora, será para nós a verdadeira vida, na qual nós, como os anjos, contemplaremos para sempre a face de Deus.

Deus é o Deus dos vivos e a morte não tirará a vida da nossa alma, pelo contrário, ela é uma passagem para que alcancemos a felicidade sem fim.

Que o nosso objetivo desde já seja o de, convivendo com aqueles que nós mais queremos e amamos, esperarmos por Aquele a quem nós pertencemos. Da casa do Pai nós saímos e para lá haveremos de retornar.

Sabendo que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, conhecemos então a nossa realidade futura: em Deus estaremos também vivos e felizes. Não nos preocupemos, estamos nas mãos do Senhor!

Você se questiona por essas coisas? Na verdade, a quem pertence o seu coração? Você se acha propriedade de alguém? De quem? Você desejaria viver eternamente aqui na terra? Pense sobre isso! Qual é o maior anseio da sua alma? Procure descobrir isso! Você tem desejo de encontrar-se com o Senhor?- Você acha difícil refletir sobre esse assunto ou você o faz com naturalidade?

EVAPORADORES DE ENERGIA

Nós não temos o luxo de gastar nossa energia em qualquer coisa que não leve a nós e a nossa família para Cristo.

Se parece que lhe falta a energia necessária de seguir em frente, faça a si mesmo essa pergunta: “O que é que está me exaurindo?” “O que é que está drenando a minha energia?” São hábitos negativos ou padrões de pensamentos que lhe roubam a energia? Faça o esforço de identificá-los e tome o compromisso de mudá-los.

Existem pessoas em sua vida que consomem a sua energia com o seu constante negativismo? Ame essas pessoas, mas mantenha-se a uma saudável distância (veja o imperativo de Salomão abaixo.) Tome a decisão de andar ao lado de gente positiva, entusiástica e com foco positivo na vida. Tem você constantemente focado apenas nas situações difíceis e desafiadoras? Desafie-se a si mesmo a identificar as positivas possibilidades que estão sempre presentes em cada difícil situação e lembre-se, a si mesmo, que o futuro depende em grande parte daquilo que você faz com ele.

Você pode reconhecer que muito da sua energia está sendo consumida por alguma inabilidade da sua parte? Separe um tempo para crescer nessa inabilidade e transforme a sua fraqueza num ponto forte. Seja lá o que for que esteja drenando a sua energia, você pode – pela graça de Deus – buscar a solução e lidar de maneira bem sucedida com essa situação. E uma vez assim agindo, você terá tudo o que é necessário para realizar aquilo que você decidir.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de novembro de 2017

Evangelho do dia 24 de novembro sexta feira


24 novembro – Quem não sabe submeter seu ponto de vista e deixar-se guiar, muitas vezes errará e cairá miseravelmente; e, por causa da teimosia em não se reconhecer culpado, o demônio não permitirá que se arrependa e, de abismo em abismo, o levará à perdição. (S 358). São José Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 19,45-48 

” Jesus entrou no pátio do Templo e começou a expulsar dali os vendedores. Ele lhes disse:
– Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será uma ‘Casa de oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões.
Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias. Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes do povo queriam matá-lo. Mas não achavam jeito de fazer isso, pois todos o escutavam com muita atenção. ”

Meditação : 

A leitura de hoje nos desperta dois pontos bastante interessantes e comuns nos dias de hoje: a ganância e a inveja.

A chegada de Jesus a Jerusalém é marcada por dois momentos fortes de denúncia da teocracia aí sediada. Primeiro, a lamentação de Jesus sobre a cidade e, logo a seguir, a denúncia da prática mercadológica do Templo.

No Templo havia, desde a sua fundação, um anexo, o Tesouro (gazophylákion), onde eram depositadas as riquezas acumuladas a partir das ofertas dos fiéis.

As inúmeras e minuciosas observâncias legais, impossíveis de ser cumpridas, pesavam sobre o povo que, humilhado e submisso, era qualificado como pecador.

O ataque de Jesus ao Templo visa abalar este núcleo de poder, em vista da libertação de seu povo, e acelera sua sentença de morte por parte dos dirigentes religiosos, enquanto o povo ficava fascinado.

Quando Jesus nos fala no evangelho de São Lucas: ” Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será uma ‘Casa de oração’. Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões. “.
É possível imaginar uma tristeza no rosto deste homem santo, bondoso e piedoso que, ao ver pessoas necessitadas sendo humilhadas e exploradas.

Ele demonstra-se indignado com os poderosos e comerciantes da época, não muito diferentes de alguns atuais, que querem obter ganhos ilícitos por causa das ambições desmedidas.

Estas pessoas acabam por profanar o templo de Deus, transformando-o em antro de perdição: ladrões que não utilizam o templo para orar, mas para explorar os outros.

Sumos sacerdotes e mestres da Lei que deveriam pregar o amor, mas planejam o assassinato do Filho de Deus, impulsionados pela inveja da sabedoria e carisma de Jesus, pois todos ficavam fascinados ao ouvir suas palavras e também admiravam seus gestos.

Reflexão Apostólica : 

Os sacerdotes não conseguiam ter uma atitude mais enérgica ou negativa quanto a Jesus, pois por mais duro que fossem suas palavras, Ele não mentia. Jesus em poucos momentos de sua pregação teve atitudes que gerassem certo assombro ou que despertassem escândalos, mas como o próprio evangelho de João narra “o zelo o consumia”.

São João Bosco dizia que “sempre há uma corda que vibra, e que cabe a nós descobri-la”. Jesus sabia muito bem como tocar os corações mais simples como os mais duros. Sua Palavra atinge o fundo da alma fazendo-a vibrar e responder. Quantas vezes achamos que o que foi escrito aqui foi pensando no que estou passando ou vivendo? Quantas vezes ao ouvir uma homilia, uma pregação, uma palestra, algo me incomodou tanto, pois se tinha a impressão que era pra mim que falavam aquilo? Pois é! A corda vibrou!

Por que as repreensões nos tocam tanto? Por que é que não conseguimos entender as chamadas mais duras? Saibam que Jesus sempre anunciou o caminho de forma querigmática, mas nunca deixou de ser catequético. Pedro foi assim, Paulo também.

Entenda querigmático como o anuncio de algo como se fosse da primeira vez. É parecido com o primeiro dia na escola, na faculdade, no emprego novo…

São conteúdos ou instruções para que se entenda e faça a pessoa entender o quanto é maravilhoso, o quanto é belo, o quanto é formidável fazer aquilo e queira continuar.

No querigma, não se omite a verdade, mas se dá mais importância ao resgatar da estima, a se apropriar do que faz como filho, proprietário, dono, participante; a cooperação, atitudes que visem o crescimento, o perdão. A catequese vem para aparar as arrestas livres, para que tenhamos uma mesma direção.

Muitos estudiosos, filósofos, pensadores não gostam ou não adotam uma religião em virtude da idéia de não tolerar o querigma.

Acreditam e defendem que o querigma da religião é uma “fuga da realidade” onde se podem manipular pessoas e grupos sociais a acreditar que tudo é belo, maravilhoso, santo (…).

Outros pensadores, como aqueles que ficaram chocados com a atitude de Jesus no templo não admitem ouvir ou serem “imprensados contra a parede”.

Esse fato se assemelha quando um juiz, um promotor, um advogado, ou qualquer homem da lei dá uma “carteirada” para fugir da lei que eles mesmos juraram defender

Jesus, segundo Augusto Cury em “mestre dos mestres”, sempre aplica a melhor pedagogia para aquele momento. Se às vezes é dura e nos irrita, novamente a corda vibrou! Mas nem sempre queremos ver isso…

Para o psicanalista renomado Içami Tiba, que nos apresenta a expressão “parafusos de Geléia”, que se torna muito apropriado para todos nós quando não gostamos (seria melhor não suportamos) da idéia de sermos contrariados ou apertados ou quando imprensados contra a parede.

Se vivemos a fugir da realidade, das correções, sempre temeremos que Jesus entre em nossas vidas como fez no templo.

Muitas vezes temos vergonha dos que nos tornamos mas não tomamos atitudes para que mude, preferimos então viver um mundo de mentiras que a qualquer momento o senhor poderá revelar. O gesto de entrar no templo derrubando tudo só irritou porque revelou a verdade por trás da falsa bondade daqueles sacerdotes.

Que Deus nos ajude a discernir melhor os “sins” e “nãos” quanto aos nossos quereres e que não entendamos mal todas as vezes que Jesus nos chame a atenção e que nossa vida seja, principalmente no serviço, “ uma casa de oração ”.

Propósito:
Acolher Jesus no coração, animado pela Sua misericórdia.

OPORTUNIDADE EM TODO LUGAR

Um pessimista vê dificuldade em toda oportunidade; um otimista vê oportunidade em toda dificuldade. 

Não há necessidade de gastar muito tempo procurando por oportunidades. As oportunidades estão em todos os lugares e a cada dia novas oportunidades estão sendo criadas. Sempre existe um trabalho para ser feito. Sempre haverá valores para serem criados.

Em vez de esperar por uma nova oportunidade ou buscar pela perfeita oportunidade, vá em frente e trabalhe. Retire o melhor de cada oportunidade que já está aí, diante de você. Existem preciosos valores que podem ser criados diariamente. Existem problemas que podem ser resolvidos, processos que precisam ser aprimorados e inúmeras maneiras de ser criativo tendo um belo propósito em mente.

As oportunidades são simplesmente inúteis a não ser que sejam aproveitadas. Escolha e tome as ações que possam transformar as melhores oportunidades numa real e duradoura realização. As oportunidades estão em todos os lugares, agora, nesse exato momento. Dê um passo a frente, aja e colha os resultados!

Publicado por: sidnei walter john | 19 de novembro de 2017

Evangelho do dia 23 de novembro quinta feira


23 novembro – A humildade não é apenas guarda da pureza, mas é também segurança do precioso dom da fé. (S 358). São José Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 19,41-44

Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela e disse:
– Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la.
” 

Meditação:

A trágica destruição de Jerusalém e do Templo é associada à rejeição do poder religioso, aí sediado, a Jesus, com sua mensagem libertadora de paz e amor universal.

Depois de uma longa caminhada, desde a Galiléia, Jesus se aproxima de Jerusalém e, vendo a cidade, chora sobre ela. Jerusalém era uma cidade dos jebuseus que foi invadida e tomada pelo rei Davi. Nela Davi centralizou os poderes religioso, político e militar.

Jesus chega a Jerusalém aclamado pela multidão. Porém, ao invés de corresponder aos aplausos vendo a cidade, chora sobre ela. Jerusalém era a capital da fé daquele tempo. Pois tendo sido tomada do povo jebuseu pelo rei Davi, nela estavam centralizados todos os poderes religiosos, político e militar.

O templo aí construído e a sólida teologia imperial elaborada na corte dos reis descendentes de Davi conferiram à Jerusalém o status de cidade sagrada. Todavia, já os profetas do Antigo Testamento denunciavam o abuso de poder e a corrupção aí reinantes, e o fato se tornava cada vez pior.

Os olhos desta cidade estão como que tapados: ela se tornou o centro da exploração e opressão do povo, enveredando por um caminho que é o oposto do caminho da paz.

Ela será destruída, porque não quer reconhecer na visita de Jesus a ocasião para mudar as próprias estruturas injustas, abrindo-se ao apelo d’Ele.

Jesus chora porque gostaria de juntar aquele povo como uma galinha junta seus pintinhos. Caro leitor, você conhece esta cena? A galinha junta os pintinhos com as asas e os protege. Jesus é assim mesmo! Ele usa linguagem bem humana para que possamos compreender.

Veja que comparação Jesus faz! Como é grande o amor de Jesus pela humanidade, narrado nestes textos à cidade de Jerusalém. E ele é proclamado para você aqui, agora! Ele deseja muito abrir seus braços agora e acolher a todos, deixe-se ser acolhido por Jesus!

Foram duas ocasiões muito solenes aquelas em que os textos sagrados nos dizem que Jesus chorou. Chorou diante do sepulcro, onde jazia o seu amigo Lázaro, morto há quatro dias, e chorou quando sentiu, no mais íntimo do seu coração, a incredulidade da santa cidade de Jerusalém.

Jesus é Deus (único, sem dúvida), que chora pela situação triste e ímpia deste mundo perdido. Parece um contraste, algo incoerente, Deus a chorar pelos homens. Mas não. Não é incoerência, porque este (Jesus) é o único Deus que ama. Deus que ama o mundo de tal maneira que dá a si mesmo, como sacrifício de substituição para que todo aquele que n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna.

Olhemos este texto e vejamos com que amor Deus se ocupa de nós. Como dá a si mesmo; como sofre, vendo a cidade entregue às suas impiedades e dominada pelos vendilhões da religião; como chora sobre ela e ora para que abra os olhos para as suas oportunidades, ainda de pé, mas em breve perdidas!

Esta cidade somos nós quando não nos “queremos” converter e acatando os seus ensinamentos nos salvar. E então continua chorando por ti e por mim: Jerusalém, Jerusalém, como gostaria que visses as tuas oportunidades, mas tu queres continuar de olhos fechados; como queria que abrisses os olhos, mas tu preferes continuar de olhos fechados e não ver a verdade; como quis ajuntar os teus filhos como a galinha ajunta os pintos debaixo das asas, mas tu não quiseste; Porque assim queres, os teus inimigos te sitiarão de todos os lados, serás totalmente derrubada e em ti não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

Não te vês na situação da rebeldia de Jerusalém? Arrepende-te enquanto é tempo. Aceita a misericórdia de Jesus, que chora pela tua triste e condenável situação de pecador perdido. Vem a Cristo que te chama com amor infinito e viverás. Ai de ti que não sabes reconhecer a bondade de Deus que estava a seu lado no dia a dia da vida. Que estejamos sempre atentos e conscientes com os bens que temos, sobretudo, o bem da paz e da vida.

Reflexão Apostólica:

Hoje o texto narra uma afirmação de Jesus quanto ao destino trágico da cidade de Jerusalém que de fato foi invadida e saqueada pelos bárbaros e depois por outros povos. Talvez Jesus tenha falado também de cada invasão que cada um de nós é acometido de tempos em tempos.

Um fato: Não sabemos também quando nossa Jerusalém será invadida, essa Jerusalém que representa nossa vida, nossa saúde, nosso serviço (…). Hoje estou bem e amanhã não sei, ou melhor, ninguém sabe.

Duro é ver após um acontecimento (demissão, doença, surgimento de uma dívida, o despejo, o fim do casamento, do namoro, de uma amizade) que parecia que já sabíamos que algo iria acontecer, mas que não nos atentamos aos sinais. E como os sinais são grandes agora!! “(…)

Agora você não pode ver isso. Chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados… porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la”

Jesus, não distante, mas ainda mais próximo do que nunca, chora ao nosso lado. Ampara-nos no sofrimento, no sentimento, na “culpa”, na saudade.

Nas invasões bárbaras foram subtraídas (roubadas) relíquias e peças sagradas do povo; artefatos que lhe diziam muito e faziam falta.

Quantos de nós também temos a impressão, que após um acontecimento, um grande sofrimento, uma grande perca, algo em nós também é roubado. Não é a perca de algo físico, material (…), mas de algo que também fazia parte de nós e que sentimos falta?

Jesus também chorava porque nada podia fazer. Sim! O Senhor não podia fazer nada. Ele, mesmo sendo 100% Deus, não poderia ferir ou negar o livre arbítrio humano. A dádiva dada por Deus que nos eleva acima dos anjos, mas também nos condena se o usarmos sem a sabedoria.

Mesmo tendo feito tanto aos olhos de todos, de ter curado a tantos, ter resgatado ou transformado a vida de tantos outros, as pessoas preferiam não mudar.

Imagine-se no trabalho, em casa, na faculdade onde você com tanto conteúdo e conhecimento para repassar, mas os colegas não quererem aprender, melhorar, mudar…

Quando, mesmo sendo novo em idade, sabe ou percebe, que seus pais, amigos, irmãos estão prestes a tomar uma atitude errada, mas não consegue ser ouvido (a) por eles… Duro isso, mas é fruto do livre arbítrio e deve ser respeitado, pois Jesus também respeitou.

De fato nossa vida não é um “mar de rosas” o tempo todo, mas ainda não é o fim. Sinais são apresentados todos os dias e em todas as horas, mas nossos olhos se recusam a vê-los.

É preciso se antecipar aos fatos a começar pela remoção do que nos impede de vê-los. No dia que conseguirmos isso a tempestade acalmará e voltaremos a navegar no mar que escolhi

Precisamos buscar a maturidade na fé!

Propósito: “Chorar” sobre determinadas situações que não condizem com o Projeto de Deus.

ORAÇÃO SINGULAR

Eu oro para que Deus abra os nossos olhos e nos permita ver os tesouros escondidos que Ele nos concede nos sofrimentos, dos quais o mundo só pensa em fugir.   São João de Ávila

Essa oração acima – sem nenhuma dúvida – é realmente singular na sua essência e substância. É singular simplesmente pelo fato de nela não existir nada de comum ou corriqueiro. E ainda mais: essa oração navega contra a ênfase triunfalista do nosso atual evangelicalismo contemporâneo.

Quero encorajá-lo no dia de hoje a orar de maneira singular; a orar como João de Ávila. Orar de forma contrária a tudo que você aprendeu no passado; ou seja, protegendo a auto-imagem, suas conquistas pessoais, seu espaço de realização, ao mesmo tempo que ignorando o que existe de mais precioso: seu coração.

Não importa quão grande seja neste dia a dor que você esteja sentindo; o desapontamento, a tristeza ou o desencorajamento profundo que estejam pesando sobre seus ombros. Quero encorajá-lo a orar de tal maneira que seus olhos sejam abertos, e você consiga enxergar os tesouros, muitas vezes só possíveis de serem encontrados justamente em meio ao sofrimento – ao qual tentamos de todas as maneiras fugir, escapar. Ao orar dessa nova maneira você irá certamente fazer parte de um diminuto exército, só que muito poderoso, pois conhece e experimenta os tesouros escondidos do Pai.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de novembro de 2017

Evangelho do dia 22 de novembro quarta feira


22 novembro – A humildade é absolutamente necessária para manter a pureza. Dai-me uma alma pura como um anjo e dizei-me que ela é arrogante, e eu vos responderei que ela não conservará a sua candura por muito tempo e cairá. (S 358). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 19,11-28

Jesus contou uma parábola para os que ouviram o que ele tinha dito. Agora ele estava perto de Jerusalém, e por isso eles estavam pensando que o Reino de Deus ia aparecer logo. Então Jesus disse:
– Certo homem de uma família importante foi para um país que ficava bem longe, para lá ser feito rei e depois voltar. Antes de viajar, chamou dez dos seus empregados, deu a cada um uma moeda de ouro e disse: “Vejam o que vocês conseguem ganhar com este dinheiro, até a minha volta.”
– Acontece que o povo do seu país o odiava e por isso mandou atrás dele uma comissão para dizer que não queriam que aquele homem fosse feito rei deles.
– O homem foi feito rei e voltou para casa. Aí mandou chamar os empregados a quem tinha dado o dinheiro, para saber quanto haviam conseguido ganhar. O primeiro chegou e disse: “Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei dez.”
– “Muito bem!” – respondeu ele. – “Você é um bom empregado! E, porque foi fiel em coisas pequenas, você vai ser o governador de dez cidades.”
– O segundo empregado veio e disse: “Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei cinco.”
– “Você vai ser o governador de cinco cidades!” – disse o patrão.
– O outro empregado chegou e disse: “Patrão, aqui está a sua moeda. Eu a embrulhei num lenço e a escondi. Tive medo do senhor, porque sei que é um homem duro, que tira dos outros o que não é seu e colhe o que não plantou.”
– Ele respondeu: “Você é um mau empregado! Vou usar as suas próprias palavras para julgá-lo. Você sabia que sou um homem duro, que tiro dos outros o que não é meu e colho o que não plantei. Então por que você não pôs o meu dinheiro no banco? Assim, quando eu voltasse da viagem, receberia o dinheiro com juros.”
– E disse para os que estavam ali: “Tirem dele a moeda e dêem ao que tem dez.”
Eles responderam:
– “Mas ele já tem dez moedas, patrão!”
– E o patrão disse:
– “Eu afirmo a vocês que aquele que tem muito receberá ainda mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. E agora tragam aqui os meus inimigos, que não queriam que eu fosse o rei deles, e os matem na minha frente.”
Depois de dizer isso, Jesus foi adiante deles para Jerusalém.
  

Meditação:

Lucas adapta a parábola dos talentos, já utilizada por Mateus, acrescentando, de maneira forçada,a narrativa do homem nobre que foi nomeado rei e depois mandou matar seus inimigos.

A parábola, a partir de um dito de Jesus, parece já ter sofrido acréscimos nas primeiras comunidades cristãs. Ela é o retrato de uma sociedade onde predomina a ambição do dinheiro e a crueldade.

A parábola dos talentos, apesar das semelhanças, não deverá ser a mesma das minas, ainda que alguns pensem que sim, pois Jesus podia ter contado duas parábolas semelhantes, embora com o mesmo fim didático.

Esta parábola ensina principalmente a necessidade de corresponder à graça de uma maneira esforçada, exigente, constante, durante toda a vida. Temos de fazer render todos os dons da natureza e da graça, recebidos do Senhor.

O importante não é o número dos talentos recebidos, mas sim a generosidade em fazê-los frutificar.

Não se trata propriamente de uma moeda, mas de uma unidade monetária, cujo valor ignoramos ao certo, por variável que era então, mas que ronda pelos 36 quilos de prata. O texto sugere refletirmos sobre três pontos fundamentais que são:

  1. O segredo da felicidade: Todos suspiramos pela felicidade, todos queremos ser felizes. Todavia, é preciso não termos ilusões.

A felicidade não se recebe de “mão-beijada”. Ela conquista-se com o esforço, o trabalho e o sacrifício. O segredo da felicidade está na fidelidade aos nossos deveres em relação a Deus e aos outros.

Ser fiel no dever de cada dia; fiel em pequenos gestos de caridade com o próximo; fiel no compromisso de piedade, de amor para com Jesus na Eucaristia; fiel na preocupação de tornar a vida agradável aos outros; sorrindo, servindo e ensinando.

Não é indiferente ser ou não ser fiel: “ditoso o que teme o Senhor e segue o seu caminho“, diz o salmista.

Não há felicidade sem fidelidade. Neste Evangelho, vemos o exemplo dos criados que puseram a render os talentos que o patrão lhes confiou.

  1. Os pecados de omissão: O Evangelho nos diz que o patrão daqueles criados, passado muito tempo, foi ajustar contas com eles.

Enquanto que o primeiro e o segundo puseram a render os talentos recebidos, o terceiro, deixando-se levar pela preguiça, nada fez. Daí, ouviu a censura condenatória do seu patrão: servo mau e preguiçoso.

Aqui temos retratado o pecado de omissão. Aquele servo não perdeu o talento recebido. Teve até o cuidado de o esconder, mas assim o tornou improdutivo.

O servo preguiçoso é imagem viva do cristão que, quando é chamado à uma vida de piedade mas intensa; comprometer-se na tarefa do apostolado; a aliviar o peso da pobreza, do sofrimento de quem o rodeia, se esquiva e tranqüiliza a sua consciência dizendo: eu não sou mau, não trato mal ninguém, nem prejudico quem quer que seja.

Quem fala assim não repara que também existem omissões graves, coisas que se deviam ter feito ou dito, não se fizeram nem se disseram.

Na comunicação social quantos pecados de omissão nesta área: há momentos para elogiar e ocasiões para, sem condenar ninguém, mostrar a nossa discordância. Os que apóiam publicamente o aborto e outros atos graves contra a vida, a justiça e a paz.

  1. O verdadeiro descanso: O comportamento dos servos não foi igual. Para o primeiro e o segundo o resultado foi 100% mais; para o terceiro foi 100% negativo. Cada um recebeu seus talentos para os pôr a render sempre que pode fazer algo.

Desta forma, não podemos cruzar os braços. Certamente que não resolvemos tudo. Fazemos o que podemos.

Portanto, dê você também o seu 100% e descansará, tomará posse do que está reservado para aqueles que em vida deram o seu 100%

O Evangelho estabelece um laço constante entre os pecados de omissão e o inferno. Três textos se referem ao caso: a parábola dos talentos que acabamos de ler: “Lançai-os às trevas de lá de fora.“. Na parábola do rico avarento (Lc 16, 10): “Morreu e foi sepultado no abismo.“. No capítulo 25,11 de Mateus: “Afastai-vos de mim malditos para o fogo eterno.“.

Eu, no meu lar, no lugar de trabalho, nas minhas relações sociais, na minha Paróquia, faço frutificar os talentos de inteligência, de saúde, de simpatia, de possibilidades econômicas, ou enterro tudo isso no despejo da preguiça? Procuro trabalhar na defesa dos valores: da vida, da verdade, da honra, do pudor, dos outros que precisam da minha ajuda?

Mãos à obra! Você tem tudo para ser feliz, e repousar na alegria do seu Senhor, basta que ponha a render os seus talentos.

Tempo é questão de preferência!

Reflexão Apostólica:

Esse evangelho nos traz à memória um dito popular muito comum: “Quem tem tempo nunca tem tempo, mas quem NÃO tem tempo SEMPRE arruma tempo”.

É muito comum ver em nossas comunidades, no trabalho, na faculdade, (…), alguém que consegue se destacar mesmo tendo todas as adversidades do mundo contra ele (a). Pessoas que conseguem fazer seu tempo, seu empenho, seu trabalho render “dez moedas”.

São pessoas que conhecemos que trabalham o dia inteiro, tomam conta dos filhos e ainda estudam a noite. Que apesar de tamanha demanda não atrasam seus trabalhos, não deixam de fazer suas tarefas e ainda tem tempo para parar um pouco e rezar.

No entanto existem outras pessoas que acordam às dez da manhã, tomam café na frente da TV, não lavam seus pratos, calcinhas, cuecas; querem estudar a noite mesmo não tendo afazeres de dia, matam aula e ainda arrumam tempo pra reclamar da comida fria, da roupa que não foi passada, que precisa de um tênis ou um celular novo.

Sabem a programação da TV por completo; navegam horas na internet e que se chateia profundamente se tiver que ficar uma hora na Missa de domingo.

Esse personagem da vida real que o diácono Nelsinho Correa da Canção Nova batizou e popularizou de “beiçudo” anda em alta. Antes, contudo eram os jovens, mas hoje eles já cresceram e se multiplicaram.

São pessoas hoje que tem ojeriza a estudar, aprender, capacitar-se; são irmãos, colegas, amigos de trabalho que após longos anos de serviço ou numa mesma função, se negam a ouvir conselhos, alternativas, sugestões…

Também são um povo de 30, 35 anos que se comporta como se tivesse 15; enfurnados em boates até durante a semana, fazendo rachas de carro, enquanto papai e mamãe ficam em casa polindo a moeda do filho. Filho esse que sai de casa com intenção de bater em alguém; que se esconde atrás de uma gangue para ser valente e quando dá algo errado, o leão de agora a pouco volta a ser um gatinho, um santo, um anjo.

São pessoas também que guardam a moeda no bolso e com o lenço cobrem os olhos para não ver o que acontece ao seu redor.

Para não se comprometer com a comunidade; não ajudam, não emprestam seu talento, são egoístas; agindo bem parecido com o “mau empregado” do evangelho; sabem fazer críticas ferrenhas, menosprezam o trabalho de quem faz, torcem contra, põem defeitos (…) tudo isso sem perder o “charme” (ou seria o orgulho?) ou sair de sua posição conforto

Mas o engraçado e ao mesmo tempo encantador que foi para esse (a) mau empregado que Ele nos envia hoje; que foi pelo perdão dos nossos pecados, onde estão inclusos os deles também, que Jesus se deu numa cruz.

Sejamos bons empregados, pois a messe é grande e a obra não para: “(…) Depois de dizer isso, Jesus foi adiante deles para Jerusalém”.

Um conselho: Quem não ajuda, por favor, não atrapalhe. Se não tem certeza do que esta falando, peça ajuda; se os fios de cabelo começam a surgir e a maturidade ainda não os acompanhou saiba que Peter Pan é uma fábula; se não existe mais nada que possa aprender então nos ensine.

Propósito:

Pai, faze de mim um discípulo fiel de Jesus a quem deverei prestar contas do bom uso dos dons que me concedeu. Que eu seja prudente no meu agir.

SEU PROPÓSITO

A maior de todas as tragédias não é a morte, mas uma vida sem propósito! 

Energia vem quando se tem um propósito. Criatividade brota e floresce quando se tem um propósito. Quando você está convicto do “porque”, então você poderá descobrir o “como.” Sucesso, em grande parte, é determinado pela sinceridade de uma missão.

Sem um significativo propósito, uma ação pode levar ao desapontamento e frustração. Porém, quando focada numa empolgante razão, a ação sempre resultará em concretas realizações.

Ninguém pode separá- lo do seu propósito. Ninguém pode tirar o poder do propósito que está dentro de você. Permita que os seus pensamentos, suas palavras, suas perspectivas e suas ações se originem de um propósito. A sua vida é um magnífico presente de Deus e se você ainda está por aqui, é porque Ele tem um propósito para você. Descubra esse propósito, apaixone-se por ele e as realizações serão apenas uma questão de tempo.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de novembro de 2017

Evangelho do dia 21 de novembro terça feira


21 novembro – Quando estamos conversando, devemos prestar atenção para responder à altura, mas o nosso coração deve estar sempre unido a Deus. (S 198). São José Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 12,46-50

“Enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém lhe disse: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar contigo”. Ele respondeu àquele que lhe falou: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos, acrescentou: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

 Meditação: 

Nesta narrativa de Mateus, percebemos três grupos relacionados com Jesus: as multidões, sua família e os discípulos.

“(…) Jesus não quer que nós sejamos seus servos, pois o amor que ele tem por nós não permite isso. O apóstolo São João nos diz no seu Evangelho que Jesus não chama os seus seguidores de servos, mas de amigos, porque lhes revelou tudo o que o Pai lhe deu a conhecer. Mas no Evangelho de hoje, Jesus vai mais além, ele nos mostra que quer que todos os que ele ama e o amam sejam membros da sua família, participem da sua vida divina. Para demonstrar o amor que temos por Jesus, não basta apenas afirmar o amor que se sente por ele, é preciso ir além, é preciso conhecer e realizar a vontade do Pai. Somente quem faz a vontade do Pai ama verdadeiramente a Jesus, torna-se membro da sua família e participa da sua vida” . (CNBB)

O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus cercado pela multidão, que O comprime, pois deseja escutar Sua Palavra; o povo quer escutar a Palavra do Senhor, pois num primeiro momento, recebe o convite de um Jesus tomado de misericórdia, compaixão e amor por cada um deles. Primeiro Cristo ama, depois fala ao coração do povo sedento.

Nosso Senhor Jesus Cristo ama, e porque ama, fala aos corações dessas pessoas na certeza de que uma resposta será necessária por parte do povo. A única resposta cabível frente a uma proposta de amor é retribuirmos com amor, pois amor com amor se paga. O maior gesto de amor, neste caso, é colocarmos esta palavra na vida, em prática.

Os familiares de Jesus estão ali; eles desejam falar com Ele, porque têm algo muito importante para comunicar-Lhe. Num primeiro momento, parece que o Senhor responde com grosseria ao aviso que dão a Ele sobre Seus familiares que querem falar com Ele. Não, não é isso, Jesus aproveita a ocasião para educar aqueles que ali estão e mostrar que seus familiares são mais que familiares, ou seja, são íntimos d’Ele.
Há uma grande diferença entre familiaridade e intimidade; intimidade requer familiaridade; mas familiaridade não requer intimidade. Infelizmente. Basta olharmos para a maioria das famílias hoje em dia.

Quantas famílias que vivem sob a casa da estranheza; ou seja, não há intimidade, são estranhos, não se conhecem. Par dizer que, para sermos da família de Jesus, é fundamental que haja intimidade com Ele. Esta intimidade será fruto de uma profunda experiência com a Sua Palavra. Será fruto de corações que estarão sempre próximos, num constante colóquio de amor entre pessoas que se amam: Jesus e eu; eu e Jesus.

Não basta acreditar – satanás também acredita em Deus. Não basta termos os sacramentos, pois o que salva não são eles; os sacramentos são meios de salvação. O que salva é a vivência destes sacramentos.
Da mesma forma, não basta ser da família de Jesus; é preciso ser íntimo e obediente à  Palavra d’Ele. A familiaridade verdadeira será conseqüência disso. Mas saibamos de uma realidade fundamental para que esta maravilha aconteça na nossa vida e, conseqüentemente, também haja a felicidade e a salvação: não existe Jesus Cristo sem a Sua Igreja e não existe Igreja sem Jesus Cristo.

Estas obediências e estes seguimentos ao Senhor, sem obediência e seguimento da Igreja, é tudo, menos obediência e seguimento verdadeiro.

“Pois quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu, é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”, diz o Senhor. Que vontade é esta? Amor e obediência a Jesus Cristo e à Sua Igreja.

Reflexão Apostólica:

Bem a frente desse momento, outra situação obrigou a Jesus ter “um mesmo peso”. Todos devem lembrar quando dois dos seus discípulos pediram para sentar-se um a sua direita e outro a sua esquerda e o Senhor pacientemente os exortou a respeitar a divina escolha e ao divino tempo.

Humano e ao mesmo divino, Jesus poderia privilegiar os seus, mas deixava claro que sociedade esperava que nascesse após a divulgação pública da Boa Nova: Uma sociedade justa e longe das prevaricações. Essa talvez tenha sido uma das “bandeiras” defendidas por Jesus que mais incomodavam aos doutores da lei: OS PRIVILÉGIOS!

Sem dúvida que o maior dos privilégios (ou quereres) a ser enfrentado era o individual, pois por instinto, precisamos antes de tudo pensar primeiro em nós e em seguida nos outros.

Esse ato humano e natural vem à tona no sofrimento do Senhor no horto das oliveiras, mas a Sua missão divina o move a continuar focado no caminho. Quem de nós pensaria primeiro nos outros em detrimento ao meu querer? Jesus descarta o seu privilégio divino e se oferece por sua criatura. Estudiosos, inclusive os mais céticos, afirmam que Jesus era divino visto que andava na “contramão” do raciocínio lógico, fisiológico  e psicológico que possuímos.

“(…) O olhar de Cristo esconde nas entrelinhas complexos fenômenos intelectuais e uma delicadeza emocional. Mesmo no extremo da sua dor ele se preocupava com a angústia dos outros, sendo capaz de romper o instinto de preservação da vida e acolher e encorajar as pessoas, ainda que fosse com um olhar… Quem é capaz de se preocupar com a dor dos outros no ápice da sua própria dor? Se muitas vezes queremos que o mundo gravite em torno de nossas necessidades quando estamos emocionalmente tranqüilos, imagine quando estamos sofrendo, ameaçados, desesperados”. (Augusto Cury – Mestre dos mestres)

Nosso raciocínio lógico também se mostra convincente quando ao sermos perseguidos optamos por desistir. Sim! Ninguém é obrigado a sofrer, mas de que vale desistir sem lutar? Quais são os verdadeiros motivos que me fazem continuar? Será que os motivos são tão pequenos que os tornam pequenos ao ponto de serem descartáveis?

Evidente que existem coisas que superam nossas forças mas muitos dos que desistem de algo foi por que entrou na luta pelos motivos errados ou não acreditavam muito no que queriam. Por exemplo quando luto pra ser chefe, por uma promoção E NÃO TENHO QUE TER LASTRO, COMPETÊNCIA OU CONHECIMENTO PARA TAL FUNÇÃO; quando quero ser reconhecido numa função que fica por “trás das cortinas” e não no palco; quando quero aplausos pelo meu lindo canto ou tapinhas nas costas por minha linda pregação, será que estou maduro para entender que na verdade minha verdadeira função era passar desapercebido para deixar que as pessoas  vissem o Cristo e não a mim?

Motivos justos nos motivam a perseverar, os “quereres” são descartáveis. É claro e repito, que existe aquilo que esta além das nossas forças, mas isso é um tema para outra reflexão

Quem por ventura exerce uma liderança profissional, social ou comunitária, quais os motivos que o levaram a assumir essa função? Quem há muitos anos “NÃO LARGA O OSSO” e não treina substitutos, o que desejas com isso? Perpetuar-se? Isso se chama tirania e não democracia.

Em meio ao sofrimento do horto, das confusões, dos desentendimentos, optaríamos em continuar? Jesus certa altura falou do peso dos “fardos” e hoje a reflexão que ninguém terá tratamento diferenciado ou privilegiado perante os olhos de Deus.

E por falar em diferenças…

Outra coisa que precisamos repensar é o tratamento desigual que damos as pessoas em troca de interesses. Por que temos a triste mania de tratar bem aqueles que tenho algum interesse e passar desapercebido o simples? Será que a copeira não deve ter o mesmo tratamento do diretor?

Por estarmos num ambiente chamado igreja, deveríamos entender que lá seria um dos poucos lugares no mundo onde não deveriam ter diferenças de tratamento, pois para Deus somos todos iguais. O que doou cerveja e refrigerante para a festa do padroeiro deveria ter o mesmo tratamento gentil daquele que doa suas duas moedinhas no ofertório, pois o motivo que trouxe o simples de coração a aquele local foi idêntico a mulher que enxugava os pés de Jesus com os cabelos

Hoje é dia da Apresentação de nossa Senhora.

Viva Maria! Modelo de pessoa que pouco se importou em ter um local de destaque, mas foi até o fim. Do anuncio do anjo até a ressurreição passando pela dor do calvário e cruz ao ver seu filho sofrer, morrer e ser glorificado. Que pena que não entendem a nossa admiração por essa mulher fantástica.

Meditação:

Após quatro narrativas de conflito com os escribas e os fariseus, Mateus narra este episódio em que introduz a família de Jesus. O clima é o de um conflito potencial face às exigências de mudanças, conforme a boa nova de Jesus.

Esta narrativa é didática, visando à conversão. A família é a célula básica na composição do tecido social. Uma família conservadora é reprodutora da tradicional sociedade opressora e excludente. Há grande interesse dos poderosos em manter as tradições que lhes permitem gozar de seus privilégios.

Agora, Jesus propõe a substituição de um conceito hermético de família para um conceito aberto e solidário, conforme a vontade do Pai. Substitui os laços formais familiares pelos laços do amor compassivo e comunicativo que vai muito além dos limites da família.

Fazer a vontade de Deus é o requisito que Jesus nos apresenta para também sermos considerados da Sua família. Portanto, não é difícil para nos imaginarmos membros da família de Jesus.

Ele mesmo o diz e aponta para nós, como fez quando distinguiu os Seus discípulos: eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

Ao declarar que todo aquele que faz a vontade de Deus é a Sua família, Ele não estava renunciando à Sua família segundo a carne.

Como filho mais velho, Ele continuou a cuidar do bem estar da Sua mãe. Isto foi comprovado quando, ao dar a Sua vida na cruz, Ele passou essa responsabilidade ao discípulo a quem ele amava.

Simplesmente Jesus define claramente que o parentesco de ordem humana, seja a mãe, os irmãos ou irmãs que ele tinha, não têm qualquer significação no Reino de Deus.

O relacionamento mais chegado do Senhor Jesus é com o Seu Pai, que está nos céus, o próprio Deus Pai. O único “parentesco” permanente que Ele pode ter é de ordem espiritual – e é com aqueles que fazem a vontade de Deus. A estes, Ele chama de meus irmãos.

Deixando de lado os laços sangüíneos, representado pelo parentesco segundo a carne com sua mãe e seus irmãos, o Senhor Jesus passará agora a ampliar o Seu ministério a todos aqueles que O receberem, sem distinção entre judeus e gentios. Não se dará mais exclusividade a Israel, devido à sua incredulidade e rejeição.

O relacionamento segundo a carne passa a ser inteiramente superado por afinidades espirituais. A obediência a Deus é agora o fator predominante e definitivo para estabelecer tais afinidades, sem outra distinção qualquer.

O mesmo se aplica a todo aquele que recebe Cristo como o seu Senhor e Salvador. Ele disse: Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. Nosso relacionamento espiritual com Cristo produz um vínculo maior do que nosso parentesco de sangue.

Jesus não perdia tempo, por isso, ele aproveitava todos os momentos para dirigir ao povo, mensagens de vida e conversão. A Mãe de Jesus, em tudo fez a vontade do Pai, desde a encarnação até a morte e ressurreição de Jesus. Soube confiar no plano de Deus e, por isso, é chamada de co-Redentora, pois contribuiu para que tudo se realizasse.

Maria fez a vontade de Deus! José foi um homem ajustado ao Plano de Deus, e você? Você se considera da família de Jesus? Jesus aponta para você também quando pronuncia estas palavras? Você é um (a) discípulo (a) fiel? Se fores diga graças à Deus e, se não é tempo para você se converter e mudar de vida, veja que os discípulos deixaram suas famílias, abandonaram-se à vontade do Pai e uniram-se à nova família, em torno de Jesus.

Agora é a nossa vez! Busquemos fazer a vontade de Deus.

Quem são meus irmãos? Quem é minha mãe? Todos!

Quais são meus sonhos, meus objetivos, meus anseios, desejos, (…) Também todos que eu puder pensar, idealizar, sonhar, (…) Mas, com quem quero dividir esses sonhos, conquistas, prazeres, alegrias, tristezas, frustrações e realizações?

Cada vez mais nosso mundo se resume em poucas pessoas ao nosso redor. É até um contra-senso, pois cada vez tem-se mais gente no mundo e cada vez mais nos isolamos.

Aprendemos com os reflexos do mundo, que nos vende a idéia da liberdade como bem maior. Se somos livres, podemos  voar, ter sonhos, ambições, fazer projetos, (…); a idéia de “nos prendermos” a algo soa como limitação ou fraqueza.

Imaginemo-nos então a cantar uma música dos tribalistas: “Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também…”

A liberdade que advém do sinônimo de livre arbítrio vem a nós como um bem precioso, mas que só tem valor se temos com quem trocar.

A liberdade como sinônimo de “sem limites”, “sem freios”, “sem crenças”, (…) podem em um futuro próximo gerar a fragilidade.

Como um grande prédio a ser construído, possui bases sólidas e estruturas bem consolidadas. Ela não advém de todo de vontades ou quereres, mas de um todo e refinado planejamento para que acontecesse.

A busca da liberdade pode então ser canalizada a conquistas puramente materiais. Se tenho um carro, posso ir onde quero sem precisar pedir carona ou depender de alguém; busco com todo ímpeto por uma profissão que de independência financeira, coincidentemente são as que vem de brinde a moeda do status social; Quero uma casa, um apartamento…

Não é pecado sonhar, querer o melhor para nós, ter e conquistar bens, mas quem são meus irmãos e minhas irmãs? Essa idéia de liberdade aos poucos nos afasta daqueles que nos cercam ou que nos viram crescer.

Podemos até justiçar necessário ou que a nossa profissão requer dedicação, horas de estudo, (…), mas será que justifica abandonar meus amigos, meus familiares, minha comunidade, meu coração, (…)

Quantas pessoas que encontraram a liberdade, mas não tem com quem dividi-la? Quantos que abandonaram por completo o convívio social, as amizades, as brincadeiras, do amor (…) por seu sonho.

Precisamos pedir a Deus que nos guie nessa busca; que Ele esteja sempre a nos acompanhar, a nos nortear e que em contra partida eu faça um compromisso em não se esquecer dos nossos irmãos. Sim precisamos ter foco, mas não perder a visão periférica.

É o amor que se liberta da servidão aos interesses do mercado, na ambição do ter e do enriquecer. É o amor que se abre e se faz solidário com os oprimidos e com os mais carentes.

A semente lançada por Jesus supõe um processo de amadurecimento e crescimento. É com este processo que estamos comprometidos, por nossa fé, dedicando-nos à construção do mundo novo possível.

Propósito:

Pai reforça os laços que me ligam aos meus irmãos e irmãs de fé, de forma a testemunhar que formamos um só corpo e uma só alma quem Cristo Jesus teu filho muito amado e que por amor morreu e ressuscitou.

AUTÊNTICA HUMILDADE

Um grande homem está sempre desejoso de ser pequeno.

Quando você se libertar das demandas do seu ego, você também estará livre das suas maiores auto imposições. Ao praticar uma autêntica humildade, você encontrará um enorme poder.

Vá para além da sua necessidade de controlar os outros e você irá aprimorar assustadoramente a sua própria habilidade de controlar a si mesmo. Deixe de lado a sua necessidade de estar sempre certo, pois assim você estará aberto a experimentar novas verdades.

Desista da idéia de ser melhor que as outras pessoas, pois assim um novo mundo de oportunidades surgirão a você. Pare de buscar por injustas vantagens e você estará livre para desenvolver uma incontrolável eficiência. Viva cada momento com humildade, amor, respeito e gratidão por esta vida preciosa que Deus está lhe dando. Ao assim agir, você estará encontrando um tesouro sem fim.

Publicado por: sidnei walter john | 19 de novembro de 2017

Evangelho do dia 201 de novembro segunda feira


20 novembro Ter cuidado com as palavras que se dizem parece pouca coisa, mas ao invés é uma grande virtude. (S 197). São Jose Marello 

Meditação:

Jesus alivia a aflição de um homem vítima de um problema físico: devolve a ele a capacidade de ver; responde à fé do individuo que o impulsiona a se dirigir a Jesus como Filho de Davi.

A atitude de Jesus traz salvação a um excluído da humanidade, vitima de uma enfermidade que o condena a passar seus dias à beira do caminho, mendigando.

O cego recupera a visão e reconhece o que outros não queria que conhecesse. Muitas vezes podemos sentir que trabalhamos como quem não reconhece Jesus em toda sua dimensão e por sua vez negamos a outros a possibilidade de conhecê-lo.

O nome de “Filho de Davi” não implica somente a restauração espiritualizada do Reino de Deus, é também a esperança política do povo de Israel, o rei que todos esperavam; porém, não será o rei nos moldes que muitos imaginavam. Sim, é rei enquanto eleito, ungido de Deus e propõe uma lógica diferente nas relações políticas, sociais e econômicas.

A cura do cego simboliza a fé, que é a visão do compromisso com Jesus. De olhos abertos para nova maneira de ver e agir, ele segue a Jesus que vai dar a vida.

Podemos dizer que esta meditação é um roteiro de cura interior baseado no Evangelho de hoje. Enquanto lê, procure ver em que área da sua vida ele se aplica.

Primeiro ponto: O cego estava na beira da estrada, pedindo esmolas, quando vem a multidão e ele descobre que Jesus está passando. Ele sabe que essa pode ser a sua única chance de ser curado, e começa a gritar por Jesus. Mesmo que as pessoas tentem fazê-lo se calar, ele grita cada vez mais alto, até Jesus ouvi-lo. ISSO É QUE É TER FÉ! Será que nós temos essa fé ativa? Que grita e clama até conseguir ser ouvido? Ou nossa fé é passiva, que espera que Jesus consiga nos enxergar lá no final da multidão, e venha até nós para resolver nosso problema? Quando Jesus passar, não perca a oportunidade, grite!!! Pode ser que Ele não passe novamente…

Segundo ponto: Quando Jesus percebeu que aquele homem não iria desistir, parou e mandou que o trouxessem até Ele. O cego foi trazido no meio de toda aquela multidão… Todos puderam ver que ele enfrentaria qualquer situação para conseguir a sua cura. Ele não podia ver, mas certamente deve ter ouvido as pessoas fazerem comentários sobre a sua sujeira, o seu pecado… que se ele estava daquele jeito é porque mereceu aquele castigo de Deus… Mas ele atravessou a multidão, e isso já foi uma parte do processo de cura. O que isso quer dizer? Que para conseguirmos a cura do nosso problema, também temos que atravessar a “via crucis” que esse cego atravessou. Não precisa ser necessariamente uma multidão… Mas NÓS PRECISAMOS FAZER O NOSSO SACRIFÍCIO, PARA QUE JESUS POSSA FAZER A PARTE DELE. O sacrifício do cego foi gritar por Jesus (bem alto!) e atravessar a multidão, para chegar a Jesus. Parece pouco? Experimenta se colocar no lugar do cego… Você teria coragem de clamar por Jesus e atravessar uma multidão, expondo o seu problema a todos, escutando os comentários das pessoas, enfrentando os olhares de pena ou de desdém (no caso do cego, isso não foi problema…), e se colocar humildemente aos pés de Jesus?

Terceiro ponto: Jesus deve ter percebido que o homem era cego, mas mesmo assim perguntou: “Que queres que eu faça por ti?” Parece piada! O que o cego poderia querer? Enxergar, logicamente! Mas Jesus queria ouvir o cego dizer. Observe que essa é uma pergunta muito clara e direta. Então exige uma resposta clara e direta, e foi assim que o cego respondeu: “Senhor, eu quero enxergar de novo.” Veja que a visão era algo que ele tinha e que precisou ser tirado, para que ele pudesse dar valor. Não foi Deus quem lhe deu o dom de enxergar? Então por que precisou tirar, para devolvê-lo depois, assim? Para que ele passasse a dar valor aos dons de Deus. Você já percebeu como faz muito mais falta aquilo que você já teve um dia, mas depois perdeu… do que aquilo que você nunca teve? Tem pessoas que nunca conseguem se adaptar a viver sem a visão, sem a liberdade, sem aquele alguém, sem um computador, sem dinheiro… E você, o que lhe foi tirado e hoje lhe faz falta? A sua felicidade depende disso? E você REALMENTE QUER SER FELIZ novamente? Então, meu irmão, siga os passos desse roteiro… Faça a sua parte, o seu sacrifício, que Jesus fará a parte dEle.

Mais dois detalhes desse Evangelho: 1) Lembre-se que, no final, o ex-cego passou a SEGUIR JESUS, GLORIFICANDO A DEUS, e TODO O POVO DAVA LOUVORES A DEUS POR ISSO. Esse é um dos sinais mais claros do verdadeiro milagre: transforma a pessoa em seguidora de Jesus! 2) O cego precisou que outras pessoas lhe levassem até Jesus…

Assim como você também vai precisar, e aquele seu amigo “cego” também precisa que você o leve até Jesus. O caminho é difícil, mas você não está sozinho nele…
Reflexão Apostólica:

Como é tão bom ver casar a vontade de Deus com um problema real.

Semana passada, divagávamos, que por não saber pedir, pedíamos coisas que de fato não eram o verdadeiro foco do problema, então o Espírito Santo que habita em nós vinha e vem a nosso socorro e revela a Deus as nossas verdadeiras necessidades.

No caso de hoje, o cego, diferente dos 10 leprosos, sabia bem o que era preciso, e mais do que isso, sabia que aquele de quem, OUVIU APENAS AS PALAVRAS E O SOM DOS SEUS PASSOS poderiam lhe devolver ou restituir a visão.

Chama atenção o fato de que após a cura, que simboliza um novo recomeço nessa vida, o homem procura não abandonar Seu benfeitor “(…)

No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus”. As pessoas que viram ou ouviram o acontecido viam no cego não mais a cura, mas sim o testemunho. O cego poderia ter voltado pra casa, para sua vida, para sua rotina (…), mas não o fez.

Muitos de nós fazemos o inverso após receber um pedido. Quantos vezes já fizemos novenas a são Judas, santa Edwiges, santo Expedito,santa Rita, santo Antonio e outros santos de nossa devoção e após uma prece atendida, rendemos louvores a Deus, colocamos faixas pela “prece atendida” e voltamos a nos cegar?

Deve ser por isso que muitos dos que um dia levavam uma vida afastada ou sem fé ao se converter, passando a seguir a Jesus, conseguem convencer mais do que aqueles que testemunharam o milagre.

Assim também foi com a samaritana. Muito maior que a cura do seu coração, foi o gesto de mudança de comportamento visto por aqueles que a conheciam há tanto tempo. Não adianta falar, precisamos caminhar com ELE.

Ser cristão na igreja é fácil, difícil é chutar a mesa com o dedinho do pé e não ter vontade de xingar!

Fácil é ir à frente e falar trechos lindos e decorados da bíblia, mas difícil é tentar vivê-los na prática.

Declarar a cura é fácil, difícil é testemunhar; ir ao Grupo, à Missa, à Reunião é fácil, mas como é difícil ser servo, dizimísta, coordenar…

Deveríamos dar mais oportunidades às pessoas. Se hoje temos carência de pessoas para ajudar, se comprometer (…) é por que talvez não tenhamos dado a chance. Colocamos metas e perfis inatingíveis no inicio de uma caminhada.

É esperar que alguém tenha equilíbrio numa moto sem nunca ter subido numa bicicleta. Somos rigorosos demais.

Calamos a boca de tantos outros Bartimeus, mas graças a Deus alguns ao invés de se calar, gritam ainda mais alto.

Jesus hoje passa a frente de nossa casa, da nossa vida, do nosso trabalho e pergunta: “O que é que você quer que eu faça”? Ele passa na frente de sua Pastoral, Movimento, Grupo e pergunta: “O que é que você quer que eu faça?”

A semana só esta começando e o Advento se aproxima cada vez mais (13 dias) e como diria Simone naquela canção “Então é natal, o que você fez…

Propósito:

Pai, infunde em mim uma fé profunda como a do pobre cego, cujo desejo de ser curado por Jesus levou-o a se abrir para a verdadeira visão que leva à salvação.

2º Meditação

O evangelho de hoje descreve a chegada de Jesus a Jericó. É a última parada antes de subir a Jerusalém, onde chegará o “êxodo” de Jesus como ele anunciou em sua Transfiguração (Lc 9,31) e ao longo de sua caminhada até Jerusalém (Lc 9,44; 18,31-33).

Jesus e os discípulos caminham para Jerusalém, onde ocorrerá o desfecho de seu ministério com sua pregação entre os peregrinos e a repressão que o levará a morte de cruz.

Jesus, pressentindo o que ocorreria, já advertira os discípulos por três vezes (três “anúncios da Paixão” – Lc 9,22; 9,44; 18,32-33). Estes estão apegados à concepção de que Jesus seria o poderoso messias davídico e Jesus procurava demove-los desta idéia.

Segundo a narração de São Marcos, Jesus encontra-se em viagem rumo a Jerusalém, deixando atrás de si Cesaréia de Filipe, ao norte da Galiléia.

Como nunca perdia um só segundo nem oportunidade, Ele aproveitará esse percurso para ir instruindo seus discípulos, a fim de torná-los aptos à grande missão que lhes caberá, uma vez fundada a Igreja.

Ao iniciar-se essa caminhada, uma grande multidão se junta aos discípulos, sempre desejosa de assistir a mais algum milagre, ou de ouvir as maravilhas transbordantes dos lábios do Mestre. Como primeiro ato desse trajeto, está a cura de um cego.

Por que Marcos e Lucas fazem referência a um só cego? Uma boa maioria dos exegetas opina ser provável que os cegos eram dois, conforme Mateus indica, mas um deles devia ser muito conhecido, a ponto de Marcos tê-lo posto em cena com seu nome próprio.

Quanto ao lugar onde se teria dado o milagre, as explicações, se bem que diversas, visam fazer uma aproximação entre os Evangelistas, concluindo em favor de um único acontecimento.

Quase nunca faltam a essas cenas evangélicas os aspectos carregados de cores, característicos do Oriente. Os costumes, marcados por um temperamento borbulhante e nada retraído, se refletem tanto na atitude do cego Bartimeu como na reação da multidão contra os gritos dele.

A cegueira, quer seja física, quer espiritual, é um mal indolor. A perda da vista, apesar de nos impedir de nos guiarmos nos espaços físicos segundo nossas próprias deliberações e usando de nossa autonomia, inclina-nos à humildade e submissão aos outros, a confiar em seu auxílio. Por isso, quando bem aceita, ela pode ser um excelente meio de santificação. Muito pelo contrário, a cegueira espiritual priva-nos de elementos fundamentais para nossa salvação – como são as misericórdias que desprezamos – e nos faz correr terríveis riscos, enquanto acumulamos as iras de Deus.

A Bartimeu lhe faltava um dos elementos essenciais para enriquecer-se, por isso caiu inevitavelmente na pobreza passando a viver de esmolas.

Ao cego de Deus, entretanto, é possível fazer fortuna; porém, debaixo deste ponto de vista, é ele ainda mais digno de pena: quando se fecharem definitivamente para a luz do dia seus olhos carnais, os espirituais de imediato se abrirão, mas quão tarde será, para ele, ver a grande dimensão de sua real miséria em todo o seu horror. E, tomara, não seja essa a hora do desespero.

Esse é o momento de imitar o pobre Bartimeu. O próprio Jesus continua aqui, nos tabernáculos das igrejas. Por que não aproveitar uma ocasião para d’Ele me aproximar e pedir-Lhe o milagre? Devo temer a Jesus que passa e não volta, e bradar continuamente, porque Ele ouve melhor os desejos abrasados.

Tenhamos por certo este princípio: sempre que um cego de Deus abraça o caminho da conversão, “a multidão” tenta dissuadi-lo de prosseguir, fazendo todo o possível para lhe criar obstáculos. Infelizmente, a essa “multidão” de mundanos se associa a multidão de seus próprios pecados e paixões, para fazê-lo silenciar.

Também aqui, é oportuno imitar a atitude de Bartimeu, ou seja, não só não ceder às pressões, como até, pelo contrário, redobrar em ardor, esperança e desejos. Dessa forma, não tardará a comprovar a realidade da convicção do Apóstolo: “Tudo posso n’Aquele que me conforta!” (Fl 4, 13).

“Senhor, que eu veja!”, deve ser o pedido de quem esteja imerso na tibieza e, sobretudo, de quem é cego de Deus. Bartimeu não pediu a fé, porque já a possuía.

Sua cegueira era simplesmente física. Examinemos nossas necessidades espirituais e peçamos tudo a Jesus. Sem duvidar, aguardemos até mesmo o milagre, pois Ele nos assegura: “Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Eu o farei” (Jo 14, 13).

O número dos que sofrem de cegueira física, no mundo, é insignificante, em comparação com os cegos espirituais. A cegueira de coração atinge uma quantidade assustadora de pessoas em nossos dias. A fé vai se tornando privilégio de minorias.

Há cegos não só nos caminhos da salvação, mas até mesmo nas vias da piedade. Estes levam uma vida pseudotranqüila, submersos nos perigos da tibieza; cometem faltas, mas conseguem muitas vezes, através de inúmeros sofismas, adormecer suas consciências, não experimentando mais os benéficos remorsos. Confessam-se por pura rotina, comungam sem dar o devido valor à substância do Sacramento Eucarístico, rezam sem devoção…

Há cegos entre os que abraçaram o caminho da perfeição, mas deixaram de aspirar a ela, contentando-se com uma espiritualidade medíocre, esquálida e infrutuosa. Eles nada fazem para atingi- la, procurando-a onde ela jamais se encontra.

Enfim, para não ser cego de Deus, é preciso ser puro de coração. Uma das principais causas da cegueira de nossos dias é a impureza.

Jesus diz, no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5, 8). Não se trata exclusivamente da virtude da castidade, mas, muito, da reta intenção de nossos desejos. Tanto uma quanto a outra vão-se tornando raras a cada novo dia, nesta era de progressiva cegueira de Deus.

São essas algumas das razões pelas quais a humanidade necessita voltar- se urgentemente para a Mãe de Deus, apresentando por meio d’Ela, ao Divino Redentor, o mesmo pedido de Bartimeu: “Senhor, que eu veja!”

2º Reflexão Apostólica:

Quanto vale insistir em algo que queremos muito?

É nítido e notório que nem tudo que desejamos estará facilmente acessível e tão pouco nossa vida será fácil ao ponto de “darmos ao luxo” colocarmos os pés para cima e esperar que aconteça o que sonhei, desejei,…

O evangelho de hoje nos apresenta um exemplo bem nítido dessa situação que abordei, onde um homem cego luta uma batalha desleal: contra o que vive ( a cegueira) e a indiferença dos que o cercam.

Por viver num mundo de escuridão e sons aquele homem dependia muito do que lhe dizia aqueles que podiam enxergar. Sua vida era pautada sob os olhos daqueles que estavam ao seu redor e como é difícil viver esse tipo de vida! Não consegue ver o que estou falando?

Cada um de nós carrega sobre si suas próprias cegueiras, erros e fragilidades e como é difícil viver sabendo que elas existem e nos limitam. Quem nunca encontrou barreiras para buscar um emprego melhor ou pedir um aumento de salário em virtude da timidez ou do medo? Quem nunca sofreu calado por não conseguir a palavra certa na hora certa? Se temos tantas cegueiras particulares que nos impedem de crescer, imagine o quanto é ruim quando os que nos cercam desistiram de acreditar.

Uma pessoa desacreditada pode fazer outra perder a esperança, mas alguém que insiste em lutar pode fazer muitos voltar a sonhar.

Tudo isso nos faz perguntar: quanto aos meus sonhos e projetos, ainda acredito neles? Qual é o seu sonho?

Ambicionamos o que não podemos pagar, sonhamos com coisas improváveis, mas sonhos são feitos para que tenhamos metas e por mais equivocados que sejam eles nos movem. Quais são eles?

Muitas vezes sem perceber nossos sonhos são os mesmos que Deus desejava, mas nem sempre temos tempo e a devida coragem para realizá-los daí caímos na frustração, no arrependimento, no abatimento… Aquele homem sentado, já havia perdido a vontade de sonhar e com ela, a esperança também se esvaía. É fato: muita gente esta nesse momento assim.

Precisamos ter a atitude dele e não desistir mesmo que barreiras surjam. Abismos ou simples pedras que podem estar mais cegas que nós mesmos, cuja esperança de algo melhor foi-se à medida que passou a desacreditar em si próprio. “(…) As pessoas que iam a frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais”.

Não desista dos seus sonhos… Deus sempre ouve nossos sussurros, imagine nossos gritos!

ENTRE ALEGRIAS E TRISTEZAS

As tristezas o ajudam a entender as coisas boas da vida, enquanto as alegrias lhe dão uma pálida, mas magnífica demonstração de como as coisas realmente podem melhorar. 

Na vida obviamente que existem tristezas, mas nela também existem muitas alegrias. As tristezas, aflições e desapontamentos mostram realmente quem você é. As alegrias lhe mostram como – de maneira incrível – as coisas realmente podem ser.

Se não houvesse tristezas não haveria a experiência da alegria. Desta maneira, tanto a tristeza como a alegria acrescentam riqueza à magnífica experiência de viver. Nas tristezas você cresce muito mais forte e exuberante; nas alegrias você pode usar a força desses momentos para um fim nobre e positivo. Nas tristezas você tem a oportunidade de aprender dolorosas, profundas e preciosas lições; nas alegrias você se torna capaz de criar algo positivo, em função daquilo que aprendeu.

As tristezas certamente virão, e as alegrias também. Cada uma delas tem seu lugar para você no coração de Deus, e delas você poderá retirar o que existe de melhor – tanto em riqueza como em significado – para o resto da sua vida.

Publicado por: sidnei walter john | 15 de novembro de 2017

EVANGELHO DO DIA 19 DE NOVEMBRO – 33º DOMINGO DO TEMPO COMUM


19 novembro – Quantas forças a nós ainda desconhecidas, quantos segredos para a nossa limitada experiência, quantos campos de ação por nós inexplorados! (L 18). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 25,14-30

 O Reino dos Céus é também como um homem que ia viajar… Chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens: a um, cinco talentos, a outro, dois e ao terceiro, um… O servo que havia recebido cinco talentos… lucrou outros cinco… o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só… escondeu o dinheiro do seu senhor. … o senhor voltou e foi ajustar contas com os servos. Aquele que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor… Aqui estão mais cinco que lucrei’. O senhor lhe disse: ‘Parabéns, servo bom e fiel!..’.. o que havia recebido dois talentos disse: ‘Senhor… Aqui estão mais dois que lucrei’. O senhor lhe disse: ‘Parabéns…’; aquele que havia recebido um só talento disse: ‘Senhor… fiquei com medo e escondi o teu talento no chão…’. O senhor lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso!… Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros… Em seguida, o senhor ordenou: ‘…quanto a este servo inútil, lançai-o fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes!’.

Meditação:

Esta longa parábola de Mateus tem um enredo que causa estranheza. Nela encontramos alguma semelhança com fatos da vida real, característicos de uma sociedade oportunista de mercado e lucro. Por sua complexidade pode-se perceber que, a partir de um dito de Jesus, sofreu acréscimos ao ser transmitida.

Mateus a insere no discurso escatológico de Jesus para estimular à operosidade as suas comunidades vacilantes e inertes, à espera da uma parusia que tardava.

Não basta estar preparado, esperando passivamente a manifestação de Jesus. É preciso arriscar e lançar-se à ação, para que os dons recebidos frutifiquem e cresçam. Jesus confiou à comunidade cristã a revelação da vontade de Deus e a chave do Reino. No julgamento, ele pedirá contas por esse dom. A comunidade o repartiu e o fez crescer, ou o escondeu dos homens?

Tudo o que nós recebemos de Deus vem na medida certa, de acordo com a nossa capacidade, nem mais nem menos do que poderíamos receber. Portanto, cabe a cada um de nós assumirmos os talentos que Dele recebemos com humildade e perseverança, pois seremos cobrados pelo que auferimos.

Às vezes nos subestimamos e entendemos que não possuímos dons como as outras pessoas e nos negamos a perceber qual a aptidão que nos foi presenteada por Deus. Neste caso estamos enterrando o talento, pois não queremos assumi-lo por falsa modéstia, por preguiça, por comodismo e até por orgulho.

Aquele (a) que se acha muito pequeno (a) e, por isso, se encosta e se acomoda está cometendo um erro incorrigível. Será tirado dele (a) até o dom que ele (a) tinha inclinação para fazer prosperar e não o fez porque não o colocou em prática.
Achar-se muito sem capacidade e não confiar na capacidade de Deus é o grande pecado de muitos de nós.

Não se pode esquecer o principio de proporcionalidade ao interpretar a parábola de hoje. O viajante dá a cada um “segundo sua capacidade”, segundo a medida de suas possibilidades e não segundo sua ambição ou sua incapacidade de assumir as responsabilidades. Ao ler esta parábola nos damos conta de que nossa atitude não é a de dar mais, mas de pedir mais.

Não temos uma oração de ofertas, mas sim de petições. Queremos mais, mas fazemos muito pouco com aquilo que já temos. Deixamos-nos arrastar pela lógica do consumo, do acúmulo, do ter. A parábola nos propõe um desafio ao nos perguntar o que fazemos com o que recebemos e que podemos dar.

A parábola não diz que quem já dá tem que dar mais, mas que cada um tem que compartilhar de acordo com suas possibilidades. Alguns darão mais porque receberam mais; outros darão menos porque produziram menos, mas todos os que dão devem oferecer cem por cento de suas possibilidades. Dar é questão de atitude generosa e não de posse egoísta.

O que você tem feito com os seus dons? Você se acha muito sem expressão, incapaz de realizar alguma coisa? Não será porque você está confiando somente em você mesmo (a) e esquecendo-se Daquele que lhe deu a vida? Você não acha que a sua vida já é um dom muito precioso? O que você tem feito dela?

Reflexão Apostólica

Infelizmente, no passado, o significado desta parábola foi habitualmente confundido, ou pelo menos muito reduzido. Quando escutamos falar dos talentos, pensamos imediatamente nos dons naturais de inteligência, beleza, força, capacidades artísticas. A metáfora é usada para falar de atores, cantores, comediantes…

O uso não é totalmente equivocado, mas sim secundário. Jesus não pretendia falar da obrigação de desenvolver os dons naturais de cada um, mas de fazer frutificar os dons espirituais recebidos dele. A desenvolver os dotes naturais já nos impulsiona a natureza, a ambição, a sede de lucro. Às vezes, ao contrário, é necessário frear esta tendência de fazer valer os próprios talentos, porque pode converter-se facilmente em afã por fazer carreira e por impor-se sobre os demais.

Os talentos dos quais Jesus fala são a Palavra de Deus, a fé, ou seja, o Reino que Ele anunciou. Neste sentido, a parábola dos talentos se conecta com a do semeador. À sorte diferente da semente que ele lançou – que em alguns casos produz sessenta por cento; em outras, ao contrário, fica entre os espinhos, ou são comidas pelos pássaros do céu –, corresponde aqui o diferente lucro realizado com os talentos.

Os talentos são, para nós, cristãos de hoje, a fé e os sacramentos que recebemos. A palavra nos obriga a fazer um exame de consciência: que uso estamos fazendo destes talentos? Nós nos parecemos com o servo que os faz frutificar ou com o que os enterra? Para muitos, o próprio batismo é verdadeiramente um talento enterrado. Podemos compará-lo a um presente que se recebeu de Natal e que foi esquecido num lugar, sem nunca tê-lo aberto ou jogado fora.

Os frutos dos talentos naturais acabam conosco ou, quando muito, passam aos herdeiros; os frutos dos talentos espirituais nos seguem à vida eterna e um dia nos valerão a aprovação do Juiz divino: «Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, e por isso eu te darei autoridade sobre o muito: toma parte no gozo de teu senhor».

Nosso dever humano e cristão não é só desenvolver nossos talentos naturais e espirituais, mas também de ajudar os demais a desenvolverem os seus.

No mundo moderno existe uma profissão que se chama, em inglês, talent-scout, descobridor de talentos. São pessoas que sabem encontrar talentos ocultos – de pintor, cantor, ator, jogador de futebol – e os ajudam a cultivar seu talento e a encontrar um patrocinador.

Não o fazem de graça, naturalmente, nem por hobby, mas para ter uma porcentagem em seus lucros, uma vez que se afirmaram.

O Evangelho nos convida a ser talent-scout, «descobridores de talentos», mas não por amor ao lucro, e sim para ajudar quem não tem a possibilidade de afirmar-se sozinho.

Propósito:

Pai, transforma-me em discípulo responsável que sabe aproveitar cada circunstância para fazer frutificar os dons que me concedes, colocando-os a serviço do meu próximo.

ENCORAJE A SI MESMO

Nós vivemos pelo encorajamento mas podemos morrer sem ele – morte lenta, triste e cheia de ressentimentos. 

A pessoa que você deve prestar muita atenção é você mesmo. As coisas que você diz para si mesmo, você tem a tendência de crer sem vacilar. Infelizmente são muitas as pessoas que falam negativamente a si mesmas muitas e repetidas vezes

A boa noticia é que isso não é difícil de se corrigir. Afinal, você é quem controla aquilo que você diz. Portanto, faça a opção de ser positivo quando estiver falando consigo mesmo. Em vez de dizer “eu nunca serei capaz de fazer isso!” diga a si mesmo: “Esse é um grande desafio que tem o potencial de retirar o melhor de dentro de mim”

Deixe você saber que você crê em si mesmo. Lembre a si mesmo que você é uma jóia da graça magnífica de Deus e Ele lhe criou de maneira incrivelmente singular. Portanto, você tem valor e capaz de alcançar tudo o que a vida pode lhe oferecer. Você é o seu mais importante motivador. Adquira o hábito de dar a si mesmo um positivo encorajamento numa base diária. Ao fazer isso você estará fazendo um bem enorme a você e a muita gente.

Publicado por: sidnei walter john | 15 de novembro de 2017

Evangelho do dia 18 de novembro sábado


18 novembro – É em Roma, a grande cidade da história, que a alma de um cristão rejuvenesce e se fortalece para as lutas cada vez mais ferrenhas do mundo e do inferno contra a Igreja e contra os seus ministros. (L 52). São Jose Marello

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 18,1-8

Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, e lhe pedia: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Não temo a Deus e não respeito ninguém. Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir!'” E o Senhor acrescentou: “Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?””  

Meditação:

Nesta passagem, Lucas explícita o objetivo das palavras de Jesus: “Convencer da necessidade de rezar sempre, sem se cansar”.

No relato deve-se considerar o caráter redacional e teológico. A viúva que pede justiça (“fazer justiça” aparece quatro vezes) é o exemplo da insistência e da persistência.

Esta parábola do juiz injusto é um ensinamento muito expressivo acerca da eficácia da oração perseverante e firme. Providencialmente, constitui a conclusão da doutrina sobre a vigilância, exposta nos versículos anteriores.

O fato de comparar o Senhor com uma pessoa como esta, põe em relevo o contraste entre ambos: se até um juiz injusto acaba por fazer justiça àquele que insiste com perseverança, quanto mais Deus, infinitamente justo e nosso Pai, escutará as orações perseverantes dos Seus filhos.

Deus fará justiça aos Seus escolhidos que clamam por Ele sem cessar. A necessidade da oração funda-se na necessidade da graça atual.

É uma verdade de fé que, sem esta graça, nos achamos em impotência radical de nos salvarmos e, com maior força de razão, de atingirmos a perfeição.

De nós mesmos, por melhor uso que façamos da liberdade, não podemos nem dispor-nos positivamente para a conversão, nem perseverar por tempo notável, nem, sobretudo perseverar até à morte: Sem mim, diz Jesus a seus discípulos, nada podeis fazer, nem sequer ter um bom pensamento.

São muito claros os textos, que nos mostram a necessidade de rezar, se quisermos alcançar a salvação: É preciso rezar sempre e nunca descuidar (Lc 18, 1). Vigiai e orai para não cairdes em tentação (Mt 25, 41). Pedi e dar-se-vos-á (Mt 7, 7).

É preciso rezar. Orar, pedir, significam e impõem um preceito e uma obrigação, um mandamento formal.

Os Padres da Igreja tais como, por exemplo, são Basílio Magno, são João Crisóstomo e santo Agostinho, ensinam que a oração para os adultos é necessária, não somente por ser um mandamento de Deus, como também por ser um meio necessário para a salvação.

Assim, torna-se impossível que um cristão se salve sem pedir as graças necessárias para a sua salvação. Depois do batismo, a oração contínua é necessária ao homem para poder entrar no céu.

Embora sejam perdoados os pecados pelo batismo, sempre ainda ficam os estímulos ao pecado, que nos combate interiormente, o mundo e os demônios que nos combatem externamente.

A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que nós fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação.

Assim, reconhecemos Deus como único Autor de todos os bens, a fim de que nós conheçamos que necessitamos de recorrer ao auxílio divino e reconheçamos que Ele é o Autor dos nossos bens.

No Evangelho de hoje vemos a descrição das duas personagens. O juiz é mau, a viúva é pobre e sem amparo.

O seu único recurso é a perseverança em implorar justiça. Perseveremos também em nossa oração, nós que tratamos não com um juiz iníquo, mas com um Pai de misericórdia.

A razão que o Senhor dá para atender as orações é tríplice: a sua bondade, que tanto dista da compaixão do juiz; o amor que tem pelos seus discípulos e, por último, o interesse que estes mostram através da sua perseverança na petição. Deus está sempre atento a quem o invoca.

Peçamos-lhe sem titubear, e conheceremos que a sua grande misericórdia não nos abandona, mas dará cumprimento à petição de nossa alma.

A viúva não desanimou, mas perseverou e foi atendida; perseveremos também nós na oração e Deus nos atenderá.

É, pois, necessário que rezemos com humildade e confiança. Entretanto, isto só não basta para alcançarmos a perseverança final e, com ela, a salvação eterna.

As graças particulares que pedimos a Deus, podemos obtê-las por meio de orações particulares.

Se não perseverarmos na oração, não conseguiremos a perseverança final, a qual compreende uma cadeia de graças e, por isso, supõe repetidas e continuadas até à morte.

Assim, como nunca cessa a luta, também nunca devemos deixar de pedir a misericórdia divina, para não sermos vencidos. Se quisermos, pois, que Deus não nos abandone, devemos pedir-lhe sempre que nos auxilie.

Fazendo assim, certamente Ele nos assistirá sempre e não permitirá que nos separemos dele e que percamos a sua amizade.

Procuremos, por isso, rezar sempre e pedir a graça da perseverança final, bem como as graças para consegui-la.

A oração perseverante é índice de fé profunda, de firme esperança, de caridade viva para com Deus e o próximo.

O ensinamento de Jesus Cristo sobre a perseverança na oração une-se com a severa advertência de que é preciso manter-se fiéis na fé; fé e oração vão intimamente unidas.

Creiamos para orar e para que não desfaleça a fé com que oramos, oremos. A fé faz brotar a oração, e a oração, enquanto brota, alcança a firmeza da fé.

O Senhor anunciou a Sua assistência à Igreja para que possa cumprir indefectivelmente a sua missão até ao fim dos tempos (Mt 28, 20). A Igreja, portanto, não pode desviar-se da verdadeira fé.

Nem todos os homens perseverarão fiéis, mas alguns se afastarão voluntariamente da fé. É o grande mistério que são Paulo chama de iniqüidade e de apostasia (2Ts 2,3), e que o próprio Jesus Cristo anuncia noutros lugares (Mt 24,12-13).

Deste modo, o Senhor previne-nos para que, ainda que à nossa volta haja quem desfaleça, nos mantenhamos vigilantes e perseveremos na fé e na oração. Deus há de ouvir, finalmente, aos seus eleitos, se eles orarem com fé e perseverança.

Ainda que seja ao fim de vinte, trinta anos, no fim da vida; que é isso em relação à eternidade? Infelizmente, a fé vai enfraquecendo, e com ela a caridade, e sem caridade é impossível a oração.

Reflexão Apostólica:

Lucas, em seu evangelho, revela um interesse especial em três temas: a misericórdia de Deus, o escândalo da divisão da sociedade em ricos e pobres, e a importância da oração.

Quem não persevera na oração com fé, nunca poderá ver realizados os seus pedidos e os seus desejos.

A perseverança da nossa oração revela a nossa humildade diante de Deus e faz com que sejamos fiéis ao que nos propomos.

Sabemos que somos impotentes, mas podemos desejar coisas impossíveis, porque confiamos na justiça de Deus.

Por isso, a persistência das nossas reivindicações nos torna firmes e nos faz ter convicção e fé na promessa de Jesus de que tudo quanto pedirmos ao Pai, em Seu nome será atendido.

Do contrário, demonstramos orgulho e prepotência quando, porque ainda não fomos atendidos (as), nós desistimos dos nossos desejos e anseios e damos prova de que não temos fé nas promessas divinas.

Deus sabe o tempo e a hora de nos dar aquilo que nós suplicamos, porém a nossa firmeza e persistência será uma prova de que realmente o nosso coração anseia ardentemente por aquilo que nós pleiteamos.

Ele faz justiça aos seus escolhidos, e, se assim nos consideramos, precisamos dar o nosso testemunho para que a chama da fé não se apague no coração da humanidade.

Aqui cabe a pergunta: Deus precisa de nossa oração insistente assim como a um juiz que não respeita os homens? A chave para resolver esta contradição vem pela pedagogia que Jesus apresenta em suas palavras. Por um lado temos a dimensão da prática e por outro a fé.

A prática representada no âmbito das leis humanas, e a fé circunscrita ao âmbito da relação com Deus. Pedir justiça no âmbito humano e não deixar de confiar (ter fé) que Deus é o máximo juiz.

Nesse caminho de reflexão, podemos notar que o aparentemente contraditório em primeira instancia, se torna complementar em nossas vidas de cristãos e cristãs.

O que você tem pedido a Deus é realmente o que o seu coração anseia? Será que você tem convicção da necessidade das suas reivindicações? Você seria capaz de continuar pedindo por isso a vida toda? Você confia nas promessas de Deus para a sua vida e a da sua família?

Propósito:

Pai, faze-me pobre e simples diante de ti, de modo que minhas súplicas sejam atendidas, pois jamais deixas de atender a quem se volta para ti na humildade de coração.

MUDANÇA MELHOR

É a sua atitude que determina a sua altitude.

Da mesma maneira que é possível se sentir miseravelmente em meio ao mais agradável ambiente, também é perfeitamente possível ser positivo e eficiente em meio às mais difíceis circunstâncias. Sempre tenha em mente que a sua atitude será aquela que você decidir exibir.

Então, como é possível que alguém possa permanecer em meio a tanto negativismo ao exibir uma constante atitude de derrota? Realmente, não existe nenhum valor benéfico em tal atitude. Porém, por outro lado, quando você faz a opção por um foco positivo, até mesmo os retrocessos e os desapontamentos da vida passam a trabalhar em seu favor.

Quando nada parece mudar para melhor, quando a vida parece obstinadamente negativa, mantenha-se positivo, ao trazer à mente que Deus tem completo e absoluto controle da sua situação. Mude para melhor, e em breve você irá perceber que ao seu redor uma atmosfera positiva também irá tomar lugar.

Publicado por: sidnei walter john | 15 de novembro de 2017

Evangelho do dia 17 de novembro sexta feira


17 novembro – A indecisão é a causa principal que faz os mais belos projetos se desfazerem em nada. (L 68). São Jose Marello 

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 17,26-37

Como foi no tempo de Noé, assim também será nos dias de antes da vinda do Filho do Homem. Todos comiam e bebiam, e os homens e as mulheres casavam, até o dia em que Noé entrou na barca. Depois veio o dilúvio e matou todos. A mesma coisa aconteceu no tempo de Ló. Todos comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e matou todos. Assim será o dia em que o Filho do Homem aparecer. Aí quem estiver em cima da sua casa, no terraço, desça, e fuja logo, e não perca tempo entrando na casa para pegar as suas coisas. E quem estiver no campo não volte para casa. Lembrem da mulher de Ló. A pessoa que procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo terá a vida verdadeira. Naquela noite duas pessoas estarão dormindo numa mesma cama. Eu afirmo a vocês que uma será levada, e a outra, deixada. Duas mulheres estarão moendo trigo juntas: uma será levada, e a outra, deixada. [Naquele dia, dois homens estarão trabalhando na fazenda: um será levado, e o outro, deixado.]
Então os discípulos perguntaram:
– Senhor, onde vai ser isso?
Ele respondeu:
– Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus.
  


Meditação:

O Evangelho de hoje não é o tipo de leitura que poderíamos chamar de agradável, mas é um Evangelho necessário.

Depois de já ter falado, de várias formas, que o Reino de Deus está próximo, e tantas pessoas ainda fazerem de conta que não estão ouvindo, chega um momento em que é necessário ser mais direto, e é isso que Jesus faz…

Profetiza como será a sua segunda vinda, a qual são João, anos depois, descreve no Apocalipse com todos os detalhes…

Nestes 12 versículos de hoje, existe um que resume toda a mensagem, e é a pista que devemos seguir para fazermos parte do time dos escolhidos de Deus.

É o versículo 33: “Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la.”

Quem passa a vida inteira preocupado em aproveitar a vida com os prazeres mundanos, esquecendo-se do Amor, vai viver sempre vazio.

Existe um espaço no nosso coração que somente Deus pode ocupar… e quem dedica a sua vida a preencher esse vazio com o Amor de Deus, vai conservar a sua vida… e quando Jesus voltar, esse sim será feliz, pois fará parte dos escolhidos do Reino de Deus.

Os discípulos ainda perguntam: “Senhor, onde isso vai acontecer?” É claro que eles queriam saber quais cidades Deus iria destruir, para poder avisar aos que morassem nelas, e depois correr para o outro lado… Só que Jesus dá uma resposta enigmática: “Onde estiver o cadáver, aí estarão os abutres.”

Isso significa que em todos os lugares onde houver alguém que esteja “morto” para Deus, este será morto de fato, e para sempre.

Procuremos, então, aproveitar a nossa vida, sim! Para buscar preenchê-la dia a dia com as graças de Deus. Eis o verdadeiro sentido da vida!

Reflexão Apostólica:

Jesus nos alerta para que estejamos atentos aos Seus sinais e às manifestações de Deus através dos fatos e acontecimentos do nosso dia a dia, aos quais, muitas vezes, nós relevamos e os deixamos passar.

Somos chamados (as) para participar do reino dos céus a todo instante, mas vivemos absortos (as) nos nossos projetos e em suas realizações e nos esquecemos de que a figura desse mundo vai passar.
Erroneamente, nós imaginamos que podemos dar um jeito na nossa vida e, que, na hora H nós podemos fugir de Deus.

Queremos ser independentes e fazer da nossa existência o que a nossa vontade nos apontar.

Entretanto, Jesus vem nos ensinar a estarmos vigilantes porque o reino de Deus acontece em nós a qualquer momento e quem estiver de prontidão, de coração aberto, conseguirá alcançá-lo.

Cada um de nós tem o seu dia e sua hora e as coisas não acontecem em série, nem igualmente para todos, como se fôssemos marcados para o mesmo momento.

As nossas ações, o nosso objetivo, o nosso ideal, nortearão o nosso futuro. “Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la”.

Não podemos fazer justiça com as nossas próprias mãos, nem tampouco são os nossos méritos que nos darão a salvação.

Quanto mais as nossas atitudes forem atos de amor, de confiança e de entrega, mais estaremos perto de alcançar o nosso sonho, que é a vida nova que Jesus veio nos presentear.

O Senhor pode chegar a qualquer momento, e, vivos ou mortos, a Ele pertencemos, portanto, estejamos atentos (as) aos Seus sinais.

Você tem o coração vigilante para que aconteça em você o que Deus quiser? Você se acha uma pessoa boa, merecedora de um bom lugar na vida e também depois, na outra vida? Você percebe os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida?

Justamente com o Reino de Deus, o julgamento do filho do Homem se realiza na história: ele vem para manifestar a verdade da vida de todos.

Essa manifestação do Filho do Homem é sempre momento grave e decisivo: dele depende a salvação ou a destruição de cada um.

Devemos ter plena consciência que Sua presença entre nós se dá, hoje, entre aqueles que lutam pela justiça no mundo em que vivemos, no empenho de que todos tenham vida plena. Serão salvos somente aqueles que, como Jesus, fazem da própria vida dom para os outros.

Os acomodados serão tragados pelo dilúvio do mercado global que corrompe e seduz, aprisionando-os na malha de uma estrutura que despreza a vida.

Propósito:

Pai, dá-me suficiente sensatez para não buscar segurança e salvação nos bens deste mundo, pois só as encontro junto de ti, na obediência fiel à tua vontade.

2º Meditação: 

Está preparado o banquete da Eucaristia e o banquete eterno. Seria este o título da homilia de hoje. Jesus deixou aos discípulos o sinal do pão e do vinho na última Ceia e anunciou-lhes que havia de participar com eles do banquete no reino de seu Pai. Neste texto de hoje se fala do reino, do banquete e da preparação indispensável para não ser excluído.

Em cada Eucaristia nós dizemos. «Vem, Senhor Jesus». Pedimos a sua vinda, mas não nos podemos esquecer da preparação para essa chegada e perder o tempo de se preparar. Eis uma advertência de permanente atualidade. Neste tempo em que as preocupações do material fazem esquecer o essencial, o espiritual, a advertência do Evangelho tem permanente atualidade.

Deus nos chama a atenção. A Igreja dá-nos oportunidade e Jesus Cristo avisa-nos para não cair na tentação do desleixo. Para possuir a sabedoria e saber estar preparado.

Cada Eucaristia antecipa sacramentalmente esta caminhada para a sala das núpcias. A Eucaristia é a grande preparação para o banquete do Reino.

São Paulo afirma a fé na ressurreição e anima todos os crentes na certeza de que na ressurreição «Deus levará com Jesus aqueles que tiverem morrido em união com Ele».

É a vitória da vida sobre a morte, é aquilo que todo o ser humano deseja que Paulo nos anuncia. E com toda a Igreja professamos: creio na vida do mundo que há-de vir, a vida em Deus só o Espírito Santo a pode dar. Mas tudo isso só será possível se nós estivermos sempre preparados. Aliás, diz o ditado: O futuro só a Deus pertence. É dever de todo o homem de fé esperá-lo e prepará-lo com prudência.

O presente é o momento ideal para adquirir tudo quanto desejaríamos possuir na hora da chegada do Esposo. Deus é o ponto de chegada da nossa existência valorizada aqui e agora pelos nossos propósitos e ações, atitudes e comportamentos.

Quando Jesus se apresentou a pregar o Reino, anunciou que ele está próximo. Hoje a pregação de Jesus é idêntica, os destinatários são os homens do nosso tempo, sou eu, é você, somos cada um de nós.

Meditar e viver agora o que quereríamos ter feito amanhã, eis o projeto e o programa a executar. O futuro prometido por Deus deve ser preparado por cada um dos cristãos, homens e mulheres da Igreja que escutam e meditam a palavra divina, quer individualmente, quer inseridos nas pastorais.

É fundamental que sejamos já aqui e agora homens novos, virgens prudentes, de lâmpada acesa, de modo a evitar portas fechadas no momento da entrada para o banquete. Saiba que vivemos em um mundo que oferece sérios riscos e quedas, que se repetem ao lado da evolução tecnológica ou simplesmente da hipermodernidade.

Não se esqueça que você é o agente da história hoje. A advertência que nos faz o Evangelho é incentivo para todos, porque o Senhor é o «fim da história humana».

Ele é a garantia de que nossa história pode ser construída de forma positiva com a sua ajuda. A presença de Cristo na história é constante, exigente e eficaz. É estímulo e motivo de esperança, única garantia da edificação do Reino, do homem novo e do mundo novo.

Jesus nos alerta para que estejamos atentos aos Seus sinais e às manifestações de Deus por meio dos fatos e acontecimentos do nosso dia a dia, aos quais, muitas vezes, nós relevamos e os deixamos passar.

Somos chamados (as) para participar do reino dos céus a todo instante, mas vivemos absortos (as) nos nossos projetos e realizações e nos esquecemos de que a figura desse mundo vai passar e que a qualquer momento nós poderemos ser intimados por Deus a repensar a nossa vida.

Erroneamente nós imaginamos que podemos dar um jeito na nossa vida e, que, na hora H nós podemos fugir de Deus. Queremos ser independentes e fazer da nossa existência o que a nossa vontade nos apontar.

Jesus vem nos ensinar a estar vigilantes porque o reino de Deus acontece em nós a qualquer momento e quem estiver de prontidão, de coração aberto, conseguirá alcançá-lo.

2º Reflexão Apostólica:

E os mortos-vivos? O que será deles? Quem são eles?

“(…) A pessoa que procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira”.

São “mortos-vivos” os que perambulam por todo lugar sem um objetivo maior a sua frente. NÃO são eles os mendigos, os pedintes, mas os que se apegam a carros, casas, fazendas, grifes, cargos, chefias, (…) São aqueles que fazem lobbies para serem eleitos para cargos eletivos ou de liderança de massas (prefeito, vereadores, governadores, deputados… e até mesmo no trabalho, na comunidade). Aqueles que PREFEREM NÃO OUVIR quem mais precisa (às vezes usam até o nome de Deus); fecham seus olhos aos seus defeitos, mas se aguçam a procurar o dos que discordam do seu “modelo” e tristemente “(…) Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus“.

Fico muito triste quando vejo os urubus (às vezes somos nós mesmos) atestando os atos dos mortos-vivos! Pois de certa forma ao calarmos estamos consistindo, consciente ou inconscientemente, o gesto incorreto e pior que isso, dando argumentos para novos “seguidores”.

Dura é a realidade: Só existe ainda propina (pagamento ilícito), pois sempre tem alguém a querer pagar; acabam-se as locadoras de DVD, pois justifica-se que é um serviço caro locar um filme original; o consumo e o tráfico de drogas só existem, pois alguém o alimenta comprando uma “cabecinha”; a menina ou o menino que não deixam a prostituição, pois se recusam perder os luxos a receber um salário mínimo por mês num emprego qualquer; que prefiro colocar a culpa da falta de programas de saúde, emprego e educação no governo, nos políticos que eu mesmo ajudei eleger em troca de um cargo comissionado, por um privilégio, por um botijão de gás… Estamos sempre querendo levar alguma vantagem.

Verdade Senhor! “(…) Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus“.

Esses “mortos-vivos fazem tudo isso e depois tem a capacidade de ir a frente das pessoas para novamente ludibriá-las, enganá-las, fazendo cara de bom moço, passando-se por ingênuos, inocentes, usando assim do sentimento bom que temos… Isso vai durar até o momento que vem o dilúvio…

Outro ponto: Imagino o desespero das pessoas que vêem repentinamente a água subir e ver as portas da arca fechadas.

Diferentemente do episódio bíblico, devemos estar prontos e amadurecidos para abrir as portas e recebê-los de volta enquanto a água não sobe, pois cabe somente a Deus dizer quem fica e quem vai.

Esse que vem bater à porta da arca pode ser seu irmão que se arrependeu e pede abrigo; o filho que pelo vício do álcool ou das drogas pede ajuda; a filha adolescente gestante de outro guri; o nosso maior desafeto de trabalho vivendo um difícil momento ou em profunda depressão (…)

Sabe, acredito que talvez sejam nessas horas, que parece que ninguém esta vendo, que o Senhor de fato, repara o quanto mudamos, o quanto somos verdadeiros, bons, obedientes, (…)

Cada um de nós tem o seu dia e sua hora e as coisas não acontecem em série, nem igualmente para todos, como se fôssemos marcados para o mesmo momento.

As nossas ações, o nosso objetivo, o nosso ideal, nortearão o nosso futuro. “Quem procura ganhar a sua vida vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la”.

Não podemos fazer justiça com as nossas próprias mãos, nem tampouco são os nossos méritos que nos darão a salvação.

Quanto mais as nossas atitudes forem atos de amor, de confiança e de entrega, mais estaremos perto de alcançar o nosso sonho, que é a vida nova que Jesus veio nos presentear.

O Senhor pode chegar a qualquer momento, e, vivos ou mortos, a Ele pertencemos, portanto, estejamos atentos (as) aos Seus sinais.

Você tem o coração vigilante para que aconteça em você o que Deus quiser? Você se acha uma pessoa boa, merecedora de um bom lugar na vida e também depois, na outra vida? Você percebe os sinais de Deus nos acontecimentos da sua vida?

O professor Felipe Aquino diz: “(…) Ser fiel a Deus é ser obediente às suas leis, à sua vontade, e servir-lhe com toda a alma. Santo Inácio de Loyola afirmava que viver bem é amar e servir a Deus nesta vida. Jesus disse aos Apóstolos na última Ceia: ‘Se me amais, guardareis os meus mandamentos’ (Jo 14,15). Portanto, amar a Deus, mais do que um sentimento, é uma decisão: guardar os seus mandamentos, cumprir a sua vontade”.

Precisamos nos empenhar em pelo menos não sermos hipócritas. Que pelos nossos gestos verdadeiros consigamos tocar a Deus e como Ló, não voltar e nem olhar para trás.

Abandonemos o quanto antes o que é velho e o que não edifica. Joguemos fora nossas máscaras para com Deus. Despertemos desse sono!

REAL TRANSFORMAÇÃO

Transformação no mundo acontece quando as pessoas são curadas e começam a investir na vida das outras pessoas.

A luz não conquista as trevas ao empurrá-las para fora do seu caminho. A conquista ocorre quando a luz vem para as trevas e a transforma com a sua brilhante e positiva energia. Da mesma forma, os obstáculos da vida não são conquistados por brigas e dissensões . A melhor maneira de superar uma situação difícil é transformá-la através de uma positiva e produtiva atitude.

Não importa quanto esforço você venha investir contra as trevas, ela não irá para lugar nenhum. Porém, no momento em que você brilha a sua luz, as trevas desaparecem. Quando você luta contra os seus problemas, tudo o que você – na realidade – faz é torná-los ainda mais forte e resistente. Certamente que não é isso que você deseja.

Em vez desse estresse inútil e completamente infrutífero, focalize em fazer o seu melhor, em radiar a bela luz da graça e do amor de Deus – essa é a receita infalível contra a mais densa de todas as trevas.

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