Publicado por: sidnei walter john | 17 de dezembro de 2009

Evangelho segundo São Mateus 1,18-24 sexta feira


Evangelho:

Leitura do santo Evangelho segundo São Mateus 1,18-24

“O nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, a sua mãe, ia casar com José. Mas antes do casamento ela ficou grávida pelo Espírito Santo. José, com quem Maria ia casar, era um homem que sempre fazia o que era direito. Ele não queria difamar Maria e por isso resolveu desmanchar o contrato de casamento sem ninguém saber.

Enquanto José estava pensando nisso, um anjo do Senhor apareceu a ele num sonho e disse: – José, descendente de Davi, não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois ela está grávida pelo Espírito Santo. Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito por meio do profeta: “A virgem ficará grávida e terá um filho que receberá o nome de Emanuel.” (Emanuel quer dizer “Deus está conosco”.) Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor havia mandado e casou com Maria.”

Meditação:

Na primeira leitura o profeta Jeremias (Jr 23,5-8) nos fala de um filho legítimo de Davi que governará Israel, aludindo ao Messias esperado. Será o pastor que virá para administrar “a justiça e o direito no país” (v. 5). A justiça e o direito na Bíblia expressam a vontade de Deus. Por essa razão o enviado será chamado “Senhor nossa justiça” (v. 6). Ao longo desta semana, a liturgia do advento nos irá recordando os acontecimentos que, segundo os evangelhos, precederam ao nascimento de Jesus. O relato está cheio de referências ao Antigo Testamento (Gênesis 16, 7; Juízes 13, 1-5; Salmo 130, 8; Isaías 7, 14; 8, 8.10) para significar que em Jesus se cumprem as Escrituras, ele é realmente o Messias esperado por Deus. Ao despertar, José toma consigo Maria.

O evangelho de hoje nos coloca o nascimento de Jesus na linha davídica, destacando a figura de José, que, desposado com Maria, a jovem de Nazaré, irá cuidar de seu filho na família de Nazaré. Para entender corretamente este evangelho é necessário conhecer que a celebração do matrimônio entre os judeus constava de dois atos: os esponsais ou desposórios que supunham um compromisso tão real, que o prometido já era chamado de “marido” e não podia ficar livre deste compromisso a não ser pelo repúdio; e o casamento propriamente dito, que era a cerimônia complementar do contrato matrimonial. A justiça de José consiste em não querer encobrir com o seu nome a um menino cuja filiação ignora, mas também em que, convencido da virtude de Maria, se nega a entregar este mistério ao rigoroso procedimento da lei.

José não conhecia o mistério da encarnação; é, pois, perfeitamente compreensível sua preocupação diante do fato que está à sua frente e diante de sua convicção da santidade de Maria. José se encontra diante de um mistério que não consegue compreender e por isso pensa em deixar Maria. Deus cumpre sua promessa e o faz de forma desconcertante.

Vem através de uma jovem judia que aceita em si a obra do Espírito Santo (v. 18). José, seu esposo, se desconcerta ( v. 19); essa perplexidade o dispõe para compreender a ação de Deus. Quando pensamos que tudo acontece “normalmente” não somos capazes de perceber a novidade no imprevisto. O menino que deve nascer será chamado Jesus, que significa “Javé salva”, porque “ele salvará seu povo de seus pecados” (v. 21). “Seu povo” vai mais além do mundo judaico, abarca a humanidade inteira, que se faz povo de Deus. Numa humilde casa de Nazaré, no seio de uma jovem, chega, discretamente, aquele que restabeleceu nossa amizade com Deus. Para esse dom contribui a simplicidade de José.

Como na vida de José, também às vezes se nos apresentam situações difíceis e obscuras; dentro dos planos de Deus se encontram com freqüência as provas e as tribulações, que servem para nos purificar e nos colocar mais perto de Deus.

Reflexão Apostólica:

Hoje precisamente, o evangelho de Mateus narra o anúncio do anjo a José. Mateus nos conta que José e Maria estavam noivos e entre seu compromisso e seu matrimônio, Maria ficou grávida.

Por causa disso, José pensou em abandoná-la secretamente. Mas o anjo lhe apareceu em sonhos e lhe descobriu todo o plano de Deus que aconteceria com o menino que iria nascer. Como Maria, José dá um sim ao plano que Deus para sua vida. Esperar a vinda do senhor cristãmente é dizer sim ao projeto e aos planos de Deus em nossa vida. Esse sim, como José, supõe necessariamente toda rejeição ao projeto do mal seja pessoal ou social, e um compromisso contínuo para construir o bem em minha vida e comunidade. É claro que dizer sim a Deus é dizer não a outros ídolos do mal que nos escravizam: miséria, enfermidade, injustiça, repressões; e dizer sim a quem luta pela dignidade, a justiça e a paz.

Maria está comprometida com José. Segundo os costumes judaicos, isso dava ao homem os direitos de matrimônio, embora a mulher continuasse vivendo sob a autoridade paterna. A mulher era propriedade do homem; não tinha direitos. Devia ser protegida por um homem: seu pai, esposo ou filho. José ficara desconcertado ao notar que Maria estava grávida sem ter convivido com ele. A lei mandava denunciar a mulher que tivesse tido relações com outro homem sem ser com seu noivo, e apedrejá-la diante da casa de seu pai; mas José decide abandoná-la em segredo. Maria é modelo do cristão, do crente, da Igreja. Também José, ao aceitar essa “paternidade”.

O anjo o convida a não ter medo de acolher Maria, mostrando-lhe o mistério de sua fecundidade. “A criatura que espera é obra do Espírito Santo”. “O anjo” ajuda a perceber o chamamento de Deus que não se percebe; faz José entender que gravidez de Maria é fruto da ação do Espírito Santo. Imitemos Jesus em seu amor aos homens, vivendo todos os dias de nossa vida a caridade, compreensão e serviço generoso e desinteressado a nossos semelhantes, sobretudo, para os mais pobres e desvalidos.

Propósito:

Pai, ajuda-me a contemplar tua ação maravilhosa em relação à concepção de teu Filho Jesus. Que eu reconheça nela tua oferta gratuita de salvação para toda a humanidade.

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