Publicado por: sidnei walter john | 26 de novembro de 2009

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 21,29-33 sexta feira


Humildade em tudo, até em virar os olhos e mexer as mãos. (S 198) São José marello   
    Evangelho: sexta feira 26 nov

Leitura do santo Evangelho segundo São Lucas 21,29-33
“Em seguida Jesus fez esta comparação:
– Vejam o exemplo da figueira ou de qualquer outra árvore. Quando vocês vêem que as suas folhas começam a brotar, vocês já sabem que está chegando o verão. Assim também, quando virem acontecer aquelas coisas, fiquem sabendo que o Reino de Deus está para chegar. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: essas coisas vão acontecer antes de morrerem todos os que agora estão vivos. O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre.

Meditação:

Continua o discurso apocalíptico de Jesus. Convém notar a estrutura de todo o discurso que já vimos para não nos perdermos. O texto de hoje responde ao “quando” acontecerão todas estas coisas. Faz-se uma distinção entre a “proximidade” do Reino de Deus (texto de hoje vv. 29–33) e a vinda do Dia do Filho do Homem (texto de amanhã vv. 34–36). A resposta ao “quando” é diferente se se trata da proximidade do Reino ou se se trata do Dia do Filho do Homem. Não se pode confundir.

A proximidade do Reino de Deus não é algo repentino e inesperado mas, sim, um processo histórico que vai se realizando ao longo do tempo presente. É necessário, no entanto, descobrir os sinais de sua chegada. Jesus utiliza a imagem da figueira e todas as árvores. Quando começam a brotar, o verão está próximo. Igualmente podemos discernir os sinais que anunciam a chegada do Reino de Deus. É o que hoje chamamos de “sinais dos tempos”. Também podemos discernir os sinais da chegada do Reino de Deus.

A frase do v. 32 é desconcertante: “Em verdade vos digo: esta geração não passará antes que tudo aconteça”. “Esta geração” pode ser a geração posterior à ressurreição de Jesus e antes da parusia. Também pode ter o sentido não cronológico, mas sim teológico, da geração dos que vivem a proximidade do Reino de Deus. Sabemos que o Reino de Deus chegará em sua plenitude com a Parusia de Jesus. O Apocalipse de João nos diz claramente que quando Jesus se manifestar, ressuscitarão os mártires e reinarão mil anos com Jesus (Ap 20, 1–6). Trata-se da realização sobre a terra do Reino de Deus, mil anos antes do Juízo final.

  O número “mil” é simbólico, mas a realização do Reino é real e histórica, apesar de ser transcendente pelo fato de estar aquém da morte e dos mártires e mais aquém ainda da Parusia de Jesus. Agora sim, essa realização plena do Reino de Deus pode ser a partir de agora adiantada e celebrada cada vez que vivemos algo desse Reino hoje em nossa história. Existe muitas ações e testemunhos onde já vamos adiantando o Reino. Essa é a geração dos mártires que desde já descobriram a proximidade do Reino e tentam vivê-la no nosso presente. O que se nos exige é estar atentos aos sinais dos tempos onde se faz visível essa proximidade do Reino de Deus. É uma atitude permanente de discernimento.
O evangelho nos adverte, usando uma comparação tirada da botânica, da proximidade do reino de Deus. Chama a atenção a diferença entre os textos paralelos de Mateus e Marcos, que falam do fim do mundo, e o texto de Lucas, que se refere à proximidade do reino em relação com a pregação de Jesus.

O fragmento que meditamos hoje contém, pois, uma parábola (da figueira), uma aplicação dos pequenos ditos de Jesus, trazidos provavelmente de outros contextos. Jesus convida a nos fixarmos na figueira ou em qualquer árvore de folha envelhecida. Quando observamos que lança brotos, caímos na conta de que a primavera está próxima. Se formos capazes de observar isto, também podemos saber que quando sucedem “estas coisas” o reino de Deus já está perto. Trata-se, pois, de uma realidade que não irrompe abruptamente, mas que vai passando como a seiva que faz brotar folhas novas nas árvores depois dos rigores do inverno.

Os ditos se referem à iminência deste processo (“antes que passe esta geração”) e a seriedade da mensagem que Jesus anuncia (“minhas palavras não passarão”).

Devemos estar atentos aos sinais dos tempos e dos lugares; são eloqüentes para nos indicar algo da vontade de Deus sobre nossas vidas. O Concílio Vaticano II retomou com força o tema dos “sinais dos tempos”: “é dever permanente da Igreja perscrutar a fundo os sinais dos tempos. É necessário compreender o mundo em que vivemos, suas esperanças, suas aspirações” (GS 4). No fundo, não devemos esperar encontrar a data do cumprimento das profecias ou premonições pressentidas: é a proximidade ou distância do Reino (v.31) o que nós podemos e devemos discernir dentre os sinais dos tempos.
  Reflexão Apostólica:

Por muito que se estenda o período quer vai da Ascensão à vinda de Jesus, esta geração, o gênero humano, experimentará tudo o que encerra a plena realização do plano divino, a manifestação do Filho do Homem, a plena libertação e redenção, e o perfeito reinado de Deus.

Tudo se cumprirá sem nenhuma dúvida. As palavras tão incisivas de Jesus não pretendem fixar um tempo, mas assegurar o cumprimento de sua pregação. Quando se designa a todo o gênero humano como “esta geração” quer-se com isso lembrar que é má e que não poderá sustentar o julgamento de Deus. Deve-se refletir sobre a vinda dos acontecimentos finais.

Em todo caso, a proclamação desses últimos acontecimentos é também pregação de penitência e conversão. Às vezes, poderia parecer que as promessas de Deus são meras palavras de consolo. Em todas as épocas os fiéis se têm queixado de que Deus faz esperar sua ajuda. O universo, que parece imperecível, perecerá; tudo passará, mas as palavras de Jesus conservam sua vigência: virão os acontecimentos finais. Estes iluminam nossa vida presente. É indiferente quando hão de vir, mas fato de que hão de vir é sumamente importante.

Propósito:

Pai, reforçai a sinceridade de nossa fé nas palavras de vosso Filho Jesus, pois nele o vosso Reino se faz presente na nossa história, realizando, assim, vossa promessa de salvação. Ó Deus, forte e misericordioso, afastai para longe de nós as seduções de Satanás e fazei que a vossa promessa de novos céus e nova terra se tornem realidade em nosso coração convertido. Novembro – mês mundial de ação de graças!“Para cada coisa há seu momento e um tempo para toda atividade debaixo do céu” (Ecl 3,1). O momento agora  é um tempo de ação de graças.

 

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